Doce Amora

Virgínia Assunção: Poema ‘Doce Amora’

Virgínia Assunção
Virgínia Assunção
Amora. Foto por Virgínia Assunção

Amora, doce menina que encanta como o brotar de uma flor
Teu sorriso ilumina, sejam dias de chuva ou verão.
Tens nos olhos a terna meiguice e na face de anjo, o dulçor
És amor que floresce no jardim do nosso coração.

Tua risada é melodia, uma canção a nos envolver,
Teu abraço, tão quentinho, afetuoso a nos afagar
És pequenina, porém imensurável universo a crescer,
Cada instante contigo, é o aprendizado do que é amar.

Tua essência é doçura, tuas mãozinhas, aconchego.
Amora, que a todos cativa, és infinita primavera.
Que a vida te guarde em caminhos de luz, paz e sossego
Menina amada, protagonista desta linda quimera.

Que nosso Deus sopre bênçãos em tua direção,
És o presente do criador, nosso tesouro, nossa Amora.
Pequena estrela que ao céu empresta o brilho em profusão,
E as mais lindas e vibrantes cores, ao nascer da aurora.

Virgínia Assunção

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Recomeço

Ella Dominici: Poema ‘Recomeço’

Ella Dominici
Ella Dominici
Gerado com IA do Bing ∙ 10 de janeiro de 2025 às 1:47 PM
Gerado com IA do Bing ∙ 10 de janeiro de 2025 às 1:47 PM

Não digo de voltas por cima
não falo de perdas preenchíveis
nem ouso pensar substituições
sonhos rarefeitos como frestas

Pensar que dos fracassos e declives
há retomadas ao escalonar de exílios
às sacras poesias e emoções
porque o amor é alva fonte fresca

que circunda alma das manhãs
palavra íntima que orvalho molha
nascente do espaço onde o sol brota
e cria prosa ridente que consola

Lembro águias que renovam forças
em límpida luz que ao lenitivo atina
Livres- poemas-novas-penas voejam
quanto mais eu pisco melhor vejo
véspera triste como intervalo ligeiro

Sozinho do ontem, hoje sem sombras
neste espetáculo luminoso e feliz
à vida em esperança digo e exclamo
apenas sou aprendiz sempre aprendiz

A Deus agradeço por invisíveis
mas sensíveis,
Suas mãos em minhas mãos

Ella Dominici

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O segundo livro de Clayton Zocarato já está à venda!

‘Minhas desconstruções – Uma viagem pelo absurdo – gramatical existencial’, “é uma viagem psicodélica pela poesia e a desconstrução da palavra” (Clayton Zocarato)

Capa do livro 'Minhas desconstruções - Uma viagem pelo absurdo - gramatical existencial'
https://loja.uiclap.com/titulo/ua78989/
Capa do livro ‘Minhas desconstruções – Uma viagem pelo absurdo – gramatical existencial’
https://loja.uiclap.com/titulo/ua78989/

‘Minhas desconstruções – Uma viagem pelo absurdo – gramatical existencial’, segundo livro de poemas do professor de História e Filosofia Clayton Alexandre Zocarato, é, certamente, um livro diferente, e, por isso, também instigante! Afinal de contas, imagine você, caro leitor, passar em frente a uma livraria e se deparar com um livro, cuja capa é, basicamente, uma cor laranja! Porém, nesse detalhe inusitado, o linque acima, no crédito da capa, o remeterá, via o recurso 3D, à ilustração da capa do livro!

Criando um clima de provocação, Clayton Zocarato ressalta que ‘Minhas desconstruções – Uma viagem pelo absurdo – gramatical existencial’, é “uma viagem psicodélica pela poesia e a desconstrução da palavra”, lançando um desafio para o leitor entrar em suas ‘artimanhas poéticas’ e a se construir, crítica e poeticamente!

Sobre o autor

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato

Clayton Alexandre Zocarato, natural de São Paulo, Capital, possui Licenciatura em História pelo Centro Universitário Central Paulista – Unicep – São Carlos/SP e graduação em Filosofia pelo Centro Universitário Claretiano – Ceuclar – Campus de São José do Rio Preto/SP.

Escreve regularmente para o site Recanto das Letras (www.recantodasletras.com.br) usando o pseudônimo ZACCAZ, mesclando poesia surrealista, com haikais e aldravias.

É Comendador da Ordem Cultural Beethoven.

Contatos com o autor: FacebookWhatsApp

Serviço

Título do livro: Minhas desconstruções – Uma viagem pelo absurdo – gramatical existencial

Autor: Clayton Alexandre Zocarato

Editora: UICLAP

Dimensões: 21×29,7×0,62 cm

Número de páginas: 104

Faixa etária recomendada: Adulto (maiores de 18 anos)

Preço: R$51,77 (até hoje. A partir de amanhã, mais o frete)

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Reflexões para um início de ano

Elaine dos Santos: ‘Reflexões para um início do ano’

Elaine dos Santos
Elaine dos Santos
Penélope, desfazendo a mortalha que fazia para seu sogro
Gerado com IA do Bing∙ 10 de janeiro de 2025 às 10:13 AM
Penélope, desfazendo a mortalha que fazia para seu sogro
Gerado com IA do Bing∙ 10 de janeiro de 2025 às 10:13 AM

É lugar comum pensar a cultura do Ocidente a partir da Grécia Antiga e, para mim, como professora de Literatura, as duas epopeias atribuídas a Homero são o ponto de referência.

Detenho-me, porém, no retorno de Ulisses (Odisseu) para a sua casa em Ítaca, depois da Guerra de Troia, o que é narrado na ‘Odisseia’.

A guerra, como se sabe, durou dez anos até o seu desfecho e Ulisses, em seu retorno, demorou-se mais dez anos, detido por armadilhas deliberadas dos deuses do Olimpo.

Em Ítaca, a sociedade (conselheiros do Estado, aristocracia, puxa-sacos em geral) exigia que Penélope, mulher de Ulisses, encontrasse um novo companheiro e houvesse o casamento, afinal, o reino precisava de um homem para governá-lo.

Penélope valeu-se de uma artimanha. Prometeu que, ao concluir determinada obra (como tecelã), ela escolheria o novo marido. Contudo, Penélope tecia o material durante o dia e desfazia o trabalho à noite, prolongando-se a espera por Ulisses.

Ele, finalmente, retorna em andrajos, mas é reconhecido por Euricleia, a ama que o cuidara desde a infância; depois, pelo filho e, finalmente, pela mulher.

Havia, porém, um desafio: o novo esposo de Penélope deveria saber desarticular algumas ‘armadilhas’ do palácio que apenas Ulisses conhecia, ou seja, segredos partilhados pelo casal.

Muito resumidamente, eis a trama da epopeia (contá-la, o que não é o propósito aqui, demandaria muito tempo e espaço). O que me faz retomar a história de Ulisses e Penélope tem objetivos bem claros para este início de ano: amor, fidelidade, inteligência, perspicácia – travessia.

Ulisses foi o grande articulador para que a guerra contra Troia terminasse, ao convencer Aquiles a engajar-se às tropas e ao articular o ‘presente de grego’, isto é, o cavalo de madeira presenteado aos troianos como uma suposta desistência grega.

A sua volta para casa também é um show de autocontrole, de sabedoria.

Em Ítaca, Penélope não agia diferente do marido, ademais, mostrava-se fiel aos laços que os uniam.

Eu sei que os grandes heróis das epopeias e das tragédias gregas são seres humanos acima da média comum, ainda assim, a exemplaridade desses comportamentos pode servir para pensar a sociedade atual – tão líquida, tão fluída, conforme Baumann, tão sem paciência, tão desamorosa.

Além disso, é preciso referir Euricleia, fiel a Ulisses, que mantém o segredo de seu retorno até que ele seja declarado como o ‘novo’ rei de Ítaca.

Reitero: ainda que seres de caráter elevado, os heróis e as heroínas gregos ensinam-nos a importância do cultivo de certos sentimentos e determinadas atitudes cujo resultado acaba sendo vitorioso.

A inteligência e a perspicácia de Penélope na estratégia de tecer e desfazer o seu trabalho demonstra a paciência que nos falta: quem não se irrita se uma mensagem de aplicativo não for respondida instantaneamente?

As habilidades de Ulisses para vencer a resistência de Aquiles, surpreender os troianos, vencer os ardis impostos no retorno são um exemplo paradigmático daquilo que nos falta no cotidiano: tudo precisa ser resolvido com fúria, com violência. Não há tolerância.

Muitas vezes, a urgência, a truculência custam a vida de outros seres humanos, impedem o diálogo, determinam rupturas.

O silêncio – surdo e mudo – entre Ulisses e Euricleia é-me exemplar: será que precisamos, de fato, dizer para os nossos verdadeiros amigos as dores que nos vão na alma?

Pensei nessas e outras tantas coisas na ‘virada de mais um ano’, em que se apontam tiranos, ditadores, enquanto todos nós nos impomos a tirania do consumo, da urgência do ter.

Desconfio que eu estou ficando velha…

Prof. Dra. Elaine dos Santos

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Passeio cultural evidenciará a mulher na História de Sorocaba

‘Sorocabanas’ foi publicado em 2023 e contém uma análise histórica sobre as mulheres em Sorocaba

Capa do livro 'Sorocabanas - A mulher na História de Sorocaba', de Carlos Carvalho Cavalheiro
Capa do livro ‘Sorocabanas – A mulher na História de Sorocaba’, de Carlos Carvalho Cavalheiro

Como contrapartida do Prêmio Anual Sorocaba de Literatura 2024, o escritor e historiador Carlos Carvalho Cavalheiro realizará no dia 9 de fevereiro, domingo, um passeio cultural pelos lugares de memória das mulheres de Sorocaba. Carlos foi contemplado com o prêmio pelo livro ‘Sorocabanas – a mulher na História de Sorocaba’.

O passeio terá início às 9 horas da manhã com local de concentração na rua Dra. Ursulina Lopes Torres, no Jardim Vergueiro, em frente à Faculdade de Direito. De lá, os participantes seguirão o percurso para a Rua Cesário Motta, Rua Sarutaiá, Praça Frei Baraúna, Rua Santa Clara e terminarão o passeio na praça Castro Alves, em frente à Rodoviária.

Durante o passeio serão evidenciadas as memórias e os ‘esquecimentos’ da mulher na História de Sorocaba, bem como sobre o processo de pesquisa e criação do texto para o livro.

‘Sorocabanas’ foi publicado em 2023 e contém uma análise histórica sobre as mulheres em Sorocaba. Com prefácio da historiadora Claudia Leonor Guedes de Azevedo Oliveira, o livro teve boa repercussão, recebendo, ainda, elogios da também historiadora Mary Del Priore.

O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas a trinta participantes. As inscrições poderão ser feitas pelo e-mail: premioliteratura@sorocaba.sp.gov.br

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Dia do Fotógrafo

Denise Canova: Poema ‘Dia do Fotógrafo’

Denise Canova
Denise Canova
Foto do arquivo pessoal de Denise Canova

Dia do Fotógrafo

Ele poetiza

Através de sua lente

Amo essa poesia

Dama da Poesia

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Cheguei

Loide Afonso: Poema ‘Cheguei’

Loid Portugal
Loid Portugal

Uma vez
Sonhei que
Estava andando

Lentamente
Numa estrada
Longa
Distante
Fria

E o meu cadáver andante
Estava já cansado

Parei, olhei ao redor
Sentei
E pensei

Será que é o fim da linha? Ou cheguei?

O cacto me disse: vai, aqui está Sol, e picante. De repente,
Passou uma senhora que vende ovos fervidos, chamei abri e pedi picante, comi, segui; mentira, durmi.

Loid Portugal

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