Verônica Moreira: Crônica ‘Aquela primeira poesia’
Verônica MoreiraImagem gerada com IA do Bing ∙ 19 de janeiro de 2025 às 6:39 PM
Fico imaginando como teria sido minha vida se, anos atrás, eu não tivesse escrito aquela primeira poesia — os primeiros versos que brotaram do âmago amargurado de minha alma. Ah, Deus… como teria sido se aquela falta não tivesse me causado o choro e o desejo de escrever? Páginas em branco que ficaram rabiscadas de tinta azul, vermelha, preta e molhadas de tinta incolor, vinda de meus olhos castanhos e meigos…
E se eu não tivesse escrito aquela primeira poesia? Quem eu seria hoje, quem seria amanhã? E se ninguém a tivesse lido? E se ali, na folha em branco, minha poesia tivesse morrido?
De lá para cá, muita coisa mudou em mim. Algumas portas se abriram e me fizeram evoluir, crescer e prosseguir em busca de sonhos outrora esquecidos.
Vivi sonhos que me foram roubados, pesadelos inesperados e ilusões. Acreditei em mentiras que julguei verdades, abracei falsidades que pensei ser amizades.
Amores idealizei. Pedaços pequenos tomei por metades, prisões confundi com liberdade. Até que um dia, enfim, conheci a fúria da maldade.
Tive medo e me escondi. Corri, o mais rápido que pude; fugi — de tudo, de todos, até de mim.
Deparei-me com a morte. Pensei que ela seria minha sorte, e ali fiquei, me esvaindo, caindo aos poucos.
Como as flores do campo que murcham, aparentemente morri. Todavia, eu tinha raízes profundas, raízes que resistiram à força das estações sem chuvas ou orvalhos.
Renasci. Mesmo na aridez, fui tempestade no deserto que havia em mim. Revivi, me derramei…
Agora, fico imaginando como seria minha vida se eu não tivesse escrito aquela primeira poesia.
Grande Prêmio Corcovado de Literatura e Belas Artes
O Grande Prêmio Corcovado de Literatura e Belas Artes consistirá na concessão de certificado e outorga do prato dourado com a imagem do morro do corcovado e do Cristo Redentor
Grande Prêmio Corcovado de Literatura e Belas Artes
Por meio do Edital nº 01018.2025, o presidente da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciência, Letras e Artes – FEBACLA, no uso de suas atribuições regimentais e estatutárias, estabeleceu na data de 18/01/2025 a criação do GRANDE PRÊMIO CORCOVADO DE LITERATURA E BELAS ARTES.
O presente edital tem como objetivo premiar artistas, acadêmicos, produtores culturais, poetas, escritores, jornalistas, advogados, historiadores, músicos, educadores, cientistas, empresários e militares, que tenham se destacado por suas ações meritórias, reconhecidas como abnegadas e de inestimável valor, pelos relevantes serviços prestados à sociedade no campo sociocultural.
O GRANDE PRÊMIO CORCOVADO DE LITERATURA E BELAS ARTES será conferido pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA e consistirá na concessão de certificado e outorga do prato dourado com a imagem do morro do corcovado e do Cristo Redentor.
O Morro do Corcovado é um dos locais mais conhecidos no Brasil. Com 710 metros de altura, o morro do Corcovado está dentro do Parque Nacional da Tijuca. Neste local está localizado o Cristo Redentor, estátua que possui 38 metros de altura e pode ser observada de vários pontos da cidade. Sem dúvida é a atração turística mais visitada do Rio de Janeiro e símbolo do país. O Cristo Redentor foi eleito numa votação em 2007 como uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.
Os interessados, deverão entrar em contato com Dom Alexandre e solicitar o edital.
Comenda Cidade Maravilhosa de Belas Artes, Letras e Ciências
A outorga da referida premiação é uma forma de reconhecimento pelas contribuições já realizadas, visando promover e estimular manifestações de caráter artístico e cultural
Comenda Cidade Maravilhosa de Belas Artes, Letras e Ciências
EDITAL Nº 01017.2025 – FEBACLA OUTORGA DA COMENDA CIDADE MARAVILHOSA DE BELAS ARTES, LETRAS E CIÊNCIAS, com as qualificações honoríficas de Comendador (a) da Cidade Maravilhosa
O Presidente da FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ACADÊMICOS DAS CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES – FEBACLA, no uso de suas atribuições regimentais e estatutárias, estabeleceu na data de 16/01/2025 a criação da COMENDA CIDADE MARAVILHOSA DE BELAS ARTES, LETRAS E CIÊNCIAS.
O presente edital tem como objetivo premiar artistas, acadêmicos, produtores culturais, poetas, escritores, jornalistas, advogados, historiadores, músicos, educadores, cientistas, empresários e militares, que por meio de suas atividades, enriquecem o cenário cultural.
A outorga da referida premiação é uma forma de reconhecimento pelas contribuições já realizadas, visando promover e estimular manifestações de caráter artístico e cultural.
O Rio de Janeiro é conhecido como CIDADE MARAVILHOSA por causa da sua beleza natural, que inclui praias, montanhas, florestas, rios e cachoeiras. O apelido também é uma referência à vida cultural da cidade, que conta com museus, centros culturais, teatros e cinemas.
O título de Cidade Maravilhosa surgiu em 1904, quando foi registrado no jornal “O Paiz” durante o carnaval. A expressão se popularizou em todo o mundo após a criação da marchinha de carnaval “Cidade Maravilhosa”, composta por André Filho em 1935. A música se tornou o hino da cidade.
A paisagem urbana do Rio de Janeiro é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. A estátua do Cristo Redentor, no alto do Corcovado, é um dos maiores símbolos da cidade e uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno
Os agraciados receberão o Título de COMENDADOR (a) DA CIDADE MARAVILHOSA.
Os interessados, deverão entrar em contato com Dom Alexandre e solicitar o edital.
Documentos históricos importantes retornam a Porto Feliz
O professor Carlos Carvalho Cavalheiro realizou a entrega de documentos históricos relevantes à Cúria Arquidiocesana e ao Arquivo Público Municipal ‘Sérgio Buarque de Hollanda’
Documento histórico destinado à Cúria Arquidiocesana e ao Arquivo Público Municipal ‘Sérgio Buarque de Hollanda’.
Na tarde da última terça-feira, 14 de janeiro, a sede da Tribuna das Monções foi palco de um momento significativo para a preservação da memória histórica de Porto Feliz. O professor Carlos Carvalho Cavalheiro realizou a entrega de documentos históricos relevantes à Cúria Arquidiocesana e ao Arquivo Público Municipal ‘Sérgio Buarque de Hollanda’.
Os documentos foram adquiridos pelo colecionador e negociante de antiguidades Gilberto Fernando Tenor, de Sorocaba, que, ao reconhecer sua importância, entrou em contato com o professor Carlos Cavalheiro. Tenor confiou ao professor a decisão sobre o destino mais adequado: manter os documentos em sua posse, repatriá-los para Porto Feliz ou doá-los a instituições apropriadas.
Entre os itens entregues estão dois encartes, com dez folhas cada, de livros de batismo de escravizados de Porto Feliz, datados de 1799 e 1809. Estes encartes são, possivelmente, parte de livros pertencentes à Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens e à Cúria Arquidiocesana de Sorocaba. Além disso, foram doados títulos de eleitor originais de 1886, 1890, 1902 e 1934.
Com a concordância de Gilberto Fernando Tenor, o professor Carlos decidiu devolver os documentos à cidade. Assim, contatou Maria Aparecida Faustino, representante da Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens, que, acompanhada por Valdir dos Santos, recebeu solenemente os encartes. Da mesma forma, os títulos de eleitor foram entregues à arquivista Janaína Souza Piva Mâncio, que os recebeu para o Arquivo Público Municipal.
“Esses documentos devem estar em acervo adequado e, quando possível, à disposição do público e dos pesquisadores. A informação histórica é um direito do cidadão”, enfatizou o professor Carlos Carvalho Cavalheiro.
A formalização da entrega contou ainda com as presenças de Roberto Prestes de Souza, Maurício José e Márcio Yamamoto.
Carlos Carvalho Cavalheiro
Carlos destacou a importância do gesto: “É o senso de comunidade e de cidadania que nos move. Que este gesto sirva de inspiração para que tantos outros, detentores de documentos da História local, se sintam estimulados a doá-los para o enriquecimento dos acervos públicos de Porto Feliz.”
Professor de História na rede pública municipal de Porto Feliz desde 2006, Carlos Carvalho Cavalheiro exerce suas atividades na EMEF Coronel Esmédio e é reconhecido por seu trabalho em prol da preservação histórica e cultural.
José Bembo Manuel: ‘Quando a morte a mim vier me visitar’
José Bembo ManuelImagem criada por IA do Bing – 17 de janeiro de 2025 às 9:46 AM
Quando a morte a mim vier visitar Intrusa e arruaceira Sedutora Estrondosa mente deixará Corações divididos estarão.
Substitua-se o amargo pelo doce da poesia Que nela estarei vívido Que sejam rasgados os engana dores Que línguas e bocas mudarão o curso do rio noticioso Que presenças não sejam colhidas Que o mundo é mundo apenas Enquanto o universo num verso se resume.
A religião onde Nzambi é aprendiz O karma da arte-mãe Karma de inquietas almas Anestesia de tensões Onde bocas se calam É a estrofe proferida do olimpo.
Se um poema for lido Um poema e mais nada Se uma música for sentida Que seja uma 10arranjada Um drama de qualquer pedaço do mundo for exibido O folclore continuará profundo Calem-se as vozes sonoras Que eu terei vivido o suficiente E minha viajem é ritmo d’arte banhada E por ela sou ente arte em transmutação.
Quando a morte a mim vier visitar EU, o único culpado Publicidades, not! Yes, mostra de artes Com presentes E se a solidão me acobertar Que se enunciem os versos mais sublimes Qualquer que seja Poetas não têm pátrias Poetas são do universo E eu no verso quero estar embalado.
Diamantino BártoloO Estado e os cidadãos Imagem criada por IA do Bing – 16 de janeiro de 2025 às 5:11 PM
A sociedade organizada e civilizada, estruturada por estratos sociais, com várias designações: ordens, classes, castas ou quaisquer outras, vem funcionando a partir do indivíduo, isoladamente considerado, para se desenvolver através da família, dos grupos, comunidades, instituições, estas, de diferente natureza e com objetivos diversos.
Na cúpula do sistema social existe o Poder, materializado numa figura jurídico-política, denominada por Estado, que não é uma instituição abstrata, (tradicionalmente considerado uma figura sem rosto) porque tem personalidade jurídica e está concretizado e funciona organizado por diversos Departamentos oficiais, dirigidos e sob a responsabilidade de cidadãos eleitos e/ou nomeados legal e formalmente, por quem tem competência para o fazer.
E se numa conceção clássica e formalmente aceite, se pode definir o Estado como sendo: um grupo de cidadãos (povo); localizados geograficamente num determinado espaço (território); delimitado por fronteiras, internacionalmente reconhecidas; cujo povo comunga de uma cultura, história e língua comuns; e tem objetivos e desígnios coletivos, que toda a população defende, então o Estado é constituído por todos aqueles elementos, os quais não têm quaisquer responsabilidades perante o cidadão e a instituição, particularmente considerados.
O Estado abstrato, assim entendido, nem sempre defende os interesses, não promove atempadamente a justiça, não distribui equitativamente as riquezas nacionais, logo, em tais circunstâncias, não pode exigir dos cidadãos, e das instituições particulares, isto é, da sociedade civil, o cumprimento de determinadas obrigações. Importa, então, analisar o Estado concreto, objetivo, identificável.
Convém, portanto, pelo contrário, considerar e aceitar o Estado nos seus constituintes: materiais, humanos, jurídicos e políticos, identificados nos diferentes e especializados Departamentos, com uma nomenclatura própria e aqui aleatoriamente invocada: Ministério da Justiça; Secretaria de Estado das Finanças; Direcção Geral da Educação; Administração Regional de Saúde, Câmara Municipal, Junta de Freguesia e tantas outras designações.
Tais Organismos são dirigidos por pessoas, presumível e desejavelmente, responsáveis, competentes, justas, compreensivas e tolerantes. É o Estado personalizado, com rosto, humanizado, identificado, exercendo funções bem definidas, de acordo com as competências legais atribuídas ao respetivo titular do cargo, titular este que deveria ser escolhido pelo povo, desde o secretário de estado ao ministro, no mínimo, porque assim evitava-se o voto no desconhecido.
Este Estado, na sua configuração política, é detentor de poderes, praticamente ilimitados e distribuídos, pelo que constitucional e tradicionalmente se convencionou designar, por Órgãos de Soberania: Presidência da República enquanto Poder Moderador; Assembleia da República, como Poder Legislativo; Governo, o Poder Executivo e o Poder Judicial.
Estes Poderes são desempenhados por cidadãos com rosto, responsáveis e responsabilizáveis, tal como o cidadão comum que, quando não cumpre os seus deveres é punido, mesmo que tendo infringido a Lei involuntariamente e/ou por ignorância.
Venade/Caminha – Portugal, 2025
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
Joelson MoraImagem criada por IA do Bing – 16 de janeiro de 2024 às 8h30
A busca por evolução pessoal exige mais do que o simples desejo de mudança. É um processo que envolve três pilares fundamentais: comprometimento, autorresponsabilidade e autoconhecimento. Esses elementos, alinhados, formam a base para uma transformação genuína e sustentável.
Comprometer-se significa assumir um propósito com firmeza. Estudos da psicologia positiva mostram que indivíduos com alto grau de comprometimento apresentam maior resiliência e satisfação na vida (Seligman, 2011). O comprometimento vai além de querer algo; ele exige ação diária e constância, mesmo diante das adversidades.
Para incorporar o comprometimento em sua rotina:
Estabeleça metas claras e alcançáveis. Divida grandes objetivos em pequenas etapas.
Registre seu progresso. Use um diário ou aplicativo para acompanhar sua evolução.
Reforce sua motivação. Lembre-se dos benefícios que a mudança trará para sua vida.
Autorresponsabilidade é a capacidade de reconhecer que somos os principais responsáveis por nossas escolhas e resultados. O psiquiatra Viktor Frankl, em seu clássico Em Busca de Sentido, destaca que, mesmo em circunstâncias extremas, podemos escolher nossa atitude frente à adversidade.
Para praticar a autorresponsabilidade:
Evite culpar terceiros. Identifique o que está ao seu alcance para mudar.
Reflita sobre suas decisões. Pergunte-se: “Quais ações me trouxeram até aqui?”
Tome iniciativas. Não espere que alguém resolva seus problemas por você.
O autoconhecimento é o ponto de partida para a evolução. Ele permite identificar pontos fortes, fraquezas, valores e crenças. Segundo Carl Jung, “quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta”.
Estratégias para aprofundar o autoconhecimento:
Meditação e mindfulness. Reserve ao menos 10 minutos diários para observar seus pensamentos e sentimentos.
Escrita reflexiva. Anote o que sente, pensa e aprende com suas experiências.
Feedback externo. Pergunte a pessoas confiáveis como elas percebem você.
Exemplos de Exercícios Diários para Aplicação:
Gratidão Consciente: Liste três coisas pelas quais você é grato diariamente. Estudos demonstram que a prática da gratidão melhora o bem-estar emocional (Emmons & McCullough, 2003).
Planejamento Noturno: Antes de dormir, revise seu dia e planeje as prioridades para o dia seguinte.
Exercício do Espelho: Olhe-se no espelho e repita afirmações positivas sobre si mesmo.
Diálogo Interno: Substitua pensamentos negativos por perguntas como “O que posso aprender com isso?”
Comprometimento, autorresponsabilidade e autoconhecimento são ferramentas poderosas para a evolução pessoal. Psicólogos, psiquiatras e terapeutas integrais concordam que o caminho do autodesenvolvimento exige prática, paciência e perseverança. Ao adotar esses pilares e incorporá-los em sua vida, você estará construindo uma base sólida para alcançar todo o seu potencial.
Que tal começar agora? Dedique cinco minutos para refletir sobre suas metas, comprometa-se com pequenos passos e observe como sua vida pode se transformar. Afinal, a jornada para uma versão melhor de si mesmo começa com a decisão de dar o primeiro passo.