O tempo é passarinho

Verônica Moreira: Poema ‘O tempo é passarinho’

Verônica Moreira
Verônica Moreira
Imagem criada por IA do Bing – 25 de fevereiro de 2025,
às 13:30 PM

Para mim, o tempo não passa; ele apenas amanhece e anoitece, pega no sono e desperta às dez horas da manhã. Um dia, não sei quando, ficará na saudade.

Para mim, o tempo não passa; apenas enruga a pele e muda a cor dos cabelos, que se destacam como fios de luz e maturidade.

Para mim, o tempo não passa, mas leva para a eternidade alguns grandes e pequenos amores, assim como certos inimigos, causadores de dores.

Para mim, o tempo não passa; todavia, ele causa medo, pânico, depressão, ansiedade e desgastes físicos e mentais.

Para mim, o tempo não passa; ele parou no instante em que morri como mulher e renasci como poesia.

Para mim, o tempo não passa; ele permanecerá eterno nas entrelinhas do tempo, que, para mim, é passarinho.

Verônica Moreira

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Concreto

Clayton Alexandre Zocarato: Poema ‘concreto’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
Imagem criada por IA no Bing - 24 de fevereiro de 2025, 
às 18:02 PM
Imagem criada por IA no Bing – 24 de fevereiro de 2025,
às 18:02 PM

Reto

      Metro

Alinhado e endurecido

No pisar

Deixar marcar

Entre algum sonhar

Com muito amargar

Ao se desesperar

Com rigidez

De algumas

             Altivezes

Clayton Alexandre Zocarato

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Ecos do ódio

Isabelly Vitória Monteiro Marques: ‘Ecos do ódio’

Logo da seção Jovens Talentos
Logo da seção Jovens Talentos

Nas sombras da História, um grito ecoou
Rasgando o silêncio, a dor ressoou
E a humanidade chorou em silêncio
Marcando a sua alma, por tanto tormento.

Entre ruínas de vidas, sonhos despedaçados…
Restou a esperança de corações marcados
Cada lágrima caída, memórias foram esquecidas…
São histórias vivas, lições recebidas.

Que esperanças nos livrem da sobra que nos esconde
Que nos mostre a luz, que nunca responde
Que este lamento seja somente uma renovação…

Trazendo esperanças aos nossos corações
A voz da verdade clama por paz…
Que mesmo ferida, nunca se desfaz.

Isabelly Vitória Monteiro Marques

Poema desenvolvido pela discente Isabelly Vitória Monteiro Marques, do 1º ano do Ensino Médio – Turma A, da E. E. Professor Mário Florence, de Novo Horizonte (SP), durante as aulas da disciplina de História, ministrada pelo Professor Clayton Alexandre Zocarato, em auxílio ao Projeto Poético empreendido pelos  Professores Luis Carlos Souza (Luis De Paula)  e Valéria Do Vale Kuryoz, da Sala de Leitura “Maria Gilda Florence De Biasi”, de temas transversais ao Currículo Paulista, valorizando a leitura e a escrita dos estudantes durante o ano letivo de 2025.

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Cabeça de alho

Ivete Rosa de Souza: Crônica ‘Cabeça de alho’

Ivete Rosa de Souza
Ivete Rosa de Souza
Imagem criada por IA no Bing – 24 de fevereiro de 2025,
às 12:38 PM

Quando meus sobrinhos eram bem pequenos, três no total entre seis e dois anos, gostava de contar a eles histórias inventadas. E muitas vezes me pediam pra repetir tal história; aí  o bicho pegava, eu inventava e tirava ou acrescentava outro detalhe, e logo era aquela falação: “Não tia, o cabeça de alho, aonde ele foi, ele não vai mais voltar, ele não tem mais aquele carrinho de repolho?”  De onde veio isso eu não sei, nunca, nunquinha mesmo eu contei alguma história do cabeça de alho, nem sei de onde eles tiraram isso.

 Minha irmã ria de dar gosto, e não me explicava qual era o motivo da gargalhada. Depois de anos me confidenciou: 

— Olha, lembra quando você me ajudava na cozinha,  o Júnior, que na época tinha uns seis anos, ficava sentado no cadeirão, você ia cortando cebola, alho, frango etc., e cada vez que pegava algo, virava pro Júnior e falava:

 —Vamos cortar a moela do frango, limpar o cabeça de alho.

Cada coisa tinha um nome engraçado, um jeito de mostrar sabor em comidas não tão apetitosas, mas necessárias.

 Certa vez o Júnior perguntou o que era moela, você respondeu que era o estômago do frango, e por muito tempo ele dizia: 

—Mãe, minha moela tá doendo.

Você nunca se deu conta que eu usava suas ideias para fazê-los comer: o cabeça de alho, no carrinho do repolho; a moela encantada, no laguinho de arroz; o carinha de melão; o bolinha de tomate, e por aí vai.

Foi assim que descobri que minhas histórias ganhavam outros personagens, ao gosto de minha irmã, sabiamente usando para alimentar a moela e a imaginação aguçada dos pequenos.

 O tempo passou pra nós duas. Meus sobrinhos ainda brincam com seus filhos de cabeça de alho e outros legumes não tão saborosos, mas cheios de histórias para contar. No final eu inventava, e a mãe mais esperta deste mundo acrescentava.

Ivete Rosa de Souza

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Sol quadrado

Nilza Murakawa: Poema ‘Sol quadrado’

Nilza Murakawa
Nilza Murakawa
Imagem criada por IA no Bing – 24/02/2025 – às 7:59 PM

Brancas batinas
Em almas deslavadas
Sujas latrinas
E velas apagadas

Missa
Massa
Submissão
Circo
Cerco
Servidão

Podres até o talo
Escorrem pelo ralo
Descem mil andares
Fétidos como fezes
Não estancam as verdes vozes
Os palanques e altares

Com holofotes desligados
A plateia dissolvida
Os cadeados foram fechados
A lona descolorida

Sem eira nem beira
A rubra bandeira
Queimada na praça
Por mãos em carne viva
No chão, no céu, à deriva
Só cinzas e fumaça

Do sino, da cruz, a verdade
E, então, “o sol da liberdade
Em raios fúlgidos”
Brilhará quadrado
Em olhos ácidos
Em tetos úmidos

Nilza Murakawa

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Cybele Meyer

Uma vida dedicada à Educação, à Escrita e ao Impacto Social

Imagem de Cybele Meyer
Cybele Meyer

Cybele Meyer, paulistana de coração, é uma educadora e escritora apaixonada pela transformação social por meio do ensino e da literatura.

Com a benção da influência dos pais, desde muito jovem sempre esteve rodeada de literatura, se tornando, inevitavelmente, sua paixão.

Mãe de três filhos, avó de três netos e madrinha de três afilhados, ela acredita que o amor, em suas múltiplas formas, é a base de qualquer construção, seja no ambiente familiar, educacional ou literário.

Com uma formação inicial em Direito, Cybele rapidamente encontrou sua verdadeira vocação na Pedagogia, complementando seus estudos com Artes Plásticas e Filosofia.

Com mais de 30 anos de experiência, ela atuou em todos os níveis de ensino, da Educação Infantil à Graduação em Pedagogia, sempre buscando unir a prática à reflexão em sua jornada.

Sua busca incessante pela excelência levou-a a se especializar em Psicopedagogia Clínica e Institucional, além de Gestão do Trabalho Pedagógico.

Com sete livros publicados, a autora une sua vasta experiência educacional à sua escrita literária, criando obras que refletem uma visão humanista e integradora. Seus livros já foram reconhecidos com prêmios literários, consolidando sua posição no cenário cultural.

Atualmente, com grande orgulho, ocupa uma cadeira na Academia de Letras de Goiás, onde contribui ativamente para o enriquecimento da literatura brasileira.

Em uma época em que dirigia uma escola de Educação Infantil, Cybele percebeu a importância de ensinar valores como empatia, acolhimento e solidariedade. Observava as crianças em uma fase crucial de formação e sentia a necessidade de algo que falasse diretamente aos seus corações, mostrando de maneira delicada e simbólica como a diferença pode ser um presente e como cada indivíduo tem um valor único no mundo.

REDES SOCIAIS DA AUTORA

SOBRE A OBRA

Plantando Sementes de Valores com a Menina Flor
Plantando Sementes de Valores com a Menina Flor

Foi em seu próprio lar que surgiu a centelha da história. Em meio às petúnias de sua floreira, uma florzinha de amor-perfeito, diferente das outras, nasceu de forma inesperada. Em vez de arrancá-la, Cybele a observou coexistindo com as demais flores, o que a fez refletir sobre como frequentemente rotulamos o outro por não se encaixar em nossos padrões preestabelecidos.

Assim nasceu Menina Flor, a história de uma florzinha que, inicialmente rejeitada pelas petúnias, com o tempo, mostra seu verdadeiro valor.

A obra simboliza as crianças que se sentem deslocadas e precisam ser acolhidas e reconhecidas. Menina Flor é uma personagem que representa a importância da aceitação e da diversidade, e sua história transmite mensagens poderosas sobre convivência pacífica e respeito.

O livro Plantando Sementes de Valores com a Menina Flor oferece uma abordagem encantadora e reflexiva sobre temas fundamentais como preconceito, respeito, bullying, família e empatia. Através de uma narrativa envolvente, a obra promove a reflexão sobre valores essenciais para a formação de crianças mais solidárias, respeitosas e conscientes.

A história da Menina Flor, inspirada nas vivências e observações da autora sobre valores humanos, traz uma mensagem profunda de aceitação. Inicialmente vista como uma “erva-daninha”, a florzinha descobre seu verdadeiro valor como Amor-Perfeito, transmitindo lições de aceitação e diversidade que podem transformar a convivência escolar.

Diferenciais da obra:

Trabalha criativamente valores como solidariedade, respeito, empatia e gentileza.

Complementa o currículo escolar com uma reflexão profunda sobre diversidade e aceitação, enriquecendo o aprendizado das crianças.

A oportunidade de interação com a autora e o acesso ao livro ampliam o impacto educacional, tornando a experiência ainda mais significativa.

Mais do que uma simples história infantil, Menina Flor é uma poderosa ferramenta para cultivar valores essenciais e ajudar a construir um ambiente escolar mais inclusivo, positivo e harmonioso.

RESENHA

Em frente ao supermercado, havia uma floreira repleta de petúnias, mas entre elas, uma florzinha diferente começou a surgir…

A família das petúnias acreditava que ela deveria encontrar a sua própria família, até que um dia, algo inesperado aconteceu.

Menina Flor é uma tocante história de amor, empatia e resiliência, que nos convida a refletir sobre a importância de aceitação e pertencimento.

Uma obra encantadora e cheia de significado.

Leiam, é simplesmente linda!

SINOPSE

Em Plantando Sementes de Valores com a Menina Flor, mergulhe na história encantadora de uma flor especial que encontrou seu lar em um supermercado.

Atenta à vida ao seu redor, ela capturava os sonhos e alegrias daqueles que ali buscavam seus produtos.

Vivendo na mesma floreira que as petúnias, a Menina Flor nem sempre recebeu o carinho ou afeto que merecia.

No entanto, com graça e inteligência, ela moldou sua própria narrativa, revelando que a verdadeira felicidade e grandeza emergem quando vivemos em união com aqueles que nos rodeiam.

Nas páginas deste livro infantojuvenil de Cybele Meyer, encontramos uma valiosa lição sobre o poder do amor e da união, que transcende não apenas os corações humanos, mas também os delicados botões de flores.

Explore esta envolvente história que celebra a empatia, a alegria e os laços que conectam a todos nós.

Descubra como a união e o afeto florescem, não apenas entre as pessoas, mas também entre as pétalas das flores, em busca da luz e do amor.

OBRAS DA AUTORA

MIngau dos Sonhos

Não fale com estranhos, cuidado com a bola cativante

Plantando sementes de valores coma Menina Flor

ONDE COMPRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Beija-flor

Sergio Diniz da Costa: Poema ‘Beija-flor’

Sergio Diniz
Sergio Diniz
Imagem criada por IA no Bing - 24 de fevereiro de 2025, às 10:00 PM
Imagem criada por IA no Bing – 24 de fevereiro de 2025,
às 10:00 PM

Beija-flor
Beija flores
Com cores.

Voa como a luz
Que induz
E seduz

E nesse voar
Em cruz
No cruzeiro
Me pus
Como a estrela
Que reluz.

Sergio Diniz da Costa

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