Walmor Corrêa

Litoral catarinense ganha espaço dedicado à arte com projeto inaugural de Walmor Corrêa aberta ao público. Inédito na região, os corredores do mall vão se transformar em um espaço dedicado à arte com a inauguração do Espaço Cultural BravaMall

Divulgação
O artista plástico Walmor Corrêa e a diretora executiva do BravaMall, Miriam Almeida

A partir do dia 21 de junho, um dos mais renomados artistas plásticos contemporâneos do país, com obras baseadas em pesquisas científicas e crenças populares brasileiras, trará ao BravaMall, na Praia Brava em Itajaí, sua primeira obra que integra ‘personagens’ da  fauna e flora brasileira com a força das palavras e da comunicação.

FOTOS PARA DOWNLOAD Link: https://drive.google.com/drive/folders/1lTYlZHI0Lss7ffPnOZAAHyPOb8_-0X8r 
Créditos: Divulgação/BravaMall

Azulejos ao estilo português, que lembram a colonização catarinense, servirão de tela para estampar o mais novo projeto contemporâneo do renomado artista plástico Walmor Corrêa. Pássaros comumente encontrados na região sul chamaram a atenção do artista pela “força motivadora” de seus nomes.

“Quero-quero” e “Beija-Flor” ganharão vozes, personalidades e histórias, cada um com identidade própria. É o caso do ‘Quero-quero vinho’, o famoso, segundo o artista. “A obra foi criada para ilustrar o rótulo do novo champagne de um dos mais famosos enólogos do mundo, Pierre Lurton, a convite dele, que dirige o Cheval Blanc, de Saint Emilion, e o Château D’Yquem, os dois em Bordeaux, na França. Este pássaro tem o bico em forma de saca-rolhas”, afirma o artista. Além desse, outros vários “personagens da fauna” irão compor um dos painéis com jogos de palavras que estimulam a imaginação dos visitantes.

Divulgação/BravaMall
'Quero-Quero, mas me enrolo' do artista plástico Walmor Corrêa
Divulgação/BravaMall
‘Quero-Quero, mas me enrolo’ do artista plástico Walmor Corrêa

Na arte, curioso é ver a conexão dos pássaros com as palavras e, especialmente, com o nome ‘Quero-quero’. Segundo o artista, as palavras despertam este projeto. “O nome Quero-quero é forte e traz a beleza da repetição e toda a sua energia. Cada pássaro tem sua definição. Trago na arte os bicos dos pássaros em formatos inusitados. São bicos que criam relações e transmitem afeto”, conta. 

‘Quero-quero, mas me enrolo’ com o bico ao redor do seu corpo, e ‘a flor do bico do beija-flor’, com o bico do pássaro em forma de uma flor desabrochada também serão mais algumas das atrações do projeto. 

Além disso, em outro painel, na entrada do mall, a arte da azulejaria portuguesa estampará outros 65 desenhos ligados à obra. Um banco em frente ao painel, também coberto por azulejos, será palco para apreciar a paisagem contemporânea. 

O projeto inaugural do artista será apresentado ao público a partir do dia 21 de junho e vai marcar a inauguração do Espaço Cultural BravaMall que terá constantes obras temporárias e de forma gratuita. 

Para Miriam Almeida, diretora executiva do BravaMall, o Espaço Cultural trará ao Estado uma atração cultural acessível e em valorização aos talentos locais, nacionais e internacionais. “É importante fortalecer a cultura. Há tantos artistas, pintores, músicos, dançarinos, desenhistas talentosos no nosso país e que têm poucas oportunidades de exporem seus trabalhos no Brasil. Queremos potencializar essas ideias, mostrar às pessoas que vem ao BravaMall que a cultura e a arte brasileira são ricas em diferentes aspectos. Seja uma coreografia, um livro, uma pintura, um bordado, tudo merece ser contemplado por aqueles que enxergam a beleza e a veracidade singular destes projetos”, afirma Miriam.

O artista brasileiro Walmor Corrêa é natural de Florianópolis, conhecido mundialmente pelas suas obras disruptivas, que mesclam o humano, a natureza com magia e folclore, como é caso de obra Etnografia Cultural da Flora Mágica Brasileira na Cidade Matarazzo, em São Paulo, e da obra da sereia ‘Ondina’ conhecida em vários cantos do planeta. Suas obras são desenvolvidas com base em pesquisas, viagens, leituras e ciência.

Sobre o BravaMall

Entregue em 2019, o BravaMall é um ambiente que traz o estilo de vida da famosa praia catarinense, a Brava, descolado e ao mesmo tempo sofisticado, com produtos e serviços de alto padrão incluindo gastronomia, eventos, moda e serviços. A área comercial conta com espaços que têm como enfoque o lar, beleza e bem-estar, moda feminina e infantil, literatura, supermercado, área pet, e também reúne renomadas grifes de luxo, além de área gastronômica com pratos autorais e restaurantes de alta gastronomia. O BravaMall é assinado pela PROCAVE Investimentos e Incorporações.

Voltar

Facebook




13 Sentimentos

13 Sentimentos ganha teaser oficial com cenas inéditas

Cena do filme '13 Sentimentos'
Cena do filme ’13 Sentimentos’

Materiais: https://drive.google.com/drive/folders/1lk4QizD77ZvNdGqM22QK9ITzjGcwYPuD
Trailer: https://youtu.be/_8HvVd5hpbY?si=2yFIe9TbJg017jCV

Com direção de Daniel Ribeiro, 13 Sentimentos está disponível nos cinemas de todo o Brasil

Sucesso de público e crítica, representante do Brasil ao Oscar de Melhor Filme Internacional e vencedor do Prêmio Teddy no Festival de Berlim, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” foi capaz de atingir inúmeras audiências com a sua história romântica e juvenil entre dois garotos durante os seus despertares sexuais. 10 anos depois, Daniel Ribeiro retorna ao formato de longa-metragem com 13 SENTIMENTOS, que já está disponível exclusivamente nos cinemas em todo o Brasil. Com distribuição da Vitrine Filmes, a obra é uma produção Lacuna Filmes, Claraluz Filmes, Canal Brasil e Telecine.

O filme é protagonizado por João, interpretado por Artur Volpi, um jovem cineasta que termina um relacionamento de 10 anos, mas que mantém uma amizade próxima com o ex-namorado. A busca por um novo amor leva João, um rapaz que prioriza laços afetivos, a conhecer Vitor (Michel Joelsas), por quem se apaixona à primeira vista. Aos poucos, o cineasta vai tentando controlar o relacionamento entre os dois, como se fosse um filme que estivesse construindo.

Daniel Ribeiro parte de uma experiência bastante pessoal, inspirando-se no fim de seu relacionamento com o também diretor Rafael Gomes, cujo longa “45 Dias Sem Você” (2018) é o retrato ficcional dos sentimentos que vivenciou após o término com o ex-companheiro. A resposta de Daniel vem agora com 13 SENTIMENTOS que, ao lado de “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, compõe uma trilogia sobre os sentimentos e relacionamentos, que será encerrada com “Amanda e Caio”, sobre um casal transgênero interpretado por Alice Marcone e Gabriel Lodi.

O roteiro foi escrito bem depois de todo o processo de superação da separação. Eu já tinha processado todos os sentimentos e compreendido quais caminhos eu percorri para estar aberto para uma nova relação. Eu percebo que gosto de escrever sobre minhas experiências com um olhar mais completo de como elas aconteceram.”

Em 13 SENTIMENTOS, o cineasta aponta que o escapismo é um dos temas caros ao cinema e, nesse sentido, a arte também serve como um mediador disso. João vai utilizar o fato de ser roteirista para criar uma versão da sua vida que seja perfeita. 

Eu acredito que escrever um roteiro e fazer um filme sobre minhas experiências é uma forma de compreender melhor meus sentimentos, e neste filme isso foi transferido para o personagem João, que também passa a escrever um roteiro onde ele pode transformar as partes da realidade que o desagradam, reviver cenas do passado como ele gostaria de ter vivido e reescrever os finais para serem mais felizes. Muitas pessoas aproveitam a experiência de assistir a um filme de ficção como um espelho da própria vida e, consequentemente, compreender melhor os próprios sentimentos, compartilhando-os secreta e intimamente com os personagens dos filmes. 13 SENTIMENTOS, de alguma maneira, aborda essa ideia de buscar uma fuga nas histórias ficcionais, mas também lembra que uma hora precisamos enfrentar a realidade.

Outro elemento importante dentro do filme são as redes sociais como forma de conexão entre as pessoas no mundo contemporâneo. “Não tem como fugir de celulares, mensagens e redes sociais quando se faz um filme sobre relações humanas em 2024. Por outro lado, eu não queria que a gente ficasse vendo tela de celular nem mensagens sendo escritas na imagem. Dessa forma, tivemos que ser criativos em traduzir para o cinema as interações via celular, a exemplo de como vemos um longo diálogo entre duas pessoas que estão conversando em um aplicativo de relacionamento. A outra solução foi sempre trazer para o diálogo aquilo que os personagens estavam vendo no celular, deixando para o espectador imaginar o que os personagens estão vendo.”

Filmado em 2023, Ribeiro ressalta que “era um momento em que pessoas LGBT+ estavam voltando a respirar aliviadas depois de um período sombrio, de tensão e insegurança sobre o futuro. Acho que o filme traz esse sentimento de esperança, de um Brasil em que a diversidade é possível, onde todos podem viver sem medo de ser quem são.”

Além do registro de uma contemporaneidade onde muitas dinâmicas são ditadas pela tecnologia, 13 SENTIMENTOS é também um filme que retrata a busca do amor, um sentimento tão universal, do ponto de vista de um personagem gay, trazendo pra telas a diversidade de experiências humanas e a pluralidade dos relacionamentos homoafetivos de uma forma em que todo público consegue se enxergar e se relacionar.

O elenco de 13 SENTIMENTOS, assim como as personagens, prima pela diversidade, um traço característico dos filmes de Ribeiro, e inclui nomes da nova geração de atores e atrizes que se destacam no cinema e televisão brasileira. Volpi é conhecido por seu papel em “Segunda Chamada”. Michel Joelsas se destacou em “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” e “Que Horas Ela Volta?”. Marcos Oli, que faz Chico, ganhou reconhecimento em “Malhação” e “As Five”. Julianna Gerais, interpretando Alice, é lembrada por “Todxs Nós”. Igor Cosso, como Leo, atuou em “Malhação” e “Salve-se Quem Puder “. Cleomacio Inácio (Martin) é conhecido pelo musical “Tatuagem” e a peça “A Herança”. Já Sidney Santiago (Hugo) ganhou destaque em “Rensga Hits!” e “Segunda Chamada”.

Na equipe artística, o longa conta com direção de fotografia de Pablo Escajedo (“O Guri”), montagem de Cristian Chinen (“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”), direção de arte do estreante João Vitor Lage e a trilha sonora de Arthur Decloedt (“Coisa Mais Linda”, “La Parle”). A produção do longa é assinada por Daniel Ribeiro, Diana Almeida (“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, “Veríssimo”) e Fernando Sapelli (“Raquel 1:1”, “La Parle”).

O longa 13 SENTIMENTOS receberá apoio do Projeto Paradiso, que faz parte do programa Brasil no Mundo, de apoio à participação de filmes e séries de ficção brasileiros em grandes festivais e mercados mundo afora.

Teaser oficial do filme ’13 Sentimentos’

Teaser oficial do filme ’13 Sentimentos’

Voltar

Facebook




Terra de Ciganos

Terra de Ciganos, de Naji Sidki, será exibido no
16° Festival In-Edit BRASIL

Com direção de Naji Sidki, filme está presente na competição nacional do festival internacional do documentário musical

Cartaz do filme ‘Terra de Ciganos’

Terra de Ciganos, de Naji Sidki, produzido pela Veríssimo Produções, foi selecionado para a competição nacional do 16° Festival Internacional do Documentário Musical, que acontecerá do dia 12 a 23 de junho, em São Paulo. O filme acompanha com um olhar especial a busca pela preservação das tradições ciganas em meio a integração à sociedade brasileira. Considerado um road movie musical cigano, o documentário acompanha famílias de músicos ciganos, suas artes, adversidades e tradições.

O diretor Naji Sidki conta que o In Edit é uma ótima janela para a obra: “estrear Terra de Ciganos na Mostra Competitiva do In Edit é ver o filme encontrar seu lugar. Sua primeira exibição será em um festival internacional de documentários musicais, um espaço cujo principal diálogo é universal – a música – e isso é muito gratificante”.

O filme retrata o povo cigano em uma viagem pelas diversas paisagens deste país gigante, buscando os poucos remanescentes da comunidade que ainda moram em barracas, que mantém sua língua e modo de vida tradicional. Através de músicos ciganos, o longa faz uma viagem por essa cultura enigmática e resiliente.

‘“A compreensão da arte envolve, além do concreto – letra e sua tradução -a abstração dos sentimentos e, incluído na programação do In Edit, o povo brasileiro de etnia cigana encontra lugar onde hastear sua bandeira e se apresentar”, explica Naji.

Sessões TERRA DE CIGANOS

Domingo, 16 Junho 2024 | 18:00 – CINESESC – preço dos ingressos R$ 10,00 cada

R. Augusta, 2075 – Cerqueira César, São Paulo – SP, 01413-000

Terça-Feira, 18 Junho 2024 | 18:00 – Spcine Olido – gratuito

Av. São João, 473 – Centro Histórico de São Paulo, São Paulo – SP, 01036-000

Domingo, 23 Junho 2024 | 16:00 – CINEMATECA BRASILEIRA – gratuito

Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino, São Paulo – SP, 04021-070

Sinopse

O Brasil é o lar da terceira maior população cigana do mundo, com aproximadamente 800 mil membros. O diretor Naji Sidki explora a vida de várias comunidades ciganas pelo país, mostrando como preservam suas tradições enquanto se integram à sociedade brasileira, com um olhar especial para os desdobramentos na música.

FICHA TÉCNICA:

Terra de Ciganos Brasil | 2024 | 90’

Produtora: Veríssimo Produções

País: Brasil

Ano: 2024

Duração do filme: 90′

Direção: Naji Sidki

Produção Executiva: Kátia Coelho

Gerente Financeira: Vânia Brandão

Roteiro: Kátia Coelho e Naji Sidki

Pesquisa: Kátia Coelho e Naji Sidki

Diretor de Produção: Farid Tavares

Produtor Nordeste: Guilherme Cesar

Assistente de Direção: Ananda Guimarães

Direção de Fotografia: Naji Sidki

Operador de Câmera: Naji Sidki

Operador de Drone: Emerson Pena e Roseane Romão

Correção de Cor: José Francisco Neto

Montagem: Daniel Souza

Som direto: Olivia Hernández Fernández

Desenho de Som: Tide Borges, Pedro Martins, Daniel Souza e Ariel Henrique

Consultores Ciganos: Nicolas e Ingrid Ramanush

Músicos: Vitsa Ramanush: Nicolas Ramanush, Ingrid Ramanush, Buda Nascimento, Denis Rudah e Rogerio Loebel / Breno Cigano / Ronaldo Carlos / Batista Cigano e Erasmo Ferraz / Ferreirinha e Dodó / Fabiano e Bruno Cigano

Personagens: Islaine Confessor/Gláubia Cristina/ as crianças Tareq/Laila e Medeiros/ As calins Tata, Sara e Mara/ Carlos e Floriano/ Léo e Rosana Lima (Circo Big Brother) Acampamento de Carneiros (Alagoas) Pedro Leopoldo (Minas Gerais)

Produtoras Associados: DotCine / Coelho Filmes e Mistral

Voltar




A fada-madrinha do ROL

Sandra Albuquerque: Crônica ‘A fada-madrinha do ROL’

Sandra Albuquerque
Sandra Albuquerque
Sandra Albuquerque. Arquivo pessoal

Quatro anos se passaram e até parece que foi ontem. Era manhã e eu estava em êxtase. Afinal, era o meu primeiro dia. Ah, quanta expectativa! Também, não era pra pouco!

Tudo começou com um olhar. Todas as manhãs eu abria o grupo. Qual? O da FEBACLA, é claro! Até que um dia eu encontrei algo diferente: um jornal dentro do grupo. Todos os tópicos estavam ali e era tudo o que eu precisava. E o meu maior talento é gostar de ler e pesquisar. E me via entrando a madrugada lendo todos os tópicos do jornal. Hummm…. Até da arroba do boi eu sabia o preço!
Engraçado, não?

E muitas coisas iam ao encontro das crônicas do Arnaldo Jabor. Sempre fui apaixonada por crônicas. Aprendi muito com ele. E quando menos imaginei, lá estava eu escrevendo crônicas também. E me empolguei e aprendi de tudo um pouco: camaquianos, aldravias, crônicas, contos…

Meu amor pelo ROL foi amor à primeira vista. Fui convidada pelo nosso Editor Sergio Diniz da Costa e muito bem aceita pelo nosso Editor-Fundador Helio Rubens De Arruda e Miranda, nosso Paizão (in memoriam) e abraçada pelos colunistas. Somos uma família!

Resolvi publicar. Inovei editando meus textos em outros idiomas no jornal. O editor Sergissimo vibrou. Então, pensei: se estou num jornal, vou fazer uma entrevista, e, interessada em aprofundar-me no tema autismo, convidei a escritora e colunista do ROL, Letícia Mariana, e a entrevistei. Foi muito marcante.
Um verdadeiro primor, pois, até ali, confesso que não sabia muito sobre Autismo.

Sei dizer que, por meio do Jornal ROL e do querido Internet Jornal, eu cresci na literatura, recebi várias condecorações da FEBACLA – Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, ACL – Academia Caxambuense de Letras e AIEB – Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil, e participei de várias antologias como coautora, em especial das Antologias ROLianas l e II.

Hoje, a festa é nossa! Sem a benção de Deus, o apoio dos editores, colunistas e leitores eu não galgaria os degraus que consegui até aqui e tenho a certeza de que muitos outros virão ao meu encontro.
Como Editora Setorial Social e colunista eu deixo aqui a minha gratidão pelos quatro anos de ROL.

Comendadora poetisa Sandra Albuquerque
Rio de Janeiro (RJ), 13 de junho de 2024

Contatos com a autora

Voltar

Facebook




O caderninho azul

Evani Rocha: ‘O caderninho azul’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada pela IA do Gencraft
Imagem criada pela IA do Gencraft

Sinto-te em cada livro que leio.

O enredo sempre fala de nós…

A sós, eu e a pequena história de nossas vidas em centenas de páginas

Escritas em letras garrafais…

Há tempo, nem me lembrava mais desse olhar,

Suave como chá de maçã.

Dessa música romântica em língua estrangeira rodando no disco de vinil.

Eu e você em lados opostos da poltrona de couro: entre nós,

Meu caderno de poesia aberto…

Quem de nós irá passar a próxima página?

Bem ali, a seguinte poesia que fiz para ti.

Não teria coragem de mostrá-la…

A tarde cai iluminada por um sol de outono, fosco e quente.

Lá fora as árvores renovam suas folhas, vez ou outra uma folha passa pela janela, impulsionada pelo vento.

Uma folha amarelada nos chama à atenção. Desviamos os olhares.

Você me presenteia com aquela folha quase seca,

Com tons verde oliva e amarelo ocre.

Coloco-a delicadamente entre as páginas do caderno: “Ela é tão bonita!”

“Você é muito mais…”

Corei de vergonha. Quanta timidez aos quinze anos…, aos vinte…

Estava tão perto de nós, talvez se eu, por um impulso de insanidade,

Tivesse passado aquela página…

A cortina de renda branca se move vigorosamente,

Quem sabe ela também aguardava pela minha iniciativa.

O LP já tocou quase todas as músicas. Continuamos nesse diálogo insosso.

Seu rosto mostra um cenho levemente franzido,

Como se tivesse um ponto de interrogação.

Eu sorrio de canto, a qualquer palavra boba que sai de sua boca.

Quando o Sol desceu no horizonte, lançou um raio de luz sobre seus olhos azuis, quase translúcidos. Tocou os cachos longos dos meus cabelos,

Que de um castanho médio, passou para o tom dourado.

Eu estava bonita…

Afinal era nosso primeiro encontro.

O suco de groselha na mesinha de centro, a toalha florida cobria a mesa de cerejeira, a música romântica, o piso xadrez…

Uma varanda envolta por samambaias.

Era tudo perfeito!

Apenas havia um caderno de poesia entre nós.

Em suas páginas, um mundo de fantasia.

Mas era o meu mundo: Nele estava você, seus olhos azuis, suas palavras soltas, suas músicas estrangeiras e as flores da sua rua…

Anoiteceu em nossos olhos. Terminou o disco de vinil.

Nunca mais tivemos a chance de ver o colorido de outono…

Nunca soube o que queria me perguntar, suspeito que, talvez, quisesse saber o que estava escrito naquele caderninho de capa azul-anil.

Evani Rocha

Contatos com a autora

Voltar

Facebook




A origem de Macunaíma

Exposição interativa ‘A Origem de Macunaíma’ está em cartaz na Casa Mário de Andrade até o dia 4 de agosto

Exposição 'A Origem de Macunaíma'
Exposição ‘A origem de Macunaíma’

Na mostra gratuita os visitantes poderão interagir com o escritor e conhecer um pouco mais sobre os mitos indígenas que inspiraram seu mais famoso livro

O livro Macunaíma é tema de uma exposição interativa em realidade virtual que acontece até 4 de agosto na Casa Mário de Andrade em São Paulo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, e gerenciada pela Poiesis.

A ideia é criar uma ponte entre o passado e o presente, utilizando tecnologia para interagir com o escritor e alguns dos mitos retratados em seu clássico de maneira envolvente para a geração do século XXI.

Exposição 'A origem de Macunaíma'
Exposição ‘A origem de Macunaíma’

A entrada é franca e a mostra acontece de terça a domingo, das 10h às 18h.Obra-prima do modernismo brasileiro, Macunaíma foi escrito em 1928 e ainda hoje é um livro de referência para compreendermos nossa diversidade cultural.

A exposição ‘A Origem de Macunaíma’ contará com três partes: uma experiência interativa em realidade virtual (VR); uma exposição sobre a expedição Koch-Grünberg de 1911, a partir da qual o autor descobriu os mitos de Macunaíma relatados por indígenas e registrados pelo etnógrafo alemão Theodor Koch-Grünberg; e por fim poderá realizar uma visita virtual ao Monte Roraima, considerado sagrado pelos povos indígenas que vivem ao seu redor.

A mostra, que foi produzida pelo Studio KwO, é composta por três estações de realidade virtual de última geração, com sessões individuais a cada 15 minutos e agendadas gratuitamente no site da Casa Mário de Andrade.

Ao colocarem os óculos, os visitantes serão transportados para um encontro virtual com Mário de Andrade em seu escritório, e em seguida levados a uma visita ao Monte Roraima e seus mitos. Dentro da experiência o público poderá interagir com objetos e até conversar com um pajé em volta de uma fogueira, ouvindo as antigas histórias de seu povo. A experiência VR é aberta a todos acima de 12 anos.

Exposição 'A origem de Macunaíma'
Exposição ‘A origem de Macunaíma’

Segundo Francisco Almendra, curador da exposição e diretor do Studio KwO, a ideia da exposição surgiu em 2021, quando o mundo se encontrava ainda imerso na pandemia.

“A proposta surgiu do desejo de viajar a algum lugar distante por conta do confinamento forçado, e voltei a sonhar com um desejo antigo e enigmático: o Monte Roraima – ou Rorõ-imã, que nas línguas indígenas Pemon significa ‘o grande verde-azulado’ – uma muralha de pedra envolta em nuvens erguendo-se centenas de metros verticalmente ao redor das selvas e campos da tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana”, explica Almendra.

Localizado no coração da Amazônia, o Monte Roraima é um verdadeiro ‘Monte Olimpo’ latinoamericano, pois segundo a tradição local, em seu cume compartilhado por três países vive o deus-herói complexo e ambivalente Makunaimã, nada menos que a entidade indígena que inspirou Mário de Andrade a escrever seu clássico modernista, Macunaíma.

Fiquei surpreso ao descobrir a ligação entre o Monte Roraima e Macunaíma, e a partir daí nasceu o desejo de criar uma narrativa imersiva, revelando os mitos indígenas da região para o público, e democratizando o acesso aos segredos dessa montanha icônica”, diz.

Experiência multifacetada

Exposição 'A origem de Macunaíma'
Exposição ‘A origem de Macunaíma’

Para criar a experiência imersiva a equipe técnica do Studio passou duas semanas no topo do Monte Roraima digitalizando seu relevo e flora em 3D. Além da realidade virtual, a mostra também trará imagens panorâmicas em grande formato realizadas durante a expedição, e um tour virtual do Monte Roraima.

Um grande mapa cenográfico trará portais digitais para os pontos mais icônicos desta incrível montanha, acessíveis em 360° através de realidade aumentada com os celulares dos próprios visitantes. Será possível até tirar selfies no alto do Monte Roraima e compartilhar diretamente no Instagram.

Não será necessário agendamento prévio, e a classificação é livre.

O projeto foi viabilizado com apoio parcial através do edital de realidade virtual do PROAC-SP em 2021 para a criação da experiência imersiva, e o apoio da Casa Mário de Andrade, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, para a montagem da exposição.

Em parceria com a Universidade de Marburg e o Museu Etnográfico de Berlim, a exposição trará reproduções dos mapas, diários, fotos, filmes e gravações fonográficas originais realizadas em 1911 pela expedição Koch-Grünberg, oferecendo uma visão detalhada da vida e mitologia dos povos que guardavam os mitos originais de Makunaimã.

Anciãos e lideranças indígenas das comunidades Pemon de Paraitepuy e Kumarakapay também tiveram um papel importante ao trazer as versões atuais dos mitos, complementando os antigos registros feitos há mais de um século.

Sobre a Casa Mário de Andrade

A exposição faz parte da programação de reabertura da Casa Mário de Andrade, um dos museus mais emblemáticos da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciado pela Poiesis.

A Casa Mário de Andrade funciona no endereço da antiga casa do escritor Mário de Andrade, um dos principais mentores do modernismo brasileiro e da Semana de Arte Moderna de 1922.

O Museu abriga uma exposição permanente, que é aberta à visitação, com objetos pessoais do modernista, além de documentos de imagem e áudio relacionados à sua trajetória. A instituição também realiza uma intensa programação de atividades culturais e educativas.

SERVIÇO:

Exposição ‘A Origem de Macunaíma’

Data: Até 4 de agosto de 2024

Local: Casa Mário de Andrade – Rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda – São Paulo

Horário de funcionamento: Terça a domingo, das 10h às 18h

Entrada gratuita

Classificação: Livre

Experiência em realidade virtual: Somente com agendamento pelo site:
 www.origemdemacunaima.com.br. Classificação 12 anos.

Mais informações: 
www.casamariodeandrade.org.br / @museucasamariodeandrade / www.studiokwo.com / @studiokwo

Voltar

Facebook




Florilégio

Grupo Pombas Urbanas estreia temporada de circulação do espetáculo ‘Florilégio’ 

Florilégio - Grupo Pombas Urbanas - Foto: Ricardo Avelar
Florilégio – Grupo Pombas Urbanas – Foto: Ricardo Avelar

Impulsionado pelo verbo ‘esperançar’ de Paulo Freire e inspirado nas histórias de vida dos integrantes do grupo Pombas Urbanas e de outros moradores do bairro Cidade Tiradentes, o espetáculo convida o público a uma viagem esperançosa ao futuro, refletindo sobre como a luta coletiva pode fortalecer as comunidades

No mês de junho de 2024, o Grupo Pombas Urbanas ( @grupopombasurbanas) estreia uma temporada do espetáculo teatral ‘Florilégio’ com apresentações gratuitas em cidades do interior que se destacam pela permanência de comunidades que mantêm vivas as tradições culturais paulistanas: Iporanga, Ilha Comprida, Cananéia, São José dos Campos, Piquete, Valinhos e São Luiz do Paraitinga

No dia 14 de junho (sexta-feira), às 18h, a apresentação acontece na Associação dos Remanescentes de Quilombo do Bairro Porto Velho, em Iporanga. No sábado, dia 15 de junho, às 19h, o grupo se apresenta no Namastê Portal Ecocultural Lagamar, em Ilha Comprida. E no domingo, dia 16 de junho, às 18h, na Comunidade Quilombola do Mandira, em Cananéia.

Florilégio - Grupo Pombas Urbanas - Foto: Ricardo Avelar
Florilégio – Grupo Pombas Urbanas – Foto: Ricardo Avelar

O espetáculo ‘Florilégio’ mostra o quão potente pode ser a luta e a transformação de um ser, ressaltando que, apesar dos desafios em nossa existência, ainda podemos acreditar mais na sabedoria da vida, buscando soluções para os momentos de crise com sensatez.

Através do projeto ‘Pombas Urbanas: comunidade nas comunidades‘ contemplado no edital PROAC Teatro/Circulação de Espetáculo, o grupo realizará apresentações seguidas de um workshop sobre teatro comunitário, difundindo a linguagem teatral e promovendo a troca de saberes e histórias com comunidades do interior paulista.

Florilégio - Grupo Pombas Urbanas - Foto: Ricardo Avelar
Florilégio – Grupo Pombas Urbanas – Foto: Ricardo Avelar

Criado e consolidado na periferia, o Grupo Pombas Urbanas foi um dos precursores da produção do teatro comunitário e teatro de rua em São Paulo. Reconhecido entre os grupos mais longevos da cidade, o coletivo possui 34 anos de trabalho artístico, caracterizado pelo teatro comunitário: criado, produzido e feito para, com e na comunidade. 

Seguindo o mesmo direcionamento, o espetáculo ‘Florilégio‘, sua mais recente produção, traz à cena as vozes e histórias de vida de integrantes do grupo e de moradoras e moradores do bairro Cidade Tiradentes, localizado na periferia da Zona Leste da capital e região de atuação do coletivo. Uma reflexão sobre as condições e relações humanas neste território, visibilizando as dores e violências que assolam esta comunidade, mas também a força das relações comunitárias, capazes de transformar vidas e realidades.

Florilégio - Grupo Pombas Urbanas - Foto: Ricardo Avelar
Florilégio – Grupo Pombas Urbanas – Foto: Ricardo Avelar

O espetáculo é guiado pelo verbo “esperançar” de Paulo Freire, aproximando o público de memórias, sonhos, obstáculos a serem superados e de desejos esperançosos para um amanhã possível.

A montagem nasceu a partir do diálogo com muitas vozes de ontem e de hoje, na busca por poetizar o cotidiano, mas também ultrapassar diversos tipos de opressões tantas vezes impostas. 

Florilégio - Grupo Pombas Urbanas - Foto: Ricardo Avelar
Florilégio – Grupo Pombas Urbanas – Foto: Ricardo Avelar

“Tratamos sobre o acender dos vagalumes em meio a escuridão, que logo atraem outros vagalumes para brilharem juntos e em sintonia. A resistência necessária para viver (inspirado no filósofo Didi-Huberman).

Se olharmos para os vagalumes com o olhar que tínhamos na infância podemos encarar a vida de outra maneira, para compreender que não estamos sozinhos. Existe sempre uma luz no fim do túnel, apesar dos desafios em nossa existência”, explica a diretora Vanéssia Gomes

Propondo um espaço de resgate da memória e da identidade, este projeto tem a  intenção de conectar as narrativas de uma comunidade popular da capital às comunidades populares do interior. 

Informações: www.facebook.com/GrupoPombasUrbanas e www.instagram.com/grupopombasurbanas

FICHA TÉCNICA

Direção: Vanéssia Gomes.

Elenco: Paloma Natacia, Adriano Mauriz, Marcelo Palmares, Paulo Carvalho, Ricardo Big e Giovani Di Ganzá.

Figurino: Juliana Naju.

Cenário: Marcelo Larréa e Débora Gomes Silvério.

Trilha sonora: Giovani Di Ganzá.

Músicos: Giovani Di Ganzá, Rebeca Gomes da Silva (Reblack), Rafael de Barros

Música Guerreiro: Mestra Margarida, Guerreiras Santa Joana D`arc.

Designer Gráfico: Francis Lima e Matheus Botosso.

Fotografia: Ricardo Avellar. Iluminação: Fernando Alves. Vídeo: Vibrante Filmes.

Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini.

Produção: Grupo Pombas Urbanas, Karina Nadaletto e Andrea Mauriz. 

Serviço: Espetáculo ‘Florilégio’ 

Com Grupo Pombas Urbanas

Sinopse: O espetáculo parte do território do real, ancestral e dos sonhos, em um espaço/tempo que nos aproxima de pessoas e histórias. Entre poesias, músicas, danças, lutas, mas também entre encontros e desencontros próprios de nosso tempo, transita por narrativas que envolvem a construção de uma comunidade, construindo uma tessitura em torno dos sentidos do esperançar, inspiração vinda do educador Paulo Freire. Duração: 60 minutos

Grátis – Classificação Livre

Quando: 14 de junho de 2024 (sexta-feira) – Horário: 18h

Onde: Quilombo Porto Velho – Associação dos Remanescentes de Quilombo do Bairro Porto Velho  –  Cozinha Comunitária – Endereço: Ramal do Bairro Fazenda do Município de Itaoca ao Bairro Anta Gorda, S/N Km 04 do Bairro Anta Gorda – Iporanga  – SP

Quando: 15 de junho de 2024 (sábado) – Horário: 19h

Onde: Namastê Portal Ecocultural Lagamar – Endereço: Avenida Intermares, 435 – Boqueirão Sul – Ilha Comprida – SP

Quando: 16 de junho de 2024 (domingo) – Horário: 18h

Onde: Comunidade Quilombola do Mandira – Endereço: Estrada do Ariri s/n – Mandira – Cananeia – SP

Voltar

Facebook