Joker: Folie à Deux

Bianca Agnelli:
‘Ecos de loucura: Mergulhando na fragilidade humana em 
Joker: Folie à Deux’

Bianca Agnelli:
‘Note di Follia: Esplorando la Fragilità Umana in Joker: Folie à Deux’

Bianca Agnelli
Bianca Agnelli
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O filme mais comentado, odiado, desvalorizado e subestimado do momentoJoker: Folie à Deux. Dirigido por Todd Phillips, é a tão aguardada sequência do universo cinematográfico, com Lady Gaga no papel de Harley Quinn e um Joker, interpretado por Joaquin Phoenix , que aparece realmente massacrado e maltratado.

Podemos falar sobre os problemas de roteiro que esta película evidentemente tem – especialmente em relação ao personagem de Harley Quinn – mas isso não é suficiente para tornar o filme ‘decepcionante’. Fui ao cinema no último sábado e deixei minhas emoções decantarem, para que a parte racional do meu cérebro não fosse muito influenciada pelo fato de que, sim, este filme realmente me agradou. Tentarei, portanto, falar sobre ele de maneira equilibrada e sincera.

A cena inicial apresenta um pequeno curta-metragem animado, com um estilo retrô e deliciosamente agradável. What the World Needs Now Is Love, o que o mundo precisa agora é amor. É assim que o filme começa, e o amor, com sua aceitação e seu tormento, é um tema pulsante ao longo de toda a narrativa.

A primeira coisa que notei assim que o filme começou foi a extrema degradação e o mal-estar que pesam sobre o personagem principal. Este não é um filme celebrativo. É um filme que quem nunca enfrentou ou quis enfrentar a miséria humana – aquela que, em partes, toca cada um de nós – não conseguirá apreciar. Empatizar com um perdedor sem redenção, abatido pelos eventos e pelas pessoas, exige esforço. Assim como exige esforço olhar de frente para a dureza da realidade sem esperar qualquer prêmio ou compensação.

A narrativa é intencionalmente fragmentada, um reflexo do protagonista. A escolha de Phillips de abandonar a estrutura tradicional do gênero de super-heróis em favor de uma trama mais intimista e reflexiva é arriscada, mas necessária. Aqui, a história não segue o herói em ascensão ou o vilão em busca de vingança: Folie à Deux explora a ideia do colapso da identidade, da fragilidade humana e do fracasso como condição permanente, quase impossível de redimir.

As performances dos atores são o coração pulsante do filme. Joaquin Phoenix, com sua intensidade habitual, não interpreta apenas o Joker: ele molda um Arthur Fleck esvaziado, sem esperança, e, ainda assim, surpreendentemente capaz de sentir um amor desesperado. Lady Gaga, no papel de Harley Quinn, acrescenta uma dinâmica singular: seu personagem é um contraste de ternura e manipulação, uma figura complexa e multifacetada que se afunda em um amor doentio e obsessivo.

O filme estará disponível em streaming em breve, e gostaria de avisar aos leitores do Jornal ROL que, se decidirem assisti-lo, não devem esperar o anti-herói rebelde e icônico do primeiro filme. A escolha aqui foi contar a história sem grandes sensacionalismos. Estamos diante de um ser humano totalmente despedaçado, que conhece de repente um sentimento salvador: o amor. Que o amor, sentido por uma pessoa com evidentes distúrbios mentais, seja algo bizarro, descontrolado e sem lógica é, no fundo, compreensível.

O enamoramento rápido, ou melhor, o incêndio repentino desse sentimento, é narrado com uma fotografia extremamente poética e músicas icônicas, entre as quais se destaca For Once in My Life), cuja letra ressoa em sintonia com o que o Joker sente: “Por uma vez, eu tenho algo que sei que não vai me abandonar, não estou mais sozinho. Por uma vez posso dizer: ‘Isto é meu, você não pode tirar.’”

E ainda assim, mais adiante no filme, veremos o quanto o amor pode elevar a alma humana, mas também quanto Joker se tornou vítima desse sentimento. O amor de Harley não é sincero. Como muitos de nós, ela se apaixonou por uma imagem, por um ícone, não pelo homem real, imperfeito e frágil que se esconde por trás da maquiagem de palhaço.

A complexidade emocional desse Joker reside exatamente em sua ambivalência: queremos amá-lo como ícone, mas temos dificuldade em ver Arthur pelo que ele realmente é. Não há redenção, não há salvação. Apenas uma tentativa de coexistir entre o caos de uma identidade destruída e um amor igualmente destrutivo.

A nível técnico, Phillips brinca bem com as luzes e sombras, ampliando as dualidades do protagonista. A montagem, deliberadamente fragmentada, reflete a instabilidade psicológica de Arthur, e a trilha sonora – que oscila entre tons melancólicos e explosões de alegria enganosa – sublinha magistralmente esse contraste. Mas o ritmo, em certos momentos lento, pode desorientar quem busca uma narrativa mais adrenalínica ou linear.

O filme não é para todos. Não busca entreter, mas refletir a condição humana arruinada, e é aqui que se cria um distanciamento entre o público que esperava por vingança e quem, em vez disso, está pronto para enfrentar a crua fragilidade do ser humano. Não haverá tiroteios insanos, nem uma glorificação do anti-herói. Este Joker é um homem cansado, esvaziado pela vida e pelo sistema que o jogou por terra. E, ainda assim, nessa obscuridade, há uma beleza rarefeita, uma estética sutil que pulsa nos detalhes e nas pequenas evasões oníricas que o filme oferece.

O final, assim como as reviravoltas, não vou contar, porque acredito que devem ser vistos e vividos com os próprios olhos, no silêncio denso das suas emoções. Este filme não precisa de um guia ou de um manual para ser compreendido. É preciso apenas se deixar cair, sem rede, naquela escuridão emocional que nos deixa desconfortáveis, mas que, justamente por isso, tem o poder de nos transformar.

Em um mundo que nos empurra continuamente para as aparências, Joker nos convida a sentar com nossa dor, a olhá-la nos olhos, sem filtros, sem piedade. Não há nada de reconfortante nesta história, mas é exatamente ali, na crua e devastadora vulnerabilidade de Arthur, que emerge uma beleza que não pode ser explicada. Não é uma beleza feita para ser compreendida ou agarrada; é um sopro que escapa, uma centelha que se apaga na escuridão, mas que por um breve instante ilumina tudo o que somos.

E, talvez, no final, a verdade seja esta: nem sempre somos feitos para a vitória, para a glória ou para a redenção. Somos feitos para ser humanos, em nosso caos e em nossa graça, em nosso amor que queima e nos consome, mas que, de algum modo, nos torna vivos.

Não esperem respostas fáceis, nem um senso de completude. Joker: Folie à Deux é como a própria vida: maravilhosa e dolorosa em igual medida. Nem todos estarão prontos para vê-lo, mas quem estiver, sairá diferente, com o coração um pouco mais pesado e o olhar um pouco mais lúcido. E isso, meus caros leitores, já é algo extraordinário.

Bianca Agnelli

Note di Follia: Esplorando la Fragilità Umana in Joker: Folie à Deux

Il film più chiacchierato, odiato, svalutato e sottovalutato del momentoJoker: Folie à Deux. Diretto da Todd Phillips, è l’attesissimo sequel dell’universo cinecomico, con Lady Gaga nel ruolo di Harley Quinn e un Joker, interpretato da Joaquin Phoenix, che appare veramente massacrato e malconcio.

Potremmo parlare dei problemi di sceneggiatura che questa pellicola evidentemente ha – soprattutto riguardo al personaggio di Harley Quinn – ma ciò non è abbastanza per rendere il film “deludente”. Sono andata in sala sabato scorso e ho lasciato decantare le mie emozioni, in modo che la parte razionale del mio cervello non fosse troppo condizionata dal fatto che, sì, questo film mi è davvero piaciuto. Cercherò quindi di parlarne in maniera equilibrata e sincera.

La scena iniziale introduce un piccolo cortometraggio animato, dallo stile retrò e deliziosamente godibile. “What the World Needs Now Is Love”, ciò di cui il mondo ha bisogno ora è l’amore. È così che il film prende il via, e l’amore, con la sua accettazione e il suo tormento, è un tema pulsante lungo tutta la narrazione.

La prima cosa che ho notato appena il film è iniziato è l’estremo degrado e il malessere che gravano sul personaggio principale. Questo non è un film celebrativo. È un film che chi non ha mai affrontato o voluto affrontare la miseria umana – quella che, a tratti, tocca ognuno di noi – non riuscirà ad apprezzare. Empatizzare con un perdente senza riscatto, schiacciato dagli eventi e dalle persone, richiede impegno. Così come richiede impegno guardare in faccia la bruttezza della realtà senza aspettarsi alcun premio o contentino.

La narrazione è volutamente frammentata, specchio del protagonista. La scelta di Phillips di abbandonare la struttura tradizionale del genere cinecomico a favore di una trama più intimista e riflessiva è rischiosa, ma necessaria. Qui, la storia non segue l’eroe in ascesa o il villain in cerca di vendetta: Folie à Deux esplora l’idea del collasso dell’identità, della fragilità umana e del fallimento come condizione permanente, quasi impossibile da redimere.

Le performance degli attori sono il cuore pulsante del film. Joaquin Phoenix, con la sua consueta intensità, non interpreta solo Joker: plasma un Arthur Fleck svuotato, privo di speranza, eppure sorprendentemente capace di provare un amore disperato. Lady Gaga, nel ruolo di Harley Quinn, aggiunge una dinamica singolare: il suo personaggio è un contrasto di tenerezza e manipolazione, una figura complessa e sfaccettata che affonda in un amore malato e ossessivo.

Il film sarà presto disponibile in streaming, e vorrei avvisare i lettori del Jornal Rol che, se decideranno di guardarlo, non dovranno aspettarsi l’antieroe ribelle e iconico del primo film. La scelta qui è stata quella di raccontare la storia senza grandi sensazionalismi. Ci troviamo davanti a un essere umano del tutto spezzato, che conosce improvvisamente un sentimento salvifico: l’amore. Che l’amore, provato da una persona con evidenti disturbi mentali, sia qualcosa di bizzarro, sregolato e privo di logica è, in fondo, comprensibile.

L’innamoramento rapido, anzi, l’incendio improvviso di questo sentimento, ci viene raccontato con una fotografia estremamente poetica e brani iconici, tra cui spicca “For Once in My Life”, il cui testo risuona in perfetta sintonia con ciò che Joker prova: “For once, I have something I know won’t desert me, I’m not alone anymore. For once I can say, ‘This is mine, you can’t take it.’”

Eppure, più avanti nel film, vedremo quanto l’amore possa sollevare un animo umano, ma allo stesso tempo, quanto Joker sia divenuto vittima anche di questo sentimento. L’amore di Harley non è sincero. Come molti di noi, si è innamorata di un’immagine, di un’icona, non dell’uomo reale, imperfetto e fragile che si cela dietro il trucco da clown.

La complessità emotiva di questo Joker risiede proprio nella sua ambivalenza: vogliamo amarlo come icona, ma fatichiamo a vedere Arthur per ciò che è davvero. Non c’è riscatto, non c’è redenzione. Solo un tentativo di coesistere tra il caos di un’identità spezzata e un amore altrettanto distruttivo.

A livello tecnico, Phillips gioca bene con le luci e le ombre, amplificando le dualità del protagonista. Il montaggio, volutamente frammentario, riflette l’instabilità psicologica di Arthur e la colonna sonora – che si sposta da toni melanconici a esplosioni di gioia ingannevole – sottolinea magistralmente questo contrasto. Ma il ritmo, a tratti lento, potrebbe disorientare chi cerca una narrazione più adrenalinica o lineare.

Il film non è per tutti. Non cerca di intrattenere, ma di riflettere la condizione umana spezzata, e proprio qui si crea un distacco tra il pubblico che aspettava vendetta e chi, invece, è pronto a confrontarsi con la cruda fragilità dell’essere umano. Non troverete sparatorie folli, né una glorificazione dell’antieroe. Questo Joker è un uomo stanco, svuotato dalla vita e dal sistema che lo ha piegato. Eppure, in questo buio, c’è una bellezza rarefatta, un’estetica sottile che pulsa nei dettagli e nelle piccole evasioni oniriche che il film regala.

Il finale, così come i colpi di scena, non ve li racconto, perché credo debbano essere visti e vissuti con i propri occhi, nel silenzio denso delle vostre emozioni. Questo film non ha bisogno di una guida o di un manuale per essere compreso. Bisogna solo lasciarsi cadere, senza rete, in quell’oscurità emotiva che ci mette a disagio, ma che, proprio per questo, ha il potere di trasformarci.

In un mondo che ci spinge continuamente verso l’apparenza, Joker ci invita a sedere con il nostro dolore, a guardarlo dritto negli occhi, senza filtri, senza pietà. Non c’è nulla di rassicurante in questa storia, ma proprio lì, nella cruda e devastante vulnerabilità di Arthur, emerge una bellezza che non si può spiegare. Non è una bellezza fatta per essere compresa o afferrata; è un soffio che sfugge, una scintilla che si spegne nel buio, ma che per un breve istante illumina tutto ciò che siamo.

E forse, alla fine, la verità è proprio questa: non sempre siamo fatti per la vittoria, per la gloria o per il riscatto. Siamo fatti per essere umani, nel nostro caos e nella nostra grazia, nel nostro amore che brucia e ci consuma, ma che, in qualche modo, ci rende vivi.

Non aspettatevi risposte facili, né un senso di compiutezza. Joker: Folie à Deux è come la vita stessa: meravigliosa e dolorosa in egual misura. Non tutti saranno pronti a vederlo, ma chi lo sarà, ne uscirà diverso, con il cuore un po’ più pesante e lo sguardo un po’ più lucido. E questo, miei cari lettori, è già qualcosa di straordinario.

Bianca Agnelli

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Um breve ensaio poético: ‘Solitude em paz’

Ella Dominici:

Um breve ensaio poético: Solitude em paz’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem gerada por IA do Bing - 19 de outubro de 2024 às 9:47 AM
Imagem gerada por IA do Bing – 19 de outubro de 2024 às 9:47 AM

vamos conversar a solidão:
mesmo sem tudo
mesmo com todos e junto com amigos

sendo única num quarto
num encontro com família e contigo

mesmo que minhas ideias não sejam compartilhadas
que todos pertençam a outro domínio de inteligências
e que meu saber seja só meu, que minhas aliterações
pareçam a todos presunções, minhas rimas sejam
minha sina e rimem comigo…

busco rimar para um todo mesmo que não me conheça
mas que ferva e se aqueça com meus nomes

meu singelo desejo de amolecer pedra dura
apaixonar resistentes
trazer à memória, pendentes
amores engavetados em lacunas da vida

queria te deixar com saudades de me ler e me ouvir
para, em paz, dormir como se minha poesia fosse
cantiga de ninar ou excitar sonhos
partitura para se executar
uma sonata de amor,
de reconquista
e vontade de viver a vida

se o poema te transforma e tua rotina pede mais, ah!
Então
serei complacente em te retribuir
com lágrimas para teu choro, beijos para teu encontro
abraços para tua carência, reprimendas para tua consciência

fé para andar firme
pimenta para teu ardor
tão necessário para sobreviver a isolamentos,
lamentos desencantos de nossos dias

que meu poema seja canto incontinente, sem moderação
a contento de tua alma, bálsamo de alegria e emoção
ao teu lado hoje e teu anel de sempre

Só, em silêncio:

‘Deshasbilles-toi de tout’

Ella Dominici




O Sistema Reprodutor: Uma perspectiva integrada

COLUNA SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora:

‘O Sistema Reprodutor: Uma perspectiva integrada’

Joelson Mora
Joelson Mora

O sistema reprodutor humano desempenha um papel vital na perpetuação da espécie, sendo responsável pela produção de células sexuais e pelos processos necessários para a reprodução. Ele é composto por órgãos especializados que variam entre homens e mulheres, mas que compartilham funções essenciais. Além disso, sua relação com o desempenho físico e os impactos de doenças relacionadas destacam a importância de uma abordagem à saúde integral.

Nos homens, o sistema reprodutor inclui os testículos, epidídimo, ductos deferentes, vesículas seminais, próstata e pênis. Os testículos são responsáveis pela produção de espermatozoides e do hormônio testosterona. Nas mulheres, o sistema é composto pelos ovários, tubas uterinas, útero, vagina e vulva. Os ovários produzem os óvulos e liberam hormônios como estrogênio e progesterona.

Os espermatozoides, nos homens, são células altamente especializadas com uma estrutura composta por cabeça, peça intermediária e cauda. Nos ovários femininos, os óvulos são as maiores células do corpo humano, contendo nutrientes essenciais para o desenvolvimento inicial do embrião.

A morfologia dos órgãos reprodutores é evidente entre os sexos, e os hormônios exercem influência direta nas características sexuais secundárias. Nos homens, a testosterona não apenas regula a produção de espermatozoides, mas também desempenha um papel fundamental no desenvolvimento muscular e na redução da gordura corporal, especialmente quando associada ao treinamento físico. Já nas mulheres, o estrogênio e a progesterona estão ligados à regulação do ciclo menstrual e à preparação do corpo para a gravidez.

Homens e mulheres têm respostas hormonais diferentes ao treinamento físico. A testosterona, predominante nos homens, promove o crescimento muscular e a melhora da força, enquanto, nas mulheres, o estrogênio contribui para a manutenção óssea e a recuperação muscular. Embora as mulheres tenham menores níveis de testosterona, elas ainda podem desenvolver força e resistência de forma eficaz com uma rotina adequada de exercícios.

Doenças Relacionadas e DSTs

Entre as doenças que afetam o sistema reprodutor, as DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) são uma preocupação global. Infecções como HIV/AIDS, sífilis, gonorreia e clamídia continuam a ser prevalentes, com dados alarmantes. No Brasil, por exemplo, a taxa de infecções por HIV apresentou um aumento de 21% entre 2010 e 2020, segundo o Ministério da Saúde.

A circuncisão masculina (postectomia) tem sido amplamente estudada como uma estratégia preventiva contra o HIV/AIDS. Estudos mostram que homens circuncidados têm um risco 60% menor de contrair HIV durante relações heterossexuais. Esse procedimento, portanto, tem sido adotado em campanhas de saúde pública como uma medida de redução de riscos.

A testosterona, além de sua função reprodutiva, é crucial para o desenvolvimento muscular. Ela promove a síntese de proteínas e o aumento da massa magra, ao mesmo tempo que ajuda a reduzir os níveis de gordura corporal. Com o envelhecimento, os níveis de testosterona tendem a diminuir, o que pode levar a uma perda de massa muscular, aumento de gordura e diminuição da libido. Exercícios regulares, especialmente os de resistência, são eficazes em manter e aumentar os níveis de testosterona naturalmente.

Uma rotina diária de exercícios traz inúmeros benefícios para a saúde reprodutiva de ambos os sexos. Nos homens, o exercício físico regular pode melhorar a qualidade do esperma e aumentar os níveis de testosterona. Para as mulheres, os exercícios ajudam a regular os ciclos menstruais, melhorar a função ovariana e reduzir os sintomas da menopausa. Além disso, uma vida fisicamente ativa diminui o risco de doenças crônicas, como diabetes e doenças cardiovasculares, que podem afetar negativamente a fertilidade.

Manter uma rotina diária de exercícios físicos é fundamental para o bom funcionamento do sistema reprodutor, tanto masculino quanto feminino. Além de promover a saúde geral, os exercícios auxiliam no equilíbrio hormonal e na prevenção de doenças, incluindo as DSTs. A circuncisão masculina surge como uma importante medida preventiva contra o HIV/AIDS, e a testosterona, por sua vez, mostra-se vital no contexto do desenvolvimento muscular e controle da gordura corporal.

Joelson Mora

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Folheando o meu diário

Sandra Albuquerque: ‘Folheando o meu diário’

Sandra Albuquerque
Sandra Albuquerque
Imagem gerada por IA do Bing –  20 de outubro de 2024 às 1:43 PM

Faço hoje, ao completar 66 anos, uma viagem no tempo. Voltei à infância e lembrei que fui criada na roça e era filha de avó.

O relevo era diferente de hoje:

As estradas eram de terra, havia muito verde, as cigarras faziam festa e pássaros de todas as cores.

As casas eram um pouco distantes uma das outras. Corria em volta da casa, enquanto passava as mãos nas flores; brincava com os capins de fazer colchões e a goiabeira era a minha visita predileta, apesar de ter mamoeiro, limoeiro, laranjeira, abacateiro, bananeira e mangueira.

Eu acordava com o canto do galo, o glu-glu-glu do Peru e corria para ver o pavão fazer pose.

Eu tinha um porquinho rosa, o Roque, que não gostava de lama, seu chiqueiro era de cimento e tomava banho com sabonete. Mas ficou tão gordo que meu avô teve que matar e eu não quis comer-lhe a carne.

Também tinha gatos e cachorros.

Eu adorava ver o pé de pimenta-do -reino subindo pelo abacateiro, deixando o tronco cheio de bolinhas verdes que ficavam vermelhas e no ponto da colheita ficavam pretinhas. E o pé de urucum, que lindo! E isto, sem falar no algodoeiro e na amoreira.

Eita vida boa, diferente de hoje! Não precisava de muito pra ser feliz.

O leite? De cabras e de vaca e eram entregues em garrafas de vidro. Da nata fazia a manteiga.

A coalhada e o queijo eram de primeira qualidade e era uma delícia comer com mel ou com doce de banana feito no tacho e na lenha.

Pão era o padeiro que entregava amigavelmente.

O fogão era à lenha, feito de tabatinga. Minha mãe-avó fazia um feijão como ninguém. As panelas que iam no fogão à lenha eram ariadas com sebo de boi e areia e ficavam um brilho.

A carne de porco era conservada depois de assada, dentro da lata de banha do próprio porco

A mesa era farta no café da manhã: macaxeira, batata doce, banana cozida ou um bom pedaço de angu, canjiquinha e era festa, com café coado no coador de pano. Pegávamos a caneca de ágata e soprava com cuidado pra não queimar a língua.

A escola se chamava Grupo Escolar e era tão longe que eu ia de kombi escolar. Os trabalhos de casa tinham que ser feitos antes do escurecer, pois a energia era solar e, à noite, acendíamos a lamparina. Geladeira era à querosene.

Sou de uma geração que brincava com as crianças da vizinhança: amarelinha, passa anel, escravos de Jó, bambolês, detetive, pique tá, pique ajuda, pique lata, pular corda etc.

Os meninos soltavam pipas, jogavam bolas de gude, lançavam ferraduras de cavalo longe, quedas de braços etc. Ainda tinha andar na corda bamba, balanços, queda de braço, queimada. Ah, que coisa boa!

Telefone eu nem conhecia. A gente tinha o prazer em escrever cartas e tinha até umas que a gente perfumava.

Era tudo diferente. Era tudo melhor do que hoje. Era o tempo de bênção pai, mãe, tio e avós.

As crianças entendiam, apenas pelo olhar.

Se eu pudesse voltar no tempo… Voltaria à minha infância.

Todas as tardes eu ia na lagoa. E ia ao mar de Saquarema. Adorava comer siri, caranguejo, camarão e peixe. Lagosta, somente conheci já adulta

Como todo mundo cresce, cheguei à fase do trabalho e dediquei-me 30 anos à Educação.

No começo era no interior mesmo e ia de bicicleta ou de carona no carro do leite.

A distância era cruel: 45 minutos a pé pra dar aulas e amava o que fazia.

Saí do interior para a cidade grande e vi outro público diferente. Não aquele que você passava e era bom dia! boa tarde! ou boa noite! E sim cada um por si e Deus que proteja a todos.

Nunca vou me esquecer do medo que senti em atravessar dentro de uma rural em cima de uma balsa de Niterói para a cidade do Rio de Janeiro…

Hoje eu poderia estar falando de outro tema. Mas eu não me envergonho de ter nascido pobre  e chegar onde cheguei e sei que o futuro ainda me reserva muito mais.

Agradeço aos meus avós e meus tios que, mesmo como pobres, me deram ensinamentos e nunca me deixaram faltar nada.

E enquanto isso, vou folheando o meu diário e acrescentando todos os dias, nas entrelinhas do tempo, o que se passa na minha história de vida: de uma menina do interior a uma Acadêmica Benemérita, Comendadora  e Embaixadora Guanabara Poetisa Sandra Albuquerque pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências Letras e Artes – FEBACLA, além de Editora Setorial Social e colunista do Jornal Cultural ROL, com várias agremiações e coautora de várias antologias e pertencente a outras academias literárias que me dão muita honra por delas ser acadêmica: Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB e Academia de Letras, Ciências e Artes da Amazônia Brasileira – ALCAAB.


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Fuga

Sergio Diniz da Costa: Poema ‘Fuga’

Sergio Diniz
Sergio Diniz
Imagem gerada com IA do Bing - 19 de outubro de 2024
 às 11:37 AM
Imagem gerada com IA do Bing – 19 de outubro de 2024
às 11:37 AM

Quisera, ao sol do dia,
Esconder minha presença
Em profundo poço.
Dormir o sono longo
Dos justos, dos cansados.

Quisera, ao sol do dia,
Ser apenas uma pedra
Numa gruta distante.

Quisera, ao sol do dia,
Ser apenas uma folha
Num livro com folhas
Sem fim.

Quisera viver somente à noite:
Hora mágica do dia!
Que ventura ao espírito!
Quão liberta e suave
A vida noturna,
Em que a alma se despoja
Dos grilhões da rotina diária
Em que nossos sentimentos se abrandam
Ao contato de outros seres.

Hora mágica,
Dos cantores de poesia
Dos suspiros românticos
Dos aromas de mel
Da lua irradiando saudades!

Triste dia que chega
Ao canto do arauto emplumado!
Triste vida luminosa
E, também, escura
Que clareia o inimigo
Que, à noite, era irmão!

Sergio Diniz da Costa

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No meio do caminho

Evani Rocha: Poema ‘No meio do caminho’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada por IA do Bing
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No meio do caminho

Tinha uma flor

Tinha espinhos à margem do caminho

No fim do caminho tinha uma dor

Tinha saudade na brisa do mar

Tinha rastros fundos marcando o chão

Tinha maresia inundando o peito

E um jeito único de ser solidão

Tinha areia nas ruas desertas

E maré alta lavando a praia

Tinha deserto na alma da gente

E muita gente em procissão

Tinha uma flor na mão do jardineiro

E um murmúrio a reverberar

Tinha uma fala ainda ausente

E muitos lenços a tremular

Tinha abraços e laços refeitos

Tinha olhos fundos a marejar

Tinha mãos dadas em silêncio

E um barco de sonhos a naufragar.

Evani Rocha

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Deixe-me sangrar

Ivete Rosa de Souza: Poema ‘Deixe-me sangrar’

Ivete Rosa de Souza
Ivete Rosa de Souza
Imagem gerada por IA do Bing - 17 de outubro de 2024
às 1:31 PM
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Não diga nada enquanto eu estiver sangrando

Enquanto meu corpo desfalece, minha alma vive

Deixe-me sangrar, todas as feridas do tempo que não  amei

O sangue da insensatez, da fúria, do ciúme

Que nada me deram somente desilusão

Deixe-me sangrar os sonhos perdidos,

Por entre os dedos esquecidos em minhas mãos

Se sou louca por deixar fluir, o sangue derradeiro

Não sabe dos pesadelos, das incertezas

Nem mesmo das dores e das injustiças

Deixe-me sangrar o tempo perdido,  esquecido, descabido

Que a sua presença levou, e sua ausência secou

Que se torne apenas poças de lágrimas e sangue

Que me deram por escolha sangrar até o  fim.

Ivete Rosa de Souza

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