Carlos Carvalho Cavalheiro publica resenha em revista científica

Professor Carlos Carvalho Cavalheiro é doutorando em Comunicação e Cultura pela Uniso e tem se dedicado a pesquisar temas relacionados com o programa do Doutorado

Capa do livro 'Mídia, violência e alteridade'
Capa do livro ‘Mídia, violência e alteridade
Carlos Carvalho Cavalheiro
Carlos Carvalho Cavalheiro

O professor de História e historiador Carlos Carvalho Cavalheiro publicou esta semana a resenha do livro ‘Mídia, violência e alteridade‘, de autoria das professoras Maria Ogécia Drigo e Ana Elisa Antunes Viviani, na Revista Tríade da Universidade de Sorocaba (Uniso).

A revista ‘Tríade: Comunicação, Cultura e Mídia‘ tem como objetivo a publicação de trabalhos inéditos de pesquisadores vinculados a Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu, de instituições de educação superior nacional ou internacional, tanto como de mestrandos e doutorandos desde que em coautoria com doutores, de diversas áreas do conhecimento, sob a forma de artigos, resenhas e entrevistas para compor dossiê temático ou a seção de artigos livres.

Carlos Carvalho Cavalheiro é doutorando em Comunicação e Cultura pela Uniso e tem se dedicado a pesquisar temas relacionados com o programa do Doutorado.

O livro ‘Mídia, violência e alteridade’ traz uma série de artigos de diversos pesquisadores da área de comunicação. Assuntos como uso da Inteligência Artificial, Comunicação Indígena, Violência midiática, Segurança e mídia, Violência contra mulheres entre outros são tratados em nove artigos por pesquisadores de diferentes universidades.

O livro foi editado pela Appris e está disponível para a venda em diversas plataformas na internet.
A resenha escrita e publicada pelo professor Carlos Carvalho Cavalheiro pode ser acessada pelo link: https://periodicos.uniso.br/triade/article/view/5602/4978

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O juízo é o característico ato de pensar humano

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo:

‘O juízo é o característico ato de pensar humano’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
‘O juízo é o característico ato de pensar humano’
Gerado com IA do Bing ∙ 5 de janeiro de 2025 às 4:23 PM

O Essente (essência) como ponto de partida do objeto da Ontologia, é o Ser que, não abrangendo o absoluto, permite, contudo, uma primeira reflexão filosófica que, evoluindo por várias vias, atinge, inevitavelmente, o Ser Absoluto e Supremo, no qual se consubstancializam os valores universais de unidade, verdade e bondade.

A Ontologia é, portanto, a ciência do Ser enquanto Ser, isto é, do Essente enquanto Ser, logo, excluindo o absoluto. O Ser está implicado em tudo, invade tudo e, como tal, está no Essente, embora este não permaneça no Ser Absoluto porque, de contrário, deixaria de ser Essente.

O Homem é um Essente, diferente de todos os outros Essentes, ou até mesmo um Ser em Potência, a caminho da absolutização, principalmente no que se refere à sua parte espiritual. Não pode o homem aceitar incluir-se, apenas, no mundo animal, pelo facto de apresentar uma bioestrutura orgânica, com movimentos próprios e específicos e, por razões diferentes, não pode, agora, aspirar à perfeição do seu Criador.

Entre os dois extremos desta verticalidade ontológica, digamos que o homem tenta situar-se na compreensão do mistério do Ser, saber o que é Ser e como o Ser se espelha nos essentes. A sua posição é, assim, como que a de uma ponte, entre a Natureza e a Divindade. Portanto, se o homem não é Ser absoluto, mas é mais do que Essente, então o homem é Ser como tal, tomado onticamente.

O Ser Absoluto, é aquele que possuindo a verdade ontológica, tem consciência da sua presença, e conhece da existência e essência de todos os essentes, porque enquanto alguns destes apenas conhecem a verdade lógica, aquele conhece a verdade em toda a sua extensão, eles identificam-se com a verdade, ela é a verdade.

O Ser mesmo em si, possui a verdade projetiva, porque ela projeta-se na criação, como um artista projeta a sua verdade, o seu objeto, realizando-se, também e primeiro, o Ser mesmo a realizou. Mas o Ser mesmo, por outro lado, transparece no juízo pois ele é condição da sua possibilidade. O juízo é o característico ato de pensar humano, logo o Ser revela-se no homem, ele é o laço unitivo sujeito-predicado, expresso pelo verbo “ser”. 

O Ser Absoluto é revelado na síntese do juízo, porque o Ser que se cause para que possa ser pensado, não é um ser lógico, um ser real, mas também, e principalmente, um ser absoluto, porque é válido para qualquer ser cognoscente, de uma maneira absoluta, é uma síntese absoluta, carácter absoluto de verdade e, ainda que relativize a verdade, é uma relatividade absoluta.

A Verdade, numa concepção tradicional, só se entende como uma coincidência entre a faculdade pensante e a coisa em si, a mente. Numa posição teórico-académica, pode-se distinguir várias modalidades de verdade, designadamente: a verdade projetiva ou constitutiva, quando não pressupõe nenhum objeto dado, pelo contrário, quando o pressupõe, então diz-se objetiva ou apreensiva e ainda, neste caso, poderá apresentar três formas distintas: a verdade lógica, que está na mente enquanto relacionada com o objeto, será o intelecto em ato; a verdade ôntica, se apenas está na coisa e é suscetível de se tornar acessível à mente, isto é, de ser inteligível; finalmente, a verdade ontológica, se está, simultaneamente, na mente e na coisa, coincidindo o inteligível em ato com o intelecto em ato.

Em última análise, a verdade implica sempre uma relação de conformidade, entre a inteligência e o ser. Naturalmente que a verdade mais perfeita, mais incontestada, reside na união esplendorosa da mente e da coisa, é a verdade ontológica.

O Ser mesmo, é verdade porque aquilo que se opõe à verdade do ser mesmo, seria opaco, e a verdade é transparência absoluta, verdade ontológica, plena. O Essente também é verdade ontológica, porque se o Essente só é enquanto nele transparece o Ser, e o Ser é verdade, então o Essente é verdade em si, e é verdade ontológica no sentido análogo.

A humanidade caminha, inexoravelmente, para a Verdade, muito embora julgue poder encontrar verdades na satisfação das mais humilhantes futilidades. Pensa-se na “verdade do luxo”, na “verdade da ostentação”, na “verdade da gula”, na “verdade da vingança”, na “verdade pecuniária”, na “verdade da técnica instrumental”, na “verdade material”. 

Estes conceitos patológicos de verdade, que afetam a moderna civilização é, no fundo, a “verdade” da escravidão, do vício, da perversão, da deslealdade, da falta de solidariedade, da ausência da reciprocidade, da ingratidão, da desumanização. 

Esta, ou estas, são em concreto as nossas verdades, pelas quais nos digladiamos e, até nos matamos. Este é o ser verdadeiro idolatrado pelas multidões, embriagadas pela ganância material. A verdade está, finalmente, na luta pelo poder, pelo domínio dos homens por outros homens, pelo esmagamento de tudo e de todos os que estorvam os nossos pérfidos desígnios. 

Eis a verdade da falsidade, que um pouco por toda a parte se vai defendendo, como valor fundamental do êxito pessoal, profissional, social, político, económico e, até, veja-se bem, da cultura. Vale tudo para sermos importantes, notados, solicitados e dominadores. Viva o “Salve-se-quem-puder”.

Venade/Caminha – Portugal, 2025

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Giovani Miguez

Giovani Miguez: Poeta, Pensador e Analista de Ciência e Tecnologia

Giovani Miguez
Giovani Miguez

Nascido em Volta Redonda, no interior do Rio de Janeiro, Giovani Miguez atualmente reside na capital e atua como analista de ciência e tecnologia no serviço público federal.

Com uma formação acadêmica sólida, é doutor e mestre em Ciência da Informação, área em que se dedica com profundidade, abordando temas como filosofia da ciência, inteligência e realidade.

Sua tese de doutorado, intitulada O humano, o documento e a Filosofia da Ciência da Informação: bases para pensar uma antropologia filosófica a partir da teoria da inteligência e da realidade em Xavier Zubiri (2024), e sua dissertação de mestrado, As Relações entre Informação, Linguagem e Símbolo: A Filosofia da Ciência da Informação entre A Realidade e a Idealidade (2016), refletem sua vasta investigação acadêmica.

Além de sua formação em Ciência da Informação, Miguez possui especializações em Sociologia e Psicanálise, com uma abordagem voltada para a sociologia pública e o ativismo sociológico.

Também é gestor público com extensão em Jornalismo de Políticas Públicas, com forte interesse por governabilidade, ética e biblioterapia, tendo se formado em mediação de leitura.

SUA ESCRITA

A escrita de Giovani Miguez é caracterizada por uma poesia existencial, visceral e social, frequentemente antilírica, com uma crueza que, ao mesmo tempo, impacta e comove.

O autor descreve sua prática literária como um imperativo existencial e uma necessidade terapêutica, mantendo um compromisso com a autenticidade de seus textos.

Em sua jornada literária, Miguez tem acumulado cerca de 50 cadernos, contendo mais de 500 textos, incluindo poemas, aforismos, crônicas e contos.

A obra do autor não segue um plano editorial tradicional; ao invés disso, ele vê sua escrita como um projeto de memória e uma cartografia sincera de sua existencialidade.


“Eu não planejo a escrita. Simplesmente respeito a poesia do mundo que me atravessa e tento registrá-la, como uma fotografia imperfeita da realidade que percebo. Meus livros não seguem um projeto, eu simplesmente inicio um caderno e vou depositando ali as poesias que me atravessam, os pensamentos que me visitam e as angústias que me perturbam”.

Giovani Miguez


SUAS OBRAS

A literatura, no entanto, tem sido sua principal paixão nos últimos anos.

Em 2017, durante o início de seu doutorado, Miguez reencontrou a poesia, um encontro que resultou na criação de seu primeiro livro, Quase História, publicado no final de 2019.

A obra, composta por textos escritos entre 2017 e 2018, marcou o começo de sua produção poética.

No mesmo ano, escreveu 486 poemas que formaram seu segundo livro, Animal Poético.

Entre 2020 e 2021, em meio à pandemia, o autor se dedicou intensamente à escrita, resultando em 20 cadernos e quatro livros publicados.

Em 2022, lançou dois volumes de Na Escuridão da Travessia. Poesia, uma continuação de sua produção durante o período pandêmico.

Atualmente, Miguez tem 15 livros publicados, incluindo quatro disponíveis exclusivamente na plataforma Uiclap e também na Amazon.

Elogio à Preguiça e outras lavras preguiçosas

Em um período de 30 dias, enquanto fazia uma pausa em meio ao rigor de seu doutorado, o autor criou uma série de poesias provocativas, escritas de forma deliberadamente preguiçosa. Esse intervalo criativo, longe das exigências acadêmicas, tornou-se uma oportunidade para explorar novas dimensões da escrita, onde o autor permitiu-se o luxo do descanso mental, transformando-o em um espaço fértil para o surgimento de versos instigantes e profundos.

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Documento poético e outros poemas de transição

Os poemas desta obra oferecem ao leitor um convite poderoso para uma reconexão com a essência da vida, inspirando uma busca por uma existência mais autêntica e rica de significados. Com versos que exploram as profundezas da alma humana, a obra é uma reflexão sensível sobre o que realmente importa, incentivando o leitor a se desvincular das superficialidades cotidianas e a abraçar uma jornada de autodescoberta e plenitude.

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Amor Fati e outros poemas dionisíacos

Os poemas desta obra encantam e convidam à reflexão profunda sobre tudo o que encontramos em nosso caminho e destino. Com uma beleza que transcende as palavras, o autor cria versos que tocam o coração, provocando uma introspecção sobre os rumos que a vida nos leva. Cada poema é uma oportunidade de olhar para o nosso próprio percurso, questionando e celebrando as escolhas, os desafios e os encontros ao longo da jornada.

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‘Êh, Lena!’, de Ricardo Costa Deotti

Resenha do livro ‘Êh, Lena!’, de Ricardo Costa Deotti, pela Editora Uiclap

Êh, Lena!, de Ricardo Costa Deottu
Êh, Lena!

RESENHA

Helena viveu uma jornada única e surpreendente, marcada por uma condição rara e pouco conhecida: a Síndrome Guevedoce.

Esta síndrome fez com que, aos 12 anos, Helena passasse por uma transformação extraordinária, que a fez assumir características masculinas, algo que é raro, mas não impossível.

No entanto, a história de Helena não é uma simples reinterpretação de uma condição médica, mas sim uma trama repleta de surpresas, desafios e descobertas profundas.

Com uma narrativa envolvente, a história de Helena nos leva a questionar o que realmente define a identidade de uma pessoa.

Acompanhar a trajetória de Helena é, acima de tudo, testemunhar o poder da adaptação e da superação diante das circunstâncias que a vida impõe.

Cada reviravolta em sua história nos surpreende e nos faz refletir sobre as complexidades da vida e da identidade humana.

Imperdível para quem busca uma leitura tocante e cheia de revelações sobre a luta pessoal e a transformação.

A história de Helena vai muito além de sua condição; ela é, na verdade, um poderoso retrato da resiliência humana.

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SINOPSE

Helena era um guevedoce.

Guevedoce são pessoas que têm uma síndrome real muito rara, comum na região de Las Salinas, na República Dominicana, onde ocorre em 1 a cada 90 meninos.

Os meninos portadores nascem meninas, perfeitas interna e externamente, e seu sexo é revertido definitivamente aos 10 a 12 anos, no início da adolescência.

Daí para a frente serão meninos normais, como todos os outros.

Esta síndrome surpreendente é o pano de fundo desta trama saborosa, inusitada, escrita tanto para entreter quanto para provocar profundas e fecundas reflexões sobre a vida, sobre a realidade e a sexualidade.

Mais que um romance, apresenta uma concepção inteiramente nova da vida enquanto privilégio a ser usufruído a cada instante, sob a égide soberana da liberdade.

Helena tinha um limite bem definido por seu corpo, e este era seu maior segredo, só compartilhado com sua mãe.

Não imaginava que logo haveria um segundo e inaudito segredo.

Esta narrativa é um presente para quem quiser saborear uma bem temperada conjugação de entretenimento, conhecimento e emoção, tudo em generosas doses.

SOBRE A OBRA

O autor, que nunca havia se aventurado no mundo da ficção antes, decidiu realizar um experimento literário ao criar sua primeira obra de romance.

Seu objetivo não era apenas entreter, mas também difundir suas hipóteses e proposições sobre a realidade humana, sempre a partir de uma perspectiva isenta de amarras doutrinárias ou religiosas.

Pensador inveterado, ele se dedica a discutir os complexos aspectos do dia a dia, com uma postura pragmática e um profundo respeito pelo poder das ciências como motoras do desenvolvimento das civilizações.

Para ele, o conhecimento científico é o caminho para o progresso, sem deixar de lado a eterna curiosidade humana.

A protagonista de sua obra, Helena, é uma jovem que vive com a rara síndrome de Guevedoce, uma condição biológica encontrada na região de Las Salinas, na República Dominicana.

Compreendida por apenas 1 a cada 90 meninos nascidos ali, a síndrome causa uma reversão de sexo entre os 10 e 12 anos de idade.

Meninas nascem com a aparência e a anatomia feminina, mas com o início da puberdade, seus corpos passam por uma transformação que as leva a se tornarem meninos.

A história de Helena não se resume à sua condição biológica, mas se desdobrará em uma trama fascinante que mistura elementos de entretenimento com profundas reflexões sobre a vida, a identidade e a sexualidade.

Mais do que um simples romance, a obra propõe uma nova visão sobre a existência humana, entendida como um privilégio a ser vivenciado a cada instante, sob a égide da liberdade.

Em sua jornada, Helena tem consciência de que seu corpo impõe limites, sendo este o maior segredo que ela compartilha apenas com sua mãe.

No entanto, à medida que a história avança, ela descobrirá que há um segundo segredo, ainda mais surpreendente e inaudito, esperando para ser revelado.

A obra, portanto, oferece uma leitura rica e envolvente, ideal para aqueles que buscam uma narrativa que mistura entretenimento, conhecimento e emoção de forma profunda e provocadora.

‘Êh, Lena!’ convida os leitores a refletirem sobre questões existenciais e a explorarem os limites da identidade humana em sua mais ampla acepção.

SOBRE O AUTOR

Nascido em Juiz de Fora (MG) há 66 anos, o autor é formado em Engenharia Agronômica e possui uma carreira de sucesso voltada para diversas áreas do conhecimento.

Ricardo Costa Deotti
Ricardo Costa Deotti

Divorciado, é pai de duas filhas (de 37 e 34 anos) e avô de cinco netos, com idades que variam de 4 a 14 anos.

Com uma trajetória literária consolidada, ele já publicou sete livros, disponíveis nas livrarias da Amazon e Uiclap, além de um de seus títulos, Mater Nostra, estar também presente na Viseu.

Seus livros anteriores são ensaios que abordam uma variedade de temas, desde filosofia e física até questões ambientais, comportamentais e religiosas, sempre com uma abordagem reflexiva e analítica.

Sua escrita transita por esses campos do saber, oferecendo uma visão crítica e profunda sobre os mais diversos aspectos da vida e do conhecimento humano.

Agora, o autor se aventura em seu primeiro ensaio de ficção e romance, uma nova fase de sua carreira literária que promete surpreender seus leitores.

Com sua vasta experiência como pensador, ele traz à ficção as mesmas características que marcaram seus ensaios: uma exploração cuidadosa e reflexiva das questões que permeiam a existência humana.

Esta obra promete ser uma fusão entre o rigor intelectual e a liberdade criativa da narrativa ficcional.

OBRA DO AUTOR

Êh, Lena!, de Ricardo Costa Deottu
Êh, Lena!

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Novo mundo – A face sombria da paz

Resenha do livro ‘Novo Mundo – A face sombria da paz’, de Li Ferreira, pela Editora Uiclap

Novo Mundo - a face sombria da paz.
Novo Mundo…

RESENHA

Em um cenário apocalíptico, de repente, a pequena cidade de Arujá se vê isolada, sem possibilidade de entrada ou saída.

O caos toma conta e, no meio da tragédia, Fernanda, uma mulher comum, se vê obrigada a lutar pela sobrevivência, enquanto cuida de três crianças, sem saber o que o amanhã pode trazer.

Esta narrativa envolvente mergulha no limite das emoções humanas, explorando o quanto somos capazes de suportar e realizar quando a única coisa que nos resta é a esperança.

A trama nos leva a refletir sobre o poder da resiliência e a força interior que muitas vezes nem sabemos que possuímos.

A história de Fernanda é uma verdadeira lição de coragem, mostrando como, mesmo nas piores circunstâncias, o espírito humano pode se renovar e se fortalecer.

Uma leitura que, sem dúvida, vai emocionar e fazer o leitor repensar suas próprias capacidades diante da adversidade.

Incrível!

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SINOPSE

Novo Mundo, um lugar carinhosamente planejado para oferecer aos seus queridos moradores uma vida livre de corrupção, violência, desigualdade social e financeira.

Um lugar que te proporcionará saúde de qualidade e excelência na educação”.

Foi essa a proposta do Comando quando fechou Arujá e matou grande parte da população.

Fiquei por dias esperando meu marido vir resgatar a mim, nossos filhos e nossos cachorros.

Mas quando percebi que esse dia talvez nunca fosse chegar; quando percebi que ele poderia nem estar vivo e sem saber quanto tempo tínhamos até a próxima chacina, decidi que continuar vivendo sob a opressão do Comando não é uma opção pra nós.

Eu ainda não sei como e nem quanto tempo vai demorar, mas, tirar minha família deste inferno se tornou minha prioridade.

SOBRE O LIVRO

Até hoje, a autora de Novo Mundo – A Face Sombria da Paz se questiona sobre o ponto de partida de sua criação, mas a resposta ainda parece distante.

O que a motivou, inicialmente, foi uma vontade imensa de escrever algo.

Apaixonada por filmes e séries, sua mente nunca parava de criar histórias baseadas nas tramas que assistia.

A ideia de uma história distópica, com uma protagonista forte e guerreira, surgiu naturalmente.

E para tornar essa narrativa ainda mais pessoal, escolheu Arujá, sua cidade natal, como o cenário principal, embora tenha incorporado locais fictícios ao longo da trama.

Embora a inspiração inicial tenha vindo da série O Conto da Aia, o projeto logo tomou um rumo próprio. Novo Mundo foi se afastando da influência da série e criando uma identidade única, tanto em sua história quanto nos personagens.

Durante esse processo, um incentivo fundamental veio de seu irmão, o que a impulsionou a tomar a coragem necessária para publicar seu livro.

A obra é contada em primeira pessoa por Fernanda, uma mulher comum, trabalhadora, esposa, mãe, amiga e dona de casa. Ela narra, em tempo real, os eventos de um golpe militar que atinge sua cidade.

Quando Arujá é invadida por militares autointitulados “Comando”, que oferecem uma oportunidade para os moradores que desejam sair antes do início de um toque de recolher, a cidade mergulha no caos.

Diante da iminente ameaça, Fernanda tem um único objetivo: tirar sua família da cidade.

Mas, com todas as rotas congestionadas e tomadas pelo desespero, ela retorna para sua casa com seus filhos e sua sobrinha minutos antes de o toque de recolher ser implementado.

Enquanto os moradores tentam processar o que está acontecendo, a promessa de um “Novo Mundo” de paz e igualdade se transforma em um pesadelo quando uma chacina aberta é perpetrada diante dos olhos de todos.

Sem saber o paradeiro do marido e com o peso de cuidar sozinha de seus filhos e sobrinha, Fernanda se vê encurralada.

Com a cidade tomada por um regime opressor e a sensação de que ninguém viria em seu socorro, ela toma uma decisão: se não for ela mesma a resgatar sua família, ninguém mais o fará.

Agora, sem saber exatamente como, mas determinada a salvar seus entes queridos, Fernanda se prepara para enfrentar uma luta implacável.

Ela não medirá esforços para garantir a segurança de sua família, e sua jornada de coragem e superação está apenas começando.

Novo Mundo – A Face Sombria da Paz é mais do que uma história distópica; é uma reflexão sobre o poder da resiliência humana em tempos de adversidade.

SOBRE A AUTORA

Com 38 anos e moradora de Arujá desde o nascimento, Li Ferreira, autora de Novo Mundo – A Face Sombria da Paz é um exemplo de dedicação e perseverança.

Com uma carreira de 18 anos no setor administrativo de uma mesma empresa, ela equilibrava sua rotina de trabalho com a vida pessoal.

Li Ferreira
Li Ferreira

Casada há 21 anos, mãe de dois filhos e tutora de dois huskys, sua vida sempre foi marcada pela convivência familiar e pela rotina intensa.

Recentemente, ela e o marido decidiram se aventurar em um novo ramo de negócios e adquiriram uma loja de distribuição de chaves e ferramentas no centro de São Paulo.

Enquanto seu marido é responsável pelo setor comercial, ela cuida da parte administrativa e financeira do empreendimento.

Mesmo com a agenda lotada e os desafios diários de conciliar a vida profissional e pessoal, ela sempre se empenha para dar o seu melhor em tudo o que faz.

Foi nesse cenário agitado que, contra todas as dificuldades, ela encontrou tempo e força para concluir Novo Mundo – A Face Sombria da Paz, seu primeiro livro.

Sua história é um testemunho de como, mesmo em meio ao caos da vida cotidiana, é possível encontrar a determinação necessária para realizar grandes feitos.

OBRA DA AUTORA

Novo Mundo- A face sombria da paz.
Novo Mundo…

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Take me to your heart

Resenha do livro ‘Take me to your heart’ de Lis, pela Editora Uiclap

Take me to your heart, de Lis
Take me to your heart

RESENHA

Um romance intenso onde um amor proibido, família e autodescoberta são os principais ingredientes.

Uma obra literária impactante que mergulha fundo nas complexidades do amor, da família e da identidade.

Com uma trama envolvente e personagens bem desenvolvidos, este livro é uma leitura imperdível para amantes de romances.

Super recomendo!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

Alana vive uma paixão proibida, traída por seu próprio coração, se verá apaixonada pela noiva de sua irmã, trazendo à tona um turbilhão de emoções, conflitos familiares e lealdades divididas.

A jovem enfrenta uma jornada de autoconhecimento e redenção, ao confrontar seus medos e anseios mais profundos, descobrindo a força necessária para enfrentar as consequências de suas escolhas, e levando a perceber que seu verdadeiro amor sempre esteve ao seu lado, aguardando pacientemente o momento de ser reconhecido.

SOBRE O LIVRO

Lis lança seu primeiro livro, uma história cativante protagonizada por Alana. A ideia surgiu de forma inesperada, fruto de uma paixão pela leitura desde a infância.

Com personagens bem desenvolvidas, a autora criou uma trama envolvente. “Me apaixonei por cada personagem”, confessa. “Queria um final feliz para todas, o que foi um desafio.”

Lis surpreende com sua estreia literária, oferecendo uma leitura emocionante e inspiradora.


Nunca imaginei que escreveria um livro.

A leitura sempre foi meu refúgio.

Músicas inspiraram minha criatividade, embora não tenha vivenciado situações semelhantes às descritas.

LIS


SOBRE A AUTORA

Jovem autora e profissional de RH lança livro com título intrigante e promete conquistar leitores brasileiros.

Aos 25 anos, Lis, uma talentosa profissional de Recursos Humanos, decidiu dar um novo passo em sua carreira, desta vez no universo literário. Ela acaba de publicar seu primeiro livro, intitulado Take Me to Your Heart. Embora o título seja em inglês, a obra é escrita integralmente em português, algo que desperta curiosidade e cativa leitores logo de início.

Lis
Lis

O livro, que já começou a ganhar espaço entre os leitores jovens e adultos, reflete a visão única de Lis sobre temas como amor, autodescoberta e resiliência. A escolha do título em inglês é um convite aos leitores para mergulharem em uma narrativa que ultrapassa barreiras culturais e linguísticas, trazendo um tom universal para histórias profundamente pessoais e emocionais.

Além de sua estreia como escritora, Lis se destaca por sua atuação na área de Recursos Humanos, onde trabalha ajudando pessoas a encontrarem seu potencial e a desenvolverem suas carreiras. Para ela, sua experiência profissional também influenciou a escrita, especialmente em temas como empatia, comunicação e superação de desafios.

Take Me to Your Heart promete ser apenas o começo de uma trajetória brilhante no mundo da literatura, consolidando Lis como uma jovem autora a ser observada no cenário brasileiro.

OBRA DA AUTORA

Take me to your heart, de Lis
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Natal com dificuldades atípicas

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo:

‘Natal com dificuldades atípicas’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
Crédito da imagem: Diamantino Bártolo

Ano após ano, Natal após Natal, a denominada ‘Festa da Família‘ repete-se ao longo dos tempos: com rituais idênticos; votos de esperança em melhores dias; alegrias que se reiteram; nostalgias que se agudizam; ofertas que se trocam; brindes que se renovam; tudo isto, e muito mais, para que o Natal seja, de facto, a festa da união, da paz, da concórdia.

Abordar o Natal numa perspectiva positiva, nos tempos relativamente remotos, (2013) não era tarefa fácil, considerando as dificuldades que atingiram todas as pessoas em geral, mas, particularmente, as mais desfavorecidas: económica, financeira e etariamente, sem ignorar, obviamente, aquelas que sofrem dos diversos tipos de exclusão: social, laboral, educacional, habitacional, climática, entre outras, porque, ao contrário do que estabelece a Lei Fundamental Portuguesa: «1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a Lei» (C.R.P., 2004: Artº 13º nº 1), na verdade tudo indica que, realmente, não temos a mesma dignidade enquanto pessoas humanas, sujeitas a deveres e a direitos.

O Natal, apesar da crise em que estivemos mergulhados, pode, e deve ser assumido como uma data referencial, agora mais do que nunca, para pensarmos, com muita esperança, num futuro bem melhor para todas as pessoas, independentemente de estatutos, condição socioprofissional, política, cultural, religiosa, ou de qualquer outra natureza, porque o direito a uma melhor qualidade de vida, a um fim de vida tranquilo, são os mínimos exigíveis para o reconhecimento e vivência da dignidade humana.

Naquele ano, tal como nos anteriores e que agora reitero, desejei aproveitar a quadra natalícia para apelar à concórdia, à tolerância, ao perdão, obviamente sem que isso implique: ‘apagarmos’ dos nossos ‘corações’ as ofensas de que temos sido vítimas; as desconsiderações de que fomos alvo; a rejeição a que alguém nos tenha votado; os desgostos que sofremos, a partir de atitudes de pessoas a quem nós tanto queríamos. 

Na verdade, enquanto estivermos lúcidos, é impossível ‘branquear’ o passado, mas é desejável que queiramos aprender com os erros, com as injustiças que cometemos contra aquelas pessoas que por nós tudo dão, generosamente e, sabermos com humildade, pelo menos, pedir desculpa e tudo fazermos para nos reconciliarmos.

Para iniciarmos um novo ano, com perspectivas de vida mais positivas, é necessário assumir que: «A vida é alegria e felicidade em ajudar a construir um mundo melhor e mais participativo, com equilíbrio e amor. Por isso a ordem é reprogramar o mundo interior para usufruir da arte de viver e para a reprogramação uma das melhores ferramentas encontra-se nas técnicas parapsicológicas». (FRANCESCHINI, 1996:67). 

Na verdade, a vida passa muito rapidamente. É essencial termos a consciência de que não vale a pena cogitarmos, desenvolver e aplicar processos maquiavélicos do tipo ‘caça às bruxas’, apenas para prejudicarmos, humilharmos e ‘pisarmos’ os nossos semelhantes. O ódio, a perseguição e a vingança conforme se semeiam, assim se colhem e não são próprios de pessoas com boa formação e sentimentos nobres.

Naquele Natal de 2022, confrontamo-nos com diversas dificuldades, que surgiram nesses dois últimos anos: a pandemia COVID-19, incêndios florestais, seca extrema, alterações climáticas, guerra movida pela Rússia contra a Ucrânia, ‘disparo’ da inflação, como não se fazia sentir há trinta anos, miséria, fome e morte. Mas é precisamente por tudo isso que a solidariedade não se deve manifestar apenas no Natal, mas nos 365 Natais do ano.  

Aproveito esta oportunidade para: primeiro, pedir desculpa por algum erro que, involuntariamente, tenha cometido e, com ele,  magoado alguém; depois para desejar um Santo e Feliz Natal, com verdade, com lealdade, com gratidão, seja no seio da família, seja com outras pessoas, com aquela amizade de um sincero ‘Amor Humanista‘, com um sentimento de tolerância, de perdão e muito reconhecimento pelo que me tem ajudado, ao longo da minha vida, compreendendo-me e nunca me abandonando. É este Natal, praticamente simbólico, que eu desejo festejar com a alegria possível, pesem embora as atuais restrições e condicionalismos, impostos por um conjunto de situações cruéis, que atiram cada vez mais pessoas para a miséria, fome e morte.

Finalmente, de forma totalmente pessoal, sincera e muito sentida, desejo a todas as pessoas que, verdadeiramente, com solidariedade, amizade, lealdade e cumplicidade, me têm acompanhado, através dos meus escritos, um próspero Ano Novo e que 2025 e, desejavelmente, as muitas dezenas de anos que se seguirem, lhes proporcionem o que de melhor possa existir na vida, que na minha perspetiva são: Saúde, Trabalho, Amizade/Amor, Felicidade, Justiça, Paz e a Graça Divina. A todas estas pessoas, independentemente das suas origens, etnias confissões religiosas e outras pessoas que comungam de valores humanistas, aqui fica, publicamente e sem reservas, a minha imensa GRATIDÃO.  

Bibliografia

FRANCESCHINI, Válter, (1996). Os Caminhos do Sucesso. 2ª Edição, Revista e Ampliada. São Paulo: Scortecci

Venade/Caminha – Portugal, 2022

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente Honorário  do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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