Sistema sensorial

SAÚDE INTEGRAL

joelson Mora: ‘Sistema sensorial’

Joelson Mora
Joelson Mora
Sistema sensorial
Imagem gerada por IA do Bing – 4 de novembro de 2024 às 12:02 PM

O sistema sensorial desempenha um papel fundamental na nossa interação com o mundo externo, mas vai além de captar estímulos físicos — ele influencia diretamente nossa saúde mental e emocional. A forma como interpretamos esses estímulos impacta nossos sentimentos, pensamentos, ações e reações.

Órgãos Envolvidos e Morfologia

Os órgãos sensoriais captam sinais do ambiente e os enviam ao cérebro, que interpreta essas informações como imagens/visões, sons, cheiros, sabores e sensações táteis.

1. Olhos (Visão): A visão nos permite perceber o mundo em detalhes, influenciando diretamente nossas emoções. Um pôr-do-sol pode evocar calma, enquanto imagens de perigo podem gerar medo.

2. Ouvidos (Audição): Sons têm uma conexão profunda com emoções. Músicas podem trazer alegria ou nostalgia, enquanto sons altos e inesperados podem causar susto ou ansiedade.

3. Nariz (Olfato): O olfato está fortemente ligado à memória e às emoções. Um aroma familiar pode trazer de volta lembranças, enquanto cheiros desagradáveis podem provocar aversão.

4. Língua (Paladar): O paladar influencia nosso prazer em comer e é parte importante de nossas experiências sensoriais emocionais, como o conforto proporcionado por certos alimentos.

5. Pele (Tato): O tato não só nos protege, como também promove conexão emocional. O toque afetuoso pode proporcionar segurança e conforto, enquanto a ausência de toque pode gerar sentimentos de isolamento.

Cada estímulo sensorial desencadeia uma reação emocional ou mental. O sistema sensorial processa informações que moldam nossas percepções, o que, por sua vez, influencia nossos sentimentos e pensamentos.

Estímulos Visuais e Emoções: Cores, luzes e formas podem afetar diretamente o humor. Estudos mostram que cores mais quentes estão associadas a sensações de conforto e energia, enquanto tons frios podem induzir tranquilidade ou tristeza.

Sons e Estados Mentais: A música pode tanto acalmar quanto estimular a mente. Sons repetitivos ou muito altos podem causar estresse, enquanto melodias suaves favorecem o relaxamento.

Aromas e Memória Emocional: O olfato tem a capacidade única de ativar memórias antigas, muitas vezes associadas a fortes emoções. Isso pode ser tanto positivo quanto negativo, dependendo da experiência conectada ao cheiro.

Paladar e Bem-Estar: A alimentação emocional é um exemplo claro da conexão entre o paladar e a mente. Certos alimentos desencadeiam a liberação de hormônios de prazer, como a dopamina.

Toque e Segurança Emocional: O contato físico tem impacto direto nos níveis de oxitocina, um hormônio associado ao afeto e à confiança. A falta de toque, por outro lado, pode aumentar sentimentos de solidão.

Distúrbios sensoriais não afetam apenas o corpo, mas também a mente:

Síndrome de Burnout e Sensibilidade aos Estímulos: Pessoas com burnout frequentemente relatam uma sensibilidade aumentada a luzes e sons. Isso ocorre porque o sistema nervoso está sobrecarregado, intensificando a percepção sensorial.

Ansiedade e Distúrbios Auditivos: Ruídos excessivos ou inesperados podem desencadear ou agravar crises de ansiedade. Pessoas com transtornos de ansiedade muitas vezes apresentam hipersensibilidade a sons.

Depressão e Alteração do Paladar: A depressão pode alterar a percepção do paladar, fazendo com que alimentos pareçam sem sabor. Isso está ligado à baixa liberação de neurotransmissores, como a serotonina.

A Importância da Atividade Física para o Equilíbrio Sensorial e Mental

A prática regular de exercícios físicos não apenas melhora a saúde física, mas também é essencial para a saúde mental e emocional. A atividade física regula a resposta do corpo aos estímulos sensoriais e equilibra as emoções.

1. Redução do Estresse e Melhor Capacidade de Processamento Sensorial: Exercícios ajudam a liberar endorfinas, que reduzem o estresse e melhoram a capacidade do cérebro de processar estímulos de maneira mais equilibrada, diminuindo a hipersensibilidade a sons ou luzes.

2. Melhora da Qualidade do Sono e Descanso Sensorial: Atividades físicas regulares contribuem para um sono mais profundo e reparador, essencial para a recuperação do sistema nervoso, que inclui os receptores sensoriais.

3. Equilíbrio Emocional e Estímulos Sensorial Positivos: A prática de exercícios libera hormônios como a dopamina e a serotonina, que estão diretamente relacionados ao prazer e bem-estar, influenciando positivamente a maneira como percebemos estímulos sensoriais.

4. Mindfulness e Propriocepção: Atividades físicas como ioga e pilates promovem a conscientização do corpo e aumentam a propriocepção, que melhora a conexão entre mente e corpo, favorecendo a interpretação positiva dos estímulos sensoriais.

No Brasil, um estudo do Instituto de Psiquiatria da USP indica que 30% da população adulta sofre de algum tipo de transtorno de ansiedade, muitos dos quais exacerbados por hipersensibilidades sensoriais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em nível global, cerca de 280 milhões de pessoas sofrem de depressão, o que frequentemente envolve alterações sensoriais, como perda de interesse em estímulos agradáveis (sons, sabores, toques).

O sistema sensorial está profundamente interligado à nossa saúde emocional e mental. A forma como reagimos aos estímulos do ambiente influencia nossos sentimentos e pensamentos, e manter um equilíbrio saudável envolve cuidar tanto do corpo quanto da mente. A atividade física regular não apenas preserva o funcionamento saudável dos órgãos sensoriais, mas também oferece benefícios cruciais para o bem-estar mental, ajudando-nos a responder melhor aos estímulos do mundo ao nosso redor de forma equilibrada e positiva.

Joelson Mora

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Leitura e escrita

Fidel Fernando:

‘Leitura e escrita: Fundamentos do verdadeiro sentido do ensino da língua portuguesa’

Fidel Fernando
Fidel Fernando
Leitura e escrita
Imagem gerada por IA do Bing - 4 de novembro de 2024 às 10:23 AM
Leitura e escrita
Imagem gerada por IA do Bing – 4 de novembro de 2024
às 10:23 AM

As actividades de leitura e escrita são, sem dúvida, pilares fundamentais no processo de ensino e aprendizagem nas salas de aula. No entanto, é alarmante perceber que, ano após ano, mesmo após repetidos esforços, alguns alunos da 7ª a 9ª classe ainda enfrentam grandes dificuldades em escrever narrativas coerentes e significativas. E, quando se trata de leitura, a situação não é menos alarmante, já que muitos alunos mal conseguem listar cinco títulos de obras lidas e discutidas nas aulas durante o 1º Ciclo do Ensino Secundário. Essa realidade leva-nos a reflectir sobre o papel da leitura e da escrita na formação integral dos alunos, especialmente num país onde a Língua Portuguesa é, cumulativamente, língua veicular e disciplina curricular.

Como professores, observamos esse cenário com crescente apreensão. Enquanto a gramática tem o seu lugar e importância indiscutíveis, não podemos negligenciar a prática da leitura e da escrita. Afinal, de que adianta o aluno dominar regras gramaticais se não consegue aplicá-las de forma criativa e contextualizada nas suas produções textuais?

Reconhecemos que os professores têm a responsabilidade de cumprir um programa previamente estabelecido pelas autoridades educativas. Contudo, devemos questionar: qual o valor de correr para cumprir um programa se conteúdos essenciais não são plenamente explorados e assimilados pelos alunos? Ainda, será que os professores conseguem distinguir os conteúdos secundários dos essenciais para a formação dos alunos? E, mais importante, será que conhecem os objectivos da disciplina para a classe que lecionam?

Muitos educadores podem não distinguir os conteúdos principais dos secundários nos seus programas, bem como desconhecerem os objectivos da disciplina para a classe que leccionam, o que leva a uma abordagem superficial de temas que exigem uma atenção mais detalhada. Um exemplo claro é o ensino do texto narrativo. Não basta ditar conceitos e características, como se essa repetição exaustiva fosse suficiente para garantir a compreensão e a habilidade dos alunos. Na realidade, a mera memorização de informações sem uma prática significativa transforma o ensino em um processo estéril. O desafio é grande: como ensinar algo que já se tornou tão entediante para os alunos?

A resposta pode estar na adopção de uma abordagem mais interativa e social, como a teoria sócio-interacionista da linguagem, defendida por autores como Vygotsky e Bakhtin. Essa perspectiva propõe que o ensino da língua deve ser uma experiência rica em interação, onde se valorizam não apenas as competências técnicas, mas também o desenvolvimento emocional e social dos educandos. Assim, em vez de impor o conteúdo, por que não começar com uma avaliação diagnóstica que revele o que os alunos já sabem sobre o texto narrativo?

A partir daí, podemos desafiar os alunos em actividades práticas, tais como a produção de narrativas a partir de imagens ou a continuação de histórias iniciadas por outros. O desenvolvimento dessa tarefa pode ocorrer em jeito de trabalho em dupla. Afinal, o que um aluno escreve em conjunto com seu colega torna-se uma base sólida para que ele possa, eventualmente, escrever de maneira autónoma posteriormente.

Essas práticas não apenas incentivam a criatividade, mas também promovem a interação entre os alunos, permitindo que compartilhem visões do mundo, valores e conhecimentos. Ao aprender em grupo, os alunos desenvolvem habilidades que vão muito além da sala de aula, como a capacidade de comunicação, trabalho em equipa e inteligência emocional. Em síntese, a aula transforma-se num espaço de aprendizagem significativa.

Por fim, é importante ressaltar que o texto é o ponto de partida e de chegada de todo o ensino da língua. Autores renomados, como Geraldi, Antunes, Marcushi e Possenti, reforçam essa visão ao destacar que a leitura, a escrita e a interpretação são elementos cruciais no desenvolvimento linguístico dos alunos. Por isso, temos de adoptar abordagens alternativas que façam do ensino da produção textual um processo verdadeiramente producente.

Em jeito de conclusão, é urgente deixarmos para trás as antigas propostas de redacção escolar que não estimulam a criatividade dos nossos alunos. Ao invés de propostas repetitivas e desestimulantes, como “Fale sobre as suas férias”, que não incentivam a criatividade e não consideram o género textual, tampouco o público-alvo, devemos buscar formas que realmente engajem os alunos, instigando-os a escrever e a ler de facto.

Fidel Fernando

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20.10.23

Ana Kelly: ‘20.10.23’

Ana Kelly
Ana Kelly
Imagem gerada por IA do Bing - 2 de novembro de 2024 às 1:21 AM
Imagem gerada por IA do Bing – 2 de novembro de 2024
às 1:21 AM

Eu nunca saberei sobre você
Mais do que o nada que sei hoje.
Mas foi uma dolorosa surpresa,
Triste incerteza e confusão.
Não te vi, nem senti
Não sei se ao menos amor eu nutri
Mas se foi, escapou sem ao menos eu saber que o tinha
As lágrimas não me contam se são de alívio ou tristeza
Mas quando o coração aperta,
Nada mais interessa.
Sem saber o que pensar, sufoco na falta de clareza
Quem ou o que era você,
Eu nunca irei saber.

Ana Kelly

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Abismo

Virgínia Assunção: Poema ‘Abismo’

Virgínia Assunção
Virgínia Assunção
“Nos campos silentes, sob a terra úmida e fria, dormem jovens mulheres, cujas almas já se foram…”
Imagem gerada por Ia do Bing – 01de novembro de 2024, às 4:04 PM

Nos campos silentes, sob a terra úmida e fria,

dormem jovens mulheres, cujas almas já se foram,

cada túmulo, histórias de amores e dores

de corações vazios, sonhos que não mais afloram.

Elas esperaram por sussurros nas madrugadas,

sofrendo muitas vezes, uma vida de ausência

por mãos que nunca chegaram, por abraços adiados,

caminharam sozinhas por estradas de carência.

O vento acaricia as lápides com tristeza,

mas a morte, essa companheira que circunda

veio e tocou-lhes com crueldade a beleza

deixando-lhes em silêncio na terra profunda.

Oh, quantas lágrimas secaram antes de cair,

quantos olhares se perderam sem jamais sorrir,

e agora o túmulo guarda, com sua paz tão fria,

as bocas caladas, sem eco, sem riso, sem poesia.

Quão bom se o mundo lembrasse ao passar por ali,

dessas almas que partiram sem provar seu valor,

dessas flores que murcharam sem nunca se abrir,

dessas mulheres que morreram por falta de amor.

Virgínia Assunção

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Quanta riqueza desconhecida há em cada um de nós!

Lina Veira:

‘Quanta riqueza desconhecida há em cada um de nós!’

Lina Veira
Lina Veira
Imagem gerada por IA do Bing - 1 de novembro de 2024 às 12:41 PM
Imagem gerada por IA do Bing – 1 de novembro de 2024 às 12:41 PM

Na saga intelectual do povo grego, há uma história que enseja lições preciosas. Os deuses do Olimpo estavam preocupados com a evolução do homem por causa de seu intenso desenvolvimento, obtido pelo uso da inteligência. De forma como o homem aprendia sobre ele mesmo e sobre a natureza, poderia, em breve, alcançar os deuses imortais. Então, Zeus, senhor dos deuses do mundo vociferou: “Vamos reagir! Vamos esconder do homem o seu talento e ele jamais nos alcançará”. Mas onde esconder o talento do homem?

Poseidon deus dos mares, sugeriu que fosse escondido nas profundezas dos oceanos; Apolo, deus da luz no topo do Himalaia; Deméter, deusa da agricultura, nas areias movediças do Saara; Hefesto, deus do fogo nos magmas vulcânicos do Vesúvio. Ares, deus da guerra, sugeriu que o talento do homem fosse escondido no desfiladeiro das Termópilas.

Impávido, o poderoso Zeus levanta-se do trono e dá o veredito: “Nada disso! O melhor esconderijo para o talento do homem é no interior dele mesmo. Ele jamais há de procurar o talento que está dentro de si”.

(Texto da revista Linha Direta – fev. de 2015 – edição 203)

Nada no mundo se compara à persistência que gera o talento que cria o desafio da ação, de ser melhor na sua arte, na dança, de aprender música ou tocar um violão, por exemplo; atividades desenvolvidas pelo treino e dedicação. Dizem até ser uma aptidão incomum que, natural ou adquirida, leva alguém a fazer alguma coisa com maestria. Já pensou em quantos talentos você tem? Ou quanto outros podes desenvolver? Já pensou que o seu propósito de vida pode ser o que você quiser.

Tão lindo isso no homem, o despertar dos seus talentos na sua vivência social, as possibilidades. Logo, não é possível encontrar o talento sem possível desenvolvimento de nossas potencialidades. Falamos pouco, lemos quase nada…

E quantos talentos ainda escondidos são perdidos sem o desenvolvimento de estímulos e uma disciplina pessoal nas próprias escolas, em família, ou grupos de amigos? Quantos adultos crescem sem perceberem seus talentos? Acredite, nada é mais comum do que gente talentosa malsucedida, já dizia Calvin Coolidge. Estimule desde cedo as crianças, elogie e presenteie mais livros físicos em suas mãos. Talvez o motivo de tanta baixa autoestima, e indivíduos carentes apesar da boa educação.

Olhar o outro sem perceber sua luz, sua estrela, é possível para a maioria das pessoas vazias, frias e egoístas, num mundo rico de potencialidades talentosas, mas pobre de realizações, apoios, autoconfiança. Porém, será que toda estrela tem talento? A poetisa Helena Kolody diz: “Todos nós temos uma estrela, alguns fazem dela um sol e outros nem conseguem vê-la”.

Que estrela é sua?

  1. Pense nas coisas que mais gosta de fazer

  • Foque nas coisas que melhor sabe fazer

  • Observe quais são seus pontos fortes e fracos

Identifique assim seus talentos. Nisso está sua excelência.

O interessante de tudo é que você tomou uma providência de ler este texto até aqui. Agora, tens um desafio, um novo pensar.

E foi naquele dia 31 de outubro de 1917 – um belo dia de primavera que ela lançou seu primeiro livro. Em voz aguda e emocionada leu sua temática, e pensou: “Como a vida, de uma hora para outra, pode virar de cabeça pra baixo, ou melhor de cabeça para cima”.

Lina Veira

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Permito-me ser

Eliana Hoenhe: Poema ‘Permito-me ser’

Eliana Hoenhe Pereira
Eliana Hoenhe Pereira
Imagem gerada por IA do Bing
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Permito-me ser
Abro-me para o novo,
Saio da zona de conforto.
Navego na simplicidade
E mergulho na liberdade .
Permito-me simplesmente ser!
O amor, o sorriso ou uma flor.
Em meio à desafios do dia a dia.
Pauso para apreciar os caminhos.
Não existe forma ou fórmula
Tento equilibrar o coração com a razão
Buscando pelo autoconhecimento
Nem mais , nem menos!
Tudo no seu tempo
E vivo o momento.

Eliana Hoenhe

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A Dama

Ceiça Rocha Cruz: Poema ‘A Dama’

(Poesia sobre tela – Monalisa)

Ceiça Rocha Cruz
Ceiça Rocha Cruz
Monalisa - Imagem do Canva
Monalisa – Imagem do Canva

Cai a tarde,
e aos olhos despojados do ocaso,
um quadro desvela
uma discreta ponte em arcos,
a névoa no cume das montanhas,
e um rio em seu entorno vagueia
o olhar descortinando
sobre a imagem de uma mulher
braços encruzados,
cabelos ondulados
que se mistura à paisagem.

No desenho a face
a pintura mostra a ternura infinda
e sob o olhar sereno,
revela beleza num lampejo,
traduz arte e segredo.

Desse modo, a boca delineada
sorriso tímido enigmático
desmancha-se em doçura,
na expressão do saber desmedido.

No quadro a obra,
célebre retrato,
descreve a formosura,
na visão renascentista do dom,
e a magnitude de suas emoções
e ideias.

Enfim, no mundo do talento,
o padrão de beleza da musa
ao olhar artístico do pintor;
harmonia entre o ser humano
e a natureza,
retrata,
o ícone da arte e da humanidade.
A dama, esplêndida Monalisa!

Ceiça Rocha Cruz

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