Adriano Novo, o turismólogo das letras

Adriano Vieira Novo, 40 anos, natural de Campinas. Turismólogo.

É escritor, coordenador de campanhas políticas e um profundo conhecedor das questões sociais e espirituais.

Sua jornada é marcada por um engajamento ativo com temas que atravessam a política, a religião e a cultura, sempre com uma visão crítica e transformadora.

Sua formação como turismólogo e seu envolvimento com diversas vertentes espirituais — que incluem uma trajetória quase sacerdotal no catolicismo e sua atual atuação como umbandista — conferem-lhe uma perspectiva única, que transita entre o pragmatismo político e a sensibilidade espiritual.

Em suas obras, Adriano explora com profundidade assuntos que vão desde questões religiosas e políticas até contos e romances, sempre com uma abordagem que busca provocar reflexão e empatia.

Ao unir experiências práticas com uma narrativa envolvente, ele convida seus leitores a pensarem sobre as questões que impactam o cotidiano, a sociedade e as transformações possíveis no mundo em que vivemos.

Suas produções literárias não apenas exploram a complexidade humana, mas também inspiram a busca por um futuro mais justo e consciente.

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Adriano Novo

SOBRE A ESCRITA

EXUS – HISTÓRIAS DOS GUARDIÕES

A ideia para “EXUS: Histórias dos Guardiões” surgiu do desejo de desmistificar e homenagear as entidades Exus, fundamentais na cultura afro-brasileira, que frequentemente são mal compreendidas e alvo de preconceito.

O livro visa explorar o papel vital dessas entidades como intermediárias entre os mundos, guardiãs das encruzilhadas e defensoras dos necessitados, ao mesmo tempo, em que busca promover maior representatividade e compreensão sobre as religiões de matriz africana.

A inspiração para a obra veio da vivência pessoal com a espiritualidade afro-brasileira, além de influências literárias sobre mitologia e espiritualidade.

O autor também se inspirou em histórias de superação e resistência presentes na cultura afro-brasileira, que refletem a essência dos Exus como protetores e guias.

O livro procura, assim, compartilhar ensinamentos espirituais de forma acessível, respeitando as tradições orais e a ancestralidade.

A obra busca, por meio de uma narrativa envolvente, oferecer um olhar respeitoso e profundo sobre as tradições espirituais afro-brasileiras.

RESENHA

“EXUS: Histórias dos Guardiões” é uma obra que apresenta as histórias de cada Exu, explorando suas formas de atuação de maneira leve e acessível.

Além das narrativas, o livro inclui orações dedicadas a essas poderosas entidades, oferecendo uma experiência enriquecedora tanto espiritualmente quanto culturalmente.

Com uma abordagem respeitosa e descomplicada, a obra convida o leitor a um aprendizado profundo, desmistificando preconceitos e promovendo uma compreensão mais clara e enriquecedora sobre essas figuras fundamentais na espiritualidade afro-brasileira.

SINOPSE

Entre encruzilhadas, mistérios e lições de vida, Exus: Histórias dos Guardiões é uma obra que mergulha nas profundezas do universo espiritual, apresentando a essência de alguns dos mais icônicos guias da Umbanda e do Candomblé.

Neste livro, você conhecerá figuras como Tata Caveira, Exu Abre Caminhos, Exu Tranca Ruas, Exu do Lodo, Exu das Matas e Exu do Ouro, desvendando suas histórias, simbolismos e missões.

Cada capítulo é uma porta aberta para um mundo de sabedoria ancestral, desmistificando os preconceitos e revelando a importância desses guardiões como protetores, mestres e guias espirituais.

Seja para os devotos ou para os curiosos que desejam entender mais sobre a espiritualidade afro-brasileira, esta obra proporciona um olhar sensível e respeitoso sobre os Exus e seu papel como mediadores entre o material e o espiritual.

Prepare-se para uma jornada que mistura histórias envolventes, reflexões profundas e lições inspiradoras, conduzindo você por caminhos onde a luz e a sombra coexistem em harmonia.

Exus: Histórias dos Guardiões não é apenas um livro, mas um convite para explorar os segredos das encruzilhadas e encontrar a espiritualidade em sua forma mais autêntica e transformadora.

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

BRASIL LIBERTÁRIO DO IDEAL À PRÁTICA

A inspiração para escrever o livro “Brasil Libertário do Ideal à Prática: Implementando Soluções Libertárias para os Desafios Brasileiros” surgiu da percepção de que muitas das dificuldades enfrentadas pelo Brasil poderiam ser abordadas por uma perspectiva libertária.

O autor observou como a burocracia, a corrupção e a centralização excessiva afetam negativamente o país e buscou oferecer uma alternativa prática, mostrando como princípios de liberdade individual, mercado livre e governo limitado podem trazer soluções reais.

A obra também visa esclarecer conceitos frequentemente mal compreendidos e contribuir para um debate mais informado sobre o futuro do Brasil, apresentando um guia prático sobre como implementar o ideal libertário em áreas como economia e direitos civis.

RESENHA

Uma reflexão profunda e abrangente sobre o Liberalismo, que explora suas práticas, conceitos históricos e diversas vertentes de forma clara e acessível.

O autor apresenta uma riqueza de informações pertinentes, transmitidas com simplicidade e objetividade, tornando o tema de fácil compreensão.

Uma leitura instigante e altamente recomendada para aqueles que buscam entender melhor as nuances dessa ideologia.

Leiam e se aprofundem nesse tema tão relevante!

SINOPSE

“Brasil Libertário: Do Ideal à Prática – Implementando Soluções Libertárias para os Desafios Brasileiros” é um livro que explora como os princípios do liberalismo podem ser aplicados para transformar o Brasil.

Com uma abordagem pragmática, a obra apresenta soluções libertárias para os principais desafios enfrentados pelo país, desde a economia até as questões sociais.

O autor analisa as ideias liberais, explicando como elas podem ser implementadas na prática para promover uma sociedade mais justa, livre e próspera.

Este livro é uma reflexão profunda sobre como o Brasil pode evoluir, adotando soluções baseadas na liberdade individual, no mercado livre e no respeito aos direitos fundamentais.

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

AS OBRAS

Exus Histórias dos Guardiões

EXUS: Histórias dos Guardiões.
Descrição: Uma coletânea de contos que exploram o universo dos Exus, figuras míticas da religião afro-brasileira. Cada história mergulha na sabedoria, mistério e complexidade desses guardiões, destacando seu papel como protetores e guias espirituais. A obra celebra a riqueza cultural e espiritual do candomblé e da umbanda.

Brasil libertário do ideal à prática

Brasil Libertário do Ideal à Prática: Implementando Soluções Libertárias para os Desafios Brasileiros
Descrição: Este livro explora como as ideias libertárias podem ser aplicadas aos problemas brasileiros, propondo soluções baseadas em liberdade econômica, descentralização do poder e autonomia individual. Ele oferece uma visão pragmática de como implementar políticas libertárias, abordando temas como economia, saúde, educação e segurança pública.

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Resenhas da colunista Lee Oliveira




O desvio à norma e a criação do humor pelo meme

Fidel Fernando:
‘O desvio à norma e a criação do humor pelo meme’

Fidel Fernando
Fidel Fernando
Imagem criada por IA do Bing - 23 de janeiro de 2025,
às 13:37 PM
Imagem criada por IA do Bing – 23 de janeiro de 2025,
às 13:37 PM

Nos dias de hoje, os memes tornaram-se uma das formas mais populares de comunicação nas redes sociais, especialmente no Facebook. Eles são capazes de condensar emoções, críticas e humor em imagens e frases curtas, mas, paradoxalmente, muitas vezes, são mal escritos. E é exactamente aí que reside um ponto crucial: a escrita correcta é essencial para a eficácia da comunicação, mesmo num espaço tão descontraído e informal como o dos memes.

Como professor de Língua Portuguesa e Revisor de Textos, cumpre realçar que a falta de atenção à norma gramatical pode prejudicar não apenas a mensagem, mas também o humor que se pretende comunicar. Um meme mal escrito, além de não ser divertido, transforma-se, muitas vezes, em objecto de escárnio. O riso pode ser provocado, porém, não da maneira desejada, resultando em confusão em vez de catarse.

O que caracteriza um meme eficaz é sua inteligibilidade. Um meme que desafia as normas linguísticas pode, em algumas situações, gerar humor, todavia, com frequência, essa transgressão traduz-se em imprecisão que inviabiliza a comunicação. Observamos que muitos leitores mais críticos não hesitam em compartilhar memes com desvios gramaticais, acompanhados de comentários que denunciam a falta de cuidado, afirmando que “não há piadas em memes com erros de português”. Essas afirmações revelam uma expectativa generalizada de que a escrita deve, ao menos, em certa medida, obedecer à norma da língua.

Os exemplos que encontramos em nossa análise são reveladores. Memes que apresentam desvios de concordância, como Homens com Espírito Santo não vai chegar para todas…”. Ora, o humor pretendido na frase perdeu-se no desvio de concordância entre o núcleo do sujeito ʻHomensʼ e o predicado verbal ʻvai chegarʼ. O que poderia ter sido uma reflexão divertida sobre a escassez de parceiros ideais transformou-se em motivo de zombaria, não pela ideia em si, mas pela falha na construção da frase.

Há, ainda, memes com graves problemas de pontuação, tal como Mulher que trabalha ora temente a Deus, empresária mãe super educadora, Não vai chegar para todos uns terão mesmo que casar com as tolobas, o que mostra que a desconexão entre forma e conteúdo pode levar à perda do sentido ou a interpretações equivocadas.

Além disso, a ortografia, muitas vezes, é negligenciada, como em ʻvamʼ no lugar de ʻvãoʼ, o que não apenas compromete a clareza, mas também reforça a ideia de que a comunicação escrita pode ser desvalorizada. O uso excessivo de maiúsculas, como em Esposa Licenciada Não Vai Chegar Para Todos. Alguns vam ter mesmo que casar com As da 6ª e 9ª Classe”, contribui ainda mais para essa confusão. Além de misturar maiúsculas e minúsculas de forma desordenada, o enunciado peca por imprecisões linguísticas que dificultam a compreensão. O resultado? O foco do humor desloca-se para os desvios linguísticos, e o meme, em vez de engajar, afasta o público mais atento.

É preciso entender que o humor nos memes não reside apenas nas ideias que eles sugerem, mas também na habilidade de quem os cria de dominar a língua. Luís Fernando Veríssimo lembra-nos que “escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo”, mas, diante dos desvios à norma que encontramos, é difícil garantir que o leitor leigo compreenda algumas mensagens. Ainda que haja um certo apelo à liberdade criativa, precisamos de considerar que o humor de um meme depende, em grande parte, da clareza e da precisão com que as ideias são transmitidas. Afinal, a graça perde-se quando o leitor precisa de fazer malabarismos mentais para decifrar o que se diz.

Outrossim, quando os desvios extrapolam o nível linguístico e tornam-se preconceituosos, o meme não apenas falha na sua função humorística, como também perpectua estereótipos e discriminações: “Volto a falar: Quem casar com mulher sulana na conta dele. Mulheres para casar são as Bakongo.”, ou, ainda, “Homem advogado não vai chegar para todas. Algumas vão ter que casar com os gatunos que vamos defender.”

 Alguns memes, e os referidos acima não são uma excepção, de forma implícita ou explícita, reforçam ideias de superioridade de certos grupos étnicos, sociais ou profissionais. E, quando isso acontece, não é exagero dizer que o meme transforma-se em uma ferramenta de bullying.

Nesse contexto, torna-se urgente a necessidade de uma pedagogia de escrita que se inicie desde os primeiros anos escolares. No entanto, devemos nos perguntar: será que essa necessidade se encerra só na infância? A educação linguística deve ser um compromisso contínuo, pois, como bem aponta Marcos Bagno, no seu livro Preconceito Linguístico,a grande tarefa da educação linguística contemporânea é letrar as pessoas, ou seja, levá-las a ler e a escrever cada vez mais e melhor”. Para tal, é vital que as pessoas leiam, releiam, escrevam e reescrevam de forma constante.

No mesmo viés de Bagno, está Duarte, para quem “nas aulas de Português, deve-se partir da leitura e da produção de textos.” Essa abordagem não apenas enriquece o vocabulário e a gramática dos alunos, mas também os prepara para uma participação mais consciente e crítica, quer seja em textos formais, quer seja nas rápidas e efémeras postagens nas redes sociais.

Assim, mesmo que a esfera dos memes pareça ser um espaço livre de regras, aqueles que criam e compartilham devem estar cientes de que a linguagem é uma ferramenta poderosa. Afinal, um meme mal escrito não cumpre seu papel. Ele não comunica, não diverte e, em muitos casos, torna-se a piada que nunca quis ser.

Portanto, a missão dos educadores é continuar a ensinar, para que todos possam se expressar de maneira eficaz e criativa na sala de aula, nas redes sociais e fora delas.

Fidel Fernando

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Valores do amor

Denise Canova: Poema ‘Valores do amor’

Denise Canova
Denise Canova
Valores do amor
Imagem criada por IA do Bing - 29 de janeiro de 2025, às 12h01
Valores do amor
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Valores do amor

Valores verdadeiros

Que o mundo não vê

Mas eu vejo e valorizo

Dama da Poesia

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O sistema muscular

SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora: ‘O sistema muscular’

Joelson Mora
Joelson Mora
O sistema muscular
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O sistema muscular é a base da mobilidade humana.

O sistema muscular é composto por aproximadamente 650 músculos que permitem o movimento, a sustentação postural e a estabilidade do corpo. Ele trabalha em conjunto com o sistema esquelético para possibilitar deslocamentos e ajustes posturais essenciais à vida cotidiana. Além disso, tem papel fundamental no metabolismo, regulação térmica e até na expressão emocional.

Os músculos podem ser classificados em três tipos principais:

Músculos Estriados Esqueléticos: Controlados de forma voluntária, são responsáveis pelos movimentos corporais.

Músculo Estriado Cardíaco: Encontra-se apenas no coração e se contrai involuntariamente.

Músculos Lisos: Presentes nos órgãos internos, como intestinos e vasos sanguíneos, atuam de forma autônoma.

Cada músculo é formado por fibras musculares organizadas em feixes e envolvidas por tecido conjuntivo. A unidade funcional do músculo é o sarcômero, composto por proteínas contráteis chamadas actina e miosina, que geram força e movimento.

A estrutura de um músculo inclui:

Epimísio – Camada externa que envolve todo o músculo.

Perimísio – Camada intermediária que agrupa feixes de fibras.

Endomísio – Camada mais interna que envolve cada fibra muscular.

Os músculos podem ser classificados quanto à forma e função:

Longos (como o bíceps braquial)

Curtos (como os da face)

Planos (como os do abdômen)

Circulares (como os orbiculares dos olhos e da boca)

Peniformes (como o gastrocnêmio da panturrilha) 

Os músculos são divididos em regiões para facilitar seu estudo:

Músculos da Cabeça e Pescoço

Occipitofrontal (expressão facial)

Temporais (mastigação)

Masseter (forte na mastigação)

Orbicular dos olhos (movimento das pálpebras)

Orbicular da boca (movimento dos lábios)

Esternocleidomastoideo (movimentação do pescoço)

Músculos do Tronco

Trapézio (movimenta e estabiliza os ombros)

Peitoral maior e menor (movimento dos braços)

Serrátil anterior (estabilização da escápula)

Reto abdominal (sustentação do tronco)

Oblíquos internos e externos (rotação do tronco)

Latíssimo do dorso (movimentos do braço e tronco)

Músculos dos Membros Superiores

Deltoide (movimentação dos ombros)

Bíceps braquial (flexão do cotovelo)

Tríceps braquial (extensão do cotovelo)

Braquiorradial (flexão do antebraço)

Flexores e extensores do antebraço e da mão

Músculos dos Membros Inferiores

Glúteo máximo, médio e mínimo (movimentação do quadril)

Quadríceps femoral (extensão do joelho)

Isquiotibiais (flexão do joelho)

Gastrocnêmio e sóleo (movimentos da panturrilha)

Tibial anterior (elevação do pé)

A cinesiologia estuda os movimentos do corpo e sua eficiência biomecânica. O sistema muscular age por meio da contração muscular, que pode ser de três tipos:

Isométrica: Sem alteração no comprimento do músculo (exemplo: prancha).

Concêntrica: O músculo encurta ao gerar força (exemplo: subir em um agachamento).

Excêntrica: O músculo alonga enquanto mantém a contração (exemplo: descer no agachamento).

A biomecânica muscular estuda como a força, alavancas ósseas e vetores de movimento influenciam no desempenho físico. O conhecimento desses princípios é essencial para otimizar treinos e prevenir lesões.

A regeneração muscular ocorre por meio das células satélites, que reparam fibras danificadas após o exercício. Hormônios como testosterona, GH e insulina são fundamentais para o crescimento muscular.

Outro ponto essencial é a relação do músculo com o metabolismo energético. Os músculos armazenam glicogênio e utilizam triglicerídeos como fonte de energia, influenciando diretamente a saúde metabólica.

Manter o corpo em movimento vai muito além da estética. A atividade física impacta diretamente a saúde mental/emocional. O sistema muscular influencia:

✅ Produção de endorfinas – combate ao estresse e ansiedade.

✅ Melhoria na circulação sanguínea – maior oxigenação cerebral.

✅ Fortalecimento ósseo – prevenção da osteoporose.

✅ Aceleração do metabolismo – controle do peso corporal.

✅ Ajuste postural – redução de dores crônicas.

O Movimento é Vida

O sistema muscular é a base da nossa funcionalidade diária. Ele nos permite nos expressar, realizar tarefas simples e praticar esportes, além de desempenhar um papel vital na nossa saúde integral. Ao cuidar da musculatura com exercícios regulares, alimentação adequada e descanso reparador, garantimos não apenas um corpo forte, mas também uma mente equilibrada e uma vida plena.

O corpo humano foi feito para o movimento. Quanto mais nos mantemos ativos, mais nos aproximamos do verdadeiro equilíbrio entre corpo, mente e espírito.

Joelson Mora

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Crepúsculo do amor

Virgínia Assunção: Poema ‘Crepúsculo do amor’

Virgínia Assunção
Virgínia Assunção
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Imagem criada por IA do Bing – 28 de janeiro de 2025, às 23h21

No entardecer da nossa história
Quando o Sol já não ilumina mais,
Os nossos belos dias de resplendor
Dissolvem-se em sombras, sem paz.

Foi um lindo amor juvenil
Cheio de promessas a florir,
Mas o tempo, como o vento, leva
Os sonhos como poeira a esvair.

O calor dos abraços já esfriou,
E o riso, que antes nos fazia gargalhar,
Hoje é um vestígio da alegria que se foi
Uma dor na carne rasgando, a queimar.

Os olhares que antes brilhavam
Tornaram-se nuvens a vagar,
E os laços que nos uniram um dia
Desfazem-se como borbulhas no ar.

Não é culpa, nem falha de ninguém,
O tempo tem suas formas de ensinar:
Que mesmo o mais belo dos amores
Pode um dia, de repente, findar.

Guardaremos as memórias com ternura,
Como quem guarda tesouros escondidos,
Seguindo nossos caminhos separados,
Pelas incompatibilidades, vencidos.

Virgínia Assunção

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O Estado: garante da paridade e bem-estar do povo!

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo:
‘O Estado: garante da paridade e bem-estar do povo!’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
O Estado grantindo o bem-estar do povo
Imagem criada por IA do Bing – 28 de janeiro de 2025, às 16h43

Entre muitas outras virtudes possíveis, abordou-se a prudência, à qual se poderia aliar, praticamente como sua sinónima, a sabedoria, esta entendida no seu sentido morusiano e, concretamente, quanto ao seu objetivo: «A sabedoria reside em procurar a felicidade sem violar as leis.» (MORUS, s.d.: 99). Significa que o Estado, aqui considerado nos seus Órgãos Funcionais, Pessoa-de-Bem, deve lutar pela felicidade do seu povo e, nesse sentido, a felicidade pode equivaler ao Bem-comum, ao Bem-estar de quase todos, e de cada um em particular. 

Não será necessário violar as leis para proporcionar felicidade ao povo, mas é imperioso que se criem e aprovem boas leis: justas, exequíveis na sua aplicação e, quando as circunstâncias o aconselharem, atualizá-las, para que se cumpram no interesse do povo. 

A ilação deste raciocínio é simples – se um compromisso é assumido ao abrigo de uma lei ou de um conjunto de cláusulas, em que uma ou mais partes com elas concordam, não pode depois uma das frações recusar o seu cumprimento, acrescentando condições ou argumentos que não estavam explícitos e esclarecidos aquando da assinatura do acordo. 

É esta sabedoria, talvez um pouco utópica para alguns, que todos os cidadãos devem utilizar no seu relacionamento com as instituições e/ou interpessoal. A título de exemplo, o candidato a um cargo por eleição, firma um contrato com o eleitorado, mediante um programa eleitoral. Eleito tal candidato, ele deve cumprir o que ficou previamente acordado e não pode, depois, no exercício das respetivas funções, alterar o clausulado do programa eleitoral. 

Considera-se perfeitamente compatível implementar, numa sociedade democrática, estratégias e metodologias que visem proporcionar à população melhores condições de vida, de bem-estar material e espiritual, cabendo aos responsáveis pelo exercício do poder criar as alternativas e aplicar as soluções que contribuam para aquele desiderato. 

O governante, pessoa-de-bem, ancorado numa excelente formação humanista, certamente, terá o maior orgulho e sentirá prazer em ver os seus concidadãos felizes, em boa harmonia, sentindo-se parte integrante deste sucesso. Este governante, qual cidadão do futuro, terá de abdicar de certo tipo de mordomias, benesses, privilégios, e impor um espírito de austeridade a si próprio, à sua equipa e também aos seus correligionários políticos. 

Os cidadãos devem ter acesso ao conhecimento destas medidas de rigor, de transparência e de solidariedade para com os mais desfavorecidos, podendo aquelas ser praticadas por aqueles que já tem mais do que precisam, abdicando um pouco do que lhes é oferecido, em favor dos mais carenciados.

A cidadania também envolve renúncia à sumptuosidade de quem governa, que deve dar o exemplo, de tal forma que as desigualdades se atenuem até onde for possível. Ainda se vive num período em que a cidadania, com todos os seus deveres e direitos, não abrange todos os setores da sociedade, por isso as desigualdades, em diversas áreas e países, ainda prevalecem, no entanto: «(…) é importante recordar que, embora os direitos de cidadania sejam universais, o princípio da cidadania nunca foi generalizado a todas as instituições sociais. Especialmente o sistema económico e as classes sociais a ele associadas permanecem exclusivos da sua natureza e marcados por um alto grau de desigualdade e concentração do poder.» (BARBALET, 1989:74).

Compete ao Estado, na sua qualidade de Pessoa-de-bem, reduzir até ao limite mínimo possível, as desigualdades, taxando todos os cidadãos, grupos, empresas e organizações com fins lucrativos, pelos mesmos critérios: objetivos e justos, sem privilégios, sem benefícios que não sejam “reembolsáveis” para a comunidade, porque o Estado quando concede um apoio financeiro, facilidades fiscais e sociais, está a utilizar recursos que são dos cidadãos contribuintes, logo, é justo e impõe-se que aquele tipo de auxílios sejam entendidos como investimentos, com retorno acrescido, em benefício da comunidade, até porque, parte do investimento inicial lhe pertence. 

O Estado com “rosto” tem o dever de ser competente, de zelar pelos legítimos interesses dos seus cidadãos, naturais, residentes, aqui se incluindo todos os imigrantes, e também aqueles que estão na diáspora, mostrando neste domínio, e uma vez mais, que é Pessoa-de-bem, isenta, austera e vigilante, face às engenharias e estratégias financeiras. 

De igual forma se exigem cidadãos que estejam preparados para assumir todos os seus deveres e direitos de cidadania, contribuindo para uma sociedade mais solidária entre os seus membros, através do trabalho, do estudo e da participação cívica. 

Pretendem-se cidadãos e um Estado, Pessoas-de-bem, que lutem pela felicidade da comunidade, que defendam, compreendam, tolerem e ajudem, para que todos tenham uma vida digna. Um Cidadão e um Estado humanistas, num país onde se sinta prazer e orgulho de viver.

Bibliografia

BARBALET, J.M., (1989). A Cidadania. Tradução, M.F. Gonçalves de Azevedo, Lisboa: Editorial Estampa, Lda., Temas Ciências Sociais, (11) 

MORUS, Thomas, (s.d.). A Utopia, Prefácio de Mauro Brandão Lopes, Tradução, de Luís Andrade, S. Paulo: Escala

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Lançamento da Revista Literocultural VER-ARTE!

Mergulhe neste projeto, conheça nossos autores e se envolva com conteúdos que celebram a diversidade e a riqueza da nossa cultura

Card da Revista Literocultural Ver-Arte
Card da Revista Literocultural VER-ARTE
Verônica Moreira

A arte e a literatura ganham um novo espaço de expressão! A produtora cultural Verônica Moreira apresenta a primeira edição da Revista Literocultural VER-ARTE, um projeto dedicado a valorizar escritores, poetas e compositores brasileiros, levando suas vozes a todos os cantos do país.

Mergulhe neste projeto, conheça nossos autores e se envolva com conteúdos que celebram a diversidade e a riqueza da nossa cultura.

Fique atento, pois essa é apenas a primeira edição de muitas!

Participantes de escol!

Sandra Albuquerque

Lee Oliveira

Rute Ella Dominici

Ivete Rosa de Souza

Virgínia Assunção

Evani Rocha

Dorilda de Almeida

Cláudia Lundgren

Valdina Augusto de Souza

Maze Oliver

Rejane Nascimento

Amanda Quintão

Berenice Miranda

Gabriela Lopes

Karla Mattos

Valdineia Augusto de Souza

JoaninhaAbraão

Joyzacaupy Costa

Nara Pamplona

Edir Nascimento

Marli Freitas

Alexandra Inocêncio

Sandra Hartmann

Lígia Maria Matos

Stela Oliveira

Edna Froede

Wanda Rop

Maria Helena Guedes

J. H. Martins

Dom Alexandre

Sergio Diniz da Costa

Clayton a. Zocarato

Pietro Costa

Francisco Evandro de Oliveira

José Geraldo Batista

André Coelho

Edra

Fabrício Santos

Marlon Luiz

Roberto Ferrari

Valdevino dos Santos

Cassio Wartmann

Heitor Soliver

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