Venha imortalizar sua trajetória em uma academia que valoriza o passado, celebra o presente e constrói um futuro inclusivo e universal
Logo da Academia de Letras de São Pedro da Alceia – Alspa
É com imenso entusiasmo que a Academia de Letras de São Pedro da Aldeia (ALSPA) abre suas portas e convida artistas, escritores e entusiastas da cultura para fazerem parte de uma jornada literária sem fronteiras. Mais do que uma instituição, somos um farol de integração que conecta o talento brasileiro ao mundo, unindo vozes que ecoam por todas as regiões do Brasil, cruzam o oceano rumo a toda a África Lusófona e se fazem presentes em 15 países.
Nossa constelação de imortais orgulha-se de abrigar ícones que moldaram a nossa identidade cultural e social, como a ex-ministra Luislinda Valois, as brilhantes atrizes Fernanda Montenegro e Ítala Nandi, o mestre da Bossa Nova Roberto Menescal, e a guardiã de um legado histórico, Zuleica Tani, tataraneta de Monteiro Lobato.
Na ALSPA, a excelência caminha de mãos dadas com a humanidade. Somos pioneiros na inclusão ativa, celebrando com honra escritores do espectro autista em nossos quadros e promovendo campanhas beneficentes que transformam a literatura em ação social. Nosso compromisso com o conhecimento é global: realizamos intercâmbios culturais de alto impacto com instituições de prestígio, como a Universidade de Rovuma (Moçambique) e a City University of New York (CUNY).
Demos um passo histórico ao sermos a primeira instituição a traduzir um livro de poesias do português para a língua Emakhuwa, reafirmando nosso papel como pontes entre culturas e guardiões da diversidade linguística.
Venha imortalizar sua trajetória em uma academia que valoriza o passado, celebra o presente e constrói um futuro inclusivo e universal.
Joelson MoraImagem gerada por IA do Bing – 05 de março de 2026 às 9h
Em determinados momentos da vida, somos convidados a refletir sobre perguntas profundas que atravessam gerações. Perguntas que não pertencem apenas à filosofia, à teologia ou à ciência, mas à própria experiência humana.
Uma dessas perguntas surge de forma sensível na canção ‘Como’, interpretada pela cantora mexicana Thalía. Em um de seus versos, a música apresenta um questionamento que ecoa dentro de muitos corações: “De que serve o amor, se um dia teremos que partir?”
A palavra ‘partir’, nesse contexto, carrega um significado inevitável: a consciência de que a vida humana é transitória.
Desde as civilizações antigas, o ser humano busca compreender o sentido da existência diante da brevidade da vida. Filósofos gregos, pensadores orientais, líderes espirituais e cientistas, todos, à sua maneira, refletiram sobre essa realidade: a vida é finita, mas dentro dessa finitude existe algo extraordinário a capacidade de amar, construir, aprender e deixar marcas no mundo.
Quando olhamos para a saúde sob a perspectiva da saúde integral, percebemos que ela não se limita ao funcionamento fisiológico do corpo. A Organização Mundial da Saúde define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social. Alguns autores contemporâneos ampliam ainda mais esse conceito, incluindo também a dimensão espiritual da existência humana.
Nesse sentido, a consciência da finitude pode produzir dois efeitos distintos.
Para algumas pessoas, pode gerar medo, ansiedade e sofrimento existencial. Para outras, pode despertar uma percepção ainda mais profunda do valor da vida.
Quando compreendemos que os dias são limitados, cada gesto ganha um significado maior. O abraço torna-se mais verdadeiro. As palavras passam a ter mais peso. Os encontros tornam-se mais preciosos.
O amor, então, deixa de ser apenas um sentimento romântico e passa a ser um princípio organizador da existência humana.
Amamos nossos familiares.
Amamos nossos amigos.
Amamos nossa vocação.
Amamos aquilo que dá sentido à nossa caminhada.
Sob o olhar da ciência da saúde, relações afetivas saudáveis estão associadas à redução do estresse, melhora da saúde cardiovascular, fortalecimento do sistema imunológico e maior expectativa de vida. Estudos na área da psicologia positiva e da neurociência demonstram que vínculos afetivos estimulam a liberação de neurotransmissores como ocitocina, dopamina e serotonina, substâncias que promovem sensação de bem-estar e equilíbrio emocional.
Uma das pesquisas mais longas já realizadas sobre felicidade e saúde humana, conduzida pela Harvard University, conhecida como Harvard Study of Adult Development, acompanha participantes há mais de oito décadas. Os resultados dessa investigação revelam um dado extremamente significativo: a qualidade dos relacionamentos é um dos fatores mais importantes para a saúde, felicidade e longevidade ao longo da vida, ou seja, amar e cultivar vínculos verdadeiros não é apenas uma experiência poética da vida é também um fenômeno profundamente biológico e terapêutico.
Talvez seja justamente por isso que a pergunta apresentada na canção de Thalía seja tão poderosa. Quando nos perguntamos “de que serve o amor, se um dia teremos que partir?”, estamos, na verdade, tocando em um dos grandes mistérios da existência humana.
E talvez a resposta esteja justamente na própria pergunta.
O amor existe porque a vida é breve.
Ele é a forma mais profunda de transformar momentos em memórias, dias em histórias e encontros em eternidade emocional.
Mesmo sabendo que a caminhada humana possui um início e um fim, somos capazes de construir algo que ultrapassa o tempo: a influência que deixamos na vida das pessoas.
Palavras que encorajam.
Gestos que acolhem.
Atitudes que inspiram.
Na perspectiva da saúde integral, viver com propósito, cultivar relações saudáveis, manter o corpo ativo, cuidar da mente e alimentar a espiritualidade são caminhos que fortalecem não apenas a longevidade, mas também o significado da própria vida.
A canção “Como” nos convida a olhar para dentro e refletir sobre aquilo que realmente importa.
Talvez não possamos controlar todos os acontecimentos da vida.
Mas podemos escolher como viver.
Podemos escolher viver com gratidão.
Podemos escolher viver com coragem.
Podemos escolher viver com amor.
E enquanto houver vida, sempre haverá a possibilidade de escrever novos capítulos em nossa história.
Pátio Cianê Shopping recebe a exposição ‘Jardim dos Sonhos: Ecos de Frida e Borges’
Exposição ‘Jardim dos Sonhos: Ecos de Frida e Borges’– Foto do arquivo de Priscila Mancussi
Sorocaba, março de 2026 – O Pátio Cianê Shopping inaugurou recentemente a exposição ‘Jardim dos Sonhos: Ecos de Frida e Borges‘, transformando o espaço em um ponto de encontro cultural vibrante. O evento de abertura aconteceu durante na tarde de 01/03/2026 e reuniu escritores, artistas e um público animado para celebrar a fusão entre o universo visual de Frida Kahlo e a profundidade literária de Jorge Luis Borges.
Tarde de Celebração e Arte
A inauguração contou com a presença dos escritores que compõem a mostra, cujas obras dialogam com o legado dos dois ícones latinos. Marcaram presença: Josemir Lemos, Carina Gameiro e Ricco Cassiano, Vânia Moreira, Cristina Pimentel, Débora Domingues, Beto Costa e a coordenadora e organizadora da exposição, a professora e escritora Priscila Mancussi.
A exposição recebeu a ilustre presença do jornalista e escritor Sergio Diniz da Costa, que ficou admirado com cada poema apresentado.
O público que prestigiou o evento desfrutou de um ambiente descontraído e alegre, potencializado pelas participações especiais do músico e compositor Leonardo Andreh e da cantora Márcia Cassiano. Por meio de suas apresentações, os artistas trouxeram uma sonoridade envolvente que harmonizou perfeitamente com a proposta da exposição.
Sucesso de Crítica e Público
A organizadora, Priscila Mancussi, avalia que a inauguração foi um sucesso absoluto e ressalta o impacto positivo da mostra na cidade. ”Foi um momento muito especial ver a comunidade prestigiando a literatura e as artes. O evento foi um sucesso e convido a todos que ainda não vieram para que visitem e se encantem com o ‘Jardim dos Sonhos'”, afirma Priscila.
A exposição segue aberta para visitação gratuita, sendo uma excelente opção cultural para toda a família em Sorocaba.
A exposição segue aberta para visitação gratuita, sendo uma excelente opção cultural para toda a família em Sorocaba.
Serviço
Evento: Exposição “Jardim dos Sonhos – Ecos de Frida e Borges”
Local: Pátio Cianê Shopping, Sorocaba/SP
Data: Visitação aberta até o dia 31 de março
Entrada: Gratuita
Evento: Exposição “Jardim dos Sonhos – Ecos de Frida e Borges”
Local: Pátio Cianê Shopping, Sorocaba/SP
Data: Visitação aberta até o dia 31 de março
Entrada: Gratuita
A exposição segue aberta para visitação gratuita, sendo uma excelente opção cultural para toda a família em Sorocaba.
Evento: Exposição “Jardim dos Sonhos – Ecos de Frida e Borges”
Local: Pátio Cianê Shopping, Sorocaba/SP
Data: Visitação aberta até o dia 31 de março
Entrada: Gratuita
Serviço
A transformação
José Antonio Torres: ‘A transformação’
José Antonio Torresimagem gerada por IA do Bing – 04 de março de 2016, às 08:25
Quando menos se espera, a oportunidade surge. Um amigo em dificuldades… Ou quem sabe, alguém que não compartilha do nosso círculo de amizades, mas que, por algum motivo, chega até nós.
Geralmente, não entendemos como e nem por que. Mas esse alguém vê em nós um refúgio, uma salvação. Precisa de um amparo, uma palavra amiga de orientação e de conforto. Pode estar necessitando simplesmente de ser ouvido, receber atenção ou uma injeção de ânimo.
Normalmente, não temos a noção de que somos observados. Por isso, que possamos estar sempre com o coração aberto a essas oportunidades de servir ao nosso semelhante. Não estamos livres de um dia sermos o necessitado.
Que de nossa boca saiam apenas palavras de amor e de esperança. Que a compreensão seja o nosso cartão de visitas. Um ombro amigo, até mesmo em silêncio, mas essa presença, no momento preciso, pode confortar e reerguer quem estava prestes a cair no precipício da desesperança.
Que tenhamos o olhar atento e o coração pronto para o acolhimento. Um abraço fraterno pode ser mais eficiente do que muito remédio. Ou melhor, pode ser o remédio.
As nossas atitudes e palavras devem ser usadas de forma a melhorar o mundo ao nosso redor. Cada um de nós fazendo o seu melhor, desencadeará uma conexão de fraternidade que transformará este nosso planeta em um lugar infinitamente melhor e pleno de luz.
Se ainda não começamos, que iniciemos, quanto antes, essa jornada de reformar a nós mesmos intimamente, para assim transformarmos o mundo. Não é uma utopia.
Evani RochaImagem gerada pelo ChatGPT – 03 de março de 2026, às 21:46
Oh, Senhor José! Sinto tanto sua partida Que me dói o coração O senhor trabalhou muito, Sonhando em se aposentar… E agora foi embora, Sem nunca conhecer o mar! Senhor José! Sem nunca sentir a areia macia, Sob seus pés! Oh, Senhor José! Se eu soubesse que aquele Seria o último dia! Teria lhe abraçado E dito um ‘muito obrigado!’ Pela sua linda vida! Senhor José, Que alma boa possuía Pois a gente quase sentia, Através do seu olhar, O sol e todas as estrelas Sua aura iluminar! Oh, Senhor José! Foi tão cedo! Na aurora… Ou talvez já fosse a hora! Quem poderá duvidar, Que não estivesse escrito Por Deus, no livro sagrado, Que era o tempo da passagem… Não importa a areia da praia, A imensidão das águas! Se já cumpriu, Senhor José, A missão que lhe foi dada!
Conservatório de Tatuí abre inscrições para 2º Processo Seletivo de Estudantes com novas especializações em Choro e Performance Histórica
Espetáculo ‘Razão Social’, turma do 2º Ano de Artes Cênicas do Conservatório de Tatuí Foto: Peterson Paes/Arquivo Conservatório de Tatuí
São mais de 150 vagas para cursos de música e teatro distribuídos na Sede, em Tatuí, e no Polo São José do Rio Pardo; as inscrições podem ser feitas de forma gratuita e online até dia 09 de março
Considerada a maior escola de música e teatro da América Latina, o Conservatório de Tatuí anuncia a abertura do 2º Processo Seletivo de Estudantes para o ano letivo 2026. A instituição, que pertence à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e é gerida pela Sustenidos Organização Social de Cultura, oferece cursos nas áreas de música erudita, popular, teatro e educação musical em diferentes modalidades, como formações livres, regulares e de especialização.
São mais de 150 vagas distribuídas nas unidades educacionais localizadas na Sede Tatuí e no Polo em São José do Rio Pardo. Para este edital, a escola lança ainda duas novas especializações: Choro e Performance Histórica. Todos os cursos são inteiramente gratuitos, isentos de qualquer tipo de taxa de inscrição, matrícula ou mensalidade. As pessoas interessadas podem se inscrever por meio do site do Conservatório de Tatuí até 9 de março.
O 2º Processo Seletivo do Conservatório de Tatuí anuncia para a área de Música Popular uma nova especialização em Choro. O curso é destinado ao aprofundamento na linguagem do gênero, com aulas que contemplam aspectos como o desenvolvimento técnico e interpretativo, estudo e análise de repertório, introdução às práticas de improvisação, criação musical, entre outros.
O curso tem 2 anos de duração e as pessoas interessadas devem ter conhecimento técnico compatível com o nível intermediário da instituição em instrumentos como bandolim, cavaquinho, flauta e percussão. A seleção será feita por meio de teste para uma banca de docentes da escola, com a apresentação de uma peça de livre escolha do repertório de Choro.
2ª Semana de Prática de conjunto – Foto Peterson Pes – Arquivo
A área de Música Erudita também anuncia uma nova especialização voltada ao aprofundamento prático e teórico em Performance Histórica. A formação é destinada a estudantes com conhecimento compatível ao nível avançado de estudos em instrumentos como Violino/Viola Barroco, Violoncelo Barroco, Contrabaixo Acústico, Viola da Gamba, Canto Barroco e Teclados Históricos. A formação terá duração de dois anos e abrange desde o estudo de tratados e de textos fundamentais, passando pelo estudo estilístico de repertório, entre outros aspectos relacionados ao gênero. O processo de seleção de estudantes será feito por meio de um teste frente uma banca de docentes do Conservatório de Tatuí na qual o(a) candidato(a) deverá executar uma peça indicada no edital e uma obra de livre escolha.
O 2º Processo Seletivo de Estudantes também abre inscrições que contemplam cursos com vagas remanescentes disponíveis distribuídas em cursos livres anuais, regulares e de especialização áreas como Música Erudita, Popular, Educação Musical, Musicografia Braille e Artes Cênicas. Há ainda diversas formações que dispõem de opção para cadastro reserva de candidatos(as).
A seleção de estudantes varia conforme o curso e o perfil da pessoa inscrita. Nos cursos livres anuais e cursos para iniciantes/pessoas sem conhecimento, as vagas são distribuídas por sorteio. Na área de Artes Cênicas, por exemplo, as pessoas inscritas para os cursos Artes Cênicas, Visualidades da Cena e Teatro Musical deverão participar de uma triagem realizada presencialmente, uma aula-entrevista. Já nos cursos de música, a seleção de pessoas com conhecimento musical poderá ser feita de duas formas: em uma apresentação presencial para a banca avaliadora ou de forma virtual para residentes de cidades acima de 200 km de distância – neste segundo caso, a pessoa inscrita deverá enviar, no ato da inscrição, uma gravação em vídeo cantando ou tocando a obra escolhida.
É importante observar que os critérios de admissão variam de um curso para outro, por isso, a instituição recomenda que as pessoas interessadas leiam atentamente os editais antes de efetuar a inscrição.
O Conservatório de Tatuí mantém em seus processos seletivos ações afirmativas. Dentre elas, há distribuição de 50% das vagas destinadas à ampla concorrência e 50% reservadas a estudantes vindos(as) de escolas públicas. Além disso, a instituição disponibiliza reserva de 5% do total de vagas para Pessoas com Deficiência (PcD).
O Conservatório de Tatuí e a Sustenidos Organização Social de Cultura agradecem aos patrocinadores que apoiam nossas atividades por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Patrocinadores do Conservatório de Tatuí: Drogal, Cipatex, Sicoob, Kéke Empreendimentos
Sobre o Conservatório de Tatuí: Fundado em 11 de agosto de 1954, o Conservatório de Música e Teatro de Tatuí é uma das mais respeitadas escolas de música e artes cênicas da América Latina, importante equipamento de formação e difusão artística da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
Oferece mais de 100 cursos regulares, livres e de aperfeiçoamento, todos gratuitos, nas áreas de Artes Cênicas, Música Erudita, Música Popular e Educação Musical. Atende cerca de 3.000 estudantes anualmente, vindos(as) de todas as regiões do Brasil e, também, de outros países, como Argentina, Chile, Coreia do Sul, Equador, Estados Unidos, Japão, México, Peru, Portugal, Síria, Uruguai e Venezuela.
É considerado uma das mais bem-sucedidas ações culturais do Estado, oferece ensino de excelência, com a missão de formar instrumentistas, cantores, atores, regentes, educadores e luthiers de alto nível. Sua importância no cenário musical é tão acentuada que garantiu à cidade de Tatuí o título de Capital da Música, aprovado por lei em janeiro de 2007. A instituição é gerida pela Sustenidos Organização Social de Cultura.
Sobre a Sustenidos: A Sustenidos é uma organização referência na concepção, implantação e gestão de políticas públicas na área cultural que já impactou a vida de mais de 2 milhões de pessoas em 25 anos de atuação. Atualmente, é gestora do Complexo Theatro Municipal de São Paulo, do Conservatório de Tatuí e do Musicou, além do projeto especial MOVE e o festival Big Bang. De 2004 a 2021, também foi gestora do Projeto Guri, maior programa sociocultural brasileiro.
Eleita pelo prêmio Melhores ONGs a Melhor ONG de Cultura em 2018 e uma das 100 Melhores ONGs do Brasil em 2022, a Sustenidos conta com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, da Prefeitura Municipal de São Paulo e outras, de empresas e pessoas físicas. As instituições interessadas em investir na Sustenidos podem contribuir por verba livre ou através das Leis de Incentivo à Cultura (Federal e Estadual). Pessoas físicas também podem ajudar de diferentes maneiras. Saiba como contribuir no site da Sustenidos.
‘Bases necessárias que ultrapassam as fronteiras da desigualdade a favor da equidade de gênero e da felicidade’
Marli FreitasImagem: Meta IA
Ao longo das eras, foi-se criando um modelo cultural baseado na superioridade masculina, que, muitas vezes, usa de forma errônea a força física para intimidar a fragilidade feminina.
Criadas para serem do lar, as mulheres eram privadas de ocupar espaços públicos e não podiam ler, escrever ou receber educação.
Inúmeras foram as tentativas frustradas de realizar os desejos dos seus corações. Ao bel-prazer masculino, foram objetos de luxúria e subserviência. Tão logo fossem desprovidas de um marido, também, perdiam todo o direito à dignidade e ao respeito social.
A mínima tentativa de dar forma a qualquer conhecimento, fora das normas preestabelecidas pelo estado, eram consideradas bruxas e vítimas da agressividade arcaica dos donos do poder, que macularam a história de covardia.
Cansadas das incongruências que marcavam o corpo e a consciência, as mulheres passaram a se organizar para protestar contra as desigualdades entre os gêneros e, muito isoladamente, vieram os primeiros frutos, sendo garantido em 1893, na Nova Zelândia, o direito ao voto, que só foi possível no Brasil em 1932 e garantido pelo Primeiro Código Eleitoral Brasileiro; conquista garantida após a organização de movimentos feministas no início do século XX, onde atuaram, exaustivamente, no movimento sufragista, influenciado, sobretudo, pela luta das mulheres nos Estados Unidos e na Europa por direitos políticos.
Em 1945, com a fundação da ONU – Organização das Nações Unidas, em um período em que a sociedade estava se reorganizando economicamente, muitas transformações foram necessárias e, as mulheres que não podiam andar desacompanhadas, não podiam trabalhar se fossem casadas, mal estudavam e passavam boa parte da vida, em casa, cozinhando e cuidando dos filhos, passaram para uma posição de destaque; destruindo a figura do homem herói e consagrando a mulher no mercado de trabalho.
Assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi elaborada com o objetivo de defender o direito de todos, sem exceção, com base no princípio da igualdade e destacando a vulnerabilidade das mulheres.
A 1ª Conferência Mundial sobre as Mulheres só ocorreu em 1975. A convenção aconteceu sob a tutela da ONU – Organização das Nações Unidas, que discursava sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres e, em 1979, surge o principal Tratado Internacional dos Direitos das Mulheres, garantindo o bem-estar físico, mental e social do gênero feminino. Elas passaram, então, a ter como direitos fundamentais: o direito à vida, à saúde, à educação, à privacidade, à igualdade, à liberdade de pensamento, à participação política e o direito a não ser submetida à tortura, entre outros.
Aqui no Brasil, elas são protegidas pela Constituição Federal de 1988, onde são garantidos acesso aos serviços de saúde, métodos contraceptivos, informação, educação sexual, igualdade entre homens e mulheres, ampliação dos direitos civis, sociais e econômicos, igualdade de direitos e deveres na sociedade conjugal e não discriminação por sexo.
A observância dos direitos das mulheres é de extrema importância, visto que, em um novo modelo econômico e social, elas passaram a ingressar no mercado de trabalho exercendo funções, antes, destinadas apenas aos homens.
Infelizmente, inúmeras são as pesquisas que apontam um percentual inaceitável, onde as mulheres sofrem violência e assédio no trabalho. Segundo dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, recebem um salário 22% menor do que os homens.
É através dos questionamentos e avanços nas leis que, hoje, é possível contar com a contribuição média de 16% de mulheres, atuando politicamente no Brasil; devido às cotas em que os partidos devem reservar 30% das vagas de candidatos, destinadas à elas.
Apesar dos debates a favor da igualdade de direitos entre homens e mulheres, garantidos por leis, a violência contra o gênero feminino persiste e o grande desafio é vencer a impunidade.
Um dos principais veículos de combate à violência contra as mulheres é a Lei Maria da Penha de 1983, que teve a sua origem no drama vivido por Maria da Penha Fernandes, vítima de duas tentativas de feminicídio pelo marido e acabou ficando paraplégica aos 38 anos e, quinze anos depois, não havia nenhum desfecho. O caso foi encaminhado para a CIDH – Comissão Interamericana de Direitos Humanos, onde o Brasil possui compromissos por ser membro da OEA – Organização dos Estados Americanos, que condenou o país por negligência e omissão às violências sofridas por ela.
A partir do ocorrido, o Congresso Nacional elaborou a lei mais importante na diminuição da Discriminação Contra as Mulheres e proteção em casos de agressão física, sexual, psicológica e moral.
A realidade está longe do ideal, pois está diretamente relacionada com a cultura da sociedade, em razão de preconceitos arraigados e alicerçados em contextos de diversas naturezas e, infelizmente, algumas mulheres acessam menos direitos do que outras. O maior desafio na atualidade é fazer valer os direitos adquiridos legalmente, pois a existência deles não é suficiente para transformar o comportamento da sociedade.
É preciso analisar o contexto histórico, questioná-lo e encorajar a sociedade, promovendo debates contínuos de conscientização sobre o lugar das mulheres no contexto social, político e econômico. Se podemos construir comportamentos sociais e reproduzi-los sem nem mesmo entender o real motivo, também, temos a liberdade de criar uma realidade a partir de um esforço contínuo de aprimoramento da qualidade de vida das mulheres, levando em conta a criação de novos hábitos através de posicionamentos seguros e um despertar de consciência de que, onde há respeito, todos são beneficiados de um modo geral.
A mais importante conquista adquirida pelas mulheres foi o direito à dignidade individual através do trabalho, pois, esta liberdade de conquistar a independência financeira, contribui para um maior equilíbrio nas relações sociais. Fato que não deve ser visto como uma questão de competição com o sexo masculino, mas como uma expansão de consciência colaborativa necessária na sociedade conjugal e, caso seja necessário, será um meio de sobrevivência digna para aquelas que optarem por viver para além das fronteiras do casamento.
O fato é que as mulheres se tornaram sobrecarregadas ao acumular tarefas dentro e fora do lar, tendo que lidar com as exigências de estar administrando eventualidades ligadas ao mercado de trabalho e familiares ao mesmo tempo.
É com um olhar compromissado e responsabilidades divididas que alçamos voo rumo ao aprimoramento das relações sociais. Dentro dos nossos lares temos a nossa primeira oportunidade de exercer, na prática, os direitos que fundamentam um comportamento saudável entre os sexos. Em uma dinâmica que deve ser vista como fator de soma e, automaticamente, de desenvolvimento.
A divisão de tarefas deve ser igual entre homens e mulheres. É dando ênfase à cumplicidade e garantindo um ambiente saudável para os membros que dividem o mesmo espaço, que criamos as bases necessárias para ultrapassar as fronteiras da desigualdade a favor da equidade de gênero, que, consequentemente, mudará o olhar da sociedade sobre o que é felicidade.