Praças

Sergio Diniz da Costa: Crônica ‘Praças’

Sergio Diniz
Sergio Diniz
Uma praça, com muitas pessoas em trânsito
Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer

Estou no centro da praça central de minha cidade. Manhã fresca de setembro. Céu de Brigadeiro.

E ali parado, sou um mero e curioso observador. Algumas pessoas cruzam por mim como que desenhando um ‘Jogo da Velha’ em direção a seus afazeres. Outras, prestam atenção à pregação de um evangélico. Outras fazem uma roda, em torno de um artista de rua. Algumas, sentadas nos bancos, simplesmente parecem tão somente descansar ou ‘jogar conversa fora’.

A praça central de minha cidade, naquele momento, me faz recordar de outra, que decantei em versos nos anos 80, quando estive na cidade de Santos, a trabalho.

Era a praça ‘Ruy Barbosa’. E inspirado nela, também como um mero e curioso observador, o papel deu à luz ao poema ‘Impressões da Praça’:

Velha praça de imortal nome!/ Encruzilhada de destinos/ Que correm paralelos/ Ou se entrecruzam/ Em eventuais encontros./ Velha praça de imortal nome! Onde os pássaros sufocam gorjeios/ Ao alarido de veículos céleres;/ Onde o trágico e o cômico se revezam/ Aos olhos transfixos dos transeuntes./ Velha praça,/ De novas emoções! Em seu solo vicejam/ Plantas e flores,/ Pegadas e frases/ Que Éolo mistura/ Em algaravias/ Que somente a brisa entende./ Os homens se esbarram,/ Mas não se tocam;/ Trocam ideias/ Ou falam a si mesmos./ As árvores cumprem seus destinos:/ Sombreiam, farfalham,/ Tingem a paisagem cinza citadina/ Com cores vivas;/ Mantêm colóquios misteriosos entre si;/ Brincam com anciões/ Recostados em alvos brancos,/ Derramando-lhes folhas soltas./ Velha praça de imortal nome!/ Ao dia, é vida e burburinho;/ À noite, é escura e melancólica;/ É abrigo de aves gárrulas;/ É repasto de pombos…/ E de sonhadores!

Volto o pensamento à praça de minha cidade. Observo seus frequentadores e aqueles que por ela apenas transitam de passagem. E sinto que tanto ela quanto a de todas as cidades de todos os lugares deste planeta têm uma espécie de ‘alma’. Uma alma em comum. E essa alma representa um emblema, um símbolo: o símbolo da alma humana. No seu ir e vir, de um lado a outro, pelos caminhos da vida, em busca de algo.

Talvez, em busca de si mesma.

Sergio Diniz da Costa

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Embaúba Play

Confira os destaques da semana na Embaúba Play: filmes de Felipe M. Bragança!

Filme “Tragam-me a Cabeça de Carmen M.”
Filme “Tragam-me a Cabeça de Carmen M.”

‘Não Devore Meu Coração’ e ‘Traga-me a Cabeça de Carmen M’ estão disponíveis na Embaúba Play

Nesta semana, a Embaúba Play apresenta dois filmes imperdíveis do diretor Felipe M. Bragança. Carla Maia, curadora da Embaúba Play, ressalta: “Os dois filmes, apresentados juntos, atestam a versatilidade do diretor e sua recusa em fazer concessões a saídas fáceis ou fórmulas padronizadas de narrativa. Seu trabalho, bastante original, aposta no experimentalismo e na sensibilidade e inteligência do espectador, que é convidado a criar seus próprios sentidos a partir do que vê e escuta em tela.”

Não perca a oportunidade de assistir, no conforto da sua casa, ao primeiro longa-metragem solo do diretor, “Não Devore Meu Coração” (2017), baseado no livro “Curvas do Rio Sujo” (2003) de Joca Reiners Terron. O filme, ambientado na fronteira do Brasil com o Paraguai, teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Sundance e passou por importantes festivais.

Filme “Não Devore Meu Coração”

Materiais Imprensa
https://drive.google.com/drive/folders/1i6y09hPnKM21us03Vp-5RPC5a97U54JP?usp=sharing

Sinopse – Não Devore Meu Coração

Uma fábula sobre o amor, a violência e as memórias na fronteira entre o Brasil e o Paraguay. Joca é um garoto brasileiro de 13 anos que está apaixonado por Basano, uma garota paraguaia indígena. Para conseguir conquistar o seu amor, Joca vai ter que enfrentar o passado de violência de uma região marcada pela guerra e encarar os segredos de seu irmão mais velho, Fernando, membro de uma gangue de motoqueiros da região.
Ficha Técnica

Direção: Felipe Bragança

Roteiro: Felipe M. Bragança

Fotografia: Glauco Firpo

Direção de arte: Dina Salem Levy

Figurino: Ana Carolina Lopes

Montagem: Jon Kadoksa

Já em ‘Traga-me a Cabeça de Carmem M.’ (2019), Ana, uma atriz portuguesa, chega ao Brasil para se preparar para seu próximo papel como Carmen Miranda. Durante o processo, ela enfrenta uma crise de identidade nacional, desafiada por sua exigente e enigmática diretora. O longa é dirigido em parceria com Catarina Wallenstein, que também dá vida à protagonista do filme.

Filme “Tragam-me a Cabeça de Carmen M.”
Filme “Tragam-me a Cabeça de Carmen M.”

Materiais Imprensa
https://drive.google.com/drive/folders/1_ddCxUCh4TjAmPxiSVq1gjveWUJQZOf9?usp=sharing

Sinopse – Tragam-me a Cabeça de Carmen M

Ana, uma atriz portuguesa, vem ao Rio de Janeiro e mergulha no pesadelo cultural brasileiro atual, enquanto procura viver Carmen Miranda em um misterioso longa-metragem dirigido por uma diretora fantasma.
Ficha Técnica

Direção e roteiro: Felipe Bragança e Catarina Wallenstein

Produção: Duas Mariola Filmes e Cavideo

Elenco: Catarina Wallenstien, Helena Ignez, Marcos Sacramento, Lux Négre, Luiz Alfredo Montenegro, Priscila Lima, Higor Campagnaro

EMBAÚBA PLAY é uma plataforma especializada em cinema brasileiro contemporâneo, que organiza e facilita o acesso aos longas, médias e curtas, a partir de um recorte curatorial.

Outra particularidade do serviço é que o aluguel será avulso, assim não será necessário fazer uma assinatura fixa. O valor dos longas-metragens  é menos que 10 reais (1,50 dólar) e os filmes podem ser vistos em até 72 horas.

A plataforma conta com mais de 550 títulos, trazendo obras de nomes de ponta do cinema independente nacional, como Adirley Queirós, Affonso Uchôa, André Novais Oliveira, Bruno Safadi, Felipe Bragança, Gabriel Mascaro, Guto Parente, Helena Ignez, Juliana Rojas, Kleber Mendonça Filho, Leonardo Mouramateus, Marcelo Caetano, Marcelo Pedroso, Marco Dutra, Marília Rocha, Maya Da-Rin, Paula Gaitán, Renata Pinheiro, Rodrigo de Oliveira, Sandra Kogut e Thiago Mendonça.

Traz também filmes de cineastas que se destacam pelos seus trabalhos em curta metragem, como Ana Carolina Soares, Fábio Leal, Distruktor, Karen Akerman, Marcellvs, Marco Antônio Pereira, Marcos Curvelo, Rafael Urban, Sávio Leite e Thais Fujinaga.A Embaúba Play é um projeto realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo.

Acesse a Embaúba Play pelo site http://embaubaplay.com/

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Ilhas Flutuantes

Uma jornada de vingança, superação e irmandade

Capa do livro 'Ilhas Flutuantes', de J. L. Amaral
Capa do livro ‘Ilhas Flutuantes’, de J. L. Amaral
Divulgação/ Qualis Editora

‘Ilhas Flutuantes’ é a história de um delegado que precisa investigar um homicídio ligado ao próprio passado e ao do irmão gêmeo, o principal suspeito do caso

Duas mortes interligadas através do tempo, um assassino misterioso e um chefe de polícia determinado a resolver o caso mesmo que custe a própria vida. Este é o pano de fundo do suspense policial Ilhas Flutuantes, escrito pelo autor nacional J.L Amaral. É por meio de um incêndio criminoso, em que Santiago – o prefeito da cidade – é encontrado carbonizado e com os tornozelos quebrados, que o delegado Vitor, protagonista do enredo, se envolve em um novo enigma ligado ao próprio passado.

Nesta obra, dividida entre acontecimentos dos anos de 1970 até 2011, Vitor é levado até uma ilha flutuante para desvendar o mistério por trás das chamas. Porém, ele revive memórias dolorosas ao se deparar com um incidente idêntico ao que presenciou há 33 anos: quando Naja, um jovem criminoso filho de uma família influente, foi morto da mesma forma e no mesmo local. Seria uma vingança tardia ou queima de arquivos? Haverá novas vítimas?

Em uma trama repleta de traumas, suspense, instabilidade emocional e superação, quanto mais o policial se aprofunda na investigação, mais ele desconfia que o seu gêmeo, Benício, é o homicida. Afinal, em 1978, para defender Vitor, o irmão enfrentou Naja e mais quatro bandidos, incluindo Santiago antes mesmo de assumir a prefeitura, que foram responsáveis por quebrar suas pernas e quase matá-lo.

Vitor não tinha mais dúvida. As condições apresentadas naquele homicídio, o local escolhido pelo assassino, na ilha, o incêndio provocado e a posição proposital, encenada, das pernas do cadáver, com as fraturas expostas, deixavam claro o recado: alguém começava a resgatar as dívidas antigas de um passado distante, um passado que deveria ter sido enterrado, sufocado. Agora, contudo, era preciso descobrir quem o tinha executado. Porque não pararia nele. O assassino iria até o fim.(Ilhas Flutuantes, p.15)

Com uma escrita poética e personagens fidedignos, para além da narrativa criminal, J.L Amaral alerta os leitores sobre os perigos de nutrir os sentimentos de vingança. Ilhas Flutuantes é um convite para refletir a complexidade das relações humanas, o poder da irmandade e as consequências permanentes de ações passadas.

FICHA TÉCNICA:

Título: Ilhas Flutuantes

Autor: J.L. Amaral

Editora: Qualis

Gênero: suspense policial

ISBN: 978-65-87383-78-1

Páginas: 120

Preço: R$ 45,00

Onde encontrar: Amazon e E-commerce Qualis Editora

Sobre o autor

J. L. Amaral
J. L. Amaral – Arquivo Pessoal

J.L. Amaral é paulistano, publicitário, estreou no meio literário em 2017 como finalista do 2º Prêmio Kindle de Literatura com o romance Entre Pontos.

Em 2018, lançou Borboletas Azuis, sagrando-se finalista do II Prêmio Pólen de Literatura.

Já o romance Ô de casa!, em formato digital, foi publicado em 2020, mesmo ano de Aglomerados, uma antologia na qual participou como autor convidado.

Este mais novo romance, Ilhas Flutuantes, um suspense policial, foi lançado na Bienal do Livro de São Paulo pela Qualis Editora.

Redes sociais:

Instagram@jlamaral.escritor / Sitehttps://jlamaral.com.br/

Sobre a editora

Há mais de 15 anos, a Qualis se destaca no cenário literário como uma editora tradicional, reconhecida por seu comprometimento com a promoção e o investimento em talentos nacionais.  Criada em 2008 com a missão de disseminar o conhecimento científico produzido no âmbito acadêmico, a editora se reinventou e ampliou seu alcance com o selo de literatura. Todo esse processo sem jamais se desviar de um objetivo essencial: contribuir para uma sociedade mais justa e sem preconceitos. Sustentada por uma visão inclusiva e diversificada, a Qualis tem como norte o princípio de que todas as vozes merecem ser ouvidas e, todas as histórias, contadas. 

Redes sociais: Instagram@qualiseditora | LinkedIn | Site

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Circo Teatro Palombar

Livro inédito sobre o Circo Teatro Palombar reflete sobre a arte da periferia que transforma vidas

Capa do livro 'Circo Teatro Palombar: somos periferia; potência criativa, de Adailtom Alves Teixeira
Capa do livro ‘Circo Teatro Palombar: somos periferia; potência criativa, de Adailtom Alves Teixeira, pela Editora Fala

O livro narra a trajetória de mais de uma década do grupo desde a origem na Cidade Tiradentes, até a consolidação de uma produção artística emblemática no circo brasileiro. Será realizado um bate papo sobre esta produção com apresentação de ‘Esquadrão Bombelhaço’ no SESC Vila Mariana, e lançamento oficial do livro na Zona Leste

Com apoio do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, o Circo Teatro Palombar (@circopalombar) promove o lançamento do livro ‘Circo Teatro Palombar: somos periferia; potência criativa!’, escrito por Adailtom Alves Teixeira e publicado pela Editora FALA.

O livro narra a trajetória do Circo Teatro Palombar desde sua origem, em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo, até a consolidação de uma produção artística ininterrupta e de um forte compromisso com seu território, destacando sua a rica produção que inclui espetáculos, ações de formação e projetos diversos, que democratizam o acesso à linguagem circense e transformam vidas. 

Mais do que um registro histórico, a obra é uma reflexão sobre o fazer artístico na periferia e as possibilidades de transformação social através da arte, convidando o leitor a pensar sobre o papel da arte na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. A publicação contribui também para a história dos teatros de grupo em São Paulo e evidencia a capacidade inventiva e a força transformadora dos grupos periféricos.

Palombar. Foto Teresa Radhakrisna Steil

No dia 08 de junho (sábado), o grupo promove um evento especial de lançamento, com apresentação do espetáculo ‘Esquadrão Bombelhaço‘, às 15h, e mesa de debate às 16h, com participação de Adriano Paes Mauriz (Palombar), do jornalista Valmir Santos, e mediação de Marília Mattos, no Sesc Vila Mariana.

O ‘Esquadrão Bombelhaço‘ é um espetáculo infantil emblemático em sua trajetória, que é baseado em desenhos animados e não possui falas. Misturando acrobacias cômicas e aéreas, através do equipamento pizza, o espetáculo materializa a sua narrativa através de elementos cômicos como: cascatas, quedas, tombos, pontapés e tropeções, além de malabarismos e manipulação de objetos.

Na apresentação, um batalhão de palhaços bombeiros corre para salvar um gatinho preso em cima de um muro. Um carro entra em alta velocidade com o esquadrão e seus equipamentos de combate ao fogo. A tropa atrapalhada inicia os procedimentos de salvamento entre trombadas, tropeços, saltos na pizza e bofetões. 

Palombar. Foto: Danton Yatabe

O lançamento em seu próprio território acontece em 09 de junho (domingo), às 11h, seguido da apresentação da “Mostra de Criação de Cenas com Banda Palombar” no Centro Cultural Arte em Construção, em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo, em um evento aberto para a comunidade que acolhe o grupo há 12 anos. A apresentação traz o resultado dos estudos de corpo, canto, composição musical e dramaturgia realizados com apoio do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

Sobre o livro “Circo Teatro Palombar: somos periferia; potência criativa!”

Para a concepção desta obra, o Circo Teatro Palombar convidou o pesquisador Adaitom Alves Teixeira, que é Doutor pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e atualmente leciona no Departamento de Artes da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Além do extenso currículo acadêmico, Adailton contribuiu efetivamente com diversos grupos e espetáculos de rua do país, incluindo o Palombar.

A publicação apresenta a trajetória do Circo Teatro Palombar como um exemplo inspirador de como a criatividade e a persistência podem superar obstáculos e construir um futuro melhor para todas as pessoas.

Palombar. Foto: Carlos Goff

“Costurando informações históricas, o livro apresenta de forma divertida os alicerces do projeto, suas inspirações, e o envolvimento de colaboradores e toda a gente com espírito de criança que sonhou junto”, comentam os integrantes do Palombar. 

Com impressão colorida e formato de 24cm (altura) por 16cm (largura), a publicação tem conteúdos textuais e imagéticos que transmitem dinamismo e fluidez na leitura, e fotografias que mostram a cronologia do grupo. As ilustrações são do artista Marquetto, que se inspirou em cartazes clássicos do circo para a construção de um projeto alegre com elementos vitais do ambiente circense. A distribuição do livro será gratuita.

Sobre o Circo Teatro Palombar

Palombar. Foto: Carlos Goff

Com 12 anos de trajetória, o Circo Teatro Palombar foi a 1° companhia de circo da Zona Leste de São Paulo a realizar uma viagem internacional difundindo a sua arte. Seu nome “palombar” vem do ato de arrematar com cordas as costuras dos panos que cobriam o circo, com o intuito de reforçá-las. Uma tarefa que muitas vezes era feita de forma coletiva, por todos os familiares e artistas que viviam no circo.

Formado por doze integrantes, o grupo valoriza o trabalho cooperativo e a pesquisa continuada em múltiplas linguagens, tendo como característica a criação de poéticas periféricas de forma muito peculiar. Ao se tornar um espaço de desenvolvimento de seus jovens integrantes como artistas da periferia, que transformaram suas vivências em potência criativa, o coletivo criou uma maneira própria de fazer circo contemporâneo no Brasil.

Ocupando o Centro Cultural Arte em Construção, em Cidade Tiradentes, o grupo regularmente ministra aulas gratuitas de circo e teatro para crianças e jovens, além de promover apresentações de grupos parceiros, buscando difundir a arte circense na comunidade de forma ampla e democrática. 

Informações: www.facebook.com/Circo.Palombar e www.instagram.com/circopalombar

SERVIÇO:

Lançamento do livro ‘Circo Teatro Palombar: somos periferia; potência criativa!’

Classificação Livre – Grátis

Dia 08 de junho de 2024 (sábado) – Onde: Sesc Vila Mariana – R. Pelotas, 141 – Vila Mariana, São Paulo – SP

Horário: 15h – Apresentação do Espetáculo “Esquadrão Bombelhaço” – Duração: 50 minutos

Horário: 16h – Mesa de Debate com Adriano Paes Mauriz, Valmir Santos e mediação de Marília Mattos

Adriano Paes Mauriz – Integrante do Circo Teatro Palombar, ator fundador do Pombas Urbanas, um dos coordenadores do Centro Cultural Arte em Construção. Dirigiu e escreveu espetáculos dos grupos em que atua e foi representante do Movimento dos Pontos de Cultura do Estado de São Paulo na Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, recebendo o prêmio Tuxaua do MINC por sua atuação.

Valmir Santos – Mestre e Doutorando pelo Programa de Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, e especialista em Jornalismo Cultural pela PUC de São Paulo. Bacharel em Comunicação Social, habilitação Jornalismo, pela Universidade de Mogi das Cruzes. Repórter e crítico de teatro, escreveu em veículos como Folha de S.Paulo, Valor Econômico, Bravo! e O Diário de Mogi.

Marília Mattos – Integrante do grupo Mano a Mana, atleta de Ginástica Artística, concluiu licenciatura e bacharelado em Dança. Trabalhou com a Cia K, Irmãos Sabatino, Cia Porto Louco, e Cia La Mala. Idealizou e criou o Espaço Escola Arena de Artes, com cursos livres e projetos artístico pedagógicos e de formação de 2014 a 2018. Em 2019 se torna Mestra pela UNICAMP, com uma pesquisa sobre o Circo Social.

Dia 09 de junho de 2024 (domingo) – Onde: Centro Cultural Arte em Construção – Av. dos Metalúrgicos, 2100 – Cidade Tiradentes, São Paulo – SP

Horário: 10h – Recepção, Brunch e Lançamento do livro ‘Circo Teatro Palombar: somos periferia; potência criativa!’

Horário: 11:00h – Apresentação da Mostra de Processo ‘Mostra de Criação de Cenas com Banda Palombar’ – Duração: 40 minutos

Esquadrão Bombelhaço: Teaser

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Mão a Mão por Mano a Mana

Lançamento do livro ‘Mão a Mão’ por Mano a Mana apresenta metodologia criada pela companhia para ensino e prática da técnica circense

Capa do livro 'Mão a Mão'
Capa do livro ‘Mão a Mão’ – Editora: Giostri

Serão 5 grandes ações de lançamento pelo Brasil, com as duas primeiras datas de lançamento já agendadas em festivais circenses, em Tocantins e São Paulo

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A metodologia para ensino e prática da técnica circense Mão a Mão, desenvolvida por Mano a Mana desde sua criação em 2019 é tema do livro que será lançado no dia 4 de julho, às 10h, no Centro Cultural Circo Os Kako, na programação do 11º Festival de Circo de Taquaçuru, em Tocantins. A trupe tem um segundo lançamento da obra durante o 5º Festival de Mão a Mão, que acontece de 26 a 29 de julho em São Paulo.

O livro se tornou realidade a partir do edital RETOMADA CIRCO da FUNARTE, com o projeto de escrita e publicação sendo destacado na primeira colocação do Sudeste. Por ser um edital federal, o lançamento irá ocorrer em 5 regiões do Brasil, e conta com três versões: o livro físico, em papel, o livro digital, e o audiolivro, acessível a pessoas analfabetas, cegas e de baixa visão.

Na publicação, os artistas Dyego Yamaguishi e Marília Mattos, fundadores do grupo circense, compartilham sua trajetória e como esta os despertou a necessidade de construir novos caminhos na cultura de praticantes de mão a mão. A obra conta um pouco de seus caminhos individuais até se encontrarem e os frutos gerados deste encontro para a classe mão a mãozeira – como encontros mensais de treino, um festival de mão a mão anual, um canal do YouTube com videoaulas gratuitas e agora, também este livro.

Além disso, Mão a Mão por Mano a Mana conta com artigos inéditos de duas profissionais da área da saúde, uma psicóloga e uma fisioterapeuta, que acrescentam com saberes específicos aplicados a prática de forma a colaborar com cada pessoa que pratica essa técnica e tem desejo de evoluir em segurança, física e emocional.

Ao todo o livro convida a questionar os padrões que aprendemos sobre mão a mão, e quais os caminhos para experimentar outras formas de evoluir. Nas práticas da companhia Mano a Mana e mais do que nunca neste livro, a hipótese está cada vez mais forte: o caminho para a evolução é o cuidado.

Primeiro lançamento

Como dito anteriormente, o primeiro lançamento do livro acontece no dia 4 de julho, às 10h, em Tocantins, mais especificamente durante a programação do 11º Festival de Circo de Taquaruçu, que acontece entre os dias 4 a 7 de julho, no Centro Cultural Circo Os Kako. 

No evento, o grupo ainda apresenta a oficina de “Mão a Mão”, a partir da metodologia explorada no livro (no dia 5, às 9h) e o espetáculo “Atravessando lugares” ( também no dia 5, às 18h30, na Praça Macaípe).

Segundo lançamento

De volta a São Paulo, o grupo faz um segundo lançamento do livro durante a 5ª edição do Festival de Mão a Mão, que acontece no Sesc Santo Amaro e outros espaços, de 26 a 29 de julho. A programação completa será divulgada em breve.

No dia 26 de julho, o Sesc Santo Amaro recebe o espetáculo “Atravessando Novos Lugares”, que é a versão de seu espetáculo em nova criação, com audionarração, apresentada por 3 artistas. Nesse mesmo dia, acontece o lançamento do livro em formato de audiobook, com vivência para artistas cegas e de baixa visão a partir da metodologia do livro. Tanto este espetáculo quanto o livro em formato acessível a pessoas cegas e de baixa visão contaram com a parceria imprescindível do Vozes Diversas, na pessoa de Cintia Alves. 

O livro Mão a Mão por Mano a Mana será lançado e distribuído gratuitamente para o público no dia 28, às 19h, no espaço Galpão do Circo, que fica na Vila Anglo Brasileira. E, no dia 29, pela manhã, os artistas realizam um bate-papo online sobre a obra, com horários a serem definidos a depender das parcerias firmadas para este diálogo.

Sobre a Mano a Mana

A companhia Mano a Mana nasce em setembro de 2019, formada por Dyego Yamaguishi e Marília Mattos. O grupo surge graças ao desejo dos artistas de treinar juntos e a disseminar as técnicas de Mão a Mão e Acrobacias a partir do cuidado. Seu trabalho se apoia no tripé interdependente: desenvolvimento técnico, criação artística e formação. 

Além das técnicas de Mão a Mão e Acrobacias, em 2021 o grupo iniciou os estudos com a Barra Russa, e desenvolve ações para viabilizar a ampliação de praticantes da técnica no Brasil.

SERVIÇO

Lançamento do livro Mão a Mão

Editora: Giostri

Disponível em https://www.manoamana.com/livro-mam a partir de 04 de julho.

Primeiro lançamento

11º Festival de circo de Taquaruçu

Quando: 4 a 7 de julho.

Lançamento do Livro

Quando: 4 de julho, às 10h

Onde: Centro Cultural Circo Os Kaco – Avenida dois quadra 45, Taquaruçu, Palmas, Tocantins 

Oficina de mão a mão a partir da metodologia do livro

Quando: 5 de julho, das 9h às 12h.

Onde: Centro Cultural Circo Os Kaco 

Avenida dois quadra 45, Taquaruçu, Palmas, Tocantins

Espetáculo Atravessando lugares

Quando: 5 de julho, às 18:30h 

Onde: Centro Cultural Circo Os Kaco – Avenida dois quadra 45, Taquaruçu, Palmas, Tocantins

Segundo lançamento

5º Festival de Mão a Mão – Reflexões e Práticas

Quando: 26 a 29 de julho

Espetáculo Atravessando Novos Lugares

Quando: 26 de julho, às 19h

Onde: Sesc Santo Amaro – R. Amador Bueno, 505 – Santo Amaro, São Paulo 

Horário: Ainda a definir

Lançamento do livro

Quando: 28 de julho, às 19h

Onde: Galpão do circo – Rua Félix Della Rosa, 101 – Vila Anglo Brasileira, São Paulo 

Bate papo sobre o livro de mão a mão (online)

Quando: 28 de julho, pela manhã.

Será divulgado pelo Instagram @festi.mam e no site manoamana.com

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E Vocês, Quem São?

Com atuação e direção de Samuel de Assis, monólogo ‘E Vocês, Quem São?’ tem nova temporada no Centro Cultural São Paulo a partir de junho

Crédito: Caio Lirio
Crédito: Caio Lirio

Baixe aqui mais fotos de divulgação

Espetáculo escrito por Jonathan Raymundo é um grito de liberdade de pessoas pretas ao questionar o lugar ocupado pela branquitude em nossa sociedade extremamente desigual

Ao propor uma releitura da história brasileira, o monólogo E Vocês, Quem São?, com direção e atuação de Samuel de Assis e dramaturgia de Jonathan Raymundo, discute a responsabilidade pela realidade brutal e violenta vivida pelas pessoas pretas. O solo, que estreou em 2023, tem uma nova temporada no Centro Cultural São Paulo, de 14 a 30 de junho, com apresentações às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h.

Definida pelo próprio Samuel de Assis como um texto forte, reflexivo e agressivo, para reverberar na cabeça de todos, a peça nasceu de um desabafo. “Eu pedi um texto ao Jonathan e ele me mandou a primeira versão em três horas. Acho que tudo já estava na cabeça dele e ele derramou o texto na tela. Então, peguei o texto proseado dele e fiz um trabalho de dramaturgismo para criar uma história. Como eu não sabia se isso ia dar certo, fiquei receoso de chamar alguém para dirigir, por isso todo o processo de ensaio fiz em frente ao espelho”, conta.

O solo parte de alguns questionamentos recorrentes e debates bem atuais sobre raça, gênero, classe e outros temas fundamentais, como “O que é lugar de fala?”, “Quem detém o direito de construir a narrativa verdadeira sobre a realidade?” e “Qual é o valor da vida?”.

“É um relato do que precisamos, infelizmente, mais do que nunca, falar. É um desabafo de dor, desespero, de basta e de liberdade. É um questionamento para aqueles que nunca foram questionados: os brancos! Nós, negros, ainda precisamos gritar pra eles: E vocês, quem são? O que merecem? Eu espero que a peça faça com que eles comecem a se perguntar!”, revela Assis.

Em cena, Samuel vive um personagem que está sendo condenado por um crime. O público acompanha o relato que traz um apanhado histórico do Brasil, contando a verdadeira versão de um país racista e inquisidor. E o texto ainda é acompanhado por uma reflexão sobre Machado de Assis, um dos maiores autores negros brasileiros, que foi “embranquecido” pela história oficial. 

“Costumo dizer que esse espetáculo mudou minha vida, porque ele me ensinou muita coisa. Sou um homem preto que foi criado no mundo branco. Eu me reconheci, me aceitei e passei a reconhecer o mundo com um olhar de um homem preto já na vida adulta. Só aí comecei a entender de verdade o mundo real e comecei a lutar. E eu acredito que sou um homem melhor e mais forte depois desse espetáculo, que é feito pra todo mundo – pra quem é branco, preto, amarelo e quem está vivo”, reflete o ator e diretor.

A direção de arte do espetáculo é assinada por Marcio Macena, que criou uma cenografia minimalista composta apenas por um coração humano. “O Marcio é meu parceiro desde que comecei a fazer teatro. Quando eu disse que queria botar tudo o que estava guardado no meu peito para fora nesta peça, ele logo disse que a cenografia deveria refletir isso. Ela simboliza o fato de que eu estou colocando o meu coração nas mãos de todas as pessoas que estão ali assistindo à peça”, comenta Assis.

Já os figurinos foram criados pela marca de roupas Meninos Rei, de Junior Rocha e Céu Rocha, que marcam sua estreia no teatro. A confecção baiana, que estreou na São Paulo Fashion Week em 2021, foi escolhida por representar a ancestralidade e a autenticidade da população preta. 

E a trilha sonora, tocada ao vivo pelos músicos Cauê Silva e Leandro Vieira, reúne músicas de cantores e compositores pretos famosos, incluindo uma canção original do rapper Coruja BC1 e outra de Larissa Luz, que ainda assina a direção musical ao lado do coletivo Os Capoeira.

“Fico muito feliz ao ver que a trilha sonora da peça caminha junto com o texto e fala por si só. Acho que ver essas duas forças poderosas se complementando e falando juntas é muito bonito de se ver”, acrescenta Samuel de Assis. 

Ficha Técnica 

Atuação e Direção Geral: Samuel de Assis

Texto: Jonathan Raymundo

Direção Musical: Larissa Luz e Os Capoeira (Felipe Roseno, Mestre Dalua, Cauê Silva e Leandro Vieira)

Direção Coreográfica: Tainara Cerqueira

Direção de Arte: Márcio Macena

Figurino: Meninos Rei por Junior Rocha e Céu Rocha

Arte do Cenário: Carol Carreiro

Iluminação: César Pivetti

Músicos: Cauê Silva, Leandro Vieira, Rogério Roggi, Marcinho Black 

Op. Som: Silney Marcondes 

Op. Luz: Ari Nagô, Ian Bessa 

Camareira: Jacque Vilar 

Designer Gráfico: Pietro Leal

Direção de Produção: Morena Carvalho

Co-Produção: Estapafúrdia Produções 

Realização: Samukaju Produções

SERVIÇO

E Vocês, Quem São?, de Jonathan Raymundo, com Samuel de Assis

Sala Jardel Filho

Temporada: 14 a 30 de junho

Às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h

Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000, Liberdade

Ingressos: Grátis

Retirada de ingressos online

https://rvsservicosccsp.byinti.com/#/ticket

Retirada de ingressos na bilheteria do teatro

Terça-feira a sábado, das 13h às 22h 

Domingos e feriados, das 12h às 21h00

Duração: 60 minutos 

Classificação indicativa: 14 anos 

Capacidade: 321 lugares

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Amor Mundi

Cia. Fragmento de Dança estreia ‘Amor Mundi’, inspirado em questões levantadas por Hannah Arendt

'Amor Mundi'. Crédito: Alex Merino
Crédito: Alex Merino

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Com direção e coreografia de Vanessa Macedo, a coreografia cria uma relação entre tensão, risco e codependência buscando refletir sobre o nosso sentimento de responsabilidade e pertencimento frente ao mundo e às pessoas. Espetáculo estreia no dia 21 de junho no Kasulo Espaço de Arte

O que estamos fazendo? A partir de questionamentos como este e de ideias propostas pela filósofa alemã Hannah Arendt (1906-1975), a Cia Fragmento de Dança criou o espetáculo Amor Mundi, que tem sua temporada de estreia de 21 a 30 de junho, no Kasulo Espaço de Arte. As apresentações são gratuitas e acontecem às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h. 

A direção e a coreografia são de Vanessa Macedo, que também está no elenco ao lado de Diego Hazan, Gabriela Ramos, Maitê Molnar, Peter Levi e Prudy Oliveira.

Segundo a diretora, o processo de criação de Amor Mundi começou em 2018, quando o grupo criou os primeiros projetos, as primeiras escritas, leituras e pensamentos. “Depois tivemos uma interrupção na pandemia, quando tínhamos uma previsão de estreia. Fizemos, então, um formato audiovisual do espetáculo, com pouquíssimas apresentações ao vivo, ainda num período de retorno. Então, considero que este momento é, de fato, de estreia”, revela Macedo.

“Inspiramo-nos na filósofa Hannah Arendt, que lança a pergunta: o que estamos fazendo? E isso fez com que nos questionássemos sobre o nosso sentimento de responsabilidade e de pertencimento com o mundo, no mundo e com as pessoas. Começamos a estudar proposições que fizeram com que nós nos percebêssemos em uma relação de codependência frente o mundo”, explica.

“O que proponho, portanto, é muito simples: trata-se apenas de pensar o que estamos fazendo” – Hannah Arendt

Se, hoje, fôssemos responder a Hannah Arendt, autora dessa frase, diríamos que não, não nos parece nada simples! Pensar sobre “o que estamos fazendo” continua sendo uma pulsão para existir. Arendt, na metade do século XX, nos dizia para não duvidarmos da nossa capacidade de destruir toda vida orgânica na Terra. O homem chegava à lua e essa descoberta não era somente sobre a capacidade humana de realizar tal feito, mas também sobre a possibilidade de não permanecermos mais neste nosso planeta.

Amor Mundi questiona a nossa relação de cuidado e responsabilidade com o mundo. É sobre a AÇÃO que se faz em grupo. Sobre risco, imprevisibilidade, codependência, iminência de colisão. Um desejo de insurgir, romper e deixar nascer o que não se sabe.

Além da cientista política Hannah Arendt, a obra do artista turco Ugur Gallen foi um convite imagético e real para que o grupo refletisse sobre contrastes, desigualdades e contradições presentes na história da humanidade.

“O trabalho surge dessas questões e se coloca muito atual diante das milhares de crises ecológicas e políticas que acontecem no planeta. Trata-se de uma convocação, um chamado para que comecemos a nos perguntar o que e como estamos fazendo. Estamos ou não nos sentindo responsáveis por tudo? Nos alimentamos de três palavras: tensão, risco e codependência. Elas aparecem o tempo inteiro no trabalho, na nossa relação com os objetos, na nossa relação com os corpos, na nossa relação no espaço. A proposta é criar momentos de colisão, de ruptura, para que seja possível surgir um novo”, reflete a diretora.

Ficha Técnica

Coreografia e direção: Vanessa Macedo

Assistência de coreografia: Maitê Molnar

Elenco/ Intérpretes: Diego Hazan, Gabriela Ramos, Maitê Molnar, Peter Levi,  Prudy Oliveira e Vanessa Macedo. 

Estágio: Leticia Almeida

Iluminação: André Prado

Concepção de vídeo projeção: Bianca Turner

Composição, síntese sonora, gravação e mixagem: Ricardo Pesce 

Participação especial Didgeridoo: Paulo Jesus

Figurino: Daíse Neves

Assistente de figurino: Pablo Azevedo 

Consultoria para cenário: Rogério Marcondes

Desginer: Leticia Mantovani

Produção: Luciana Venancio (Movicena Produções)

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Esta ação faz parte do projeto “Para Mover o Invisível”, contemplado na 35° Edição do Programa de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo

Sinopse

“O que proponho, portanto, é muito simples: trata-se apenas de pensar o que estamos fazendo”, questiona Hannah Arendt. Se, hoje, fôssemos responder a Hannah Arendt, autora dessa frase, diríamos que não, não nos parece nada simples! Pensar sobre “o que estamos fazendo” continua sendo uma pulsão para existir. Arendt, na metade do século XX, nos dizia para não duvidarmos da nossa capacidade de destruir toda vida orgânica na Terra. O homem chegava à lua e essa descoberta não era somente sobre a capacidade humana de realizar tal feito, mas também sobre a possibilidade de não permanecermos mais neste nosso planeta. Amor Mundi questiona a nossa relação de cuidado e responsabilidade com o mundo.

SERVIÇO:

Amor Mundi, da Cia. Fragmento de Dança

Temporada: 21 a 30 de junho 

Às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h

Ingressos: Grátis. Devem ser retirados pelo site Sympla

Reservas: https://www.ciafragmentodedanca.com.br/amor-mundi 

Kasulo Espaço de Arte – Rua Sousa Lima, 300, Barra Funda

Duração: 50 minutos

Classificação: 12 anos

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