Você

José Antonio Torres: Poema ‘Você’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
"Apreciava a paisagem e as belezas naturais com admiração..."
Imagem gerada com IA do Bing - 28 de outubro de 2024, 
às 4:17 PM
“Apreciava a paisagem e as belezas naturais com admiração…”
Imagem gerada com IA do Bing – 28 de outubro de 2024,
às 4:17 PM

Sempre fui um otimista…
Nos momentos críticos, mantive a calma;
Afinal, o desespero só atrapalha o raciocínio e as decisões a tomar;
Apreciava a paisagem e as belezas naturais com admiração,
Mas… faltava algo…
Sentia um certo vazio…
Havia uma indefinição na minha existência…
Não estava completo;
Não me preocupava com isso,
Mas essa sensação estava presente.
O tempo passa…
Você aparece como uma luz que a tudo ilumina…
Preenche o meu vazio interior…
Dá cor a cada detalhe da minha vida…
A tua ternura afaga cada parte do meu ser de modo calmo e sereno…
Agora sim, te amando, tudo faz sentido…
Estou pleno.

José Antonio Torres

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O encanto das interjeições na variedade do Português de Angola

Fidel Fernando:

‘O encanto das interjeições na variedade do
Português de Angola’

Fidel Fernando
Fidel Fernando
Imagem gerada por IA do Bing -  28 de outubro de 2024 
às 2:33 PM
Imagem gerada por IA do Bing –  28 de outubro de 2024
às 2:33 PM

Recordo-me de partilhar, certa vez, numa rede social, o seguinte: “Sempre que posso abordar a ‘classe das interjeições’ nas aulas, pelo facto de a Variedade do Português de Angola (VPA) possuir formas próprias, além daquelas que a gramática normativa do Português nos dá a conhecer, faço alusão a elas – crucifiquem-me os puristas”.

Esse é o dilema que muitos educadores enfrentam, ao ensinar uma língua cujas raízes multiplicam-se em diferentes terrenos culturais. As interjeições, tão pequenas e aparentemente insignificantes, são, na verdade, janelas para um universo de expressões emocionais. Elas não apenas servem para transmitir emoções, mas também revelam muito sobre a cultura, os sentimentos e as vivências de quem as usa.

Na VPA, expressões como “aka!”, “mamué, “ewa”, “ove”, “aiué”, “oko!”, “aua!”, “mba!” são vivas, pulsantes e frequentemente mais familiares a muitos alunos angolanos do que as interjeições ou locuções catalogadas nas gramáticas do Português Europeu (PE). Enquanto “apre!”, “oh cruz credo” ou “ora bolas!” podem parecer distantes e formais para muitos, as formas locais surgem como verdadeiras expressões de identidade e pertencimento. A título de exemplo, conforme Clemêncio Queta, em circunstâncias de aflição, perigo ou medo, um falante angolano dificilmente usará a locução interjetiva “oh cruz credo!” ou “valha-me Deus!”, mas, sim, “mamaué!”, “aiué!” ou, ainda, “Meu Deus!”. Em prosseguimento da deixa anterior, o autor pergunta se esse facto é ou não característica da emergência de uma norma própria do Português de Angola.

As interjeições da VPA reflectem a vivência angolana. Ao levá-las para a sala de aula, servindo-se da música de Nilda Catumbela com o título “Oko, Aka[1]”, por exemplo, não se ensina simplesmente a gramática; acima de tudo, valoriza-se a cultura de muitos alunos. A música, as conversas cotidianas e até os momentos de lazer no ambiente familiar reforçam o uso dessas expressões, tornando a gramática normativa menos eficaz, se não adaptada à gramática funcional, ou seja, à realidade de quem a aprende. A linguística é um universo vasto e, como ensinam renomados sociolinguístas, cada variedade tem seu valor e, por isso, não deve ser marginalizada. Marcos Bagno, por exemplo, defende que a língua é um reflexo da identidade cultural e social de seus falantes. Por seu turno,  José Carlos Venâncio entende que o português falado em Angola está em constante evolução, absorvendo influências locais e internacionais.

Certo é que, ao ensinar, não podemos limitar-se à rigidez das normas gramaticais, mas encontrar um ponto de equilíbrio. A Variedade do Português de Angolana não está em desacordo com o PE, mas complementa-o. Aliás, não há variedades superiores a outras. Ao final, “a diferença entre remédio e veneno é a dose”, como diz Mário Sérgio Cortella. Deve-se ensinar tanto a gramática normativa quanto a descritiva, permitindo que o aluno compreenda que não existe apenas uma maneira correcta de expressar o que sente ou pensa.

O desafio, então, é encontrar esse equilíbrio, evitando a estigmatização das formas linguísticas locais e promovendo uma educação que respeite tanto a diversidade quanto a norma. Afinal, as interjeições são apenas um exemplo. Na vastidão da língua, outros tópicos podem e devem ser trabalhados sob essa mesma óptica, como os pronomes de tratamento, por exemplo, que variam entre a variedade brasileira, portuguesa e angolana.

No fim, ao ensinar os alunos a valorizar tanto a VPA quanto a norma padrão, promovemos uma formação mais completa, capaz de respeitar a identidade e, ao mesmo tempo, abraçar as regras da língua que eles compartilham com milhões de falantes ao redor do mundo.


[1] https://www.youtube.com/watch?v=4gUWIODtoyo

Fidel Fernando

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Proteção. O sistema tegumentar

Joelson Mora:

COLUNA SAÚDE INTEGRAL

‘Proteção. O sistema tegumentar’

Joelson Mora
Joelson Mora
Imagem gerada com IA do Bing. –  28 de outubro de 2024
às 12:20 PM

É o maior e um dos mais importantes sistemas do corpo humano. Ele é responsável por proteger o organismo contra agressões externas, regular a temperatura, perceber estímulos sensoriais e ainda desempenhar funções metabólicas essenciais, como a síntese de vitamina D. 

O que é o Sistema Tegumentar?

O sistema tegumentar é composto principalmente pela pele e seus anexos, como cabelos, unhas, glândulas sudoríparas e sebáceas. Sua função primária é atuar como uma barreira física que protege o corpo contra fatores ambientais adversos, como micro-organismos, produtos químicos e radiação ultravioleta. Além disso, ele desempenha funções como a regulação da temperatura corporal e a percepção de sensações, sendo essencial para o equilíbrio e a manutenção da saúde geral.

Morfologia e Anatomia do Sistema Tegumentar

Camadas da Pele:

A pele, o maior órgão do corpo, é dividida em três camadas principais:

1. Epiderme: A camada mais externa, composta por células mortas ricas em queratina, que oferece uma barreira física. Na base da epiderme, novas células são formadas continuamente.

2. Derme: Abaixo da epiderme, é a camada mais espessa, contendo vasos sanguíneos, folículos pilosos, glândulas e terminações nervosas. É responsável pela elasticidade e resistência da pele.

3. Hipoderme (tecido subcutâneo): Camada mais profunda composta por tecido adiposo, que atua como reserva de energia e isolante térmico.

Anexos da Pele:

Cabelos: Originam-se nos folículos pilosos da derme e ajudam na proteção e regulação térmica do corpo.

Unhas: Estruturas queratinizadas que protegem as extremidades dos dedos e auxiliam em tarefas que exigem precisão.

Glândulas sudoríparas: Responsáveis pela produção de suor, ajudam na regulação da temperatura e na eliminação de toxinas.

Glândulas sebáceas: Produzem sebo, uma substância oleosa que hidrata a pele e os cabelos.

Doenças Relacionadas ao Sistema Tegumentar

O sistema tegumentar está sujeito a uma variedade de doenças que podem comprometer sua função de proteção. Entre as mais comuns estão:

Dermatites: Inflamações da pele causadas por reações alérgicas ou irritações.

Psoríase: Uma doença autoimune que acelera a renovação das células da pele, formando placas espessas e escamosas.

Melanoma: Um tipo grave de câncer de pele, frequentemente causado pela exposição excessiva ao sol sem proteção.

Acne: Condição comum, especialmente em adolescentes, causada pelo entupimento dos poros devido ao excesso de sebo e células mortas.

Dados Estatísticos no Brasil e no Mundo

No Brasil, o melanoma afeta cerca de 8.400 pessoas por ano, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Globalmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 132 mil novos casos de melanoma são diagnosticados anualmente.

A acne é uma condição que afeta cerca de 85% dos jovens entre 12 e 24 anos no mundo, sendo uma das doenças de pele mais comuns.

Benefícios da Rotina de Exercícios Físicos para o Sistema Tegumentar

A prática regular de exercícios físicos pode trazer inúmeros benefícios ao sistema tegumentar:

1. Melhora da circulação sanguínea: O aumento do fluxo sanguíneo durante a atividade física melhora a oxigenação e a nutrição das células da pele, promovendo um aspecto mais saudável e viçoso.

2. Controle do estresse: Exercícios ajudam a reduzir os níveis de estresse, um fator que pode desencadear ou agravar condições como acne e psoríase.

3. Regulação do sebo: A prática de atividades físicas promove o equilíbrio hormonal, o que pode reduzir a produção excessiva de óleo pela pele, prevenindo acne e outras condições.

4. Eliminação de toxinas: O suor gerado durante os exercícios auxilia na eliminação de toxinas do corpo, o que também pode contribuir para a saúde da pele.

5. Prevenção de doenças: A exposição controlada ao sol durante exercícios ao ar livre favorece a síntese de vitamina D, fundamental para a saúde da pele. No entanto, é importante usar proteção solar para evitar queimaduras e o risco de câncer de pele.

O sistema tegumentar desempenha um papel crucial na proteção e no bom funcionamento do corpo humano. A adoção de uma rotina diária de exercícios físicos não apenas beneficia a saúde cardiovascular e metabólica, como também melhora significativamente a saúde da pele e dos seus anexos. Prevenir doenças relacionadas ao sistema tegumentar e promover hábitos saudáveis são passos essenciais para uma vida mais equilibrada e saudável.

Joelson Mora

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Seres secos

Ella Dominici: Poema ‘Seres secos’

Ella Dominici
Ella Dominici
" ideias secas não atravessam outono são como trovões sem chuvas"
” ideias secas não atravessam outono são como trovões sem chuvas”
Imagem gerada por IA do Bing –  28 de outubro de 2024 às 07:47 PM

cada vez me encontro menos
com secos desencontros

sem virtuosidade de videiras

cada vez escrevo menos
ao desinteresse
e me desinteresso destes

o amor é o tema dos felizes
dos aprendizes
dos mal sucedidos arrependizes

não dá oportunidades
aos secos

que nunca se deparam com lagunas
na volta das campinas
que não sonham flores, novas
primaveras

em seus Jardins não há frutos
vermelhos

ideias secas não atravessam outono
são como trovões sem chuvas
o espírito, golfo amargo

mar não lhe é espelho d’água
sóis não alumiam mais
almas profundas abissais

E por conta disto solidão

Cada vez me encontro menos
com secos desencontros sem virtuosidade de videiras
cada vez escrevo menos ao desinteresse
e me desinteresso

destes

São sem seiva
e mesmo inseridos
dela não se servem
não são sedentos de nada
se soltam do caule do caule se soltam
sozinhos tem por escolha,

a escolha

Tristemente somos água
que nutre e irriga,
molha o seco sem cura
vez, converso no menos
com seca história e vida
de pífias folhas

Ella Dominici

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O Pacto de Joana Rocha

Resenha do livro ‘O Pacto de Joana Rocha’, de Djalma Marquesani

Djalma Marquesani

RESENHA

Joana Rocha não é nada do que aparenta ser.

Usa o dom da hipnose para conseguir tudo que deseja.

E de golpe em golpe ela fica cada vez mais gananciosa.

Um livro que tem a mistura certa de suspense, terror, trama policial e cenas bem impressionantes.

Excelente!!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

E se uma mulher, de maneira inacreditável, controlasse a mente de determinados homens?

E se ela os usasse para enriquecer sem muito esforço?

Joana Rocha se aproveita do seu dom de hipnose para enganar as pessoas.

De golpe em golpe, construiu uma vida de luxos, atingindo um patamar com o qual nunca sonhara.

Entretanto, toda a sua fortuna não é suficiente para satisfazê-la.Ela vive em Barreiras, uma pequena cidade do Vale do Brasil, que está um caos, aterrorizada por um assassino cruel, que desmembra suas vítimas.

Porém, isso não a impedirá de planejar o seu maior golpe, que a enredará numa teia de acontecimentos que podem ser fatais.

O Pacto está feito, não há como desistir e seu preço será cobrado!

SOBRE A OBRA

Djalma nos conta que, como funcionário da segurança pública, teve uma ocorrência envolvendo uma estelionatária, e isso acabou despertando a ideia para o pacto de Joana Rocha.

Tudo começou a partir dessa ocorrência com uma golpista, que acabou sendo a semente para o enredo, então o autor começou a imaginar como seria se uma golpista tivesse o dom da hipnose e as infinitas possibilidades que isso poderia abrir.

Com a ajuda de Juliana Frank, escritora e amiga do autor, ele desenvolveu os primeiros desdobramentos da trama, e o doutor Bruno, também um grande amigo, contribuiu em algumas partes essenciais da história.

Seu livro de estreia foi Conectados, publicado no início de 2023 e explora bastante o suspense com elementos paranormais.

Além disso, Djalma tem alguns contos em coletâneas e em revistas, geralmente dentro do mesmo gênero, que é o que mais gosta de trabalhar: suspense com toques de paranormal, terror e ficção científica.

E para nossa total felicidade ele está finalizando um novo projeto que mistura suspense policial, ficção científica e terror, que tem como meta concluir até o final deste ano.

Atualmente está trabalhando de forma independente, e o próximo lançamento seguirá o mesmo caminho, com produção e distribuição feitas pelo próprio autor.

Quem tiver interesse em seus livros pode entrar em contato diretamente pelo Instagram do autor, que os enviará pessoalmente. As versões digitais estão disponíveis na Amazon.

Djalma acredita que tem de haver um olhar de mais atenção para os autores independentes e para a nova safra da literatura nacional, que está cheia de talentos incríveis, especialmente no suspense.

SOBRE O AUTOR

O escritor Djalma Marquesani Junior tem 44 anos e nasceu em Santo André (SP), mas vive desde os 10 anos de idade em Itanhaém.

Imagem de Djalma Marquesani
Djalma Marquesani

Graduado em Música e Artes, pós-graduado em Criminologia, Análise Criminal e Gestão em Segurança Pública, também possui em seu currículo o curso de Parapsicologia.

Escritor de Suspense e Terror, Djalma coloca em seus textos uma atmosfera sombria e cheia de mistérios, para que o leitor se sinta envolvido para mergulhar com sua alma nas descobertas que envolvem o Vale do Brasil, região fictícia onde desenrolam suas histórias.

O autor mescla a sua experiência profissional na segurança pública, junto com o extraordinário, para dar mais veracidade em suas fantásticas histórias.

OBRAS DO AUTOR

Conectados
Conectados

O pacto de Joana Rocha
O Pacto de Joana Rocha

ONDE ENCONTRAR


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Resenhas da colunista Lee Oliveira




Quanta sede

Evani Rocha: Poema ‘Quanta sede’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem gerada por IA do Bing - 27 de outubro de 2024,
 às 19:00 PM
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às 19:00 PM

Quanta sede não saciada
Cacos do que foi inteiro outrora
As folhagens tomam conta da calçada
E a fachada velha, atrás, se desponta

É uma sede da infância ausente
Do corredor largo ao lado da sala
Da mesa posta sob a luminária
E as conversas de gente grande

Quanta sede não saciada
Do pote de barro, só os fragmentos
Se fecho os olhos, já estou de volta
Vejo a poltrona livre na varanda

Há aves em gorjeio no arvoredo
E um céu nublado diz que vai chover
Ouço os pingos grossos no telhado
E aqui dentro um rio a correr

“São as águas de março”
Nas palavras de um poeta
As últimas nuvens a desfalecer
Deixarei levar os restos de saudade
Para em outras águas reviver.

Evani Rocha

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Chuva que acalma

Verônica Moreira: Poema ‘Chuva que acalma’

Verônica Moreira
Verônica Moreira
Imagem gerada por IA do Bing
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Chuva serena, que acende a noite,
Diamantes dispersos na escuridão,
Gotas brilhantes, lágrimas celestes
Que lavam a mágoa do meu coração.

Ah, chuva que tanto amo,
Quisera sentir-te sobre mim,
Da janela observo-te, etérea e bela,
Como um manto de seda a cobrir o jardim.

Chuva que cai em marés de saudade,
Como a quero com toda a verdade!
Já não dói a fria solidão,
Mas dói a seca que rasga meu pobre coração.

Tu, ó chuva de outubro, abençoada,
Com ternura regas o mundo ao teu toque,
Em mim, purificas a alma cansada,
Libertas o sofrer que em mim deságua.

Verônica Moreira

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