Nilton da RochaImagem gerada por IA do Bing – 2 de dezembro de 2024 às 12:46 PM
Vivo a vida com gosto, sem pressa, Nas trilhas do tempo, cada passo interessa. Das leis e das letras, faço meu norte, Na Justiça e na arte, encontro suporte.
Os filhos e netos, meu porto seguro, Neles revejo um futuro puro. A cada sorriso, um mundo floresce, E meu coração em amor transparece.
Na academia, busco o vigor, Saúde é vida, é meu maior valor. Entre livros e causas, o dia componho, Com gosto persigo cada sonho.
Assim sigo, firme, com fé no destino, No simples, no belo, no humano divino. Vivo a vida com gosto, sem lamento, Sou grato ao tempo e a cada momento.
Resenha do livro ‘Crentes e descrentes à luz das relações dialógicas’, de José Pessoni Filho, pela Editora Uiclap
Crentes e descrentes…
RESENHA
Inspirado por um debate entre um filósofo renomado e um ateísta, que discutiram as visões contrastantes sobre crentes e descrentes, o autor desenvolveu um trabalho acadêmico que explora as complexas dinâmicas das relações dialógicas, tendo como base a teoria bakhtiniana e os aplica a um contexto contemporâneo, mostrando a continuidade e a pertinência da teoria no cenário atual de debates filosóficos e sociais.
Com uma análise bem fundamentada e rica em referências, o trabalho é altamente recomendado para pesquisa acadêmica, oferecendo contribuições significativas para o campo da Filosofia, da Linguística e das ciências sociais.
Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube
SINOPSE
Neste livro, o autor – professor e pesquisador – busca, nas Letras, um sentido para as palavras trazidas de discursos e as inclui no meio social, em busca da discussão acerca do discurso religioso em um debate no Dia Internacional da Religião.
Sob o manto dos conceitos bakhtinianos de gênero do discurso e dialogismo, convida o leitor a fazer importantes reflexões acerca da relação do homem para com Deus e vislumbrar as diversas vozes que emanam dos agentes do debate em questão, ao mesmo tempo em que, didaticamente, traz conceitos profundos dos vieses bakhtinianos aos leitores amantes da teoria do filósofo.
Analisar argumentações e relacionar vozes dos discursos são tarefas às quais os filósofos e linguistas têm se dedicado há séculos, fato que levou a Linguística como uma das ciências mais sedutoras do nosso século.
É nesse cenário que a obra de José Pessoni Filho não deixa de ser um discurso dessa natureza, já que traz à baila objetos de reflexões de pensamentos por ele aqui analisados.
O autor trata do discurso religioso, com o fito de confirmar ou não a existência de Deus, em um debate entre os que creem e não creem na existência divina.
No sentido discursivo, o autor é seguidor daquelas tradições mais caras aos amantes da Linguística.
SOBRE O LIVRO
Com uma profunda apreciação pela literatura e pelos textos sagrados, o autor em questão expressa um prazer genuíno em se dedicar à leitura das escrituras religiosas, um interesse que reflete sua busca constante por conhecimento e reflexão.
Além disso, ele nutre uma grande admiração pelo renomado filósofo e educador Mário Sérgio Cortella, cuja obra tem influenciado positivamente sua visão de mundo e seu entendimento sobre a educação e a vida em sociedade.
Ao longo de sua trajetória, o autor participou ativamente de diversos eventos literários, nos quais teve a oportunidade de compartilhar suas experiências, trocar ideias com outros escritores e ampliar seu horizonte cultural.
Essas vivências têm contribuído para o seu amadurecimento como escritor e para o desenvolvimento de suas obras.
Atualmente, ele está dedicado à escrita de seu segundo livro, um projeto que promete surpreender seus leitores.
SOBRE O AUTOR
José Pessoni Filho
José Pessoni Filho, um profissional dedicado e apaixonado pela educação, está com 45 anos e possui uma carreira impressionante.
Formado em Pedagogia e Letras com ênfase em inglês, ele também conquistou um Mestrado em Linguística, área pela qual desenvolveu um grande interesse ao longo dos anos.
Além disso, Pessoni possui um certificado internacional em Linguística, adquirido pela Stafford House, em Londres, um marco importante em sua formação acadêmica e profissional.
Com uma vasta experiência como educador, José é professor de inglês e exerce sua paixão pelo ensino de idiomas de forma prática e inovadora.
Ele é o proprietário da Bemore Languages School, uma escola de idiomas que se destaca pelo seu compromisso com a excelência no ensino.
Atualmente, Pessoni também está em fase de doutorado em Linguística, um passo importante em sua jornada acadêmica, que visa aprofundar ainda mais seus conhecimentos na área e expandir sua contribuição para o campo da educação.
Sua dedicação à pesquisa e ao ensino demonstra seu compromisso em oferecer aos seus alunos uma formação de qualidade, além de sua contribuição para o desenvolvimento de estudos linguísticos no Brasil.
Diamantino BártoloImagem gerada por IA do Bing – 2 de dezembro de 2024 às 8:38 AM
O Ser é a ideia mais abstrata de todas, e a menos compreensiva, porque ela é obtida depois de abstrairmos de tudo o que há de individual, concreto e quantitativo na realidade, de modo a ficarmos apenas com a realidade enquanto realidade.
Muito genericamente, dir-se-ia que o Ser é tudo o que existe ou pode vir a existir, logo, opõe-se ao nada e o nada apenas pode ser concebido pelo Ser de que é negação. O pensamento é, assim, o primeiro grau da realidade, embora realidade subjetiva.
Na hierarquia do Ser distinguimos três graus: o Ser possível; o Ser existente e o Ser necessário – este existe por si, e cuja essência é a própria existência. O Ser só o é enquanto lhe reconhecemos os seus atributos, isto é, unidade, transcendência e analogia.
Mas o Ser em si, tal e qual como ele é, constitui, hoje, um tema apaixonante, misterioso, quem sabe se sagrado e eternamente insondável e indecifrável, apesar d’Ele se nos desvelar nos mais insignificantes atos da natureza: como as fases de desenvolvimento de uma planta em todo o seu ciclo vegetal; como na vida do homem a partir do memento da sua concepção num acto sexual de amor, ódio, sadismo, violação ou vingança, até à sua morte biológica.
Mas no Ser último que transcende as fases cíclicas da natureza, causa das causas, necessário e suficiente, infinito e invisível, neste Ser desconhecido pela ciência, é que interessa meditar e tentar conhecê-Lo melhor o que, naturalmente, só será possível para além do mundo terreno e concreto que nos cerca, logo, o homem não atinge o Ser pela via científica ou especulativa, mas tão só pela Fé, pela convicção profundamente religiosa.
Com efeito, verificamos, constantemente, o desvelamento do Ser em todas as coisas, inclusivamente neste ato de escrever. Ele revela-se em mim como fonte de inspiração, de meditação, de ação, de fé, todavia eu não O vejo, não O consigo imaginar consubstanciado numa qualquer forma material ou delimitado no espaço e, apesar de tudo, acredito no Ser que eu sou e no Ser que faz com que eu seja aquilo que julgo ser.
Perante a grandiosidade deste facto, eu não posso deixar de me considerar tão pequenino, tão insignificante, tão imperfeito, face à magnitude do Ser Supremo que me dá o Ser concreto e abstrato, material e espiritual. Esse Ser Supremo em que eu acredito, ao qual procuro obedecer, ainda que na prática do mal, esse Ser só poderá existir como cúpula de todos os seres e então, tenho de o reconhecer em Deus.
O homem de hoje, preocupa-se pouco com o Ser enquanto Ser Homem, à imagem e/ou semelhança do seu Criador e não se apercebe do valor ético-social que representa ser Homem, enquanto modelo do Ser Supremo, daí que a crise espiritual seja constante no seu Ser verdadeiro, porque o ser que julga ser, não é mais que um “ser máscara”, uma ilusão materializada num comportamento mesquinho, egoísta e desonesto. É este Ser que o homem do princípio do século XXI, do terceiro milénio, após o nascimento de Cristo, procura exibir em todos os momentos, espaços e situações que se lhe proporcionam.
O desvelamento do Ser Verdadeiro e Supremo apenas existe a partir d’Ele, porque só Ele é Ser Omnisciente, Omnipotente, Criador de todos os outros seres, e sacrificado pelo ideal de ser Homem à sua semelhança. O Ser a que me refiro concretiza-se em Jesus Cristo, verdadeiro Ser que se desvela em todos os mistérios, manifesta-se em todas as coisas e interioriza-se na minha consciência para me aconselhar, para me guiar, enfim, para me fazer mais Ser e n’Ele me desvelar também.
Venade/Caminha – Portugal, 2024
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
Joelson MoraImagem gerada por IA do Bing – 2 de dezembro de 2024 às 8:12 AM
O final do ano é um período carregado de simbolismo. É um tempo para refletir sobre o que vivemos, reconhecer nossas conquistas e lidar com as frustrações das metas e objetivos que ficaram pelo caminho. Essa é também uma oportunidade para reavaliarmos nossa jornada e reafirmarmos que ainda dá tempo.
A sensação de ‘tempo perdido’ pode ser sufocante, mas como dizia o escritor Charles Bukowski: “O que importa é quão bem você caminha através do fogo.” A vida é um processo contínuo, e os desafios que enfrentamos são parte essencial do aprendizado. Fracassos e sucessos são pedaços do mesmo quebra-cabeça que formam nossa história.
O autoconhecimento é o primeiro passo para transformar sonhos em realizações. Quando entendemos quem somos, o que queremos e quais são os nossos valores, nos tornamos capazes de estabelecer objetivos mais alinhados ao nosso propósito de vida. Aristóteles já dizia: “Conhecer a si mesmo.”
No entanto, esse processo requer coragem e tempo. Perguntar-se “O que me motiva?”, “Por que estou aqui?” e “Como posso contribuir com o mundo?” não são tarefas fáceis, mas são indispensáveis para redescobrir o propósito que nos move.
O propósito de vida não é uma meta final; é o que dá sentido à caminhada. É o combustível que nos faz continuar, mesmo diante das adversidades. Como afirmou Viktor Frankl, sobrevivente do Holocausto e autor de Em Busca de Sentido: “Quando não podemos mais mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós mesmos.”
Ao longo do ano, é comum que a rotina nos consuma e nos desconecte do que realmente importa. O final de ano, porém, oferece uma pausa para reorganizar prioridades e lembrar que a motivação não vem de fora, mas de dentro. É a energia que nos move em direção ao que nos faz vibrar.
Muitas vezes, colocamos tanta pressão sobre nós mesmos que esquecemos de celebrar os pequenos avanços. Se uma meta não foi atingida, reavalie, ajuste e, principalmente, não desista. Como dizia o poeta Mario Quintana: “O segredo não é correr atrás das borboletas… é cuidar do jardim para que elas venham até você.”
Ao adotar o lema “ainda dá tempo”, reafirmamos que cada dia é uma nova chance de construir o futuro que desejamos. Seja retomar um projeto adormecido, investir na saúde ou fortalecer relacionamentos, o importante é dar o primeiro passo, por menor que pareça.
Finalizar o ano com qualidade de vida não é sobre grandes feitos, mas sobre viver com plenitude no presente. Pequenas práticas como cuidar do corpo, valorizar momentos com quem amamos e alimentar a mente com pensamentos positivos podem transformar nossa percepção sobre o que realmente importa.
“O futuro depende do que fazemos no presente”, disse Mahatma Gandhi. Portanto, encare este momento como uma oportunidade para cuidar de si, reforçar hábitos saudáveis e construir uma base sólida para o ano que está por vir.
Que este final de ano seja um convite para a reflexão, para o autoconhecimento e para a renovação. Não importa quantas metas ficaram pelo caminho ou quantos desafios enfrentamos; o que importa é como decidimos seguir adiante.
Acredite no seu potencial, reencontre sua motivação e lembre-se: ainda dá tempo. O tempo presente é o maior presente. Use-o com sabedoria para viver uma vida com propósito, qualidade e bem-estar.
Ivete Rosa de Souza: ‘Um Deus menino para todos nós’
Ivete Rosa de SouzaImagem gerada por IA do Bing – 2 de dezembro de 2024 às 7:36 AM
Chegou o Natal e, às vésperas da grande festa natalina, infelizmente todos os olhares se voltam para o consumismo exagerado.
Fico pasma com a correria, e nem gosto de ir à lojas e mercados nessa época. Sem contar o desconforto de empurrar um carrinho de compras em um lugar cheio de gente, os esbarrões e filas, o pega aqui e pega ali, preços que saltam às órbitas estratosféricas, tudo isso me causam desespero .
Tenho observado que o consumismo atinge a todos, os que têm para gastar, e, os que mal tem, se comprometem em dívidas. Acho um absurdo comprar parcelado, cartão de crédito, seja lá do que jeito for, e começar o ano endividados. Será que a festa em si pede isso?
Seria tão mais simples reunir a família, sentados à mesa, comer o que tiver, rir, contar histórias, abrir a alma e o coração, no sentido verdadeiro do espírito natalino.
O amor familiar, que luta para sobreviver. A crença em um Deus Menino, já nascido e destinado a se sacrificar por todos nós. Carregando em si o peso de nossas falhas, erros e contradições. Um ser oriundo do Universo, um filho de Deus dado e imolado, um cordeiro inocente, um ser de luz, banido, espancado, injuriado e renegado, por aqueles que Ele veio salvar.
Seu sacrifício nos deu luz, nos deu uma nova oportunidade de sermos humanos melhores. O Menino Deus nos ensinou a amar, o amor incondicional por nossos semelhantes, e por todas as criaturas vivas. Nosso planeta, nossa Terra, e tudo que ela contém. Mostrou que poderíamos nos comunicar, nos aceitar e valorizar o outro.
E o que fazemos? Saímos à caça de ofertas, de coisas que são materiais, e logo estarão sem valor agregado. Logo serão trocadas ou substituídas. O amor não tem troca, prazo de validade ou substituição. Que tal doarmos, darmos amor? Se for para comprar e tiver a oportunidade, alimente quem está com fome. Dê um agasalho, um brinquedo a uma criança carente, visite um abrigo de velhos, deixe um sorriso, uma lembrança de que você se importa.
Vamos fazer uma corrente de amor à vida; traga para perto quem se importa com você, e você ame e respeite. Com certeza terá um Natal Feliz, em boa companhia, e não se esqueça de levantar os olhos ao Criador e agradecer por estar vivo, por poder estar na presença Dele com a alma renovada e o coração repleto de fé e amor, o verdadeiro presente do Natal.
Ella DominiciImagem gerada por IA do Bing – 29 de novembro de 2024 às 11:42 AM
Absoluto sentido despede o absurdo, e eu, que me dobro aos ventos do tempo, conduzo o vazio com mãos de maestro, regendo silêncios que falam ao mundo.
Música, insto-te: sê minha prece, minha fuga, meu cântico breve. Arranca-me destas paixões torpes, leva-me além, onde a alma leve não pesa mais sob a sombra da vida.
Estende-me nas cordas, que vibram, numa música que sobe às janelas. Faz-me dançar além existenciais alas, bailar entre estrelas frágeis e belas.
Ó vida, tanta vida e tão fugaz, ponte sobre abismos que não se tocam. E eu, desalojado do nada que deixo, sou rei sem coroa, leão sem força.
Minha vida é onda, fluida, em movimento, que volta ao mesmo mar onde começou. Hoje se vai, lutuosa, em silêncio, sangrando o jugo de tudo que restou.
Será o vazio maior que a Verdade? Será o absurdo mais forte que a fé? Eu te digo: não. Pois na tua arte há um verbo oculto que nunca se perde.
Existência amarga, exílio íntimo, escala montanhas de mortalidade. Mas o instante belo – ah, o instante breve! – rompe o banal e tece a eternidade.
Poesia és no Formador, ouves? Mesmo a morte, besta incompreensível, é poesia reconciliadora Na sombra fria, poeiras de rimas sombrias, há um eco vivo que o tempo alumia.
E assim, peço-te: faz da Palavra o grito que busca o instante absoluto. Faz-me testemunha do que não compreendo, e deixa-me achar na fé um novo rumo.
Pois em ti, Deus vejo-me inteiro, mesmo em dúvidas, caos, impossibilidades. Tu me legas o sopro que do mundo afasta, e, no adeus ao absurdo, alcanço a eternidade.
Verônica Moreira: ‘Ao Deus-dará: Ecos de uma era perdida’
Verônica MoreiraImagem gerada por IA do Bing – 29 de novembro de 2024 às 11:23 AM
Soltaram as feras. Eis que chega a nova era, onde os omissos se calam, engolem gole a gole a inverdade, sem voz, mas com olhos que desviam.
Feras famintas, de golpes e sede, não pelo bem de todos, mas pelo banquete que os espera em suas mesas fartas, no prazer egoísta, no churrasco que arde na sua própria brasa.
E eu, na dor de ter de aceitar o pecado, prisioneiro deste fado, silencio-me perante a força, a injustiça, o sistema.
Não sem voz, mas sem talvez… Falo ou me calo? Seria o meu grito apenas combustível para o ódio?
Cansaço… É isso, o peso que recai sobre os ombros, a palavra certa. Decepção, calamidade, o sistema que se alimenta da corrupção.
Para os grandes, nada importa a fome dos pequenos. É o que vejo – e o que eu daria para não ter visto.
Lamento profundamente por aqueles que se dedicam, os que dão de si com verdade, sem saber que são peões usados, peças descartáveis.
Ah, vida! Oh, céus! Haverá ainda esperança? Vivem perdidos, abandonados ao acaso…
Ao Deus-dará? Sim… porque é Deus quem dá. E ainda bem que temos a Deus para nos dar.