Ella Dominici: ‘Saudosismo daquelas gentes e pássaros’
Ella DominiciImagem gerada com IA do Bing ∙ 14 de setembro de 2024 às 3:12 PM
Saudade tanta atingira os passarinhos viram queimados outros, a fogo, rastros deixados lembrariam atos fúnebres Àqueles que alçaram lindo porte e cores, ou ainda cantigas das árvores amigas, cotidianas sombras às galhardas danças ?
O que cantam estes olentes sentimentos de saudades dos oboés em odes? o que falta aos pequeninos emplumados no sereno amanhecer, marchando pisadelas em folhas de rasgos do amarelo outonar do ser ?
“Saí-bicudo” louvou em celeste hino norte à sul.
em caminhada sabiás aos longo do retorno anunciado, admiráveis cantores dizendo palavras versos e algum grito nos leves estros
ao som de assobio afinado, fogem do peito-pássaro-poeta-apaixonado, deixando vozes de amor à vida em seu voo,
às altas virtudes enverga-se meigo ninho ouvindo falas pios aos ventos mágicos, passarinhas em seus mimos e carinhos
Constelando-se estrela erguida que tudo lembrará à selva no passado-pássaro-pensamento passarinhando em Gonçalves,
Dias cintila asas de antes e madrigais momentos galanteios, Onde sonho, devaneio ido, ainda gorjeia um chorinho: Saudades!
Sandra AlbuquerqueGerado com IA ∙ 21 de setembro de 2024 às 8:34 AM
É manhã Ainda sonhando com a noite enluarada E o céu estrelado Sinto os primeiros raios solares Refletindo em meus lençóis. E ouço os cânticos singelos dos pássaros E o ciciar das cigarras. Espreguiço-me lentamente Enquanto da cama me levanto. E sobre a camisola branca Coloco o meu roupão de seda Vou até a sacada. Caminho até a varanda Sento-me na espreguiçadeira. Olho o céu azul, E as ondas que batem nas pedras indefesas misturando-se à areia suave e límpida. A brisa que leve soa Traz o aroma das flores De todas as cores Dos jardins dali: Margaridas, girassóis Sempre-vivas, rosas, acácias e camélias Papoulas e ipês. Que paisagem encantadora! As folhas aplaudem Os beija-flores Enfeitam o ambiente Em um tom primaveril .
Comendadora Poetisa Sandra Albuquerque Rio de Janeiro,19 de setembro de 2024
Diamantino BártoloEducação para a cultura da responsabilidade Imagem gerada com IA do Bing ∙ 19 de setembro de 2024 às 8:37 AM
Um projeto de cooperação, independentemente da qualidade em que as partes intervêm, implica uma total disponibilização para colaborar, responsável e eficazmente, nas áreas previamente acordadas, e rigorosamente apoiadas pelas instituições e/ou pelos indivíduos, particularmente considerados.
Nesse sentido, a implementação de uma instrução para uma cultura da responsabilidade técnica, social, ética e moral, a partir das gerações mais novas, e ao nível dos ensinos médio e superior, parece ser uma medida oportuna e exequível, para o que se requerem pessoas entusiasmadas, apoiadas e disponíveis para se empenharem, se possível, a tempo inteiro, em projetos de cooperação internacional, seja no quadro oficial dos Governos, das Empresas, das Associações, das Organizações Não-Governamentais e/ou dos particulares.
São necessárias pessoas que estejam dispostas para a cooperação, numa atitude de trabalho permanente, sem preocupações de idade, nem de estatutos, sabendo desfrutar da existência, um dia de cada vez na vida, que é gratuitamente oferecida: «Trabalhar como se a vida fosse eterna, viver como se fossemos morrer amanhã, eis um lema dos mais nobres e generosos, mas igualmente um lema realista, porque a realidade é esta, nós somos uma doação, como obra e vida, e só podemos ser fiéis a nós mesmos se continuarmos a ser a doação que somos pelas nossas origens.» (MENDONÇA, 1996:156).
Igualmente a partir da família e da escola, uma cultura da responsabilidade é uma tarefa para a qual os encarregados de educação, educadores, professores e formadores devem estar bem preparados, não só em conhecimentos específicos, como também nas boas-práticas diárias.
Comprometimento implica liberdade, na medida em que cada pessoa só pode ser responsabilizada pelos atos que livremente pratica, nem de outro modo se compreenderia.
Por isso, educar para uma cultura da responsabilidade, aciona um processo de cooperação, de parceria, de liberdade, entre as partes, logo, a cooperação, no seu sentido mais amplo, no quadro institucional, entre nações, instituições, associações e particulares, deve realizar-se com pessoas responsavelmente livres e livremente responsáveis.
Com efeito: «Responsabilidade é reconhecimento da autoria e aceitação das consequências de seus atos. São manifestações de responsabilidade assumir intensa, plena e voluntariamente suas decisões, responder leal e corajosamente pelos seus cometimentos, prestar contas dos encargos ou obrigações, sofrer críticas, defender direitos inerentes ao merecimento. A educação do senso de responsabilidade é tarefa heróica, pois exige autoridade e maturidade dos educadores.» (SCHMIDT, 1967:14).
BIBLIOGRAFIA
MENDONÇA, Eduardo Prado de, (1996). O Mundo Precisa de Filosofia, 11ª edição, Rio de Janeiro RJ: Agir Editora,
SCHMIDT, Maria Junqueira, (1967). Educar para a Responsabilidade, 4ª edição, Rio de Janeiro RJ: Livraria Agir Editora.
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
“Vai-se o anel e ficam os dedos” ou “Vão-se os anéis e ficam os dedos”? Eis a questão!’
Sergio DinizCriador de Imagens no Bing. Da plataforma DALL·E 3
Na semana passada*, publiquei neste jornal a crônica ‘Os óculos dos poetas’. E, nela, citei este provérbio português: “Vai-se o anel, ficam os dedos”.
Um ‘amigo’ meu, e ex-colega da Faculdade de Direito, e com o qual há um bom não me correspondia ─ ou melhor, ele, em relação a mim ─, resolveu agora, por telefone, promover um ’contato imediato de 3.º grau’, entretanto, não para me abduzir, evidentemente, pois que ele ─ até prova em contrário ─ é da Terra mesmo.
A reaproximação também não foi motivada por uma súbita ou mesmo antiga saudade, porém, para comentar que minha crônica ─ apesar de interessante ─ continha um erro de citação. E frisou isso com tanta ênfase, que fiquei imaginando se não seria um ‘erro de excitação’!
Segundo referido amigo, o provérbio correto é: “Vão-se os anéis e ficam os dedos”! Aliás, em sabendo que, atualmente, além de escritor e poeta, também sou revisor de livros, concluiu que o que ocorreu foi, simplesmente, uma falta de revisão, da minha parte mesmo.
Ouvi, atentamente, as observações e, em primeiríssimo lugar, perguntei como ele estava, e igualmente a família; se ainda estava trabalhando no mesmo escritório de advocacia e outras coisas mais, pois, afinal de contas, fazia um século que nós conversamos pela última vez. Minto! Exagero meu! Fazia apenas quatro anos.
Tive, então, que defender minha ‘poli position literária’, afinal de contas, sou um recente colunista de um jornal idôneo.
E, nessa defesa, informei-o que, ao escrever a crônica e fazer a citação, havia feito uma consulta prévia a um grande amigo meu, esclarecedor de todas as minhas dúvidas: Mr. Google! E ele me informou que o adágio correto realmente é: “Vão-se os anéis e ficam os dedos”.
Na crônica, contudo, ─ esclareci ─, optei pelo uso do singular. E justifiquei a opção! Afinal de contas, para alguém roubar um anel (a ponto de até se levar o dedo junto), este deve ser muito valioso. Isso, evidentemente, se o criminoso tiver algum pedigree, porque, se for um pé de chinelo qualquer, leva até um de R$ 1,99…
Os tempos, entretanto ─ aduzi ─, financeiramente falando, estão difíceis para todo mundo e, por esse e outros motivos, mais violentos, e, excepcionando a hipótese de exibição de joias caríssimas em festas chiques, ninguém fica ‘dando sopa’ pelas ruas com bens caríssimos.
Por esta lógica simplérrima, mas real, defendi que minha opção não malferiria os olhos ou os ouvidos de ninguém.
Aliás, já que estávamos falando de ‘provérbios’, fi-lo lembrar de uma das nossas aulas de Redação Forense, na qual estudamos o célebre discurso Oração aos Moços, do mais célebre ainda, o grande mestre Rui Barbosa. E este, ao justificar sua ausência à cerimônia de formatura dos alunos do curso de Direito, da Turma de 1921, da qual era o paraninfo, escreveu uma das mais belas peças de oratória de que se tem conhecimento, e, nesta, declina vários sinônimos de ‘provérbio’, a saber: além do próprio provérbio, adágio, anexim, prolóquio.
Portanto, terminei minha defesa perante esse amigo, justificando o porquê da minha decisão em citar o tal prolóquio no singular, todavia, ressaltando a altíssima importância dos anexins.
Ele, do outro lado da linha ─ tive essa impressão ─, pareceu-me um tanto quanto consternado comigo, mas, suspirando fundo, desejou-me ‘tudo de bom’ e, antes de desligar, me informou ─ animadíssimo! ─, que, nestas eleições, estava se candidatando a vereador.
E que contava comigo ─ evidentemente!
Eu também lhe desejei ‘tudo de bom’, incluindo o ‘sucesso na futura carreira!’
Ao desligar o telefone, porém, lembrei-me do famoso Cometa de Haley, que passa por aqui somente a cada 76 anos.
Alguns amigos também poderiam fazer o mesmo!
* Crônicas publicadas no Jornal ROL em 6 e 13 de maio de 2016.
Soldado Wandalika “Mais um dia para sorrir e ser gigante” Imagem gerada com IA do Bing ∙ 20 de setembro de 2024 às 10:59 AM
C’Alma
Calma Devora a dor que te oprime Mude o tempo não deprime Firme no filme reafirme.
Calma Devora a dor que te oprime Mude o tempo não deprime Seja duro reafirme, C’Alma
Firme no filme não desiste Dê passos longos visualize Expanda a tua aura leve e suave
No início de mais uma corrida vai na frente Vai com tudo como crente Ilumine o mundo, da tua vida sê vidente Profetiza seus sonhos e alcance o milagre.
Calma Devora a dor que te oprime Mude o tempo não deprime Firme no filme reafirme.
Mais um dia para sorrir e ser gigante Vida dura insegura, expostos ao crime A ideia é avançar protagonizando o filme
Calma Avance sem pressão, psicológica Dê pressão a tua ação, metanoica Priorize o coração, contempla o sorriso da lua. Calma…
Calma Devora a dor que te oprime Mude o tempo não deprime Firme no filme reafirme.
Marcelo Pires: ‘O Manual de Instruções da Humanidade’
Lançamento em versão impressa do livro
Lançamento do livro ‘O Manual de Instruções da Humanidade’, de Marcelo Pires, pela UICLAP
Esta ficção-científica filosófica vai tomar conta de seus pensamentos, se prepare para ler este livro épico futurista, derrube as barreiras da realidade, se jogue nos sonhos mais profundos, onde a viagem no tempo é apenas um meio, pelo qual os universos se comunicam rotineiramente com suas sinapses mais profundas, conecte-se ao inexplicável, e poderá transcender barreiras que somente as mentes mais iluminadas foram capazes.
Confesso que mergulhei tão profundamente nos labirintos filosóficos deste livro, que ao começar escrevê-lo no ano de 2019, pensei que publicaria o livro, em pouco tempo, estava completamente envolvido com esta fantástica história, no entanto, no mês de dezembro de 2019, tive uma surpresa literária, me inspirei a escrever neste livro, um trecho sobre um vírus que atingiria a humanidade, e coincidentemente no início de janeiro de 2020, o mundo parou, ao ficar sabendo do surgimento de uma doença mortal, chamada covid-10, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2 . Continuei escrevendo este livro, porém, em pouco tempo me senti sem inspiração para continuar escrevendo-o, pois o conteúdo do livro se assemelhava com a realidade de 2020, portanto somente em 2023 terminei esta obra, e recomendo a leitura deste imprescindível livro.
O Livro ‘O Manual de Instruções da Humanidade’ é mais um lançamento em versão impressa do autor Marcelo Pires, e está disponível para compra no site da loja UICLAP no link: https://loja.uiclap.com/titulo/ua64173
José Antonio Torres“É imperioso quebrar essa corrente que nos oprime”
Quantas vezes o peito parece sufocar; A mente confusa em profundo torvelinho; A angústia tomar conta da alma; Nada fazer sentido; Sensação de afastamento de nós mesmos; Dicotomia corpo e espírito; Tristeza… descontentamento… prostração; Sentimentos presos que precisam eclodir; Afastamento… tristeza e solidão; Tudo parece incompreensível e vazio; A necessidade de se expressar se impõe; É imperioso quebrar essa corrente que nos oprime; Adoecemos com palavras sufocadas.