Trilhas e Tropas

Trilhas e Tropas, de Alba Regina Franco Carron Luisi, resgata a história do tropeirismo, e foca a inserção de Itapetininga (SP), ressaltando a sua importância na Rota Tropeira

Capa do livro Trilhas e Tropas, de Alba Regina F.C. Luisi
Capa do livro Trilhas e Tropas, de Alva Regina Franco Carron Luisi

No dia 12 de dezembro de 2025, às 19h, na Casa Kennedy, a genealogista e professora Alba Regina Franco Carron Luisi lançará o livro Trilhas e Tropas, obra que resgata a história do tropeirismo na região, e foca a inserção de Itapetininga, ressaltando a sua importância na Rota Tropeira.

Sinopse

A partir da indicação das trilhas usadas pelos indígenas (Peabirú), o homem branco saiu de São Vicente e chegou ao Pampa Gaúcho, de onde trouxe os muares, necessários no Ciclo do Ouro e Ciclo do Café. Na trilha das tropas surgiram povoamentos que deram origem a importantes cidades nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Na obra, a autora resgata a história do tropeirismo na região, e foca a inserção de Itapetininga, ressaltando a sua importância na Rota Tropeira. Considerado um ciclo econômico, o Tropeirismo foi essencial para o desenvolvimento  do Brasil.

Sobre a autora

Alba Regina F. C. Luisi

Natural de Itapetininga (SP), Alba Regina Franco Carron Luisi estudou nas Escolas Fernando Prestes, Adherbal de Paula Ferreira e Peixoto Gomide, chegando a dar aulas enquanto estudante na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba, onde concluiu a Licenciatura Plena em História e Estudos Sociais, em 1970.
Participou de diversos Cursos de Extensão Universitária em História e Educação, de 1967 a 1970. Em 2019, Conclui o Curso de Genealogia pela Faculdade Sul Mineira.
Professora de História, Geografia e Organização Social e Política do Brasil, em escolas estaduais e particulares, hoje aposentada.
Proferiu palestras com mais de dez temas desenvolvidos e apresentados em diversos locais da cidade de Itapetininga, desde 2018 até a atualidade, em especial, a Palestra “Itapetininga Primeiros Tempos”, apresentada na Casa Kennedy, e posteriormente na Escola Estadual Abilio Fontes, na Escola Estadual Desembargador Bernades Junior, na Secretaria de Cultura e Turismo de Itapetininga, na Abertura da 1ª Festa Tropeira de Itapetininga e no 1º Simpósio Tropeiro de Itapetininga, que aconteceu na 2ª Festa Tropeira de Itapetininga.
Responsável também pela coluna de História do Internet Jornal, editado em Itapetininga, com mais de 200 matérias publicadas sobre os mais diversos temas de História, tanto do Brasil como do Mundo.
Desenvolveu várias linhas de pesquisa que serviram de base para as colunas publicadas no Internet Jornal, em especial a pesquisa sobre a temática do Tropeirismo no Brasil e em Itapetininga.
Como Genealogista, desenvolveu pesquisas de documentação genealógica em diversos cartórios de registros e Igrejas na Espanha, Iugoslávia, Itália, assim como pesquisas em cartórios e Igrejas no Brasil, principalmente sobre os Bandeirantes Paulistas.

Serviço

Título do livro: Trilhar e Tropas

Autora: Alba Regina Franco Carron Luisi

Editora: Mirai Livros

Número de páginas: 302

ISBN: 978-85-94443-68-7

Preço: R$65,00

Onde comprar: No dia do lançamento e pelo Instagram

Local do lançamento: Casa Kennedy – Rua Prudente de Moraes, 716 – Centro – Itapetininga (SP)

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Carta de Natal a Deus

Sandra Albuquerque: ‘Carta de Natal a Deus’

Sandra Albuquerque
Sandra Albuquerque
Imagem gerada por IA do Bing -  5 de dezembro de 2024  às 6:29 PM
Imagem gerada por IA do Bing –  5 de dezembro de 2024 às 6:29 PM

Ei, Deus, você aí em cima, sou uma criança e, apenas, um sobrevivente, mas mesmo assim resolvi lhe escrever.

Há três anos sem casa, pais, família, amiguinhos…

Crianças também sofrem, e como sofrem, e ninguém as ouve!

Vivo de lixo em lixo, disputando uma sobra de qualquer coisa, pois até um pão adormecido ou sobras de quentinhas viram um banquete.

Perdi meus pais para a violência, minha casa foi queimada e, enfim, perdi tudo e fui obrigada a viver nas ruas da cidade grande, perambulando, onde é um campo sem lei e, com isto, aprendi a me virar sozinha, pintei o rosto de carvão e vesti-me como um menino para me livrar dos abusos sexuais da galera que toma conta do espaço. Até aqui tem o famoso Manda-Chuva.

Ah, este meu bloco, achei no lixo e deve ter sido dos filhos dos poderosos que descartam seus materiais escolares a cada final de ano. Desculpa eu estar escrevendo a lápis, mas foi o que eu encontrei.

Eu só queria que você soubesse que o que eu mais gostaria neste Natal é que surgisse alguém com um gesto solidário e me levasse para a sua casa, me deixasse tomar um banho, porque aqui, banho só quando o chafariz funciona em épocas de festa na cidade ou visita de algum chefe de estado; me desse uma roupa limpa, um tênis, mesmo velho, de um de seus filhos, uma sopa quente e uma caminha pra dormir aquecida decentemente.

Seria o melhor Natal de minha vida. E o maior presente dado pelo Senhor.

Feliz Natal pra você, Deus!

Ainda é cedo e tudo pode acontecer, e, quem sabe, Você me surpreende.

Comendadora Poetisa Sandra Albuquerque

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A dor

Ismaél Wandalika: Poema ‘A dor’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
Imagem gerada por IA do Bing - 5 de dezembro de 2024
 às 7:06 PM
Imagem gerada por IA do Bing – 5 de dezembro de 2024
às 7:06 PM

A dor escava os sentimentos
Fura alma divide os pensamentos
Abate corpos e desperta cérebros

Há dor no sorriso
Que oculta as lágrimas do peito
Os olhos traduzem as palavras de cada momento

Na dor o vazio é patente
O coração rasga e sente
Caminhamos descontentes

Alma abraçada ao nada
Vive os últimos episódios na tela
A gente inventa alegria
Corrida renhida no âmago da vida

E lá se vão os dias
Aqui passam os anos
O amor nasce nos instantes
Não há como fugir da dor

A dor alcança todos
Leva todos e deixa todos

A dor de perder um grande amor
A dor das perdas dos ente queridos
A dor dos sorrisos tristonhos
A dor de ver um familiar se perdendo
A dor das eternas lembranças
A dor de acreditar nas esperanças!

A Dor

Soldado Wandalika

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Educação – Um exercício de exploração e manutenção de poder

José Ngola Carlos:

‘Educação – Um exercício de exploração e manutenção de poder’

Kamuenho Ngululia
Kamuenho Ngululia
Educação – Um exercício de exploração e manutenção de poder
Imagem gerada por IA do Bing - 5 de dezembro de 2024 às 8:58 PM
Educação – Um exercício de exploração e manutenção de poder
Imagem gerada por IA do Bing – 5 de dezembro de 2024 às 8:58 PM

Nas comunidades tribais sem classes sociais, a educação era um exercício de poder do povo em favor do povo, uma vez que, tudo que se conseguia pelo esforço individual ou coletivo pertencia à comunidade inteira, o que inclui, a necessidade de ensinar tudo a todos.

Com o surgimento das classes sociais, as comunidades tribais desaparecem juntamente com todo o seu caraterístico arranjo social. As sociedades divididas em classes, baixa, média e alta, fundam-se no princípio da eliminação da propriedade comum e a instituição da propriedade privada e, com a propriedade privada, a luta pelo poder.

A classe social baixa é a classe explorada e que se compõe da maior parte dos membros de uma sociedade. Eles são os pobres, os não civilizados e marginalizados. A classe social média é a classe intermédia, ficando entre os pobres e os ricos. Estes não são pobres, porém, não são ricos também. Eles são os assimilados e que lambem as botas dos pertencentes à classe alta. A classe social alta é a classe que detém o poder e que, contudo, vive à custa dos pobres e dos assimilados.

Estes são os ricos, os que usam a educação para explorar e manter o poder.

Com o surgimento das classes sociais, a educação presenciou uma revirada no ideal didático-pedagógico até então conhecido das comunidades antigas sem classes sociais que eram: a integralidade, a homogeneidade, a espontaneidade e a não institucionalidade. Nas sociedades com classes, conforme Aníbal Ponce, em Educação e Luta de Classes, 1934, a educação passou a ser:

1. Institucional

2. Coerciva

3. Sistemática e

4. Diferenciada

Uma educação institucional é aquela administrada por meio de uma instituição. É dela que

começam a surgir as personalidades do sacerdote, do mago, do mestre e do professor como

pessoas a serviço da classe abastada para domesticar a classe explorada, tendo em vista a

manutenção do poder.

Com a educação coerciva, surge a educação obrigatória. Com este ideal, legitimam-se os açoites como recurso estimulador ou motivador da aprendizagem.

Contrário ao ensino espontâneo, as classes sociais permitiram o surgimento do ensino sistemático. A sistematicidade trouxe as doses no processo de ensino e aprendizagem, pelo que, já não se podia ensinar tudo a todos em um ambiente natural e prático. Uma educação diferenciada, conforme a sua gênese no surgimento das sociedades com classes, era justamente aquela que consistia em um pobre ser educado para servir e o rico, educado para mandar

Kamuenho Ngululia

Como citar este artigo:

Ngululia, K. (2024:4). Educação – Um Exercício de Exploração e Manutenção de Poder. Brasil: Jornal Cultural ROL

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As rosas

Augusto Damas: Poema ‘As rosas’

Augusto Damas
Augusto Damas
Imagem gerada por Ia do Bing – 5 de dezembro de 2024
às 9:46 PM

Rosa por rosas
Flores em jardins
São vidas amorosas…
São encantos
No canto das emoções
Dos que a cantam
Em prosas e versos
Dos que amam os
espinhos que as protegem
Mulheres virtuosas
Lindas e charmosas
Brisas e vendavais
Num mundo de sonhos e emoções

Em um ponto de rua qualquer
À espera de uma mulher
Estava eu
Noite chuvosa
Angustiada fora a espera
Ela não vem!

Ao amanhecer
Como um beija-flor
Que desperta nos primeiros raios de Sol …
Por fim
Ela apareceu
Como uma rosa de inebriante perfume
Uma proposta me faz
Eu, como o beija-flor,
Não resisti ao seu doce néctar
Adocicado e embriagador

Augusto Damas

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Notas soltas

José Louro: Poema ‘Notas soltas’

José Louro
José Louro
"Notas soltas cantam e tocam, seguindo o seu caminho na senda da harmonia, em busca do seu destino"
“Notas soltas cantam e tocam, seguindo o seu caminho na…”
Imagem gerada por IA do Bing –  5 de dezembro de 2024
às 4:28 PM

Notas soltas dançam ao som da

valsa de um amor por encontrar

Riem e choram fazendo-nos

acreditar que um dia farão parte

de uma obra prima que ainda está por escrever

Notas soltas riem e choram na valsa da

vida Dançam alegre e tristemente

Em campos belos e bucólicos

Em cidades tristes e sombrias

Notas soltas procuram na harmonia da

música Um sentido para a vida

Que as ajude a viver

Que lhes dê alma para enfrentar

a tragédia das notas perdidas

Notas soltas cantam e tocam

tocam e dançam seguindo o seu

caminho na senda da harmonia

em busca do seu destino

José Louro

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Poema para os anjos

Verônica Moreira: ‘Poema para os anjos’

Verônica Moreira
Verônica Moreira
Imagem gerada por IA do Bing - 5 de dezembro de 2024
 às 1:41 PM
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às 1:41 PM

Tarde demais
Ou cedo demais?
Já é 1h56 da manhã.
Eu vejo a felicidade no silêncio do meu quarto.

Antes, não via.
Por mais que as luzes estivessem acesas,
Não importavam os volts a mais daquela lâmpada.
Infelizmente, ela não era mágica,
E não havia nenhum gênio escondido ali, naquele clarão artificial.

Agora é 1h59.
Falta apenas um minuto para as duas da manhã…
Faltava, mas agora já são 2h00.

Não importam os segundos, eles passam num piscar de olhos.
Não quero mais contar as horas, elas voam.

Permaneço acordada.
Imagino como teria sido,
Agradeço porque não foi,
E planejo o amanhã,
Embora eu saiba que ele é incerto.

Há silêncio no quarto.
O anjo está do meu lado:
Um anjo recém-nascido
E um anjo que dorme.
E eu nem sabia que anjos dormiam.

Despeço-me do anjo,
Aquele que supre minhas vontades,
Aquele a quem devo respeito e carinho

Anjos estão por toda parte;
nos meus sonhos
Nas minhas manhãs
Em minhas noites de silêncios gritantes.

Ainda assim
Eu escrevo, para amenizar minha solidão
Escrevo poemas para os anjos, não para mim.

Verônica Moreira

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