Grande Prêmio Internacional de Literatura Luís de Camões
O GRANDE PRÊMIO INTERNACIONAL DE LITERATURA LUÍS DE CAMÕES é uma condecoração criada pela FEBACLA, com o objetivo de homenagear à memória do poeta Luís Vaz de Camões
Grande Prêmio Internacionalde Literatura Luís de Camões
O GRANDE PRÊMIO INTERNACIONAL DE LITERATURA LUÍS DE CAMÕES é uma condecoração criada pela FEBACLA, com o objetivo de homenagear à memória do poeta Luís Vaz de Camões, considerado uma das maiores figuras da literatura lusófona e um dos grandes poetas da tradição ocidental.
O GRANDE PRÊMIO INTERNACIONAL DE LITERATURA LUÍS DE CAMÕES será concedido a escritores, professores da língua portuguesa, educadores, apreciadores da literatura e personalidades culturais brasileiras, cujos trabalhos ou ações mereceram especial destaque na defesa, promoção e valorização da literatura universal.
O GRANDE PRÊMIO INTERNACIONAL DE LITERATURA LUÍS DE CAMÕES consistirá na concessão de certificado e um troféu em formato de um prato dourado.
A Embaixada Cultural da Paz, órgão da FEBACLA, institui o Grande Prêmio Guardião da Paz e da Justiça
Grande Prêmio Guardião da Paz e da Justiça Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho, Grão-Chanceler Internacional da Embaixada Cultural da Paz
De conformidade com o Decreto Acadêmico n.° 0924.19/2024, é instituído, pela Embaixada Cultural da Paz, órgão da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA, o GRANDE PRÊMIO GUARDIÃO DA PAZ E DA JUSTIÇA.
Serão agraciados embaixadores da paz e personalidades que apoiam trabalhos voltados para o bem-estar das comunidades, valorizando crianças, idosos, portadores de necessidades especiais, meio ambiente, direitos humanos, causas sociais e humanitárias e tenham se destacado em relevantes contribuições a cultura brasileira.
Ceiça Rocha CruzImagem gerada com IA do Bing ∙ 1 de outubro de 2024 às 2:12 AM
Na tarde fria a chuva fina de mansinho. Dos seus dedos pálidos, uma canção, o palpite sonoro. Nos caminhos desolados, a brisa suave, céu escuro nuvens desiguais. Chove – o céu dorme.
A chuva cai solta, parece um sussurrar. No seu abraço, abraço: o tempo, o vento, a saudade, a solidão.
Desfolhei sob a chuva a rosa, enquanto molhava o rosto, escondo a lágrima que insistia em cair. Criei todas as palavras, ao vento, que ecoam no vale.
Chove, a rua se afoga, tudo está escuro… Há um vazio dentro de mim, choro e molho o jardim da vida.
As lágrimas que caem mesclam-se à água da chuva, do medo da saudade, da partida, dos momentos vividos, de tudo que se foi.
Numa tarde solitária de inverno, você surgiu tão de repente e num doce abraço, sussurrou aos meus ouvidos infinitos versos, cantou o amor que me fez delirar. E, na penumbra chuvosa, na canção da vinda, o amor novamente.
‘Fantastic Mr. Fox: Quando o cinema e o outono se encontram em stop-motion‘
‘Fantastic Mr. Fox: Quando il cinema e l’autunno si incontrano in stop-motion‘
Bianca AgnelliFonte: Unsplash
O outono na Europa chega com uma graça sutil, quase na ponta dos pés, mas com uma presença que nunca passa despercebida. Na Toscana, as colinas se tingem de tons quentes, os vinhedos explodem em cores e sente-se no ar o aroma inconfundível de castanhas e vinho novo.
Imersa nessa atmosfera muito sugestiva, decidi compartilhar um pouco dessa magia com você, leitor do Jornal Rol, acompanhando-o em uma viagem de outono através de um filme que sempre cativou meu coração. Porque se há um filme que grita ‘outono’ em cada quadro, é sem dúvida Fantastic Mr. Fox (2009) deWes Anderson. Diga-me que você já viu! E se não viu, bem… por Deus, é hora de remediar!
Imagine isso: tons quentes e envolventes, uma paleta predominante de laranjas, marrons e âmbar que fazem você se sentir imerso em um dia de outono perfeito. Quase como se estivesse pintando uma tela que celebra a estação das folhas caídas, Anderson brinca habilmente com as cores. O modo como vibram na stop-motion é, sinceramente, uma obra-prima visual. Não só pela sua estética impecável, mas porque cada único quadro transborda daquela característica simetria andersoniana que todos amamos.
Mas Fantastic Mr. Fox não é apenas um prazer para os olhos. Os personagens – ah, os personagens! São extravagantes, adoráveis, um pouco malucos, mas incrivelmente cativantes, cada um com seu carisma singular. A história? Baseada no livro de Roald Dahl, mas com um toque de Anderson que a torna uma aventura sofisticada, irônica e, ao mesmo tempo, emocionalmente rica. A raposa, Mr. Fox, se vê tendo que equilibrar sua natureza selvagem com a responsabilidade em relação à sua família, tudo isso em um contexto visualmente hipnotizante e pontuado por piadas sagazes.
Se você está se perguntando por que este filme é a quintessência do outono, basta olhar para o uso das texturas e materiais na stop-motion: a pelagem dos animais que parece quase tangível, as folhas que parecem crocantes sob os pés, as paisagens campestres douradas pelo Sol do final da estação. A realização de Fantastic Mr. Fox foi uma empreitada realmente única. Uma equipe de 140 pessoas trabalhou todos os dias, o ano inteiro, para que isso acontecesse. “Levou sete meses apenas para fazer o primeiro modelo da raposa e depois tivemos que criar 535 bonecos em seis tamanhos diferentes e vesti-los com múltiplos trajes. Wes supervisionou todo o processo, desde os cílios até as pálpebras. Nós até tivemos que inventar agulhas de tricô em miniatura para fazer as roupas.” O animador chefe Andy Gent sobre a produção do filme.
Esse é um dos motivos pelos quais esta película não é apenas um filme, mas uma experiência sensorial que envolve você e o faz sentir parte daquele mundo.
Uma curiosidade interessante é que a trilha sonora foi em parte gravada nos Abbey Road Studios, o famoso estúdio de gravação de Londres, conhecido por suas histórias musicais. É um lugar que viu os Beatles passarem, e agora abrigava um filme animado que celebra um mundo de raposas e fazendas. Além disso, as vozes dos personagens principais foram confiadas a um elenco estrelado, incluindo George Clooney, Meryl Streep e Bill Murray, cada um contribuindo para dar vida aos personagens de uma forma única e inimitável.
Além de sua beleza visual e narrativa envolvente, Fantastic Mr. Fox teve um impacto significativo na cultura pop. Algumas frases e cenas do filme tornaram-se icônicas, enquanto as citações são frequentemente compartilhadas e reproduzidas nas redes sociais. Os personagens, com seu estilo único e excentricidade, tornaram-se verdadeiros símbolos da estética de Anderson, ajudando a consolidar sua influência no mundo do cinema e além.
Por fim, o filme foi recebido com entusiasmo pela crítica recebendo duas indicações do premio Oscar por Melhor Filme de Animação e Melhor Trilha Sonora, juntamente com uma indicação ao prêmio Golden Globe e duas indicações ao prêmio BAFTA.
Há uma magia sutil em Fantastic Mr. Fox. Não é apenas entretenimento; é uma viagem visual que convida você a desacelerar, a apreciar os detalhes, a se perder nos tons quentes e nas extravagâncias de personagens irresistíveis. É o filme perfeito para quem ama cinema com personalidade, com uma estética que fica na memória e um coração que bate sob a superfície brilhante.
Se você ama o outono, se ama Wes Anderson, ou se simplesmente quer viver uma hora e meia de pura beleza visual, Fantastic Mr. Fox é o filme para você. Um conselho? Assista em uma noite fresca, talvez com uma coberta e uma xícara de chá, e deixe-se levar por este pequeno universo laranja e dourado.
Bianca Agnelli
Fantastic Mr. Fox: Quando il cinema e l’autunno si incontrano in stop-motion
L’autunno in Europa arriva con una grazia sottile, quasi in punta di piedi, ma con una presenza che non passa mai inosservata. In Toscana le colline si tingono di sfumature calde, i vigneti esplodono di colori e l’aria comincia a profumare di castagne e vino nuovo.
Immersa in questa atmosfera molto suggestiva, ho deciso di condividere un po’ di questa magia con te, lettore del Jornal Rol, accompagnandoti in un viaggio autunnale attraverso una pellicola che ha da sempre rapito il mio cuore. Perché se c’è un film che grida ‘autunno’ da ogni inquadratura, è senza dubbio Fantastic Mr. Fox di Wes Anderson. Dimmi che l’hai già visto! E se non l’hai fatto, beh… per dio, è il momento di rimediare!
Immagina questo: toni caldi e avvolgenti, una palette predominante di arancioni, marroni e ambrati che ti fanno sentire immerso in una perfetta giornata autunnale. Quasi come stesse dipingendo una tela che celebra la stagione delle foglie cadenti, Anderson gioca abilmente con i colori. Il modo in cui vibrano nella stop-motion è, sinceramente, un capolavoro visivo. Non soltanto per la sua estetica impeccabile, ma perché ogni singolo fotogramma trasuda quella caratteristica simmetria Andersoniana che tutti amiamo.
Ma Fantastic Mr. Fox non è solo un piacere per gli occhi. I personaggi – oh, i personaggi! Sono stravaganti, adorabili, un po’ folli, ma incredibilmente affascinanti, ognuno col suo singolare carisma.
La storia? Tratta dal libro di Roald Dahl, ma con un tocco di Anderson che la rende un’avventura sofisticata, ironica e, allo stesso tempo, emotivamente ricca. La volpe, Mr. Fox, si ritrova a dover bilanciare la sua natura selvaggia con la responsabilità verso la sua famiglia, tutto questo in un contesto visivamente ipnotico e punteggiato da battute sagaci.
Se ti stai chiedendo perché questo film è la quintessenza dell’autunno, basta solo guardare l’uso delle texture e dei materiali nella stop-motion: la pelliccia degli animali che sembra quasi tangibile, le foglie che sembrano croccanti sotto i piedi, i paesaggi campestri dorati dal sole di fine stagione. La realizzazione di Fantastic Mr. Fox è stata un’impresa davvero unica. Un team di 140 persone ha lavorato ogni giorno, per un anno intero, per farlo accadere. “Ci sono voluti sette mesi solo per realizzare il primo modello della volpe e poi abbiamo dovuto creare 535 pupazzi in sei diverse dimensioni e vestirli con molteplici costumi. Wes ha supervisionato tutto il processo, fino alle ciglia e alle palpebre. Abbiamo persino dovuto inventare dei mini ferri da maglia per fare i vestiti.” L’animatore capo Andy Gent sulla realizzazione del film.
Questo è uno dei motivi per cui questa pellicola non è solo un film, ma un’esperienza sensoriale che ti avvolge e ti fa sentire parte di quel mondo.
Una chicca interessante è che la colonna sonora è stata realizzata in parte negli Abbey Road Studios, il celebre studio di registrazione di Londra, noto per le sue storie musicali. È un luogo che ha visto passare i Beatles, e ora ospitava una pellicola animata che celebra un mondo di volpi e fattorie. Inoltre, le voci dei personaggi principali sono state affidate a un cast stellare, tra cui George Clooney, Meryl Streep e Bill Murray, ognuno dei quali ha contribuito a dare vita ai personaggi in modo unico e inimitabile.
Oltre alla sua bellezza visiva e alla sua narrazione coinvolgente, Fantastic Mr. Fox ha avuto un impatto significativo sulla cultura pop. Alcune frasi e scene del film sono diventate iconiche, mentre le citazioni sono spesso condivise e riprodotte sui social media. I personaggi, con il loro stile unico e la loro eccentricità, sono diventati dei veri e propri simboli dell’estetica di Anderson, contribuendo a consolidare la sua influenza nel mondo del cinema e oltre.
Infine, il film è stato accolto con entusiasmo dalla critica, ricevendo due candidature agli Oscar per Miglior Film d’Animazione e Miglior Colonna Sonora, insieme a 1 candidatura al premio Golden Globe e 2 candidature ai premi BAFTA.
C’è una magia sottile in Fantastic Mr. Fox. Non è solo intrattenimento; è un viaggio visivo che ti invita a rallentare, a goderti i dettagli, a perderti nei toni caldi e nelle stravaganze di personaggi irresistibili. È il film perfetto per chi ama il cinema con carattere, con un’estetica che ti rimane impressa e un cuore che batte sotto la superficie brillante.
Se ami l’autunno, se ami Wes Anderson, o se semplicemente vuoi vivere un’ora e mezza di pura bellezza visiva, Fantastic Mr. Fox è il film che fa per te. Un consiglio? Guardalo in una serata fresca, magari con una coperta e una tazza di tè, e lasciati trasportare in questo piccolo universo arancione e dorato.
‘A linguagem do pretérito imperfeito do indicativo e as armadilhas da cortesia’
Fidel FernandoImagem gerada com IA do Bing ∙ 29 de setembro de 2024 às 7:17 PM
Se o caro leitor nunca passou por uma situação que lhe deixou intrigado, saiba, pois, que eu já. Talvez até mais de uma vez. Como professor de Língua Portuguesa, tenho a oportunidade (ou a maldição) de vivenciar episódios em que o que a gramática legitima como certo, a vida prática, muitas vezes, rejeita com estranheza, ou pior, com risos.
Veja, certo dia, dirigi-me nestes termos a uma turma do ensino médio: “Queria que me dissessem as horas, por favor”. Era uma frase inocente, polida até. A forma verbal no pretérito imperfeito do modo indicativo, ‘queria’, carregava um tom de cortesia que me pareceu adequado ao contexto. Afinal, ensinar é também uma questão de respeito mútuo, não é verdade?
Entretanto, o que recebi em troca foi um coro de risadas, seguido da provocação de um aluno do fundo da sala (sempre do fundo da sala, onde se concentram as vozes mais atrevidas!): “Querias, já não queres mais?”.
Riram-se de mim. E eu, num primeiro momento, confesso, senti-me insultado. Como podiam zombar de algo que, para mim, era tão óbvio? Raciocinei velozmente e percebi, logo, que o erro, se é que podemos chamar assim, não estava neles. A dificuldade em entender a sutileza do pretérito imperfeito do modo indicativo como forma de cortesia era uma evidência clara de como a linguagem, quando usada correctamente, pode se tornar uma barreira na comunicação, especialmente quando o ouvinte não está acostumado a tais nuances.
Lembrei-me, então, de Marcos Bagno, autor do brilhante livro ʻNada na Língua é Por Acasoʼ. Ah, como eu queria que a turma tivesse a mínima noção disso! Queria eu lhes falar sobre os valores semânticos de certos modos e tempos verbais. No caso concreto, o uso do pretérito imperfeito do modo indicativo ʻqueriaʼ com valor de cortesia, delicadeza social, modéstia. É uma prática comum na nossa língua, um recurso que suaviza a ordem e torna o pedido menos impositivo. Todavia, para aqueles alunos, acostumados a uma comunicação directa, talvez até brusca, o uso do pretérito imperfeito do modo indicativo soava estranho, deslocado.
Se a frase tivesse sido “Me dizem só que horas são”, provavelmente não gerasse gargalhadas. Afinal, a familiaridade com expressões informais e a naturalidade com que eles se comunicam nas redes sociais e na vida diária não só moldam o jeito deles de falar, mas também a forma como eles percebem a correcção linguística.
Por isso, não é raro que o que é correcto aos olhos da gramática seja, na prática, interpretado como um erro. A Língua Portuguesa, rica e malemolente como é, carrega em si armadilhas que podem fazer até os falantes mais experientes tropeçarem. E, como revisores textuais, lidamos diariamente com essas malemolências do nosso idioma. Frases que, no papel, são impecáveis, mas, na prática, soam ininteligíveis ou mesmo risíveis.
Aquela turma, após uma breve explicação sobre o uso do pretérito imperfeito do modo indicativo, teria compreendido, tenho certeza. Contudo, o sino da escola, sempre implacável, tocou antes que eu pudesse transformar o riso em compreensão. E eu fiquei com a sensação de que, às vezes, a comunicação efectiva depende mais da adaptação ao público do que da fidelidade à norma.
Nesta hora, cumpre realçar, então, que a norma culta pode ser uma barreira, uma espécie de muro que separa o professor do aluno, e a mensagem, por mais bem elaborada que esteja, não chega ao seu destinatário.
Reflectindo sobre isso, percebo que o sino escolar, que havia interrompido a minha tentativa de explicar os valores semânticos do pretérito imperfeito do modo indicativo, também simboliza a urgência de novos paradigmas pedagógicos. Em vez de ensinar a norma, nada contra a norma da língua, precisamos construir pontes entre o que se espera em se tratando de correcção e o que é efectivo.
Quem nunca se sentiu assim, perdido entre o certo e o que é vivido diariamente, que atire a primeira pedra.
Com Marcos Reigota, Mariana Gomes, Carlos Carvalho Cavalheiro e Guaíra Maia, curadores da instalação ‘Onde nasci passa um rio’
Foto: Pedro Negrão
Encontro com as(os) profissionais que participaram da construção da instalação ‘Onde nasci passa um rio’, apresentando os processos e resultados de fazer estético, científico, poético e ecologista sobre o rio Sorocaba e as dimensões de suas relações com a sociedade.
Uma oportunidade para nos reconectarmos com o rio que nos atravessa.
Grátis
Local: Sala de Oficinas.
Data e horário
31/10 • Quinta • 19h00
Retirada de senhas 1 hora antes. A partir de 14 anos.