Ciência, Técnica e Filosofia, um trinómio inseparável
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
‘Ciência, Técnica e Filosofia, um trinómio inseparável’
Diamantino BártoloImagem gerada por IA do ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69b33473-fc24-83e9-9865-4289bd39a142
Há quem defenda que: «A Filosofia estuda-se como outra matéria qualquer, com algum esforço, algum prazer, alguma disciplina. A organização do estudo é fundamental para que os conhecimentos não apareçam dispersos, desligados uns dos outros e, sobretudo, de nós próprios. Só uma boa organização do estudo permite uma boa compreensão e assimilação do que pretendemos. (…) A Filosofia não tem o monopólio destas ou daquelas ideias, embora exista um modo filosófico de as expressar. » (TAVARES & FERRO, 1983:25).
Temos visto, quão complexa é a Filosofia, face a outras áreas disciplinares, nomeadamente, se compararmos com as ciências exatas. De facto, a “máquina humana” é, ainda hoje, um labirinto de incógnitas, pese, embora, o esforço das várias ciências humanas, cada uma com o (s) seu (s) objeto (s) de estudo, metodologias e estratégias, mas, à Filosofia, contudo, não é fácil determinar tal objeto, pelas seguintes causas:
«a) O seu objecto especial nas actividades humanas, entre as que são resultado tanto da arte como das da ciência, ou se se prefere, entre as artes e as ciências; b) A sua própria evolução histórica que a levou, e ainda continua a levar, algumas vezes a procurar a sua definição eliminando quanto não é ela, evolução que provoca periodicamente uma crise (real ou artificial, segundo o mal do tempo) da sua consciência autónoma; c) Uma discussão que já vem de longo tempo entre os filósofos no seu conjunto, e os especialistas das regras da acção humana, quer estes sejam filósofos ou não, mas em nome da moral (religiosa ou não) da política, ou de qualquer Teoria do Comportamento.» (LEGRAND, 1983:176).
Por tudo o que fica analisado, não será difícil aceitar que o filósofo, ao contrário de outros intervenientes no processo humano, tem, e terá sempre, o seu trabalho dificultado e inacabado. Tradicionalmente, aliamos à noção de ciência, o conceito de conhecimento e, nesta perspectiva, analisamos, também, as diversas maneiras de compreender o mundo destacando-se aqui os níveis clássicos: conhecimento espontâneo ou senso comum, e o conhecimento científico, entendendo-se que este é uma vitória recente da humanidade, tendo surgido no século XVII, com as Revoluções “Copernicana” e “Galeliana”.
Se é certo que: no pensamento grego, a Filosofia e a ciência integravam uma única árvore do saber; igualmente é verdade que já na idade Moderna, a separação também se consumaria, buscando cada uma delas – Filosofia e Ciência – o seu percurso concreto, o seu método, o seu objeto, aliás, a ciência moderna surge ao determinar um objetivo específico de investigação, e ao adotar um método, através do qual se controlará o conhecimento.
O recurso a métodos rigorosos, possibilita que a ciência atinja um tipo de conhecimento sistemático, metodológico, preciso, objetivo e reversível, pelo qual se descobrem relações universais e necessárias entre os fenómenos, permitindo prever acontecimentos, e atuar da forma mais eficaz.
Ciência, Técnica e Filosofia, constituem, portanto, um trinómio que deve ser inseparável, não se devendo tentar sobrevalorizar um, em detrimento dos outros, porque eles constituem, apenas, uma parte dos conhecimentos e práticas que caracterizam a Humanidade, sendo certo que: enquanto assim não se proceder, o mundo não terá paz; as desigualdades entre as pessoas aumentarão; até ao dia em que uma esmagadora maioria de excluídos, se revoltará e tomará conta dos destinos de todos.
BIBLIOGRAFIA
LEGRAND, Gerard (Dir.), (1983). Dicionário de Filosofia, Tradução, Armando J. Rodrigues e João Gama, Lisboa: Edições 70.
TAVARES, Manuel & FERRO, Mário, (1983). Guia do Estudante de Filosofia. 4a Ed. Lisboa: Editorial Presença.
Venade/Caminha – Portugal, 2026
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
Alvéolos da Alma é uma pequena coletânea de poemas majoritariamente inéditos, intercalados com a reimpressão de alguns escritos particularmente caros a seu autor
Capa do livro Alvéolos da Alma, de Marcus Hemerly
Numa multitude caleidoscópica de impressões, reuniu-se uma pequena coletânea de poemas majoritariamente inéditos, intercalados com a reimpressão de alguns escritos particularmente caros a seu autor.
Não se prende esta singela obra a uma antologia em harmonia de estilo; desdobram-se versos soltos, rimados, metrificados ou livres, poemas românticos, de morte, existenciais ou ao estilo beatnik, no intuito de amealhar um retrato fiel da ‘metamorfose ambulante’ afeita ao ser racional/sentimental.
Inclusive, Pessoa e seus heterônimos, cada qual amoldando seus próprios estilos e peculiaridades estéticas comprovou, na melhor forma, o que, finalisticamente se pretende: poesia. Como, de igual sorte, poderia dizer o festejado gênio lusitano, assim como Vinícius e Agusto dos Anjos, se o poeta “finge ser dor, a dor que deveras sente”, também pretende que “seja eterno enquanto dure”, pois na contrariedade aparente “a mão que afaga é a mesma que apedreja”.
Alvéolos da Alma, com 64 páginas, pode ser adquirido pela Amazon, no formato e-book Kindle, ao preço de R$ 5,00.
Sobre o autor
Marcus Hemerly
Marcus Hemerly, natural de Cacheiro de Itapemirim (ES), é servidor do Poder Judiciário do Estado do Espírito Santo.
Autor da obra ‘Verso e Prosa: Excertos de Acertos’, originalmente publicada em formato físico.
Membro de Academias Literárias e coautor em antologias poéticas e de contos.
Recebeu, da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA, dentre outros títulos: Prêmio Monteiro Lobato; Grande Prêmio Internacional de Literatura Machado de Assis; Comenda Olavo Bilac Príncipe dos Poetas; Medalha Dom Pedro II -Patrono das Letras e das Ciências; Medalha Notório Saber Cultural; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Históricos e Filosóficoso Título de Doutor Honoris Causa em Literatura e, pela Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, Cavaleiro Comendador da Ordem de Gotland.
E foi um dos vencedores do concurso internacional de poesias Covid Times Poetry, promovido pela ONG WHD – World Humanitarian Drive.
É colunista de cinema e literatura, contribuindo para saites e jornais eletrônicos
Verônica MoreiraImagem gerada pela IA do ChatGPT 0 12 de março de 2026, às 00:31
Claro que eu estava lá. Mas era como se não estivesse. Estava no palco e estava sendo aplaudida, mas não me senti homenageada. Não, eu não queria que fosse daquela forma. Todavia, eu não via brilho nos olhares. Senti que não me desejavam ali.
Por mais que tentem esconder, meus olhos veem além… Não vi sorrisos sinceros e, quando, por nervosismo — talvez por me sentir rejeitada, por não conseguir ser perfeita — senti rejeição, meu coração se fechou.
Nunca foi minha intenção ser perfeita, porque sei que eu não poderia. E mesmo que eu conseguisse chegar perto da perfeição, me crucificariam como fizeram com meu Mestre.
Longe de mim habita a perfeição. Só consigo ver frieza em alguns olhos à minha volta. Talvez eu esteja enganada, e eu torço para que um dia eu acorde e alguém me diga que era um pesadelo.
Cruzo o caminho e, quando o vejo, me mantenho firme, mas o desejo é me esconder da frieza desse olhar.
Peço a Deus, todo santo dia, que afaste de mim o cálice do engano, do mal-entendido, porque, depois que aprendi a lidar com a frieza, meu coração não confia em nenhum calor. Nenhuma faísca que pareça fogo me afeta.
Meu coração queima, mas não é mais de sentir afeto. É de sentir na carne, nos ossos e na pele a rejeição dos olhares que me ofendem.
Lina VeiraImagem gerada pela IA do Canva, com prompt de Lina Veira
Estamos diante de uma sociedade onde, na maioria das vezes, responder e concordar é positivo, mas reagir ou mostrar o contrário é negativo. Onde, no geral, damos mais atenção às coisas negativas que nos acontecem do que às positivas.
Mas venho lembrar: a vida é um conjunto de experiências positivas e negativas. E os pensamentos são nossa maneira de registrar e processar tudo nela.
Quantas vezes reclamamos de algo negativo que aconteceu no dia? Um atraso no encontro marcado, o trânsito parado, o mal atendimento de um funcionário, o que esquecemos de realizar…
Sem perceber, nossa mente se acostuma com a negativa de palavras e predominância de pensamentos negativos todos os dias. E é claro que pensamentos e falas negativas levam a acontecimentos negativos. Então, por que não pensamos e falamos positivamente? Por que estamos sempre interferindo na nossa alegria de viver?
E eu repondo: Porque nos educaram com ideias negativas que se acomodam dentro de nós, e que nem sempre são nossas, mas despejadas em nós pelas pessoas com as quais convivemos.
Vamos pensar juntos! Se a vida é um reflexo do que pensamos, é preciso educar o pensamento, criar novas ideias, escolher saudáveis atitudes e imaginar o melhor sempre, porque tudo passa e a gente precisa estar mais forte e confiante com o momento presente e futuro que virá.
Que se torne simples gerar pensamentos positivos e ser sinal de alegria no mundo.
Logo da seção Entrevistas ROLianasRon A. Kalman, es coautor de CANTO PLANETARIO, Volumen I (H.C. EDITORES, Costa Rica, 2023), donde aparecen dos poemas suyos en versión bilingüe español-inglés, traducidos por la poeta y traductora colombiana María Fernanda Del Castillo Sucerquia.
Queridos amigos planetarios:
Hoy les presento a un amigo, poeta y sobre todo humanista, Ron A. Kalman, nacido el 6 de marzo de 1959 en Haifa, Israel. Sus padres, Gabor J. Kalman y Suzana Kalman, emigraron allí tras abandonar Budapest durante el Levantamiento Húngaro de 1956. A los 3 años, la familia se mudó primero a París, luego a Boulder, Colorado, y finalmente, a los 7 años, se estableció en la zona de Boston, Estados Unidos.
Su infancia estuvo acentuada por viajes constantes por distintos países, donde vivió anécdotas complejas para su edad. Su primer idioma fue el húngaro, seguido del francés y luego el inglés. Esas experiencias itinerantes se reflejan en su obra literaria, caracterizada por un sensible tono autobiográfico. No todos los autores logran transmitir la vida personal con tanta autenticidad como él, su estilo único invita a los lectores no solo a leer, sino a analizar y reflexionar desde la vivencia profunda.
En esta entrevista, Ron nos habla del impacto que ese mundo errante tuvo en su poesía. Como él mismo menciona en una respuesta: “aprendí a observar con cuidado y a cuestionar antes de aceptar cualquier cosa”. Kalman es coautor de CANTO PLANETARIO, Volumen I (H.C. EDITORES, Costa Rica, 2023), donde aparecen dos poemas suyos en versión bilingüe español-inglés, traducidos por la poeta y traductora colombiana María Fernanda Del Castillo Sucerquia. En la charla, explica brevemente el mensaje de ambos.
Comenzó a escribir con mayor libertad después de los 27 años y, tras muchos años, halló su estilo literario único. Su poesía, inspirada en vivencias como la migración, los idiomas y las culturas, lo convierte en un genuino observador de la cotidianidad en sus múltiples dimensiones. A través de la poesía, a lo largo de su vida, ha sabido transcribir esos mensajes silenciosos que, por circunstancias inexplicables, ha vivido. Espero que disfruten mucho esta entrevista y se den la oportunidad de conocer más a este autor estadounidense errante.
Entrevista
Nació en Haifa (Israel) de padres que acababan de huir de Budapest, y de niño también vivió en París, Boulder (Colorado) y luego en Boston. ¿De qué maneras han impactado estos traslados en tu obra literaria?
Creo que estar arraigado en un lugar y una cultura particulares tiene mucho que ver con cómo escribes. Como mi familia se mudó tantas veces —todo antes de que yo tuviera siete años— nunca desarrollé un sentido fijo de pertenencia a un solo lugar. Esa inestabilidad temprana moldeó cómo me relacionaba con mi entorno. Aprendí a observar con cuidado y a cuestionar antes de aceptar cualquier cosa.
Muy temprano desarrollé un escepticismo saludable hacia cualquier cosa que oliera a lealtad institucional o patriotismo forzado. Ese escepticismo se extendió a la literatura también. Incluso en la poesía hay tradiciones nacionales y estándares estéticos a los que se espera implícitamente que adhieras. Nunca me sentí atado por esas expectativas. Si algo, mudarme entre culturas me hizo ver el lenguaje como algo fluido.
¿Qué anécdota de vivir en diferentes ciudades durante tu infancia te marcó para siempre?
Cuando llegamos a Boulder, yo tenía seis años y me pusieron directamente en primer grado sin saber una palabra de inglés. Había una niña en la clase que hablaba algo de francés, así que me pegué a ella. Durante dos meses la seguí a todas partes —aula, patio— tratándola como mi intérprete personal.
Un día se volvió hacia mí y me dijo que no quería que me sentara más a su lado.
Fue mi primera lección en independencia y moderación romántica. Aprendí que no es prudente seguir a una mujer por demasiado tiempo. Más importante aún, entendí que tarde o temprano tendría que valerme por mí mismo.
Habiendo crecido en un hogar húngaro y migrado entre Israel, Francia y Estados Unidos, ¿cómo han influido estas experiencias en tu visión poética del mundo y la identidad humana?
Mudarme entre países a una edad tan temprana me enseñó a acercarme a las culturas con humildad. Cuando llego a un lugar nuevo, al principio tiendo a observar más que a participar. Lo que me interesa no es la versión postal de un lugar, sino cómo viven realmente las personas —cómo se hablan, qué valoran, qué asumen sin decirlo.
La migración también me hizo receloso del nacionalismo fácil. Hay una línea fina entre sentir orgullo por tu cultura y elevarla al punto de volverte indiferente —o incluso despectivo— hacia las demás. Habiendo vivido entre lenguajes e historias, nunca me he sentido enteramente contenido en una sola identidad.
Ese sentido de estar en el intermedio se filtra en mi poesía. Mis personajes a menudo tienen una cualidad apátrida. Aunque he vivido casi toda mi vida en Estados Unidos, una parte de mí probablemente siempre permanecerá ligeramente fuera del marco —observando, traduciendo, perteneciendo y no perteneciendo al mismo tiempo.
¿A qué edad despertó tu pasión por la poesía?
Llegué a la poesía relativamente tarde —a los veintisiete. Es cierto que de niño ocasionalmente garabateaba un poema, y a los doce un profesor se maravilló con algo que escribí para una tarea. Pero me atraían mucho más las novelas que la poesía, que me parecía distante.
Después de la universidad, cuando empecé a tomarme la escritura en serio, naturalmente me volví hacia la ficción. Pasé varios años luchando con la forma novelística, tratando de hacerla acomodar ideas, personajes y lugares que me importaban. Solo por agotamiento —cuando estaba al borde de abandonar la escritura por completo— tropecé con la poesía.
Lo que llegó como una revelación fue que ideas que habían sido forzadas en forma narrativa se manifestaban en poesía con sorprendente facilidad. Entendí entonces que mi problema no había sido falta de compromiso, sino un desajuste de forma.
¿Qué autores han influido principalmente en tu obra poética?
Cuando aún estaba empeñado en escribir una novela, Henry Miller tuvo un impacto significativo en mí. A menudo se le recuerda por su tratamiento franco, incluso notorio, de la sexualidad, pero lo que me interesó más profundamente fue su lucha artística. Durante años buscó una voz que le pareciera auténtica. Solo después de mudarse a París en los años 30 algo se desbloqueó. La prosa se volvió exuberante, desafiante, sin disculpas, viva. Ese sentido de autodescubrimiento artístico se quedó conmigo.
En poesía, encontré una vitalidad comparable en Frank O’Hara. Después de mudarse a Nueva York en los años 50, se convirtió en una figura central en el mundo del arte del centro de la ciudad, estrechamente asociado con los expresionistas abstractos. Sus llamados poemas “hago esto, hago aquello” capturaban la inmediatez de la experiencia vivida —almuerzos, llamadas telefónicas, paseos por Manhattan— con ingenio y velocidad. Lo que admiraba era la sensación de que la poesía podía desplegarse en tiempo real, que la vida diaria misma podía llevar intensidad lírica.
¿Cuáles son los temas centrales que abordas en tu obra poética?
Me interesa cómo los momentos ordinarios, cuando se examinan de cerca, empiezan a llevar peso estético, y cómo el acto de escribir a su vez altera la percepción de la vida diaria.
Varios críticos han observado que muchos de mis poemas se detienen en la textura de lo cotidiano —conversaciones con amigos, interacciones entre amantes, los rituales silenciosos de leer y escribir. No veo estos temas como modestos o incidentales. Al contrario, creo que dentro de la vida ordinaria yacen las tensiones más grandes de la condición humana.
Si hay un impulso guía en mi poesía, es mostrar cómo el momento aparentemente pequeño puede abrirse a algo más expansivo —cómo el arte no está aparte de la vida, sino que crece directamente de ella.
Les invitamos a conocer de la obra poética del poeta estadounidense Ron A. Kalman. Foto/Cortesía.
¿Puedes contarnos sobre el mensaje principal de los poemas tuyos que publicamos en CANTO PLANETARIO?
Ambos poemas reflejan mi preocupación por cómo las grandes fuerzas políticas y ambientales entran en la vida ordinaria.
En My Next Car (mi próximo auto), una decisión aparentemente simple —si comprar o no un vehículo eléctrico— se abre a una reflexión sobre el cambio climático, la ideología y la incertidumbre. Una elección privada se vuelve inseparable del tumulto público.
En Cod (Bacalao), la migración forzada hacia el norte del bacalao atlántico se convierte en un espejo de nuestro propio futuro. Si incluso los peces deben reubicarse por el colapso ambiental, ¿qué sugiere eso sobre nosotros? En ambos poemas, el desplazamiento ya no es meramente personal —es ecológico y cada vez más inevitable.
¿Qué ha significado para ti que parte de tu obra literaria haya sido traducida a diferentes idiomas?
Me siento afortunado de que mi obra haya sido traducida —no solo al español, sino también al húngaro. Dadas las raíces húngaras de mi familia (el húngaro fue mi primer idioma) y mi propio movimiento entre culturas, ver mis poemas entrar en otro idioma tiene una resonancia particular para mí.
La traducción siempre es un riesgo. Un poema depende tanto del ritmo, el tono y el matiz que puede sentirse frágil al cruzarse fronteras lingüísticas. Cuando un poema sobrevive ese viaje —cuando sigue hablando a lectores en otro país— sugiere que algo esencial en él no está atado a un solo idioma.
Afirma mi esperanza de que la poesía anclada en la vida ordinaria y la experiencia personal aún pueda alcanzar algo compartido. Me siento tanto humillado como conmovido al ver que mi obra ha encontrado lectores en otros idiomas.
La mayoría de los poemas de Appearance of the Sun fueron escritos durante la primera década después de que empecé a escribir poesía a los veintisiete. Aunque algunas piezas están ambientadas en lugares tan variados como Grecia, Hungría, Francia y San Francisco, el centro emocional de la colección es Harvard Square, donde vivía en ese entonces. En esa época aún conservaba algo del aura bohemia que había adquirido en los años 60.
Los poemas relatan un período formativo en mi vida cuando las amistades, enredos románticos, ambición artística y la formación de mi voz eran mis preocupaciones primordiales.
Me tomó más de veinte años encontrar un editor para el manuscrito, lo que hace que su recepción eventual sea aún más significativa. Me gratificó que el libro fuera bien recibido, con poemas individuales apareciendo en varios países sudamericanos y en Europa. Un poema fue incluido en una antología internacional publicada en Serbia, y toda la colección fue traducida después al húngaro y serializada en una revista literaria. Su recepción compensó su largo viaje hacia la publicación.
¿Por qué, después de completar tu Máster en Bellas Artes, decidiste trabajar como mensajero en un hospital y luego como chófer de limusina?
Es común en Estados Unidos que los poetas con un MFA persigan una carrera académica. Elegí no tomar ese camino, en parte porque no me atraía enseñar y en parte porque la academia puede fomentar una cierta profesionalización de la voz que no se alineaba con mi estética.
Mi escritura siempre ha estado anclada en la experiencia vivida, y quería que mi vida de escritura y mi vida real permanecieran estrechamente entrelazadas.
Trabajar primero como mensajero en un hospital —transportando especímenes, sangre y médicos entre instalaciones— y luego como chófer de limusina me dio algo invaluable: independencia. Pude pagar mis cuentas sin tener que conformarme artísticamente. También me mantuvo en contacto con una amplia gama de personas y situaciones que ningún taller podría replicar.
Desde tu perspectiva como poeta, ¿qué piensas sobre el rápido avance de la inteligencia artificial (IA)?
Creo que la inteligencia artificial puede ser una herramienta valiosa en muchos campos. Pero en relación con las artes, me acerco a ella con cautela.
La IA puede generar textos que se asemejan a poemas. Pueden imitar estilo, estructura, incluso tono. Pero para mí, el arte no se define solo por cómo se ve o suena. Emerge de la conciencia —de la experiencia vivida, de la lucha, de la contradicción, de la presión de una vida particular desplegándose en el tiempo.
Para entender plenamente una obra de arte, creo que debe situarse dentro de un parámetro humano. Debemos considerar qué la precedió, qué la siguió y cómo se relaciona con la biografía del artista. Recientemente leí una biografía de Willem de Kooning que arrojó luz sobre sus famosas pinturas de mujeres. Saber algo sobre su historia, relaciones y conflictos profundizó la obra.
¿Alguna vez leeremos una biografía de un algoritmo? ¿Podemos preguntar cómo su infancia moldeó un verso, o cómo sus decepciones alteraron su imaginería?
Para mí, el arte es inseparable de la lucha y la vulnerabilidad. La IA puede simular expresión, pero no arriesga nada en el acto de creación. Y sin riesgo, no estoy seguro de que la palabra “arte” aplique plenamente.
¿Qué nuevas publicaciones literarias puedes compartir con nosotros?
Estoy muy ansioso por la publicación de la antología poética bilingüe español-inglés sobre la PAZ que tú, Carlos Javier, estás preparando y que este año verá la luz. Me siento afortunado de tener dos de mis poemas incluidos en ella, especialmente dada su escala internacional y su amplia lectoría.
Al mismo tiempo, estoy trabajando en un nuevo libro de poesía que aún está en progreso. Prefiero no decir demasiado sobre él, ya que describir un proyecto prematuramente a veces puede disminuir la energía que lo sostiene. Pero espero tenerlo listo para publicación en un futuro cercano.
¿Tienes algún proyecto en curso para publicar una colección de poesía bilingüe español-inglés?
En este momento, no tengo planes para publicar una colección bilingüe español-inglés. Sin embargo, es una idea que me atrae.
Aproximadamente dos tercios de Appearance of the Sun ya han sido traducidos al español, y esos poemas han sido bien recibidos en países de habla hispana. Una edición bilingüe se sentiría como una extensión natural de ese trabajo.
Si la logística —editor, formato, distribución— se puede alinear, ciertamente es un proyecto que acogería con gusto.
Estimado Carlos Javier, finalmente, me gustaría agradecerte por tus preguntas reflexivas y por darme la oportunidad de reflexionar públicamente sobre estos aspectos de mi obra. Ha sido un intercambio significativo.
Querido y admirable poeta Ron A. Kalman, te agradezco enormemente que nos hayas permitido conocer un poco más de tu vida y trayectoria literaria. Ha sido un verdadero placer charlar contigo a través de este formato. Te deseo muchos éxitos en cada uno de tus proyectos.
En el siguiente enlace, leo un poema de la autoría de nuestro poeta entrevistado: https://n9.cl/k2t2iw
Nota: la presente entrevista ha sido traducida del inglés al español mediante Perplexity AI.
Surendra Nagaraju: Drabble ‘The misery of a finger’
Surendra Nagaraju – ElanaagaImagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69b16383-6e64-8326-918a-2ec123553906
An index finger was admitted to a hospital with twitchings. Investigations could not clinch the
diagnosis. The perplexed doctors pinned hopes on digging deep into the medical history.
Meanwhile, the finger became delirious. The interrogation was intensified. Then came the clue. “Withdrawal Syndrome,” they shouted jubilantly. But withdrawal from what? It could not be ascertained.
Correlating the patient’s past habits with the symptoms gave a clue. The doctors advised the finger to resume its habit of scrolling the posts on Facebook etc.
The patient followed the instructions again diligently.
Hurrah, the finger got well and was discharged from the hospital!
O evento reuniu leitores, membros da academia, amigos e admiradores do autor em um encontro marcado por conversa, autógrafos e celebração da palavra escrita
Autor e colunista J. H. Martins lança dois livros e prepara participação na Bienal do Livro de São Paulo
A literatura ganhou novos contornos no último sábado, 7 de março de 2026, com o lançamento de duas obras do escritor e colunista J.H. Martins, realizado na Academia de Letras de Indaiatuba.
O evento reuniu leitores, membros da academia, amigos e admiradores do autor em um encontro marcado por conversa, autógrafos e celebração da palavra escrita.
Na ocasião, J.H. apresentou ao público ‘Libélula da Esperança’, uma coletânea de haicais de sua autoria, e ‘Névoa Fatal’, um thriller psicológico que conduz o leitor por uma narrativa de mistério, tensão e investigação emocional.
Em ‘Libélula da Esperança’, o autor explora a delicadeza do haikai, forma poética de origem japonesa caracterizada pela síntese e pela contemplação.
Os poemas capturam instantes da vida, da natureza e das emoções humanas, revelando uma escrita sensível que convida o leitor à pausa e à reflexão.
J. H. Martins
Já ‘Névoa Fatal’ apresenta uma atmosfera completamente diferente. A obra mergulha no universo do suspense psicológico, em uma narrativa envolta em segredos, memórias e inquietações que se revelam pouco a pouco.
O romance conduz o leitor por uma trama densa, na qual o silêncio e as sombras da cidade parecem esconder muito mais do que aparentam.
Segundo o autor, publicar obras tão distintas faz parte de sua própria relação com a literatura.
“Cada livro nasce de um estado diferente da alma. Há momentos de contemplação e silêncio, que se transformam em poesia, e há momentos de inquietação, que pedem histórias mais intensas”, comenta.
O lançamento na Academia de Letras de Indaiatuba marcou não apenas a chegada das duas obras ao público, mas também um momento simbólico na trajetória literária de J.H., que tem se destacado tanto como escritor quanto como colunista.
BIENAL SP 2026
A jornada dos livros, no entanto, não termina em Indaiatuba.
O autor já confirmou que apresentará suas obras na Bienal Internacional do Livro de São Paulo de 2026, no estande da editora UICLAP, ampliando o alcance de seus trabalhos para leitores de todo o país.
Entre a delicadeza dos haicais e a tensão de um thriller psicológico, J. H. Martins mostra que a literatura pode assumir muitas formas e que todas elas têm algo em comum: a capacidade de tocar o leitor e permanecer na memória.