“Escolho o som que traduz o que sinto, mesmo quando nem eu sei explicar. A estética, para mim, também é sobrevivência.” (Zekhalifa Successor)
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Zekhalifa Successor é um artista moldado cedo pela vida e pela urgência de dizer. Profissional desde a infância, encontrou na música um espaço de resistência, identidade e verdade. Nesta entrevista com Bruno Areno, ele fala sobre origem, silêncio, ruptura estética e a necessidade de criar sem pedir permissão — não para ser famoso, mas para permanecer inteiro.
Entrevista com Zekhalifa Successor.
Zekhalifa Sucessor– Foto por Mextech
Bruno Areno: Zekhalifa, você começou cedo demais para o mundo e cedo demais para o sonho. Aos 7 anos já era profissional. Que parte da sua infância você perdeu e qual parte você transformou em música para não enlouquecer?
ZK: Perdi o tempo despreocupado. Aquele tempo em que a infância corre sem saber que corre. Enquanto outros brincavam, eu já aprendia a cair. A escola não me segurou — não por falta de vontade, mas porque a vida me puxava pelo braço. Então entreguei minha confusão à música. Ela virou o lugar onde minha criança ainda respira sem pedir desculpas.
Bruno Areno: Você vem de Nampula, mas sua música não parece pedir permissão a um lugar específico. Quando você canta, você quer representar sua província ou escapar dela?
ZK: Nem sempre canto para representar um chão. Às vezes canto para alargar o chão. Trago sons que não eram esperados, não para negar minha terra, mas para dizer aos meus conterrâneos que o possível é maior do que o hábito. Inovar também é um gesto de amor.
Bruno Areno: Seu pai e sua mãe estiveram fora do mercado de trabalho formal. Isso te ensinou mais sobre fragilidade ou sobre resistência? Onde essa verdade aparece nas suas letras?
ZK: Aprendi resistência. Aprendi que a vida não pede licença. Ter nascido assim me moldou. Se tivesse vindo de um berço confortável, talvez nunca tivesse aprendido a sonhar com fome, nem a investir em mim mesmo. Minhas letras carregam essa verdade: a de quem aprendeu a ficar de pé sem apoio.
Bruno Areno: R&B, trap-melodic, zouk, afrobeat… você mistura gêneros como quem mistura feridas. Essa fusão é escolha estética ou reflexo de uma identidade ainda em construção?
ZK: É escolha. Escolho não caber em um só lugar. Escolho o som que traduz o que sinto, mesmo quando nem eu sei explicar. A estética, para mim, também é sobrevivência.
Bruno Areno: Ser parte do grupo Rich Future foi um abrigo ou uma provocação?
ZK: Foi uma aprovação silenciosa. Como um sinal de que eu podia continuar.
Bruno Areno: Você é mais forte no coletivo ou no silêncio solitário do estúdio?
ZK: No silêncio. É ali que eu me escuto. E quando me escuto, viro música.
Bruno Areno: Você se chama Successor. Sucessor de quem?
ZK: Sou sucessor do rap que não teve medo de dizer. Herdeiro da palavra que insiste.
Bruno Areno: Do que exatamente você sente que precisa continuar, e o que você quer romper definitivamente na música moçambicana?
ZK: Preciso continuar porque isso é o que me escolheu. A música é o lugar onde sou inteiro. Quero ser grande, sim — mas grande pelo diferencial, pela verdade. Romper com a repetição vazia. Permanecer onde há alma.
Bruno Areno: Existe uma dor que você ainda não conseguiu cantar? Algo que fica preso na garganta quando o beat começa?
ZK: As dores nunca acabam. Algumas ainda não sabem virar som. Mas quando encontram espaço, eu deixo que falem. Sempre deixo.
Bruno Areno: A fama é uma promessa perigosa. Você quer ser ouvido ou compreendido? E se o mundo ouvir, mas não entender, isso te basta?
ZK: Quero ser ouvido e compreendido. Mas se o mundo ouvir e não entender, eu continuo. Canto mais. Insisto. Até que sintam — mesmo que não saibam explicar.
Bruno Areno: Se amanhã tudo acabasse: shows, streams, aplausos… quem seria Zekhalifa sem a música? Essa resposta te assusta ou te liberta?
ZK: Me liberta. Porque mesmo sem o palco, a música já mora em mim.
Eduardo MartínezImagem criada por IA do Gemini – 1º de fevereiro de 2026, às 08:01 PM
Berenice não entendia por que havia sido chamada para aquela leitura de testamento. Não conhecia o falecido, um tal de Aldo Schmidt, ou qualquer dos parentes e amigos que ansiavam por um quinhão. Mesmo assim, fez questão de chegar a tempo e se sentar antes mesmo de todos, tamanha a curiosidade. Na certa, haviam-na confundida com uma homônima. Berenice Ananias Louzada de Alcântara? Não! Não era possível que houvesse outra. Meu Deus, só poderia ser ela!
Apesar de nunca ter visto aquelas pessoas, ninguém pareceu estranhar a presença de Berenice. Todos estavam mais interessados na voz do advogado, que lia as últimas vontades do seu ex-cliente, que morrera de alguma doença de velho há exatos 36 dias. Foi cremado, e suas cinzas cuidadosamente depositadas em uma urna, que estava sobre a estante de madeira de lei. Pela tonalidade avermelhada, obviamente que era mogno.
Depois de pouco mais de 10 ou 15 minutos de leitura, eis que começou o falatório daqueles que não haviam sido beneficiados por nem um vintém sequer. Quase todos, na verdade, a não ser a afilhada, filha única da empregada. Solteirão convicto que fora, não deixou herdeiros em linha direta, mas apenas primos e sobrinhos. Mas por que o finado havia insistido para que a parentada estivesse presente? Era óbvia a intenção de caçoar daquele bando de parasitas pela última vez. Com certeza, Aldo estava gargalhando do além, enquanto os vivos, do lado de cá, o amaldiçoavam.
E a balbúrdia prosseguia. Berenice se esforçava para manter a face rija, como querendo esconder expressões que pudessem gerar conflito. Rosto virado para o chão, sabia que os olhos a denunciariam, caso alguém os visse. Quieta. Absolutamente estática. No final de alguns minutos, que pareceram horas, a pequena plateia foi se dispersando, até que a mulher se viu sozinha na companhia do advogado. Um silêncio sepulcral tomou conta do local, até que, em seguida, foi interrompido pela mulher.
— Senhor, por que fui chamada, já que nunca nem ouvi falar desse Smith?
— Schmidt.
— Que seja! Não faço a menor ideia de quem era esse homem.
Mudo, o advogado se levantou e foi em direção à estante. Tomou a urna e um envelope ao lado. Virou-se com a intenção de dá-los àquela mulher, que nada entendia.
— Por que o senhor está me entregando essas coisas?
— Senhora Berenice, sou apenas o advogado. Nada sei sobre esse envelope. Mas o senhor Schmidt me orientou a entregá-lo à senhora. Ele me disse que a senhora entenderia tudo assim que lesse a carta que, suponho, esteja dentro desse envelope.
— Carta?
— Sim, há uma carta dentro do envelope.
Apesar do estranhamento, a mulher esticou o braço e quase tomou o envelope das mãos do advogado. Ela olhou o objeto com cuidado, enquanto o homem, ainda em pé segurando a urna, apenas a observava. Berenice rasgou o envelope na lateral, de onde retirou uma carta, escrita com letra trêmula, mas legível.
“Não lhe deixo algo valioso, pois bem sei que é uma senhora de posses. Como sei? Eu a fiz assim. E, antes que rasgue ou amasse essa missiva, deixe-me explicar.
Como já bem sabe, meus pais me deram o nome de Aldo Schmidt. Nasci no dia 12/12/1912, uma data, no mínimo, curiosa. Mas nada que tenha a ver com o caso em questão, a não ser que a senhora acredite em astrologia. Creio que não, tamanho o período do seu luto, que acompanhei de perto, como fetiche de uma mente doentia.
Nossas histórias se cruzaram há quase 60 anos, quando eu, ainda um jovem de 23, andava desgostoso da vida. Certamente, não por falta de opções, pois as possuía aos montes. Dinheiro não me faltava, pois nasci com o destino dos predestinados a uma vida de luxo. No entanto, o mundo aos pés não me parecia suficiente para tanta angústia.
Após os festejos da chegada de 1936, lá me encontrava afundado, em todos sentidos, no amplo sofá na varanda da casa dos meus pais. Entediado de tantas bebidas, peguei um cigarro sobre a mesa de centro. Mal o acendi, percebi a chegada de Rita, uma das empregadas, que carregava uma lixeira e começou a catar os restos da noite anterior. Olhei-a com desprezo e imaginei-me esmagando aquele ser sem qualquer valor aos meus olhos de então.
Ergui meu corpo e fui passear na ampla propriedade. O cigarro deu lugar a outro e mais quatro ou cinco. Lembro que parei diante da piscina, cujo fundo depositava uma enormidade de insetos. Havia um besouro, ainda com vida, na superfície, tentando se livrar do destino de se juntar aos seus semelhantes. Observei-o por, talvez, meia hora, até que o infeliz perdeu as forças e, vencido, afundou lentamente. Um prazer, até então incompreensível, tomou meu corpo.
Não tardou, lá estava eu fora dos muros das posses que, não tardaria, seriam minhas, já que meus pais morreram, após quase dois anos, por conta de um fortuito acidente de carro. Digo fortuito, pois foi o terceiro prazer que senti, levando-se em conta o trágico fim daquele besouro. Todavia, nem o primeiro e, muito menos, o terceiro interessam à senhora. Apenas o segundo, que foi justamente aquele que enlaçou nossos destinos.
Como havia dito, lá estava eu caminhando cada vez mais distante dos muros, quando decidi ir até o lago que, bem a senhora sabe, encontra-se a aproximadamente uma hora, dependendo dos ânimos dos passantes. Sentei-me numa enorme clareira em frente à placidez daquelas águas. Fiquei por ali por não sei quanto tempo, até que ouvi vozes. Virei o rosto e percebi que eram dois homens pouco mais velhos, mas que não haviam chegado aos 30, como soube alguns dias depois.
Um era pouca coisa mais alto, encorpado, cabelos praticamente negros. O outro era esguio, quase loiro, olhos de um castanho bem claro. Não vou descrevê-lo com mais detalhes, mesmo porque, tenho certeza, a senhora poderia fazê-lo muito melhor. Afinal, era seu finado esposo.
Aqueles dois foram ali para pescar. Colocaram as tralhas debaixo de uma árvore, conversaram algo que não consegui captar, apesar dos ouvidos atentos. Seja como for, seu marido pegou uma lata e uma pequena pá. Ele deu alguns passos em direção a uma terra mais fofa, onde começou a cavoucar em busca de minhocas. O amigo retirou sapatos e meias e foi em direção à beira, onde colocou os pés e pegou um pouco de água com as mãos para jogá-la no rosto.
Não sei exatamente por que fiz, mas sei que o fiz. Peguei um robusto pedaço de pau ao lado e, decidido, caminhei em direção ao seu marido. Aproximei-me como um felino e, sem pensar, lhe desferi um golpe certeiro na nuca. Nenhum gemido. Ele caiu que nem jaca madura. Apenas o som abafado daquela face na terra úmida.
Saí apressado do local, antes que o outro homem percebesse minha presença. Não me lembro de ter olhado para trás, até que voltei para casa, onde fui em direção à piscina. O besouro continuava lá, imóvel, junto aos seus. Creio que fui bem-sucedido, já que, até onde soube desde então, o amigo do seu marido jamais mencionou que tivesse visto alguém naquele dia.
Sem suspeitos mais convenientes, a polícia acabou prendendo o amigo do seu marido. Torturam-no até que, finalmente, o homem sucumbiu e confessou que havia assassinado o amigo. O motivo, segundo as investigações, seria mais óbvio se o morto fosse ele, já que, como bem a senhora sabe, era seu amante. Tal detalhe, entretanto, foi suprimido dos autos. Não que a polícia quisesse protegê-la de tamanho escândalo. Tudo não passou de um pedido meu, generosamente regado à paga.
Com esse gesto, que pode lhe parecer de bondade, fiz-lhe o favor de manter a sua reputação ilibada de dama da sociedade. Caso eu não tivesse tido esse ímpeto, certamente a senhora não herdaria a fortuna do finado, que, bem sabemos, era de fazer inveja até mesmo àquela que herdei.
Quanto ao assassino confesso, que agora revelo que foi apenas um bode expiatório diante da incapacidade da polícia, foi condenado a 28 anos de prisão. Não cumpriu dois, pois, sabemos, enforcou-se na cela. Pobre alma. Católico que era, parece-me que se deixou sucumbir ao pecado do suicídio. Que Deus tenha piedade daquela pobre alma!
Para finalizar, entrego minhas cinzas à senhora. Faça o que desejar. Que seja o melhor ou o pior. Não me importo. Sei que cumpri minha sina e espero que, também, a senhora cumpra a sua.
Atenciosamente,
Aldo Schmidt”
Berenice virou a folha. Nenhuma palavra mais. Ergueu o corpo, guardou a carta na bolsa. Encarou o advogado, tomou-lhe a urna e foi embora.
Ella DominiciCriador de imagens do Bing – 30 de janeiro de 2026, às 15:28 PM https://sl.bing.net/j5QL2psYie4
Vida segue duas vias paralelas: imposição, paciência, compromissos reais e leais imprescindíveis outra avança no mais profundo: Ser livre sensorial ridente às palavras irredutíveis
Sabes, deixas tuas mãos viajarem, se puderes desliga-te do tempo esmagador, não sabemos que somos todos marinheiros? como o porto é amargo quando todos os barcos partindo, partiram?
Reconcilias o diplomata homem alma aflita, Sabes, as casas se irritam com moradores rasos povoas dignamente bem-te-vis nos teus cantos e espaços
Metacognição: uma abordagem neuroeducativa para a saúde mental
Márcia NàscimentoImagem criada por IA da Meta – 30 de janeiro de 2026, às 16:14 PM – https://www.meta.ai/create/hW4indOGIFt/?prompt_id=86ceae78-eee1-4f58-a1a7-75d16301fa59
Em tempos onde o avanço da tecnologia cresce abruptamente e a inteligência artificial passou a substituir o pensamento humano, a Educação corre o grande risco de perder a sua importância no cenário atual, assim como a humanidade, por estar deixando de praticar uma das habilidades mais essenciais para a vida que é o ato de pensar.
Todos os dias e em cada momento, são necessárias diversas tomadas de decisões e isto implica saber gerenciar as emoções e principalmente, pensar de forma estratégica, reconhecendo desta maneira os padrões mentais que estão a reger os comportamentos mediante a essas deliberações; e frente a este contexto, a metacognição se torna a chave invisível que transforma pensamento em consciência.
A princípio, é preciso entender o que significa o termo Metacognição.
É, de forma simples, pensar sobre o próprio pensamento, ou seja, é a capacidade de perceber, entender e regular como você aprende, sente, decide e age, portanto, não é só pensar, é saber que está pensando — e como está pensando.
O ato em aprender exige muito mais que meramente ir para a escola e decorar o que está sendo transmitido pelo professor em sala de aula, e a este respeito, Fonseca corrobora afirmando que:
[…] aprender a aprender envolve focar a atenção para captar informações, formular, estabelecer e planificar estratégias para lidar com a tarefa, monitorizar a performance cognitiva, examinar as informações disponíveis e aplicar procedimentos para resolver problemas e sua adequabilidade.
Para que a aprendizagem de fato aconteça, é necessário que haja não somente o foco para a captação das informações, mas que essas passem a ter tamanha relevância no campo cognitivo que atravesse o estágio do saber (captação da informação), em seguida comece a compreensão desta informação (conhecimento) e por fim, através da metacognição, venha para o patamar de saber (sabedoria, a transformação do conhecimento pela habilidade em sondar os pensamentos e refletir com consciência acerca de cada um deles).
É importante ressaltar que o cérebro e a mente são duas coisas totalmente distintas entre si, apesar de atuarem juntamente com a consciência de forma indissolúvel. O cérebro humano, como todos os órgãos que compõe o sistema físico, é de extrema e fundamental importância, porém, existe algo muito peculiar em relação à sua funcionalidade que é a sua atividade constante e ininterrupta com a mente que é a responsável por codificar todas as informações para transmitir ao cérebro todos os registros dos quais serão receptados pelo mesmo.
Segundo Pinker (1998), a mente não é o cérebro e sim o que o cérebro faz, e nem mesmo é tudo o que ele faz, como metabolizar gordura e calor. A mente é a responsável por criar os códigos e enviá-los ao cérebro por um mecanismo de engrenagem ao qual, através da decodificação dessas informações, passará a pensar sobre os códigos criados primeiramente no campo mental.
Em um cotidiano tão repleto de inúmeros compromissos e o tempo cada vez mais escasso, é natural que muitas pessoas se tornem reativas de uma forma até mesmo agressiva em suas relações, o que vem adoecendo cada vez mais, um número considerável de pessoas que necessitam cuidar da saúde mental.
Praticar a metacognição, é a maneira mais simples de se reeducar para o alcance de um nível consciencial que eleve a forma tanto de viver, quanto de agir mediante a cada decisão a ser tomada no dia a dia, e frente a este contexto a Neuroeducação, se torna um recurso totalmente eficaz, uma vez que leva o indivíduo a refletir através de seus pensamentos, em cada tipo de comportamento que esteja desenvolvendo ou que já está atuando, transformando a metacognição em consciência; que trará as mudanças necessárias ao sistema, modificando as reações automáticas, levando-as à escolhas totalmente conscientes, oportunizando desta maneira, uma vida mais leve e feliz, com a saúde mental em perfeita harmonia.
As inscrições ao II Prêmio Laurel Verbum de Literatura de Entretenimento foram prorrogadas até o dia 15 de fevereiro de 2026
Card do II Prêmio Laurel Verbum de Literatura de Entretenimento
As inscrições para o II Prêmio Laurel Verbum de Literatura de entreterimento foram prorrogadas aé o dia 15 de fevereiro de 2026.
O que é o Prêmio Laurel Verbum?
O Prêmio Laurel Verbum de Literatura de Entretenimento é uma iniciativa dedicada a descobrir e consagrar talentos literários, celebrando obras que cativam o público pela criatividade e narrativa. O prêmio busca elevar o patamar da literatura de entretenimento nacional, reconhecendo o mérito de autores que dominam a arte de contar histórias.
Como funciona?
O processo seletivo ocorre em etapas rigorosas:
Inscrição e Avaliação:
Autores submetem suas obras (físicas ou digitais), que são analisadas por uma comissão julgadora composta por especialistas do setor.
Seleção de Finalistas:
Após uma análise técnica detalhada, são selecionadas as obras que mais se destacaram em cada categoria.
Noite de Gala:
O auge da premiação acontece em um evento solene, onde os vencedores são revelados em uma celebração à cultura.
Data da premiação
23/05/2026, em Santo André (SP), na Associação dos servidores públicos municipais de Santo André.
A Experiência do Evento
A noite de premiação é um encontro artístico de alto nível, reunindo poetas, músicos e fotógrafos profissionais em uma atmosfera de celebração. Além de honrar os finalistas e seus convidados, o evento promove o networking e a confraternização com um buffet exclusivo para encerrar a noite com chave de ouro.
Categorias
Melhor Poesia, Melhor Conto, Melhor Romance de Entretenimento, Melhor Fantasia e Ficção Científica de Entretenimento, Melhor Suspense de Entretenimento, Melhor Literatura Infantojuvenil de Entretenimento, Melhor Jornalismo e Documentário de entretenimento (Reportagens/Biografia), Melhor Aventura de Entretenimento, Melhor Poesia em língua inglesa, Melhor Conto em língua inglesa.
Sergio Diniz da Costa: ‘Chove chuva, chove sem parar…’
Sergio DinizImagem criada por IA do Grok – 30 de janeiro de 2026, às 10:38 PM – https://grok.com/imagine/post/0e286cf9-8e77-4b8b-8990-1c5ead7c2f48
Final de tarde e o tempo já estava fechado, ameaçando cair outro toró, como já ocorrera no dia anterior. No entanto, sair com guarda-chuva na rua, enquanto ainda não está chovendo, é esquecê-lo no primeiro momento em que ambas as mãos estiverem vazias. Pelo menos para mim!
Eu estava, portanto, desguardachuvado, quando o céu resolveu cair sobre toda a cidade.
Relativamente longe do meu carro ─ onde o ‘tal’ se encontrava, ali inútil, tanto quanto uma roupa de mergulho num deserto ─, não me restou alternativa, senão me abrigar embaixo de uma marquise. E, comigo, aos poucos, mais a cidade inteira. Também, aos poucos, as muitas reclamações sobre as chuvas em excesso.
Sem muitas opções, enquanto esperava o tempo se recompor ─ e as pessoas, também! ─, detive-me a ouvir, discretamente, alguns comentários. Um em especial: um jovem, visivelmente apaixonado, cheio de cuidados com a bela e delicada namorada.
Pelo que deu para perceber, logo mais eles iriam a uma grande festa e ela tinha acabado de sair de um salão de beleza, onde passara horas ‘dando um trato’ no cabelo e, em contrapartida, tendo um maltrato nos bolsos.
Aquela chuva, digna de um novo Dilúvio, por conseguinte, se mostrava o suprassumo, a apoteose de todos os azares.
Enquanto chovia torrencialmente fora da marquise, sob ela a moça também começou a molhar, agora, os ombros do namorado que, visivelmente aflito, não sabia o que fazer, a fim de mitigar aquele sofrimento feminino.
Confesso que me compadeci da situação. E, dando asas à imaginação, vi naquele jovem um outro, um carioca de 18 anos, de nome Jorge Duílio Lima Meneses que, naquela situação, apelaria à chuva e a Deus: ‘Chove Chuva/ Chove sem parar…/ Pois eu vou fazer uma prece/ Prá Deus, nosso Senhor/ Prá chuva parar/ De molhar o meu divino amor…/ Que é muito lindo/ É mais que o infinito/ É puro e belo/ Inocente como a flor…/ Por favor, chuva ruim/ Não molhe mais/ O meu amor assim…’
Infelizmente, porém, sob aquela marquise, não estava ali o nosso querido Jorge Duílio, ou melhor, para o grande público, Jorge Ben* (posteriormente, Jorge Bem Jor), um guitarrista, cantor e compositor que, antes de enveredar pela música, queria ser jogador de futebol e chegou a integrar o time infanto-juvenil do Flamengo, mas, em tendo a música no sangue, seguiu a carreira e vem caminhando pelas trilhas do rock and roll, samba, samba rock, bossa nova, jazz, maracatu, funk, ska e até mesmo hip hop, com letras que misturam humor e sátira, além de temas esotéricos e de trazer influências árabes e africanas, oriundas de sua mãe, nascida na Etiópia.
Sua biografia aponta, ainda, que ele ganhou seu primeiro pandeiro aos treze anos de idade e, dois anos depois, já cantava no coro da igreja. Também participava como tocador de pandeiro em blocos de carnaval. Aos dezoito, ganhou um violão de sua mãe e começou a se apresentar em festas e boates, tocando bossa nova e rock and roll.
No início dos anos 60, apresentou-se no Beco das Garrafas, que se tornou um dos redutos da bossa nova. Em 1963, ele subiu no palco e cantou ‘Mas que Nada’, uma das canções em língua portuguesa mais executadas nos Estados Unidos até hoje, na versão do pianista brasileiro Sérgio Mendes com o grupo de hip hop norte-americano Black Eyed Peas.
Em 1968, foi convidado para o programa Divino, Maravilhoso que Caetano Veloso e Gilberto Gil faziam na Tupi. Participou, também, de O Fino da Bossa (comandado por Elis Regina e Jair Rodrigues) e da Jovem Guarda (de Roberto Carlos). Nessa época, obteve enorme sucesso com ‘Cadê Tereza?’, ‘País Tropical’, ‘Que Pena’ e ‘Que Maravilha’, além de concorrer com ‘Charles, Anjo 45’ no Festival Internacional da Canção, da TV Globo, em 1969.
Na década de 1970, venceria este festival com ‘Fio Maravilha’, interpretado por Maria Alcina. ‘País Tropical’ também teve êxito, na voz de Wilson Simonal. Ainda nos anos 70, Jorge Ben lançou álbuns mais esotéricos e experimentais, como ‘A Tábua de Esmeralda’ (1974), ‘Solta o Pavão’ (1975) e ‘África Brasil’ (1976). Embora não tenham obtido sucesso comercial, estes álbuns são considerados clássicos da música brasileira.
Não, debaixo daquela marquise não estava o inspirado Jorge Ben, mas tão somente um desconsolado jovem apaixonado, para o qual aquela chuva ruim, repentina e solidariamente, deu trégua e, assim como para a namorada, parou de molhar a todos nós.
Presentación de la obra musical Suite Guitarra Social de la cantautora Natalia Esquivel Benítez
Logo da seção Entrevistas ROLianasDe izquierda a derecha: Osvaldo Matamoros Zamora, Natalia Esquivel Benítez y Mario Solera. Foto/ 28/01/26. Crédito: Carlos Jarquín.
La tarde de este 28 de enero tuve el privilegio de asistir a la presentación del álbum musical Suite Guitarra Social de la cantautora, poeta y académica costarricense Natalia Esquivel Benítez. El evento se realizó en la Benemérita Biblioteca Nacional de Costa Rica y fue organizado por el Ministerio de Cultura y Juventud, a través de la Benemérita Biblioteca Nacional (parte del SINABI), el Área de Formación Humanística de la UTN, el colectivo cultural Trébol Carmesí y Natalia Esquivel.
La actividad inició a las 4:00 p.m. Tras la bienvenida de la Directora de la Biblioteca Nacional Miguel Obregón Lizano, la Sra. Laura Rodríguez Amador, la moderadora Nayuribes Ramírez Jiménez realizó una presentación excelente y le cedió la palabra a la artista. En su discurso, Natalia explicó:
“Suite Guitarra Social es una colección de 17 piezas originales para guitarra solista, compuestas durante una residencia artística en España en el año 2024 en Cáceres, España, y bajo la tutoría de la maestra Marta Lozano Molano. Cada pieza está inspirada en un ODS (Objetivo de Desarrollo Sostenible) de las Naciones Unidas, y busca generar conciencia ecológica, solidaridad y reflexión ética a través de la música. La obra fue apoyada por el programa Ibermúsicas y la Universidad Técnica Nacional de Costa Rica, y galardonada con el aval de declaratoria de interés cultural del Ministerio de Cultura 2024. Ha sido interpretada en recitales educativos y conciertos interdisciplinarios, y difundida a través de medios culturales como la Revista Latina y la Revista Arjeé de la UTN. Está dirigida a jóvenes intérpretes y educadores musicales, quienes encontrarán en esta Suite un repertorio accesible técnicamente y en el que se pretende entrelazar la poética sonora con el compromiso social y ecológico”.
También destacó que“Suite Guitarra Social no es solo un conjunto de piezas para concierto; es una herramienta de diálogo, una invitación a construir comunidad desde la música y un ejemplo de cómo el arte puede tener un propósito pedagógico y transformador, cumpliendo su papel en el área humanística. En tiempos que claman por una nueva ética del cuidado y la cooperación, esta obra ha sido compuesta como un faro creativo para iluminar el cruce entre el arte, la ecopedagogía y la ciudadanía global”.
Los invitados como comentaristas destacaron por sus valiosos aportes durante la presentación: el profesor de música Mario Solera y el filósofo y académico Osvaldo Matamoros Zamora. Ambos coincidieron en resaltar la relevancia de la Suite Guitarra Social en estos tiempos actuales, especialmente para niños, adolescentes, maestros y todos aquellos que desean emprender en el arte de la música, y en particular en la guitarra.
En la foto posan la cantautora costarricense Natalia Esquivel Benítez y Carlos Jarquín, durante la presentación del álbum Suite Guitarra Social, celebrada el 28 de enero de 2026 en la Benemérita Biblioteca Nacional de Costa Rica. Crédito: Gaston Umaña.
Durante el evento, también se reprodujo un video enviado desde España por la maestra Marta Lozano Molano, quien dijo: “Natalia Esquivel es una compositora excelente y estoy segura de que les va a inspirar tanto como a mí el trabajo que ha realizado. En esta Suite Guitarra Social tuve la suerte de presenciar su creación durante la residencia de composición en España con Ibermúsica. Fue una experiencia preciosa: a lo largo de la semana que estuvo aquí, tuvimos la oportunidad de conocer mejor la música social, cómo funciona, sus objetivos de desarrollo sostenible, y el trabajo musical en España, particularmente en la zona donde me encuentro”.
Disfrutamos de momentos poéticos con la cantautora Alba C. Molina, quien recitó un poema dedicado a la guitarra, de la autoría de Nayuribes Ramírez. Ligia Calderón interpretó un poema de su propia autoría, dedicado a Natalia Esquivel, y Nayuribes Ramírez nos deleitó con la lectura de uno de sus hermosos poemas.
El cierre fue sensacional: Natalia Esquivel y el maestro Mario Solera musicalizaron las 17 piezas que conforman este álbum de Suite Guitarra Social, deleitando tanto a los asistentes presenciales como a los conectados virtualmente a través de la página de Facebook de la Biblioteca Nacional.
Desde este espacio, extiendo mis más sinceras felicitaciones a Natalia por este gran trabajo, y a todas las personas involucradas, como Ibermúsica por abrir las puertas a esta distinguida compositora latinoamericana; a la compositora Marta Lozano Molano, cómplice y mentora en esta obra prominente, que ya se perfila como una verdadera referencia musical desde esta esquina del planeta llamada América Latina hacia el mundo.
En palabras de su autora: “Suite Guitarra Social es una obra y propuesta pedagógica para guitarra que conecta la música con la reflexión y los valores sociales, ideal para guitarristas, docentes de música y artistas interesados en la creación con sentido”. Edición digital y descarga inmediata tras la compra. Adquiérela aquí: https://n9.cl/907r0
Carlos Javier Jarquín (al centro, de pie) durante la presentación de la Suite Guitarra Social, en la Benemérita Biblioteca Nacional de Costa Rica. Foto: 28/01/2026. Crédito: Juan Carlos Chavarría.
Para conocer un poco más de esta obra disponible en plataformas digitales como Spotify y Youtube, te invito a leer la entrevista que le realicé a Natalia, donde profundizamos en esta joya musical por su contenido fresco, reflexivo y vigente a nivel global.
Entrevista
¿Cuáles son los temas centrales que aborda en Suite Guitarra Social?
Suite Guitarra Social aborda temas vinculados a la educación en valores, la conciencia social, la relación del ser humano con la naturaleza y la construcción de una cultura de paz. Cada pieza dialoga con los Objetivos de Desarrollo Sostenible, entendiendo la música como un lenguaje sensible capaz de provocar reflexión, empatía y transformación social.
¿Cuáles son las principales características armónicas de esta obra?
La obra se caracteriza por una armonía accesible pero expresiva, que combina tonalidad expandida, modos y recursos contemporáneos sin perder claridad melódica. La guitarra se utiliza de forma narrativa, privilegiando el color, el timbre y el gesto musical como elementos expresivos más allá del virtuosismo técnico.
¿Cuál es la influencia cultural que refleja o integra Suite Guitarra Social en su composición?
La suite integra influencias de la música latinoamericana, la tradición guitarrística iberoamericana y una mirada contemporánea comprometida con lo social y lo educativo. También dialoga con saberes ancestrales, la ecopedagogía y una visión intercultural que reconoce la música como patrimonio vivo y herramienta de identidad.
Háblanos de la pieza número 15, titulada “Iyök amì tsé”.
“Iyök amì tsé” es una pieza profundamente simbólica que rinde homenaje a los pueblos originarios y a su cosmovisión. Su título, proveniente de una lengua indígena, evoca la conexión sagrada con la tierra y el equilibrio entre los seres vivos. Musicalmente, la obra busca un carácter contemplativo, casi ritual, donde el silencio y la resonancia tienen un papel protagónico.
Integrantes del colectivo cultural Trébol Carmesí. De izquierda a derecha: Alba C. Molina, Nayuribes Ramírez Jiménez, Ligia Calderón y Natalia Esquivel Benítez, durante la presentación del álbum musical Suite Guitarra Social, en la Benemérita Biblioteca Nacional de Costa Rica. Foto: 28 de enero de 2026. Crédito: Carlos Jarquín.
¿Cuáles son los objetivos de haber convertido este álbum musical en formato libro?
El formato libro permite ampliar la experiencia artística hacia un ámbito pedagógico y reflexivo. No solo contiene la música, sino también contextos, orientaciones y posibilidades de uso educativo. El objetivo es que intérpretes, docentes y mediadores culturales puedan utilizar la obra como recurso formativo y no únicamente como material de concierto.
¿Cómo describe su experiencia al trabajar con la compositora española Marta Lozano Molano?
Ha sido una experiencia de diálogo creativo muy enriquecedora, basada en el respeto mutuo y la sensibilidad artística compartida. Marta aportó una mirada rigurosa y a la vez abierta, que fortaleció el proceso creativo y reafirmó el valor del trabajo colaborativo entre mujeres creadoras en el ámbito musical.
¿Qué retos enfrentó al emprender esta iniciativa?
Uno de los principales retos fue integrar de manera coherente la creación artística, la dimensión educativa y la gestión cultural. También implicó sostener el proyecto desde la autogestión, creyendo en el valor social de la música en un contexto donde estos proyectos requieren mucha constancia y convicción.
¿Qué significa para usted haber presentado esta obra en la Benemérita Biblioteca Nacional de Costa Rica?
Presentar Suite Guitarra Social en la Benemérita Biblioteca Nacional de Costa Rica representa un reconocimiento simbólico muy importante. Es un espacio que resguarda la memoria cultural del país, y llevar allí una obra que une música, educación y compromiso social fue un acto profundamente significativo y emotivo. Fue, asimismo, un recordatorio del valioso apoyo que, afortunadamente, he recibido a lo largo de mi camino artístico y educativo; un gesto de amistad compartida con la familia de la Biblioteca, con mis cómplices en el arte y con el público en general.
¿Puedes hablarnos de algún proyecto literario o musical en el que estés trabajando actualmente?
Actualmente trabajo en proyectos que integran poesía, música y educación, así como en nuevas obras musicales pensadas para intérpretes y contextos formativos. También desarrollo iniciativas vinculadas a la animación a la lectura y la formación musical con enfoque humanista y social, continuando la línea de trabajo que dio origen a Suite Guitarra Social.