Joelson MoraImagem criada pelo ChatGPT – https://gemini.google.com/app/3bb6074004feb226?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Todos nós nascemos com olhos capazes de enxergar o mundo, mas nem todos desenvolvemos a capacidade de compreendê-lo profundamente.
A expansão da consciência talvez seja uma das jornadas mais importantes que um ser humano pode viver. Não se trata apenas de adquirir conhecimento, acumular diplomas ou colecionar experiências. Trata-se de ampliar a forma como percebemos a nós mesmos, as pessoas ao nosso redor e o significado da própria existência.
A palavra consciência vem do latim conscientia, que significa “conhecimento compartilhado consigo mesmo”. Em outras palavras, consciência é a capacidade de perceber a realidade interna e externa de forma clara e profunda.
Quando uma pessoa expande sua consciência, ela deixa de viver no piloto automático. Passa a questionar hábitos, crenças, comportamentos e padrões que antes pareciam normais. Começa a perceber que muitas de suas escolhas foram influenciadas pela família, pela cultura, pela sociedade ou pelas circunstâncias da vida.
É como sair de um quarto escuro e abrir uma janela para a luz.
A ciência demonstra que nosso cérebro possui uma extraordinária capacidade de adaptação chamada neuroplasticidade. Isso significa que podemos aprender, desaprender e reconstruir formas de pensar durante toda a vida. Cada leitura, cada reflexão, cada experiência e cada diálogo significativo tem potencial para ampliar nossa percepção da realidade.
No entanto, a expansão da consciência não acontece apenas através da informação.
Vivemos uma época em que o acesso ao conhecimento é praticamente ilimitado. Nunca tivemos tantos livros, vídeos, cursos e conteúdos disponíveis. Paradoxalmente, muitas pessoas continuam desconectadas de si mesmas.
Informação não é transformação.
Uma pessoa pode conhecer todas as teorias sobre saúde e ainda assim negligenciar seu próprio corpo. Pode estudar relacionamentos e continuar repetindo os mesmos conflitos. Pode falar sobre espiritualidade sem jamais experimentar a paz interior.
A verdadeira expansão da consciência acontece quando o conhecimento se transforma em sabedoria.
E a sabedoria nasce da experiência refletida.
Ao longo da vida, passamos por alegrias, perdas, encontros, despedidas, vitórias e fracassos. Cada acontecimento pode nos tornar mais amargos ou mais conscientes. A diferença está na forma como interpretamos aquilo que vivemos.
Os grandes mestres da humanidade compreenderam essa verdade.
Filósofos, cientistas, líderes e pensadores de diferentes épocas apontaram para a mesma direção: o ser humano precisa olhar para dentro de si.
Quem conhece apenas o mundo exterior possui informação.
Quem conhece a si mesmo possui discernimento.
A saúde integral também está profundamente relacionada à expansão da consciência. Quando nos tornamos mais conscientes, passamos a compreender melhor os sinais do corpo, a importância do movimento, da alimentação equilibrada, do descanso adequado e da gestão das emoções.
Percebemos que saúde não é apenas ausência de doença.
É equilíbrio.
É coerência entre aquilo que pensamos, sentimos e fazemos.
É viver de forma alinhada aos nossos valores mais profundos.
A expansão da consciência também transforma relacionamentos. Quanto mais consciência desenvolvemos, menos julgamos e mais compreendemos. Menos reagimos impulsivamente e mais refletimos. Menos buscamos ter razão e mais buscamos construir pontes.
Passamos a entender que cada pessoa está travando batalhas invisíveis.
Que cada ser humano carrega sua própria história.
Que a empatia é uma das maiores expressões da inteligência humana.
Sob uma perspectiva espiritual, expandir a consciência é reconhecer que somos parte de algo maior. É perceber que a vida não se resume ao acúmulo de bens, títulos ou conquistas materiais.
Existe uma dimensão mais profunda da existência.
Uma dimensão que se manifesta no amor, na gratidão, no serviço ao próximo, na fé e na busca constante por evolução.
Talvez a expansão da consciência seja justamente isso: tornar-se cada vez mais humano.
Mais presente.
Mais desperto.
Mais conectado com aquilo que realmente importa.
No final da vida, dificilmente seremos lembrados pela quantidade de bens que possuímos ou pelos cargos que ocupamos.
Seremos lembrados pela luz que compartilhamos.
Pelas vidas que tocamos.
Pelo amor que espalhamos.
E talvez a maior expansão da consciência aconteça quando compreendemos que viver não é apenas existir.
Marli FreitasImagem criada pela IA da Meta – https://www.meta.ai/share/m/h449uqYsgi?utm_source=android_meta_ai_sl&open_in_meta_ai=true
Já estive entre isto ou aquilo, apanhei pedras no meio do caminho e coloquei tudo quanto sou no mínimo que fiz.
Machadianamente, vivi tirando o maior bem do pior mal. Faço da vida um pouso breve, que colhe o instante, leve como passarinho que encanta a Terra, mas prefere o Céu. De manhã sou primavera, que desabrocha colorida e se deita na janela para abraçar a vida. Ao meio-dia sou alegria, enquanto vou colhendo o dia. Ao entardecer saio do ninho à procura do caminho e, quando o sol se deita, sou a certeza de quem fez a diferença. Quintaneando eu morro de amor e …
… continuo vivendo. Entendo que ganhar e perder faz parte da travessia, mas prefiro perder o medo e ganhar o horizonte.
Já fui além da Terra e além do Céu, me apaixonei por uma Estrela Gêmea, subi a Pedra Itaúna para ver a passagem de um cometa, imaginei outras realidades e quis conhecer a verdade.
Passei muito tempo tentando entender o porquê disto ou daquilo, mas foi na beleza das flores que encontrei a cura para o meu coração.
Escrever uma história de amor é fácil, difícil é saber que o seu amado está do outro lado do caminho. A felicidade parece mesmo individual, mas uma coisa é certa – quanto mais amamos, mais fortes somos e, na dúvida, o melhor mesmo é amar sem nenhuma medida.
Conheça Elias Farias, o escritor que transformou seu amor em um livro
Cidadania do Amor
Quem disse que o romance saiu de moda?
O escritor e poeta Elias Farias está aí para provar o contrário.
Paranaense de nascimento, mas morador de Limeira, no interior de São Paulo, ele transformou o seu próprio casamento em inspiração literária.
Elias Farias
Tudo começou de um jeito muito bonito e simples: Elias escrevia poesias românticas para a sua esposa, dona Maria das Dores Farias.
Ele colocava no papel aquele ditado que todo mundo conhece, mas invertido: escrevia exatamente “o que os olhos não veem, mas o coração sente”.
Com o tempo, essas declarações de amor guardadas em casa foram crescendo, e foi aí que surgiu a ideia de juntar tudo e publicar o seu primeiro livro, o emocionante “Cidadania do Amor”.
Sempre escrevendo com o coração e falando sobre os sentimentos mais sinceros, o autor não planeja parar tão cedo.
Para a alegria dos leitores, Elias Farias já avisou que vem muita novidade por aí: em breve, ele vai lançar um livro de romance novinho e, além disso, já está preparando uma história infantil.
Vale a pena acompanhar de perto os próximos passos desse escritor que usa a literatura para espalhar o amor verdadeiro pelo mundo!
Cidadania do Amor nasceu para gritar o que a cidade esconde. Mostrar que o amor é maior que todas as coisas. Maior que o prédio que arranha o céu. Maior que o hospital que não cura o coração. Maior que a delegacia que não prende a saudade. Maior que o supermercado que não mata a fome da alma. Maior que a joalheria vendendo joias que não brilham mais que o corpo da mulher amada. Mistura conto e poesia para cumprir a missão: te ensinar o amor verdadeiro. A lei que não está no papel. Está no DNA. Código do coração. A única que te liberta desta prisão com trancas abertas E transforma, como um ipê se despindo das folhas para ser flor. Que prova que quem vive de amor nunca morre. Porque no fim tudo se acaba. Mas quem ama permanece para sempre. Porque o amor suporta todas as coisas e ultrapassa o infinito. Se você já entendeu que ter a cidade toda não vale nada sem ter a si mesmo, sua cidadania está pronta. O amor é maior. E te espera na página 1. Neste livro você vai aprender:
A sair da cela com trancas abertas onde ego ferido e coração partido te prendem.
A lei do DNA: o amor verdadeiro que não está no código penal, mas cura o que a cidade adoece.
Como virar ipê: perder todas as folhas da dor e florescer em amor que nunca morre
Verônica Moreira representa a Academia Caratinguense de Letras e toma posse como Membro Fundadora da ALB Minas – Seccional Zona da Mata Mineira
Posse de Verônica Moreira na ALB Minas – Seccional Zona da Mata Mineira
A literatura, a arte e a cultura foram celebradas em grande estilo durante a solenidade de instalação e posse da ALB Minas – Seccional Zona da Mata Mineira, realizada no Shopping de Manhuaçu. O evento reuniu escritores, artistas, autoridades e amantes da cultura em uma programação que se estendeu por toda a tarde e avançou pela noite, tornando-se um marco para o fortalecimento das letras na região.
Representando a Academia Caratinguense de Letras, a escritora, poeta e produtora executiva de cultura Verônica Moreira tomou posse como Membro Fundadora da ALB Minas – Seccional Zona da Mata Mineira, consolidando mais um importante capítulo de sua trajetória em defesa da cultura e da literatura brasileira.
Um dos momentos mais emocionantes da solenidade foi a interpretação do Hino Nacional Brasileiro por Verônica Moreira. Com voz firme, emoção e profundo sentimento de patriotismo, ela conduziu o canto do hino, emocionando o público presente e conferindo ainda mais solenidade ao evento.
Ao lado de Verônica Moreira, também tomaram posse os escritores caratinguenses Karla Dornelas, Marinês e Bruno, fortalecendo a representatividade de Caratinga na nova seccional da ALB e evidenciando a riqueza da produção literária do município.
Ao todo, mais de 40 membros fundadores foram empossados, reunindo escritores, poetas, artistas e agentes culturais comprometidos com a valorização da literatura, da memória e da identidade cultural brasileira.
Outro momento de destaque foi a posse do Comendador Fabrício Santos, que assumiu oficialmente a presidência da ALB Minas – Seccional Zona da Mata Mineira, dando início a uma nova etapa de incentivo às letras, ao intercâmbio cultural e ao fortalecimento das ações literárias na região.
A cerimônia contou ainda com a presença do Presidente da ALB e de diversas autoridades e representantes da sociedade civil. Entre os convidados esteve a Vereadora de Caratinga, Jéssica da Silveira, que prestigiou o evento e reforçou a importância do apoio às iniciativas voltadas para a cultura e a educação.
A programação cultural foi um espetáculo à parte. Durante toda a tarde, o público acompanhou apresentações artísticas de música, dança, teatro e um sarau literário, proporcionando momentos de emoção, reflexão e celebração da arte em suas mais diversas expressões.
Delegada Cultural, Comendadora, palestrante, contadora de histórias e escritora, Verônica Moreira possui uma trajetória reconhecida nacionalmente por sua atuação em prol da valorização da cultura. Entre suas principais obras estão o livro infantil “Vekinha… Vamos Cuidar do Meio Ambiente”, contemplado pela Lei Paulo Gustavo em 2023, e o livro de poesias “Territórios e Paisagens”, premiado com o segundo lugar no Prêmio Fanzine na categoria Melhor Livro de Poesia e indicado para participação na FLICG, na Bahia.
Verônica Moreira também é Embaixadora da Paz pela OMDDH, membro da Academia Internacional de Literatura Brasileira (AILB) e integrante de diversas academias e instituições culturais brasileiras, sendo reconhecida por sua dedicação à literatura, à arte e à formação de leitores.
Encerrando a programação, a noite foi marcada por um clima de confraternização, celebração e afeto. Os participantes registraram o momento com inúmeras fotografias, reencontros, abraços e demonstrações de carinho, simbolizando a união entre escritores, artistas e promotores da cultura. Mais do que uma cerimônia de posse, o encontro representou o fortalecimento de laços, o nascimento de novos projetos e a reafirmação do compromisso coletivo com a promoção da literatura e da cultura brasileira.
Marinês Gonçalves, Verônica Moreira,Arlete Campos, Suely Frias Cunha e Karla Dornelas
Marinês Gonçalves, Verônica Moreira, Jéssica da Silveira e Karla Dornelas
Verônica Moreira, Gabriela Santos, Graziela Sabino e Fábio Santos
Renata Barcellos: ‘Você conhece o Cacuriá? Vamos cacuriar?
Renata BarcellosSandra Barcellos e Uilmar Junior
Você conhece o Cacuriá? Eu só conhecI há quinze dias em uma festa junina organizada pelo amigo Uilmar Junior, no condomínio onde mora, em São Luís. Lá, após apresentação musical e de degustar deliciosas guloseimas (arroz de cuxá, torta de camarão…), assistmos (eu e Campos) à apresentação do Cacuriá de Dona Cecília, do bairro da Vila Palmeira (@cacuria_de_cecilia). Este foi fundado em 1991 por Dona Cecília, ex-caixeira de Seu Lauro, em Vila Palmeira, São Luís (MA).
Surgimento:Cacuriá surgiu a partir do Carimbó das caixeiras, relacionado às festas do Divino Espírito Santo. Traz memória, ancestralidade, música, corpo e comunidade. É uma dança folclórica maranhense criada na década de 1970 como a parte festiva após as celebrações da Festa do Divino Espírito Santo. Popularizada por figuras como Dona Tetê, a dança se tornou atração principal das Festas Juninas do estado.
Criador: De acordo com a jornalista maranhense Inara Rodrigues, escritora do livro “Vem cá curiar o cacuriá!”, a dança foi criada em 1973, na capital, por Alauriano Campos de Almeida, folclorista conhecido como “Seu Lauro”. Outros já dizem que foi por Dona Filoca e Seu Lauro, em 1975, na cidade de Guimarães, e, posteriormente, levado para a capital, São Luís.
Coreografia: Os pares brincantes dançam em roda (chamada de cordão). . Caracteriza-se pelo ritmo contagiante, passos marcados em pares (conhecidos como “umbigadas”)., coreografias sensuais, rebolados e com movimentos sensuais, A dança é marcada pelo som das caixas do Divino (pequenos tambores)., banjo, violão e flauta, com letras conhecidas (disponíveis em https://www.letras.mus.br/cacuria-de-dona-tete/).
Dona Teté do Cacuriá: nascida Almerice da Silva Santos em São Luís (MA), em 1924, foi cantora, compositora e percussionista essencial para a cultura popular maranhense. Iniciou sua carreira artística aos 50 anos, destacando-se nas festas dedicadas ao Divino Espírito Santo.
“nascida Almerice da Silva Santos em São Luís (MA), em 1924, foi cantora, compositora e percussionista essencial para a cultura popular maranhense. Iniciou sua carreira artística aos 50 anos, destacando-se nas festas dedicadas ao Divino Espírito Santo. Em 1986, fundou o grupo Cacuriá de Dona Teté, reinventando o ritmo tradicional com percussões vibrantes e coreografias inovadoras, levando-o do Maranhão a outros estados. Reverenciada como dama da cultura popular, inspirou gerações e garantiu a preservação e renovação da tradição afro-cabocla até seu falecimento, em 2011”.
Período: geralmente, é praticada durante as festas juninas e o encerramento das festividades do Divino Espírito Santo.
Reconhecimento: considerada Patrimônio Cultural Imaterial do estado do Maranhão.
Curiosidade: o termo também pode ser usado popularmente por algumas pessoas no Norte e Nordeste com o sentido de “curiar” ou “espiar” — ou seja, olhar algo de longe ou bisbilhotar.
Música: As letras costumam ter duplo sentido e são acompanhadas por um refrão animado. Este são são curtos, repetições e muito ritmo. As músicas tradicionais, imortalizadas por grupos como o Cacuriá de Dona Teté, celebram a cultura, a natureza e os costumes locais como este a seguir:
Festa do Divino
“Fui na festa do Divino Me convidaram pra entrar E veio dançando o carimbó E cantando o cacuriá(2x)”
Grupos: Os principais grupos existentes em São Luís e na Região Metropolitana são:
Cacuriá de Dona Teté: o mais tradicional e famoso do estado. Criado a partir do legado de Almerice da Silva Santos (Dona Teté), é a maior referência da cultura popular e arrasta multidões nos arraiais.
Cacuriá do Candinho: um dos maiores grupos da região, com sede na Região Metropolitana (em Paço do Lumiar), conhecido por apresentações enérgicas e grande sucesso nas redes sociais.
Cacuriá Assa Cana: sediado no tradicional Quilombo da Liberdade, em São Luís, este grupo é um importante Ponto de Cultura e difusor das toadas e tradições maranhenses. Instagram: @cacuria.assacana
Nas Literaturas: as literaturas literárias ou não sobre o Cacuriá focam no resgate histórico, na antropologia da performance e na preservação desta manifestação cultural através de livros e artigos acadêmicos:
“Vem cá curiar o cacuriá!” (2015): escrito pela jornalista maranhense Inara Rodrigues, este livro-reportagem detalha a origem da dança e foi vencedor do Prêmio João Lisboa de Jornalismo Literário. A obra desmistifica algumas narrativas, registrando que a dança foi criada em 1973 na capital por Alauriano Campos de Almeida, conhecido como “Seu Lauro”.
Registros Antropológicos: autores e pesquisadores como Luciana Hartmann (autora da obra “Cacuriá – dinâmicas de uma tradição dançada”- fruto de estudo sobre o grupo “Cacuriá Filha Herdeira”) e Inara Rodrigues (autora do livro “Vem cá curiar o cacuriá!”) documentam a tradição, sua origem com o “Seu Lauro” em 1973 e sua popularização por Almerice da Silva, a Dona Teté.
Academias e Ensino (Anais da Anpuh e Monografias UFMA): trabalhos acadêmicos, como os “Anais do Simpósio Nacional de História” da Anpuh, exploram o uso de “cantigas de caixeiras” em sala de aula, demonstrando o valor pedagógico do Cacuriá na educação infantil e o seu papel como patrimônio cultural imaterial.
Assim, a dança costuma ser abordada não só em pesquisas literárias e acadêmicas como também em obras de ficção voltadas para as literaturas infanto-juvenil. Alguns exemplos:
Fábio Sombra: reconhecido escritor e membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, ele aborda a dança e o contexto das festas juninas na obra “Cacuriá – A Música e a Criança”.
Gabriel Ben: na obra infanto-juvenil “Dora, uma menina nordestina”, o autor utiliza o sonho da protagonista para resgatar memórias regionais, incluindo menções explícitas ao ritmo e à dança criada por Dona Teté.
‘De Roma a Venecia: cuando la poesía decide caminar junta’
Carlos Javier Jarquin
Italia fue escenario del II Encuentro Internacional de Poetas del Mundo, una travesía cultural que reunió voces de cuatro continentes para defender la vida, la paz y la fraternidad entre los pueblos.
Mientras el mundo continúa marcado por guerras, crisis climáticas, desplazamientos humanos, polarización política y una creciente sensación de incertidumbre, un grupo de poetas, artistas y promotores culturales provenientes de América, Europa y África decidió recorrer Italia llevando consigo una propuesta aparentemente simple, pero profundamente revolucionaria: reunirse para dialogar, escuchar y construir puentes a través de la poesía.
Foto de clausura con los poetas que participaron en el II Encuentro Internacional de Poetas del Mundo, realizado del 12 al 20 de junio de 2026 en distintas ciudades de Italia: Roma, Florencia, Bolonia, Ferrara, Rovigo,
Entre el 12 y el 20 de junio de 2026, se desarrolló en Italia el II Encuentro Internacional de Poetas del Mundo, una experiencia humana y cultural que condujo a una delegación internacional por las ciudades de Roma, Florencia, Bolonia, Ferrara, Rovigo, Mestre y Venecia.
Más que una sucesión de recitales o actos literarios, el encuentro fue una demostración concreta de que la poesía sigue siendo capaz de reunir personas de distintas lenguas, religiones, culturas e historias alrededor de valores universales como la paz, la justicia, la solidaridad y la defensa de la vida.
Un movimiento nacido para servir a la humanidad
Luis Arias Manzo, fundador y secretario general del Movimiento Poetas del Mundo, durante una charla en una de las actividades del II Encuentro Internacional de Poetas del Mundo, celebrado del 12 al 20 de junio de 2026 en varias ciudades de Italia. Foto: cortesía.
Para comprender el significado de este encuentro es necesario remontarse al año 2005, cuando el poeta chileno Luis Arias Manzo fundó Poetas del Mundo.
Exiliado político durante la dictadura chilena y residente durante años en Francia, Arias Manzo comprendió que la poesía no podía limitarse únicamente al ámbito estético o literario. En un mundo cada vez más fragmentado, pensó que los poetas debían asumir una responsabilidad ética frente a los grandes desafíos de la humanidad.
De esa reflexión nació un movimiento internacional que hoy reúne a más de 9.000 miembros en más de 140 países y que se ha convertido en una de las redes poéticas más extensas del planeta.
Su propuesta es clara: poner el arte y la sensibilidad al servicio de la humanidad. El propio Arias Manzo sintetizó esta visión en el Manifiesto Universal de Poetas del Mundo, traducido a numerosos idiomas y difundido en todos los continentes.
Desde entonces, Poetas del Mundo ha impulsado encuentros internacionales, acciones culturales, campañas de sensibilización y proyectos destinados a fortalecer el diálogo entre los pueblos y la conciencia planetaria.
Una caravana de la diversidad humana
De pie, Luis Arias Manzo, a su izquierda el poeta italiano Stefano Caranti, Secretario Nacional de Poetas del Mundo para Italia. Caranti, fue el organizador de este exitoso encuentro poético que se realizó del 12 al 20 de junio de 2026 en distintas ciudades de Italia: Roma, Florencia, Bolonia, Ferrara, Rovigo, Mestre y Venecia. Foto: Cortesía.
La delegación reunida en Italia reflejó el carácter universal del movimiento.
Junto a Luis Arias Manzo participó la poeta y psicóloga Maggy Gómez Sepúlveda, nacida en Colombia y residente en Chile, actual Subsecretaria General de Poetas del Mundo y promotora de procesos de transformación humana a través de la poesía, la biodanza y la danzaterapia.
Desde Colombia llegaron también Julio César Medina Hernández y Édgar Enrique Páramo Blanquicett, dos voces representativas de la creación literaria y la promoción cultural de su país.
Brasil estuvo representado por los reconocidos repentistas Chico de Assis y João Santana, herederos de una tradición popular donde la poesía improvisada se convierte en expresión viva de la identidad colectiva.
España aportó la experiencia literaria de Cristina Galán Rubio y Teresa Sánchez Laguna, mientras que El Salvador estuvo representado por Óscar René Benítez, vicepresidente continental de Poetas del Mundo para América.
La presencia africana estuvo encarnada por Raïs Neza Boneza, nacido en la República Democrática del Congo y residente en Noruega, cuya obra aborda la memoria, el exilio y la dignidad humana.
Desde Túnez participó la poeta, pintora y sociólingüista Rajaa Gharbi, reconocida internacionalmente por tender puentes entre Oriente y Occidente a través del arte.
A ellos se sumaron acompañantes provenientes de Colombia y Chile, fortaleciendo el carácter humano y comunitario de la experiencia.
Italia abre sus puertas
La travesía comenzó en Roma, en el espacio cultural La Casa del Municipio, bajo la coordinación de la poeta Elisabetta Biondi Della Sdriscia.
Posteriormente, la delegación se trasladó a Florencia, donde fue recibida por el poeta Carmelo Consoli en la histórica Biblioteca Mario Luzi.
La tercera etapa tuvo lugar en Trebbo di Reno, Bolonia, gracias al trabajo de las poetas Claudia Piccinno y Raffaella Tamba.
En Ferrara, los participantes fueron acogidos por el reconocido poeta, periodista y dramaturgo Athos Tromboni, quien abrió las puertas de uno de los escenarios culturales más emblemáticos de la ciudad: la Palazzina Marfisa d’Este.
La caravana continuó hacia Rovigo, donde el poeta Stefano Siviero coordinó una nueva jornada de encuentro y diálogo intercultural.
Finalmente, la etapa de clausura se desarrolló en Mestre y Venecia bajo la colaboración de la destacada poeta italiana Isabella Sordi, figura ampliamente reconocida por su trayectoria literaria internacional.
Stefano Caranti: el arquitecto silencioso del encuentro
Detrás de cada actividad, cada desplazamiento y cada escenario hubo meses de trabajo invisible.
El principal responsable de convertir esta idea en realidad fue Stefano Caranti, Secretario Nacional de Poetas del Mundo para Italia.
Desde octubre de 2025 comenzó a contactar asociaciones culturales, bibliotecas, centros de lectura, poetas y gestores culturales de distintas regiones italianas para construir una ruta que permitiera llevar la poesía a diversas ciudades del país.
Su trabajo no solo hizo posible la realización del encuentro, sino que consolidó la presencia de Poetas del Mundo en Italia, continuando una labor iniciada en 2019 cuando impulsó la creación del portal italiano del movimiento.
A lo largo de todo el recorrido, Caranti acompañó personalmente a la delegación, coordinó actividades, registró material audiovisual y fortaleció vínculos con organizaciones culturales italianas que hoy forman parte activa de esta red internacional.
La poesía también se escucha
Uno de los momentos más simbólicos del encuentro fue la interpretación del Himno Nacional Italiano de Poetas del Mundo.
La iniciativa nació precisamente de Stefano Caranti y contó con los arreglos musicales del maestro, organista y compositor Alberto Guerzoni, mientras que la interpretación estuvo a cargo de la soprano Rossana Antonioli.
El himno se convirtió en una expresión artística que sintetiza el espíritu del movimiento: la unión de las diferencias bajo un ideal común de fraternidad universal.
La memoria de los instantes
Toda experiencia necesita quien la preserve. Por ello, el artista italiano Lucio Russo, fotógrafo, actor y hombre de teatro, asumió la tarea de documentar visualmente el encuentro.
Su cámara registró abrazos, lecturas, conversaciones, paisajes y emociones que ahora pasarán a formar parte de la memoria histórica de Poetas del Mundo.
Durante las próximas semanas, el material fotográfico y audiovisual será recopilado y editado para integrarse al archivo documental del movimiento y al portal italiano de Poetas del Mundo.
Mucho más que poesía
Quienes observan desde fuera podrían pensar que se trató simplemente de una serie de recitales literarios.
Sin embargo, quienes participaron saben que fue mucho más.
Fue una convivencia entre personas provenientes de culturas diferentes.
Fue compartir trenes, comidas, hoteles, ciudades y conversaciones.
Fue escuchar la historia de un poeta africano junto a la experiencia de un repentista brasileño, una poeta española, un escritor colombiano o una artista tunecina.
Fue comprobar que, más allá de las diferencias, existen preocupaciones comunes: la paz, la dignidad humana, la justicia social, la preservación del planeta y la necesidad de construir una cultura del encuentro.
El futuro ya comenzó
Cuando el encuentro concluyó en Mestre y Venecia, no terminó una actividad.
Comenzó una nueva etapa.
Los participantes regresaron a sus países llevando consigo nuevas amistades, nuevos proyectos y la certeza de que la poesía sigue teniendo un papel que desempeñar en el siglo XXI.
En tiempos donde abundan los discursos que dividen, Poetas del Mundo continúa apostando por la palabra que une.
Una palabra que no busca imponerse, sino dialogar.
Una palabra que no levanta fronteras, sino puentes.
Porque, como han repetido los participantes de esta travesía italiana, la poesía sigue siendo una de las formas más profundas de humanidad.
Y porque, después de recorrer juntos siete ciudades italianas, una vez más quedó demostrado que la poesía no conoce fronteras.
Quiero felicitar a todos los organizadores de este evento, en especial al poeta italiano Stefano Caranti, por la visión y el trabajo arduo durante tantos meses para hacer posible esta actividad. También envío mi reconocimiento al querido poeta Luis Arias Manzo, quien desde 2005 ha impulsado la iniciativa del Movimiento Poetas del Mundo para promover la paz global; aprovecho para felicitarlo por adelantado porque este 30 de junio cumplirá 70 años. ¡Muchas felicidades, Luis, por todo lo que promueves desde este Movimiento planetario!
Extiendo además mi agradecimiento y felicitaciones a todos los poetas que participaron en estos encuentros y a las distintas ciudades y espacios de Italia que recibieron a los artistas con aprecio y admiración
Reseña ‘Fuentévar – Un poemario de Francisco Caro’
Rafael Peñas CruzCapa do livro ‘Fuentévar’, de Francisco Caro
Un poema es un itinerario, dice Francisco Caro citando a Wallace Stevens, y eso es lo que Fuentévar es, una serie de hitos en el caminar de un hombre por su pueblo, un lugar de La Mancha, áspero y tierno a la vez, tierra de soñadores y vastos cielos. Cada poema es un detenerse a pensar, a verse el hombre reflejado en un paisaje, dejando que las palabras fluyan en respuesta a un topónimo o un accidente geográfico evocador de un sentimiento.
Francisco CaroArquivo pessoal
Subimos con el poeta a la Sierra de la Cruz, desde la que contemplamos una tierra eterna y eternamente cambiante. Hay poemas en este libro que traen la risa alada de las aguas primaverales, y otros que tienen el silencio helado de los riscos azotados por vientos invernales. También están aquellos en los que nos parece escuchar el incesante canto de las chicharras del estío castellano, esos tres meses de infierno en los que la tierra arde y la memoria reverbera por el asfalto de carreteras que se amoldan a desmontes y parameras.
Fuentévar es un recorrido anímico por una geografía que tiene nombres propios, lugares que hicieron al hombre, igual que el hombre ha hecho siempre los lugares a fuerza de sudores y desvelos. Fuentévar es un lugar con una historia escrita en sus casas y calles, en sus senderos, sus torrentes y sus ermitas, que guardan el silencio de los ancestros en cementerios de lápidas desgastadas por el viento.
Chirrían veletas y cancelas en estos poemas y baten al viento los portales de graneros abandonados. El itinerario del poeta nos lleva constantemente de un presente solitario y sosegado a un pasado de fatigas y hambrunas, pero también de juegos infantiles y anhelos juveniles.
La memoria del poeta guía nuestros pasos verso a verso. Fuentévar es el libro de un hombre que vuelve a su tierra y se reconcilia con sus silencios y sus piedras, que se reconoce en ese paisaje erosionado por el trascurrir de los siglos, llanuras de cereales extendiéndose en el tiempo tanto o más que en el espacio. El poeta anda por arroyos y hondonadas, un paisaje que refleja la vaciedad última de nuestra existencia según nos dicen los sabios taoístas chinos.
De todas las tierras que en el mundo hay, posiblemente ninguna carga con tanto peso espiritual como esa tierra manchega de colinas yermas y árboles que crecen en intemperies descorazonadas.
La tierra manchega es un espejo en el que el poeta ve reflejada su suerte, pero sus pensamientos y recuerdos son también los horizontes que todos nosotros perdimos.
Este libro es un itinerario por una España rural dejada de lado por el avance de progresos y desarrollos, pero que guarda en ella la esencia de lo que un día fuimos y, por tanto, de lo que somos. Cada poema es un alto en el camino, una plegaria laica en viejas ermitas que guardan vírgenes desamparadas, testimonio de tantas plegarias desatendidas.
‘Tejera’, ‘greda’, ‘pretil’, ‘brocales’, ‘arzollo’… Fuentévar habla un lenguaje rico y preciso, rescatado por el poeta en un afán por salvar del olvido un mundo que se desvanece, purificando con sus versos el profanado lenguaje de la tribu. Fuentévar es un regreso a una identidad diluida en porvenires y deserciones, una identidad que se resiste a ser pasto de las llamas de las hogueras de las vanidades.
Este libro huele a jara y hierbas estivales, sabe al aire gélido y limpio que sopla por las planicies del recuerdo, pero no es, como el poeta mismo declara en unos versos que dedica a la gran poeta extremeña Efi Cubero, un canto nostálgico para espabilar penas, sino un atender a la extrañeza que al escuchar la noche van dictando los poemas.
Francisco Caro es un poeta español nacido en 1947, natural de Piedrabuena, en la provincia de Ciudad Real. Fuentévar ha sido publicado por la editorial Mahalta: https://www.mahalta.es/producto/fuentevar/