As águas do Rio Grande do Sul

Sergio Diniz da Costa: ‘As águas do Rio Grande do Sul’

Sergio Diniz
Sergio Diniz
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As águas que te cobrem, Rio Grande do Sul
São as mesmas que cobrem meus olhos

Longe são tuas terras das minhas
Perto demais vê-las submersas
Perto de mim, os lamentos de ti

Por ti, também perdi minha casa
Meus móveis, roupas e até meu cão
Teu medo, teu frio, meu medo, meu frio

Teu coração opresso oprime o meu
Tua alma e minh’alma se abraçam
Feitas gêmeas amarguradas

Uno minhas mãos às tuas,
Meu Rio Grande do Sul
Elevo minhas preces às tuas
O sofrimento nos une
Pois somos um
Mas, quando o Sol raiar novamente
Juntos estaremos
No alvorecer da redenção!

Sergio Diniz da Costa

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O pilar da saúde emocional

SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora: ‘O pilar da saúde emocional’

Joelson Mora
Joelson Mora
Depressão
Depressão
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Quero ressaltar que a saúde integral é um conceito que envolve o bem-estar físico, mental/emocional e social do ser humano. Dentro desse contexto, a saúde emocional é um pilar fundamental, pois influencia diretamente a qualidade de vida e a capacidade de enfrentar desafios cotidianos. 

A depressão é uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 264 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo. Essa condição afeta todas as idades, mas é mais comum entre os adultos jovens e as mulheres.

No Brasil, a situação não é diferente. O país tem uma das maiores taxas de depressão da América Latina. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 indicam que aproximadamente 11,5 milhões de brasileiros foram diagnosticados com depressão. As mulheres são as mais afetadas, representando cerca de 10,9% dos casos, em comparação com 3,9% dos homens.

A síndrome do pânico, caracterizada por ataques de pânico recorrentes e inesperados, também é uma preocupação significativa. Nos Estados Unidos, cerca de 2-3% da população sofre de transtorno de pânico em algum momento da vida. Essa prevalece também em outras partes do mundo, mas é considerada uma condição comum.

No Brasil, estima-se que 1,5% da população sofra de síndrome do pânico, segundo dados da Sociedade Brasileira de Psiquiatria. Isso equivale a aproximadamente 3 milhões de pessoas. A condição é mais prevalente em mulheres e frequentemente está associada a outros transtornos de ansiedade e depressão.

O suicídio é uma das principais causas de morte em todo o mundo. De acordo com a OMS, mais de 700.000 pessoas morrem por suicídio a cada ano, o que equivale a uma morte a cada 40 segundos. A faixa etária mais vulnerável é a de 15 a 29 anos, sendo o suicídio a quarta principal causa de morte nesse grupo.

No Brasil, o suicídio também é uma questão alarmante. Segundo o Ministério da Saúde, em 2020, foram registrados mais de 14.000 casos de suicídio, com uma taxa de 6,5 por 100.000 habitantes. A região Sul do país apresenta as maiores taxas. Homens jovens são os mais afetados, destacando-se a necessidade urgente e alarmante da promoção e prevenção da Saúde Integral de cada ser humano.

O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é outro problema significativo. A OMS estima que mais de 264 milhões de pessoas sofrem de ansiedade em todo o mundo. No Brasil, o TAG afeta aproximadamente 9,3% da população, de acordo com dados da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) é prevalente entre pessoas expostas a eventos traumáticos. Nos Estados Unidos, cerca de 7-8% da população sofrerá de TEPT em algum momento da vida. No Brasil, a prevalência é de aproximadamente 5%, especialmente entre populações vulneráveis, como vítimas de violência e desastres naturais.

A saúde emocional é crucial para o bem-estar geral e para a prevenção de várias doenças físicas. Indivíduos emocionalmente saudáveis têm melhor capacidade de lidar com o estresse, construir relacionamentos saudáveis e enfrentar adversidades. A falta de atenção à saúde emocional pode levar a consequências graves, como aumento do risco de doenças cardiovasculares, distúrbios do sono e redução da qualidade de vida.

A saúde emocional é um componente essencial da saúde integral. As altas taxas de depressão, síndrome do pânico, suicídios e outras síndromes emocionais tanto no Brasil quanto no mundo destacam a necessidade urgente de um olhar específico para o ser humano na saúde integral, de políticas públicas eficazes, campanhas de conscientização e serviços de saúde mental acessíveis. Investir na saúde emocional é investir no bem-estar e na prosperidade em todas as áreas do ser humano e de toda a sociedade.

Joelson Mora

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O som da chuva

Elaine dos Santos: ‘O som da chuva’

Elaine dos Santos
Elaine dos Santos
O som da chuva despertando medo e apreensão
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Eu não sei exatamente o dia em que o pesadelo começou, isto é, quando as chuvas iniciaram no Rio Grande do Sul neste outono de 2024.

Apesar disso, fixei uma noite: 30 de abril. Resido na região central do estado, que sofreu graves problemas, pessoas mortas, desabrigadas, desalojadas; pontes obstruídas; rebanhos mortos; deslizamentos de terras. Naquela noite de 30 de abril, choveu muito, o som da chuva parece repetir-se na memória, porque era contínuo.

Dias depois, conversando com amigos, muitos deles referiram que foi uma noite insone. De fato, eu denominei a noite do sem: sem energia elétrica, sem telefone, sem internet (o alarme da casa desligou): a escuridão e o som da chuva.

Pela manhã, no feriado do Dia do Trabalho, seguíamos sem energia elétrica, sem telefone, sem internet, mas se associaram três novos dramas: sem água, a cidade ilhada (as cabeceiras de duas pontes ruíram e, em outra rodovia, o rio obstruía a passagem) e os desabrigados.

Saí cedo, precisava de internet, tinha trabalhos de revisão de texto para entregar. Consegui conexão em um posto de combustível. Quando postei em uma rede social que estávamos ilhados e sem conexão (telefone ou internet), eu fui ‘metralhada’ por uma pergunta que se repetia: “Como estão lá em casa?” Tive que fazer uma nova postagem: “Eu não sei como estão os parentes de ninguém” e repeti a cantilena ‘do sem’.

Por solidariedade, procurei algumas pessoas, principalmente, idosos e doentes. Chegava em frente às casas, buzinava, questionava se estavam bem, se precisavam de alguma coisa e seguia. Eu estava encharcada. Algumas pessoas não estavam mais em casa, haviam sido removidas durante a noite anterior, a noite da chuvarada.

Comprei água potável – que, em breve, faltaria na cidade. Comprei algo que pudesse servir como almoço e recolhi-me.

No dia seguinte, passei a ‘frequentar’ o ginásio municipal de esportes, local em que estavam os desabrigados. Leva roupas. O que está faltando? Volta em casa, procura nos armários. Volta. Ouve histórias. O maior tesouro que dedicamos para alguém é o nosso tempo.

Nuvens, trovoadas, apreensão… e chuva. Por vezes, eu penso que um dos grandes prazeres que, desde criança, sempre ouvimos dizer, era dormir com o som da chuva, de preferência, caindo sobre um recipiente, uma lata, por exemplo. Hoje, um dia, sem chuva, é um grande alívio.

Além das cidades afetadas na Grande Porto Alegre, eu conheço Cruzeiro do Sul, Arroio do Meio, Putinga, Lajeado, Estrela, Muçum (não cheguei a conhecer Roca Salles, devastada por três enchentes), ou seja, boa parte do Vale do Taquari. Fico imaginando como se sentem aquelas pessoas que perderam casa, carro, animais de estimação, familiares, plantações ou, como referiu um jovem de Arroio do Meio: livros, discos de vinil, CDs, instrumentos musicais, histórias de uma vida.

Precisaremos, quem sabe, um dia, ressignificar o som da chuva, essa, hoje, horrorosa sensação de umidade. Por enquanto, ele traz medo, insegurança, apreensão. Muito mais do que casas, prédios, móveis, eletrodomésticos, temos gente para reerguer.

Elaine dos Santos

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Hipocrisia

Pietro Costa: Poema ‘Hipocrisia’

Pietro Costa
Para exibir charme, com single malt e blends exclusivos,
“Para exibir charme Com single malt e blends exclusivos…”
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Dunhill, Marlboro, Gold Flake, Lucky Strike e Insignia
Para exibir charme
Com single malt e blends exclusivos, recebia as visitas
Para ostentar classe

Minimalismo para não parecer consumista
Todas as causas conhecidas, para soar altruísta

Comprou obras clássicas da literatura, para parecer esclarecido
Narguilé com os amigos, no anseio de ser descolado e inclusivo

Quis ser budista para parecer espiritualizado
Virou vegano de repente, para parecer solidário

Cirrose, depressão e impotência como resultado

Pietro Costa

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Natureza que acalma

Jairo Valio: Poema ‘Natureza que acalma’

Jairo Valio
Jairo Valio
A serenidade do rio descendo, calmo no leito que escolheu,
“A serenidade do rio descendo, Calmo no leito que escolheu,”
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Observo o seu descansar
A serenidade do rio descendo,
Calmo no leito que escolheu,
E as matas sentindo brisas,
Da tarde que vem chegando,
E eu, contemplativo, olho
Como a natureza tem nuances,
Do alvorecer com o Sol despertando,
Emitindo raios no horizonte distante,
E vidas sonolentas adquirem sonoridades,
Como os alaridos dos pássaros,
Que em revoadas emitem lindos gorjeios,
Buscando alimentos para filhotes famintos,
E cachoeiras borbulhantes buscam remansos,
Mostrando entre folhagens lindos arco-íris,
Como se fossem pintados por hábeis artesãos,
E das matas um brotar de vidas,
Despertam todas formas de seres viventes,
Como céleres animais descendo dos troncos,
E numa magia que até me encantou,
Flores silvestres mostram cores extasiantes,
Num amarelo claro da cor do girassol,
E cores brancas que se misturam ao azul,
E nessas tonalidades o verde das folhas tem predominância,
Por serem volumosas e brotarem dos galhos,
E entre essas magias que a natureza prepara,
Perfumes tão suaves a brisa vai espalhando,
Em dimensões infinitas até se diluir nos espaços,
E quem os aspiram entram em encantamentos,
Com amores sublimes que surgem num repente,
Causados pelas magias que a natureza é protagonista.

Jairo Valio

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A influência oculta da família

Resenha do livro ‘A influência oculta da família. Criando filhos para o futuro’, de José Carlos Bertan, pela Editora Uiclap.

Capa do livro " A influência oculta da família. Criando os filhos para o futuro.
Capa do livro ‘A influência oculta da família – Criando filhos para o futuro’, de José Carlos Bertan

RESENHA

Este livro fala sobre a influência dos pais no nosso subconsciente, dos traumas, e tudo que sentimos desde nossa concepção até a vida adulta.

Uma visão psicoterapêutica sobre a paternidade, a maternidade e o papel dos filhos, pela vida inteira.

José Carlos nos leva a pensar em uma pergunta que vai muito além destas questões que assolam a alma humana há séculos: “Quem sou? Onde estou? Para onde vou?’

A pergunta que não cala neste livro é: “Como sou?’.

Um livro super interessante, que certamente irá te levar a uma autoanálise.

Leia!!!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

Neste livro revelador, o autor mergulha profundamente na influência da família, muitas vezes considerada apenas pela ótica do que é bom.

Em uma análise baseada nas experiências de centenas de atendimentos REAIS, expõe como as experiências negativas, ou ‘traumas’, desde a concepção, moldam nosso comportamento ao longo da vida.

Desvenda a base inconsciente de emoções, sentimentos e sensações e nos guia através do intricado labirinto dos traumas familiares.

‘A Influência Oculta da Família’ não apenas aponta os desafios, mas oferece uma visão clara para a superação, e desafia a visão tradicional da normalidade, revelando que muitas disfunções e traumas são baseadas em comportamentos considerados comuns.

Este livro é uma chamada para a conscientização, um convite para entendermos o impacto profundo da família em nossas vidas.

Ao divulgar conhecimentos há muito ocultos, ‘A Influência Oculta da Família’ não é apenas um livro, é uma ferramenta poderosa para pais, educadores e todos que desejam criar um futuro mais consciente e equilibrado.

Prepare-se para uma jornada transformadora. Este livro não apenas abre os olhos, mas também oferece uma visão clara e compassiva para a criação de filhos preparados para enfrentar os desafios do futuro.

SOBRE A OBRA

No seu dia a dia como psicólogo, José Carlos observou, depois de centenas e centenas de atendimentos , ao longo 12 anos tratando pessoas com problemas emocionais, vindos sempre do mesmo lugar, da família e da infância.

A inspiração maior são as repetições que ocorrem em familias diferentes e sempre seguindo os mesmos padrões.

José Carlos constatou que, embora vindos de famílias diferentes, de certa forma somos todos iguais.

E que todas as pessoas têm o direito de poderem se proteger dos próprios inconscientes, e realinharem suas vidas, assumindo o controle.

Este livro vem como um grito de alerta e um ‘manual do ser humano’ onde é possível encontrar coerência em fatos da nossa vida que pareciam totalmente sem nexo.

Algumas coisas que pareciam ‘maldições’ passam a fazer sentido!

É um livro provocativo.

José Carlos o convida a pensar, observar sua vida e tudo a sua volta.

O autor não quer que acreditem no que ele escreveu.

Ele quer que você mergulhe no seu inconsciente e descubra por si só, que as coisas que ele diz estão na sua vida também.

Um livro que nos leva a autoanálise.

Uma leitura que o leva a profundas e significativas reflexões de ‘ Como sou?’

SOBRE O AUTOR

José Carlos Bertan tem 58 anos, é casado e pai de quatro filhos.

Jose Carlos Bertan

Psicanalista, Master Practitioner em EFT, Practitioner em PNL, Constelador Familiar Sistêmico, Treinador Comportamental, Criador de Treinamentos Comportamentais como: Balance in Company, Derrubando Muralhas e Programa Saúde Consciência.

Idealizador do Método S. E. R. – Systemic Emotional Release, Criador do curso de Formação Terapêutica em Psicanálise Sistêmica Integrativa – PSI, Estudioso e entusiasta do comportamento humano nos últimos 17 anos.

Terapeuta Clínico há 13 anos, nos quais , observando diariamente seus pacientes, decide escrever este ‘Manual do ser humano’.

OBRA DO AUTOR

Capa do livro "Influencia oculta da família. Criando os filhos para o futuro.
A influência oculta da família. Criando filhos para o futuro.

ONDE COMPRAR





Você foi

Verônica Moreira: Poema ‘Você foi’

Verônica Moreira
Verônica Moreira
"Hoje consigo aceitar que você simplesmente foi e agora não passa de uma memória vaga e sem futuro."
“Hoje consigo aceitar que você simplesmente foi e agora não passa de uma memória vaga e sem futuro.”
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Você representou o mais belo amor, porém o mais angustiante.

O mistério mais fascinante, porém o mais desafiador de desvendar.

Você foi a loucura mais intensa, o doce mais puro, provei de seus lábios.

Conheci a nudez crua ao despir sua roupa.

Você me inspirou e me deu a coragem de ser autêntica, entregando-me de todo coração ao prazer da sedução.

Você foi a ausência mais presente, mas ao mesmo tempo o presente mais ausente que a vida me deu.

Mas afirmo, sem receio do futuro, que você foi tudo o que meu coração precisava para compreender que, muito além de você, outro alguém me amava.

Hoje consigo aceitar que você simplesmente foi e agora não passa de uma memória vaga e sem futuro.

Verônica Moreira.

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