Ella DominiciImagem gerada por IA no Bing – 06 de março de 2025, às 19:32 PM
Ela não escreve apenas com palavras. Escreve com a alma, com a pele, com o olhar que atravessa as certezas e vê o mundo em camadas. A mulher que mantém o espírito vivificado não se contenta com verdades prontas. Ela busca, questiona, relê a existência em cada amanhecer.
Ama a literatura porque sabe que nela pulsa a essência humana — frágil, contraditória, mas sempre em busca de sentido. Para ela, o conhecimento não é um fardo, mas um farol. Não é um luxo, mas uma necessidade. Na sua escrita, a poesia não é enfeite, mas força, um gesto de resistência contra o cinismo e o dogmatismo.
Ela não invalida o saber acadêmico nem se curva à frieza dos fatos. Pelo contrário, sua inteligência é ponte, sua sensibilidade é bússola. Quer iluminar caminhos, tocar os céticos com a beleza do verbo, suavizar a rigidez dos pragmáticos com a sutileza da metáfora. Sabe que o autoritarismo teme a poesia porque a poesia ensina a pensar. E quem pensa, liberta-se.
No íntimo, carrega um rio divino, uma força que transborda em gestos, em palavras, em atos de humanidade. Tem amor-próprio sem ser vaidosa, coragem sem ser impositiva. Sabe que a verdadeira revolução não se faz no grito, mas na palavra que cala fundo e transforma.
Ela é visionária não porque prevê o futuro, mas porque o constrói. Sua missão é conciliar, sem abrir mão do essencial. Inspirar, sem perder a firmeza. Tocar o coração do mundo sem deixar de lado a razão. Escrever, porque sabe que a palavra é semente e, um dia, floresce.
Comenda Monarca Intelectual das Ciências, Letras e Artes
D. Pedro II, monarca brasileiro que se destacou por sua intelectualidade, sendo considerado um dos soberanos mais cultos de sua época
Por meio do Decreto Acadêmico 0228.003/2025 – FEBACLA, o presidente da FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ACADÊMICOS DAS CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES – FEBACLA, no uso de suas atribuições regimentais e estatutárias, estabeleceu na data de 28/02/2025 a criação da COMENDA MONARCA INTELECTUAL DAS CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES.
De acordo com historiadores, Dom Pedro II sempre sonhou em governar um país progressista, liberto e rico culturalmente. Para realizar seu desejo, entrou em contato com cientistas, literatos e sábios europeus, como aponta a obra Dom Pedro II na Alemanha: Uma amizade tradicional, de Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança.
Para aprimorar seus conhecimentos, viajou para a Alemanha, após 30 anos de governo, com o objetivo de compreender as inovações desenvolvidas em diferentes áreas, como na agricultura e na cultura. Em geral, o imperador buscava técnicas que pudessem aprimorar e beneficiar o Brasil.
Dom Pedro II foi um amante da cultura e da educação, e investiu muito para promover esses valores no Brasil.
Reformou o Ensino Superior, criou escolas técnicas e profissionalizantes, apoiou a Escola Imperial de Belas Artes, autorizou a criação da primeira instituição para alunos surdos no Brasil, criou o Colégio Pedro II, que serviu de modelo para outras escolas no país, concedeu bolsas de estudo para brasileiros frequentarem universidades, escolas de arte e conservatórios musicais na Europa.
Durante o seu reinado que durou de 1831 a 1889, foi um período muito importante para a cultura brasileira. O imperador era um grande amante das artes e incentivou diversos artistas a se destacarem em suas áreas. Esse apoio resultou em um florescimento cultural que ainda é lembrado até hoje.
Além de carismático estadista, revelou-se um mecenas da produção artística e literária no Brasil. Dom Pedro II incentivou a cultura brasileira, através da Educação, das Artes, da Ciência e das Exposições.