O Estado e os cidadãos

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo:

‘O Estado e os cidadãos’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
O Estado e os cidadãos
Imagem criada por IA do Bing - 16 de janeiro de 2025
 às 5:11 PM
O Estado e os cidadãos
Imagem criada por IA do Bing – 16 de janeiro de 2025
às 5:11 PM

A sociedade organizada e civilizada, estruturada por estratos sociais, com várias designações: ordens, classes, castas ou quaisquer outras, vem funcionando a partir do indivíduo, isoladamente considerado, para se desenvolver através da família, dos grupos, comunidades, instituições, estas, de diferente natureza e com objetivos diversos. 

Na cúpula do sistema social existe o Poder, materializado numa figura jurídico-política, denominada por Estado, que não é uma instituição abstrata, (tradicionalmente considerado uma figura sem rosto) porque tem personalidade jurídica e está concretizado e funciona organizado por diversos Departamentos oficiais, dirigidos e sob a responsabilidade de cidadãos eleitos e/ou nomeados legal e formalmente, por quem tem competência para o fazer.

E se numa conceção clássica e formalmente aceite, se pode definir o Estado como sendo: um grupo de cidadãos (povo); localizados geograficamente num determinado espaço (território); delimitado por fronteiras, internacionalmente reconhecidas; cujo povo comunga de uma cultura, história e língua comuns; e tem objetivos e desígnios coletivos, que toda a população defende, então o Estado é constituído por todos aqueles elementos, os quais não têm quaisquer responsabilidades perante o cidadão e a instituição, particularmente considerados. 

O Estado abstrato, assim entendido, nem sempre defende os interesses, não promove atempadamente a justiça, não distribui equitativamente as riquezas nacionais, logo, em tais circunstâncias, não pode exigir dos cidadãos, e das instituições particulares, isto é, da sociedade civil, o cumprimento de determinadas obrigações. Importa, então, analisar o Estado concreto, objetivo, identificável. 

Convém, portanto, pelo contrário, considerar e aceitar o Estado nos seus constituintes: materiais, humanos, jurídicos e políticos, identificados nos diferentes e especializados Departamentos, com uma nomenclatura própria e aqui aleatoriamente invocada: Ministério da Justiça; Secretaria de Estado das Finanças; Direcção Geral da Educação; Administração Regional de Saúde, Câmara Municipal, Junta de Freguesia e tantas outras designações. 

Tais Organismos são dirigidos por pessoas, presumível e desejavelmente, responsáveis, competentes, justas, compreensivas e tolerantes. É o Estado personalizado, com rosto, humanizado, identificado, exercendo funções bem definidas, de acordo com as competências legais atribuídas ao respetivo titular do cargo, titular este que deveria ser escolhido pelo povo, desde o secretário de estado ao ministro, no mínimo, porque assim evitava-se o voto no desconhecido.

Este Estado, na sua configuração política, é detentor de poderes, praticamente ilimitados e distribuídos, pelo que constitucional e tradicionalmente se convencionou designar, por Órgãos de Soberania: Presidência da República enquanto Poder Moderador; Assembleia da República, como Poder Legislativo; Governo, o Poder Executivo e o Poder Judicial.

Estes Poderes são desempenhados por cidadãos com rosto, responsáveis e responsabilizáveis, tal como o cidadão comum que, quando não cumpre os seus deveres é punido, mesmo que tendo infringido a Lei involuntariamente e/ou por ignorância. 

Venade/Caminha – Portugal, 2025

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Pilares da evolução pessoal

Joelson Mora: ‘Pilares da evolução pessoal’

Joelson Mora
Joelson Mora
Imagem criada por IA do Bing - 16 de janeiro de 2024 às 8h30
Imagem criada por IA do Bing – 16 de janeiro de 2024 às 8h30

A busca por evolução pessoal exige mais do que o simples desejo de mudança. É um processo que envolve três pilares fundamentais: comprometimento, autorresponsabilidade e autoconhecimento. Esses elementos, alinhados, formam a base para uma transformação genuína e sustentável.

Comprometer-se significa assumir um propósito com firmeza. Estudos da psicologia positiva mostram que indivíduos com alto grau de comprometimento apresentam maior resiliência e satisfação na vida (Seligman, 2011). O comprometimento vai além de querer algo; ele exige ação diária e constância, mesmo diante das adversidades.

Para incorporar o comprometimento em sua rotina:

Estabeleça metas claras e alcançáveis. Divida grandes objetivos em pequenas etapas.

Registre seu progresso. Use um diário ou aplicativo para acompanhar sua evolução.

Reforce sua motivação. Lembre-se dos benefícios que a mudança trará para sua vida.

Autorresponsabilidade é a capacidade de reconhecer que somos os principais responsáveis por nossas escolhas e resultados. O psiquiatra Viktor Frankl, em seu clássico Em Busca de Sentido, destaca que, mesmo em circunstâncias extremas, podemos escolher nossa atitude frente à adversidade.

Para praticar a autorresponsabilidade:

Evite culpar terceiros. Identifique o que está ao seu alcance para mudar.

Reflita sobre suas decisões. Pergunte-se: “Quais ações me trouxeram até aqui?”

Tome iniciativas. Não espere que alguém resolva seus problemas por você.

O autoconhecimento é o ponto de partida para a evolução. Ele permite identificar pontos fortes, fraquezas, valores e crenças. Segundo Carl Jung, “quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta”.

Estratégias para aprofundar o autoconhecimento:

Meditação e mindfulness. Reserve ao menos 10 minutos diários para observar seus pensamentos e sentimentos.

Escrita reflexiva. Anote o que sente, pensa e aprende com suas experiências.

Feedback externo. Pergunte a pessoas confiáveis como elas percebem você.

Exemplos de Exercícios Diários para Aplicação:

Gratidão Consciente: Liste três coisas pelas quais você é grato diariamente. Estudos demonstram que a prática da gratidão melhora o bem-estar emocional (Emmons & McCullough, 2003).

Planejamento Noturno: Antes de dormir, revise seu dia e planeje as prioridades para o dia seguinte.

Exercício do Espelho: Olhe-se no espelho e repita afirmações positivas sobre si mesmo.

Diálogo Interno: Substitua pensamentos negativos por perguntas como “O que posso aprender com isso?”

Comprometimento, autorresponsabilidade e autoconhecimento são ferramentas poderosas para a evolução pessoal. Psicólogos, psiquiatras e terapeutas integrais concordam que o caminho do autodesenvolvimento exige prática, paciência e perseverança. Ao adotar esses pilares e incorporá-los em sua vida, você estará construindo uma base sólida para alcançar todo o seu potencial.

Que tal começar agora? Dedique cinco minutos para refletir sobre suas metas, comprometa-se com pequenos passos e observe como sua vida pode se transformar. Afinal, a jornada para uma versão melhor de si mesmo começa com a decisão de dar o primeiro passo.

Joelson Mora

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Recomeço

Loide Afonso: Poema ‘Recomeço’

Loid Portugal
Loid Portugal
Imagem gerada por IA do Bing – 16 de janeiro de 2025
às 11:42 AM

Fui ao mar
Com uma carta nas mãos
E meu
coração desatado
Desarmado

Arranhava
A areia com
Meus dedos curtos
E soluços mudos

Corria
Dançava
Parava a
Cada minuto
Que passava

Olhei pra o céu
E me vi

No reflexo do luar

E quando subi num monte
De pedras
Minhas mãos
Iam te
Soltando

Aos poucos, pouco
Pouquinho
Dedo por dedo
Sem exitar

E quando gritei: chega!

Loid Portugal

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Barquinho de papel

Evani Rocha: Poema ‘Barquinho de papel’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem gerada por IA do Canvas – 15 de janeiro de 2025 às 20h20

Pus sobre a água corrente
Um barquinho de papel
E dentro dele somente
Um pedacinho do céu

Do dia o azul turquesa
Da noite o preto véu
Um tantinho de estrelas
E o pranto dos olhos meus

Na dança da correnteza
Baila leve meu barquinho
Enquanto pesadas nuvens
Deságuam devagarinho

Leva na proa a ternura
Na popa, a cor de carmim
A estibordo a incerteza
De um caminho sem fim

A bravura das marés
É feito a vida da gente
Ora em cima, ora embaixo
Na brevidade do tempo

A bombordo o sol poente
Imergindo sobre o mar
Nas profundezas do peito
Uma alma a velejar!

Evani Rocha

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Meu deserto

Ivete Rosa de Souza: Crônica ‘Meu deserto’

Ivete Rosa de Souza
Ivete Rosa de Souza
Imagem gerada com IA do Bing ∙ 16 de janeiro de 2025
às 8:53 AM

Conheci o deserto intricado, imensidão de areias, com o vento soprando incansável.

Um incrível mundo silencioso, onde mesmo o vento sussurra, talvez com receio de acordar as serpentes sob a escaldante areia. Conheci o deserto que habita em mim. 

Tão extenso e complexo, que nem mesmo sei explicar. Tive tempo de planícies intermináveis, um verde inconfundível, até flores ali se estenderam como um tapete colorido. 

Vi  nascentes que vertiam águas límpidas, cristalinas, promessas de vida, coroando amor e sonhos.  Vi chuvas torrenciais que espantaram as cores, nublando e varrendo em torrentes turvas, as minhas lutas e esperanças.

Vi nevar, e o gelo do medo profundo, habitou meu mundo em demasiadas dores. Vi tristeza, solidão, perdas irreparáveis.

Mas ainda estou aqui, o deserto habita a vida sempre que me revolto, com o que perdi, ou esqueci, nos caminhos tortuosos que percorri.

Sou a emenda de muitos erros, o deserto do que não alcancei, mas que espera pelas águas das lágrimas que por muito tempo derramei, o esperado oásis no fim.

Ivete Rosa de Souza

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Sombra da escrita

Irene da Rocha: Poema ‘Sombra da escrita’

Irene da Rocha
Irene da Rocha
Imagem gerada com IA Shakker
Imagem gerada com IA Shakker

Na sombra da escrita, meu coração a pulsar,
É melodia que o silêncio vem guiar,
Segue a rota em um caminho sem destino,
Onde ideias brotam, ainda sem fio.

Do nada, surgem notas a brincar,
Criam versos, textos, no ar a pairar,
E eu, perplexo, vejo a mágica acontecer,
Escrevo palavras sem mesmo entender.

Quem sou eu, a inspiração divina a evocar,
Um simples bailado de versos no ar?
Não é especial, nem poeta me julgar,
Apenas alguém que as palavras vêm desafiar.

É um privilégio ter a sorte da criação,
De brincar com a semântica, com dedicação,
Com a dança das metáforas e rimas a embalar,
Na insignificância, a beleza encantar.


Irene da Rocha

14/01/2025

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Tempo de educar a alma

Denise Canova: ‘Tempo de educar a alma’

Denise Canova
Denise Canova
Imagem gerada com IA do Bing ∙ 14 de janeiro de 2025
às 11:03 AM

Tempo de educar a alma

Com fé

A alma agradece

Determinar o que faz bem

Dama da Poesia

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