Comunicação: inevitabilidade cultural e antropológica

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo:

‘Comunicação: inevitabilidade cultural e antropológica’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
‘Comunicação: inevitabilidade cultural e antropológica’
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A comunicação é uma daquelas atividades humanas que todos conhecem, mas poucos conseguem definir, pelo menos no seu sentido mais abrangente, desde logo, porque, e simplesmente, a comunicação: é falar uns com os outros; é televisão, rádio, imprensa, internet; é divulgar informação; é o próprio penteado; é a obra de arte, qualquer que seja o seu estilo e época; é a crítica literária. 

Se se partir da premissa, segundo a qual, o comportamento não tem oposto, porque não existe o não-comportamento, isto é, um indivíduo não pode não-se-comportar, e se se aceitar que todo o comportamento tem valor de mensagem, ou seja, é comunicação, então é impossível o indivíduo não comunicar, ou seja: atividade ou inatividade; palavra ou silêncio; tudo possui um valor de mensagem, influencia outros e estes outros, por sua vez, não podem não-responder a essas comunicações e, portanto, também estão comunicando.

A mera ausência de falar, ou de observar, não constitui exceção e, deste modo, uma pessoa que se encontre, por exemplo, de olhos fechados, silenciosa e quieta, poderá estar a comunicar que não quer falar com ninguém, nem que falem com ela. 

Pode-se ficar com a ideia de que o ser humano está sujeito à inevitabilidade de comunicar, que consiste no facto de ninguém ser capaz de não-comunicar, porque a simples presença de um indivíduo, envolve a emissão de mensagens, com significados determinados, para os seus intérpretes. Voluntária ou involuntariamente, o comportamento humano tem sempre um valor de mensagem para quem o lê.

Tomando por base a etimologia, a palavra comunicação deriva do latim “communis”, que significa comum e comunicar poderá, então, significar, tornar comum, inaugurando a passagem do individual ao coletivo, entendido como condição de toda a vida social. 

E se inicialmente, o termo significava troca de palavras, de coisas, de bens e serviços, hoje, assume um sentido não material, porque se trata de uma troca de mensagens significativas, e que envolve determinados elementos: emissor; recetor; código; mensagem; canal e ruídos. 

Também se invoca um outro conceito da palavra comunicação humana, como sendo um processo bidirecional, que relaciona, pelo menos, dois indivíduos, envolvendo diversos fatores ou elementos, estes já antes indicados. 

Neste conceito a palavra comunicação: «deriva do verbo latino communicare – conversar, trocar ideias, expor e consultar. Relaciona-se, ainda, com a ideia de commnunitas – comunidade ou comunhão. Partilhamos e trocamos conhecimentos, sentimentos as experiências de modo a alterarmos reciprocamente os nossos comportamentos.» (cf. MARQUES; RAPOSO, s.d:3). 

Também poderemos perspetivar uma outra noção de comunicação, segundo a qual: «Em qualquer projeto, a comunicação entre as pessoas é fundamental. É no ato comunicativo que partilhamos ideias/propostas, analisamos a situação atual e delineamos as fases seguintes. Segundo os dicionários portugueses, a palavra comunicação deriva do latim comunicare, que significa “tornar comum”, “partilhar”. A comunicação pressupõe, deste modo, que algo passe do individual ao coletivo. Os seres humanos são obrigados a cooperar uns com os outros, formando grupos/redes para alcançar certos objetivos que a ação individual isolada não conseguiria alcançar.» (FERNANDES, 2014).

A comunicação é, evidentemente, uma inevitabilidade cultural e antropológica, sempre acompanhada de atitudes, e pode ser de dois tipos: verbal, que constitui a forma privilegiada da comunicação pela palavra falada ou escrita; não-verbal, que enfatiza, clarifica, exemplifica e contradiz os elementos verbais. 

Os indivíduos agem e comportam-se socialmente: uma conduta individual toma as outras pessoas como objeto e, essas pessoas são interlocutoras e parceiras, respondem às ações do indivíduo considerado, embora, as relações não sejam sempre desta forma.

À comunicação corresponde um determinado efeito social, já que dela resulta a modificação do comportamento ou da convicção do recetor, porque misturando elementos intencionais, e devidamente calculados, com elementos espontâneos e, até certo ponto, involuntários, a comunicação produz mudanças variadas nos comportamentos. 

Por isso se pode aceitar que a primeira forma de interação humana, a estudar, é a comunicação, que se pode entender como sendo um mecanismo que sustenta a existência, desenvolvimento e transmissão das significações entre as pessoas. 

Bibliografia

FERNANDES, Cecília Manuela Gil Carrondo, (2014). Dissertação de Mestrado: “Turismo, Inovação e Desenvolvimento”, Viana do Castelo: IPVC-Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

MARQUES, R. & RAPOSO, R. Comunicação I. Lisboa: IEFP/Núcleo de Apoio à Aprendizagem – Departamento de Formação Profissional para o Sector Terciário. S. Data.

Venade/Caminha – Portugal, 2024

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Eu e o meu chuveiro

Sergio Diniz da Costa: ‘Eu e o meu chuveiro’

Sergio Diniz
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No inverno, uma ducha quentinha. Porém, um pingo de água gelada nas costas!
No inverno, uma ducha quentinha. Porém, um pingo de água gelada nas costas!
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Diga-me, meu caro leitor, por um acaso você já teve ou ainda tem alguma relação de amor e ódio por algo ou por alguém?

Se a resposta for um sonoro ‘sim!’, sabe perfeitamente como se dá essa dependência. É, certamente, algo como a dependência por alguma droga: você a consome e ela, com o tempo, o consome, também. Um círculo vicioso. Um horror!

Pois eu tenho, infelizmente, uma relação dessa natureza. E, como o título desta crônica bem o indica, com o meu chuveiro!

Existe algo mais prazeroso do que tomar uma deliciosa ducha, principalmente depois de uma caminhada mais longa, ou uma corrida, ou, ainda, alguma atividade profissional que implique em grande esforço físico? E dormir, então, depois de um banho bem quentinho? Tudo de bom, né?

E, sobre tomar banhos, tem aqueles dos meses de verão e aqueles outros, de inverno.

Os dos meses quentes, impreterivelmente, com água fria. E, os dos meses de inverno… Bem, em primeiríssimo lugar, o ritual para eles já é um pouco mais complicado.

Levantar da cama, depois de uma noite inteira hibernando sob cobertores pesados e quentíssimos, requer uma vontade férrea, um esforço próprio de ‘Os Doze Trabalhos de Hércules’.

E esse esforço é redobrado se, para piorar ainda mais a situação, o dia estiver frígido e chuvoso. Ninguém merece!

Mas, como o dever nos chama, lá vou eu, destemidamente, sair da cama, colocar os pés num par de chinelos gelados e, feito um guerreiro bárbaro, enfrentar o estimulante banho da manhã.

Entro no banheiro e, como meu apartamento não tem o luxo da calefação (próprio de países de regiões frias), tirar o pijama já é outra etapa da façanha heroica. Entretanto, a imagem do guerreiro bárbaro, do chefe viking à frente de seus guerreiros, em pleno campo de batalha, me impele avante.

E, aí, a coisa começa a complicar, pois é preciso anos de prática para se conseguir encontrar o ponto ideal da torneira, de modo que a água não fique nem quente e nem fria demais.

Esse processo se torna mais difícil ainda quando a torneira já é um tanto quanto usada e, por causa disso, mais um tanto quanto emperrada.

 E vira daqui, vira de lá neste processo, e já enregelado, eis que, finalmente, o tal ‘ponto ideal’ da dita cuja é atingido e o calor da água atinge seu ponto ideal! Aleluia!

E lá vamos nós, agora mergulhados numa torrente de água quentinha, acolhedora…

Até que, inesperadamente, bem no meio daquele jato quente, surge um pingo gelado! Bem nas costas! E justamente no momento em que estou com o rosto coberto de espuma!

Rapidamente, retiro a espuma e passo a procurar a fonte daquele infortúnio.

Localizo-o! Vem pelo cano, provavelmente porque, ao colocar o chuveiro, faltou um tantinho de veda-rosca para dar o aperto necessário para fixá-lo.

E ele, o tal pingo inoportuno, a partir daí, passa a fazer parte do delicioso banho quente.

Agora, nesta mescla de prazer e desprazer, resolvo terminar o banho o mais rápido possível.

Fecho a torneira e começo a me enxugar. Como o box é pequeno, fico praticamente embaixo do chuveiro e, mal terminando de enxugar as costas, eis que um pingo vindo diretamente da Antártida cai nelas, já secas.

Solto um mega palavrão! E passo a matutar o porquê de esse pingo aparecer justamente no inverno, nos dias mais frios, no banheiro mais frio, no corpo (e na alma) mais frio…

E, já envolto pelo vapor que sai do chuveiro, entre uma enxugada e alguns palavrões, fico a ‘viajar’ mentalmente. E passo a ver, na torneira, no chuveiro e no cano um conluio maquiavélico, hábil a me infundir um misto de raiva e desespero.

O chuveiro parece ter adquirido vida! E, de súbito, me lembro de Chuck, Hugo, Blade e outros bonecos assassinos.

Em meio ao vapor, que já tomou conta do box, sinto que vou enlouquecer! Até o momento em que escuto algumas pancadas na porta do banheiro.

Para minha salvação, contudo, é apenas minha esposa, perguntando se está tudo bem, pois faz ‘apenas’ 40 minutos que estou tomando banho.

Alívio completo!

Tudo não passou tão somente de um mísero pingo de água gelada…

No meio da água quente havia um pingo gelado. Havia um pingo gelado no meio da água quente…

E que vai durar o inverno todo!

Sergio Diniz da Costa

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Prêmio Cidadão de Ouro 2024

Evento de prestígio celebra grandes personalidades e autoridades do ano 2024

Prêmio Cidadão de Ouro
Logo do ‘Prêmio Cidadão de Ouro’

Na noite de 24 de julho, o salão panorâmico do Sorocaba Park Hotel, na cidade de Sorocaba, será palco de um evento de prestígio que celebrará grandes personalidades e autoridades do ano com o Prêmio Cidadão de Ouro 2024.

A grande celebração está programada para reconhecer e premiar pessoas que se destacaram em suas respectivas áreas. “O objetivo do evento não é apenas celebrar realizações individuais notáveis ou reconhecer líderes que têm contribuído significativamente para o desenvolvimento e o progresso do país; mas, também, será uma oportunidade para inspirar outras pessoas para moldarem o futuro com boas ações, boas ideias e seu compromisso com o próximo”, disse a escritora Laude Kämpos idealizadora e organizadora da premiação.

A seleção dos nomes se deu por indicação popular, recebida pela página do evento, e, posteriormente, por meio da análise de currículos realizada por uma comissão especialmente formada para esse fim. Após a definição dos ganhadores do Prêmio, os nomes dos agraciados foram divulgados na internet. “Foi uma escolha difícil para os jurados, pois todos os indicados eram detentores de excelentes currículos. Ao fim, a comissão chegou aos nomes dos agraciados deste ano”, comentou a idealizadora do Prêmio, a escritora Laude Kämpos.

Entre os agraciados estão autoridades políticas, profissionais, historiadores e professores, e agentes culturais como escritores e poetas.

A cerimônia de entrega do Prêmio Cidadão de Ouro 2024, que promete ser uma noite de elegância e celebração, reunirá um seleto grupo de líderes políticos, empresariais e culturais para celebrar os destacados do ano, contará com a apresentação do jovem violinista Diego Alberto Maluffe.

Os nomes escolhidos para receberem o cobiçado Prêmio Cidadão de Ouro 2024 são:

Araken dos Santos – (Poeta) – Rio de Janeiro

Dr. Benedito da Silva Zanin (Ex comandante da Guarda Municipal) – Sorocaba

Carlos Carvalho Cavalheiro – (Escritor e Historiador) – Sorocaba

Fabiana Campolim (Gestora da Biblioteca Municipal e Infantil) – Sorocaba

Dr. Jonas Guedes – (Advogado) – São Paulo

Dr. Laelso Rodrigues – (Jornal Cruzeiro do Sul) – Sorocaba

Luis Carlos R. da Silva – (Historiador) – Maranhão

Maria Lúcia Amary – (Deputada Estadual) – Sorocaba

Maria Lúcia Neiva de Lima (presidente do GPACI) – Sorocaba

Pr. Roberto de Jesus Gonçalves – (vice-presidente da Arca de Noé) – São Paulo

Sergio Diniz – (Editor-Chefe do Jornal Cultural Rol) – Sorocaba

Tarcísio de Feitas – (Governador do Estado) – São Paulo

Valdir Paezani – (empresário) – Sorocaba

Os ingressos para 120 convidados se esgotaram rapidamente. Quem não pôde confirmar presença para estar presente na cerimônia deve aguardar a próxima edição do evento.

Para mais informações sobre o evento entre em contato com a organização pelo e-mail: cidadaodeouro@gmail.com  ou visite o site: www.cidadaodeouro.com.br .

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Suspiro de saudade

Nilton da Rocha: ‘Poema ‘Suspiro de saudade’

Nilton da Rocha
Nilton da Rocha
"Que o desejo perdure com a noite, E que o escuro seja testemunha, Do odor que o coração açoite, Em toda magia que nos acompanha
“Que o desejo perdure com a noite, E que o escuro seja testemunha, Do odor que o coração açoite, Em toda magia que nos acompanha
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Entre sombras e suspiros de saudade,
Ecoa a voz taciturna do amor,
Como um sussurro que invade
O coração sedento por calor.

Um beijo que deseja ser abraço,
Sob o poente solene e sereno,
Um doce tão intenso quanto um laço,
Que une almas num eterno ser pleno.

Corpos unidos, em colinas se encontram,
Em um dia que jamais se apaga,
Juntos, pelas altas ravinas caminham,
Em uma paixão que nada apaga.

Que o desejo perdure com a noite,
E que o escuro seja testemunha,
Do odor que o coração açoite,
Em toda magia que nos acompanha.

Que se faça noite e a escuridão transpareça,
Que o esplendor do amor, em mistério, apareça,
Na voz taciturna que no silêncio se desvela,
Em cada momento, a paixão revela.

Nilton da Rocha

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Por aonde andei?

Evani Rocha: Poema ‘Por aonde andei?

Evani Rocha
Evani Rocha
Paisagem da Chapada dos Guimarães - MT. Foto por Evani Rocha
Paisagem da Chapada dos Guimarães – MT – Foto por Evani Rocha

Por aonde andei naqueles tristes dias?

Porque não vi sequer a minha sombra,

Perdeu-se de meus olhos a luz

E de minha boca, as palavras…

Onde foi que deixei-me?

Em um casebre qualquer,

A perambular pelas trilhas,

A sonhar deitada sobre um lençol de estrelas?

Por aonde estive que não o vi passar?

 Por certo, carregava o mundo em suas mãos,

Ou então, o mundo escondia-o de mim.

Evani Rocha

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Paçoca, uma Jornada de Amor e Transformação

Resenha do livro ‘Paçoca, uma Jornada de Amor e Transformação’, de Vanessa Prado de Marcenes, pela Editora Uiclap

Capa do livro 'Paçoca, uma Jornada de Amor e Transformação' de Vanessa Prado de Marcenes, pela Editota Uiclap.
Livro Paçoca: Uma Jornada de Amor e Transformação

RESENHA

Neste livro, o pequeno Daniel teve sua jornada de transformação e cuidados pelos animais guiada por sua mãe que, percebendo as dificuldades de adaptação do pequeno ao mascote que havia ganho, resolveu criar artifícios para que o filho aprendesse a cuidar e se afeiçoar aos animais.

Uma história muito bem contada , que ensina aos pequenos que precisamos amar e proteger os animais.

Super recomendo!

Amei!!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

Em ‘Paçoca: Uma Jornada de Amor e Transformação’, conhecemos a história mágica de Vanessa e seu filho Daniel.

Neste conto especial, compartilhamos como, com gestos de carinho e atitudes positivas, Vanessa, uma mãe atípica, guiou Daniel a apreciar e cuidar dos animais.

Juntos, convidamos os leitores a fazerem parte desse mundo encantado, onde cada patinha, feita puramente de amor, merece ser protegida com toda a ternura.

Venham, embarquem nesta aventura única onde a transformação é guiada pelo afeto e respeito por nossos amigos de quatro patas.

SOBRE A OBRA

Vanessa nos conta que a decisão de escrever o seu primeiro livro surgiu da convicção profunda de que era preciso fazer um trabalho muito além do resgate, alimentação e cuidados básicos aos animais.

Isso fazia com que ela se sentisse somente apagando incêndios.

Este problema é maior.

Está enraizado na cultura de abandono e maus tratos aos animais em nossa sociedade.

E isso é poderia ser mudado através da educação das crianças.

Então ela se lembrou de como ensinou seu filho a amar e respeitar os animais, mesmo quando ele inicialmente não compartilhava deste sentimento, e até os maltratava.

Foi ai que ela entendeu que, pelo exemplo, pela educação e treinamento poderia moldar uma nova realidade.

Foi então que surgiu a necessidade de escrever o livro, não só apenas contar a história de seu filho e um cãozinho especial, mas que ele seja também uma ferramenta para inspirar e educar as crianças.

Este livro é também um convite para que as crianças contem suas próprias histórias e recebam dicas sobre sustentabilidade, cultivando valores de compaixão, empatia e responsabilidade desde cedo.

Vanessa espera que sementes de amor pelos animais e de conscientização ambiental nas mentes e corações das futuras gerações, contribuam para um mundo mais justo e compassivo para todos os seres vivos.

SOBRE A AUTORA

Imagem de Vanessa Pardo Marcenes
Vanessa Prado Marcenes

Vanessa Prado de Marcenes tem 44 anos e é natural de São Gonçalo-RJ, mas se considera carioca de coração, pois morou muitos anos no Rio de Janeiro.

Com uma formação em Administração e uma especialização em Elaboração e Gestão de Projetos e Programas Sociais, sua vida é impulsionada pela convicção de que a educação é a chave para a transformação.

Atualmente estabelecida na divisa entre Angra dos Reis e Paraty, mãe solo, atípica, e tutora de oito cães, cinco deles resgatados, dedica-se ao desenvolvimento do projeto ‘Patinhas Protegidas’. Este livro, “Paçoca: uma jornada de amor e transformação”, é parte integrante desse projeto.


Em www.patinhasprotegidas.com.br, compartilho os pilares do que estamos construindo: materiais literários, um Programa Educacional intitulado “Corações Empáticos: Educar para Cuidar” através de palestras, e um aplicativo em desenvolvimento que visa conectar tutores, ajudantes, protetores, abrigos e prestadores de serviço da área pet, com o objetivo de ajudar financeiramente esses abrigos e protetores.
Espero que meu livro toque seu coração e inspire reflexões sobre o amor, a compaixão e a importância de cuidarmos uns dos outros, humanos e animais, em nossa jornada pela vida.
Vanessa Prado de Marcenes


Apesar das adversidades físicas que enfrenta, este projeto é uma inspiração constante, uma injeção de ânimo que a motiva a seguir em frente com paixão e propósito.

OBRA DA AUTORA

Capa do livro 'Paçoca, uma Jornada de amor e Transformação"
Paçoca: Uma Jornada de Amor e Transformação

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Resenhas da colunista Lee Oliveira




Academia Itapetiningana de Letras celebra 21 anos de história

A instituição tem como fim precípuo o resguardo e a cultura do vernáculo e da literatura, a partir de ações de promoção do bom uso da linguagem, estimulação da leitura e da escrita, irmanadas pelo ideal de convivência fraterna e união pela causa da Língua Portuguesa

Logo da Academia Itapetiningana de Letras
Logo da Academia Itapetiningana de Letras – AIL

No ano de 2024, completam-se 21 anos de criação da Academia Itapetiningana de Letras (AIL), instituição que tem como fim precípuo o resguardo e a cultura do vernáculo e da literatura, a partir de ações de promoção do bom uso da linguagem, estimulação da leitura e da escrita, irmanadas pelo ideal de convivência fraterna e união pela causa da Língua Portuguesa.

Fundada em 04 de julho de 2003, em sessão histórica presidida pelo Acadêmico Hiram Ayres Monteiro, na sede da Associação dos Jornalistas e Radialistas de Itapetininga (AJORI), foi composta inicialmente por 15 membros fundadores, que inscreveram seus nomes na imortalidade histórica da instituição, sendo eles: Alberto Isaac (patrono Dr. José Ozi) – Comissão de Bibliografia; Antonio Arthur de Castro Rodrigues (patrono Carlos Ayres) – 1º secretário; Antonio Machado Pontes (patrono Prof. Jair Barth) – 2º secretário; Antonio Pedro Corrêa (participou apenas da fundação) – 1º tesoureiro; Benedito Peixoto Filho (patrono José Santana de Oliveira) – 2º tesoureiro; Eunice Leonel Ferreira da Cunha (patrono Gal. Ataliba Leonel) – Comissão Lexicografia; Francisco Alves Vei (patrono Teddy Vieira de Azevedo); Hiram Ayres Monteiro (patrono Venancio de Oliveira Ayres) – presidente; Hiram Ayres Monteiro Júnior (patrono Simão Barbosa Franco); José de Almeida Ribeiro (patrono Juvenal Paiva Pereira) – vice presidente; José Emílio Pinto Nastri (participou apenas da fundação); José Luiz Ayres Holtz (patrono Manoel Afonso Pereira Chaves) – Secretário geral; Mauro de Mello Leonel (patrono Júlio Prestes) – Orador; Odacir Peixoto (patrona Anésia Pinheiro Machado) – Comissão de Contas e Silas Gehring Cardoso (patrono Cel. Fernando Prestes) – Comissão de Divulgação.

A pauta da primeira sessão teve como prioridade a leitura, discussão e aprovação do Estatuto e Regimento Interno da nova Academia Itapetiningana de Letras (AIL), construídos à luz dos documentos da Academia Paulista de Letras (APL), bem como, a escolha e aprovação dos nomes dos patronos das 40 cadeiras de membros efetivos e eleição da primeira diretoria, cujo mandato perdurou até 31 de dezembro de 2005.

Conforme o disposto no artigo 4º do Estatuto, aprovado por unanimidade, “o ingresso a imortalidade literária deverá ser concedido apenas a itapetininganos natos, ou aqueles com domicílio permanente na cidade de Itapetininga, que tenham publicado livros, artigos, crônicas, poemas, ensaios, peças, em qualquer gênero literário ou científico, ou que sejam personalidades de grande expressão na vida cultural e artística da localidade”.

Em 24 de julho de 2005, ainda sob o comando da primeira diretoria, ingressaram mais 14 novos acadêmicos, totalizando 27 membros efetivos, reconhecidos por suas obras de grande valor e a relevante contribuição acadêmica para as quais dedicaram suas vidas, destacando-se: Maria Cecília Fontes Pereira (patrono Abílio Fontes); Nilson Teixeira de Almeida (patrono Abílio Victor “Nhô Bentico”); Eunice Ferreira Rodrigues Granato (patrono Adherbal de Paula Ferreira); Carlos José de Oliveira (patrono Antonio Antunes Alves); Maria Prestes de Albuquerque Ferreira (patrono Augusto Gracco da Silveira); Núncio Roberto Chieffi (patrono Domingos José Vieira); José Maria de Castro Menezes Gonçalves Bastos ( patrono Edmundo Prestes Nogueira); Newton Albuquerque (patrono Elisiário Martins de Mello); Arturantonio Chagas Monteiro (patrono Francisco Fabiano Alves); Roberto Soares Hungria (patrono Jacob Bazarian); Washington Luiz Ramos (patrono João Batista de Macedo Mendes); Cesário Leonel de Moraes Ferreira (patrono Joaquim Leonel Ferreira); José Salem Neto (patrono Theofilo Cavalheiro do Amaral) e Maria Nívea Guarnieri Machado (patrona Irmã Nair de Camargo), consolidando a Academia com dois terços de suas cadeiras preenchidas, dando a instituição, condições de quórum para as tomadas de decisões e execução de atividades literárias voltadas à comunidade.

Casa da literatura, da liberdade e da memória, ao longo de duas décadas, a Academia também acolheu outros importantes nomes da literatura e da história itapetiningana, que atingiram a “imortalidade literária” (eternização a partir de sua produção literária) em eleições acadêmicas ocorridas nos anos de 2008; 2014; 2016 e 2024, como o Monsenhor Mário Donato Sampaio (patrono Padre Francisco de Assunção Albuquerque); o jornalista Hélio Rubens de Arruda e Miranda (patrono Júlio Prestes de Albuquerque); o historiador Waldomiro Benedicto de Carvalho (patrono Antonio Vieira de Moraes); cronista Alberto Isaac (patrono José Ozi), a professora Olga Maria de Camargo Pellegrini (patrono Cel. Pedro Dias Batista) e, mais recentemente a jornalista Carla Monteiro, primeira mulher negra da história da Instituição e segunda ocupante da cadeira de número cinco, que tem como patrono Abílio Victor, na sucessão do grande educador Nilson Teixeira de Almeida.

A Academia Itapetiningana de Letras manteve sua chama acesa, mesmo diante de períodos de grande dificuldade, como o enfrentado durante a pandemia da Covid-19, não deixando de oferecer sua contribuição literária aos mais diversos veículos de informação jornalística, cultural e acadêmica, através da atuação empenhada de seus imortais.

Na sede da instituição, foram realizadas diversas edições do ‘Café com Livros’, com a finalidade de comercializar a preços acessíveis, livros em perfeitas condições de uso pertencentes ao sebo da AIL. Além disso, a Instituição ofereceu o devido reconhecimento aos escritores itapetininganos na exposição permanente “Vitrine dos Escritores”, inaugurada em 2021 e, como fruto de ações iniciadas ainda no período pandêmico, em 2023, inaugurou a “Biblioteca Alberto Isaac”, que reúne em seu acervo mais de 2.500 livros e incunábulos, que estão à disposição de pesquisadores e da comunidade.

Presidida pelo Acadêmico Jorge Paunovic e contando com um efetivo de 36 imortais, a Academia Itapetiningana de Letras iniciou as comemorações de seu aniversário, no último dia 06 de julho, em um evento restrito aos Acadêmicos. Na sequência de atividades festivas, além da solenidade com toda a formalidade do rito acadêmico, prevista para o mês agosto de 2024, a instituição deverá promover a exposição ‘Arte na Academia’, com mostra de obras de arte dos falecidos acadêmicos Antonio Arthur de Castro Rodrigues e Maria Prestes de Albuquerque Ferreira (abertura 17 de julho, das 14h às 18h); o lançamento do livro ‘Das drogas ao triunfo’, do autor Paulo Henrique Vieira Martins (25 de julho às 19h); a inauguração da ‘Biblioteca Virtual da Academia Itapetiningana de Letras’, projeto da Acadêmica Vivian Leme Furlan (30 de julho às 19h)  e o lançamento do livro ‘Museu Carlos Ayres: patrimônio material da história’, de autoria da Acadêmica Walkíria Paunovic e do fotógrafo Gustavo Moraes (01 de agosto às 19h). Todos os eventos com entrada gratuita, realizados no Centro Cultural Brasil e Estados Unidos (Casa Kennedy). 

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