Aprender para conectar

Bianca Agnelli: ‘Aprender para conectar: uma entrevista com Juliana Sbravatti Maganhato Correr’

Bianca Agnelli: ‘Imparare per Connettere: Un’intervista con Juliana Sbravatti Maganhato Correr’

Logo da seção Entrevistas ROLianas
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Muitas vezes, por trás de um projeto que ganha vida, existe um momento em que algo desperta. Uma centelha, talvez, ou um sussurro que sugere possibilidades invisíveis. Juliana Sbravatti Maganhato Correr, ítalo-brasileira e fundadora da escola de idiomas Up Level, encontrou a sua centelha: de Piracicaba, sua cidade natal, ela soube transformar uma pequena escola de inglês em uma verdadeira usina de inovação educacional, mantendo vivas tradições linguísticas e culturais.

Esta entrevista nasceu à distância – pois eu vivo na Toscana, na Itália – mas, enquanto relia suas palavras, senti emergir um diálogo que vai além da presença física. Juntas, traçamos um caminho que atravessa oceanos e décadas, para explorar o valor das raízes, da cultura e das línguas que carregamos dentro de nós.

Juliana Sbravatti Maganhato Correr
Juliana Sbravatti Maganhato Correr

Juliana, você decidiu criar algo único e inovador. Gostaria de saber como tudo começou. Como surgiu a ideia de fundar a Up Level? Você era muito jovem, com um histórico profissional por trás, mas o que fez aquela centelha acender e levar você a construir sua escola de idiomas?

Juliana:Sempre gostei muito de idiomas e principalmente de inglês, espanhol e italiano. Logo que voltei de um intercâmbio dos Estados Unidos, comecei a dar aulas de inglês e fui me apaixonando cada vez mais pelo ensino. Percebi o quanto aprender um novo idioma era importante para as pessoas e o diferencial que isso fazia na vida delas.

Em paralelo ao ensino, eu também trabalhava em uma empresa multinacional aqui em Piracicaba (minha cidade natal), e essa experiência também me mostrou como o aprendizado de um segundo idioma era importantíssimo para a carreira das pessoas e com isso, em 2019 eu decidi comprar uma pequena escola de inglês da minha cidade e transformá-la na Up Level.

Estou interessada também na relação entre a Up Level e a Lessa Idiomas. Há uma herança que você assumiu, mas ao mesmo tempo trouxe muitas inovações. Como você conseguiu manter esse equilíbrio entre tradição e inovação?

Juliana: A minha ideia sempre foi inovar no ensino, porque escolas de idiomas existem muitas, mas o meu objetivo é trazer o melhor para as pessoas e eu entendi que o aprendizado de um novo idioma só é possível uma vez que eu vivencio a cultura daquele idioma, ou seja, preciso de aulas que sejam atrativas e descontraídas, não somente ensinando gramática e vocabulário, mas contextualizando, trazendo vivências e experiências inovadoras que ajudem o aluno a se apropriar de fato do idioma. Ao mesmo tempo, a antiga escola Lessa Idiomas tinha um nome aqui na cidade e as pessoas já reconheciam essa tradição no ensino. Minha missão é somar essa tradição e qualidade com ideias inovadoras e novas oportunidades; o resultado disso é a Up Level. É um desafio constante, mas que me proporciona muito prazer e realização pessoal e profissional.

Um tema que quero explorar é a imigração italiana no Brasil, já que este ano celebramos os 150 anos. Há uma história por trás dessas raízes italianas que ainda pulsa na cultura brasileira.

Como você, pessoalmente, percebe o impacto da cultura italiana no Brasil hoje? Gostaria de entender como essa fusão entre dois mundos se manifesta no seu trabalho diário, especialmente em uma instituição que promove o conhecimento e a integração linguística como a Up Level.

Juliana:Eu vejo a cultura italiana em tudo aqui no Brasil, eu desde pequena tive muito contato com essa cultura, porque meus antepassados vieram todos da Itália. Sou apaixonada por essa cultura, pelas pessoas e pela história. No Brasil, temos uma parcela muito grande de descendentes de italiano, como por exemplo na cidade de São Paulo, a maior cidade do país, há bairros importantes fundados por imigrantes italianos, onde você pode encontrar restaurantes, cantinas e muitas festas italianas lá. Na minha cidade mesmo, Piracicaba, interior de São Paulo, temos uma colônia italiana muito forte e meus amigos e conhecidos quase todos são descendentes de italianos.”

Em tudo que fazemos, vejo um pouco dessa descendência, na comida, no jeito de falar, na herança de vocabulário italiano. É realmente muito rico. Mas muitos desses descendentes não falam ou nem sequer compreendem o idioma italiano. A Up Level é uma porta de entrada para a língua italiana, mas também para a cultura, gastronomia… muitos dos nossos alunos e participantes dos eventos que promovemos relatam esse prazer de lembrar das suas famílias, dos seus antepassados ou até mesmo de uma viagem que fez até esse maravilhoso país chamado Itália. É sempre muito bom promover essas experiências de imersão.

Enquanto lia seus relatos, era como se eu pudesse sentir o reflexo de Piracicaba, essa cidade que nunca visitei, mas que ganha forma através de suas palavras. Juliana fala das suas raízes italianas com um amor que ressoa profundamente nas salas da Up Level, onde todos os dias se constroem laços que transcendem tempo e espaço. Uma verdadeira fusão entre dois mundos que se manifesta em cada detalhe, desde a língua até a cultura, passando pelas histórias pessoais dos alunos. 

Também me perguntei quais emoções poderia sentir uma ítalo-brasileira ao visitar a terra de seus antepassados: é uma viagem que imaginei cheia de nostalgia e admiração, como um retorno a um lugar que nunca se conheceu verdadeiramente, e mesmo assim, é lá que se encontra uma parte de si.

Você é ítalo-brasileira e há alguns anos fez uma viagem à Itália. Como foi essa experiência para você? Quais emoções você sentiu ao visitar o país dos seus ancestrais e o que essa viagem significou para você?

Juliana:Pense numa emoção muito grande… Foi isso que senti, principalmente quando estive em Mantova e Verona, duas das cidades de onde vieram meus antepassados. Fiquei pensando e admirando, pensando como seria a vida deles na Itália? Por que decidiram partir para um país tão distante? Como foi sair de sua pátria e chegar em um lugar tão diferente, tão novo e sem nada? Não tem como não se emocionar ao pensar em tudo isso, pensar na vida difícil que tiveram e como foram guerreiros. Além disso, conhecer de perto lugares lindos, a gastronomia fantástica e a cultura da Itália foi sensacional, tanto que já tenho diversos planos para ir novamente em breve.”

Na sua escola, há alunos que se aproximam da língua italiana para redescobrir suas raízes? Gostaria de entender que tipo de pessoas escolhem estudar italiano hoje e o que as motiva a aprender essa língua.

Juliana: Com certeza temos alunos que buscam o aprendizado no idioma por conta de uma memória afetiva, por lembrar da nonna e do nonno, pelos tios e tias que vieram da Itália. Temos também alunos que além da memória afetiva, vão viajar para a Itália e querem aprender mais o idioma e sobre a cultura. Temos também alunos que precisam fazer o teste de proficiência do idioma por conta da busca pela cidadania e por isso precisam aprender.”

Para mim, o poder dos idiomas vai além da comunicação. É um meio de crescimento pessoal, uma forma de abrir a mente para novas culturas e oportunidades.

Na sua opinião, qual é o impacto real que o aprendizado de uma língua tem nas pessoas hoje?Gostaria que você falasse não apenas sobre o valor profissional, mas sobre como você vê a conexão entre crescimento pessoal e multilinguismo.

Juliana:Eu gosto muito de falar a seguinte expressão: ‘Aprender um novo idioma é libertador!’, e é exatamente nisso que eu acredito, uma vez que você aprende um idioma, aprende sobre a cultura, você se sente mais livre, livre para viajar, livre para estudar em outra língua, livre para escolher o trabalho que deseja na sua carreira. São muitas as oportunidades e possibilidades uma vez que você conhece, desenvolve e aprende um novo idioma.

Uma das coisas que me impressionou na Up Level é o compromisso de vocês com a sustentabilidade e as práticas sociais. Para mim, isso representa uma escola que olha para o futuro com consciência e sensibilidade.

Como você vê a importância desses valores no contexto de uma escola de idiomas? Conte-me como vocês conseguiram implementar essas iniciativas e por que elas são tão fundamentais para você.

Juliana: Desde que assumi a escola eu tinha um compromisso em trabalhar os valores que eu acredito dentro da empresa, vejo que o ESG (Environmental, Social, and Governance) que trabalhamos dentro da escola vem muito de encontro com meus valores. Pensando sempre na sustentabilidade, buscamos construir formas de ajudar na preservação do meio ambiente, como nós como escola podemos fazer a diferença e deixar um mundo melhor para as próximas gerações. Na esfera social, apoiamos iniciativas educacionais e esportivas, pois eu acredito muito que são dois meios muito importantes para melhorar uma sociedade. Realizamos campanhas de arrecadação de alimentos, itens de higiene, roupas, para as pessoas mais necessitadas. E, claro, tudo isso com muita transparência nos processos e nas atividades que desenvolvemos aqui dentro.”

Eu sei que recentemente você se tornou mãe de uma menina, Antonella, um nome que remete às suas origens italianas. Como tem sido para você conciliar a maternidade com a gestão de uma escola tão dinâmica?

Juliana:O nascimento da Antonella foi o maior presente na minha vida e ao mesmo tempo uma mudança de pensamento e prioridades. A rotina mudou completamente, assim como as atividades, e agora tudo gira em torno de um pequeno ser humano que chegou e transformou nossas vidas de cabeça para baixo, mas sem dúvida para melhor. Ser mãe e empresária é um desafio contínuo, mas também uma fonte imensa de felicidade e realização. Conciliar reuniões e responsabilidades profissionais com o carinho e cuidado pela minha filha requer ainda mais organização e resiliência. No entanto, cada obstáculo é superado com determinação, além do apoio fundamental da minha família e da equipe Up Level.”


Falando da sua equipe, não podemos deixar de mencionar Paola Buscioli Martini, que também faz parte da Up Level como professora de italiano. Ela é ítalo-brasileira, veio muito jovem para a Itália, onde fez toda a sua formação acadêmica, morando muitos anos aqui em Siena. Pode nos contar como o seu background e a abordagem claramente italiana influenciam o aprendizado e a experiência dos seus alunos?

Juliana:Paola B. Martini, com sua experiência única como ítalo-brasileira e formação acadêmica na Itália, especialmente em Siena, traz uma abordagem autêntica e envolvente para seus alunos. Sua vivência no país oferece uma imersão mais profunda na língua e na cultura italianas, o que enriquece o aprendizado. Ao ensinar, ela não apenas compartilha o idioma, mas também as nuances culturais, gestos, expressões e hábitos que fazem parte da comunicação cotidiana na Itália. Esse background cria uma experiência mais completa para os alunos, permitindo-lhes aprender o italiano de maneira prática e contextualizada, como se estivessem vivendo no país. É um enorme prazer trabalhar com Paola e tê-la no meu team. Ter alguém com seu conhecimento e dedicação na equipe é, sem dúvida, uma grande vantagem para a Up Level e para todos os nossos alunos.”

Quero encerrar olhando para o futuro. Quais são suas esperanças para a Up Level Idiomas nos próximos anos? Como você imagina que a escola continuará a crescer e a influenciar positivamente a vida dos seus alunos?

Juliana:Olhando para o futuro, minhas esperanças para a Up Level Idiomas são de continuar crescendo como uma escola de referência, sempre trabalhando com inovação e aprimoramento para oferecer o melhor aos nossos alunos. Imagino um futuro onde continuaremos a unir a tradição do ensino de qualidade com o poder transformador da tecnologia, criando experiências de aprendizado cada vez mais dinâmicas e acessíveis. Queremos impactar positivamente a vida de nossos alunos, preparando-os não só para dominar novos idiomas, mas também para enfrentar os desafios globais com confiança. Nossa meta é seguir evoluindo, mantendo o compromisso de excelência e proporcionando uma jornada de aprendizado que seja inspiradora e eficaz para cada estudante.”

As intenções de Juliana parecem construir uma ponte entre presente e passado, entre mundos que coexistem nos gestos e nas palavras de quem encontrou um lar em dois continentes. Este intercâmbio me fez refletir sobre o poder das línguas, não apenas como meios de comunicação, mas como verdadeiras chaves para desbloquear memórias, emoções e identidades escondidas. Juliana me lembrou que aprender uma nova língua não é apenas um ato de estudo, mas uma jornada que nos conecta a histórias distantes, e que, no final, somos todos exploradores, em busca de um significado mais profundo.

Para saber mais:

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Bianca Agnelli

Bianca Agnelli: ‘Imparare per Connettere: Un’intervista con Juliana Sbravatti Maganhato Correr’

Molte volte, dietro a un progetto che prende vita, c’è un momento in cui qualcosa si risveglia. Una scintilla, forse, o un sussurro che suggerisce possibilità invisibili. Juliana Sbravatti Maganhato Correr, italo-brasiliana e fondatrice della scuola di lingue Up Level, ha trovato la sua scintilla: da Piracicaba, la sua città natale, è riuscita a trasformare una piccola scuola di inglese in una vera e propria centrale di innovazione educativa, mantenendo vive tradizioni linguistiche e culturali.

Questa intervista è nata a distanza – poiché io vivo in Toscana, in Italia – ma mentre rileggevo le sue parole, ho sentito emergere un dialogo che va oltre la presenza fisica. Insieme, abbiamo tracciato un cammino che attraversa oceani e decenni, per esplorare il valore delle radici, della cultura e delle lingue che portiamo dentro di noi.

Juliana, hai deciso di creare qualcosa di unico e innovativo. Vorrei sapere come è iniziato tutto. Come è nata l’idea di fondare la Up Level? Eri molto giovane, con un background professionale alle spalle, ma cosa ha fatto accendere quella scintilla e portarti a costruire la tua scuola di lingue?

Juliana:Ho sempre amato molto le lingue, in particolare l’inglese, lo spagnolo e l’italiano. Appena tornata da uno scambio negli Stati Uniti, ho iniziato a insegnare inglese e mi sono appassionata sempre di più all’insegnamento. Ho capito quanto fosse importante per le persone apprendere una nuova lingua e il valore che questo portava nelle loro vite. Parallelamente all’insegnamento, lavoravo anche in un’azienda multinazionale qui a Piracicaba (la mia città natale), e questa esperienza mi ha mostrato quanto fosse fondamentale l’apprendimento di una seconda lingua per la carriera delle persone. Così, nel 2019, ho deciso di acquistare una piccola scuola di inglese della mia città e trasformarla nella Up Level.”

Sono interessata anche al rapporto tra la Up Level e la Lessa Idiomas. C’è un’eredità che hai assunto, ma allo stesso tempo hai portato molte innovazioni. Come sei riuscita a mantenere questo equilibrio tra tradizione e innovazione?

Juliana: La mia idea è sempre stata quella di innovare nell’insegnamento, perché di scuole di lingue ce ne sono molte, ma il mio obiettivo è offrire il meglio alle persone. Ho capito che l’apprendimento di una nuova lingua è possibile solo vivendo la cultura di quella lingua. È fondamentale avere lezioni attrattive e informali, non solo insegnando grammatica e vocabolario, ma contestualizzando, portando esperienze innovative che aiutino lo studente a appropriarsi veramente della lingua. Allo stesso tempo, la vecchia scuola Lessa Idiomas aveva già un nome conosciuto qui in città, e le persone riconoscevano questa tradizione nell’insegnamento. La mia missione è quella di unire questa tradizione e qualità con idee all’avanguardia e nuove opportunità; il risultato è la Up Level. È una sfida costante, ma che mi regala grande soddisfazione personale e professionale.”

Un tema che voglio esplorare è l’immigrazione italiana in Brasile, visto che quest’anno abbiamo celebrato i 150 anni. C’è una storia dietro queste radici italiane che ancora pulsa nella cultura brasiliana.

Come percepisci, personalmente, l’impatto della cultura italiana in Brasile oggi? Vorrei capire come questa fusione tra due mondi si manifesta nel tuo lavoro quotidiano, soprattutto in un’istituzione che promuove la conoscenza e l’integrazione linguistica come la Up Level Idiomas.

Juliana: Vedo la cultura italiana in tutto qui in Brasile. Fin da piccola ho avuto molti contatti con questa cultura, perché i miei antenati provenivano tutti dall’Italia. Sono appassionata della sua cultura, delle persone e della storia. In Brasile, abbiamo una grande percentuale di discendenti italiani. Per esempio, nella città di San Paolo, la più grande del paese, ci sono quartieri importanti fondati da immigrati italiani, dove puoi trovare ristoranti, cantine e numerose feste italiane. Nella mia città, Piracicaba, abbiamo una forte colonia italiana e quasi tutti i miei amici e conoscenti sono discendenti di italiani. In tutto ciò che facciamo, vedo un po’ di questa discendenza; nella cucina, nel modo di parlare, nell’eredità di vocabolario italiano. È davvero molto ricco. Ma molti di questi discendenti non parlano o non comprendono nemmeno l’italiano. La Up Level è una porta d’accesso alla lingua italiana, ma anche alla cultura, alla gastronomia… Molti dei nostri studenti e partecipanti agli eventi che organizziamo raccontano il piacere di ricordare le loro famiglie, i loro antenati o persino un viaggio che hanno fatto in quel meraviglioso paese chiamato Italia. È sempre molto bello promuovere queste esperienze di immersione.”

Leggendo le sue parole, mi è sembrato di percepire il riflesso di Piracicaba, una città che non ho mai visitato, ma che prende forma attraverso il suo racconto. Juliana parla delle sue radici italiane con un amore che risuona profondamente nelle aule della Up Level, dove ogni giorno si costruiscono legami che trascendono il tempo e lo spazio. Una vera fusione tra due mondi che si manifesta in ogni dettaglio, dalla lingua alla cultura, passando per le storie personali degli studenti.

Mi sono anche chiesta quali emozioni potrebbe provare un’italo-brasiliana visitando la terra dei suoi antenati: è un viaggio che immagino ricco di nostalgia e ammirazione, come un ritorno in un luogo che non si è mai realmente conosciuto, eppure è lì che si trova una parte di sé.

Sei italo-brasiliana e qualche anno fa hai fatto un viaggio in Italia. Com’è stata per te questa esperienza? Quali emozioni hai provato visitando il paese dei tuoi antenati e cosa ha significato per te quel viaggio?

Juliana:Pensa a un’emozione molto grande… È stato proprio questo che ho sentito, soprattutto quando sono stata a Mantova e Verona, due delle città da cui provenivano i miei antenati. Ho pensato e ammirato, chiedendomi come fosse la vita per loro in Italia? Perché hanno deciso di partire per un paese così lontano? Com’è stato lasciare la loro patria e arrivare in un posto così diverso, così nuovo e senza nulla? Non si può non emozionarsi pensando a tutto questo, riflettendo sulla vita difficile che hanno avuto e su quanto siano stati coraggiosi. Inoltre, conoscere da vicino luoghi meravigliosi, la fantastica gastronomia e la cultura dell’Italia è stato sensazionale, tanto che ho già diversi piani per tornarci presto.”

Nella tua scuola, ci sono studenti che si avvicinano alla lingua italiana per riscoprire le loro radici? Vorrei capire che tipo di persone scelgono di studiare italiano oggi e cosa le motiva ad apprendere questa lingua.

Juliana:Certo, abbiamo studenti che cercano di apprendere la lingua per un motivo affettivo, per ricordare della nonna e del nonno, per gli zii e le zie che venivano dall’Italia. Abbiamo anche studenti che, oltre a un motivo affettivo, si preparano a viaggiare in Italia e vogliono imparare di più sulla lingua e sulla cultura. Ci sono anche studenti che devono sostenere un esame di competenza linguistica per ottenere la cittadinanza e quindi devono imparare.

Per me, il potere delle lingue va oltre la comunicazione. È un mezzo di crescita personale, un modo per aprire la mente a nuove culture e opportunità.

Qual è, secondo te, l’impatto reale che l’apprendimento di una lingua ha sulle persone oggi? Vorrei che parlassi non solo del valore professionale, ma di come vedi la connessione tra crescita personale e multilinguismo.

Juliana:Mi piace molto dire la seguente espressione: ‘Imparare una nuova lingua è liberatorio!’, ed è esattamente ciò in cui credo. Una volta che impari una lingua, apprendi anche la cultura; ti senti più libero, libero di viaggiare, libero di studiare in un’altra lingua, libero di scegliere il lavoro che desideri per la tua carriera. Ci sono molte opportunità e possibilità una volta che conosci, sviluppi e impari una nuova lingua.”

Una delle cose che mi ha colpito della Up Level è l’impegno che avete per la sostenibilità e le pratiche sociali. Per me, questo rappresenta una scuola che guarda al futuro con consapevolezza e sensibilità.

Come vedi l’importanza di questi valori nel contesto di una scuola di lingue? Raccontami come siete riusciti a implementare queste iniziative e perché sono così fondamentali per te.

Juliana:Da quando ho preso in gestione la scuola, avevo l’impegno di lavorare sui valori in cui credo all’interno dell’azienda. Vedo che l’ESG (Ambientale, Sociale e di Governance) su cui lavoriamo nella scuola è molto in linea con i miei valori. Pensando sempre alla sostenibilità, cerchiamo di costruire modi per aiutare nella preservazione dell’ambiente, come noi, come scuola, possiamo fare la differenza e lasciare un mondo migliore per le prossime generazioni. Nella sfera sociale, sosteniamo iniziative educative e sportive, perché credo molto che siano due mezzi molto importanti per migliorare una società. Organizziamo campagne di raccolta di cibo, prodotti per l’igiene, vestiti per le persone più bisognose. E, naturalmente, tutto questo con molta trasparenza nei processi e nelle attività che sviluppiamo qui dentro.”

So che recentemente sei diventata madre di una bambina, Antonella, un nome che rimanda alle tue origini italiane. Com’è stato per te conciliare la maternità con la gestione di una scuola così dinamica?

Juliana:La nascita di Antonella è stato il regalo più grande della mia vita e, allo stesso tempo, un cambiamento di pensiero e priorità. La routine è cambiata completamente, così come le attività, e ora tutto ruota attorno a un piccolo essere umano che è arrivato e ha trasformato le nostre vite. È stata una vera rivoluzione, ma senza dubbio per il meglio. Essere madre e imprenditrice è una sfida continua, ma anche una fonte immensa di felicità e realizzazione. Conciliare queste due realtà richiede ancora più organizzazione e resilienza. Tuttavia, ogni ostacolo viene superato con determinazione, e ho il supporto fondamentale della mia famiglia e del team di Up Level.

Parlando del tuo team, non possiamo non menzionare Paola Buscioli Martini, che fa parte di Up Level come insegnante di italiano. È italo-brasiliana, è venuta molto giovane in Italia, dove ha fatto tutta la sua formazione accademica, vivendo per molti anni qui a Siena. Puoi dirci come il suo background e l’approccio chiaramente italiano influenzano l’apprendimento e l’esperienza dei suoi studenti?

Juliana: Paola B. Martini, con la sua esperienza unica come italo-brasiliana e la sua formazione accademica in Italia, specialmente a Siena, porta un approccio autentico e coinvolgente ai suoi studenti. La sua esperienza nel paese offre un’immersione più profonda nella lingua e nella cultura italiana, arricchendo l’apprendimento. Insegnando, non condivide solo la lingua, ma anche le sfumature culturali, i gesti, le espressioni e le abitudini che fanno parte della comunicazione quotidiana in Italia. Questo background crea un’esperienza più completa per gli studenti, consentendo loro di apprendere l’italiano in modo pratico e contestualizzato, come se stessero vivendo nel paese. È un enorme piacere lavorare con Paola e averla nel mio team. Avere qualcuno con il suo know-how e dedizione è senza dubbio un grande vantaggio per Up Level e per tutti i nostri studenti.”

Voglio concludere guardando al futuro. Quali sono le tue speranze per Up Level Idiomas nei prossimi anni? Come immagini che la scuola continuerà a crescere e a influenzare positivamente la vita dei suoi studenti?

Juliana: Guardando al futuro, le mie speranze per Up Level Idiomas sono di continuare a crescere come scuola di riferimento, lavorando sempre con innovazione e miglioramento per offrire il meglio ai nostri studenti. Immagino un futuro in cui continueremo a unire la tradizione dell’insegnamento di qualità con il potere trasformativo della tecnologia, creando esperienze di apprendimento sempre più dinamiche e accessibili. Vogliamo impattare positivamente la vita dei nostri studenti, preparandoli non solo a dominare nuove lingue, ma anche a affrontare le sfide globali con fiducia. Il nostro obiettivo è continuare a evolvere, mantenendo l’impegno all’eccellenza e fornendo un percorso di apprendimento che sia ispiratore ed efficace per ciascun studente.

Le intenzioni di Juliana sembrano costruire un ponte tra presente e passato, tra mondi che coesistono nei gesti e nelle parole di chi ha trovato una casa in due continenti. Questo scambio mi ha fatto riflettere sul potere delle lingue, non solo come mezzi di comunicazione, ma come vere chiavi per sbloccare memorie, emozioni e identità nascoste. Juliana mi ha ricordato che imparare una nuova lingua non è solo un atto di studio, ma un viaggio che ci connette a storie lontane e che, alla fine, siamo tutti esploratori in cerca di un significato più profondo.

Per saperne di più:

Il loro website: https://www.uplevelidiomas.com.br

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Bianca Agnelli

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Carta aberta aos povos do cosmos

Jorge Facury: ‘Carta aberta aos povos do cosmos’

Jorge Facury
Jorge Facury
Imagem gerada com IA do Bing – 6 de outubro de 2024 às 6:39 PM

Realmente, esta será uma mensagem de amplitude e generalidade que aqui na Terra chamamos de surreal. Afinal, saber até onde há povos no incalculável Cosmos é aventura imaginativa sem limites!

Mas, a questão é a seguinte: esta carta vale para quem a receber! Seja pela lógica de loteria ou coisa que o valha! Só gostaria de saber: vocês vão bem por aí? Olha, por aqui, a coisa tá peluda! Se vocês não conhecem o que sejam pelos, então, essa expressão será um enigma! Mas, vale dizer que nosso mundo está sob tensão máxima! Há guerra e iminente conflito que pode comprometer o equilíbrio planetário (que já está péssimo!).

Nossa paz nunca existiu. Já tivemos duas guerras totais e não aprendemos nada! Nossa estabilidade é chamada paz armada (também é assim com vocês?). Aliás, desde o princípio dos Tempos, até o nosso Deus tomava partido nas batalhas! Ele é chamado, por isso mesmo, O Senhor dos Exércitos! A História, aqui registrada nos anais (quando não incinerados em incêndios criminosos, como o fogaréu de uma biblioteca numa importante cidade chamada Alexandria) comprova que nosso solo se empapuça de sangue desde o início de tudo (remonta, aliás, ao primeiro casal de humanos, segundo uma de nossas Teogonias). Que lástima! Desejo muito que por aí seja diferente!

Aqui, vigora um tal de dualismo – tudo tem dois lados, inevitalmente! Nosso mundo é sujo, (por nossa conta) imundo e maravilhoso! Vocês sabem o que é um lixão? É um horror! Vocês conhecem uma rosa? É um primor! O primeiro fede, polui o ar, o solo. A rosa, em sua essência, exala perfume, algo inebriante… Ambos podem estar no mesmo terreno, muito próximos, e cada um manifestará o que lhe é intrínseco. Uma coisa não invalida a outra! Enfim, aqui é assim.

Tem muita gente que espera que um de vossos povos venha aqui resolver nossos problemas maiores. Comodismo absoluto, né? Mesmo que vocês não dominem esse conceito (comodismo), só queria dizer mesmo o seguinte: desejo de coração que vocês não passem pelo que passamos. Aqui é broca! Não tem emenda! Sabem o que é broca?

Jorge Facury

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A sinfonia da vida

Sergio Diniz da Costa: Crônica ‘A sinfonia da vida’

Sergio Diniz
Sergio Diniz
 Imagem gerada com IA do Bing . 6 de outubro de 2024 às 12:30 AM
 Imagem gerada com IA do Bing . 6 de outubro de 2024 às 12:30 AM

Depois de 35 anos de trabalho, aposentei-me. Sem compromissos profissionais, passei a me dedicar apenas ao que gosto de fazer, em particular, escrever!

De vez em quando, contudo, me percebo lembrando os anos passados quando, durante um tempo, em trabalho subordinado, obedecia a horário rígido durante os dias úteis da semana, e mesmo em muitos finais de semana, trabalhando em jornada extraordinária.

Por causa desse regime de trabalho e, em seguida, ainda somando o curso de Direito à noite, praticamente não pude acompanhar os primeiros anos de vida das minhas duas filhas.

Foram anos muito difíceis, até porque, além de uma carga de trabalho muito superior à de lazer junto da família, convivia com pessoas que não correspondiam a alguns dos meus anseios, voltados à literatura e às artes.

Decorrente dessas mazelas, muitas vezes, na rotina diária, lembrava-me de um poema, de autoria de James Kavanaugh (1918-2009), um padre norte-americano, autor de 26 livros sobre temas como Filosofia, Psicologia, Teologia, ficção e poesia.

 O poema, ‘Algum dia’, era-me uma inspiração, ainda que parecesse inalcançável o momento em que o vivenciaria, se realmente possível fosse fazê-lo: “Algum dia vou sair andando/ E serei livre/ E deixarei as pessoas estéreis/Com sua segura esterilidade/ Partirei sem deixar novo endereço/ E atravessarei alguma selva desolada/ Na qual deixarei ficar o mundo/ Depois sairia andando livre de cuidados/ Como um Atlas desempregado”.

 O poema era (e é!) uma Ode à Liberdade!

Atravessar uma selva desolada, na qual deixaria todas as preocupações do mundo e sair andando “livre de cuidados/ Como um Atlas desempregado”!

Um Atlas desempregado! O titã Atlas que, por ter se insurgido contra Zeus dele recebeu, como castigo, sustentar para sempre nos ombros o céu. Ou o mundo, como comumente é representado nas gravuras.

Aposentado, portanto, não tinha mais que sustentar o mundo nos ombros. Resolvi, então, atravessar alguma selva desolada, e lá deixar o mundo, para andar livre de cuidados, apenas observando e sentindo a natureza.

E lá vou eu! Logo pela manhã, cedinho, acordo com o barulhento taramelar de um casal de maritacas que, diariamente, pousadas numa árvore em frente do meu prédio, vêm despertar todos os condôminos (muito a contragosto da maioria, diga-se de passagem).

Após a higiene inicial, apenas um gole de água e despeço-me da minha esposa, com um beijo estalado. Abro minha porta, a qual, desta vez, para minha surpresa, não rangeu.

Ouço, então, como sempre, o papagaio madrugador do apartamento de frente, palreando uma mistura de Inglês e Francês (o dono é um estudante de línguas), bem como cantando a primeira estrofe do Hino Nacional Brasileiro. Ele fala e canta tão alto que o cãozinho do outro apartamento ladra sem parar. Mal dá para ouvir o miado do gato do apartamento ao lado, pedindo o leite matinal. Bem audível, porém, o dono dele, maldizendo o papagaio e o cãozinho.

Perturbações à parte, desço as escadas correndo, sibilando como uma flecha.

Já na calçada ouço, vindo de uma casa no final do quarteirão, uma araponga bigorneando. “Ninguém merece!” ─ eu penso, irritado. E, para espairecer, detenho-me no som do vento matinal. Ele sopra e, num dos apartamentos, faz drapejar uma bandeira desbotada, ali colocada há um século.

E o mesmo vento traz o estridular de um bem-te-vi e o fonfonar da buzina de um carro que, por pouco, não atropela uma senhora idosa, descuidadamente atravessando a rua.

Entre a harmonia e o susto, penso apertar o passo, em busca da minha selva desolada.

A modernidade, no entanto, praticamente excluiu as grandes áreas verdes da minha cidade e deram lugar a uma infinidade de prédios que, brotando de todos os lados, têm me tirado os horizontes.

Sem a selva, desolado sinto-me eu. E me detenho.

Neste momento, resta-me tão somente sonhar que a visão de um beija-flor trissando nos ares me leva por um caminho com árvores em verdes colóquios farfalhantes, à margem de um riacho murmurante, até a entrada de uma mata virgem.

Ao entrar, o pio de uma coruja parece um aviso, mas o gorjear de uma cotovia, um convite.

Já anoitecera e o céu negro se acendeu com miríades de pirilampos. Na terra, cigarras em coro começaram a ciciar.

Uma mata virgem, uma verdadeira selva, mas não desolada. Exuberante de sons, de aromas e de cores.

Embrenho-me nela, e nela deixo o meu mundo. E, já acordando do sonho, sinto que dela parti livre, como um Atlas desempregado!

Um detalhe, apenas: quando saí de casa, deixei meu endereço, pois vai que numa dessas você, caro leitor, também queira sair livre por aí, para atravessar alguma selva desolada e deixar seu mundo lá.

Nesse caso, se e quando assim decidir, me dê um alô. E vamos sair juntos, como dois Atlas desempregados. Ouvindo e sentindo… a sinfonia da vida!

Sergio Diniz da Costa

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Línguas e linguagens

Ella Dominici: Poema ‘Línguas e linguagens’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem gerada com IA do Bing - 3 de outubro de 2024 
às 4:09 PM
Imagem gerada com IA do Bing – 3 de outubro de 2024
às 4:09 PM

Algumas são lindas línguas
seja porque são rosadas
lisas, afiladas ou até macias
como suculentas, beijam e saboreiam

Algumas são enrugadas
desabrigadas de belezas dentais
denotam solidão acústica
se entregam na fome
e não degustadas
não degustam também as tais

Algumas são afáveis penas
de um destro escritor
habilidosas descrevem cenas
dizem palavras de amor

Outras línguas elegantes
são tão intelectuais e eloquentes
reportam fatos e nanobstantes
salmodiam, parodiam em tribunais
palanques palcos recitais

As mais selvagens lambem
como primitivas línguas
denunciam e são falsas
afiadas adagas
transpassam carnes e almas

Ella Dominici

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Meta – Linguagem

Resenha do livro ‘Meta – Linguagem’, de Lihra, pela Editora Uiclap

Capa do livro 'Meta: Linguagem', de Lihra, pela Editora Uiclap
Capa do livro ‘Meta: Linguagem’, de Lihra

RESENHA

Um livro repleto de sentimentos e dualidade.

O mundo gira entre amor e ódio, tristeza e felicidade, alegria e tristeza em cada caminho de nossa vida.

Um livro com poemas fortes, porém com palavras simples e fluidas.

Arrebatador!!

Amei!!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

Da simplicidade das situações cotidianas aos mistérios da origem do universo; da profundidade dos sentimentos à superficialidade da matéria; de uma simples viagem de ônibus a uma excursão interplanetária; do mundo em que você vive para o mundo que vive dentro de você.

Essa é a proposta de Meta: Linguagem, livro que reúne 21 poesias sobre assuntos diversos, para rir, se emocionar e questionar a vida a partir da própria vivência.

SOBRE A OBRA

Sua primeira obra foi ‘Textos que eu Deveria ter Rasgado’, pela Editora Versiprosa.

Ela nos conta que este livro foi escrito em um momento muito difícil, em que tentava se curar de um relacionamento complicado que a deixou com dependência emocional.

Foi escrito em plena pandemia. Tem um significado importante para Lihra, mas não a define como escritora.

O Meta: Linguagem foi onde encontrou sua própria voz na poesia, já com uma escrita mais madura, com temas que se sente mais segura em falar. Nele, ela sente que responde à pergunta de “por que eu me tornei escritora?”.

Ele foi lançado de maneira independente na Uiclap, cuidando, ela mesma, de todo o processo.

Lihra compareceu a 27ª Bienal do Livro de São Paulo/2024, onde expôs este livro.

Está em fase de produção do terceiro livro, até então intitulado ‘Me Chame de Lola’, que será em fluxo de consciência e centrado numa personagem única, mais focado em autoconhecimento.


Esse livro foi nascendo a partir das perguntas que eu me fazia desde criança.

O título foi um jogo com as palavras, a meta como algo que se pretende alcançar, e como eu sou de Letras, a linguagem é esse “algo”.

Mas também “meta” é algo que está além de, então tem o mundo além da linguagem, que só se alcança através das próprias palavras (como a função metalinguística que usa o código pra explicar o código.

Então, assim como palavras explicam as palavras, só a vida explica a própria vida

Lihra


SOBRE A AUTORA

Lihra tem 25 anos, nasceu e cresceu no Rio de Janeiro.

Recentemente se mudou para São Paulo, para fazer o mestrado em Estudos Linguísticos.

Além de escritora, Lihra é bruxa e taróloga e sempre traz uma ponta da espiritualidade para seus textos.

Imagem de Lihra

Começou a escrever bem pequena, ainda no ensino fundamental, nas últimas páginas dos cadernos de escola, mas era como um diário.

Ela não entendia que toda sua escrita era arte, e demorou a assumir o papel de escritora enquanto identidade.

Meta: Linguagem foi uma resposta àquela criança que só queria entender o significado das coisas e o seu lugar no mundo das palavras.

Tem como sua maior inspiração Clarice Lispector, então traz bastante em seus poemas o fluxo de pensamento e a introspecção.

Lihra sempre foi muito curiosa, de forma geral, e sempre se perguntava o significado das coisas, da vida, dos sentimentos, e percebeu que escrevendo conseguia organizar as ideias.

Sempre se inspirou em situações cotidianas, um passeio de ônibus, eventos da natureza etc., mas sempre querendo dizer o que sentia em relação àquela coisa.

OBRAS DA AUTORA

capa do livro 'Textos que eu deveria ter rasgado' de Lihra
Textos que eu deveria ter rasgado

Capa do livro Meta: Linguagem
Meta: Linguagem

Capa do livro 'Me chame de Lola',de Lihra
Me chame de Lola

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Resenhas da colunista Lee Oliveira




Desalento

Ana Kelly: Poema ‘Desalento’

Ana Kelly
Ana Kelly
Desalento - Imagem gerada com IA do Bing - 3 de outubro de 2024 às 8h53 AM
Desalento
Imagem gerada com IA do Bing – 3 de outubro de 2024 às 8h53 AM

A dor consome o coração
Que sangrando,
desoladamente dentro do peito,
Se desfaz em agonia.
Vazam as lágrimas que já não aguento sufocar.

Meus dedos frios,
Em minha face
São tudo o que me resta
de um platônico conforto.

Não tenha pena de mim,
Entre essas lápides esquecidas
Repousarei pela eternidade.
Talvez sem dor
Mas como um borrão
em meio a claridade.

Ana Kelly

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Averso

Ismaél Wandalika: Poema ‘Averso’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
"Sou o poeta da minha vida. Sou minha música favorita."
Imagem gerada com IA do Bing - 3 de outubro de 2024
 às 13:19 PM
“Sou o poeta da minha vida. Sou minha música favorita.”
Imagem gerada com IA do Bing – 3 de outubro de 2024
às 13:19 PM

Imploro
Coração ao relento
Sinto o vento no peito
Vivo
Nos olhares que me descrevem os instantes
Mergulho em mundos entre pesos constantes
Talvez seria forte, talvez fariam-me fortes

Nesse episódio fui
Um ontem cheio de incerteza entre as dúvidas de um amanhã que se foi…
Uma história nascida no pomar da vida
Um coração que corta e corrói
A cinza na trilha clamando por esperança

Família no traço
Construo pedaço
Vivo além dos meus suspiros
A jornada ensina-nos a trepar que nem gatos.

Sou o divino animal
Que conta seu medo em cada final
Feliz no seu interior
Oculta sua intensa dor
Chora seu silêncio elimina vive com determinação e fervor.

Averso
Vivo minhas ânsias
Como no prato o tédio das lembranças
Me levanto para viver minhas trilhas
Minha música favoritou o que detestava

Escrevo meu momento
Transcrevo meu nome no murro
Lamento suplicando aos ANCESTRAIS
O Sol nasce na crença de um amanhã melhor.

Tudo inverte
Lágrima escorre
Coração aperta forte
Cada dia antecipa um fim, parece.

E aqui vou
Aqui fico só
Mas no final sou o mais forte no meio desta gente infortúnios
Me ergo de forma emblemática
Sou o poeta da minha vida
Sou minha música favorita.


Soldado Wandalika

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