Eliana Hoenhe PereiraImagem criada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/6a0c7dfd-1340-83e9-97c0-64fc79f2c9d1
Clareza é quando, em um relacionamento, por parte de um dos parceiros, acontece afastamento. Sem expor suas razões, cria espaço para suposições, rastros de desentendimentos e erros de julgamentos.
A clareza é o elo para uma boa convivência. Promove o autoconhecimento, impede conflitos e traz sentido. Ninguém possui o direito de magoar o outro. Nada mais elegante que uma relação com leveza de sentimentos que não leve a ressentimentos.
‘Congada de Oliveira: quando a memória dança para que a história não morra’
Joelson MoraImagem criada por IA do Bing – 19 de maio de 2026, às 10h00
Em Minas Gerais, a história não vive apenas nos livros. Ela caminha pelas ruas ao som de tambores, veste coroas, empunha bastões, canta cantigas e transforma fé em resistência cultural. É exatamente isso que acontece na tradicional Congada de Oliveira, em Minas Gerais, uma manifestação que ultrapassa o campo do folclore e se estabelece como um verdadeiro patrimônio vivo da memória afro-brasileira.
A cidade de Oliveira carrega uma das expressões mais marcantes do congado mineiro, tradição que remonta ao período colonial e que possui raízes profundas no antigo Reino do Congo, na África Central. Historiadores apontam que já no século XVII existiam registros de coroações simbólicas de reis negros em irmandades religiosas no Brasil, especialmente ligadas à devoção de Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa Efigênia, santos que passaram a representar acolhimento espiritual aos negros escravizados.
A Congada nasceu do encontro doloroso entre dois mundos: de um lado, povos africanos arrancados brutalmente de sua terra; de outro, a imposição cultural europeia durante o processo escravagista. No entanto, aquilo que parecia apagamento tornou-se resistência. Os africanos preservaram ritmos, símbolos, espiritualidade e hierarquias reais de seus povos, adaptando-os ao contexto brasileiro.
Em Oliveira, assim como em outras cidades mineiras, a Congada acontece como um grande cortejo sagrado. As ruas tornam-se palco de um teatro histórico a céu aberto. O som grave dos tambores ecoa como batimentos cardíacos ancestrais. Caixas, reco-recos, pandeiros, ganzás e violas acompanham os cantos que misturam português com expressões de origem banto.
As músicas possuem um caráter profundamente espiritual e narrativo. Algumas canções exaltam os santos protetores:
“Viva o Rosário de Maria…”
Outras relembram a dor da escravidão, os ancestrais perdidos no Atlântico e o clamor pela liberdade. O canto geralmente é puxado por um capitão ou mestre, e o grupo responde em coro, uma dinâmica que simboliza unidade coletiva.
Entre os personagens representados estão figuras que remetem à estrutura de uma corte africana:
Rei Congo
Rainha Conga
Príncipes e princesas
Embaixador
Secretário
Capitães
Guerreiros
Vassalos
Conguinhos (crianças que perpetuam a tradição)
Esses personagens não aparecem por acaso. Eles representam a preservação simbólica da dignidade africana em um período em que pessoas negras foram desumanizadas pelo sistema escravocrata. Vestir uma coroa, naquele contexto histórico, era reafirmar humanidade diante de um sistema que tentava negá-la.
Um momento particularmente simbólico em muitas congadas mineiras e presente no imaginário popular de Oliveira é a homenagem à Princesa Isabel. Após a assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888, muitas guardas passaram a reverenciar a princesa como personagem de libertação. Durante os cortejos, é comum cânticos de agradecimento e menções simbólicas à figura da monarca.
Contudo, uma análise histórica mais profunda nos convida à reflexão: embora a princesa tenha assinado a lei, a verdadeira libertação foi construída também pela resistência negra diária, pelos quilombos, pelas irmandades, pela cultura e pela sobrevivência espiritual de um povo que jamais aceitou ser apagado.
A Congada também encena batalhas simbólicas entre cristãos e mouros, ou entre diferentes reinos africanos, representando conflitos, reconciliações e a coroação do rei. Essas dramatizações unem dança, teatro e religiosidade em um espetáculo profundamente rico em significados.
Sob a perspectiva da saúde integral, a Congada nos ensina algo poderoso: um povo adoece quando perde sua memória. Cultura também é saúde. Pertencimento também cura. Ritmo também organiza emoções. Espiritualidade também fortalece identidades.
A dança melhora o condicionamento físico. O canto coletivo fortalece vínculos sociais. A espiritualidade reduz sentimentos de isolamento. A preservação cultural combate o adoecimento emocional causado pelo apagamento histórico.
Talvez por isso, geração após geração, os tambores continuam ecoando em Oliveira.
Jane NashImagem criada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/6a0c5d2e-db94-83e9-9608-d3b902fd9c2b
He held the V tool in his right hand pushing it away from his anchoring fingers through the rubber block. Slowly. He’d already drawn an outline of his whale for guidance but the details were waiting to come out of his hand and fingers. The silence of the room was punctuated by the rattle of his breathing. Medication keeping him alive and focused were responsible for the speed of his breathing. The rattle, leftover from a week of hay-fever, faded far out of his consciousness, leaving him only aware of the tiny grooves he was carving.
He was meticulous in his carving. It took him an hour to create the whale. He sat back, looking at the 15 x 9 cm carving. Rubber blocks were easier to carve and handle than Lino. He liked the process rather than final results. Finished products no longer belonged to him as they were ready for sale.
A movement on the desk caught his attention. The whale’s tail flicked out of the block. The blowhole spouted a tiny spurt of water. The sound of his loud breathing was eclipsed by the sounds of the ocean. Gull cries and the swish of waves entered his ears. A deep whine of whale call rang through his body leaving him breathless. As suddenly as it started, it stopped when he put his hands onto the rubber block.
Hand printing is a process of patience and accuracy creating something special, a limited edition, a ghost or unique print. All the while during this process, he couldn’t dismiss his supernatural experience. He stared at the black ink spread upon the perspex plate. He carved to add a waterspout coming from the whale on the block. He covered the block in ink. He laid the paper upon the block and using a baren he pressed the paper into the block. Each press brought with it once again, the sound of crashing waves.
He printed a limited edition of 10. He left them pegged to a line. That night he fell asleep to the sound of whale song.
The next morning was quiet. He shook himself to counter yesterday’s hallucination. First, a strong cup of sweet tea before he entered his studio. Every print was blank. The block had been inked. Prints had been pegged to dry but there was nothing to show. He stared hard at the carved block. He half expected the whale to tease him and move a fin, do anything but it didn’t move. He could no longer hear whale song in his mind. The pod he created had swum away in the night.
Deep breath sighing, he debated whether to reprint the whale or carve something different. There was clear evidence he’d printed the day before, that wasn’t an hallucination or was it?
He stared at the blank sheets. Convinced the whales had escaped his studio in the night, he settled down to another strong cup of strong tea and began to plan how his art could repopulate the oceans.
Pietro Costa: Poema ‘Luminoso útero das constelações’
Pietro CostaImagem criada por IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/61cd1cad45821f19?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Ser de auroras bordadas no tear da eternidade, Carrega nos olhos luas mansas e febres de claridade. Pelos Céus foi ungida entre ventos e poesias, Para sustentar o mundo sem renunciar às fantasias.
Mulher de mãos-rio, que dissolve culpas e temores, Embala galáxias inteiras no jardim dos seus amores. No seu sopro de estrelas, a esperança faz morada, Como se a própria paz fosse por ela amamentada.
Oscila entre relógios, marés e fases partidas, Mas há vulcões de coragem sob suas mãos feridas. Equilibra universos em órbitas concomitantes, Como quem conduz silenciosamente sóis flamejantes.
Doa a própria vida sem cálculo ou vaidade, Desde o ventre já floresce vestida de generosidade. Mãe: constelação viva contra a fria brutalidade, Milagre que Deus semeou para preservar a humanidade.
Renata Barcellos: ‘Universidades brasileiras e o uso da IA’
Renata BarcellosImagem criada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/6a0b46d8-8a60-83e9-8c6d-848d8b4bd7e7
Diante de inúmeras incertezas por parte de estudantes e pesquisadores, instituições debatem quais seriam os limites éticos do uso de ferramentas na escrita e na pesquisa científica. A partir disso, as instituições de Ensino Superior do Brasil começam a formular recomendações para o uso de inteligência artificial (IA). O uso indiscriminado do ChatGPT tem suscitado questionamentos sobre limites éticos no uso de tecnologias, principalmente na escrita acadêmica.
Nós, professores, temos procurado novas formas de avaliar trabalhos de alunos, a fim de evitar o seu uso indevido. No geral, as orientações sugerem que seja o uso transparente e alertam para o perigo de ferir direitos autorais, praticar plágio. Cabe ressaltar que este é considerado crime por violar a Lei 9.610/98 dos direitos autorais, gerar desinformação…
Com o avanço e a consolidação de serviços de inteligência artificial (IA), universidades e instituições de Ensino Superior ao redor do mundo passaram a elaborar regras para o uso da tecnologia. No Brasil, o número de instituições com tais regulamentações ainda é considerado baixo.
A regulamentação da Inteligência Artificial (IA), no Brasil, em 2026, é centrada no PL 2338/2023. Esta estabelece direitos para usuários, categoriza riscos e cria obrigações de transparência para empresas. Os documentos legais vigentes, como o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados.
Assim, as universidades e os periódicos têm assumido o protagonismo na elaboração de orientações internas, reforçando princípios como transparência, responsabilidade humana e integridade acadêmica.
Principais aspectos da Regulação de IA (PL 2338/2023):
· Gestão de Risco: sistemas de IA são divididos por níveis de risco (inaceitável, alto, limitado, mínimo), com regras rigorosas para os de alto risco.
· Transparência e Direitos: usuários têm direito a saber se estão interagindo com IA e a solicitar revisão de decisões automatizadas que afetem seus interesses.
· IA Generativa: regras específicas de governança e documentação sobre dados de treinamento, além de exigência de moderação de conteúdo ilegal.
Contexto Internacional e Brasileiro
· União Europeia: AI Act, em vigor, classifica riscos e proíbe certas aplicações (ex: pontuação social).
· Brasil: texto aprovado no Senado em 2024 (e em pauta em 2025/2026) entra em vigor em fases, focando em segurança e ética.
· China: normas rígidas em vigor desde 2023, exigindo conformidade com dados de treinamento e conteúdo.
IA (Plataforma):
· Leis IA: “Leis IA” é uma ferramenta de IA especializada em consultar legislações municipais, estaduais e federais brasileiras.
· MEC/CNE: em 2026, o Conselho Nacional de Educação aprovou regras gerais para o uso de IA, proibindo o uso de “alto risco” (como decisões automáticas de reprovação) e focando na transparência.
Pontos-chave sobre IA e Plágio:
· Detecção de IA vs. Plágio: são ferramentas distintas. Verificadores de plágio (ex: Copyleaks, Plagium) buscam similaridade com textos existentes, enquanto detectores de IA (ex: GPTZero, QuillBot) avaliam padrões robóticos.
· Riscos Acadêmicos: textos 100% gerados por IA são facilmente detectáveis, superficiais e frequentemente considerados inaceitáveis por instituições.
· Uso Ético: utilizar IA para estruturar ideias, rascunhar ou pesquisar é aceitável, desde que o conteúdo final seja verificado e revisado.
· Direitos Autorais: reprodução não autorizada de obras protegidas por IA pode violar direitos autorais.
Pontos centrais presentes na maioria dos manuais universitários em 2026:
Diretrizes de Uso Ético: (O que pode e não pode)
· Permitido: uso para brainstorming, resumos, auxílio na correção de código, traduções e melhoria da fluidez do texto.
· Proibido: Plágio (submeter trabalhos gerados por IA como próprios), criação de deepfakes, e compartilhamento de dados sigilosos ou sensíveis em ferramentas públicas.
Princípios Acadêmicos:
· Autoria Humana: responsabilidade pelo conteúdo final é sempre do aluno ou pesquisador.
· Pensamento crítico: IA deve potencializar a criatividade, não substituir a capacidade cognitiva do estudante. · Integridade: As instituições estão revisando seus códigos de ética para incluir punições ao uso indevido de IA.
Mudanças na Avaliação
· Professores estão adaptando as formas de avaliação, priorizando atividades em sala de aula, apresentações orais e discussões para garantir que o aprendizado ocorreu de fato.
Em síntese, a regra geral é transparência. A IA é bem-vinda como ferramenta de trabalho, desde que seu uso consciente como fonte de consulta e não como produto final. A autoria intelectual humana deve permanecer.