Um dia

Evani Rocha: Poema ‘Um dia’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem gerada por IA do Gencraft - 19 de fevereiro de 2025,
 às 22:23 PM
Imagem gerada por IA do Gencraft – 19 de fevereiro de 2025,
às 22:23 PM

Um dia a gente chega, com olhos de anjo e pele de seda.

Não se sabe sobre o mundo, o segredo do universo 

Ou a tenacidade das pedras.

Se desconhece o destino, os meandros do caminho, 

A ausência e a saudade;

A complexidade das coisas, nem o certo

Ou o errado.

O tempo vai nos contando sobre o Sol e as estrelas,

Dizendo das tempestades, do plantio e da colheita.

Vai revelando as mãos dadas, os laços e armadilhas, 

Os desvios da estrada e as cores do arco-íris!

Um dia a gente cresce: se descobre, se conhece. 

Ou nunca se reconhece.

Percebe-se como gente carregando uma bagagem,

Sem saber o que há dentro…

Ter entre as mãos o novelo, sem começo, meio ou fim,

Sob os pés flores pisadas, sem enxergar o jardim.

Um dia de cada vez, o tempo não se adianta,

O tempo não retrocede e não corrige o que se fez.

Leva a beleza do espelho, o encantamento dos olhos

Ou o preto dos cabelos.

Um dia a gente transborda, noutro se esconde numa concha. 

Decora nossa história, mas nunca lembra o prefácio.

Um dia a gente vai embora, sem títulos e sem bagagem,

Sem palavras ou memória…

Vai embora o rio que correu incansável para o mar,

Os sonhos e desafios, a presença ou o vazio.

Vai embora o nosso passado, as coisas desconhecidas,

A grandeza das palavras ou a insolência das máscaras!

Um dia há despedida, há flores desabrochadas 

E algumas gotas caídas,

Restando apenas as pontas, desatadas, do novelo,

O branco gélido do mármore

E os dedos, entre os dedos!

Evani Rocha

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História em várias faces

Yasmim Moreira da Silva: ‘História em várias faces’

Logo da seção Jovens talentos
Logo da seção Jovens Talentos

A ciência História é composta

Por assuntos múltiplos

Das pinturas rupestres

Dando um sentido de gestos frenéticos

E do desenvolvimento da inteligência

E o surgimento da fala

Voltando aos dinossauros

Sendo uma fonte histórica

Enigmática e fascinante

Através de seus fósseis

Do índio aos primatas

Tudo tem uma certa data 

A História deve ser esquecida?

Talvez!

É fundamental saber sobre o passado

Para que não se cometa

Os mesmos erros no futuro

A cada dia que passa

Fazemos uma nova história

Todos os dias ela está conosco

Em nosso bolso

Carteira

R.G

CNH

Enfim

Tudo tem uma

História.

Yasmim Moreira da Silva

Poema desenvolvido pela discente Yasmim Moreira Da Silva, do 1º ano do Ensino Médio, da E. E. “Professor Mário Florence’, Novo Horizonte (SP), durante as aulas da disciplina de História, ministrada pelo Professor Clayton Alexandre Zocarato, em auxílio ao Projeto Poético empreendido pelos  Professores Luis Carlos Souza e Valéria Do Vale Kuryoz, da Sala de Leitura ‘Maria Gilda Florence De Biasi’, de temas transversais ao Currículo Paulista, valorizando a leitura e a escrita dos estudantes durante o ano letivo de 2025.

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Poeme-se

José Antonio Torres: ‘Poeme-se’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada por Ia do Bing - 19 de fevereiro de 2025,
 às 08:00 PM
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às 08:00 PM

Na poesia me encontro.
Garimpando letras, formando palavras,
Dando forma aos sentimentos.
Com a poesia, mesmo na feiura, encontra-se o belo.
O árido fica formoso,
A paz torna-se realidade.
A poesia está em tudo e em todos.
Por meio da poesia,
A tragédia pode ganhar uma nova roupagem e ficar menos dolorosa.
Com a poesia não há o impossível.
Um grito pode significar um sussurro de amor;
O sofrimento da separação,
Se transforma em uma terna saudade.
A poesia está nos raios do Sol,
No brilho das estrelas,
Na luz prateada do luar.
Sentar na relva, ouvindo o canto melodioso dos pássaros,
É uma dádiva da poesia que a Natureza nos oferece.
Que saibamos transformar a nossa vida em poesia
E ter sensibilidade para apreciar a poesia da vida.

José Antonio Torres

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Sem rumo

Loide Afonso: Poema ‘Sem rumo’

Loid Portugal
Loid Portugal
Imagem criada por IA do Bing - 19 de fevereiro de 2025, 
às 15:05 PM
Imagem criada por IA do Bing – 19 de fevereiro de 2025,
às 15:05 PM

Sapatos
Nem sempre são confortáveis

Entendi isto
Quando experimentei descalçar
Caminhar
E me molhar

Senti
Um alívio na alma
Na pele
Nos dedos

Caminhei
Sem parar
Engatinhei
Mesmo quando
Tropecei

Andei, andei, andei
E nada
Nada
Nada senti
Omiti

Não cansei
Corri mais forte
Abrandei
Andei
Engatinhei

Eu disse engatinhei.

Loid Portugal

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Falanges de hipocrisias

Clayton Alexandre Zocarato: ‘Falanges de hipocrisia’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
Imagem criada por IA do0 Bing – 19 de fevereiro de 2025,
às 15:39 PM

No primeiro dia, começou o teatro

Cumprimentos e acenos

Abraços e beijos

Sendo sagas

Da estupidez em disseminar

Que a bondade é recíproca

Estando em todos os lugares

No segundo dia

Tudo volta ao normal

Um festival hipócrita

De falas escandalosas

Sobre a vida alheia

Nas falanges em se desejar

O bem-estar

É produzido um mal-estar de amargar

No terceiro dia, berros e tormentos

A mediocridade fala mais alto

E o senso comum reina fortemente

O lúdico se torna uma piada

No quarto dia a contagem regressiva

Em chantagens possessivas

Logo virá o descanso

Acompanhado por algumas tarjas pretas

Sobrepostos na mobília velha

No quinto dia, a paz volta a ‘dar as caras’

Na hipocrisia de ter realizado

Algum trabalho decente no meio

Da balbúrdia juvenil plena

Dois dias de descanso

No  próximo segundo dia da semana que virá

O teatro de barbaridades informativas fofoqueiras

Começa seu novo espetáculo

De indelicadezas e tristezas

Clayton Alexandre Zocarato

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Mulher formosa

Augusto Damas: Poema ‘Mulher formosa’

Augusto Damas
Augusto Damas
Imagem criada por IA do Bing - 19 de fevereiro de 2025,
às 14:57 PM
Imagem criada por IA do Bing – 19 de fevereiro de 2025,
às 14:57 PM

Mulher formosa bela e cheirosa
Sua pele delicada qual pétalas de rosas
Os seu olhos têm um brilho reluzente
Calor ameno, tal qual o Sol nascente

Á noite sonhei incrível amor
Eu e ela, como aves voando livres
Esposa carne minha , minha a sua
Acordados sonhamos nosso acordo

Pode mudar tudo no mundo
Seremos perenes ao que nos une
Os nossos abraços se interlaçam
Pela felicidade que nos faz jus

Deus nos fez natureza assim
Ela tal qual rosa, eu jasmim no jardim
No espelho d’água o seu rosto lindo
brisa soprando macia suavidade

Quando amanhece sempre esperados
beijos que trocamos doces e suaves
Tenho que ir … um bilhetinho deixo
Com alegria digo: tenha um bom dia!

Dedico este poema a minha esposa Arlete, pela passagem de seu aniversário – 07/ 02 / 2025

Augusto Damas

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Poesia viva

Denise Canova: Poema ‘Poesia viva’

Denise Canova
Denise Canova
Imagem criada por IA do Bing - 18 de fevereiro de 2025, 
às 16:13 PM
Imagem criada por IA do Bing – 18 de fevereiro de 2025,
às 16:13 PM

Poesia viva

Sou eu

Poesia é o meu

terceiro nome

Poesia viva

Só existe euzinha

Denise Canova

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