Renascimento verde

Sergio Diniz da Costa: ‘Renascimento verde’

Sergio Diniz
Sergio Diniz
Imagem gerada por IA do Bing - 17 de novembro de 2024
 às 12:41 PM
Imagem gerada por IA do Bing – 17 de novembro de 2024
às 12:41 PM

“Sempre haverá o botão
De uma rosa se abrindo”
Assim ouvi, adentrando
No jardim em ruína.

De quem era aquela voz?
Por que a mim se dirigia?
E onde estavam os botões?
Pois, olhando, eu nada via.

“Sempre haverá o botão
De uma rosa se abrindo”
Assim repetiu aquela voz
Que, das ruínas, soou atroz.

“Não sucumbe a semente profunda”
Soou, novamente, a mesma voz
Mas, nada entendendo, ela pareceu
Ter vinda de algum algoz.

“Não sucumbe a semente profunda”
Insistiu a misteriosa voz
Porém, não mais feroz
Mas, de uma calma oriunda.

E, assim, num instante
Dali não muito distante
Um inebriante perfume
Do cinza brotou o verdume.

E na manhã daquele dia
Quando sonhar não se podia
Um botão de rosa se abriu
Pois uma semente profunda
Da verde esperança surgiu!

Sergio Diniz da Costa

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O poeta da Morte

Ceiça Rocha Cruz: ‘O poeta da morte’

(À memória de Augusto dos Anjos)  

     

Ceiça Rocha Cruz
Ceiça Rocha Cruz
O poeta entrando no Portal do Tempo
Imagem gerada por IA do Bing – 15 de novembro de 2024
às 2:38 PM

A tarde agonizou…

na penumbra do poente,

o grande precursor da poesia,

ao versejar ‘versos íntimos,’

seu célebre poema, 

enfocou a destruição de sonhos e ideais.

Desse modo, 

ao debruçar-se no portal do tempo,

o poeta pré-modernista,

luminar da literatura brasileira

também versou com eterna mágoa,

raízes do simbolismo,

com temas mórbidos e sombrios.

Assim, retratava o gosto pela morte,

a angústia, pessimismo, ceticismo,

e em relação às viabilidades do amor,

o egoísmo e a volúpia,

foi apelidado de “Doutor Tristeza”.

Entretanto, em sua plenitude, 

o mestre e gênio literata paraibano,

persistente em seu poetizar,

redigiu versando com destreza,

as inovações temáticas

e de múltiplos estilos.

Então, na quietude sombria,

o ‘Poeta da morte’, como era chamado,

deleitou-se em sua poética, 

obcecado pelo tema morte

expressou a morbidez do homem

e a incapacidade de enfrentar o destino.

Enfim, diante dos sussurros poéticos,

despojaram seus versejos,

encravando na história literária

seu legado incomensurável,

afinal, a magnitude de sua obra, “Eu”

eternizou-se!

Ceiça Rocha Cruz

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Soneto do mel

Ella Dominici: ‘Soneto do mel’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem gerada por IA do Bing –  18 de novembro de 2024,
às 8:09 PM

Um favo de mel tem cera que o envolve
passa meio às casas de abelhas e escorre
reluz ao Sol fluidez, tem segredo o ‘mole ao mel’
o brilho veludo há que se toque o céu

quando entorna destila bem devagar
vai meu salgado ao mel encontrar cura
na trança dos favos deixo a amargura
é terapia a agonia do meu desejo

bebo gotas de magia pouco a pouco
pele adoçada com suave aroma
pólen percebo quando te beijo

flerta com respirações sensíveis
não me canso de teu favo de mel
aguando mesmo em dias impossíveis

Ella Dominici

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Sobre escrever…

Lina Veira: Poema ‘Sobre escrever…’

Lina Veira
Lina Veira
Imagem do Canva

A poesia sopra dentro de mim
Excita e despe minha alma
Um poeta não tem pele – escrevi

Toda arte de escrever é inicialmente SUOR
Trabalho e exercício criativo
Uma vantagem pessoal
Um brinde estratégico da vida
Um escritor está sempre concentrado
Esperando
Esperando
Esperando como uma meditação mindfulness
A qualquer momento chegará uma inspiração
Selecione, relacione, organize

A escrita precisa de massagens nas costas, nas mãos
De rodas de amigos
De trilhas de pedras
Do confronto das ideias
Do abismo representativo que assola
Da agitação dos braços e do coração.

Quanta tensão em cima do muro
Respira a escrita ofegante
Suando, suando
E lembra do muro que caiu na década de 80
Dos heróis que morreram de overdose
Dos inimigos no poder

Lembra que continuamos
Desiguais na fisionomia, na cor e raça
Mas Iguais nos sonhos como aquele garoto que queria mudar o mundo
Como mercadorias, nas prateleiras da vida, acumuladas, ou fechadas em arquivos retalhadas em pirâmides
Porque escrever é como qualquer outro trabalho
composto por erros e acertos, estudos e técnicas
Onde muita coisa genial é mal desenvolvida e muita ideia ruim é bem aproveitada.
Onde cada um defende seu ponto de vista, sua ideia formada, seu vexame, sua escrita nascida
E ainda perguntam se o processo da escrita é inspiração ou técnica

Lina VEIRA
16.11.24

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A arte de viver…

Ismaél Wandalika: Poema ‘A arte de viver…’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
'A arte de viver consiste em saber respirar'
‘A arte de viver consiste em saber respirar’
Imagem gerada por IA do Bing – 15 de novembro de 2024 às 1:45 PM

A arte de viver
Consiste em saber respirar.

Sobre fé
Sobre morrer
Sobre querer
Fazer valer a vontade
Amar além da desigualdade
Ir pra longe sem perder-se
Pensar nos que partiram com saudade
Sobre sepultamento e ressurreição
Sobre o hoje que acontece no coração
Sobre a harmonia em cada canção
Sobre o poder das letras numa composição…

Sobre Viver os instantes
Apreciar os dilemas e seguir em frente
Nadar neste mar de repletas restrições cavalgante
Curar a dor com um sorriso deslumbrante
Amar a vida e sua profundidade.
Fazer valer a arte
Falar para mudar vidas na sociedade.

A arte de viver
Consiste em saber respirar

Respire fundo
Visualize o mundo
Observe a caneta e coma de seu conteúdo
Veja no espelho a cor do passado
A vida conta as palavras em cada segundo

O poeta sente o que a alma escreve
Vive a sua prece
A sociedade o descreve
Porém, não o entende
Viver é sobre resiliência constante

Neste caminho de ida
As vezes voltamos para ler a estrada
O som é penetrante na calada
A vida traduz olhares encontrados na via
A vida é a mais bela obra de arte
Contemple cada espetáculo
Brilhe neste palco
Pelas manhãs estreie seu sorriso.

A arte de viver
Consiste em saber respirar

A arte de viver

Soldado Wandalika

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Sra Capa de Fabiana C. de Oliveira,

Resenha do livro ‘Sra Capa’, de Fabiana C.O. pela Editora Eu posso ser você.

Capa do livro 'Sra Capa' de Fabiana C.O
Sra Capa

RESENHA

Uma narrativa de relacionamento familiar, onde a filha mais velha enxerga uma capa vermelha de veludo nos ombros da mãe.

Mais que isso, este livro fala de depressão, de amparo, de enxergar a dor alheia.

E você?

Quantas vezes já usou sua capa?

Será que consegue enxergar a capa nos ombros uma mulher?

Um livro lindo, que irá te emocionar!!

(Chorei baldes!)

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

O que você faria se enxergasse uma capa nos ombros de uma mulher?

Talvez a sua cabeça te levou a uma fantasia…

Com delicadeza lhe instigo a revê-la.

Te convido a conhecer Sol e sua mãe Ana em uma história pincelada com temas velados do universo e comportamento feminino.

Sra. Capa é mais do que um romance.

É a união de pontos e um esboço da vida que nos leva a questionamentos e vulnerabilidade.

A cada linha percorrida, você acompanhará dores, trocas e muito amor envolvido na relação entre mãe e filha.

É um livro que rasga os segredos da vida e tira aos poucos as camadas da alma.

SOBRE O LIVRO

Fabiana nos conta que Sra. Capa surgiu após um processo de cura interior.

Depois de várias imersões e terapia, ela decide falar sobre a depressão e escolhe a literatura para isso. (Que sorte a nossa!)

Sempre gostou de escrever, mas nunca imaginou que deveria fazer isso de forma profissional e para o mundo.

Opta, então, por falar sobre saúde mental através de um romance, para assim, trazer conexão com a realidade das pessoas.

Suas inspirações são sua mãe e sua história, a própria depressão, traumas por ela vividos, e as observações que carrega, desde sua mais tenra infância, das mulheres que a cercavam.


Sra. Capa traz Ana e Sol em um drama psicológico que aborda a relação entre mãe e filha.

Cada linha deste romance nos convida a acompanhar dores, trocas e a verdadeira expressão do amor, ao longo de uma história sobre reparação e ressentimento.

É um livro que rasga os segredos da vida e tira, aos poucos, as camadas da alma. A história de Ana e Sol oferece ao leitor um relato afetuoso, por vezes dolorido, e joga luz sobre a capacidade do ser humano de ressignificar momentos e partir para uma jornada de autoconhecimento.

Fabiana C.O


SOBRE A AUTORA

Fabiana Carvalho de Oliveira, paulista de nascença e paulistana de criação.

Imagem de Fabiana C.O
Fabiana C.O

Nasceu em Guarulhos, no dia 27 de abril de 1986, passando a infância e começo da vida adulta a zona leste da cidade de São Paulo.

Mãe de duas lindas meninas, casada há 13 anos, apaixonada pela vida, taurina assumida, sonhadora determinada, carinhosa e uma pessoa que ama uma boa de conversa.

Ama festas, viajar, dormir e iluminar o caminho das pessoas que precisam.

Decidiu se dedicar inteiramente a escrita se tornando escritora em 2019, depois de mais de 15 anos no mercado têxtil, sua primeira formação foi faculdade de marketing de moda.

Além de escritora, Fabiana também ministra palestras e é voluntária em causas femininas e relacionadas à saúde mental.


O que hoje entendo como missão em minha vida: falar sobre saúde mental – foi fruto de um longo processo e caminho com a minha própria depressão.
Depois de 17 anos de crises e momentos, eu decidi dividir com o mundo esse assunto, e a escrita foi a ferramenta escolhida
.

Fabiana C.O


OBRA DA AUTORA

Capa do livro 'Sra Capa' de Fabiana C.O
Sra Capa

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Meu cupido

Verônica Moreira: Poema ‘Meu cupido’

Verônica Moreira
Verônica Moreira
Imagem gerada por IA do Bing - 14 de novembro de 2024
 às 3:18 PM
Imagem gerada por IA do Bing – 14 de novembro de 2024
às 3:18 PM

Meu corpo é o alvo, e celebra o teu amor rubro.
Danço como as musas dos antigos bosques gregos,
onde o mito ganha vida e o desejo se entrelaça.

Sou tua, inteira – a ninfa adorada dos teus sonhos
mais profundos, mais vibrantes. O prazer é meu e te pertence;
sou a fada da tua poesia.

Ah, como anseio que teus versos sejam todos para mim,
em meu louvor, em minha homenagem, no altar secreto do meu ser.

Meu ‘Eros’, símbolo da minha canção,
da minha loucura e doçura.
Homem, anjo dos meus encantos e desejos febris…

Como é possível ser tão mágico?
Teu olhar no meu, teus braços em meu corpo,
tuas mãos na minha pele, teu coração no meu.

Por que te amo? Não sei…
Só sei que morro se não te vejo;
meu rosto empalidece se não te beijo,
minhas mãos tremem se não te toco.

Amo-te, pois és meu cupido,
amo-te, pois és meu amigo


Verônica Moreira

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