Nas entranhas da fé, um enigma se aninha, Corpus Christi, o corpo, mistério divino, Paulo revela em versos de amor e de ensino: A igreja, o corpo, onde o sagrado se alinha. É Cristo a cabeça, a igreja, sua extensão, sagrado tabernáculo de almas e compaixão, nos membros, Seu sopro, nos gestos de amor, cada um com seu dom, em santa união.
O sangue de Cristo, éfeta vivificante, símbolo sublime do Espírito Santo, purifica, santifica, em cada recanto, eleva o mortal ao celestial instante. O Pai, eterno e majestoso Criador, nos deu Jesus, Salvador, e com Ele, o Consolador, sublime ato de amor, nos guia, pedagogo, em cada clamor.
Em cada celebração, em cada ofertório, relembramos Seu sacrifício, eterna paixão, no sacrifício de Jesus, encontramos a salvação, no pão, no vinho, desvendamos o mistério, deste pacto tão sublime e sério. Louvado seja Deus, no trono celestial, que nos une em Cristo, sua imagem e semelhança, nos ensina a esperança, nos oferece a aliança, na jornada eterna, no amor sem igual.
Assim caminhamos, pela fé, não pela vista, descobrindo os mistérios, o divino plano, com o Espírito Santo, em cada dia, não apenas uma vez ao ano.
Edna Froede 23/05/2024 (quinta-feira), 10h28 – Todos os direitos adquiridos
Dirigido por Paul Schrader, Jardim dos Desejos estreia com exclusividade nos cinemas nesta quinta-feira, 30 de maio
Cena do filme ‘Jardim dos Desejos’
Pandora Filmes é a responsável pela distribuição do drama, o primeiro em sete anos do celebrado diretor Paul Schrader a receber lançamento comercial no Brasil
Artista autoral que contribuiu para moldar a Nova Hollywood a partir dos roteiros de “Taxi Driver” e “Touro Indomável”, ambos dirigidos por Martin Scorsese, o americano Paul Schrader também construiu uma trajetória influente como realizador, sendo o responsável por clássicos como “Gigolô Americano”, “A Marca da Pantera” e “Mishima: Uma Vida em Quatro Tempos”.
Em fase revigorada em sua carreira, Schrader terá o seu primeiro filme desde “Cães Selvagens” a receber passagem comercial pelos cinemas brasileiros. Com distribuição da Pandora Filmes, JARDIM DOS DESEJOS estreia exclusivamente nos cinemas nesta quinta-feira, 30 de maio, nas seguintes praças: São Paulo, Rio de Janeiro, Araraquara, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Natal, Niterói, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Salvador, São Carlos, São José dos Campos, São Luís e Vitória.
Estrelado por Joel Edgerton, Sigourney Weaver e Quintessa Swindell, JARDIM DOS DESEJOS teve a sua première mundial no 79.º Festival Internacional de Cinema de Veneza e versa sobre temas que são uma constante na filmografia de Paul Schrader, colocando Narvel Roth (papel de Joel Edgerton) confrontando um passado como supremacista do qual quer se dissociar.
Embora inicialmente não tenha pensado em conceber uma trilogia, JARDIM DOS DESEJOS fecha um ciclo iniciado em 2017 com “Fé Corrompida” (indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original e vencedor do Independent Spirit Award de Melhor Ator para Ethan Hawke) e continuado com “O Contador de Cartas”, de 2021. Assim como os protagonistas nessas obras prévias, temos uma audaciosa abordagem das narrativas de “homem em um quarto” de Schrader, onde uma figura solitária, lutando com seu passado e se escondendo atrás de seu trabalho diário, aguarda por mudanças.
Se em “Fé Corrompida” explorou o universo do catolicismo e das crises ambientais e em “O Contador de Cartas” é exibido os truques por trás daqueles que vivem de apostas, em JARDIM DOS DESEJOS adentramos as particularidades da jardinagem com o propósito de estabelecer metáforas sobre a América contemporânea.
“A jardinagem é uma metáfora particularmente rica, tanto positiva quanto negativamente. Comecei a perguntar a razão desse jardineiro ser tão recluso. A partir daí, pensei no Programa de Proteção a Testemunhas, e novamente você se pergunta, ‘por que ele está no programa?’ Isso evoluiu para a ideia de que ele era um matador de aluguel”, revela Schrader sobre o processo criativo de JARDIM DOS DESEJOS.
O filme marca a sua primeira colaboração com o ator australiano Joel Edgerton. O diretor e roteirista revela que “queria alguém que tivesse um pouco do Robert Mitchum nele – alguém com quem você não gostaria de brigar em um bar. Eu queria aquela aparência física americana dos anos 1950, e Joel já fez isso antes em ‘Guerreiro’, de 2011.”
Já em departamentos técnicos, conhecidos recentes voltam a contribuir com Paul Schrader, como o diretor de fotografia Alexander Dynan, ao qual elogia afirmando ser “meticuloso de uma maneira que eu não sou. Ele passa pelo roteiro criando seus próprios storyboards, gráficos e designs. Em outros projetos, trabalhei com diretores de fotografia que não te cobrem tão sistematicamente como alguém como Alex. Se eu cometer um erro, Alex estará lá para percebê-lo.” Há também reencontro com o editor Benjamin Rodriguez Jr. (o mesmo de “Cães Selvagens”) e a designer de produção Ashley Fenton (de “O Contador de Cartas”).
A passagem de JARDIM DOS DESEJOS pelo Festival de Veneza também marcou a entrega para Paul Schrader do Leão de Ouro por sua carreira, que neste ano completou 50 anos de contribuições. Em sua tradicional lista anual, o cineasta e escritor John Waters elegeu JARDIM DOS DESEJOS como o terceiro melhor filme do último ano.
Sinopse
Narvel Roth (Joel Edgerton) é o meticuloso horticultor dos Jardins Gracewood. Ele é tão dedicado em cuidar dos terrenos desta bela e histórica propriedade quanto em agradar sua empregadora, a rica viúva Sra. Haverhill (Sigourney Weaver). No entanto, o caos invade a existência espartana de Narvel quando a Sra. Haverhill exige que ele aceite sua problemática e conturbada sobrinha-neta Maya (Quintessa Swindell) como nova aprendiz, desvendando segredos sombrios de um passado violento enterrado que ameaçam a todos eles.
Ficha Técnica
Direção: Paul Schrader
Roteiro: Paul Schrader
Produção: Amanda Crittenden, David Gonzales, Scott LaStaiti
Elenco: Joel Edgerton, Sigourney Weaver, Quintessa Swindell, Esai Morales, Eduardo Losan, Victoria Hill, Amy Le, Erika Ashley, Timothy McKinney, Jared Bankens, Matt Mercurio
Direção de Fotografia: Alexander Dynan
Desenho de Produção: Ashley Fenton
Trilha Sonora: Devonté Hynes
Montagem: Benjamin Rodriguez Jr.
Figurino: Wendy Talley
Gênero: drama, suspense
País: Estados Unidos
Ano: 2022
Duração: 111 minutos
Sobre a Pandora Filmes
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 35 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de longas-metragens no Brasil, revelando cineastas outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder.
Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos dos últimos anos incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional; “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund, vencedor da Palma de Ouro em Cannes; “Parasita”, de Bong Joon Ho, vencedor da Palma de Ouro e do Oscar; o tunisiano “O Homem que Vendeu Sua Pele”, de Kaouther Ben Hania, e “A Felicidade das Pequenas Coisas”, uma grande surpresa do cinema do Butão, ambos indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional; “Apocalypse Now: Final Cut”, a obra-prima de Francis Ford Coppola; “Roda do Destino”, de Ryusuke Hamaguchi, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim; mais os brasileiros “Deserto Particular”, de Aly Muritiba, e “Uma Família Feliz”, de José Eduardo Belmonte, dois grandes sucessos aclamados pela crítica.
Três anos de música e poesia no Jornal Cultural ROL
Paulo Siuves:
‘Três anos de música e poesia no Jornal Cultural ROL’
Paulo SiuvesLogo do Jornal Cultural ROL
Ao longo de três anos, meus poemas encontraram um lar nas páginas do Jornal Cultural ROL, onde a flauta da minha alma toca, encantando os leitores com poesia e música. Olhando para trás, percebo o quão significativo esse período tem sido, tanto para mim quanto para os leitores que me acompanham.
Quando comecei a publicar, meus textos eram postados pela Editora Setorial de Poesia Cláudia Lundgren, que me deu o primeiro impulso nesse caminho. Posteriormente, meus textos passaram a ser publicados pelo Editor-Chefe Sergio Diniz da Costa, cujo apoio e encorajamento têm sido inestimáveis.
Desde a minha primeira publicação, fui apresentado pelo editor Sergio Diniz com uma descrição que até hoje me enche de orgulho: “A flauta literária de Paulo Siuves”. Essa metáfora não poderia ser mais adequada. Para mim, escrever é como tocar uma flauta, onde cada palavra é uma nota que precisa ser soprada com cuidado e paixão para formar uma melodia harmoniosa. E, assim como na música, na poesia encontro uma forma de expressar emoções profundas e complexas de maneira que possa ressoar no coração das pessoas.
Ser parte do Jornal Cultural ROL é, por si só, uma honra. Este jornal, iniciado em Itapetininga (SP) em 1994, e que completou 30 anos de existência em abril deste ano, é um pilar da cultura, . A dedicação de seu fundador, Helio Rubens de Arruda e Miranda (in memoriam), e a continuidade de sua missão pela equipe atual, mostram a importância da arte e da literatura em nossas vidas. É justo, portanto, que, em sua memória, a Confraria Amici D’Itália tenha instituído o Troféu HR, elaborado pelo designer Alexandre Esteves, e até mesmo a sugestão do editor Sergio Diniz, de uma estátua em homenagem, na maior praça de Itapetininga. Helio Rubens deixou um legado que transcende sua própria vida e toca cada um de nós que fazemos parte desta comunidade cultural.
Ao longo desses três anos, tive a alegria de ver meus poemas serem acolhidos pelos leitores. Escrever sobre o amor, muitas vezes através da lente da música, é minha forma de compartilhar minha paixão pela vida e pelas pessoas que amo. Poemas como ‘A Canção dos Apaixonados’ e ‘Flauta Transversal’ são exemplos dessa fusão entre música e poesia, onde cada verso é uma nota e cada estrofe uma melodia.
Mas não foram apenas os poemas que marcaram minha trajetória. O apoio e o feedback dos leitores me mostraram que minhas palavras têm o poder de tocar o coração das pessoas. Receber mensagens de leitores dizendo que um poema os emocionou ou que se sentiram conectados com minhas palavras é um presente inestimável. Isso me motiva a continuar escrevendo, buscando sempre trazer algo novo e verdadeiro para aqueles que acompanham meu trabalho.
Esses três anos também me ensinaram sobre a importância da perseverança e da dedicação. Em um mundo onde tudo parece passar tão rápido, ser constante em algo que amamos é um ato de resistência e amor. A cada semana, ao sentar-me para escrever, lembro-me do compromisso que tenho com meus leitores e comigo mesmo. É uma responsabilidade que abraço com alegria e gratidão.
Agradeço à Claudia Lundgren por ter me dado o primeiro impulso e ao Sergio Diniz da Costa e a toda a equipe do Jornal Cultural ROL por acreditarem no meu trabalho e me darem a oportunidade de compartilhar meus poemas. Agradeço aos leitores, cuja receptividade me inspira a continuar. E, acima de tudo, agradeço à música e à poesia, que me permitem expressar o que de outra forma seria impossível.
Completar três anos como colunista é uma conquista pessoal, mas é também um testemunho do poder transformador da arte. Que venham muitos mais anos de poesia, música e amor, sempre com a simplicidade que toca o coração e a profundidade que faz refletir.
Ciclo de leituras dramáticas encerra Festival Yesu Luso no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc
Crédito: Danilo Ferrara
Com curadoria da atriz brasileira Arieta Corrêa e do produtor português Pedro Santos, evento chega à quarta edição promovendo um intercâmbio entre Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal
Depois de apresentar três espetáculos, a 4ª edição do festival “Yesu Luso – Teatro e Outras Expressões Lusófonas” chega ao fim após cinco leituras dramáticas idealizadas pelo grupo teatral paulista Núcleo Educatho. As atividades são gratuitas e acontecem entre os dias 4 e 5 de junho, às 19h30, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo.
Desta vez, o público tem acesso a textos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal, reforçando a necessidade de aproximação entre as nações falantes de português. Esta edição tem o tema “Oralidade e Expressão Oral”.
Com curadoria da atriz brasileira Arieta Corrêa e do produtor português Pedro Santos, o Yesu Luso surgiu em 2015, na forma de um projeto-piloto no Sesc Bom Retiro, e sua última edição aconteceu em 2018, com apresentações sempre lotadas. Desde então, os idealizadores têm lutado para tornar o festival uma programação permanente na cidade.
O nome do evento é derivado de um dialeto moçambicano, no qual o termo “yesu” significa “nosso”; já a palavra “luso” é usada em referência ao próprio idioma. E o tema da atual edição vem justamente ressaltar essa questão da oralidade que promove uma verdadeira união solidária entre todos os falantes da mesma língua. É o que propõe aProfª Dra. Nilza Laice, da Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP), natural de Moçambique, no texto-manifesto da edição: “Quando combinadas, a oratória e as artes se tornam um veículo poderoso para transmitir mensagens de solidariedade. Canções, peças teatrais, pinturas e outras formas artísticas possuem a capacidade intrínseca de despertar empatia, provocar reflexões e instigar ação. Elas transcendem as limitações da linguagem verbal, atingindo um nível emocional mais profundo, e oferecem uma plataforma para a expressão coletiva de ideias solidárias e a busca por soluções colaborativas para questões sociais”, explica a pesquisadora sobre o tema do festival.
As leituras dramáticas
O Núcleo Educatho tem comodiretor Juliano Barone, que desenvolveu diversas ações em parceria com Vinícius Piedade, Núcleo Sem Querer e com o Projeto Colibri, além de realizar a gestão de espaços culturais.
As obras selecionadas pelo grupo discutem questões diversas, como fake news, homofobia, violência de gênero, xenofobia, feminismo, construção de uma nação e a necessidade de as pessoas marginalizadas terem voz.
Confira abaixo a programação completa:
4 DE JUNHO, ÀS 19H30
Sequeira, Luís Lopes ou O Mulato dos Prodígios, de José Mena Abrantes (Angola)
Sinopse: O texto da peça de teatro histórica Sequeira, Luís Lopes ou o Mulato dos Prodígios, de José Mena Abrantes, escrita em 1991 e levada à cena em Luanda pelo grupo Elinga-Teatro em 1993, começa por enunciar, logo abaixo das dedicatórias, a seguinte informação:
“A atormentada, trágica e desconcertante trajetória de um mulato filho de escrava que, ao ajudar a destruir, em pleno século 17, os três principais reinos de Angola (Congo/1665, Ndongo/1671 e Matamba/1681), não sabia (?) ainda que preparava já a existência futura de uma Nação” (ABRANTES, 1999, página inicial não numerada).
A Peça (Ou Os Escafandristas), de Vinícius Piedade (Brasil) Sinopse: Os atores do conceituado grupo “Os Escafandristas” voltam a se reunir depois de um longo hiato para pensar em um novo trabalho teatral, porém o que poderia ser um promissor reencontro acaba de maneira surpreendente.
5 DE JUNHO, ÀS 19H30
Tudojunto Sepa rado, de Lisa Reis (Cabo Verde) Sinopse: apeça traz três problemáticas: homofobia, violência baseada no gênero e xenofobia. O texto, que se torna uma crítica social a alguns dos valores considerados básicos para a nossa existência, faz com que cada uma das três mulheres represente estes três problemas, cuja tendência primeira é esconder ou marginalizar.
Uma muçulmana, uma mulher trans e uma adolescente lésbica são as vítimas. Acabam por falar e é o teatro que lhes dá um palco e o direito de falar sobre o que foi a sua vida e como é que se sentiram enquanto vítimas.
Simbiose, de Nilza Laice (Moçambique) Sinopse: a obra busca desvendar e amplificar as histórias de pessoas marginalizadas, utilizando o método da história oral para colher memórias e experiências que precisam ser ouvidas. A narrativa central gira em torno de uma entrevista com uma mulher da etnia makua, de 53 anos, casada há 35 anos. Através das histórias dessa mulher e da sabedoria transmitida por sua avó, o texto desconstrói a ideia tradicional makua de que o sucesso conjugal depende da mulher possuir “matunas” (lábios vaginais alongados).
6 DE JUNHO, ÀS 19H30
Fake News Naked Fews, de Ricardo Cabaça (Portugal) Sinopse: na trama, três pessoas convocam o público para uma assembleia secreta, onde a fronteira entre a mentira e a verdade é tão frágil que até a própria identidade é colocada em causa. É urgente cortar radicalmente o contacto com o exterior para que as palavras sejam reais. Dois dos detetives problematizam com o público o sentido das palavras, a essência ou a necessidade humana de desvirtuar, esse vício inaudito de procurar outra realidade. O terceiro detetive dialoga musicalmente com a assembleia, ele é uma baleia que espalha na profundidade a frequência exata do disfarce. Os três criam as Naked fews para pôr a nu quem se veste de mentiras.
FICHA TÉCNICA Direção: Juliano Barone e Vinícius Piedade
Atores: Cris Eifler, Evas Carretero, Marcos Veríssimo, Pedro Casali, Fernanda Mariano e Priscilla Dieminger
SERVIÇO
Leituras dramáticas do Festival Yesu Luso – Teatro e Outras Expressões Lusófonas
Quando: 4 a 6 de junho, das 19h30 às 21h30
Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo – Rua Dr. Plínio Barreto, 285, – 4º andar – Bela Vista
Ingressos: Grátis | Distribuição de ingressos 1h antes do início de cada apresentação, sendo até 2 ingressos por pessoa.
Acessibilidade: o teatro e toda a unidade são acessíveis a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
Ceiça Rocha Cruz“Lua dos amantes, dos amores!… num clarão a fulgurar, amamo-nos iluminados num ardente beijo” Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer
Ao vislumbre do anoitecer, na cidade princesa do rio, refulge plena e intensa de magia e de pudor a Lua cheia, que se derrama solitária enevoando as estrelas.
Contemplo-te majestosa luzente de indescritível beleza! E no teu encanto navego, tímida donzela sonolenta!
Nas frias madrugadas, sobre o rochedo, excêntrica te desnudas enternecida de mistérios, segredos, sonhos e ilusões.
Na noite fulgente, venusta! Lua dos amantes, dos amores! Prateado talismã debruçado sob a varanda do lampejo, tranando o véu da noite num clarão a fulgurar, amamo-nos iluminados num ardente beijo. Deusa da noite! Lua cheia em Penedo!
Livro de contos desafia a imaginação entre realidade e subjetividade
Capa do livro ‘O Cântico de Medusa’, de Alexandra Vieira de Almeida
Mergulhar nas profundezas da existência e refletir a dualidade entre realidade e subjetividade. Essa é a experiência literária que a poeta e escritora Alexandra Vieira de Almeida proporciona em seu primeiro livro de contos e crônicas, “O cântico de Medusa”.
Publicado pela editora Penalux, a obra transita entre a linguagem poética e a análise crítica na composição dos contos e crônicas, desafiando normas e explorando a fragilidade das fronteiras entre sanidade e loucura. Para a autora, o livro traz um público, a cada página, uma grande jornada dentro de um universo reflexivo e intrigante.
Para Alexandra, o objetivo do “O cântico de Medusa” é impactar o leitor, tirando-o da zona de conforto. A obra busca, ao mesmo tempo, transmitir mensagens fortes e encantar, despertando o imaginário do leitor com uma imagem desconcertante.
– Quero mostrar a própria imagem da Medusa, não aquela horrorosa, mas uma bela Medusa como numa escultura clássica em que os cabelos dela fossem labaredas do sol e a boca da Medusa produzisse sons harmônicos – reflete a autora.
A orelha do livro é assinada pela escritora e cineasta Lisa Alves, coeditora do portal cultural espanhol Liberoamerica e resenhista de livros para a revista portuguesa Incomunidade. Para ela, “O cântico de Medusa” apresenta a habilidade excepcional da autora em entrelaçar a profundidade poética com uma reflexão crítica, com uma narrativa repleta de simbolismos, convidando os leitores a explorar os mistérios e complexidades do ser humano e do mundo ao seu redor.
– Alexandra consegue desnudar um turbilhão de pensamentos e vivências que desafiam os limites entre o real e o ilusório – comenta Lisa Alves, autora do livro de poemas Arame Farpado (2015, Pernalux) e do livro transmídia “Quando tudo for possível” (2022, Mirada).
Sobre a autora
Alexandra Vieira de Almeida é professora da Secretaria de Estado de Educação — Rio de Janeiro. Foi tutora a distância durante oito anos da faculdade de Letras do Consórcio Cederj — UFF. É doutora em Literatura Comparada pela UERJ e atualmente está fazendo dois pós-docs — um na UnB e outro na PUC-Goiás. Tem oito livros de poemas publicados, sendo o mais recente A mecânica da palavra, 2022 (Editora Penalux). Tem poemas traduzidos para vários idiomas. O cântico de Medusa é seu primeiro livro em prosa.