O Violinista Mosca Morta

Espetáculo infantil de palhaçaria ‘O Violinista Mosca Morta’ desembarca em São Paulo pela primeira vez 

Crédito: Matheus Alves
Crédito: Matheus Alves

Com direção de Mafá Nogueira e atuação de Pedro Caroca, o trabalho ainda circula por Brasília, João Pessoa e Salvador 

Baixe aqui mais imagens de divulgação
Vídeo 

Com recursos do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, o espetáculo O Violinista Mosca Morta circulará gratuitamente por quatro cidades brasileiras – São Paulo (SP), Brasília (DF), João Pessoa (PB) e Salvador (BA) ainda em 2024. A turnê em São Paulo, com quatro apresentações no Espaço Sobrevento, acontecerá nos dias 15 e 16 de junho, às 11h e às 16h.

Em cena, o palhaço Seu Cocó, interpretado por Pedro Caroca, se esforça ao máximo para deixar tudo perfeito para seu concerto de violino, no entanto uma mosca inconveniente e seu mau jeito em manipular os elementos de seu ofício de músico colaboram para o fracasso de sua performance.

Trava-se então uma luta entre o palhaço, a mosca e sua personalidade, do começo ao fim. E mesmo abalado, ele não desiste e segue até o último compasso, a última nota, o último zumbido.  No final, palhaço e plateia descobrem a verdadeira intenção do inseto.

Além de zombar de si mesmo, o ator brinca com a figura do músico concertista, tipicamente sério, virtuoso e concentrado. Aqui a postura, a afinação, a elegância e a erudição dos grandes violinistas são satirizadas para expor a fragilidade e humanidade do instrumentista.

O Violinista Mosca Morta ainda suscita reflexões sobre como as manias cotidianas, muitas vezes confundidas com o Transtorno Obsessivo Compulsivo (e vice-versa), podem atrapalhar a rotina das pessoas, ou simplesmente o quanto nos boicotamos e perdemos tempo querendo que algo seja perfeito, dentro do nosso controle, quando isso não é possível, por fugir de nossa governabilidade. E deixamos de ser surpreendidos pelo acaso!

Com direção de Mafá Nogueira, o espetáculo nasceu de uma oficina de criação de números com José Regino e estreou em 2019. Desde então já realizou dezenas de apresentações em teatros, escolas, festivais presenciais e online no Distrito Federal, Goiás, Paraíba, São Paulo, Ceará, Minas Gerais, Colômbia e Haiti. E com este projeto de circulação será a primeira vez da obra nas capitais paulista, paraibana e baiana.

Em cada cidade, será oferecida uma sessão acessível para pessoas cegas e surdas por meio de audiodescrição e interpretação em Libras. E em São Paulo, João Pessoa e Salvador, haverá um bate-papo com artistas ou grupos locais que desenvolvam trabalhos com a linguagem da palhaçaria, para troca de saberes e fazeres.

Ficha Técnica

Coordenação Geral e Atuação: Pedro Caroca

Coordenação de Produção e operação de som: Julie Wetzel

Gestão Financeira: Marino Alves 

Assistência de produção: Valéria Schmidt 

Produção local: Nascedouro Gestão Cultural

Direção do espetáculo: Mafá Nogueira 

Iluminação: Jullya Graciela

Efeitos sonoros: Mateus Ferrari

Maquiagem e figurino: José Regino e Pedro Caroca

Arte Gráfica: Nara Oliveira 

Fotografia: Matheus Alves

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Intérprete de Libras: Fabiano Campos

Audiodescrição: Rosa Matsushita

Sinopse

O palhaço Seu Cocó se esforça ao máximo para deixar tudo perfeito para seu concerto de violino, no entanto uma mosca inconveniente e seu mau jeito em manipular os elementos de seu ofício de músico colaboram para o fracasso da performance.

SERVIÇO

O Violinista Mosca Morta, de Pedro Caroca

Quando: 15 e 16 de junho de 2024, no sábado e domingo, às 11h e às 16h

Espaço Sobrevento – Rua Coronel Albino Bairão, 42, Belenzinho (Metrô Bresser-Moóca)

Ingressos: Entrada gratuita (retirada de ingressos pelo Sympla)

Reserva de ingressos em https://www.sympla.com.br/o-violinista-mosca-morta–sao-paulo__2442853

Acessibilidade: Dia 16 às 11h terá interpretação em libras e às 16h terá audiodescrição

Classificação: Livre

Duração: 40 minutos

O Violinista Mosca Morta – Teaser

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Abuso da alma feminina

Ella Dominici: ‘Abuso da alma feminina’
Poema oferecido ao murmúrio em desespero feminino

Ella Dominici
Ella Dominici
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trouxeste-me ao topo da árvore
subo tronco trepo galhos
da copa vejo engasgos dos frutos
os pássaros-fêmeas gorjeiam refluxo
da acidez que regurgita no gargalo
fez murchos os frutos, deu mofo
nos muitos colhidos avulsos

os restos são tufos de teia, redutos
das veias sulcadas de insultos
por brutos machos mascando fumo,
doses de Uísques,bières ou a capitular charutos
são muitos milhares, maridos, amantes, quaisquer
“Comme une vision , d’un déjà vu “

Ressurreição da alma feminina:
Àquelas que suportam abusos

mulher que se anula, a afronta lhe assombra
passarinho-fêmea-ferida-falta-lhe-força
sucumbe calada e lhe falha a forte fala

no choro, na arte, na escrita, demanda
socorro em perigo a aflita sanciona gemido
da alma adentrando o presságio de um fim

“Fim sim de um arquétipo feminino
Construído pela machista sociedade
Figurativização do papel de fragilidade.”

do topo da árvore desço
não posso te dar meu amor
senão no presentemente
onde te aconchego

mulher, os teus frutos são tenros de caldos
aprazíveis ao mundo que sempre te quis
não tenho a te dar senão meu poema

levante do chão onde restas tartufo
perfumado tartufo bianco

conheça o valor em tua conquista,
na autoestima não desistas
és diva és divina, terrena e fêmea
matriz amada, eterno chafariz
de muitas águas

Ella Dominici

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O tempo do ser

Pietro Costa: ‘O tempo do ser’

Pietro
Pietro Costa
Ser, tempo e finitude
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A linguagem é a minha morada
O universo inteiro na antessala

Não há grades instaladas nas janelas
A moldura dos instantes me encerra

Não sou definível por dogmas
Pois sou cultura e sou história

O verão não sorri em toda estação
Há invernos, espasmos e contrição

As horas oscilam em seus humores
O Sol a acender e esconder rumores

Inscrito em círculos hermenêuticos
Rabisco meus desenhos imperfeitos

Criança atenta aos rumos da vida
Aventuras e desventuras fugidias

O mar bravio é que me atravessa
Na torrente das palavras incertas

Existo no tempo de sentir e ser
Sou um discípulo de Heidegger*

Pietro Costa

N.E.

* Martin Heidegger foi um filósofo, escritor, professor e reitor universitário alemão. É amplamente reconhecido como um dos filósofos mais originais e importantes do século XX. SaibaMais:

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Rolo

Clayton Alexandre Zocarato: Poema ‘Rolo’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
"Prontuários burocráticos, perdidos em  protocolos arcaicos
“Prontuários burocráticos, perdidos em  protocolos arcaicos”
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Rolo

Bolo com louro

Couro com estouro

Colo e amolo

Um,  lego com prego

O gado fez um âmago

Estorvando o  galho do corvo

Nego e apego

Um coração lutando com a razão

Retalhos e galhos

Tendo muitos aparatos

Gratos e pratos

Comiserando artérias com bactérias

Gerando bactérias  nefastas e agastadas

Entre lamentos e sentimentos

Ocorrem juramentos

Nos rolamentos

De  prontuários burocráticos

Perdidos em  protocolos arcaicos

Clayton Alexandre Zocarato

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Ele

Denise Canova: Poema ‘Ele’

Denise Canova
Denise Canova
Um casal apaixonado, num belíssimo jardim
Um casal apaixonado, num belíssimo jardim
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Ele

Ele está comigo

Nas quatro estações

Amor leal

Ele e eu

Dama da Poesia

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Que país é este?

Edna Froede: ‘Que país é este?

Edna Froede
Edna Froede

Meu país, tão lindo, dourado pelo Sol,
banhado pelos mares, rios, cachoeiras a rolar,
povo hospitaleiro, alegre, diversas raças ao redor,
de Norte a Sul, uma gigante nação a brilhar.

Mas há sombras em meio à luz deste lugar,
algo que eu não conhecia, que veio a me chocar.
Preconceito, discriminação, dor a nos cercar.
Sou branca, meu marido preto, destino a nos testar.

Em passeios ou a trabalho, pelas estradas a rodar,
onde estados se separam, precisamos viajar,
muitas e muitas vezes, pela polícia a nos parar…
Coincidência?
Não sei, mas dói, difícil de aceitar.

Nas batidas feitas por policiais, a rotina a se formar,
somos sempre parados, o coração a apertar.
Coincidência?
Não creio, a dor a nos devastar,
o preconceito a nos seguir, a nos maltratar.

Mas o pior, aí a tristeza chorou:
Viajamos por vários países, e a aleatória dos aeroportos,
o que seria normal, nunca nos alcançou,
mas no meu país, minha mãe gentil, mais de cinco vezes nos machucou.

Coincidência?
Tristeza a nos corroer,
a injustiça a nos atingir, difícil de esquecer,
meu país, tão lindo, dourado pelo Sol!
Mas há sombras que precisam dissipar, para o amor prevalecer.

Edna Froede
(04/06/2024-terça-feira-17h46)

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Segunda Absoluta

Netinho de Paula traz de volta a ‘Segunda Absoluta’, festa popular nos anos 90 e 00

Segunda Absoluta - Festa popular nos anos 90 e 00
Segunda Absoluta – Festa popular nos anos 90 e 00

Evento que acontece em São Paulo, já recebeu nomes como Dudu Nobre, Péricles e Belo, e agora é comandado por Netinho e seus filhos

Sob o comando do cantor Netinho de Paula, a ‘Segunda Absoluta’ volta à cena trazendo de volta a magia das noites de samba dos anos 90 e 00’. A festa acontece sempre às segundas, a partir das 18h, no Aki Espetos Bar, localizado na Vila Maria (R. Curuçá, 681 – Vila Maria), e promete animar os amantes da boa música em um lugar para levar a família.

Nesta nova fase do evento, Netinho de Paula divide o palco com os seus filhos, integrantes dos grupos Os de Paula e Levi de Paula, além de receber artistas convidados.

Durante mais de uma década, a ‘Segunda Absoluta’ foi o ponto de encontro de nomes renomados da música popular brasileira, como Dudu Nobre, Péricles, Belo, Salgadinho, entre outros. Além disso, diversos artistas internacionais e jogadores de futebol já prestigiaram a festa.

A atmosfera do evento proporciona um reencontro com a nostalgia para aqueles que já participaram e uma oportunidade para os novos visitantes. O público pode desfrutar da presença marcante de Netinho de Paula e reviver os sucessos do samba e do pagode. 

“Trazer a ‘Segunda Absoluta’ de volta sempre foi um sonho meu e agora estou realizando. É um evento lindo que reúne música de qualidade e celebração. Estamos prontos para proporcionar noites inesquecíveis de samba e encontros musicais únicos. Estão todos convidados para curtir com a gente”, declara Netinho de Paula.

SERVIÇO

Endereço: Rua Curuçá, 681 – Vila Maria

Entrada: R$30,00 (menores de 14 anos não pagam)

Reservas: (11) 95821-1264 

Censura: livre

Playground para crianças

Acesso para deficientes

Capacidade: 800 pessoas 

Instagram: @segundabsoluta/ @akiespetosbar

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