Poema febril

Julian Alberto Gillén López: ‘Poema febril’

Julián Alberto Gillén López
Lino Renand
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Me confronto con la hoja,
socavada por ortigas punzantes.
Las intermitencias de la brillantez secuelas dejan al recuerdo.
He olvidado el sistema paleolítico
de supervivencia. No sé como guardar
las simientes de mi sino.
Cae como loza sobre mí el contrapeso
de mi miseria. Es acre vegetación
que crece en inaccesibles cimas de pena.
Pararrayos malévolo el tesón olvidado
en cualquier rincón.
No tengo tiempo para la paciencia.
Parmesano country, lejía en un sitio arrabal.
La señal es raíz del campo arbitrario.
Ahogas lo nítido en el cristal de un fulgor.
La semántica es hiedra de los muros.
Torcemos las carreteras hasta distorsionarlas en el espacio-tiempo.
No puedo subirte a mi palanquín
y llevarte al límite de los marginados.
Las murallas tiemblan ante la Auriga.
Tu fuste arranca pedazos de piel a mi espalda.
Asfixia.
Las escalinatas se mantienen vivas
ante la bruma.
La brújula polar sangra. Y las estrellas todas titilan como antorchas.
Relinchan las piras singulares de brizna.
El tizne de los gansos arponea las ballenas
del ártico cada segundo.
Tibias copas mueren en la nube gris.
Los copos de nieve arrecian la tempestad
del invierno.
Con una piedra rompes el yelmo y atónito caigo al ombligo. La verja separa
a los que no pretender saltar y prescindir
de ella.
Desato el cíngulo del tiempo. La Osa Mayor confabula juegos salvajes contra el poeta.
Ermitas duermen y duelen en la piel.
La cornisa es lo último que queda al hundir
los pies en la tinta.
Fíbulas de soledad.
El fin solo llega, cuando la oropéndola grazna cual gallo, allá donde la letra fenece.

Lino Renand

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As razões da infelicidade

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

‘As razões da infelicidade’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
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«A infelicidade é uma experiência humana comum, embora frequentemente seja vista como algo a evitar a qualquer custo. Muitas pessoas acreditam que a felicidade depende apenas de circunstâncias externas, como dinheiro, sucesso profissional ou reconhecimento social. No entanto, diversos estudos e observações da vida cotidiana mostram que as razões da infelicidade são mais complexas e, muitas vezes, estão relacionadas à forma como pensamos, nos relacionamos e interpretamos a realidade.

Uma das principais causas da infelicidade é a comparação constante com os outros. As redes sociais ampliaram esse fenómeno ao exporem versões idealizadas da vida alheia. Quando alguém mede o seu valor pelos resultados, aparência ou conquistas de outras pessoas, tende a sentir-se insuficiente, mesmo quando possui motivos concretos para estar satisfeito.

Outra razão importante é a busca incessante pela perfeição. O perfeccionismo cria expectativas difíceis de alcançar e transforma pequenos erros em grandes fracassos. Em vez de valorizar o progresso, a pessoa concentra-se nas falhas, alimentando sentimentos de frustração e desânimo.

A falta de propósito também contribui para a infelicidade. Ter objetivos claros e sentir que as ações diárias possuem significado ajuda a enfrentar desafios e momentos difíceis. Quando a vida parece vazia ou sem direção, é comum surgir uma sensação persistente de insatisfação.

Os relacionamentos problemáticos constituem igualmente uma fonte frequente de sofrimento. Conflitos familiares, amizades tóxicas, isolamento social ou dificuldades de comunicação podem afetar profundamente o bem-estar emocional. Os seres humanos são naturalmente sociais e necessitam de vínculos saudáveis para se sentirem apoiados e compreendidos.

Além disso, a incapacidade de aceitar as dificuldades da vida pode aumentar a infelicidade. Muitas pessoas acreditam que uma vida feliz significa ausência de problemas. Contudo, perdas, fracassos e mudanças fazem parte da experiência humana. Quando se tenta evitar ou negar essas situações, o sofrimento tende a intensificar-se.

Por fim, a negligência com a saúde física e mental também desempenha um papel relevante. Sono insuficiente, sedentarismo, stress excessivo e falta de momentos de descanso afetam diretamente o humor e a capacidade de lidar com os desafios do dia-a-dia.

Compreender as causas da infelicidade não significa eliminá-las completamente, mas permite desenvolver uma relação mais equilibrada com a própria vida. Ao cultivar autoconhecimento, relações saudáveis, objetivos significativos e aceitação das imperfeições, torna-se possível construir uma existência mais satisfatória e resiliente.» 

BIBLIOGRAFIA: Resenha de vários psicólogos

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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O fim de junho

Denise Canova: Poema ‘O fim de junho’

Denise Canova
Denise Canova
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O fim junho

Com rosas e versos

Junho poético e maravilhoso

À tarde de 30 de junho

Perfeita.

Dama da Poesia

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180: o grito que não pode calar!

Sandra Albuquerque

Poema ‘180: o grito que não pode calar!’

Sandra Albuquerque
Sandra Albuquerque
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Me sinto frágil e indefesa
Às vezes, inerte na incerteza
De que alguém vai me ouvir.
Mas a realidade é cruel
Ninguém quer viver o meu papel.
É simples para muitos
O fato de eu não gritar.
Olho para os lados e vejo os meus filhos, tão fragilizados

realidade
O que fazer? Para onde vou?
O que contar?
Por outro lado,
Dependo dele e omissa fico.
Tremenda opressão.
É um olhar atravessado
Uma palavra agressiva
Fico frustrada
E naquele processo fico
E parece não ter fim.
Não durmo direito
E com os olhos cheios de olheiras
Coloco um óculos escuros
Para disfarçar.
Até que uma hora as palavras ,
a coação mental já não basta
E vem o primeiro tapa
E quando me perguntam o que foi isto?
Eu,simplesmente,digo que caí.
E outras agressões surgem
Meus filhos choram
O desespero bate
E nào.para por aí.
E eu fico ali
Naquela agonia
Como uma tempestade que nunca acaba.
Então ,eu penso
Afinal,vou para onde?
Mas …
Eu preciso acreditar
Que sou forte o suficiente
Para revidar e não aceitar
Eu preciso gritar
Preciso reagir
Este grito sufocado
Precisa sair do meu peito
Para eu conseguir sobreviver
Eu vou ligar 180
Ou usar os sinais com as mãos
Pedindo socorro
E…
Acreditar na justiça dos homens
E seja o que Deus quiser.

Sandra Albuquerque

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Além do espelho: Como Deus nos vê!

A jornada de fé e escuta que deu origem ao novo livro do pastor e psicanalista Cleiton Santos

Além do espelho: Como Deus nos vê. 
Cleiton Santos
Além do Espelho: Como Deus nos vê!

Unindo teologia, psicanálise e uma experiência pessoal marcante em sala de aula, o autor lança obra focada na cura interior e na transformação de relacionamentos.

Olhar-se no espelho e não gostar do que vê é uma experiência humana universal.

Muitas vezes, esse reflexo insatisfatório não está no vidro, mas no interior, uma coleção de falhas, erros e cobranças que carregamos ao longo da vida.

Cleiton Santos
Cleiton Santos

É justamente nesse ponto sensível que o pastor, psicanalista e escritor Cleiton Santos, de 55 anos, ancora sua nova obra literária: “Além do espelho: Como Deus nos vê”.

Casado, pai de dois filhos e servidor público aposentado, Cleiton construiu uma trajetória inteiramente dedicada ao cuidado com o próximo.

Unindo sua formação teológica à escuta sensível da psicanálise, ele atua há anos no aconselhamento de indivíduos e casais, ajudando-os a restaurar vínculos e a encontrar equilíbrio emocional e espiritual.

Agora, essa rica bagagem prática ganha as páginas de um livreto que promete ser um bálsamo para os dias atuais.

O choro em sala de aula e o nascimento de um propósito

A história por trás da obra, no entanto, não começou agora.

Ela teve início há mais de duas décadas, em 2002, durante uma manhã de sábado que o autor lembra com precisão.

Na época, cursando o segundo ano de Teologia, Cleiton viveu um momento de profunda crise pessoal.

“Eu me desmanchava em choro sobre a minha mesa dizendo para mim mesmo que iria ‘desistir’”, relembra o autor

Foi naquele instante de extrema vulnerabilidade que ele relata ter recebido uma direção espiritual que mudaria seu destino.

O tema do livro nasceu ali, como uma resposta imediata à sua dor.

“Comecei a escrever algumas palavras e, quando me dei conta, já tinha várias linhas e páginas escritas. Este livreto nasceu primeiro no coração de Deus para hoje abençoar outras vidas”, pontua.

Um convite para enxergar a essência, não o erro

Em um mundo hiper conectado, ditado por padrões estéticos e cobranças implacáveis de redes sociais, “Além do espelho: Como Deus nos vê!” surge como um contraponto necessário.

Segundo o autor, a sociedade contemporânea nos treina para acreditar que Deus nos enxerga com a mesma distância e decepção com que muitas vezes olhamos para nós mesmos.

O livro desconstrói essa visão.

Com uma linguagem simples, acolhedora e livre de julgamentos ou termos técnicos complexos, Cleiton propõe um diálogo direto com o leitor.

A obra não ignora as falhas humanas, mas convida a entender que o olhar divino não começa no erro, mas sim na essência de cada indivíduo.

Para o autor, o impacto dessa mudança de perspectiva é prático e profundo: “A forma como você acredita que Deus te vê muda completamente a forma como você vive”.

Mais do que uma leitura rápida, “Além do espelho: Como Deus nos vê” se apresenta como um convite delicado para o leitor silenciar as próprias acusações e se reconciliar com a própria identidade.

Uma leitura essencial para quem busca cura interior, crescimento emocional e um reencontro com a fé.

REDE SOCIAL DO AUTOR

ALÉM DO ESPELHO: COMO DEUS NOS VÊ!

SINOPSE

Além do Espelho: Como Deus nos vê

Em um mundo onde somos constantemente pressionados a corresponder a padrões externos, Além do Espelho: Como Deus nos vê, de Cleiton Santos, surge como um convite profundo à reflexão e à cura interior.

O livreto conduz o leitor por uma jornada de autoconhecimento à luz da fé, confrontando as distorções que muitas vezes carregamos sobre nossa própria identidade.

Através de uma linguagem simples, direta e sensível, o autor revela uma verdade poderosa: não somos definidos pelas nossas falhas, traumas ou pela forma como nos vemos no espelho, mas sim pela maneira como Deus nos enxerga.

Com base em princípios bíblicos, a obra traz conforto, restauração e esperança, ajudando o leitor a compreender seu verdadeiro valor e propósito.

Cada página é um lembrete de que há graça, amor e uma nova perspectiva disponível para aqueles que estão dispostos a olhar além das aparências.

Mais do que uma leitura, este livreto é uma experiência espiritual, um chamado para abandonar velhas crenças e abraçar uma identidade firmada no olhar de Deus.

Assista a resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRA DO AUTOR

Além do espelho- Como Deus nos vê!
Além do esoelho: Como Deus nos vê!!

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Nature within

Mustafa Abdulmalek Al-Sumaidi

Poem ‘Nature within’

Mustafa Al-Sumaidi
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Nature an absolute whole
It lingers in all things
The visible breathes
so does the invisible

Stones hold pre-sound hymns
held in stillness
Winds break as lost language
half-shaped, half-gone

We do not only watch
Something watches through us

Roots reach into the hidden
stars pulse at the distant edge
No clear looking—
only the folding of space
between what is
and what we might be

Mustafa Abdulmalek Al-Sumaidi

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Perfection

Jane Nash: ‘Perfection’ – basead on a true story

Jane Nash
Jane Nash
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It was never recommended by anything she’s heard of. He decides not to tell her.

“I’ve done hundreds’ he lies. In his office you can see the many success stories he purports to have been instrumental in creating.

He considers sculpture- the creating something beautiful. He sees himself an artist.  He assures her he is part of a few in the world who can make such sculptures.

She is searching for perfection but she has a poor pocket for pennies. She looks at pictures in magazines on a daily basis. Glossy photographs that show each curve and shape she covets, She dreams deeply in her sleep of having, of being. She meets with someone with a reputation near to her home. The price is too high and her heart is discouraged not to be able to live a perfect life. She is convinced through TV and social media that she has less than she desires, perhaps it’s less than she deserves. It’s difficult not to feel entitled to whatever strikes you when everyone in sight seems to live a perfect life. That’s her word. Perfect. She wants to feel perfection about most things. She saves for the perfect shoes. She saves for the perfect kitchen. She spends her money on perfection in any way she can.

She arrives in Costa Rica, convinced it is here she will buy her way to perfection. The humidity hits her; she goes into the reception area where there are tropical flowers on display. She thinks of her succulents at home. There is a small marble top table with two chairs beside.  Upon the table are brochures of women and men in perfect proportion. She keeps her mask on. He comes in and shakes her hands. She sanitises them immediately.

He turns her body to view her from the side. ‘Yea, this is an easy job’ he smiles without engaging the little lines around his eyes. She wonders why she feels uncomfortable.

Back at the hotel there is that little voice nagging at her, to call it quits, to go home, to save what little money she has, to commit to going to the gym every day. It has taken her so long to save for this procedure. Even two of her cousins have given her a thousand dollars each to help her feel better about herself. She showers, sweating from the humidity. She catches sight of her body in the long bathroom mirror. She hates her shape. No man will love her with such a flat bottom. A boy’s bottom.

Surgery takes time and she wakes in the recovery room. Her buttocks are suitably enlarged but they feel lumpy. She is nauseated. ‘It will pass, it’s normal’ says the grin behind the mask with empty eyes.

She waits four days in her hotel room, lying mainly on her stomach, the pain is beyond anything she has experienced before. The pain is excruciating on the flight back to Michigan. She cries at the pain in her sleep. In quite a short time her less than perfect implants begin to dissipate into her legs causing her a deep ache and what appears to be permanent water retention. She finds it increasingly difficult to walk. The lumps never perfect, never smooth out. 

She saves her money, sure that she needs another enlargement, but concerned about the current implants she goes to her doctor and tells him of her Costa Rican adventure. It doesn’t take too long to biopsy one of the lumps.  Her idea of perfection will never be attained.

What was dissipating throughout her legs and the lumps in her buttocks, was something irreversible, now interstitial… There is no way of knowing if it will spread into her organs. Her vanity is the price of now arrested longevity. The implant? Cement.

Jane Nash