Por que devemos escrever?

Lina Veira: ‘Por que devemos escrever?’

Lina Veira
Lina Veira
Imagem gerada com IA do Bing ∙ 24 de setembro de 2024 às 10:30 AM

Com o avanço da tecnologia e dos meios de comunicação, o mundo moderno se edifica no aparato do tecno-científico, que tem como meta o máximo do bem-estar material, e como meios a produção de consumo, a desenfreada conquista da ‘liberdade’. Sem o hábito de escrever e refletir de muitos, a facilidade de dizer o que pensam, embora digam através de redes que, muitas vezes, as protege no anonimato, cria uma atmosfera desagradável artificial e insegura para relações, da própria finalidade das redes sociais e textos literários.

Vomitar opiniões idiotas e ofensivas virou significado de liberdade de expressão dentro de um contexto ou não. Nas redes sociais muitos assinam suas postagens simplesmente como anônimo, ou através de perfis falsos. Geralmente pessoas sem amigos na vida real, ou com algum problema psicológico não cuidado. Curtem viver de burburinhos na internet recebendo como recompensa a falsa sensação de ser ‘amado’ ou ‘admirado’, mesmo que seja por alguém com quem nunca teve contato real.

Se a linguagem escrita reflete a evolução mental de um homem, para entendermos a realidade dos nossos tempos, é preciso compreender que vivemos numa época em que impera a explicação de tudo pela razão, e pela conquista da liberdade muitas vezes de forma desenfreada, com a busca da felicidade a qualquer preço.

Valores sem verdadeiros sentidos para realização pessoal. Distante de uma formação com leitura orientada, interpretativa e questionadora do exercício do escrever e do se expressar com mais amadurecimento e originalidade que traz o habito da leitura: sua liberdade criativa com evolução mental e uma linguagem rica e consciente do sentir, refletir e julgar.

Ninguém é contra o progresso, mas toda ideia vem da experiência, do conhecimento. Como escreveu Seneca: “Escrever é uma embriaguez que excita, vicia e liberta. Mas é o pudor, o limite, a reserva que ensina mais”.

Toda liberdade é possível dentro de um contexto e sem ela não existe estética no manuseio das palavras, nem efeitos de uma comunicação desejada. Não é de se admirar que muitos não sintam qualquer atrativo para escrever. Quem não lê, fala pouco, não tem ideias próprias, imagine escrever.

No mundo de hoje, ironicamente chamado da comunicação, a verdade é que não sabemos nos comunicar. Mas de quem seria a culpa? Diria de ninguém. Nossa mesma, de escolhermos uma posição cômoda e passiva que nos transforma em presas fáceis para ideologias politicas enganosas, nos tornando alienados e ‘Maria vai com outras’, sem opinião própria e sem o exercício do pensar.

Reagir é preciso para que, através da escrita, o jovem dê valor a si, aprenda a olhar com profundidade e descubra o mérito relativo das coisas, os enganos, o que é belo e puro a serviço da cultura, da união de uma coerente linguagem falada e escrita. Ninguém é contra o progresso, mas toda ideia vem da experiência e hábito da leitura, do conhecimento mais profundo, da sabedoria e reflexão. Aprendemos a escrever, quando aprendemos a pensar.

Eis, portanto, porque devemos escrever.

Lina Veira

Contatos com a autora

Voltar

Facebook




Infinity

Clayton Alexandre Zocarato: Poema ‘Infinity

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
"...Olhos de pedras gigantescos Se chocam com as ondas..."
Imagem gerada com IA do Bing ∙ 23 de setembro de 2024 às 7:24 PM
“…Olhos de pedras gigantescos Se chocam com as ondas…”
Imagem gerada com IA do Bing ∙ 23 de setembro de 2024 às 7:24 PM

Respondo para runas desertificantes

Necessito de dunas de caridades

Inseridas na brevidade

De minhas carnes pecaminosas

Procurando alguma consistência de paixões

Em torno de corações.

Cegos por corpos  arcadianos

Buscando o sol da humildade

Qual o quê?

Danço no bolero do seu vazio

A existência deseja  consciência

Olhos de pedras gigantescos

Se chocam com as ondas

Que pelo sal do infinito

Produz um éter de solidão

Designando lutas comportamentais

Por um astral abissal

Que se lance em uma doce

Promiscuidade intelectual

Que em momentos espirituais

Fazem os “sapiens” desiguais

Perdidos em suas paixões

Celestiais e Corporais

Clayton Alexandre Zocarato

Contatos com o autor

Voltar

Facebook




Aldravia (4)

Pietro Costa: ‘Aldravia’ (4)

Pietro Costa
Pietro Costa
Imagem gerada com IA do Bing ∙ 23 de setembro de 2024 às 3:31 PM

páginas

prosa

retratam

povo

genuína

identidade

Pietro Costa

Contatos com o autor

Voltar

Facebook




Início da primavera

Denise Canova: Poema ‘Início da primavera’

Denise Canova
Denise Canova
Imagem gerado com IA  do Bing ∙ 23 de setembro de 2024 às 1:09 PM
Início da primavera
Imagem gerado com IA  do Bing ∙ 23 de setembro de 2024 às 1:09 PM

Início da primavera

Que linda!

Florida

Cheia de amor

Feliz primavera

Dama da Poesia

Contatos com a autora

Voltar

Facebook




EU NINHO PARA POUSAR

Com ‘Eu Ninho Para Pousar’, primeiro livro de Pâmela Beatriz com lançamento presencial, a emoção foi o destaque

Capa do livro 'Eu Ninho Para Pousar', de Pâmela Beatriz
Capa do livro ‘Eu Ninho Para Pousar’, de Pâmela Beatriz, pelo Clube de Autores

No dia 21 de setembro a poetisa pernambucana Pâmela Beatriz lançou ‘EU NINHO PARA POUSAR‘, pelo Clube de Autores, e prefaciado pelo poeta baiano Manoel Hélio Alves, um dos criadores e mediadores do Sarau do Manoélio

Foi o primeiro lançamento presencial de Pâmela Beatriz, e ocorreu durante o Sarau do Manoélio, na Biblioteca do CEU Rosa da China, localizado na Rua Clara Petrela, 113 – Jd. São Roberto – São Paulo (SP), contando com a participação musical de Mano Scofield.

Um momento inesquecível

“Realmente, ainda não caiu a minha ficha desse momento glorioso, eu sou eternamente agradecida por viver isso tudo ao lado de pessoas inesquecíveis”, foram as primeiras palavras de Pâmela Beatriz, de 25 anos, diante do nascimento oficial do primeiro livro solo. Emocionada, e alegando faltar-lhe as palavras, Pâmela pareceu ter saído de um sonho, mas, voltando à realidade, reconheceu o próprio mérito durante os quatro anos de jornada literária.

Também reconhecendo as pessoas que a incentivaram, destacou: “Eu jamais vou esquecer de quem me estendeu a mão no passado para que eu pudesse viver o tempo presente e os que hoje seguram a minha mão para viver o que em breve virá para mim”.

EU NINHO PARA POUSAR‘, sob a visão de Pâmela, “é de uma responsabilidade imensa”, porém, a jovem poetisa confidencia: “Eu não sei mais viver sem escrever e publicar as minhas obras, não me vejo sem esse dom e sei que, com perseverança, posso ir além, sem esquecer dos que pavimentaram o meu caminho na literatura, e a esses sou eternamente grata”.

Sinopse

EU NINHO PARA POUSAR‘ originou-se através da ideia das ‘curtinhas’, projeto da coletiva literária Sarau poesia de esquina, por intermédio de Sara Vieira de Camargo (Pazsarinha), que no grupo de WhatsApp ‘Escola da Poesia‘, entre os meses de julho a agosto de 2024, motivou poetas/poetisas a escreverem poemas curtos de quatro até oito linhas.

Ao todo foram 30 dias, 30 palavras que 19 artistas escreveram em suas múltiplas inspirações e principalmente amor pela poesia, que os unem e os movem a viver.

A autora traz 31 obras inspiradas neste projeto, em que o leitor poderá captar um pouco da essência da alma de quem o criou, e em cuja obra poderá interagir com cada palavra que a autora escreveu e, assim, usar e ousar da sua imaginação e, quem sabe, se descobrir um artista das palavras.

Para o leitor que, certamente, já se identificou com o entusiasmo de Pâmela Beatriz, o livro poderá ser adquirido pelo saite do Clube de Autores: https://clubedeautores.com.br/books/search?where=books&what=Eu+ninho+para+pousar.

Preços:
R$ 46,19 reais – Físico na coloração preto e branco
R$69,29 reais – Físico na coloração colorido
E-book – R$27,35 reais

Sobre a autora

Pâmela Beatriz

Natural de Bezerros (PE), e atualmente residente em São Paulo, capital, Pâmela Beatriz é escritora, poetisa, romancista, contista e cordelista.

Começou a poetar em 2015 na escola em que cursava o 2° ano de ensino médio, e sua trajetória literária é admirável: 21 livros escritos, mais de 950 poemas, três cordéis, 10 livros publicados e 24 aprovações em Antologias.

É membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB e da Academia Hispano-Brasileña de Ciências, Letras y Artes – AHBLA, e Acadêmica Internacional da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA.

Mídias sociais: Instagram e YouTube

Imagens do lançamento

Público presente ao lançamento
Público presente ao lançamento

Sarau de lançamento na Biblioteca do CEU Rosa da China,
Sarau de lançamento na Biblioteca do CEU Rosa da China,

Pâmela Beatriz declamando
Obras da autora – Biblioteca do CEU Rosa da China,

Livros de Pâmela Beatriz
Livros de Pâmela Beatriz

Voltar

Facebook




Não há escolha

Resenha do livro ‘Não há escolha’, de Antônio Carlos Tavares de Oliveira, pela Editora Frutificando

Capa do livro ‘Não há escolha’

RESENHA

Em plena ditadura militar, Paulo e Glória se conheceram e se apaixonam.

Foi amor à primeira vista.

Porém, além de ser uma época de muita truculência política, ainda haviam outros fatores, muito mais perigosos, que colocariam em risco este amor.

Um romance incrível, com muitas reviravoltas e um final sensacional.

Uma época muito triste da história nacional, mas que Antônio suaviza a narrativa com um história de amor forte e inspiradora.

Leiam!!!

Eu amei!!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

Um drama envolvente que remonta ao tempo sombrio da ditadura militar brasileira, entre os anos de 1964 e 1985, e suas revelações na era democrática em 2008.

O que a repressão fez com pessoas comuns que apenas queriam um lugar ao Sol na nossa sociedade?

Um torturador.

Uma vingança.

Uma verdade a ser revelada.

SOBRE A OBRA

Antônio é um apaixonado por História.

Este fato o motivou a escrever este livro, focado neste período da ditadura militar brasileira, que este ano completou 60 anos de seu início.

Ao lembrar de como o país estava e como ele conseguiu se encaminhar para redemocratização, a história de amor entre Paulo e Glória surgiu em sua mente.


“Escrever para mim é sempre um prazer e pesquisar os fatos históricos para situar meus enredos é extremamente gratificante. “

Antônio Carlos Tavares de Oliveira


SOBRE O AUTOR

Antônio Carlos Tavares de Oliveira

Antônio Carlos Tavares de Oliveira é brasileiro, carioca e tem 60 anos, advogado e formado na licenciatura em História.

Define-se como um apaixonado pelo passado, grato pelo presente, esperançoso pelo futuro e é um grande entusiasta da literatura nacional.

Autor que se apropria de fatos históricos para criar ficções baseadas na esperança e no amor.

REDES SOCIAIS DO AUTOR

OBRAS DO AUTOR

Quadrilogia “A escuridão se ilumina”, de Antônio Carlos Tavares de Oliveira
Quadrilogia “A escuridão se ilumina”

Capa do livro O  ar de Berlim, de Antônio Carlos Tavares de Oliveira
O ar de Berlim

Capa do livro ) sol Reluzente, de Antônio Carlos Tavares de Oliveira
O sol reluzente

Capa do livro Não hà escolha de Antonio Carlos Tavares de Oliveira .
Não há escolha

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




De Luanda (Angola) para o Jornal ROL, Fidel Fernando!

Fidel Fernando traz para o Jornal Cultural ROL as letras pujantes educacionais e literárias de Angola!

Fidel Fernando
Fidel Fernando

Fidel Fernando (António José Fidel Fernando) reside em Luanda (Angola).

Academicamente, é licenciado em Ciências da Educação, no curso de Ensino da Língua Portuguesa, pelo Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED/Luanda), onde concluiu sua formação em 2018.

Antes disso, obteve o título de técnico médio em educação, na especialidade de Língua Portuguesa, pelo Instituto Médio Normal de Educação Marista (IMNE-Marista/Luanda), em 2013.

Profissionalmente, atua como professor de Língua Portuguesa, dedicando-se à formação e ao desenvolvimento de habilidades múltiplas nos seus educandos.

Além das suas funções docentes, exerce a atividade de consultor linguístico e revisor de texto, contribuindo para a clareza e precisão na comunicação escrita em diversos contextos. Tornou-se colunista do Jornal Pungo a Ndongo, onde compartilha semanalmente sua visão sobre temas atuais ligados à educação e à língua.

Fidel Fernando inicia a jornada ROLiana com o artigo ‘A arte de ensinar além das preferências’ uma importante reflexão sobre a figura do professor no processo educacional.

A arte de ensinar além das preferências

Imagem gerada com IA do Bing ∙ 20 de setembro de 2024 às 7:23 PM

Como professores, somos, muitas vezes, confrontados com a realidade de que nossas preferências podem influenciar a maneira como ministramos nossas aulas. No entanto, esse gosto não pode, de maneira alguma, nos impedir de abordar conteúdos que não nos agradam. Isso seria um desserviço aos nossos alunos e à nossa profissão.

Infelizmente, constatamos, com uma tristeza muito entristecedora (sim, o pleonasmo é intencional), que alguns professores preferem aprofundar-se em temas que lhes são mais confortáveis, negligenciando outros que são igualmente importantes para a formação integral dos estudantes. Em relação à disciplina de Língua Inglesa, sem querer meter-se em cuecas largas, um exemplo comum de que estamos recordados é a preferência por se ensinar verbos ʻto beʼ ou ʻto doʼ durante semanas, enquanto outros conteúdos essenciais do currículo ficam relegados a segundo plano.

Compreenderíamos, em certa medida, se essa escolha fosse feita com o intuito de preencher lacunas de aprendizagem dos alunos em determinado conteúdo. No entanto, mesmo nesses casos, o professor tem a responsabilidade de retomar os conteúdos programáticos, garantindo que todos os objectivos da disciplina sejam alcançados. Não se trata apenas de ensinar o que gostamos, mas de assegurar que os alunos tenham uma formação completa e equilibrada.

Imagine uma turma que tem dificuldades com o uso correcto da vírgula. Se o professor, por qualquer razão, não gosta de ensinar pontuação ou não se sente seguro nesse conteúdo, o mais sensato seria buscar superação nesse campo, preparando-se para ministrar a aula de forma eficaz. Outra alternativa seria realizar um intercâmbio de saberes, convidando um colega com mais afinidade ao tema para conduzir a aula. Essa atitude não apenas demonstra humildade e compromisso científico, mas também motiva os alunos. Afinal, uma nova voz na sala de aula pode ser um estímulo valioso para a aprendizagem.

Fidel Fernando

Contatos com o autor

Voltar

Facebook