José Antonio TorresImagem criada por IA do Bing – 04 de janeiro de 2025 às 07:27 PM
É angustiante trilhar caminhos, Onde não vemos o nosso objetivo definido… Ficamos rodando, interminavelmente, no mesmo lugar. Caminhamos longas jornadas, Mas, irremediavelmente, retornamos aos lugares por onde já passamos. Angústia… Frustração… Não vemos progresso em nosso caminhar. Nossa vida encontra-se em um verdadeiro labirinto. A saída, onde está? Ouço uma voz interior que me alerta e orienta. Depois de tantas expectativas quebradas, Vislumbro uma meta. Imbuído de determinação e coragem, Sigo essa voz interior. Com o tempo, aprendi a dar-lhe atenção. O que era escuridão nesse labirinto sufocante vivido até então, Começa a ter um leve bruxulear de claridade. A medida que avanço, Percebo que tomei um rumo diferente dos anteriores… A claridade vai aumentando, e passo a vislumbrar a saída. Meu espírito se regozija e se vê livre Do labirinto atordoante que me oprimia. Novas experiências e novas realizações me aguardam. Mais do que encontrar a saída do labirinto, Acabei encontrando a mim mesmo.
Nilza MurakawaImagem criada por IA do Bing – 25 de janeiro de 2025, às 7:37 PM
Em lustres de cristais Cirandam urubus e um negro corvo Mastigam sempre qualquer estorvo Engolem pedras brutas E vomitam pobres mortais
Esguias garças Pernas nuas Eretos dorsos Com etiquetas até o pescoço Desfilam pelas ruas Com suas bolsas escassas À procura de tubarões e bons moços
Impassíveis predadores Exibem as peles esticadas de suas caças Cultuam alguns selecionados deuses Silenciam tambores Em plena praça Sequer ouvem o choro Em ocos troncos Do animal morto E já lhes assopram a fumaça
A céu aberto, as mariposas Costuram o ar e, então, pousam Limpam seus homens Recortam-lhes os bolsos Salgam-nos as entranhas Devoram-nos com calma Chupando-os até a alma
Sem constrangimento Raposas oportunistas Invadem marsúpios quentes Fazem de tetas alheias Seu próprio alimento
Grandes holofotes Aquecem marmitas para abutres Troféus, farelos e migalhas Almas, ossos e medalhas Cardápio que agrada estes tais ‘ilustres’
Uma senhorinha apressada Com um franjado xale preto Sapatos bem limpos, vestido discreto Lenço na mão que ela mesma bordou Corre atrás do seu guarda-chuva Que o vento lhe roubou
Bianca Agnelli: ‘Nosferatu de Eggers: a alma sombria de um clássico Imortal’
‘Nosferatu di Eggers: l’ anima oscura di un classico intramontabile’
Card do filme ‘Nosferatu de Eggers: a alma sombria de um clássico Imortal’
Lá fora a chuva tamborila nos vidros, o vento sibila pelos becos como um lobo faminto, e há aquela estranha eletricidade no ar que apenas algumas noites conseguem evocar. A Toscana parece ter se despido de todo calor humano…
Qual melhor cenário para se sentar à escrivaninha, acender uma vela (mais para cena do que por necessidade) e escrever um artigo para o Jornal Cultural Rol sobre o filme gótico do ano, Nosferatu?
O nome por si só evoca toda uma estética. É impossível não pensar na iconografia expressionista, nas mãos enluvadas projetadas nas paredes, no rosto cadavérico de Max Schreck no filme de 1922. O filme sobre o qual escrevo hoje carrega consigo todo esse peso e essa história, e visualmente é uma obra-prima. Cada cena é um quadro gótico perfeitamente elaborado. Mas também é um filme que, por mais fascinante que seja, deixa para trás algumas sombras de incerteza.
Nosferatu: Uma história de direitos autorais violados e sobrevivência (do filme, não das vítimas)
Robert Eggers está de volta, e desta vez ele decidiu ressuscitar Nosferatu, o primeiro verdadeiro vampiro do cinema. Um vampiro que, ironicamente, nem deveria ter sobrevivido até os dias de hoje. O Nosferatu original, dirigido por F.W. Murnau em 1922, era, na verdade, uma imitação descarada de Drácula de Bram Stoker. Tão descarada que os herdeiros de Stoker processaram e venceram, ordenando a destruição de todas as cópias do filme.
Todas, exceto uma. Porque, como se sabe, os vampiros são notoriamente difíceis de matar.
Essa cópia sobrevivente continuou a assombrar o cinema por um século, viajando pelo mundo, e o filme se tornou um mito, influenciando gerações de cineastas; inspirando, em 1979, o remake mais naturalista de Werner Herzog e, nos anos 90, o melodrama barroco de Francis Ford Coppola com seu Drácula.
Hoje, Eggers nos traz uma nova reencarnação da lenda, com seu estilo hipnótico e uma atenção maníaca pelos detalhes.
O diretor lida com esse legado com um respeito quase obsessivo e, se há algo em que o filme se destaca incontestavelmente, é sua total e absoluta devoção à estética gótica.
A história, em linhas gerais, é sempre a mesma: estamos em 1838 e o jovem Hutter (Nicholas Hoult) parte para uma viagem de negócios na Transilvânia, deixando para trás a esposa Ellen (Lily-Rose Depp), que – com uma certa perspicácia – não está nada entusiasmada com a ideia. Ele, obviamente, ignora os pressentimentos da esposa e segue em direção ao seu destino, que spoiler: inclui um vampiro cadavérico e uma série de decisões péssimas.
Visualmente, o filme é uma joia. Eggers cria uma estética fria e espectral, brincando com o contraste entre a morte iminente e a beleza decadente dos cenários. As cores vão se apagando à medida que Hutter se aproxima do castelo do conde, e o filme mergulha cada vez mais em uma atmosfera de pesadelo.
E falando em cenários, Eggers não poupou gastos: as filmagens externas do castelo de Nosferatu foram feitas no castelo de Corvin, na Romênia, que – detalhe importante – é o mesmo lugar onde o verdadeiro Vlad, o Empalador, foi preso. Drácula docet.
As cenas internas foram filmadas no castelo de Pernštejn na República Tcheca, que já havia sido usado no Nosferatu de Herzog, de 1979, e a cidade imaginária de Wisborg foi reconstruída do zero, com cinco ruas completas inspiradas na arquitetura alemã e romena da época, nos Barrandov Studios, em Praga — só para dar uma ideia da grandiosidade, os mesmos estúdios hospedaram filmes como Casino Royale e The Bourne Identity.
Por fim, algumas cenas foram filmadas no complexo Invalidovna, em Praga, um antigo dormitório para veteranos de guerra construído em 1730 – porque se há um lugar perfeito para evocar uma energia de condenação eterna, é com certeza esse.
Robert Eggers não é do tipo que leva as coisas na leveza. Sua obsessão pelo folclore o levou a explorar as origens menos glamourosas do mito dos vampiros. Esqueçam os caninos elegantes e o charme de Bela Lugosi: os primeiros vampiros eslavos não se limitavam a beber sangue, frequentemente estrangulavam ou… tinham encontros sexuais letais com suas vítimas. Eggers explora esse lado sombrio, conectando-o até mesmo aos fenômenos de paralisia do sono, aquele momento aterrador em que você está acordado, mas incapaz de se mover, com a sensação de que algo maligno está pressionando seu peito.
Sem revelar muito, o filme de Eggers brinca com esses elementos, adicionando um subtexto de obsessão, desejo e culto à morte que o torna mais do que um simples horror: é uma tragédia gótica, um pesadelo febril, uma história de paixão e perdição.
Em resumo, Nosferatu, de Eggers não é apenas um filme de terror, é uma experiência cinematográfica, uma descida aos cantos mais obscuros da lenda. Para quem ama o gótico, o folclore e os vampiros menos polidos, é uma jornada que vale a pena fazer.
Mas vamos falar sobre o elenco:
Nicholas Hoult, no papel de Hutter, é eficaz, conseguindo transmitir aquela mistura de ingenuidade e terror crescente que o papel exige;
Willem Dafoe é, como sempre, magnético em seu papel secundário, trazendo uma intensidade que seria suficiente para sustentar um filme inteiro;
Lily-Rose Depp, com sua interpretação de Ellen, deveria ser o coração emocional do filme, a figura ao redor da qual gira a obsessão do vampiro e o destino de Hutter, mas a atriz oferece uma interpretação distante, e seu olhar enigmático funciona principalmente na superfície;
E então, temos ele: Nosferatu.
Bill Skarsgård tem o physique du rôle. Ele é alto, afilado, com um rosto que parece ter nascido para o horror. A maquiagem o transforma em uma criatura espectral, e alguns momentos são realmente perturbadores. Mas também há algo involuntariamente grotesco em sua interpretação.
Outro ponto fraco é a trilha sonora. O original de 1922 era um filme mudo, e a música tinha o papel de guiar a emoção do espectador. Eggers, talvez para manter a fidelidade àquela atmosfera, escolheu uma trilha sonora mínima. É uma escolha estilística interessante, mas que tira impacto de muitas cenas. O horror vive do som, e aqui falta aquele crescendo de tensão que teria tornado algumas sequências inesquecíveis.
Eggers criou um novo clássico?
Nosferatu, de Eggers é um filme potente, visualmente majestoso, uma obra que se enraíza na história do cinema e na mitologia dos vampiros. É um filme ao qual se assiste com admiração, que transporta para outra época.
Mas também é um filme que me deixou um leve senso de insatisfação.
Talvez seja a ausência de uma verdadeira alma emocional. Talvez seja seu rigor estético, que corre o risco de sufocar a visceralidade do horror. Ou talvez seja apenas uma questão de expectativas: eu esperava um filme que me deixasse sem fôlego, e em vez disso, me vi admirando-o à distância, sem nunca me sentir realmente absorvida. Um conto de fadas cruel, como um cálice de sangue a ser bebido aos poucos, em um prazeroso masoquismo.
Uma experiência cinematográfica que recomendaria a todos, mas se você perdeu o filme no cinema: não se preocupe, porque em breve Nosferatu estará disponível nas principais plataformas on-demand!
Uma oportunidade imperdível para se encher de arrepios e apreciar a arte visual de Eggers… Mas, como sempre com filmes desse calibre: não se esqueça de deixar pelo menos uma luz acesa. Nunca se sabe quem pode tocar à porta!
‘Nosferatu di Eggers: l’ anima oscura di un classico intramontabile’
Fuori la pioggia tamburella sui vetri, il vento sibila tra i vicoli come un lupo affamato e c’è quella strana elettricità nell’aria che solo certe notti riescono a evocare. La Toscana sembra essersi spogliata di ogni calore umano…
Quale miglior scenario per mettersi alla scrivania, accendere una candela (più per scena che per necessità) e scrivere un articolo per il Jornal Cultural Rol sul film gotico dell’anno, Nosferatu?
Il solo nome evoca un’intera estetica. È impossibile non pensare all’iconografia espressionista, alle mani adunche proiettate sui muri, al volto cadaverico di Max Schreck nel film del 1922. Il film di cui vi scrivo oggi porta con sé tutto quel peso e quella storia, e visivamente è un capolavoro. Ogni inquadratura è un quadro gotico perfettamente studiato. Ma è anche un film che, per quanto affascinante, lascia dietro di sé qualche ombra di incertezza.
Nosferatu: Una storia di copyright violato e sopravvivenza (del film, non delle vittime)
Robert Eggers è tornato, e questa volta ha deciso di rispolverare Nosferatu, il primo vero vampiro del cinema. Un vampiro che, ironicamente, non sarebbe nemmeno dovuto sopravvivere fino ai giorni nostri. Il Nosferatu originale, diretto da F.W. Murnau nel 1922, era infatti un’imitazione fin troppo spudorata del Dracula di Bram Stoker. Talmente spudorata che gli eredi di Stoker fecero causa e vinsero, ordinando la distruzione di tutte le copie del film.
Tutte, tranne una. Perché si sa, i vampiri sono notoriamente duri a morire.
Quella copia sopravvissuta ha continuato a infestare il cinema per un secolo, viaggiando per il mondo, e il film divenne un mito, influenzando generazioni di cineasti; ispirando nel 1979 il remake più naturalistico di Werner Herzog e, nei ‘90, il melodramma barocco di Francis Ford Coppola con il suo Dracula.
Oggi, Eggers ci porta una nuova reincarnazione della leggenda, con il suo stile ipnotico e un’attenzione maniacale per il dettaglio.
Il regista si confronta con questa eredità con rispetto quasi ossessivo e se c’è una cosa in cui il film eccelle incontestabilmente, è la sua totale e assoluta devozione all’estetica gotica.
La storia a grandi linee è sempre quella: siamo nel 1838 e il giovane Hutter (Nicholas Hoult) parte per un viaggio d’affari in Transilvania, lasciando a casa la moglie Ellen (Lily-Rose Depp), che – con una certa lungimiranza – non è per niente entusiasta della cosa. Lui, ovviamente, ignora i presentimenti della moglie e si avvia dritto verso il suo destino, che spoiler: include un vampiro cadaverico e un sacco di pessime decisioni.
Visivamente, il film è un gioiello. Eggers crea un’estetica fredda e spettrale, giocando con il contrasto tra la morte che incombe e la bellezza decadente delle ambientazioni. I colori si spengono man mano che Hutter si avvicina al castello del conte, e il film diventa sempre più immerso in un’atmosfera da incubo.
E parlando di ambientazioni, Eggers non ha badato a spese: le riprese esterne del castello di Nosferatu sono state fatte nel castello di Corvin in Romania, che – dettaglio non trascurabile – è lo stesso luogo dove il vero Vlad l’Impalatore fu imprigionato. Dracula docet.⠀
Le scene degli interni sono state girate nel castello di Pernštejn, in Repubblica Ceca, che era già stato usato nel Nosferatu di Herzog del 1979, e la città immaginaria di Wisborg è stata ricostruita da zero, con cinque strade complete ispirate all’architettura tedesca e rumena dell’epoca, nei Barrandov Studios di Praga — tanto per dare un’idea del calibro, gli stessi studi hanno ospitato film come Casino Royale e The Bourne Identity.
Infine, alcune scene sono state girate nel complesso Invalidovna a Praga, un ex dormitorio per veterani di guerra costruito nel 1730 – perché se c’è un posto perfetto per evocare un’energia da dannazione eterna, è senz’altro quello.⠀
Robert Eggers non è uno che prende le cose alla leggera. La sua ossessione per il folklore lo ha portato a scavare nelle origini meno glamour del mito dei vampiri. Dimenticatevi i canini eleganti e il fascino di Bela Lugosi: i primi vampiri slavi non si limitavano a bere sangue, spesso strangolavano o… avevano incontri sessuali letali con le loro vittime. Eggers esplora questo lato oscuro, collegandolo persino ai fenomeni di paralisi del sonno, quel momento terrificante in cui si è svegli ma incapaci di muoversi, con la sensazione che qualcosa di maligno stia premendo sul petto.
Senza rivelare troppo, il film di Eggers gioca con questi elementi, aggiungendo un sottotesto di ossessione, desiderio e culto della morte che lo rende più di un semplice horror: è una tragedia gotica, un incubo febbrile, un racconto di passione e perdizione.
In definitiva, Nosferatu di Eggers non è solo un horror, è un’esperienza cinematografica, una discesa negli angoli più oscuri della leggenda. Per chi ama il gotico, il folklore e i vampiri meno patinati, è un viaggio che vale la pena fare.
Ma parliamo del cast:
Nicholas Hoult nei panni di Hutter è efficace, riesce a trasmettere quel misto di ingenuità e terrore crescente che il ruolo richiede;
Willem Dafoe è, come sempre, magnetico nel suo ruolo secondario, portando un’intensità che sarebbe bastata a reggere un film intero;
Lily-Rose Depp con la sua interpretazione di Ellen dovrebbe essere il cuore emotivo del film, la figura attorno a cui ruota l’ossessione del vampiro e il destino di Hutter, ma l’attrice offre un’interpretazione distante e il suo sguardo enigmatico funziona per lo più in superficie;
E poi c’è lui: Nosferatu.
Bill Skarsgård ha il physique du rôle. È alto, affilato, con un viso che sembra nato per l’horror. Il trucco lo trasforma in una creatura spettrale, e alcuni momenti sono davvero inquietanti. Ma c’è anche qualcosa di involontariamente grottesco nella sua interpretazione.
Un altro punto debole è la colonna sonora. L’originale del 1922 era un film muto, e la musica aveva il compito di guidare l’emozione dello spettatore. Eggers, forse per rimanere fedele a quell’atmosfera, ha scelto una colonna sonora minima. È una scelta stilistica interessante, ma che toglie impatto a molte scene. L’horror vive di suono, e qui manca quel crescendo di tensione che avrebbe reso certe sequenze indimenticabili.
Eggers ha creato un nuovo classico?
Nosferatu di Eggers è un film potente, visivamente maestoso, un’opera che affonda le radici nella storia del cinema e nella mitologia del vampiro. È un film che si guarda con ammirazione, che trasporta in un altro tempo.
Ma è anche un film che mi ha lasciato un leggero senso di insoddisfazione.
Forse è l’assenza di una vera anima emotiva. Forse è il suo rigore estetico, che rischia di soffocare la visceralità dell’orrore. O forse è solo questione di aspettative: speravo in un film che mi avrebbe lasciata senza fiato, e invece mi sono ritrovata ad ammirarlo a distanza, senza mai sentirmi davvero trascinata dentro. Una fiaba crudele, come un calice di sangue da buttar giù assaporandolo a sorsi, in preda ad un piacevole masochismo.
Una visione cinematografica che consiglierei a tutti, ma se vi siete persi il film al cinema: niente panico, perché a breve Nosferatu sarà disponibile sulle principali piattaforme on-demand!
Un’occasione imperdibile per fare il pieno di brividi e godervi l’arte visiva di Eggers… Ma, come sempre con i film di questo calibro: non dimenticate di lasciare almeno una lucina accesa. Non si sa mai chi potrebbe suonare alla porta!
Mural ‘Sorocabanas’, da artista plástica Rita Taraborelli, pode ser visitado na Estação Paula Souza
Mural em homenagens a mulheres sorocabanas
A cidade de Sorocaba, interior de São Paulo, ganhou um presente artístico e histórico com o novo mural da artista plástica Rita Taraborelli, intitulado ‘Sorocabanas’, localizado na Estação Paula Souza. A obra, que ocupa o terceiro vagão do mural da estação, celebra a força, a resistência e a luta das mulheres que marcaram a história da cidade.
Inspirada no livro ‘Sorocabanas: A Mulher na História de Sorocaba’, do renomado historiador Carlos Carvalho Cavalheiro, Rita Taraborelli retrata a trajetória de mulheres que desafiaram as estruturas patriarcais e deixaram um legado de coragem e transformação.
Mural em homenagens a mulheres sorocabanas
O mural é um tributo àquelas que, em diferentes épocas, romperam barreiras sociais e se destacaram em áreas como política, comunicação, educação, arte e ativismo. A artista destaca que, embora a seleção das homenageadas tenha sido desafiadora, as mulheres retratadas representam muitas outras que, mesmo não estando visualmente presentes na obra, estão simbolicamente representadas no imaginário e na história de Sorocaba.
“Se hoje ainda é difícil equilibrar maternidade com demandas de sobrevivência, vida pessoal e direitos, imagine como era nas gerações anteriores. A verdade é que sempre houve aquelas que nunca se calaram, que foram, que romperam as barreiras sociais e se mostraram resistentes frente ao patriarcado e às estruturas que, historicamente, deram ao homem o poder de escolha — seja na política, na comunicação, na edição, na família e até no parto!”, comenta a artista.
Rita Taraborelli homenageou 14 mulheres retratadas no livro de Carlos Carvalho Cavalheiro. São elas: Selma Said – Ilustradora, jornalista e escritora; Landa Lopes – Escritora, atriz, cantora e compositora; Cida Lopez – Cantora lírica; Zilá Gonzaga – Radialista; Salvadora Lopes – Operária, sindicalista e primeira mulher eleita vereadora em Sorocaba; Mariquinha Branca – Benzedeira e benfeitora; Elisa Christina Gomes – Ativista e militante pelos direitos da mulher; Ondina Seabra – Primeira professora negra de Sorocaba; Rosângela Alves – Liderança negra, professora e fundadora do Centro Cultural Quilombinho; Professora Francisca Silveira Queiroz – Educadora, poetisa e primeira mulher sorocabana a se candidatar a um cargo no Legislativo municipal; Maria Trindade de Almeida Silva – Artista plástica, bordadeira e dona de casa. Teve 18 filhos, alguns deles artistas que despontaram na arte naïf; Kal Manequim – Manequim, mulher negra, carnavalesca e responsável por diversos concursos de beleza na cidade; Raquel Taraborelli – Artista plástica e mãe de Rita; Anarquia de Cária – Filha do anarquista Vicente de Cária.
Mural em homenagens a mulheres sorocabanas
A obra reflete a batalha diária de muitas mulheres que, ao longo da história, equilibraram maternidade, sobrevivência, vida pessoal e a luta por direitos. Rita Taraborelli ressalta que, mesmo diante das dificuldades, essas mulheres nunca se calaram e se tornaram símbolos de resistência e inspiração para as gerações futuras.
O mural está localizado no muro da Sorocabana – Associação Movimento de Preservação Ferroviária, na Rua Dr. Paula Souza, 420, e já se tornou um ponto de referência cultural e histórico na cidade. A obra não apenas embeleza o espaço público, mas também convida a comunidade a refletir sobre o papel das mulheres na construção da identidade de Sorocaba.
Visitação O mural está aberto para visitação pública e é uma oportunidade para conhecer e celebrar a trajetória de mulheres que fizeram a diferença na história da cidade.
Contato para mais informações: Associação Movimento de Preservação Ferroviária de Sorocaba – Rua Dr. Paula Souza, 420 – Sorocaba (SP).
“Nasci em Sorocaba e desde pequena gostei de pintar e desenhar, aos 16 anos me tornei vegetariana e comecei a me aventurar pela cozinha. Estudei gastronomia no Senac Águas de São Pedro e alimentação viva no Terrapia – Fiocruz no Rio de Janeiro. Pratico a cozinha vegetariana criativa e valorizo os processos artesanais e ingredientes de origem agroecológica.
Comecei a publicar receitas acompanhadas de desenhos, ambos autorais, em meu primeiro blog, o Prato de Papel (2008). No mesmo ano, passei a escrever e a ilustrar a coluna “Papos de Cozinha” na revista Bons Fluídos.
Sou idealizadora do ProjetoJardim Comestível, um blog voltado para as plantas comestíveis, receitas, o jardim e tudo que permeia este universo. Minha mãe foi uma artista e grande pesquisadora de jardins, e ela foi a maior inspiração para eu criar este projeto.
Atualmente me dedico a projetos editoriais independentes com foco na cozinha vegetariana, aos estudos de pintura e à jardinagem comestível. Gosto muito de costurar minhas roupas e, entre um livro e outro, eventualmente faço algumas peças também para vender.
Tenho uma lojinha com meus livros, ilustrações e outros produtos exclusivos, você pode conferir aqui.
Conheça meus livros: Flora na cozinha (Hedra, 2021) Jardim Comestível – cozinha mediterrânea à brasileira (ed. da autora, 2020) Paz, amor e granola (ed. da autora, 2017) Amaranto, quinoa e chia (Publifolha, 2016) Comidinhas vegetarianas (Publifolha, 2012) Dona Nenê e o sumiço do brinco (Cereja, 2015) El Sueño de Magrela (Del Naranjo, 2014)
Colaboração com outros autores: Coleção Sabores dos Biomas em colaboração com Mônica Passarinho (Elefante letrado, 2021) Coleção fábulas (Elefante letrado, 2021) Ca-ta-ri-na da autora Taís Laham (Carochinha, 2017) Coleção Luli e Téo da autora Chris Dias (Elefante letrado, 2016) Coleção Que figura! do autor Armando Antenore (SM, 2014).
Quer fazer um trabalho junto comigo? =) Além dos meus trabalhos autorais, estou disponível para colaborar em projetos ilustrados e também oficinas de cozinha para adultos e/ou crianças, para consultar valores e disponibilidade favor me escrever em jardimcomestivel@gmail.com.”
Manifestantes protestam contra marginal direita do Rio Sorocaba
A principal reivindicação do grupo foi o protesto contra a construção de uma marginal direita do Rio Sorocaba, projeto esse divulgado pelo prefeito Rodrigo Manga
Manifestação Parque das Águas de Sorocaba contra marginal direita do Rio Sorocaba – Foto encaminhada por Carlos Carvalho Cavalheiro
Dezenas de manifestantes participaram de ato realizado no dia 25 de janeiro, sábado, no Parque das Águas de Sorocaba. A principal reivindicação do grupo foi o protesto contra a construção de uma marginal direita do Rio Sorocaba, projeto esse divulgado pelo prefeito Rodrigo Manga.
Dentre os manifestantes, participantes de diversos movimentos sociais e partidários, incluindo o movimento anarquista e antifascista de Sorocaba, integrantes do Partido dos Trabalhadores, militantes do movimento negro e do movimento ecológico, participantes do Observatório de desenvolvimento da Região Metropolitana de Sorocaba e, ainda, integrante da juventude católica.
Os manifestantes alegam que a construção da marginal direita obrigatoriamente diminuirá parte significativa do Parque linear que margeia o rio, colocando em risco espécies animais como ratões-do-banhado, cágados, preás, capivaras, teiús e diversas aves. Além disso, a impermeabilização do solo e a diminuição da várzea certamente contribuirá para o agravamento das enchentes, problema que se arrasta nos últimos anos.
Carlos Carvalho Cavalheiro
O professor Carlos Carvalho Cavalheiro, doutorando em Comunicação e Cultura pela UNISO e membro do Observatório de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Sorocaba, lembrou que o rio Sorocaba vem sendo atacado nos últimos anos. “É visível o descaso dos poderes com o rio Sorocaba. Após décadas de luta pela despoluição, o rio agora retorna a índices inaceitáveis de poluição por falta de tratamento de esgoto. Agora, o governo municipal insiste na construção da marginal direita sem levar em consideração os impactos que tal empreendimento pode causar. É terrível”, diz o professor.
O grupo pretende realizar novas ações de mobilização da opinião pública de maneira a colocar em debate na sociedade esse projeto que prenuncia inúmeros prejuízos sócio-ambientais e de saúde pública.