Edith Stein

Marli Freitas: ‘Edith Stein’

Marli Freitas
Marli Fraitas
Imagem gerada por IA do ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69b986f9-69f8-83e9-9233-d132014d4e43

Conhecer a vida e obra de Edith Theresa Hedwig Stein (Edith Stein) uma santa, filósofa e teóloga alemã, nascida judia em 12/10/1891, é sentir-se diante de uma mulher de grandeza colossal. Uma alma que se entregou à busca profunda da verdade.

Irmã mais nova de onze irmãos que perdeu, aos dois anos de idade, o pai, comerciante, e encontrou em sua mãe, Auguste, um grande exemplo de força e coragem, ao assumir a responsabilidade sobre os negócios e a família. Tornando-se um símbolo de honra e sensatez para Edith, que havia perdido a fé em Deus, quando ainda era muito jovem.

Foi reconhecida como uma das mais brilhantes estudantes de sua época, graças ao empenho e aptidão para os estudos. Seus interesses incluíam o estudo da Língua Alemã, História, Psicologia e Filosofia, que foram interrompidos pela Primeira Guerra Mundial, ao voluntariar-se como auxiliar de enfermagem na Cruz Vermelha.

Mais tarde, retomou os estudos e concluiu seu doutorado sobre o ‘Problema da Empatia’. Ela foi uma das primeiras mulheres a receber o título de doutorado em Filosofia na Alemanha e se tornou assistente do maior filósofo de seu tempo, Edmund Husserl (fundador da Escola de Fenomenologia) e, apesar de várias tentativas para obter um cargo em diversas universidades, não foi aceita por ser mulher.

Ao usar a empatia natural diante da dor de uma amiga, que havia perdido o marido na guerra, viu despertar em si a curiosidade sobre os efeitos da fé. Entregou-se à leitura da autobiografia de Santa Teresa d’Dávila e compreendeu que o olhar espiritualizado é mais bem preparado para acolher as intemperanças da vida. Converteu-se ao Catolicismo e anotou, ‘A fé está mais próxima da sabedoria divina do que toda ciência filosófica e mesmo teológica, pois o conhecimento só se integra, realmente, à alma depois de passar pelas vias do raciocínio e dos sentidos e, conseguindo emocionar, é possível que o coração se anime’.

Chegou a participar das reuniões do recém fundado, à época, Partido Democrático Alemão, mas logo se desiludiu com a política, porém, em seguida, testemunhou a conquista das mulheres, que passaram a ter o direito ao voto e à igualdade.

Atuou como multiplicadora na preparação de mentes pensantes, ministrando aulas para a formação de professoras. Traduziu obras relevantes de autores como São Tomás de Aquino e John Henry Newman. Participou, ativamente, de conferências, simpósios e congressos pedagógicos em várias cidades europeias, sobre questões ligadas à mulher e à espiritualidade, e publicou vários estudos e textos no ‘Anuário’.

Com a chegada do Partido Nazista e a publicação de leis proibindo a presença de judeus em campos públicos, Edith Stein, reconheceu os sinais dos tempos e entendeu que não havia espaço no ambiente acadêmico em seu país e decide por realizar o seu chamado, reconhecido desde a sua conversão. Tornou-se uma freira ‘Carmelita Descalça’ no monastério de Colônia (cidade na Alemanha), tomando o hábito com o nome de ‘Teresa Benedita da Cruz’ e obteve de sua superiora a permissão para continuar seus estudos.

Depois da morte de sua mãe sua irmã, Rosa, se converteu ao Catolicismo e, também, fez os votos definitivos.

Pouco depois com a violência da ‘Noite dos Cristais’ (marcada pela invasão e destruição em toda Alemanha e Áustria dos símbolos judaicos nas sinagogas, casas comerciais e residências dos judeus), as irmãs são conduzidas para a Holanda, alguns familiares emigraram para os Estados Unidos e para a Colômbia, outros foram recolhidos para os campos de concentração e Edith e Rosa foram registradas pela Gestapo (polícia nazista).

Após uma carta da Holanda fazendo críticas ao nazismo, os cristãos sofreram represálias, sendo Edith e a irmã capturadas e suas últimas palavras proferidas à irmã foram, “Venha, estamos indo para o nosso povo!”

Edith Stein morreu aos 50 anos de idade, em 09/08/1942, no campo de concentração de Auschwitz, envenenada na câmara de gás.

Como legado deixou em seus Escritos Autobiográficos sua coragem, determinação e sua fé. Nos Escritos Antropológicos e Pedagógicos a valorização do desenvolvimento do ser humano e o reconhecimento do valor de uma individualidade bem construída, principalmente, a compreensão de ser a fé a base da sabedoria. E, entre temas de relevância e contribuição social, os Escritos Filosóficos deixam claro, que a força que anima a alma, depois de passar pelos sentidos e pela inteligência, precisa emocionar o coração para ser assimilada e incorporada à alma.

Edith Stein foi beatificada em 01/05/1987 e canonizada em 11/10/1998 como ‘Santa Tereza Benedita da Cruz’, sendo celebrada em 09/ de agosto de cada ano, pelo Papa João Paulo II e em 01/10/1999, proclamou-a uma das padroeiras da Europa pela participação e contribuição à Igreja Católica e à sociedade europeia, através de seu pensamento filosófico.

Referência Bibliográfica

Fontes de Pesquisa:

Wikipédia, a enciclopédia livre / Google;

Edith Stein – Em busca da verdade em tempos sombrios – Ilana Waingort Novinsky, editora Humanitas, Fapesp Ligações Externas (Biografia no site do Vaticano, site do Instituto Edith Stein e obras completas de Santa Teresa Benedita da Cruz);

Edith Stein (Santa Teresa Benedita da Cruz): A mulher: sua missão segundo a natureza e a graça;

Filme A sétima morada, de Santa Edith Stein (Santa Teresa Benedita da Cruz)

E várias palestras católicas e universitárias.

Marli Freitas

Voltar

Facebook






Aquela triste madrugada

Milton Gaspar Domingos: Poema ‘Aquela triste madrugada’

Logo da seção O Leitor Participa
Logo da seção O Leitor Participa
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69b97ac7-d6bc-83e9-a2e0-68ed0cee028f

Naquela triste madrugada,
Quando tocou silenciosamente o telefone
Despertei-me e senti um palpitar pesado
Um palpitar que ascendia do tutano da minha alma

Quando fiz com que o telefone do outro lado soltasse o grito de desespero,
Vi a voz que anunciava trespassar,
trespassar a cortina de mais de quatrocentos e cinquenta quilómetros de espessura que nos unia.

Anunciava ela naquela triste madrugada.
Um anúncio que gelou o epicentro das minhas emoções,
Um anúncio que as comprimiu em mil canções,
Um anúncio que me fez impotente até ao fim.
Anunciava uma eterna escuridão que agora existe entre ti e mim.

Naquela triste madrugada, eu senti,
Senti o universo denunciar a insignificância do homem sem o tutor,
senti o amargo e o salgado da mais profunda dor
A cama parecia grande e pequena
Todas as vozes do universo pendiam nas pontas das minhas orelhas.
Naquela triste madrugada, o ar sabia a tudo e a nada.

Reclamaram-se os ganhos não partilhados
Os bens, os risos, os choros, todos privados
As conversas, as tristezas, os sentimentos, todos negados
Os olhares, as lembranças, os afetos, todos guardados

Naquela triste madrugada tudo mudou
Uma posição de autotutor você me deixou
Sempre a lembro com choros
Acordado ou no sono
Aquela triste madrugada ao mundo impotente me revelou

Abençoada seja a sua maldição 23 de novembro de 2022,
Foi naquela triste madrugada
em que tudo se calou para que se nascesse voz entre nós dois!

Milton Gaspar Domingos

Voltar

Facebook




Sensação de impotência

José Antonio Torres: Crônica ‘Sensação de impotência’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada por IA do bing.com/create, em 16 de março de 2026.
Imagem criada por IA do bing.com/create, em 16 de março de 2026.

Caminhando pela praia, sentindo a areia fina como a sutileza do amor. A sensação de que algo desliza e se esvai impressiona pela percepção de impotência. A mesma de quando te perdi. Tão perto, tangível e, ao mesmo tempo, se esvaindo, te perdendo.

Dor e angústia por assistir ao teu sofrimento e nada poder fazer para minorá-lo. Tudo fazendo, como um ator, representando para não demonstrar a minha dor e não te preocupar. Sim, eu sabia. Mesmo você sofrendo e partindo um pouco a cada dia, ainda se preocupava para que eu ficasse bem.

Assistir à vida se esvaindo de alguém sem poder contê-la é um sofrimento atroz. Não temos como reter a vida em um corpo quando é chegada a hora. Como um vaso que se quebra e perde o seu conteúdo, assim a vida se esvai quando o corpo está consumido e alquebrado pela terrível doença.

Não sofre apenas quem sente as dores físicas, a fraqueza e as limitações do corpo, mas também os que convivem com o ser amado e que, em pouco tempo, não o terão mais em seus braços…

Conscientemente sabemos que é inevitável, mas, ainda assim, a percepção da perda definitiva machuca, consome e dilacera nossa alma. Não mais a presença, a voz, o riso, o abraço, o beijo…. nada!
Tudo em um único instante ficou no passado e na lembrança.

Uns partem em tenra idade, outros jovens, outros ainda, maduros e outros mais, idosos. São ciclos mais ou menos longos que serviram para cumprir uma etapa que havia ficado pendente.

O tempo vai passando, a dor se acalmando e a compreensão se faz. As lembranças dos momentos de alegria vividos juntos se sobrepõem aos momentos ruins. O entendimento de que o ser amado partiu para a verdadeira morada, livre do sofrimento terreno e onde vai se recuperar para alcançar novas conquistas, nos conforta.

A mensagem que fica é a de que precisamos amar, valorizar e desfrutar de cada momento junto de quem se ama. Agindo assim, não haverá espaço para culpas e arrependimentos, que são fardos extremamente pesados para se carregar ao longo da vida.

José Antonio Torres




Um certo professor Jordão

Jorge Facury: Crônica ‘Um certo professor Jordão’

Jorge Facury
Jorge Facury
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69b95861-d7fc-83e9-8edb-be9a4d66939d

Estava na adolescência. Aula de educação física na escola Industrial ‘Sales Gomes’ da seresteira Tatuí.

Tarde de calor, daquelas de rachar mamona! Estávamos em uma atividade pra lá de esgotante e saí rapidamente para tomar um pouco de água numa torneira num ponto da quadra. Nem tinha começado a beber quando senti alguém me abraçando. Era o professor de educação física, chamado Jordão, uma montanha de músculos com aspecto imponente, que me abordou.

Não era um abraço confortante, mas, ameaçador. Ele disse:

– Está com sede? E emendou:  – Acaso eu disse que podia tomar água?

Bem, ninguém me disse que era proibido! Se houvesse uma ordem expressa nesse sentido, com certeza eu gravaria, mas, não lembro disso. Foi naquela surpresa da presença abrupta dele que logo me vi sentenciado a 25 flexões de braço para ‘aprender’ a não desobedecer a sua autoridade.

A atmosfera educacional da época ainda se via aguilhoada pela cartilha militar. Sofri para fazer aquelas flexões sem ter matado a sede. Na mesma semana, o diretor me chamou à Diretoria. Queria saber se acaso era eu que assinava uma coluna no jornal INTEGRAÇÃO que ele acabara de ler e estava sobre sua mesa. Confirmei. Ele me deu parabéns. Jordão estava presente e, com certa surpresa, dirigiu-se a mim, inquirindo:

– Então é esse o seu negócio?

Só fiz sinal positivo com a cabeça, pois ele me inspirava certo temor. Ele deve ter pensado: “Como esse moleque fracote escreve assim, pra jornal?”

Afinal, eu tinha apenas 16 anos e escrevia sobre Ufologia e outros assuntos, numa coluna generosamente ofertada pelo editor José Reiner Fernandes.

O homenzarrão que tinha nome de rio, notadamente bíblico, um símbolo de águas fluídas, quis me condenar à secura! Que ironia da vida! O tempo passou. Como afinal passam as águas e as nuvens, e, claro, jamais poderia esquecer aquela abordagem única:

– Então, é esse o seu negócio?!

Jorge Facury

Voltar

Facebook




Céu azul

Loide Afonso: Poema ‘Céu azul’

Loid Portugal
Loid Portugal
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69b859ae-e7cc-83e9-a2e8-e082f891f5f5

Elas aproveitam
O sol
E os ventos
Pra se soltar
Voam despreocupadas
Soltas
E fazem desenhos
Lindos
É de dar inveja
São unidas
Vivas e alegres
Queridas
E demoram pra adormecer
Ah, como eu queria ser
Como uma andorinha!
E o que seria delas sem
O céu azul?

Loid Portugal

Voltar

Facebook




Sketch Art Regional

Instituto Gotland apresenta 1º Concurso de Desenhos
Sketch Art Regional

Card do 1º Concurso de Desenhos – Sketch Art Regional
Card do 1º Concurso de Desenhos
Sketch Art Regional
1º Concurso de Desenhos – Sketch Art Regional
1º Concurso de Desenhos – Sketch Art Regional

O Instituto Gotland apresenta o 1º Concurso de Desenhos – Sketch Art Regional. Descobrindo talentos e transformando futuros.

📅 Inscrições: 15/03 a 15/04 – link do Google Forms: https://forms.gle/gKS59LJFBG5UqD1KA

💰 Taxa de Inscrição: R$ 10,00 para categoria amador e R$ 30,00 categoria profissional.

📍 Local: Manhuaçu Shopping – Rua Amaral Franco, 20 – Centro – Manhuaçu (MG).

👩‍🎨 Categorias: Amador e Profissional.

🎭 Estilos: RETRATO, CARICATURA, CARTOON/HQ, ANIME/MANGÁ.

*Os desenhos dos participantes serão expostos no 1º SALÃO REGIONAL DE SKETCH ART DE MANHUAÇU no dia 04 de julho de 2026 no Manhuaçu Shopping, organizado pelo Instituto Gotland e coordenado pelo Desenhista Recordista Brasileiro Comendador Fabrício Santos – Recorde Brasileiro de Maior Quantidade de Caricaturas (401) feitas ao vivo em um evento.

🏆 PREMIAÇÃO PARA CATEGORIA PROFISSIONAL (acima de 18 anos):

🥇 1º lugar: Troféu Dourado + Certificado + Bolsa de estudo (12 meses) curso de Desenho Avançado

🥈 2º lugar: Troféu Prateado + Certificado + Bolsa de estudo (06 meses) curso de Desenho Avançado

🥉 3º lugar: Troféu Rosado + Certificado + Bolsa de estudo (03 meses) curso de Desenho Avançado.

🏆 PREMIAÇÃO PARA CATEGORIA AMADOR (11 a 17 anos):

🥇 1º lugar: Medalha de Ouro + Certificado + Bolsa de estudo (12 meses) curso de Desenho Intermediário.

🥈 2º lugar: Medalha de Prata + Certificado + Bolsa de estudo (06 meses) curso de Desenho Intermediário.

🥉 3º lugar: Medalha de Bronze + Certificado + Bolsa de estudo (03 meses) curso de Desenho Intermediário.

📞 Informações: (33) 98437-3431 – Comendador Fabrício Santos

👉 Garanta sua vaga e mostre seu talento!

Inscreva-se já e faça parte dessa transformação!

Voltar

Facebook




When strangers help

Jane Nash: Short story: ‘When strangers help’

Jane Nash
Jane Nash
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69b7ed33-80a8-83e9-a202-adb4af1eee5c

Emily wasn’t paying attention to the traffic, earbuds firmly in her ears, cranking out tunes to narrate her morning of waking, washing and going to work. On the pedestrian crossing she felt a hand grab her upper arm and drag her sideways. Surprised she looked up from her phone. There were two strangers, one each side of her in the middle of the road, traffic beeping their horns to make them clear the crosswalk.

‘A motorbike didn’t stop,’ he said.’you were headed for a collision.’ She shook her head, the moment passed and she noticed the woman to her right. The woman took her phone from her and tapped in a phone number causing the woman’s own phone to ring. 

‘Rod and Trish’ she said, ‘you have our number now’ and she handed the phone back. 

‘Thank you for saving me’ mumbled Emily, still shocked from being manhandled. 

‘No worries, It’s all in a day’s work,’ Rod replied, releasing her arm. The three of them continued along the pavement a little way. 

‘How can I thank you?’  Emily asked, not really expecting to have to give them anything.

‘Nothing much.You didn’t mean to get run over today, did you?’ said Trish.

Emily was unquieted by their response but thanked them again and made her way to the BEE-GOOD advertising agency where she was a receptionist.

At 12.00 pm her phone rang. ‘Hi! It’s Trisha. Fancy a coffee at lunch time? It must be around your lunch time now?’

‘Er, yes, how about Christo’s, do you know where that is?’ she wondered how Trisha would know her lunch schedule. Feeling somewhat beholden to her, Emily exited the building to unexpectedly see both Trish and Rod, beaming at her and waiting. Coffee was initially awkward at Christo’s café, located on the corner, but Trish didn’t seem to notice. Instead, she collected facts about Emily’s opinions and life. Not realising they were mining her data so easily, Emily nevertheless turned the conversation towards them instead. Trish was willowy, almost 6ft tall with wild hair, not cut for some time. She was chatty with small dark eyes. Rod was shorter, squat with thick arms and muscly shoulders. He was also verbose and often competed with Trish for sentence space. They didn’t match as a couple but they shared a sense of enthusiasm which infected Emily. Familiarity breeds a sense of security and by the end of the month, it was a frequent meeting, the two of them with Emily during her lunch at Christo’s Café.

The call came in at ten minutes to midnight one Tuesday. Emily woke, groggy from taking a sleeping pill earlier due to her insomnia. 

‘Emily, it’s about Trish. I need your help.’ Rod’s voice wasn’t urgent, instead it was monotonous as if leaving a message on an answer service.

‘Where are you?’ Emily tried to shake herself more awake.

‘I’m front of your apartment building. Please come now.’

Emily’s curiosity of how he knew where she lived was quickly replaced with worry for her new found friend.

In the car, Emily didn’t recognise where they were as Rod drove out of the suburbs onto a back road with no other traffic on it. A cold prickle ran from the back of her neck down to the middle of her back. Her head was still foggy and she knew her speech was slow. Something, however was not quite right. Rod barely spoke while driving. Her survival sense screamed ‘RUN’ but her head tried to ignore her heart and she wiped her sweating palms onto the sides of her trousers. Her increased pulse rate and the trembling shortness of breath she was experiencing still called to alarm. The night as well as being seductive to sleep began to contain a sense of dread.

Rod turned off the back road after about fifteen minutes of bumpy driving, through some cattle gates leading to an old farmhouse. A light shower fell upon Emily as she stepped from the car, helping to clear her head, adrenalin now fully kicked in. Being wet made sense of walking into the farmhouse even with its peeling paint on the weatherboard walls and door frame. The front door opened into darkness. Emily snapped into alert but it was too late. A searing pain struck her in the chest and zapped her body and she fell to the floor. Trisha stepped out of the darkness holding a now discharged taser. Emily’s limbic system went into overload and unable to run away, she fainted.

She opened her eyes as Rod’s hand finished clamping her ankle to the leg of the chair she was now tied to. She could smell her own urine and her legs were wet, her trousers soaked at the crotch. She could taste his breath in the air, sour and pungent from eating garlic.

Trisha walked around the chair, caressing Emily’s cropped blond hair, saying nothing. 

‘Why am I here? demanded Emily which was quickly followed by ‘Let me go. Let me go. Let me go. I won’t say anything to anyone, I promise.’ Trisha yanked Emily’s head back, exposing Emily’s throat. 

‘Cry out if you like. No one can hear you.’ This sharp action caused Emily to swallow hard which hurt.

Emily noticed two German Shepherd dogs panting, lying down to attention by the front door. ‘Bruce, Highway’ Rod called the dogs. They came to him meek and obedient. ‘Don’t be fooled,’ Rod said, his voice suddenly sharp and cold. ‘They don’t know you. They let you in but they won’t let you out without my say so.’ Emily made a mental note that the dogs were not worth crossing. She asked again, ‘Why am I here?’

Trisha, stood in front of her. ‘Plaything,’ she said smiling. Horror is not a regular emotion to carry, certainly for most people on a daily basis but here Emily was in a not-so-private hell. Her brain couldn’t compute the many possibilities which lay ahead for her. Fear dried her mouth and spiked her eyes. Trish cut Emily’s jacket from her body and held a small pistol pointing at Emily’s heart. 

‘Small but deadly’. The couple laughed unnecessarily loud, enjoying the sounds of their own voices. Rod took a large kitchen knife from a drawer. A light was switched on. She was in a living room. The irony did not escape her. He held the point at Emily’s chin. ‘The pistol and the dogs, our security, but this,’ Rod pressed the tip of the knife into Emily’s chin, just enough to make her feel a rivulet of blood run down over her neck. ‘This is for fun.’

‘It’s an old belief, we know, but we saved you – we are now responsible for your life.’

Emily stuttered, ‘I don’t think the principle is meant to work like that.’ 

‘If you are our responsibility,’ said Trisha

‘We own you’ both predators echoed.

Jane Nash

Voltar

Facebook