Soneto de amor

Irene da Rocha: ‘Soneto de amor’

Irene da Rocha
Irene da rocha
Criador de imagens do Bing - 22 de abril de2025, às 07:58 PM
Criador de imagens do Bing – 22 de abril de2025,
às 07:58 PM

Em cada olhar profundo vou me dar,
Por toda a vida, hei de te encontrar,
Que no silêncio eterno vou te amar,
Mesmo se a lágrima vier a saltar.

As despedidas cruzam o caminho,
Mas ao voltar, renasce o teu carinho,
Palavras soam num amor radiante,
Firmando os laços de um ser constante.

Mesmo na dor da tua ausência fria,
A esperança sustenta a alma vazia,
Pois o que é nosso é real, sem final,

Um sentimento que atravessa o mal.
Sorrisos vêm, as lágrimas se vão,
Por toda a vida, ao teu lado, paixão.

Irene da Rocha

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Não sei

Loide Afonso: Poema ‘Não sei’

Loid Portugal
Loid Portugal
Criador de imagens do Bing – 22 de abril de 2025,
às 08:27 PM

Eu não sei
Como nem porque
É que isto chegou até aqui

Não sei como chegamos
Até aqui
Na Ponte do Adeus

Não sei como caminhei até aqui
Com que forças
Nem ânimo

Eu não sei

Será raiva?
Medo?
Dor?
Será amor?

Não sei ao certo
O que me moveu
E como aconteceu

Sabe?

Talvez seja porque
Ainda te sinto
Te quero
Te amo

Não sei.

Loid Portugal

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A esperança nasce imprevisível

Marcelo Pires: Poema ‘A esperança nasce imprevisível’

Marcelo Pires
Marcelo Pires
Imagem criada por Ia no Bing - 17 de abril de 2025, às 23:58 PM
Imagem criada por Ia no Bing – 17 de abril de 2025,
às 23:58 PM

A mãe com chapéu de flores amarelas
Chora deveras, enquanto está chovendo
Prefere viver entre realidades paralelas
O choro cai, e a chuva vai escondendo

Da varanda observa triste, o caos vivido
O menino traído pela insensatez da vida
Teve o seu pedido de cura não atendido
O universo é cruel, diante da despedida

Melhor chorar na chuva, ao evidenciar
A dor da perda, para um inocente filho
O coração murcha junto ao presenciar
As flores na chuva e a mãe sem brilho

O caos dos pensamentos desanimados
Seguem os caminhos insanos das gotas
Sem previsibilidade, caindo execrados
Ferem as mentes de esperanças ignotas

A vida é cheia de surpresas de verdade
Uma borboleta senta no chapéu florido
Voa na tempestade contra a dificuldade
Traz a fé na cura, em seu voo esplêndido

Marcelo Pires

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Páscoa de injustiças e desigualdades

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

‘Páscoa de injustiças e desigualdades’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
Imagem criada por IA no Bing - 19 de abril de 2025, às 21:41 PM
Imagem criada por IA no Bing – 19 de abril de 2025,
às 21:41 PM

Páscoa Portuguesa que ainda é vivida no meio de tanta desgraça, de tanta injustiça, de tanto desemprego, embora este tenha diminuído, miséria, fome, doença e suicídio, os portugueses, solidariamente, continuam a exigir, mesmo que desarmados, à mercê de um adversário, quantas vezes: por um lado: insensível, desumano; por outro lado, poderoso e violador de direitos adquiridos, apesar de alguns benefícios, estarem a ser repostos, recentemente.

Por isso, acreditam, até agora, numa “ressurreição” da sua dignidade, pelo menos enquanto pessoas humanas, de deveres e direitos, e acreditam que, mais tarde ou mais cedo, o seu próprio “Domingo de Aleluia” há-de chegar, que os responsáveis por esta morte lenta, terão de prestar contas, e vão ser sancionados, cívica e democraticamente, dando, ainda e generosamente, mais uma oportunidade de arrependimento de quem está envolvido e tem culpas naquela que foi uma calamidade nacional. Esse dia, o da Redenção, chegará se Deus e as pessoas assim o conseguirem e, certamente, a vitória dos oprimidos será o resultado.

Parece inadmissível que filhos de um mesmo povo se coloquem contra os seus progenitores, contra os seus concidadãos, que por eles tudo deram, para os elevar aos estatutos que hoje possuem. Como foi possível que se decretassem tão injustas e desumanas medidas contra avós, pais, irmãos, parentes, amigos e cidadãos em geral, por obstinação, por teimosia, por avidez de demonstração de um poder que, generosamente, foi entregue, confiando em promessas que pareciam sinceras, agora se confrontem com a deslealdade? 

Páscoa, tempo de Ressurreição, de alegria, de libertação de uma morte lenta que, durante alguns anos, conduziu ao túmulo da brutal austeridade. Tempo para uma nova esperança, para se acreditar nas potencialidades de cada pessoa humana, digna, verdadeiramente humilde, honesta e trabalhadora.

Confie-se, portanto, nas capacidades morais, éticas, intelectuais e físicas de cada português, de cada família, das empresas e das instituições de solidariedade social. Acredite-se que o dia da libertação poderá estar próximo, que será possível a reconciliação, porque é isso o que mais importa. 

Um apelo deixo aos mais favorecidos, a começar nos governos de todas as Nações, para que nunca, em circunstância alguma, descurem os cuidados humanistas que devem, e têm obrigação para com os seus concidadãos, afinal, todos os que lhes concederam o imenso poder que, após o voto popular, assumem em seus países.

Essa é que é a obra mais importante e que nesta Páscoa sirva de profunda reflexão para toda a população mundial. Páscoa que se pretende para todas as pessoas, como um dia, pelo menos um dia no ano, de meditação, de recuperação de valores humanistas universais; um dia para festejar e recomeçar com: Precaução, Moderação, Robustez, Justiça, Fé, Confiança, Caridade, Comiseração e Generosidade.

Nesta Páscoa, ficam aqui os votos muito sinceros do autor desta reflexão, que apontam no sentido de uma Páscoa com muita saúde, muito feliz, muito alegre, apesar da situação de guerras em que o mundo está mergulhado, considerando situações de diversa natureza, que não podemos ignorar: catástrofes, guerra, fome, miséria e morte.

Uma nova Esperança Redentora, entre a família e que também penetre nos verdadeiros e incondicionais amigos. A todas as pessoas, desejo uma Páscoa, onde não faltem a Saúde, Alegria e Felicidade. Aleluia! Aleluia! Aleluia!

Venade/Caminha – Portugal, 2025
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Brilho de Sol

Irene da Rocha: Poema ‘Brilho de Sol’

Irene da Rocha
Irene da rocha
Imagem criada por IA no Bing – 16 de abril de 2025,
às 13:57 PM

No brilho do Sol, as ondas a dançar,
Sussurra o mar, em melodias de amor,
Gaivotas em voos, em coro a entoar,
Notas soltas flutuam, ecoando o fervor.

Arribas se erguem, formas a sonhar,
Silábicas marés, que o instante adornam,
A areia, carícia, sob o luar a brilhar,
Estrelas cintilantes, na noite que transforma.

Algas a flutuar, presépio ao léu,
Esperando os raios que a vida irradia,
No seio do oceano, um eterno anel.

Mergulho profundo, onde tudo se vê,
Sonhos e mares em perfeita sintonia,
No amanhecer, renascer, sempre a beber.

Irene da Rocha

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Semana Santa

Denise Canova: Poema ‘Semana Santa’

Denise Canova
Denise Canova
Imagem criada por Ia no Bing – 16 de abril de 2025,
às 12:07 PM

Semana Santa

Jesus

Sua dor reflete em mim

Dolorosa paixão

Jesus

Eu sinto a sua dor.

Dama da Poesia

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Lysians

Uma estrela prestes a colapsar. Uma civilização à beira da extinção. Um plano audacioso para sobreviver

Capa de Lysians, de Tiago Snasc
Lysians

RESENHA

Em Lysians, uma galáxia distante enfrenta uma crise iminente: a estrela Lyys, fonte de toda a vida, está prestes a colapsar. No caos que se instala, as Três Mães convocam o conselho para decidir o destino de seu povo.

A partir desse ponto, a trama se desenrola de maneira surpreendente e cheia de reviravoltas. A história explora temas como coragem, aceitação e dilemas éticos, mergulhando o leitor em um universo de ficção científica rica em detalhes que deixam sem fôlego.

Uma narrativa emocionante que deixa todos ansiosos pela continuação. Lysians – Parte 1 é uma leitura imperdível. Recomendo com entusiasmo!

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

SINOPSE

Uma estrela prestes a colapsar. Uma civilização à beira da extinção. Um plano audacioso para sobreviver.

A estrela Lys está passando por instabilidades catastróficas que destruirão toda a civilização Lysiana.

As três mães Lysimaes — Miureiin, Luen’Di e Niira’Da — se reúnem com seus Mentats e conselheiros para lidar com essa crise.

Como resultado, uma missão é lançada: enviar sete naves para explorar planetas em busca de novos mundos habitáveis, garantindo assim a sobrevivência de seu povo.

Em uma batalha climática, as frotas Lysianas enfrentam os Nafiranos, inimigo ressurgido, enquanto simultaneamente enviam naves para os novos mundos descobertos.

À medida que a mobilização do império se intensifica, Niira’Da, a formidável Lysimae de No’Moi, embarca em uma jornada através do reino sombrio de Lysdur. Armada com o Cajado da Coragem, ela enfrenta uma série de desafios mortais, testando os limites de sua resistência física e sua liderança.

Enquanto isso, E’Ruj, um jovem Mentat brilhante, faz uma descoberta chocante sobre a verdadeira natureza da crise estelar, ao mesmo tempo em que lida com uma crise de consciência sobre seu papel nessa tragédia.

Em uma linha narrativa paralela na Terra, Tony e Anna celebram com alegria o nascimento de sua filha, Azuir.

No entanto, sua comemoração foi interrompida pelo Império Lysiano, que demonstra um interesse inquietante na criança.

Quando mundos colidem, o caos é apenas o começo.

SOBRE O AUTOR E SUA OBRA

Tiago Snasc, 34 anos, natural de Manaus, viveu sua infância e juventude imerso na imensidão da floresta amazônica.

Tiago Snasc
Tiago Snasc

O Rio Amazonas era seu quintal, e por lá, ele mergulhou, nadou e se aventurou até os 28 anos, quando decidiu seguir novos rumos profissionais.

Em 2019, mudou-se para São Paulo em busca de crescimento na carreira.

Com bacharelado em Administração de Empresas e MBA em Gerenciamento de Projetos pela UNIP, acumulou vasta experiência no campo das finanças digitais e tecnologia SAAS.

Em 2024, Tiago tomou uma decisão crucial: buscar uma carreira internacional. Abandonou tudo o que tinha e se mudou para a Irlanda, visando aperfeiçoar seu inglês e expandir seus horizontes profissionais. No entanto, foi outro sonho que, de fato, tornou-se realidade: o lançamento de seu primeiro livro.

A obra, intitulada LYSIANS, começou a ser escrita em 2018 quando Tiago, sem experiência como escritor, decidiu registrar em um arquivo de Word os sonhos recorrentes que o atormentavam.

Obcecado por eles, queria saber como se desenrolariam, qual o significado e quem eram aquelas pessoas. Durante anos, ele reescreveu a história inúmeras vezes, buscando nos sonhos inspiração e criatividade.

Em 2020, um golpe quase fatal para o projeto: perdeu o primeiro manuscrito, com cerca de 300 páginas, além de um notebook antigo.

O desânimo foi grande, mas durante a pandemia, encontrou tempo e espaço na solidão do isolamento para continuar a escrita. Foi nesse período de incertezas e tempo livre que sua mente inquieta, alimentada pelos sonhos, o impulsionou a criar os próximos capítulos da história.

Inicialmente, Tiago não tinha a intenção de publicar um livro. Estava apenas registrando suas ideias malucas. Mas, ao compartilhar seus escritos com amigos, recebeu o incentivo necessário para seguir em frente.

A mudança para a Irlanda, que parecia ser um passo para a carreira profissional, se transformou também em um catalisador criativo, oferecendo-lhe o tempo e a inspiração necessários para concluir a primeira parte de LYSIANS.

Sua paixão por mundos complexos e sociedades em constante evolução transparece na obra. LYSIANS explora os limites de uma civilização avançada, levando a reflexão sobre os dilemas que surgem quando o progresso cobra seu preço.

Tiago, que ama um estilo descritivo e narrativo, com ênfase no world-building e em personagens profundos, busca criar universos onde coragem, bravura, honra, amizade e batalhas são mais do que temas – são os pilares fundamentais de sua narrativa.

A trama principal gira em torno de uma civilização à beira da extinção, com uma estrela prestes a colapsar. Sete naves partem em busca de novos mundos habitáveis, e uma delas tem a missão de preparar a humanidade para a chegada dos Lysianos.

Entre os protagonistas, destacam-se Niira’Da, E’Ruj, Li’Raos e Tony, um Lysiano disfarçado na Terra, cujas histórias se entrelaçam em uma jornada de dilemas éticos, sacrifícios profundos e momentos de esperança e amizade.

A pergunta que permeia a história de LYSIANS é profunda e inquietante: em que momento o progresso de uma sociedade se torna uma bênção, e quando ele se transforma em uma maldição?

Tiago escreve com a convicção de que histórias não apenas entretêm, mas transformam, transportando os leitores para mundos antes inimagináveis. Para ele, o propósito como escritor será cumprido se suas palavras conseguirem, mesmo que por momentos, levar alguém para outro universo.

Em LYSIANS, o autor explora a evolução tecnológica, cultural e espiritual de uma raça humanoide até seu declínio, influenciando o início da ascensão (ou não) da nossa própria civilização.

O livro é uma trama densa e profunda, repleta de camadas de tempo e espaço que desafiam a mente e o coração, prometendo uma narrativa vibrante e repleta de mitologia, ação e reflexões significativas.

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Lysians
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Resenhas da colunista Lee Oliveira