Almas e verdades

Paulo Siuves: Poema ‘Almas e verdades’

Paulo Siuves
Paulo Siuves
Imagem gerada por IA do Bing - 11 de novembro de 2024
às 10:07 AM
Imagem gerada por IA do Bing – 11 de novembro de 2024
às 10:07 AM

Tua arte me inspira, 

mas desejo mais que a contemplação. 

Quero a troca pela arte, 

pela arte da troca.

um ato de entrega, 

um sim sussurrado 

soprado na pele 

que desperta à carícia.

Não busco mármore imutável, 

mas um corpo que responde, 

que dança ao toque, 

vibra ao desejo, 

sem pressa e sem medo, 

num compasso permitido aos dois.

Sua *arte não é apenas bela, 

é convite à descoberta, 

à escultura, ao conjunto, 

onde mãos, olhares e almas 

se esculpem em diálogo.

Que seja sim sensual,

mas sempre consensual, 

feito de risos partilhados, 

silêncios entendidos,

vinhos derramados

e o respeito que nos faz inteiros.

Quero a obra da troca, 

onde a criação e o sentir 

se unem em harmonia, 

num acordo sublime, 

de corpos, 

de almas,

de poemas e verdades.

Paulo Siuves

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Aquarela rochosa

Ceiça Rocha Cruz: Poema ‘Aquarela rochosa’

(Relembrando as belezas de Penedo/AL)

Ceiça Rocha Cruz
Ceiça Rocha Cruz
Imagem criada por IA do Bing – 11 de novembro de 2024
às 9:36 AM

No silêncio da tarde,
na cidade rochosa,
ao rumor da brisa fria,
às margens do rio Velho Chico,
suntuosos coqueirais sorriem.

Na sombra, o balanço da rede;
e na branca areia,
sonhos de amor
nos versos da canção.

Sopra o vento…
baila no tempo em lentidão,
folhas se entrelaçam e nos relembram,
tardes sombrias e palmeiras
onde canta o sabiá.

No cenário dourado
linda aquarela,
doce poema;
rochas,
pedras, rocheira,
encanto e deslumbre.
Vicejantes colinas e vales
se desnudam
na fascinante névoa do entardecer.

A paisagem sorri
e o meu olhar vagueia
descortinando um paraíso,
emoldurado no plácido tempo,
onde o vento acaricia sua pele macia,
sua geografia,
seu panorama.

Na placitude,
astuta a tarde cai,
o sol se declina e o ocaso amadurece.
Abrem-se as cortinas do arrebol,
colore
e se derrama pela varanda do poente,
num mergulho e descortino.
Eis o Penedo,
terra do rochedo!
Aquarela rochosa!

Ceiça Rocha Cruz

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Entrevista com o Prof. Dr. Maurício Ferreira

“A ciência passou a ser discutida em rede social por todos, principalmente os ignorantes. O mundo padece até hoje pelos abusos cometidos pelas autoridades ignaras”.
(Maurício  Ferreira, 2024)

Logo das Entrevistas ROLianas
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MAURÍCIO FERREIRA, natural de São Paulo (SP), é Membro Fundador Imortal da ALB/MG-Uberaba e da Akademia Alternativa Pegasiane-Brasil. Graduado em Odontologia; Técnico em Enfermagem; Professor Universitário; Cirurgião Dentista; Presidente da Associação Brasileira de Odontologia (ABO),Uberaba-MG. Pesquisador; Escritor; Mestre Maçom da Loja Maçônica Sete Colinas de Uberaba-MG e líder voluntário do grupo infanto-juvenil DeMolay, que trabalha o Protagonismo Juvenil e Desenvolvimento Humano; Superintendente da Regional de Saúde do Estado de Minas Gerais.

MAF – Conte-nos sobre sua infância, adolescência, família.

Prof. Dr. Maurício Ferreira
Prof. Dr. Maurício Ferreira

MF – Eu nasci aos 3 dias do mês de abril do ano de 1956. Nossa família era constituída por pai e mãe e cinco filhos. Eu era o quarto entre eles.

Desde muito pequeno era o mais agarrado na saia da mãe. Nossa mãe trabalhava fazendo de tudo: lavadeira, faxineira, fazia doces para nós vendermos. Buscava verdura no mercado municipal do Brás e nós saíamos às ruas para vender.

Ainda pequeno, entre 8 e 10 anos, trabalhei em uma carvoaria. Pela manhã, escola do Primário, à tarde vender verduras, doces, picolés, ensacar carvão. Aos domingos eu e meu irmão íamos às feiras livres para fazer carretos em carrinhos de mão. Levávamos as compras das senhoras e ganhávamos algumas moedas. Interessante, muitos dizem que as crianças sofrem nas condições em que eu fui criado. Ledo engano. Era tudo muito divertido.

Mais tarde, já com 12 anos, trabalhava o dia todo no centro de São Paulo como office-boy. À noite, estudava o Ginasial. Escola particular com preço acessível. Eu ajudava minha mãe com um dinheiro do meu pagamento como office-boy.

Aos 14 anos de idade me vi sem o pai. Ele faleceu após um acidente com o carro que estava como carona. Minha mãe, sempre guerreira, mudou-se para Uberaba com dois filhos menores, eu e minha irmã. Em Uberaba fiz o Colegial e o curso Técnico de Enfermagem, concomitantemente. Época de grandes aprendizados. 

Aos 18 anos me formei Técnico em Enfermagem. Apaixonei-me pela área da saúde. Voltei para São Paulo e trabalhei poucos meses no Hospital da Beneficência Portuguesa. Um lugar enorme. Muitos doentes. Muitos profissionais. Lá conheci o Dr. Zerbini, Dr. Adib Jatene e o cirurgião vascular Dr. Edgar San Juan. Que privilégio! Vivíamos no mundo das inovações tecnológicas para tratamentos intensivos.

Após alguns meses voltei para Uberaba a fim de estudar em curso superior. Tentei vestibular de Medicina, mas não consegui ser aprovado. Parti para Odontologia. Fui aprovado no primeiro vestibular. Trabalhava a noite em hospital e estudava de dia.

Casei-me aos 21 anos, muito jovem ainda, fui pai aos 24 anos do primeiro filho. Formei-me dentista aos 25 anos, em 1981. Depois nasceu uma menina. Eu e minha família nos mudamos para São Paulo e depois Araraquara. Lugar maravilhoso. Voltamos para Uberaba em 1986. Trabalhei como dentista pela manhã. À tarde era no extinto INAMPS. À noite lecionava em duas escolas. Em 1988 veio a separação pelo divórcio e me casei novamente em 2000, já somando 44 anos. Fui pai de mais dois garotos. Graças ao bom Deus.
 

MAF – De que maneira você alia sua atividade laboral com a educacional técnica e Universitária?

MF – Na área da saúde nós, os profissionais, temos a oportunidade de fazer muito pelas pessoas. Com minhas experiências aprendi que tudo na vida é em prol do trabalho. Trabalhar no que gostamos nos faz feliz. Cada novo aprendizado no trabalho pode e, de fato, será aperfeiçoado, fazendo da experiência algo a ensinar. Mas, por mais contraditório, aprendi que na vida ninguém ensina ninguém, pois aprender é decisão do indivíduo. Na sala de aula, os conteúdos sempre foram respeitados, porém eram colocados de maneira reflexiva. Muito parecido, mas sem ser, o PBL, sigla inglesa que significa Problem Basic Learning. Ou seja, ao invés de darmos respostas nós apresentávamos problemas. 

MAF – Sabemos que você trabalhou incansavelmente na Pandemia da covid 19. Como essa pandemia Impactou a educação e qual sua função laboral exercida nesse contexto?

MF – Sim, estava à frente da Superintendência Regional de Saúde, cuja sede é em Uberaba, e, de repente, nos vimos envoltos na pandemia da covid 19. Momento de grande comoção. Minha sorte foi ter ao lado profissionais técnicos da mais alta competência. Por mais terrível que tenha sido, a equipe foi fundamental para atravessarmos aquele momento. A pandemia foi uma grande lição. Pudemos vislumbrar o quanto somos desorganizados como sociedade.

Foram muitas mortes e sofrimentos por falta de leitos em CTI. Hospitais foram isolados e dedicados exclusivamente ao atendimento de pacientes com covid. Mas, mesmo diante de tanta tragédia, nós, enquanto comunidade, não aprendemos nada. A pandemia passou e voltamos aos mesmos desrespeitos às regras de boa convivência. Lamentável! A pandemia foi usada politicamente para destruir adversários com acusações inconsequentes. A ciência passou a ser discutida em rede social por todos, principalmente os ignorantes. O mundo padece até hoje pelos abusos cometidos pelas autoridades ignaras.

MAF – Você acredita que a literatura contemporânea tem sido adequadamente representada nas escolas? Como isso pode ser melhorado, especialmente em uma era digital?

MF – Somos vítimas de nós mesmos. Nós construímos os monstros que nos destruirão. O consumismo desenfreado, ditado pelas grandes indústrias, através de marketing violento, faz com que busquemos ganhar dinheiro cada vez mais para adquirirmos os itens da última moda. Assim, nossos infantes são, desde cedo, submersos no oceano das facilidades digitais. Hoje não precisamos saber gramática, pois o computador avisa que tal palavra ou frase está errada. Somos convidados a não ler, mas aperta teclas interativas.

Não tenho dúvidas de que estamos vivendo o fim de um ciclo. Os autores e escritores deverão se adaptar a este novo ciclo e achar na interatividade com o mundo digital a fórmula mágica de tornar a leitura necessária e fundamental, como sempre foi. Talvez usar a inteligência artificial (IA) para criação a partir de discussão. A sala discute um determinado tema e depois se leva o resultado das humanidades pensantes e o submete à criação de um texto pela IA. A turma, então, poderá avaliar se o texto corresponde ao resultado antes alcançado. 

 

Membros da Ordem DeMolay

MAF – De que maneira a Maçonaria entrou na sua vida? E os DeMolays e seus objetivos?

MF – Fui convidado por um amigo a conhecer sobre maçonaria. Era um ignorante sobre este assunto. Interessei-me e fomos aprofundando a conversa. Sou grato ao meu amigo, já falecido, pela oportunidade que me deu ao me apadrinhar no processo de ingresso. Já se vão 33 anos. O estudo em qualquer ambiente, para qualquer grupo, não alcança o mesmo resultado nos aprendizes. Por vários motivos, desde emocionais, nutricionais, genéticos e espirituais, não teremos o mesmo interesse sobre nada neste mundo. 

Sempre fui muito observador. Usando a razão sem perder a emoção consigo ler nas entrelinhas daquilo que me é apresentado. Tão logo percebo as entrelinhas tento fazer uma analogia prática com a própria vida. De tanto gostar das discussões maçônicas e, pela experiência com jovens alunos, fui destacado para ajudar na condução de um grupo de jovens rapazes, os DeMolays, que é uma associação juvenil que agrega jovens de 12 a 21 anos incompletos para, através de ensinamentos filosóficos, fazer com que tenham mais respeito aos pais, à família, a sociedade, às escolas, às mulheres e à fé. Uma Escola fantástica. Existe em vários países do mundo. Uma honra ser chamado de Tio Maurício pelos sobrinhos.


MAF –
Deixe uma mensagem para os leitores do Jornal ROL. 

MF – Se chegaram até aqui, me permitam sugerir algo que não é novidade, mas é frequentemente esquecido. Amemo-nos!   Cuidemos uns dos outros. Alguém um dia disse: “Tudo passa”. E passa mesmo. Até a vida passará. Então, antes de passar, estejamos atentos aos irmãos à nossa volta. Afinal, eu estou em volta de alguém. Fiquem na Paz!

MAF – Muito obrigada pela sua participação!

Magna Aspásia Fontenelle

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Sou sombra

Irene da Rocha: Poema ‘Sou sombra’

Irene da Rocha
Irene da Rocha
“Um retrato da eternidade, que avança sem hesitar, mesmo na dança do tempo, sempre hei de continuar”
Imagem gerada por IA do Bing –  8 de novembro de 2024
às 10:58 AM

Sou sombra do que era; nem a memória resistiu,
pedaços do meu passado que o tempo de novo esculpiu.

As marcas no rosto contam histórias que o ontem teceu,
no meu coração, sem mágoas, que o tempo não desfez nem esqueceu.

Sou o reflexo de ontens que nas sombras se dividiram,
mas também o desconhecido, por caminhos que sempre surgiram.

Um eco de possibilidades que o futuro há de transformar,
sou a passagem dos dias, que lentamente volta a girar.

No espelho, a verdade se esconde, o momento se dilui,
um rosto que segue em frente, ousando ser o que sempre fui.

Um retrato da eternidade, que avança sem hesitar,
mesmo na dança do tempo, sempre hei de continuar.

Irene da Rocha

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5 A.M, do escritor de José Vitor Gomes

Resenha do livro ‘5.A.M’, de José Vitor Gomes

Capa do livro '5 A.M', de José Vitor Gomes.
Capa do livro ‘5 A.M’, de José Vitor Gomes

RESENHA

Um livro repleto de sentimentos, que foram descritos nas madrugadas insones do autor.
Da tristeza à redenção.
O encontro de si mesmo ao encarar o passado e enxergar um futuro cheio de possibilidades.
A complexidade de sentimentos relatada com o carinho e a força de quem sentiu.
Super recomendo!!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

Na busca por um universo, por uma estética e por um estado perfeitos, percebi que todas essas sensações aconteciam, quando o Sol se punha e quando nada mais conseguia ser visto.

Foram nesses momentos que eu me encontrei e que eu achei (ainda acho) conforto.

Foram nesses momentos que eu vi meu passado, meu presente e meu futuro por uma janela, como se estivesse andando em uma linha paralela aos três, sabendo que tudo que aconteceu, me levou a ser quem eu sou.

Depois de dois anos, eu não consigo sentir um lugar poético melhor que esse.

A noite é como se fosse parte de mim e de tudo que eu vivi.

O silêncio da madrugada e as conversas que eu tinha comigo mesmo eram inesquecíveis.

Esses momentos catárticos me levaram à exposição de sentimentos crus, solitários, tristes, confusos e raivosos sem filtros, como se estivesse conversando com meu reflexo, falando e falando sem parar, para ver se essas experiências, um dia, poderiam deixar de ser relevantes na minha mente.

Dessa vez, não tive medo de falar ou de expor situações que me deixaram com feridas que, por algumas frações de segundo, imaginei que seriam incuráveis.

É tipo a Lei de Talião – você fez, agora vou fazer com você. Bom, agora, as eternizo no meu segundo livro (e sucessor de “Noites de Outono”) – 5 AM.

Se você é um aventureiro da madrugada, assim como eu, é hora de mergulhar de cabeça nessas histórias e nesses sentimentos!

SOBRE O LIVRO

Seu primeiro livro “Noites de Outono”, foi escrito e publicado quando José tinha 17 anos, então fala muito sobre as dúvidas do crescimento, principalmente sobre aquela fase de sair da infância e entrar na vida adulta.

Depois de dois anos do lançamento de “Noites de Outono” – que vendeu mais de 150 cópias- apresentando poemas soltos na internet e publicando sua 7ª coletânea no Wattpad- “Pôr do Sol” -, surgiu a ideia de escrever 5 A .M.

O autor passava por um momento difícil em sua vida, mesclando crises de ansiedade e depressão.

O que o levou a escrever incessantemente para aplacar a dor.

Quando percebeu, já havia mais de 50 poemas prontos, escritos noite adentro, inspirados em cores claras, tons de neon e músicas que falavam sobre ansiedade noturna.

“5 A.M” é a representação de um adulto inseguro, com 18/19 anos e com muitas dúvidas e medo de simplesmente fracassar na vida ou se entregar para a pessoa errada.


Escrever durante dois anos e meio é uma tarefa complicada. Basicamente, tive dois livros nesse caminho – um mostrando meu lado de superação e de clareza e o outro, de derrota e de confusão. Porém, percebi que todos tinham um elemento em comum- a madrugada de fora a fora. Foi a partir daí que reuni tudo e criei o 5 A.M

José Vitor Gomes


SOBRE O AUTOR

José Vitor Gomes cursa Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

Imagem de José Vitor Gomes
José Vitor Gomes

Apaixonado pelas áreas de assessoria de imprensa e jornalismo cultural, faz estágio na 9 Giga Networks, assessoria de imprensa para a Prefeitura Municipal de Diadema e entrevistas com os artistas Fresno, Juliette, Black Panthera e Arnaldo Antunes para a produção de textos voltados à cultura.

Desde criança sempre foi um apaixonado pela escrita.

Então, escrevia roteiros de séries e histórias.

Aos 16 anos, se descobre poeta e passa a expressar seus sentimentos de forma lítica e terapêutica, para curar dores e dúvidas internas.

Escritor independente, tem dois livros publicados – “Noites de Outono” (2021) e “5 A.M” (2024).

OBRAS DO AUTOR

Capa do livro 'Noite de Outono"
Noites de Outono

Capa do livro '5 A.M', de José Vitor Gomes.
5 A.M

ONDE ENCONTRAR


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Resenhas da colunista Lee Oliveira




Universo HB Quadrinhos lança campanha inédita no Catarse

Esta é uma iniciativa inédita no país, destacando a ousadia e a criatividade da HB Quadrinhos em explorar novas formas de narrativa e engajamento com o público

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Cartaz da HB Quadrinhos

A HB Quadrinhos, sob a liderança visionária de Fabiano Silva, está revolucionando o mercado de quadrinhos nacionais com uma campanha inovadora no Catarse. Fabiano Silva, conhecido por criar o icônico personagem Pajé, está à frente desta iniciativa que promete transformar o cenário das HQs no Brasil.

A campanha, que já está ativa na plataforma de financiamento coletivo Catarse, tem como objetivo lançar sete quadrinhos nacionais de um universo compartilhado de uma só vez. Esta é uma iniciativa inédita no país, destacando a ousadia e a criatividade da HB Quadrinhos em explorar novas formas de narrativa e engajamento com o público.

Entre os profissionais envolvidos na campanha estão alguns dos nomes mais talentosos do mercado de quadrinhos brasileiro. A equipe conta com roteiristas como Christyan Stussi, que também é Editor-Chefe dos produtos HB, José Augusto, roteirista de renome de Itapetiniga/ SP e Von Meyer, que escreve para o selo Fantasy da HB, os ilustradores Jarbas Nogueira, o próprio Fabiano Silva, Carlos Eduardo, André Mantoano e Victor Duarte, que também é de Itapetininga, dão vida às histórias. E nas capas o renomado artista Serj D’Lima, desenhista internacional. Todos unidos pelo objetivo comum de criar histórias envolventes e de alta qualidade. A colaboração entre esses artistas promete entregar ao público uma experiência única e imersiva.

A campanha no Catarse terá a duração de 90 dias, e foi lançada na última sexta-feira (01/11) período em que os fãs e apoiadores poderão contribuir para a realização deste projeto ambicioso. Além de apoiar a produção dos quadrinhos, os colaboradores terão acesso a recompensas exclusivas, como edições autografadas, artes originais e conteúdos extras sobre o universo HB.

Fabiano Silva, como CEO da HB Quadrinhos, destaca a importância desta campanha para o fortalecimento da indústria nacional de quadrinhos. “Estamos muito empolgados com a possibilidade de trazer ao público sete histórias interconectadas, algo que nunca foi feito antes no Brasil. Este é um momento histórico para a HB Quadrinhos e para todos os fãs de HQs”, afirma Silva.

Com esta campanha, a HB Quadrinhos não apenas busca financiamento, mas também visa criar uma comunidade de leitores engajados e apaixonados por histórias em quadrinhos. A expectativa é que o sucesso desta iniciativa abra portas para novos projetos e colaborações no futuro, consolidando ainda mais a posição da HB Quadrinhos como uma das principais editoras do país.

Para mais informações e para apoiar a campanha, acesse a página do Universo HB Quadrinhos no Catarse https://www.catarse.me/universohb e aproveite.

BATE-PAPO COM FABIANO SILVA

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Le Corbusier & terraços-jardins

Marcelo Augusto Paiva Pereira:

‘Le Corbusier & terraços-jardins’

Marcelo Paiva Pereira
Marcelo Paiva Pereira
Imagem gerada por IA do Bing –  6 de novembro de 2024
às 11:02 PM

Tramita na Câmara dos Deputados – do Congresso Nacional – um projeto-de-lei que pretende tornar obrigatória a construção de telhados verdes em novos edifícios públicos, novos empreendimentos habitacionais subsidiados com recursos públicos e, mediante incentivos econômicos ou tributários, às construções de edifícios ou de unidades habitacionais que os acolham. Seguem abaixo alguns comentários.

A ideia de criar telhados verdes remonta ao início do século XX, por ocasião dos pioneiros da arquitetura modernista, dos quais Le Corbusier (Charles-Edouard Jeanneret-Gris) teve maior destaque. Em 1926 ele sintetizou em cinco pontos (ou princípios) os estudos que fez sobre as elementares que deveriam instruir a arquitetura modernista – então em voga na época.

Tais princípios foram:

a) Pilotis: colunas de sustentação recuadas das bordas, permitem redesenhar o espaço urbano e nele integrar os edifícios por outro enfoque urbanístico;

b) Planta livre: permite elaborar espaços divididos por paredes sem função estrutural e reduz custos e emprego de materiais;

c) Fachada livre: a ausência de obstáculos favorece o desenho de fachadas (elevações) desimpedidas, com projetos flexíveis à abertura das janelas;

d) Janelas em fita: desenhada de um ponto a outro da fachada (elevação) com a melhor orientação solar à iluminação dos ambientes do edifício;

e) Terraço-jardim (ou teto-jardim): espaço de lazer sobre a laje do último andar, deverá ter áreas verdes e suportar as variações climáticas (calor, chuva, frio e neve).

Várias obras foram construídas sob esses princípios, das quais uma delas foi a Ville Savoye, pelo mencionado arquiteto no período de 1928-31 em Poissy, Paris. Na laje do último andar se encontrava o terraço-jardim por ele previsto, desenhado e construído.

Outra obra que seguiu os cinco pontos (ou princípios) definidos por Le Corbusier aconteceu no Rio de Janeiro, para ser a sede do Ministério da Educação e Saúde do governo de Getúlio Vargas (1930-45). Desenhado e construído o edifício por Lúcio Costa e sua equipe de arquitetos, representou a arquitetura modernista defendida pelo arquiteto europeu, que assim os orientou na elaboração do projeto.

Num dos blocos que o compõem há o aludido terraço-jardim, projetado por Roberto Burle Marx sob as orientações daquele princípio e do referido arquiteto. É um espaço combinado e preenchido de áreas verdes e para descanso, cuja finalidade é criar o ambiente natural mais aprazível aos frequentadores.

Conclusivamente, o terraço-jardim defendido por Le Corbusier é atualmente os telhados verdes e, ainda que não sejam mais novidade, o projeto-de-lei tem finalidade salutar, porque visa diminuir as agressões contra o meio ambiente natural mediante a obrigação legal de se construir – ou implantar – os ditos telhados verdes (ou terraços-jardins) nas futuras construções por todo o país. Nada a mais.

Marcelo Augusto Paiva Pereira

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