O canto que encanta

Sergio Diniz da Costa: Poema ‘O canto que encanta’

Sergio Diniz
Sergio Diniz
O canto que encanta
O canto dos homens, o canto dos anjos, fazem coro na Terra, fazem coro no Céu

O canto que encanta
Em todos os cantos
É o canto que move
Cataventos de Sonhos

O canto nos cantos
Que encantam
Movem nuvens de chuvas
Nos corações

O canto dos homens
O canto dos anjos
Fazem coro na Terra
Fazem coro no Céu

Sergio Diniz da Costa

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Das terras da Mãe-África para o Jornal ROL, Ismaél Wandalika!

Literato e artista multifacetado, Ismaél Wandalika traz para o Jornal Cultural ROL o calor do talento angolano

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika

Ismael Wandalika, conhecido no meio artístico como Soldado Wandalika, natural de Luanda (Angola), é Gestor Administrativo, poeta, escritor, declamador, músico, compositor e agente cultural.

Iniciou sua carreira literária como poeta declamador em 2006. Em 2020 lançou o primeiro EP, intitulado General de Guerra, composto por duas músicas e quatro poemas. Tem três músicas e um videoclipe disponibilizado nas plataformas digitais e no YouTube.

Participou da Antologia Poema Sem Vogal, no Brasil.

É colaborador da Rádio Cultura Angola no programa Manhã De Prosa e trabalhou na Rádio Cazenga, como agente cultural.

Como poeta, colaborou com a Rádio Eclésia, dando voz ao espaço Palco das Artes.

Tem colaborações artísticas com artistas do México, Moçambique, e do Brasil.

Autor do livro Kuduro Poético. (Kuduro)

É CEO do projeto internacional Poetas Da Ilusão, composto por brasileiros, moçambicanos e angolanos e mentor do projeto comunitário Meu Bairro Meu Centro Cultural.

Saiba Mais sobre Ismaél Wandalika.

Ismael Wandalika se apresenta aos leitores do Jornal ROL com o poema ‘Vedetas’.

Vedetas

"O palco rende-se ao roteiro. A plateia reage com adoro..."
“O palco rende-se ao roteiro. A plateia reage com adoro…”
Arte criada pela IA do Bing

Por de trás das cortinas
A Lua nasce sorrindo para o palco morto
No cênico do lunar!
Contracenam-se esperança
Guardando as lágrimas nas resiliências
Entre os sorrisos iluminados para vitória.

Exploram as técnicas, expressões corporais e faciais no foco
Exteriorizando o íntimo com excelência e afinco
Num casting que reanima o compasso rítmico da fé
Na porta da encenação.

O texto gruda na memória de quem o lê
Para que a garganta solte com coerência as memorizadas palavras
Que na fila escrevem caminhos traçados pelo destino em cada representação
Falar é uma arte que atravessa o cérebro
De quem negligencia a caneta de um livro
Com amor alimentam sonhos de quem sonhou com o palco
Falam com a Vida dedilhando melódicas mensagens pra almas conectadas ao universo

Somos Vedetas*
Sonhando com grandes personagens, mas, a cultura é tímida
Então, controlamos a ânsia artística
Na Mulemba** criamos o palco
Para exibição do nosso teatro
No nosso contexto
Felizes porque amamos a nossa arte cênica

Magnatas de seu tempo
Super-herói e heroína deixaram sua marca em nosso peito
Vedeta reis e rainhas iluminando o bairro, brilho nostálgico
Espetáculo surreal, dinamismo inovador, ouviu-se na muxima*** da mulemba, vida representada na mesa redonda, pois representatividade é a vida

Num Horizonte de Esperança
Iluminam corações com sorrisos nostálgicos
O palco rende-se ao roteiro
A plateia reage com adoro
O produtor engole cada palavra
Fica maravilhado com o brilho do espetáculo
A luz clareia a sala
É visível a alegria nos olhos de todos
Em pé celebram-se as honras entre gritos, assobios e infinitos aplausos
…E Termina Mais Um Espetáculo…

* Vedeta: Em angola e Portugal, o mesmo que vedete. É a principal artista feminina de um espetáculo derivado do cabaré e suas subcategorias de teatro de revista, vaudeville, music hall ou burlesco. No poema, o belo trabalho feito por atrizes e atores de teatro.

** Mulemba. Árvore real Angolana, servindo de sombra onde se reuniam os chefes e reis. Pelo tamanho de sua copa, é utilizada para vários fins, tais como reuniões, ensaios teatrais, convívios etc. No poema, também usado para destacar e homenagear um grupo teatral de amigos angolanos muito conhecido: Os Jovens Da Mulemba.

*** Muxima. Palavra na língua kimbundo do norte de Angola que significa coração, mas não se refere ao coração físico humano, e sim a uma “riqueza do universo pessoal humano”, isto é, ao conjunto das emoções e dos afectos sensíveis, ao motor da vontade, a fonte do pensamento e a originalidade individual, representando a hospitalidade, o calor humano, a solidariedade, o agradecimento e a cortesia

Ismaél Wandalika

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Será que o amor está ali?

Resenha do livro ‘Será que o amor está ali’, de Giu Mallen pela Editora Uiclap

Será que o amor está ali?, de Giu Mallen, pela Editora UICLAP
Será que o amor está ali?, de Giu Mallen, pela Editora UICLAP

RESENHA

Caio é um garotinho esperto e amoroso que mora com seus pais numa comunidade do Rio de Janeiro.

Eles o amavam muito e são muito cuidadosos com ele.

Um dia há uma tragédia e suas pais morrem.

Caio é levado para um orfanato, e lá conhece seu amigo Pedro.

Pouco tempo depois Caio é adotado por uma família muito rica… Mas o que será que acontece depois disso?

Você só vai ficar sabendo se ler este livro, cheio de reviravoltas, aventuras, amor, empatia e amizade.

Uma história linda que vai emocioná-lo.

Recomendadíssimo!!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

“Será que o amor está ali?” conta a história de Caio, um menino muito sonhador que mora com os seus pais em um morro no Rio de Janeiro.

Narrado em primeira pessoa, ele descreve as suas descobertas, sempre prestando muita atenção naquilo que os seus pais falam.

Em um dia importante na vida do menino, acontece uma tragédia. Seus pais morrem e ele se vê completamente sozinho.

Por esse motivo é levado a um orfanato onde conhece o Pedro que, de cara, se torna o seu melhor amigo.

Mesmo sendo um dos mais velhos da instituição, não demora muito até que ele seja adotado por um casal bem rico.

Ricos, porém, estranhos para aquilo que Caio entendia como um casal. Mal se olhavam e, ainda por cima, tratam o menino como se fosse um prisioneiro.

Ele se viu não podendo desfrutar de nada que aquela casa linda oferecia, muito menos do amor de uma família. A única pessoa que tornava aquela situação menos ruim era Lívia, a empregada.

Porém, uma grande reviravolta acontece. Descobre-se que aquele casal está usando o menino para obter dinheiro.

Caio é levado de volta ao orfanato e quando pensa que vai passar um bom tempo por lá, é pego de surpresa pelo destino novamente.

Dessa vez para ter dois pais. Uma circunstância nova em sua vida com a qual ele tem todo o prazer de se adaptar pois sente que ali existe amor de verdade.

SOBRE A OBRA

Giu escreveu o livro “Será que o amor está ali?” durante a pandemia, em 2020, junto com a peça de teatro musical infantil que está produzindo.

Não se lembra, exatamente, quais foram suas inspirações, mas lembra que sentia em seu coração que precisava escrever sobre crianças.

Ela acredita, como eu, que é na infância que se forma nossa visão de mundo que levamos por toda a vida.

E histórias de inclusão devem ser difundidas para estimular a compreensão e o respeito às diferenças desde cedo.


Gostaria muito de lembrar o que me inspirou a escrever a história de Caio, mas não lembro de nenhuma situação específica. Talvez a sensibilidade que a pandemia potencializou tenha aguçado dentro de mim esse desejo de me expressar e espalhar mensagens de amor pelo mundo.

Gui Mallen


SOBRE A AUTORA

Foto da Escritora Giu Mallen

Giulliane Karolinne Pereira Salustiano Mallen da Silva, ou simplesmente Giu, tem 33 anos, natural do Rio de Janeiro, mas mora em São Paulo.

Trabalha com arte, começou a dança com 11 anos de idade e a partir dela descobriu outros desdobramentos, até ingressar no ramo do teatro musical. Hoje é bailarina profissional, membro da UNESCO no Brasil.

É atriz, cantora, coreógrafa, diretora residente e está começando a produzir seus próprios projetos culturais.

E companheira de vida de Carlos Tiburcio, e está grávida de 8 meses de Fernanda, sua segunda filha, a primeira que vai nascer.

OBRA DA AUTORA

Capa do livro 'Será que o amor está ali?
Será que o amor está ali?

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Resenhas da colunista Lee Oliveira




Garça solitária

Ceiça Rocha Cruz: Poema ‘Garça solitária’

Ceiça Rocha Cruz
Ceiça Rocha Cruz
Imagem criada pela IA do Bing
Imagem criada pela IA do Bing

Em pleno Sol de primavera,
em abstrata candura,
o tempo passa imóvel e terno.

Na obscura solidão,
a garça,
linda plumagem,
desfila nas pedras da praia
a correr das altas ondas
que resvalam em leques
e debruçam-se em véus
de cascatas.

Pensativa que de longe veio
a pávida garça que o Sol fustiga,
solitária,
misteriosa,
espreita as ondas,
e alça o voo inefável
ao látego do vento.

Trajeto rasteiro
entremeia caminhos
na surdina da tarde,
ao Sol que morre lento.

Sob o olhar do crepúsculo,
o véu da sombra.
Viestes dos cerros pousar,
sobre o tapete de pedras da praia,
ou no verde-esmeralda
das águas da paisagem,
garça solitária?

Ceiça Rocha Cruz

Contatos com a autora




Concursos Literários em Julho/2024

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Lista de Concursos Literários

– 15.07.2024 – VII Concurso Bunkyo de Contos (@ – $)

– 15.07.2024 – Antologia – O Sol e Outras Estrelas – Projeto Mentes Errantes (@)

– 15.07.2024 – Revista Alinhavos (@)

– 17.07.2024 – 2° Concurso ‘Poetas das Agulhas Negras’ (#ResendeeRegião – $)

– 19.07.2024 – 10ª Edição do Prémio Nortear (#JovensEscritores #Galiza #NortedePortugal)

– 19.07.2024- Prémio Literário João Augusto d’Ornelas (#Portugal – $)

– 20.07.2024 – V Prêmio Henrique José de Souza de Literatura – #Poesia e #Redação (@ – $)

– 20.07.2024 – II Concurso “Ivan Mariano Silva” de Contos (@ – $)

– 20.07.2024 – Antologia – E se… – Editora Campo ou Bola(#Brasil – @)

– 20.07.2024 – Chamada de Contos – Themba Editora (#AutoresNegros – @)

– 22.07.2024 – Revista Escribas (@)

– 22.07.2024 – Chamada de Originais – Editora Costelas Felinas

– 23.07.2024 – Prêmio São Paulo de Literatura | 2024 (#Brasil – $)

– 24.07.2024 – Prêmio Minuano de Literatura | 2024 (#RS – $)

– 25.07.2024 – II Concurso de Poesias do Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá (@)

– 25.07.2024 – Antologia – Algodão Doce – Mentes Errantes (@)

– 25.07.2024 – I Prêmio Literário Demócrito Rocha (#CE – @ – $)

– 26.07.2024 – Prêmio Nacional de Literatura da Academia de Letras de São João del-Rei | 2024 (#Brasil – $)

– 26.07.2024 – XVI Concurso Nacional de Contos de Araraquara – Ignácio de Loyola Brandão (#Brasil – @ – $)

– 28.07.2024 – Revista Fluxos – A Liter Ação (@)

– 28.07.2024 – Chamada de Originais – Crypta Books (@)

– 28.07.2024 – VII Concurso Internacional de Poesia de Joaquim Távora (@)

– 28.07.2024 – Revista Barbante e CadernoBarbantinha (@)

– 29.07.2024 – Chamada de Contos Infantis – Editora Usina de Textos (#Brasil – @)

– 30.07.2024 – 2º Prêmio Panambi (#PanambiRS – @ – $)

– 30.07.2024 – 14º Concurso Literário Orlando Bronzatto ‘Pintaca’ (#Brasil – @ – $)

– 30.07.2024 – Antologia – Hillside – Medusa Editorial (@)

– 31.07.2024 – Concurso Literário da I Feira Literária Inclusiva – FLI (@)

– 31.07.2024 – Revista Vinca Literária (@)

– 31.07.2024 – Concurso Maria Iracema | 2024 (#Estudantes #SE – @)

– 31.07.2024 – Antologia – Contos Fantásticos Niteroienses (#NiteróieRegião – @)

– 31.07.2024 – Concurso Literomusical Maria Callas (#AM)

– 31.07.2024 – IX Concurso Internacional de Poetrix (@)

– 31.07.2024 – Revista Táquion FC (#Contos – @ – $)

– 31.07.2024 – Revista Cassandra (@)

– 31.07.2024 – XXV Concurso de Contos Alípio Mendes (#Brasil – @)

– 31.07.2024 – Prémio Literário Padre José Júlio Esteves Pinheiro (@ – $)

– 31.07.2024 – Prêmio Bunkyo de Literatura | 2024 (#LivrosPublicados)

– 31.07.2024 – Chamada de Originais – Editora Arte Literária (#Brasil – @)

– 31.07.2024 – Antologia – Cartografias | Contos Distópicos – Editora Primata (#Brasil – @)

– 31.07.2024 – III Concurso Bunkyo de Haicai ($)

– 31.07.2024 – 52º Jogos Florais de Niterói – UBT Niterói – RJ

– 31.07.2024 – Concurso de Trovas – Jubileu de Cristal do Blog Poesia Retrô

FONTE:

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Desistir de amar

Denise Canova: Poema ‘Desistir de amar’

Denise Canova
Denise Canova
"Amar é bom, mas não fácil amar"
“Amar é bom, mas não fácil amar”
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Desistir de amar

Difícil dizer

Amar é bom

Não é fácil amar

Denise Canova

Contato com a autora




Saudosa Maloca: O cotidiano em verso e anverso

CINEMA EM TELA

Marcus Hemerly:

‘Saudosa Maloca: O cotidiano em verso e anverso’

Cinema em Tela: 'Saudosa Maloca: O cotidiano em verso e anverso'
Cinema em Tela: ‘Saudosa Maloca: O cotidiano em verso e anverso’

É sabido que a poética está vinculada à arte em todas as suas vertentes. Há de se diferenciar a figura do ‘poema’ forma textual concreta e identificável, da ‘poesia’ em sentida genérico, tratando-se do vetor etéreo e instigante das reações emotivas daquele que a aprecia. O saudoso cantor e compositor Adoniram Barbosa (1912 -1982), ou João Rubinato, traduziu como ninguém a junção da arte e cotidiano, retratando desde a sofrida vida dos migrantes, parcelas marginalizadas e sofrimentos idílicos em suas canções.

 Acima de tudo, a cidade de São Paulo é transpirada e suspirada em cada verso das composições, pois as diversas regiões da capital paulista serviram não apenas como pano de fundo às estrofes, mas à própria tradução da vivência de Rubinato, como uma personagem autônoma.

Após breve exibição em circuito restrito de cinemas, recentemente chegou aos serviços de streaming o filme ‘Saudosa Maloca’, baseado na vida do sambista, inclusive valendo-se do título de uma de suas canções mais famosas. Trata-se de película inspirada em alguns eventos da vida do cantor, não se desvelando como uma cinebiografia mais acurada de sua trajetória.

Gravado de forma criativa na recentemente restaurada Vila Itororó, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, antigo cortiço bem ao estilo da juventude de Adoniram, o atual centro cultural, foi ainda ponto de instalação da primeira piscina pública da cidade, coadjuvando em tom aprazível as desventuras e conquistas do sambista e sua malta. 

Nos deparamos com uma atuação bastante devotada do cantor e ator Paulo Miklos no papel principal, entregando performance eficiente que é esmerada pela sua função precípua no universo musical. Entre um lindamente retratado Bixiga dos anos trinta e quarenta, a trama é pontuada por episódios de famosas letras, ainda que de forma indireta, seja na voz do malandro galanteador que precisa pegar o ‘trem das onze’, a ordem de despejo da ‘saudosa maloca’, o fatídico samba na casa do ‘Arnesto’, até a sorte de ‘Iracema’. 

A despeito de eventual lacuna no roteiro, lembremos que não é a intenção do diretor Pedro Serrano exaurir a longa e versátil presença do artista nos palcos do teatro, TV e cinema, mas, de forma singela, delinear sua trajetória inicial no rádio, veículo de maior projeção na época, cotejando criações da obra musical do cantor, que também se destacou como compositor até o final da carreira, já debilitado por doenças pulmonares e exímio artesão nas horas vagas. 

O resultado, é a reafirmação de que o cinema nacional desde a retomada nos anos 2000, vem delineando produções que flertam com os mais diversificados vieses criativos, desde o true crime, super produções que alçaram voos internacionais e realizações independentes de terror. No caso de ‘Saudosa Maloca’, a vivência do homem comum em seu espaço, canta a cada verso exaltado nas ruas da metrópole e a vida única de seus habitantes. O filme encontra-se disponível nas plataformas Google Play Movies & TV, Apple Tv, YouTube e myfamily cinema, e vem encantando público e crítica, numa redescoberta de um dos grandes artistas brasileiros. 

Marcus Hemerly

Contatos com o autor