Pietro CostaImagem gerada pela IA do Bing – 29 de julho de 2024, às 9:23 PM
Troquei a noite pelo dia A água pela tequila O sono pela fadiga A inocência pela malícia A solidão pelas más companhias O Capitão América pelo Coringa O carteado pela alquimia O Às pela Rainha A Jean Grey pela Vampira
A calmaria deu lugar à taquicardia O comedimento à ousadia A autoajuda deu lugar à filosofia A disciplina à fantasia A novela deu lugar à ficção científica Automóveis deram lugar a discos alienígenas
A Terra eu troquei por Saturno O mocassim pelo coturno A metrópole pelo subúrbio O consenso pelo distúrbio O bom senso pelo tumulto A obviedade pelo oculto
Flexões por “halterocopismos” O pudor pelo nudismo Apolo por Dioniso A cevada maltada pela levedura do vinho Silogismos por aforismos Entendimentos por antagonismos
Joelson MoraOlimpíadas Imagem criada pela IA do Bing 29 de julho de 2024 às 2:27 PM
A saúde integral é um conceito que engloba não apenas o bem-estar físico, mas também o mental, emocional, social e espiritual. Dentro desse contexto, o esporte desempenha um papel fundamental ao promover um estilo de vida ativo. Um dos maiores eventos esportivos do mundo, os Jogos Olímpicos, exemplificam o poder do esporte em unir nações e inspirar indivíduos a superarem seus limites.
As Olimpíadas têm sua origem na Grécia Antiga e eram realizadas em homenagem aos deuses do Olimpo. Após uma longa interrupção, os Jogos Olímpicos modernos foram reestabelecidos em 1896, em Atenas, por iniciativa do Barão Pierre de Coubertin. Desde então, as Olimpíadas se tornaram um símbolo de paz, amizade e espírito esportivo, reunindo atletas de todo o mundo para competir em diversas modalidades.
O espírito esportivo é um dos pilares fundamentais das Olimpíadas. Ele representa a ética e a moral no esporte, incentivando o respeito mútuo, a camaradagem e a competição justa. Esse espírito é refletido no juramento olímpico, no qual os atletas prometem competir de maneira justa e respeitar as regras. O espírito esportivo transcende a vitória e a derrota, destacando a importância do esforço, da perseverança e do respeito entre os competidores.
O Brasil tem uma rica história de participação nos Jogos Olímpicos. A primeira participação brasileira ocorreu nos Jogos de Antuérpia/Bélgica em 1920. Desde então, o país tem sido um competidor constante, destacando-se em diversas modalidades, como o atletismo, judô, vôlei e futebol. Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 foram um marco histórico, sendo a primeira vez que o evento foi realizado na América do Sul. O Brasil teve um desempenho impressionante, conquistando 19 medalhas, incluindo 7 de ouro.
O Brasil possui vários atletas que deixaram sua marca na história olímpica. Entre eles, destaca-se Adhemar Ferreira da Silva, que ganhou duas medalhas de ouro no salto triplo (1952 e 1956), e Torben Grael, com cinco medalhas na vela. Outro ícone é Robert Scheidt, que também conquistou cinco medalhas na vela. O recordista de medalhas do Brasil é Isaquias Queiroz, com quatro medalhas na canoagem, sendo uma de ouro.
As Olimpíadas de Paris 2024 são aguardadas com grande expectativa. Será a terceira vez que Paris sediará os Jogos, após 1900 e 1924. A competição promete ser inovadora, com novos esportes e um foco na sustentabilidade. Para o Brasil, a expectativa é continuar seu crescimento no quadro de medalhas e destacar-se em modalidades tradicionais, bem como em novas áreas. Atletas como Rebeca Andrade na ginástica artística e Isaquias Queiroz na canoagem são grandes esperanças para a conquista de medalhas.
As Olimpíadas são mais do que uma competição esportiva; elas são uma celebração da humanidade, da saúde integral e do espírito esportivo. A participação do Brasil nos Jogos Olímpicos tem sido marcada por conquistas e superações, refletindo o potencial do esporte em transformar vidas e unir nações. Com as Olimpíadas de Paris 2024 a esperança é de que novos recordes sejam quebrados e novos heróis sejam celebrados, inspirando futuras gerações a perseguirem a excelência esportiva e a saúde integral.
José Antonio Torres“É a essência da beleza que resplandece na tela” Imagem criada pela IA do Bing – 29 de julho de 2024 às 12:19 PM
Me dispo das armaduras e fingimentos Que afloram do mundo de falsidade; Tormentos sentidos, oriundos da maldade, Que transformam nossa vida em sofrimentos.
A beleza e a felicidade se perdem, Encarceradas pelas torpezas vis De seres aniquilados e servis, Que se arrastam por lamaçais que não cedem.
Não importam as belas molduras, Elas não retratam o verdadeiro esplendor, Não passam de meras bordaduras.
Esquecem que a delicadeza, exuberante ou singela, Que provoca em nossa alma, emoção ou ardor, É a essência da beleza que resplandece na tela.
Sergio Diniz da Costa: “Chove chuva chove sem parar…”
Sergio DinizImagem criada pela IA do Bing
Final de tarde e o tempo já estava fechado, ameaçando cair outro toró, como já ocorrera no dia anterior. No entanto, sair com guarda-chuva na rua, enquanto ainda não está chovendo, é esquecê-lo no primeiro momento em que ambas as mãos estiverem vazias. Pelo menos para mim!
Eu estava, portanto, desguardachuvado quando o céu resolveu cair sobre toda a cidade.
Relativamente longe do meu carro ─ onde o ‘tal’ se encontrava, ali inútil, tanto quanto uma roupa de mergulho num deserto ─, não me restou alternativa, senão me abrigar embaixo de uma marquise. E, comigo, aos poucos, mais a cidade inteira…
E, também aos poucos, as muitas reclamações sobre as chuvas em excesso.
Sem muitas opções, enquanto esperava o tempo se recompor ─ e as pessoas, também! ─, detive-me a ouvir, discretamente, alguns comentários. Um em especial: um jovem, visivelmente apaixonado, cheio de cuidados com a bela e delicada namorada.
Pelo que deu para perceber, logo mais eles iriam a uma grande festa e ela tinha acabado de sair de um salão de beleza, onde passara horas ‘dando um trato’ no cabelo e, em contrapartida, tendo um maltrato nos bolsos.
Aquela chuva, digna de um novo Dilúvio, por conseguinte, se mostrava o suprassumo, a apoteose de todos os azares.
Enquanto chovia torrencialmente fora da marquise, sob ela a moça também começou a molhar, agora, os ombros do namorado que, visivelmente aflito, não sabia o que fazer, a fim de mitigar aquele sofrimento feminino.
Confesso que me compadeci da situação. E, dando asas à imaginação, vi naquele jovem um outro, um carioca de 18 anos, de nome Jorge Duílio Lima Meneses que, naquela situação, apelaria à chuva e a Deus: ‘Chove Chuva/ Chove sem parar…/ Pois eu vou fazer uma prece/ Prá Deus, nosso Senhor/ Prá chuva parar/ De molhar o meu divino amor…/ Que é muito lindo/ É mais que o infinito/ É puro e belo/ Inocente como a flor…/ Por favor, chuva ruim/ Não molhe mais/ O meu amor assim…’
Infelizmente, porém, sob aquela marquise, não estava ali o nosso querido Jorge Duílio, ou melhor, para o grande público, Jorge Ben* (posteriormente, Jorge Bem Jor), um guitarrista, cantor e compositor que, antes de enveredar pela música, queria ser jogador de futebol e chegou a integrar o time infanto-juvenil do Flamengo, mas, em tendo a música no sangue, seguiu a carreira e vem caminhando pelas trilhas do rock and roll, samba, samba rock, bossa nova, jazz, maracatu, funk, ska e até mesmo hip hop, com letras que misturam humor e sátira, além de temas esotéricos e de trazer influências árabes e africanas, oriundas de sua mãe, nascida na Etiópia.
Sua biografia aponta, ainda, que ele ganhou seu primeiro pandeiro aos treze anos de idade e, dois anos depois, já cantava no coro de igreja. Também participava como tocador de pandeiro em blocos de carnaval. Aos dezoito, ganhou um violão de sua mãe e começou a se apresentar em festas e boates, tocando bossa nova e rock and roll.
No início dos anos 60 apresentou-se no Beco das Garrafas, que se tornou um dos redutos da bossa nova. Em 1963, ele subiu no palco e cantou ‘Mas que Nada’, uma das canções em língua portuguesa mais executadas nos Estados Unidos até hoje, na versão do pianista brasileiro Sérgio Mendes com o grupo de hip hop norte-americano Black Eyed Peas.
Em 1968, foi convidado para o programa Divino, Maravilhoso que Caetano Veloso e Gilberto Gil faziam na Tupi. Participou, também, de O Fino da Bossa (comandado por Elis Regina e Jair Rodrigues) e da Jovem Guarda (de Roberto Carlos). Nessa época, obteve enorme sucesso com ‘Cadê Tereza?’, ‘País Tropical’, ‘Que Pena’ e ‘Que Maravilha’, além de concorrer com ‘Charles, Anjo 45’ no festival Internacional da Canção, da TV Globo, em 1969.
Na década de 1970, venceria este festival com ‘Fio Maravilha’, interpretado por Maria Alcina. ‘País Tropical’ também teve êxito, na voz de Wilson Simonal. Ainda nos anos 70, Jorge Ben lançou álbuns mais esotéricos e experimentais, como ‘A Tábua de Esmeralda’ (1974), ‘Solta o Pavão’ (1975) e ‘África Brasil’ (1976). Embora não tenham obtido sucesso comercial, estes álbuns são considerados clássicos da música brasileira.
Não, debaixo daquela marquise não estava o inspirado Jorge Ben, mas tão somente um desconsolado jovem apaixonado, para o qual aquela chuva ruim, repentina e solidariamente, deu trégua e, assim como para a namorada, parou de molhar a todos nós.
Das terras de Mãe-África para o Jornal ROL, Mateus Pinto!
Mateus Pinto, ou Hánji Kiami, seu pseudônimo, representa o
sangue novo da literatura angolana!
Mateus Pinto – Hánji Kiami
Hánji Kiami, pseudônimo de Mateus Passagem Pinto, natural de Luanda (Angola), é escritor, poeta e cronista. Licenciando em Ciências de Educação, na especialidade do Ensino da Língua Portuguesa no Cuanza Sul, no actual ISCED Sumbe.
Ganhou o gosto pela escrita ainda pequeno, quando, de forma ousada e com auxílio de alguns docentes, passou a ser conhecido, por meio de recitais na escola e amante da literatura. Adotou o pseudónimo do kimbundu Hánji Kiami como uma das maneiras de valorização da sua identidade cultural angolana, o que nalguns momentos é notório nos seus escritos, influenciado por escritores como Óscar Ribas, Uanhanga Xitu, Ondjaki, Lucas Cassule e Dias Neto.
Tem textos publicados no Portal Brasileiro Recanto das Letras. É Gestor de Projectos comunitários, Coordenador/Presidente da Associação de Jovens Escritores do Sumbe.
Mateus se apresenta aos leitores do Jornal ROL com a resenha do livro ‘Aquiles e o Soberano’, do escritor angolano ‘Kota’ (meu velho, uma expressão de respeito em Angola) Lucas Cassule.
Aquiles e o Soberano – Resenha
Capa do livro ‘Aquiles e o Soberano’, de Lucas Cassule
Do jeito que o Kota Lucas fala sobre o Soberano ‘Pepetela’, só um verdadeiro seguidor o faria! Acabei me apaixonando também pela obra.
Em ‘Aquiles e o Soberano’, o autor é inspirado pelo Romance ‘Yaka’, de Pepetela. Autor que muito admira e diz ser seu discípulo.
O que, inicialmente, prende a atenção de qualquer bom leitor nesse conto, é a capa, com um fundo preto e cinzento, destacando-se em prata e título dourado, ilustração amarela com um personagem de “quatro olhos”, cabelos e barba semelhantes a nuvens brancas, contrastando com um jovem ajoelhado, vestido como executivo, cabeça baixa e mãos unidas no joelho, como se estivesse pedindo perdão” como fazem referência a maioria
《De forma surpreendente, o autor aborda temas como orgulho, humildade e a complexidade das relações humanas, explorando a possibilidade de conexões entre um entre superior e o discípulo.》
A abordagem sobre o encontro final entre Aquiles e o anjo e algumas expressões equiparadas as do livro sagrado, pode suscitar interpretações de teor religioso (cristão), o que pode servir como uma forma de alerta sobre a necessidade que o homem tem de chegar ao Ente Superior. A criatividade é verdadeiro elemento que não falta, adotando uma linguagem clara e recomendando a leitura deste conto a qualquer que seja a pessoa. Ricos, pobres, precisamos ler!
Sumbe, 24 de fevereiro de 2023 Resenhista: Mateus Pinto
Noite de Autógrafos de ‘Haicais Mineiros’, de Paulo Siuves, contou com um público ávido por livros!
Capa do livro ‘ Haicais Mineiros, de Paulo Siuves
No dia 19 de julho, em noite de autógrafos na Casa de Cultura, em Iguaba Grande (RJ), o escritor e poeta Paulo Siuves lançou seu terceiro livro, ‘Haicais Mineiros’.
O evento foi promovido pela ACLIG – Academia de Artes, Ciências e Letras de Iguaba Grande, com o apoio da Casa de Cultura e da Literíssima Editora.
Paulo Siuves
“A colaboração entre essas instituições foi essencial para a realização do lançamento e destacou a importância do apoio cultural e literário em nossa sociedade”, apontou o escritor, registrando também o local do lançamento: “A Casa de Cultura Iguaba Grande foi o cenário perfeito para essa noite especial, pois o local, com seu ambiente acolhedor e histórico, foi transformado em um espaço de encontro entre amigos, confrades e confreiras da ACLIG, e novos leitores”.
Ainda atento aos agradecimentos, Paulo lembrou da importância de sua família e a conexão com a ACLIG, presidida por Kátia Regina Martins de Souza Lima, que o acolheu e também tornou possível a realização da noite de autógrafos.
Visivelmente emocionado, Paulo Siuves sintetizou o evento de lançamento: “A noite foi uma celebração literária única. Compartilhamos não só a história do haicai, mas também as minhas inspirações para criar estes poemas e elaborar o livro no formato que me encantou desde a ideia inicial. O diálogo com os leitores foi enriquecedor, permitindo uma troca de ideias e experiências que, sem dúvida, ampliou mutuamente a compreensão e o apreço pelo gênero. Autografei muitos exemplares de ‘Haicais Mineiros’ e cada dedicatória foi um momento único de conexão com o leitor, tornando a noite ainda mais especial. A presença de todos os que compareceram foi fundamental para o sucesso do evento. A energia positiva e o entusiasmo do público deram vida à celebração, transformando a noite em uma experiência inesquecível. Ver a Casa de Cultura repleta de pessoas interessadas em literatura, poesia e na cultura mineira foi extremamente gratificante e motivador”.