Aldravia 6

Pietro Costa: ‘Aldravia 6’

Pietro Costa
Pietro Costa
Imagem gerada por IA do Bing - 8 de outubro de 2024 
às 1:59 AM
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às 1:59 AM

estudos 

etnográficos

arrojadas 

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Pietro Costa

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Alma febril

Maze Oliver: ‘Poema Alma febril’

Maze Oliver
Maze Oliver
"Vi na porta, a marca do terror. As teias, da aranha fatal. O preço do silêncio. O horror. E o alimento mortal" - Imagem gerada com IA do Bing - 7 de outubro de 2024 às 2:40 PM
“Vi na porta, a marca do terror. As teias, da aranha fatal. O preço do silêncio. O horror. E o alimento mortal”
Imagem gerada com IA do Bing – 7 de outubro de 2024 às 2:40 PM

Vi na tua pele roxa
Alma febril, mora lá.
Vi a dor dos teus olhos
a tua boca calar.
Mas, falaram mil palavras
Sem mesmo balbuciar.

Vi na porta, a marca do terror.
As teias, da aranha fatal.
O preço do silêncio. O horror.
E o alimento mortal.

Vi na pele marcada
O carimbo da violência
A melancolia de açoite,
Que traz a certeza do risco,
O sibilar da serpente,
O poder se faz corrente.
Um conto gótico de horror.

Tuas lágrimas são renúncias,
Que teu olhar cintilou
Revelou toda infelicidade
A emoção do medo, na tua tez,
Transbordou.

Sofre, pelo que chama de amor!
Mas, aí só tem a dor
e as garras do dragão,
O conto do Barba Azul
e o rugir do Leão.

Ali foi traçada a sentença
Sem mesmo pedir licença.
Só ‘asas’ te salvarão
Do mármore dessa prisão.

Maze Oliver

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Talvez

Loide Afonso: Poema ‘Talvez’

Loide Portugal
Loide Portugal
"Se eu vir/ O escuro/ Como cidade/ Será minha felicidade"
Imagem gerada com IA do Bing - 7 de outubro de 2024
 às 12:46 PM
“Se eu vir/ O escuro/ Como cidade/ Será minha felicidade”
Imagem gerada com IA do Bing – 7 de outubro de 2024
às 12:46 PM

Pare
Pare de sorrir, aqui não tem câmera nenhuma

A escuridão é igual à felicidade
Não se engane

O outro nunca vai chorar
Com as nossas lágrimas
Nem olhos

Talvez por empatia.

Eu disse talvez.

Um dia eu sorria
De verdade
Sem falsidade
Por um alarde

Se eu vir
O escuro
Como cidade
Será minha felicidade

Vou repetir :
Aqui, não tem câmera nenhuma!

Loide Portugal

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O interesse guia o saber

Fidel Fernando: ‘O interesse guia o saber’

Fidel Fernando
Fidel Fernando
O interesse guia o saber
Imagem gerada com IA do Bing - 7 de outubro de 2024 às 10:12 AM
O interesse guia o saber
Imagem gerada com IA do Bing – 7 de outubro de 2024 às 10:12 AM

As crianças adoram a escola, disso ninguém duvida. Basta observar a alegria que manifestam ao conviver com os colegas nos intervalos ou após o fim das aulas, quando muitos preferem ficar no pátio a correr de um lado ao outro, em vez de irem embora. A escola, para elas, é um ambiente de felicidade e socialização. Mas, então, por que essa mesma alegria parece desaparecer quando entram em sala de aula? Simples: elas não gostam das nossas aulas. E isso levanta uma questão importante para todos os que se dedicam ao processo de ensino e aprendizagem: será que estamos a ensinar de forma conectada com os interesses e realidades dos nossos alunos?

Para responder a essa pergunta, é necessário pensar além do conteúdo programático e olhar para a essência do aprendizado. Conforme Mário Sérgio Cortella, na Teoria do Conhecimento, o aprendizado só é efectivo quando parte da realidade do aluno, do que ele já conhece, vive e gosta. Isso não significa que devemos ensinar apenas o que os alunos gostam. Afinal, o conhecimento é vasto e diversificado, e a escola tem o papel de expandir horizontes, não de limitá-los. No entanto, partir daquilo que atrai os alunos é uma maneira poderosa de engajá-los e, assim, potencializar o aprendizado.

Ao ignorar os interesses dos alunos, corremos o risco de enfrentarmos resistência. É como nadar contra a maré: o esforço é enorme, mas os resultados são mínimos. Ruben Alves, renomado educador, já dizia que “ensinar é um exercício de imortalidade”, e a imortalidade só se alcança quando o conhecimento se perpetua na mente dos alunos. Para que isso aconteça, é preciso falar a língua deles, entender seus gostos e suas vivências. Se conseguimos fazer isso, despertamos o interesse e criamos um ambiente em que o aprendizado deixa de ser uma obrigação e passa a ser uma descoberta prazerosa.

Içami Tiba, psicoterapeuta e educador, também enfatizava a importância de respeitar a individualidade dos educandos no processo educativo. Ele acreditava que, quando desconsideramos os interesses e a realidade dos alunos, estamos, na verdade, a criar um ambiente avesso ao aprendizado. Assim, ao planificar uma aula, devemos sempre nos perguntar: “Será que essa abordagem faz sentido para eles?” E mais importante ainda: “Como posso tornar esse conteúdo relevante a partir da realidade deles?”

É fundamental que os professores reconheçam que as crianças não são contra a escola. Elas adoram estar na escola! O que elas não gostam são as nossas aulas que, muitas vezes, estão distantes de suas experiências e interesses. Isso é claramente perceptível pela euforia que demonstram quando toca o sino do intervalo ou quando permanecem na escola após o fim das aulas, correndo, brincando, rindo. Não é a escola o problema; somos nós, os professores, que falhamos em conectar o aprendizado à realidade deles.

Portanto, ensinar directamente a partir do que os alunos gostam é um convite ao engajamento. É claro que não podemos nos limitar a isso, mas partir desse ponto é uma estratégia eficaz. Quando conectamos o ensino com algo que eles apreciam, estamos a abrir portas para um aprendizado mais profundo e duradouro.

Que possamos, então, reflectir sobre a nossa prática e encontrar maneiras de nos aproximarmos mais dos nossos alunos, fazendo da sala de aula um espaço tão agradável quanto o pátio. Isso só será possível se começarmos a partir do que eles realmente gostam, da realidade que os cerca, do mundo que eles já conhecem. Assim, o conhecimento que queremos transmitir terá mais chances de florescer e se perpetuar.

Fidel Fernando

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O Dilema de Saminho

Resenha do livro ‘O Dilema de Saminho’, de Simone Neves da Silva, pela Editora Uiclap

Capa do livro 'O Dilema de Saminho", de Simone Neves da Silva, pela Editora Uiclap
Capa do livro O Dilema de Saminho, de Simone Neves da Silva,
pela Editora Uiclap.

RESENHA

Saminho era um garoto que estava com dificuldade de concentração.

Então pediu ajuda a mãe que, com todo amor, o ajudou com seu problema.

O que será que ela fez para solucionar o problema?

Um livro muito legal, que nos ensina algumas ações que podemos ter para melhorar a concentração.

Muito interessante.

Super recomendo!

Amei!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

Conheça O DILEMA DE SAMINHO e saiba como ele conseguiu vencer seu primeiro desafio: estudar com eficiência, sem perder sua bela infância.

SOBRE A OBRA

Simone nos conta que ‘O Dilema de Saminho’ surgiu através do desenvolvimento de um trabalho de extensão de seu curso de Pedagogia.

A história ajuda a conscientizar as crianças de como se concentrar nos estudos.

O livro possui muitas ideias para que elas possam fazer em seu lar, com sua família, para obterem uma melhor concentração nos estudos, um maior desenvolvimento de atenção, melhorando a sua memória e raciocínio, enfrentando os obstáculos do dia a dia, e estudando com eficiência, sem perder sua bela infância.

Toda a composição dos desenhos foi de Esther Leão Alves Santos, uma menina de 10 anos de idade que ama desenhar. Essa é sua primeira experiência como ilustradora. Espero que goste!


Essas pequenas páginas foram escritas na esperança de que esse livro possa ajudar as nossas crianças a terem um maior desenvolvimento nos estudos, a se tornarem leitores, seres humanos críticos, incentivando a leitura das crianças.

Simone Neves da Silva


SOBRE A AUTORA

Foto de Simone Neves da Silva
Simone Neves da Silva

Simone Neves da Silva, 37 anos, nasceu em Livramento de Nossa Senhora- Bahia. É casada com William Leite, e tem um lindo filho que se chama Samuel. Ele ama estar com sua família.

É comissária de bordo pelo Aero Clube de São Paulo, e atualmente é estudante de Pedagogia.

OBRA DA AUTORA

Capa do livro O dilema de Saminho, de Simone Neves da Silva, pela Editira Uiclap
O dilema de Saminho

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Vem aí a 8ª edição da FLAUS!

A 8ª edição da FLAUS (Feira do Livro e Autores Sorocabanos) já tem data marcada e as inscrições para participação estão abertas!

Logo da FLAUS
Logo da FLAUS

A 8ª edição da FLAUS (Feira do Livro e Autores Sorocabanos) já tem data marcada e as inscrições para participação estão abertas! 🎊

🧑🏻‍💻 É escritor de Sorocaba ou região? É artista local? Inscreva-se para:

✔ lançamento de livros

✔ sessão de autógrafos

✔ rodas de conversa

✔ performances

✔ debates

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✔ exposição artística-cultural (quadros, artesanatos, livros, esculturas etc.)

⚠️ As inscrições são gratuitas e vão até o dia 30/10.

Local e data:

SESC Sorocaba – 13, 14 e 15/12.

Praça Cel. Fernando Prestes/Sorocaba – 21/12

Inscreva-se aqui: https://forms.gle/5Leeav1sn2CpUqZV7

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Aprender para conectar

Bianca Agnelli: ‘Aprender para conectar: uma entrevista com Juliana Sbravatti Maganhato Correr’

Bianca Agnelli: ‘Imparare per Connettere: Un’intervista con Juliana Sbravatti Maganhato Correr’

Logo da seção Entrevistas ROLianas
Logo da seção Entrevistas ROLianas

Muitas vezes, por trás de um projeto que ganha vida, existe um momento em que algo desperta. Uma centelha, talvez, ou um sussurro que sugere possibilidades invisíveis. Juliana Sbravatti Maganhato Correr, ítalo-brasileira e fundadora da escola de idiomas Up Level, encontrou a sua centelha: de Piracicaba, sua cidade natal, ela soube transformar uma pequena escola de inglês em uma verdadeira usina de inovação educacional, mantendo vivas tradições linguísticas e culturais.

Esta entrevista nasceu à distância – pois eu vivo na Toscana, na Itália – mas, enquanto relia suas palavras, senti emergir um diálogo que vai além da presença física. Juntas, traçamos um caminho que atravessa oceanos e décadas, para explorar o valor das raízes, da cultura e das línguas que carregamos dentro de nós.

Juliana Sbravatti Maganhato Correr
Juliana Sbravatti Maganhato Correr

Juliana, você decidiu criar algo único e inovador. Gostaria de saber como tudo começou. Como surgiu a ideia de fundar a Up Level? Você era muito jovem, com um histórico profissional por trás, mas o que fez aquela centelha acender e levar você a construir sua escola de idiomas?

Juliana:Sempre gostei muito de idiomas e principalmente de inglês, espanhol e italiano. Logo que voltei de um intercâmbio dos Estados Unidos, comecei a dar aulas de inglês e fui me apaixonando cada vez mais pelo ensino. Percebi o quanto aprender um novo idioma era importante para as pessoas e o diferencial que isso fazia na vida delas.

Em paralelo ao ensino, eu também trabalhava em uma empresa multinacional aqui em Piracicaba (minha cidade natal), e essa experiência também me mostrou como o aprendizado de um segundo idioma era importantíssimo para a carreira das pessoas e com isso, em 2019 eu decidi comprar uma pequena escola de inglês da minha cidade e transformá-la na Up Level.

Estou interessada também na relação entre a Up Level e a Lessa Idiomas. Há uma herança que você assumiu, mas ao mesmo tempo trouxe muitas inovações. Como você conseguiu manter esse equilíbrio entre tradição e inovação?

Juliana: A minha ideia sempre foi inovar no ensino, porque escolas de idiomas existem muitas, mas o meu objetivo é trazer o melhor para as pessoas e eu entendi que o aprendizado de um novo idioma só é possível uma vez que eu vivencio a cultura daquele idioma, ou seja, preciso de aulas que sejam atrativas e descontraídas, não somente ensinando gramática e vocabulário, mas contextualizando, trazendo vivências e experiências inovadoras que ajudem o aluno a se apropriar de fato do idioma. Ao mesmo tempo, a antiga escola Lessa Idiomas tinha um nome aqui na cidade e as pessoas já reconheciam essa tradição no ensino. Minha missão é somar essa tradição e qualidade com ideias inovadoras e novas oportunidades; o resultado disso é a Up Level. É um desafio constante, mas que me proporciona muito prazer e realização pessoal e profissional.

Um tema que quero explorar é a imigração italiana no Brasil, já que este ano celebramos os 150 anos. Há uma história por trás dessas raízes italianas que ainda pulsa na cultura brasileira.

Como você, pessoalmente, percebe o impacto da cultura italiana no Brasil hoje? Gostaria de entender como essa fusão entre dois mundos se manifesta no seu trabalho diário, especialmente em uma instituição que promove o conhecimento e a integração linguística como a Up Level.

Juliana:Eu vejo a cultura italiana em tudo aqui no Brasil, eu desde pequena tive muito contato com essa cultura, porque meus antepassados vieram todos da Itália. Sou apaixonada por essa cultura, pelas pessoas e pela história. No Brasil, temos uma parcela muito grande de descendentes de italiano, como por exemplo na cidade de São Paulo, a maior cidade do país, há bairros importantes fundados por imigrantes italianos, onde você pode encontrar restaurantes, cantinas e muitas festas italianas lá. Na minha cidade mesmo, Piracicaba, interior de São Paulo, temos uma colônia italiana muito forte e meus amigos e conhecidos quase todos são descendentes de italianos.”

Em tudo que fazemos, vejo um pouco dessa descendência, na comida, no jeito de falar, na herança de vocabulário italiano. É realmente muito rico. Mas muitos desses descendentes não falam ou nem sequer compreendem o idioma italiano. A Up Level é uma porta de entrada para a língua italiana, mas também para a cultura, gastronomia… muitos dos nossos alunos e participantes dos eventos que promovemos relatam esse prazer de lembrar das suas famílias, dos seus antepassados ou até mesmo de uma viagem que fez até esse maravilhoso país chamado Itália. É sempre muito bom promover essas experiências de imersão.

Enquanto lia seus relatos, era como se eu pudesse sentir o reflexo de Piracicaba, essa cidade que nunca visitei, mas que ganha forma através de suas palavras. Juliana fala das suas raízes italianas com um amor que ressoa profundamente nas salas da Up Level, onde todos os dias se constroem laços que transcendem tempo e espaço. Uma verdadeira fusão entre dois mundos que se manifesta em cada detalhe, desde a língua até a cultura, passando pelas histórias pessoais dos alunos. 

Também me perguntei quais emoções poderia sentir uma ítalo-brasileira ao visitar a terra de seus antepassados: é uma viagem que imaginei cheia de nostalgia e admiração, como um retorno a um lugar que nunca se conheceu verdadeiramente, e mesmo assim, é lá que se encontra uma parte de si.

Você é ítalo-brasileira e há alguns anos fez uma viagem à Itália. Como foi essa experiência para você? Quais emoções você sentiu ao visitar o país dos seus ancestrais e o que essa viagem significou para você?

Juliana:Pense numa emoção muito grande… Foi isso que senti, principalmente quando estive em Mantova e Verona, duas das cidades de onde vieram meus antepassados. Fiquei pensando e admirando, pensando como seria a vida deles na Itália? Por que decidiram partir para um país tão distante? Como foi sair de sua pátria e chegar em um lugar tão diferente, tão novo e sem nada? Não tem como não se emocionar ao pensar em tudo isso, pensar na vida difícil que tiveram e como foram guerreiros. Além disso, conhecer de perto lugares lindos, a gastronomia fantástica e a cultura da Itália foi sensacional, tanto que já tenho diversos planos para ir novamente em breve.”

Na sua escola, há alunos que se aproximam da língua italiana para redescobrir suas raízes? Gostaria de entender que tipo de pessoas escolhem estudar italiano hoje e o que as motiva a aprender essa língua.

Juliana: Com certeza temos alunos que buscam o aprendizado no idioma por conta de uma memória afetiva, por lembrar da nonna e do nonno, pelos tios e tias que vieram da Itália. Temos também alunos que além da memória afetiva, vão viajar para a Itália e querem aprender mais o idioma e sobre a cultura. Temos também alunos que precisam fazer o teste de proficiência do idioma por conta da busca pela cidadania e por isso precisam aprender.”

Para mim, o poder dos idiomas vai além da comunicação. É um meio de crescimento pessoal, uma forma de abrir a mente para novas culturas e oportunidades.

Na sua opinião, qual é o impacto real que o aprendizado de uma língua tem nas pessoas hoje?Gostaria que você falasse não apenas sobre o valor profissional, mas sobre como você vê a conexão entre crescimento pessoal e multilinguismo.

Juliana:Eu gosto muito de falar a seguinte expressão: ‘Aprender um novo idioma é libertador!’, e é exatamente nisso que eu acredito, uma vez que você aprende um idioma, aprende sobre a cultura, você se sente mais livre, livre para viajar, livre para estudar em outra língua, livre para escolher o trabalho que deseja na sua carreira. São muitas as oportunidades e possibilidades uma vez que você conhece, desenvolve e aprende um novo idioma.

Uma das coisas que me impressionou na Up Level é o compromisso de vocês com a sustentabilidade e as práticas sociais. Para mim, isso representa uma escola que olha para o futuro com consciência e sensibilidade.

Como você vê a importância desses valores no contexto de uma escola de idiomas? Conte-me como vocês conseguiram implementar essas iniciativas e por que elas são tão fundamentais para você.

Juliana: Desde que assumi a escola eu tinha um compromisso em trabalhar os valores que eu acredito dentro da empresa, vejo que o ESG (Environmental, Social, and Governance) que trabalhamos dentro da escola vem muito de encontro com meus valores. Pensando sempre na sustentabilidade, buscamos construir formas de ajudar na preservação do meio ambiente, como nós como escola podemos fazer a diferença e deixar um mundo melhor para as próximas gerações. Na esfera social, apoiamos iniciativas educacionais e esportivas, pois eu acredito muito que são dois meios muito importantes para melhorar uma sociedade. Realizamos campanhas de arrecadação de alimentos, itens de higiene, roupas, para as pessoas mais necessitadas. E, claro, tudo isso com muita transparência nos processos e nas atividades que desenvolvemos aqui dentro.”

Eu sei que recentemente você se tornou mãe de uma menina, Antonella, um nome que remete às suas origens italianas. Como tem sido para você conciliar a maternidade com a gestão de uma escola tão dinâmica?

Juliana:O nascimento da Antonella foi o maior presente na minha vida e ao mesmo tempo uma mudança de pensamento e prioridades. A rotina mudou completamente, assim como as atividades, e agora tudo gira em torno de um pequeno ser humano que chegou e transformou nossas vidas de cabeça para baixo, mas sem dúvida para melhor. Ser mãe e empresária é um desafio contínuo, mas também uma fonte imensa de felicidade e realização. Conciliar reuniões e responsabilidades profissionais com o carinho e cuidado pela minha filha requer ainda mais organização e resiliência. No entanto, cada obstáculo é superado com determinação, além do apoio fundamental da minha família e da equipe Up Level.”


Falando da sua equipe, não podemos deixar de mencionar Paola Buscioli Martini, que também faz parte da Up Level como professora de italiano. Ela é ítalo-brasileira, veio muito jovem para a Itália, onde fez toda a sua formação acadêmica, morando muitos anos aqui em Siena. Pode nos contar como o seu background e a abordagem claramente italiana influenciam o aprendizado e a experiência dos seus alunos?

Juliana:Paola B. Martini, com sua experiência única como ítalo-brasileira e formação acadêmica na Itália, especialmente em Siena, traz uma abordagem autêntica e envolvente para seus alunos. Sua vivência no país oferece uma imersão mais profunda na língua e na cultura italianas, o que enriquece o aprendizado. Ao ensinar, ela não apenas compartilha o idioma, mas também as nuances culturais, gestos, expressões e hábitos que fazem parte da comunicação cotidiana na Itália. Esse background cria uma experiência mais completa para os alunos, permitindo-lhes aprender o italiano de maneira prática e contextualizada, como se estivessem vivendo no país. É um enorme prazer trabalhar com Paola e tê-la no meu team. Ter alguém com seu conhecimento e dedicação na equipe é, sem dúvida, uma grande vantagem para a Up Level e para todos os nossos alunos.”

Quero encerrar olhando para o futuro. Quais são suas esperanças para a Up Level Idiomas nos próximos anos? Como você imagina que a escola continuará a crescer e a influenciar positivamente a vida dos seus alunos?

Juliana:Olhando para o futuro, minhas esperanças para a Up Level Idiomas são de continuar crescendo como uma escola de referência, sempre trabalhando com inovação e aprimoramento para oferecer o melhor aos nossos alunos. Imagino um futuro onde continuaremos a unir a tradição do ensino de qualidade com o poder transformador da tecnologia, criando experiências de aprendizado cada vez mais dinâmicas e acessíveis. Queremos impactar positivamente a vida de nossos alunos, preparando-os não só para dominar novos idiomas, mas também para enfrentar os desafios globais com confiança. Nossa meta é seguir evoluindo, mantendo o compromisso de excelência e proporcionando uma jornada de aprendizado que seja inspiradora e eficaz para cada estudante.”

As intenções de Juliana parecem construir uma ponte entre presente e passado, entre mundos que coexistem nos gestos e nas palavras de quem encontrou um lar em dois continentes. Este intercâmbio me fez refletir sobre o poder das línguas, não apenas como meios de comunicação, mas como verdadeiras chaves para desbloquear memórias, emoções e identidades escondidas. Juliana me lembrou que aprender uma nova língua não é apenas um ato de estudo, mas uma jornada que nos conecta a histórias distantes, e que, no final, somos todos exploradores, em busca de um significado mais profundo.

Para saber mais:

Website: https://www.uplevelidiomas.com.br

Instagram: https://www.instagram.com/uplevelidiomas

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Bianca Agnelli

Bianca Agnelli: ‘Imparare per Connettere: Un’intervista con Juliana Sbravatti Maganhato Correr’

Molte volte, dietro a un progetto che prende vita, c’è un momento in cui qualcosa si risveglia. Una scintilla, forse, o un sussurro che suggerisce possibilità invisibili. Juliana Sbravatti Maganhato Correr, italo-brasiliana e fondatrice della scuola di lingue Up Level, ha trovato la sua scintilla: da Piracicaba, la sua città natale, è riuscita a trasformare una piccola scuola di inglese in una vera e propria centrale di innovazione educativa, mantenendo vive tradizioni linguistiche e culturali.

Questa intervista è nata a distanza – poiché io vivo in Toscana, in Italia – ma mentre rileggevo le sue parole, ho sentito emergere un dialogo che va oltre la presenza fisica. Insieme, abbiamo tracciato un cammino che attraversa oceani e decenni, per esplorare il valore delle radici, della cultura e delle lingue che portiamo dentro di noi.

Juliana, hai deciso di creare qualcosa di unico e innovativo. Vorrei sapere come è iniziato tutto. Come è nata l’idea di fondare la Up Level? Eri molto giovane, con un background professionale alle spalle, ma cosa ha fatto accendere quella scintilla e portarti a costruire la tua scuola di lingue?

Juliana:Ho sempre amato molto le lingue, in particolare l’inglese, lo spagnolo e l’italiano. Appena tornata da uno scambio negli Stati Uniti, ho iniziato a insegnare inglese e mi sono appassionata sempre di più all’insegnamento. Ho capito quanto fosse importante per le persone apprendere una nuova lingua e il valore che questo portava nelle loro vite. Parallelamente all’insegnamento, lavoravo anche in un’azienda multinazionale qui a Piracicaba (la mia città natale), e questa esperienza mi ha mostrato quanto fosse fondamentale l’apprendimento di una seconda lingua per la carriera delle persone. Così, nel 2019, ho deciso di acquistare una piccola scuola di inglese della mia città e trasformarla nella Up Level.”

Sono interessata anche al rapporto tra la Up Level e la Lessa Idiomas. C’è un’eredità che hai assunto, ma allo stesso tempo hai portato molte innovazioni. Come sei riuscita a mantenere questo equilibrio tra tradizione e innovazione?

Juliana: La mia idea è sempre stata quella di innovare nell’insegnamento, perché di scuole di lingue ce ne sono molte, ma il mio obiettivo è offrire il meglio alle persone. Ho capito che l’apprendimento di una nuova lingua è possibile solo vivendo la cultura di quella lingua. È fondamentale avere lezioni attrattive e informali, non solo insegnando grammatica e vocabolario, ma contestualizzando, portando esperienze innovative che aiutino lo studente a appropriarsi veramente della lingua. Allo stesso tempo, la vecchia scuola Lessa Idiomas aveva già un nome conosciuto qui in città, e le persone riconoscevano questa tradizione nell’insegnamento. La mia missione è quella di unire questa tradizione e qualità con idee all’avanguardia e nuove opportunità; il risultato è la Up Level. È una sfida costante, ma che mi regala grande soddisfazione personale e professionale.”

Un tema che voglio esplorare è l’immigrazione italiana in Brasile, visto che quest’anno abbiamo celebrato i 150 anni. C’è una storia dietro queste radici italiane che ancora pulsa nella cultura brasiliana.

Come percepisci, personalmente, l’impatto della cultura italiana in Brasile oggi? Vorrei capire come questa fusione tra due mondi si manifesta nel tuo lavoro quotidiano, soprattutto in un’istituzione che promuove la conoscenza e l’integrazione linguistica come la Up Level Idiomas.

Juliana: Vedo la cultura italiana in tutto qui in Brasile. Fin da piccola ho avuto molti contatti con questa cultura, perché i miei antenati provenivano tutti dall’Italia. Sono appassionata della sua cultura, delle persone e della storia. In Brasile, abbiamo una grande percentuale di discendenti italiani. Per esempio, nella città di San Paolo, la più grande del paese, ci sono quartieri importanti fondati da immigrati italiani, dove puoi trovare ristoranti, cantine e numerose feste italiane. Nella mia città, Piracicaba, abbiamo una forte colonia italiana e quasi tutti i miei amici e conoscenti sono discendenti di italiani. In tutto ciò che facciamo, vedo un po’ di questa discendenza; nella cucina, nel modo di parlare, nell’eredità di vocabolario italiano. È davvero molto ricco. Ma molti di questi discendenti non parlano o non comprendono nemmeno l’italiano. La Up Level è una porta d’accesso alla lingua italiana, ma anche alla cultura, alla gastronomia… Molti dei nostri studenti e partecipanti agli eventi che organizziamo raccontano il piacere di ricordare le loro famiglie, i loro antenati o persino un viaggio che hanno fatto in quel meraviglioso paese chiamato Italia. È sempre molto bello promuovere queste esperienze di immersione.”

Leggendo le sue parole, mi è sembrato di percepire il riflesso di Piracicaba, una città che non ho mai visitato, ma che prende forma attraverso il suo racconto. Juliana parla delle sue radici italiane con un amore che risuona profondamente nelle aule della Up Level, dove ogni giorno si costruiscono legami che trascendono il tempo e lo spazio. Una vera fusione tra due mondi che si manifesta in ogni dettaglio, dalla lingua alla cultura, passando per le storie personali degli studenti.

Mi sono anche chiesta quali emozioni potrebbe provare un’italo-brasiliana visitando la terra dei suoi antenati: è un viaggio che immagino ricco di nostalgia e ammirazione, come un ritorno in un luogo che non si è mai realmente conosciuto, eppure è lì che si trova una parte di sé.

Sei italo-brasiliana e qualche anno fa hai fatto un viaggio in Italia. Com’è stata per te questa esperienza? Quali emozioni hai provato visitando il paese dei tuoi antenati e cosa ha significato per te quel viaggio?

Juliana:Pensa a un’emozione molto grande… È stato proprio questo che ho sentito, soprattutto quando sono stata a Mantova e Verona, due delle città da cui provenivano i miei antenati. Ho pensato e ammirato, chiedendomi come fosse la vita per loro in Italia? Perché hanno deciso di partire per un paese così lontano? Com’è stato lasciare la loro patria e arrivare in un posto così diverso, così nuovo e senza nulla? Non si può non emozionarsi pensando a tutto questo, riflettendo sulla vita difficile che hanno avuto e su quanto siano stati coraggiosi. Inoltre, conoscere da vicino luoghi meravigliosi, la fantastica gastronomia e la cultura dell’Italia è stato sensazionale, tanto che ho già diversi piani per tornarci presto.”

Nella tua scuola, ci sono studenti che si avvicinano alla lingua italiana per riscoprire le loro radici? Vorrei capire che tipo di persone scelgono di studiare italiano oggi e cosa le motiva ad apprendere questa lingua.

Juliana:Certo, abbiamo studenti che cercano di apprendere la lingua per un motivo affettivo, per ricordare della nonna e del nonno, per gli zii e le zie che venivano dall’Italia. Abbiamo anche studenti che, oltre a un motivo affettivo, si preparano a viaggiare in Italia e vogliono imparare di più sulla lingua e sulla cultura. Ci sono anche studenti che devono sostenere un esame di competenza linguistica per ottenere la cittadinanza e quindi devono imparare.

Per me, il potere delle lingue va oltre la comunicazione. È un mezzo di crescita personale, un modo per aprire la mente a nuove culture e opportunità.

Qual è, secondo te, l’impatto reale che l’apprendimento di una lingua ha sulle persone oggi? Vorrei che parlassi non solo del valore professionale, ma di come vedi la connessione tra crescita personale e multilinguismo.

Juliana:Mi piace molto dire la seguente espressione: ‘Imparare una nuova lingua è liberatorio!’, ed è esattamente ciò in cui credo. Una volta che impari una lingua, apprendi anche la cultura; ti senti più libero, libero di viaggiare, libero di studiare in un’altra lingua, libero di scegliere il lavoro che desideri per la tua carriera. Ci sono molte opportunità e possibilità una volta che conosci, sviluppi e impari una nuova lingua.”

Una delle cose che mi ha colpito della Up Level è l’impegno che avete per la sostenibilità e le pratiche sociali. Per me, questo rappresenta una scuola che guarda al futuro con consapevolezza e sensibilità.

Come vedi l’importanza di questi valori nel contesto di una scuola di lingue? Raccontami come siete riusciti a implementare queste iniziative e perché sono così fondamentali per te.

Juliana:Da quando ho preso in gestione la scuola, avevo l’impegno di lavorare sui valori in cui credo all’interno dell’azienda. Vedo che l’ESG (Ambientale, Sociale e di Governance) su cui lavoriamo nella scuola è molto in linea con i miei valori. Pensando sempre alla sostenibilità, cerchiamo di costruire modi per aiutare nella preservazione dell’ambiente, come noi, come scuola, possiamo fare la differenza e lasciare un mondo migliore per le prossime generazioni. Nella sfera sociale, sosteniamo iniziative educative e sportive, perché credo molto che siano due mezzi molto importanti per migliorare una società. Organizziamo campagne di raccolta di cibo, prodotti per l’igiene, vestiti per le persone più bisognose. E, naturalmente, tutto questo con molta trasparenza nei processi e nelle attività che sviluppiamo qui dentro.”

So che recentemente sei diventata madre di una bambina, Antonella, un nome che rimanda alle tue origini italiane. Com’è stato per te conciliare la maternità con la gestione di una scuola così dinamica?

Juliana:La nascita di Antonella è stato il regalo più grande della mia vita e, allo stesso tempo, un cambiamento di pensiero e priorità. La routine è cambiata completamente, così come le attività, e ora tutto ruota attorno a un piccolo essere umano che è arrivato e ha trasformato le nostre vite. È stata una vera rivoluzione, ma senza dubbio per il meglio. Essere madre e imprenditrice è una sfida continua, ma anche una fonte immensa di felicità e realizzazione. Conciliare queste due realtà richiede ancora più organizzazione e resilienza. Tuttavia, ogni ostacolo viene superato con determinazione, e ho il supporto fondamentale della mia famiglia e del team di Up Level.

Parlando del tuo team, non possiamo non menzionare Paola Buscioli Martini, che fa parte di Up Level come insegnante di italiano. È italo-brasiliana, è venuta molto giovane in Italia, dove ha fatto tutta la sua formazione accademica, vivendo per molti anni qui a Siena. Puoi dirci come il suo background e l’approccio chiaramente italiano influenzano l’apprendimento e l’esperienza dei suoi studenti?

Juliana: Paola B. Martini, con la sua esperienza unica come italo-brasiliana e la sua formazione accademica in Italia, specialmente a Siena, porta un approccio autentico e coinvolgente ai suoi studenti. La sua esperienza nel paese offre un’immersione più profonda nella lingua e nella cultura italiana, arricchendo l’apprendimento. Insegnando, non condivide solo la lingua, ma anche le sfumature culturali, i gesti, le espressioni e le abitudini che fanno parte della comunicazione quotidiana in Italia. Questo background crea un’esperienza più completa per gli studenti, consentendo loro di apprendere l’italiano in modo pratico e contestualizzato, come se stessero vivendo nel paese. È un enorme piacere lavorare con Paola e averla nel mio team. Avere qualcuno con il suo know-how e dedizione è senza dubbio un grande vantaggio per Up Level e per tutti i nostri studenti.”

Voglio concludere guardando al futuro. Quali sono le tue speranze per Up Level Idiomas nei prossimi anni? Come immagini che la scuola continuerà a crescere e a influenzare positivamente la vita dei suoi studenti?

Juliana: Guardando al futuro, le mie speranze per Up Level Idiomas sono di continuare a crescere come scuola di riferimento, lavorando sempre con innovazione e miglioramento per offrire il meglio ai nostri studenti. Immagino un futuro in cui continueremo a unire la tradizione dell’insegnamento di qualità con il potere trasformativo della tecnologia, creando esperienze di apprendimento sempre più dinamiche e accessibili. Vogliamo impattare positivamente la vita dei nostri studenti, preparandoli non solo a dominare nuove lingue, ma anche a affrontare le sfide globali con fiducia. Il nostro obiettivo è continuare a evolvere, mantenendo l’impegno all’eccellenza e fornendo un percorso di apprendimento che sia ispiratore ed efficace per ciascun studente.

Le intenzioni di Juliana sembrano costruire un ponte tra presente e passato, tra mondi che coesistono nei gesti e nelle parole di chi ha trovato una casa in due continenti. Questo scambio mi ha fatto riflettere sul potere delle lingue, non solo come mezzi di comunicazione, ma come vere chiavi per sbloccare memorie, emozioni e identità nascoste. Juliana mi ha ricordato che imparare una nuova lingua non è solo un atto di studio, ma un viaggio che ci connette a storie lontane e che, alla fine, siamo tutti esploratori in cerca di un significato più profondo.

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Il loro website: https://www.uplevelidiomas.com.br

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Bianca Agnelli

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