Soldado Wandalika Imagem criada por IA no Bing – 15 de abril de 2025, às 10:02 PM
Nas curvas encontradas pelas portas Foi de mansinho dissolvido pelas águas Lá, no fundo, tudo gira, mata, come linhas Ninguém se esconde de suas profundezas Na régua traça os destinos inocentes lá nas vias
A vida é um furacão Fura o coração Corte a luz do ventre e apaga a respiração É um jogo de correntes A sobrevivência nela é para os fortes Sopro carente, copo que pouco embriaga a gente
Nessa aonde vamos Nossos corpos aos estranhos entregamos Perdidos nesse episódio holístico voamos…. Contra a vontade dos deuses do nosso destino partimos para perto do enterro da nossa lembrança.
Memória nostálgica Os olhares não escondem os poemas gritantes nos movimentos da alma. Nessa vestes partimos sem dizer a Deus e a Zeus… Às vezes, não vivemos o nosso real propósito de vida. Hoje nasce O ontem morre E o amanhã nos invade Todos vão partir Todos vão fugir
Fazendo Arte celebra talentos em noite de gala com o prêmio ‘Uma Noite em Hollywood’
Junior Mosko -7ª edição do prêmio Uma Noite em HollywoodMosko e o microfone, como ‘porta-voz’ da emoção.
O Teatro Pedro Salomão, em Sorocaba, foi palco de uma noite memorável no último sábado (12), durante a 7ª edição do prêmio ‘Uma Noite em Hollywood‘, idealizado pelo ator e diretor Junior Mosko e agora realizado oficialmente pela instituição Fazendo Arte.
O evento homenageou os principais destaques do teatro local, reunindo artistas, convidados e familiares em uma celebração marcada por emoção, elegância e inclusão. A premiação consagrou novos talentos, reconheceu trajetórias e prestou homenagens a importantes nomes da cultura regional.
Durante seu discurso, Junior Mosko relembrou o início da Fazendo Arte ha mais de 17 anos, ao lado de Lucia Barbosa, Iara Mora, Leila, Neusa Hildebrando, Analia Freitas, Etsuko Barros e Leila Moraes – mães de crianças com síndrome de Down que, com Mosko, deram início a um projeto que hoje atende mais de 250 pessoas diretamente e impacta anualmente mais de 20 mil pessoas com atividades artísticas e culturais.
Junior Mosko, ao lado de seu pai, José Maria
Entre os momentos mais emocionantes da noite, Mosko desceu do palco para cumprimentar seus pais, após contar uma história pessoal sobre preconceito enfrentado no início de sua carreira. O gesto reforçou a importância do apoio familiar no desenvolvimento de artistas e arrancou aplausos calorosos da plateia.
Marielly Ideriha, Melhor Atriz, categoria Teatro Infantil
A cerimônia também marcou a criação de três novos prêmios especiais: Premio André Camargo, Premio Marly Bonome e Premio Clóvis Garcia, em homenagem a grandes incentivadores do teatro e da cultura na cidade.
Com apresentação de cenas dos espetáculos concorrentes pelos alunos da Fazendo Arte, tradução simultânea em Libras e cobertura para o programa ‘Junior Mosko Revela‘, a noite foi um verdadeiro exemplo de inclusão e valorização artística.
Principais premiados da noite:
Melhor Ator Revelação (Infantil): Pedro Padilha
Melhor Atriz Revelação (Infantil): Emilly Luiza
Melhor Ator (Infantil): Samuel Fontoura
Melhor Atriz (Infantil): Marielly Ideriha
Melhor Ator (Juvenil/Adulto): João Carlos
Melhor Atriz (Juvenil/Adulto): Maria Madalena
Melhor Direção – Premio André Camargo: Benemari Sulivan (O Samba da Esposa Muda)
Melhor Espetáculo – Premio Marly Bonome: Tistu, dirigido por Jane Karstosck
Conjunto da Obra: Julio Carrara
Prêmio Covis Garcia – Honra ao Mérito em Locução: Daniela Mosko
Honra ao Mérito – Programa Junior Mosko Revela: Ana Cristina
Ineditismo da Obra: Vidas Cruzadas
O evento reforça o compromisso da Fazendo Arte com a promoção da cultura, da inclusão e da Formação artística como instrumento de transformação social.
Diamantino BártoloImagem criada por IA no Bing – 14 de abril de 2025, às 07:46 PM
Invoca-se, com grande facilidade e muita frequência, o exercício da autoridade: com a intenção de chamar a atenção para a violência, nas suas diversas variantes; a respeito da competência numa determinada atividade; a propósito do conhecimento técnico-científico, entre outros usos do termo, como, por exemplo: a polícia não tem e/ou não exerce autoridade; o funcionário judicial é uma autoridade em documentação jurídica; o professor universitário é uma autoridade em pedagogia e investigação.
Entre as muitas aplicações do vocábulo “autoridade”, por isso, importa neste primeiro trabalho, começar por abordar o conceito no seu contexto policial, face à violência que vai grassando um pouco por todo o mundo, com maior ou menor impacto e consequências, quantas vezes, imprevisíveis.
Na perspectiva da Filosofia Social, é necessário considerar a existência legal do quadrinómio: sociedade, autoridade, norma e bem-comum. O exercício da autoridade funda-se na norma legal e, em algumas atividades, nomeadamente, a política, na legitimação proveniente da adesão popular. Em sentido lato, e para o enquadramento da autoridade, em geral, considerem-se as normas jurídicas, morais, cognitivas, profissionais ou quaisquer outras que reconhecem e legitimam aquele poder.
Aliás, é comum afirmar-se que determinada intervenção, por um corpo especializado, num certo domínio, não tem autoridade para utilizar um meio, um recurso, aplicar uma medida, impor uma sanção, precisamente, porque a lei não lhe confere tal competência, ou porque lhe falta legitimidade.
Neste contexto: «A autoridade e a norma aparecem assim como funções do bem-comum ou do bem-social, exigidas pelo ser em comum dos homens e no seu agir em sociedade concreta. Quer dizer que sem elas não pode haver sociedades actuantes. (…) É, portanto, inevitável afirmar uma dependência mútua de relações entre a sociedade, a autoridade e a norma e bem-comum, o qual bem-comum é, em última análise, a sociedade a construir à base das experiências da sociedade que é dada.» (SILVA, 1966:102).
Torna-se fundamental, e condição necessária, a existência de realidades positivas, para que se exerça a autoridade, independentemente da sua natureza, estatuto e finalidades: sociedade que se constitui para objetivos do bem-comum; normas que regulam o funcionamento harmonioso e uniforme da sociedade e uma autoridade para acompanhar a uniformização dos comportamentos individuais, que contribuem para a estabilidade e pacificação da sociedade, nos múltiplos domínios que ela comporta, face às diversificadas dimensões dos indivíduos e, nestas circunstâncias, sempre deverá existir uma autoridade para cada tipo de intervenção humana.
Viver num território, de um qualquer espaço do mundo, implica a existência da autoridade. Por muito primitiva e diminuta que seja a comunidade, haverá sempre a autoridade dos pais, dos mais velhos, dos técnicos, dos cientistas, dos políticos, dos religiosos, conforme a complexidade e grandeza dessa mesma comunidade.
BIBLIOGRAFIA
SILVA, António da. S.J. (1966). Filosofia Social, Évora: Instituto de Estudos Superiores de Évora.
Venade/Caminha – Portugal, 2025 Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
Ella DominiciImagem criada por IA no Bing – 10 de abril de 2025, às 10:22 PM
Cisne é solitário, em colo claro deslizando íntimo, sobre si sobram- lhe penas oleaginosas vertiginosas, apenas elas escorregadas, noturnas, desamadas
Alma de cisne em transcendência retratando feminina lenda despida de terra, água, concubina das essências. Caçada pela dramaturga vida que envenena a platônica expectativa anunciando última cena, na dança dos aplausos ao solo em poesia: Coreografia do cisne e flor.
Se pudesse trincar o espelho do lago todas as gotículas seriam minhas círculos que se formam fora do itinerário natural quando se vibra e gutural quando se cria no gosto aveludado, em som de salmonella e cor vanilla.
Se pudesse pacificada como andorinhas a dor nadaria sem oriente nem para trás nem para frente…sumida Tateando doce de lagos gelados no fremir sentidos quando se dança uma valsa leve que balança
Jogue uma flor carmim sobre mim ela comigo baila como cisne desmaiados de tantos círculos assim que deixam as fadigas e cismas nesses beijos longos, vida e consciência na coreografia sonhadora da existência
O evento contará com a exposição de pinturas de Soraya Balera, leitura de poesia e apresentação da artista visual Silvana Sarti
Card do evento Aquarela Poética
No dia 12/04 (sábado), às 19h30, o Espaço Cultural Du-Arts sediará o evento ‘Aquarela Poética‘, que apresentará ao público uma série de telas da pintora Soraya Balera, e poemas escritos a partir dessas pinturas selecionadas.
O cronograma do evento engloba também uma apresentação da artista visual Silvana Sarti.