Sortilégios da noite

Clayton Alexandre Zocarato: ‘Sortilégios da noite’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
"O gato estava descalço Repousando na estátua de pedra Envelhecida e esquecida..."
“O gato estava descalço Repousando na estátua de pedra Envelhecida e esquecida…”
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O gato estava descalço

Repousando na estátua de pedra

Envelhecida e esquecida

Do grifo Setessano*

Refletindo acerca de um inseto

Batedor e sofredor em suas orelhas

Tanto internamente

Como externamente

Forrageadores rodeiam o chão

Muitos corações foram devorados

A cada miado

Sem nenhum agrado

Um necronutrimento**

Serve para criaturas humanas

Que se alimentam de um pouco de misericórdia

Do que sobrou do campo de batalha

A fornicação da alma humana

Encontra abrigo no sofrimento

Taciturno de almas que

Foram abandonadas pela boa magia

Uma dríade vai até Sarulli***

E de lá

Nas gliais do desespero

Procuram algum alento

No meio do sofrimento

Generoso e Asqueroso

De todas as tipologias

De criaturas gratas e ingratas

Pela vida, que em cada miado

Faz-se, ‘criado de tudo

Que é endemoniado

Notas

*Setessano. Segundo o jogo de Magic, são combatentes que possuem um poder mágico, descomunal e forte, no caso dos grifos precisam ser capturados e domesticados para servi-los.

**Necronutrimento. Segundo o jogo de Magic, seriam pessoas que se nutrem de corpos como almas de outras pessoas.

***Sarulli. Segundo o jogo Magic, é uma região, guardadas por belas guardiãs, que significa em sua magia o recomeço de algo ou situação.

Clayton Alexandre Zocarato

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E no túmulo, Aristóteles chorou

Pietro Costa: ‘E no túmulo, Aristóteles chorou’

Pietro Costa
Pietro Costa
"E no túmulo, Aristóteles chorou"
“E no túmulo, Aristóteles chorou”
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No exame minucioso dos clássicos da ciência política
A gestão pública se dá com sobriedade e comedimento
Bem assim na vivência das lições do virtuoso estagirita
Que desaconselham a mesquinharia e o esbanjamento

Na administração pública brasileira, onde está a decência?
No loteamento do poder conforme critérios casuísticos?
Nas deliberações do convívio, onde se situa a prudência?
Na Lei Maior que se desvirtua por escusos subjetivismos?

Animais políticos perpetrando embustes para dilacerar inimigos
Gritos e contendas incivilizadas para a preservação de ‘status’ e nichos
Pontes assimétricas mal interligam as realidades de abastados e desvalidos

Cargos comissionados por DESconfiança, e a ousadia se desmobilizou
Cúmulo de regalias, facínoras incrustados em palácios, mas o povo se calou
Vãs filosofias no espaço da vida coletiva, e no túmulo Aristóteles chorou

Pietro Costa

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Com um contrato firmado

Verônica Moreira: ‘Com um contrato firmado’

Verônica Moreira
Verônica Moreira
"Encontro-me em um beco sem saída, não há mais portas disponíveis, nem abertas, nem fechadas..."
“Encontro-me em um beco sem saída, não há mais portas disponíveis, nem abertas, nem fechadas…”
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Encontro-me em um beco sem saída, não há mais portas disponíveis, nem abertas, nem fechadas. Nem janelas entreabertas ou trancadas.

Conheço perfeitamente quem me aprisionou com sete chaves dentro de mim, e por mais que eu tente, não consigo me libertar.

O mais angustiante nesse absurdo é que ainda me culpo. Pois confiei todas as chaves àquele que afirma me amar e cuidar.

Minha liberdade foi roubada, não posso mais ir e vir, viver e existir. Foi-me tirado o direito de sorrir, consertar, rir e amar.

Tudo se tornou proibido, minha vida virou um peso, estou sentenciada a desaparecer. Meu nome é apenas memória.

Não sei até quando permanecerei oculta, lamentando. Até quando serei tratada como um objeto adquirido com um contrato firmado?

Eu anseio por uma oportunidade de ser eu mesma novamente. De ser a senhora de mim, do meu movimento, do meu desejo, do meu ser.

Verônica Moreira

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No Quadro do ROL, José Antonio Torres, o Garimpeiro das Letras!

Garimpando as Letras, José Antonio encontra palavras de ouro, com as quais tece textos para a posteridade

José Antonio Torres
José Antonio Torres

José Antonio Torres, natural do Rio de Janeiro (RJ), é poeta, escritor e militar do Exército – reformado.

Livros solo publicados: Um Mergulho na Alma – Reflexões e Divagações; Casulo & Borboleta, ambos pelo Clube de Autores.

Coautor em diversas Antologias, dentre as quais: Antologia Vivências: Viver é Adaptar-se, pela Editora Conejo e Antologia Primavera – lançada pela Academia de Letras e Artes pela Paz – ABLAP.

Membro de várias Academias de Letras, dentre as quais, Federação Brasileira das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA; Academia Hispano-Brasileña de Ciências, Letras y Artes – AHBLA; Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA e Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB.

Agraciado com dois Títulos Doutor Honoris Causa em literatura, um pela FEBACLA e outro pela AHBLA –

Agraciado com o Título Embaixador Cultural da Paz; Embaixador Cultural Brasil África; Grande Prêmio Internacional de Literatura Luís de Camões; Prêmio Personalidade nos anos de 2022 e 2023 pela Editora Mágico de Oz, além de outros.

José Antonio Torres inicia sua colaboração ROLiana com um poema que representa o ser humano em cujas veias não circula sangue, mas poesia: ‘O poeta’!

O poeta

O poeta
‘O poeta’
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Nas veias do poeta não circula sangue, mas sim, poesia;
Dos seus pensamentos e sentimentos, flui apenas o amor,
Que ele exala com beleza e imensa harmonia,
Levando encantamento e serenando a dor.

Ah, poeta… ente moldado por Deus para dar beleza à vida!
Quantas almas atormentadas, sem esperança e em torpor,
Ganham beleza e têm a alegria renascida
Ao lerem um poema, alimentando-se de amor.

As tristezas são suprimidas e deixam de doer;
A desesperança dá lugar ao ânimo e à jovialidade;
Sentem no peito o fulgor da vida a florescer
E vivem-na com harmonia, encantamento e felicidade.

A poesia é a essência vital do poeta.
Sem ela a existência é banal e doída.
Quando Deus criou o poeta disse à um anjo: Decreta!
Com seu sentimento, fiará a teia da vida!

José Antonio Torres

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Dança insone entre a mente e o repouso

Paulo Siuves: ‘Dança insone entre a mente e o repouso’

Paulo Siuves
Paulo Siuves
"Dança insone entre a mente e o repouso"
“Dança insone entre a mente e o repouso”
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No silêncio da noite, minha mente desperta,

Enquanto o mundo se perde nos braços do sono.

As sombras dançam, enigmas na escuridão.

Enquanto o relógio sussurra as horas, uma a uma

O frio da noite esbarra na minha pele.

Tento prender meus pensamentos, mas em vão,

Eles voam livres, como pássaros noturnos.

Os sons da noite ganham vida, ecoando no escuro,

sinto o gosto amargo da insônia na minha boca.

Aqui dentro, o tic-tac da máquina do tempo,

la fora, o silencioso zumbido do vento.

Cada som se amplifica, os pensamentos persistem,

A insônia me envolve como uma amante cruel.

Nas horas silenciosas, encontro reflexões profundas,

Mas meu desejo pela doce rendição ao abraço do sono.

Nessa dança noturna entre a mente e o repouso,

A insônia e o sonho travam uma eterna batalha.

Eu vejo as cores da noite mudando lentamente.

Na noite em claro busco a calmaria da mente.

Sinto o cheiro da alvorada se aproximando

Até que o sol nasça, trazendo um novo dia.

A insônia, embora cruel, às vezes traz clareza,

Nas horas quietas da noite, onde a mente vagueia.

Eu anseio pelo descanso, pelo doce repouso,

Quando finalmente o sono me guiará ao seu encanto.

Na escuridão da noite enfrento a insônia,

Esperando pelo momento em que poderei sonhar.

Quando, enfim, a exaustão me levará ao voo da sonolência

E a insônia se dissipará, como um sonho que se desfaz ao acordar.

Paulo Siuves

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Leão Rosário

Inspirado em ‘Rei Lear’, obra-prima da maturidade de Shakespeare, e no artista Arthur Bispo do Rosário, Leão Rosário estreia no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo

Cena do espetáculo ‘Leão Rosário’. Crédito: Pablo Bernardo

Baixe aqui imagens de divulgação

O espetáculo é uma adaptação de Shakespeare trazida para a ancestralidade africana com concepção, atuação e dramaturgia de Adyr Assumpção, que comemora 50 anos de carreira, e direção de Eduardo Moreira. A estreia paulistana acontece no dia 24 de maio no CCBB-SP

Depois de temporada de sucesso em Belo Horizonte em março, o solo Leão Rosário, desembarca no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP) para uma nova temporada entre os dias 24 de maio e 23 de junho. As apresentações acontecem às quintas, sextas e segundas-feiras, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h.

O espetáculo é solo para ator, vozes e objetos inspirado em “Rei Lear”, obra-prima da maturidade de Shakespeare na tradução de Millôr Fernandes e em Arthur Bispo do Rosário, artista visual sergipano que construiu suas obras trilhando os caminhos da arte e da loucura, sendo reconhecido nacional e internacionalmente.

A trama trazida para a ancestralidade africana e ambientada na costa Atlântica de uma África atemporal conta a história de um velho rei que, ao abdicar e dividir seu vasto reino entre as filhas, toma uma decisão insensata com trágicas consequências.

“Rei Lear” reflete, entre outros aspectos, sobre o envelhecimento. Ao ser associada à personalidade de Bispo do Rosário, a peça propõe uma reflexão sobre as questões dos mais velhos na nossa sociedade, a nossa memória africana, as heranças simbólicas, a criatividade e principalmente os limites da sanidade. 

Ao realizar este espetáculo, o Centro Cultural Banco do Brasil valoriza a produção teatral nacional, além de apoiar um projeto que estimula a reflexão e traz diversidade e ancestralidade aos palcos, reafirmando seu compromisso de ampliar a conexão dos brasileiros com a cultura.

*** 

O trabalho comemora os 50 anos de carreira do ator, diretor, escritor, roteirista e produtor Adyr Assumpção, que, antes mesmo de traçar sua brilhante trajetória no teatro, na televisão e no cinema, estreou nos palcos no papel de Puck, personagem de “Sonho de um Noite de Verão”, de William Shakespeare (1564-1616). Adyr também é autor do livro “Caminhos da África”, que foi adotado pela rede pública e particular de escolas do Estado de São Paulo.

Desta vez, Assumpção retoma às próprias origens ao encenar Leão Rosário: “Ao longo de toda a minha carreira flertei muito com a obra de Shakespeare. Então, é muito representativo para mim celebrar 50 anos de atuação com uma obra que teve como inspiração um de seus textos mais emblemáticos. Apesar de não ser uma versão de sua obra, o espírito shakespeariano está presente, ao lado de diversas outras referências importantes para a minha trajetória como artista”, revela. 

E, para dirigi-lo em cena, ele convidou Eduardo Moreira, fundador do Grupo Galpão. “O encontro com Adyr a partir de sua adaptação de Shakespeare trazida para a ancestralidade africana foi um presente e um chamado, uma espécie de dádiva que o teatro nos dá e que nos permite mergulhar num universo tão vasto e profundo”, comenta o diretor. 

Completam a ficha técnica o artista plástico ouro-pretano Jorge dos Anjos, que criou o tapete cênico, e a bordadeira Stella Guimarães, do Vale do Jequitinhonha, que assina o figurino – ela já realizou trabalhos para estilistas como Ronaldo Fraga e Alexander McQueen.

***

Um pouco mais sobre o espetáculo

O velho rei Leão Rosário, desejoso de se retirar de suas obrigações, decide repartir seu vasto império entre suas três filhas e deixar a maior parte do território para aquela que mais o ama. As mais velhas, Makeda e Akosua, com adulações e falsas afirmações, dizem que o amam acima de tudo. Agotimé, a mais nova e verdadeira, surpreende afirmando que seu amor por ele é do tamanho de seu dever.

O Rei se enfurece com a resposta, deserda e expulsa Agotimé, que parte e se casa com o Rei das Florestas. Leão Rosário divide o reino entre as duas outras filhas, com a condição de morar, em ciclos mensais, com cada uma das duas. No caminho de Leão Rosário surgem Sundiata, que passa a servi-lo, e Sotigui, o griot que procura acordar a consciência do rei. Ao contrário do que pensava o Rosário, Makeda trama para obter o poder total e, junto com Akosua, acaba por abandoná-lo à própria sorte.

Leão Rosário, sofrendo por suas escolhas, sem a força e a razão que outrora o fizeram um grande rei, perambula atormentado por suas terras transformadas em um céu abismal, enquanto invoca os elementos da natureza e conversa com vozes e objetos.

***

Essa transposição da obra de Shakespeare para a África e as diásporas negras, para Assumpção, segue um importante movimento de decolonização na cena teatral. 

“Seguimos o caminho de dramaturgos como Wole Soyinka, Aimé Césaire e Abdias Nascimento, que se inspiraram na obra do bardo inglês para contar histórias de suas regiões, religiões e costumes, sempre resistindo e avançando com a cena teatral nos movimentos de descolonização. No sentido contrário e, ao mesmo tempo, uma sobreposição feliz, também nos inspira o teatro de Peter Brook, que em sua universalidade dialoga com as formas africanas de contar histórias”.

“Para muitos, William Shakespeare inventou, nas artes, o homem moderno. E a característica principal desta invenção é a capacidade de nos transformarmos. Até a um herói trágico é dada a possibilidade de contrariar o destino. Tal maleabilidade se estende para o conjunto de sua obra. Nessa encruzilhada, nesse ponto de Exu, o reencontro com Bispo do Rosário, o artista, o homem preto, aprisionado, obstinado no cumprimento de sua missão de reconstruir o mundo, a conta brilhante, brilhante de ouro e prata, do rosário dos homens pretos do Brasil. As vozes de dentro e as de fora trespassando nosso coração”, acrescenta Assumpção sobre o encontro entre Shakespeare e Bispo do Rosário.

Sinopse
Leão Rosário é um espetáculo solo para ator, vozes e objetos inspirado em “Rei Lear”, obra prima da maturidade de Shakespeare e, no artista Arthur Bispo do Rosário. A trama trazida para a ancestralidade africana e ambientada na costa Atlântica de uma África atemporal conta a história de um velho rei que, ao abdicar e dividir seu vasto reino entre as filhas, toma uma decisão insensata com trágicas consequências. Com esta encenação, Adyr Assumpção celebra 50 anos de teatro.

Ficha Técnica

Patrocínio: Banco do Brasil

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil e Ministério da Cultura

Concepção, dramaturgia e atuação: Adyr Assumpção

Direção: Eduardo Moreira

Assistente de direção: Letícia Castilho 

Inspirado na obra Rei Lear de William Shakespeare na tradução de Millôr Fernandes

Direção Musical e Preparação Vocal: Ernani Maletta

Preparação Corporal: Camilo Gan 

Cenário: Jorge dos Anjos

Objetos e Adereços em bambu: Lúcio Ventania 

Adereços: Adriana D’Assumpção

Iluminação: Eliezer Sampaio

Arquitetura: João Diniz

Manto e Farda:  Bordados: Stella Guimarães 

Manto e Farda: Modelagem: Silvia Reis

Túnicas: Rosângela Cristina de Oliveira 

Trilha Sonora Original: Heberte Almeida 

Vozes gravadas: Michelle de Sá (Makeda),Elisa de Sena(Akosua),Iasmim Alice(Agotimé), Reibatuque (Rei das Matas), Eduardo Moreira ( Sundiata) e Ernani Maletta (Sotigui).

Músicos: Heberte Almeida, Pablú e Leo Alves

Estúdio de Gravação e Mixagem: Leonardo Marques – Ilha do Corvo 

Mixagem de voz : Flora Guerra

Programação Qlab – Vinicius Alves

Fotografia: Pablo Bernardes

Vídeos: Alex Queiróz 

Design Gráfico: Flávio Vignoli 

Produção Executiva: Tâmara Braga e Maíz d’Assumpção 

Idealização e Produção: T’AI Criação e Produção

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

SOBRE ADYR ASSUMPÇÃO

Adyr Assumpção é ator, diretor, escritor, roteirista e produtor, graduado em Artes Cênicas pela UFMG e Mestre em Artes pela UNICAMP. Iniciou sua carreira há 50 anos, como ator em “Sonho de uma Noite de Verão”, de William Shakespeare. Seu mais recente trabalho como diretor e dramaturgo foi o espetáculo “Sortilégio: Mistério Negro “, na abertura do quarto ato da exposição “Abdias Nascimento e o Museu de Arte Negra”, do Museu Inhotim.   

Em outubro passado, estreou no Festival do Rio o filme “Coro do Te- Ato”, que registra sua participação como ator do Coro do Teatro Oficina  do diretor Zé Celso Martinez. Adyr criou e integrou o Grupo de Teatro Kuzala durante uma década, responsável por espetáculos, como “Tatuturema”, de Sousândrade, e “Círculo de Giz Caucasiano”, de Bertold Brecht. Em seguida dirigiu e atuou em “Jogo de Guerra, Malês”, parceria com o poeta Ricardo Aleixo. 

Desde então, atuou, dirigiu e produziu mais de uma centena de produções, incluindo cinema, televisão e artes cênicas. Foi curador e diretor artístico do Festival de Arte Negra de Belo Horizonte, o FAN.  

Recentemente dirigiu e atuou em “Açoteia” do português Luis Campião, dirigiu “Quilombo de Bach” para o Projeto !PULSA! Movimento Arte Insurgente (2023). Atuou nas séries “Colapso”, produção Quarteto Filmes (2023) e “Mostra a sua Cara” (2019) produção Aldeia, “Lodo” de Helvécio Ratton (2020) e “O Silêncio das Ostras”, com direção de Marcos Pimentel (em finalização).

SOBRE O CCBB SP 

O Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo, iniciou suas atividades há mais de 20 anos e foi criado com o objetivo de formar novas plateias, democratizar o acesso e contribuir para a promoção, divulgação e incentivo da cultura. A instalação e manutenção de nosso espaço em um prédio, em pleno centro da capital paulista, reflete também a preocupação com a revitalização da área, que abriga um inestimável patrimônio histórico e arquitetônico, fundamental para a preservação da memória da cidade. Temos como premissa ampliar a conexão dos brasileiros com a cultura, em suas diferentes formas. Essa conexão se estabelece mais genuinamente quando há desejo de conhecer, compreender, pertencer, interagir e compartilhar. Temos consciência de que o apoio à cultura contribui para consolidar sua relevância para a sociedade e seu poder de transformação das pessoas. Acreditamos que a arte dialoga com a sustentabilidade, uma vez que toca o indivíduo e impacta o coletivo, olha para o passado e faz pensar o futuro. Com uma programação regular e acessível a todos os públicos, que contempla as mais diversas manifestações artísticas e um prédio, que por si só, já é uma viagem na história e arquitetura, o CCBB SP é uma referência cultural para os paulistanos e turistas da maior cidade do Brasil.  

SERVIÇO

Espetáculo Leão Rosário

Temporada: 24 de maio a 23 de junho

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo  

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, São Paulo – SP  

Horário: Quintas, sextas e segundas, 19h | Sábados e domingos, 17h. 

Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia) em bb.com.br/cultura e bilheteria do CCBB (Disponíveis a partir de 17 de maio) * Desconto de 50% no valor do ingresso para clientes BB. 

Duração: 60 minutos 

Classificação indicativa: 12 anos

Capacidade: 120 lugares

Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida 

Entrada acessível CCBB SP: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal. 

Funcionamento CCBB SP: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças  

Informações: (11) 4297-0600 

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h. 

Transporte público: O Centro Cultural Banco do Brasil fica a 5 minutos da estação São Bento do 

Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa 

Vista. 

Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB 

(200 m). 

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma 

parada no metrô República. Das 12h às 21h.

bb.com.br/cultura | facebook.com/ccbbsp | instagram.com/ccbbsp / ccbbsp@bb.com.br

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Pro Mundo Virar

Cia. Madeirite Rosa realiza apresentações gratuitas do espetáculo infanto-juvenil ‘Pro Mundo Virar’ 

Cena do espetáculo 'Pro Mundo Virar' - Divulgação
Cena do espetáculo ‘Pro Mundo Virar’ – Divulgação

De forma sensível e poética, o espetáculo convida crianças e adolescentes a refletirem sobre presentes no cotidiano, inspirando-os a usarem cada vez mais a imaginação para reinventar suas realidades 

Cia. Madeirite Rosa apresenta espetáculo infantil no Bairro do Limão, Capão Redondo e Jardim João XXIII

A Cia. Madeirite Rosa (@madeiriterosa) está realizando uma temporada gratuita para celebrar os dez anos do grupo. No mês de maio de 2024, o grupo realiza apresentações do espetáculo infanto-juvenil “Pro Mundo Virar” no Bairro do Limão, Capão Redondo e Jardim João XXIII (região do Butantã). 

No dia 08 de maio (quarta-feira), às 10h, com entrada gratuita, o espetáculo será apresentado na Biblioteca Menotti Del Picchia, no Bairro do Limão

Madeirite Rosa Suelen Dias
Madeirite Rosa Suelen Dias

A EMEF Profª Maria Rita de Cássia Pinheiro Simões Braga, no Capão Redondo, recebe apresentações gratuitas no dia 16 de maio (quinta-feira), às 11h, e no dia 23 de maio (quinta-feira), às 14h.

Encerrando o mês, no dia 29 de maio (quarta-feira), às 12h30, o grupo se apresenta no CEU Uirapuru, que fica no Jardim João XXIII, na Zona Oeste de São Paulo – SP.

“Pro Mundo Virar” narra a história de Ela, uma garotinha criativa, que gosta de dançar e de cantar, mas não encontra espaços para suas criações e inspirações ao longo da vida. Ao tentar desbravar novos caminhos, Ela acaba escorregando para um outro tempo e espaço, onde cantar, criar e dançar é tão comum quanto respirar, e onde inventar é parte fundamental da vida. 

Unindo teatro, dança, música e poesia, o espetáculo “Pro Mundo Virar” aborda com delicadeza e comicidade diversos temas que permeiam o cotidiano de trabalhadoras, crianças e adolescentes, reforçando a importância da criação e reflexão humana nos processos de transformação e renovação do mundo.

As apresentações fazem parte do projeto “Cia. Madeirite Rosa 10 ANOS” contemplado na 17ª Edição do Prêmio Zé Renato para a Cidade de São Paulo, com o qual o grupo realizará cerca de 30 apresentações gratuitas e rodas de conversas em diferentes regiões da cidade de São Paulo, até o fim de 2024.

Sobre a Cia. Madeirite Rosa

A Cia. Madeirite Rosa é composta por seis mulheres artistas e educadoras, e surgiu em 2013 com o intuito de investigar uma linguagem cômica crítica diretamente atravessada pela questão de gênero. Vindas de experiências com outros grupos de teatro, as atrizes reuniram-se em torno de experimentos cênicos e intervenções artísticas em espaços periféricos de grande circulação, como feiras, terminais urbanos, ruas e espaços de mobilização social – todos locais nos quais há o debate ou são observadas e vividas as diversas realidades de exclusão presentes na cidade de São Paulo.

“Observamos que rir conjuntamente das situações que promovem identificação pode fortalecer os vínculos de solidariedade e a imaginação coletiva, e aqui enfatizamos a necessidade de que, em uma sociedade desigual no que tange ao gênero, esses imaginários possam ser compartilhados a partir de e entre mulheres, e nunca reforçando estereótipos generalizantes”, comenta o grupo Madeirite Rosa

O nome do grupo vem de “madeirite” – placa feita com restos de madeira que, por ser de baixo custo, é usada no cercamento provisório de obras, mas que passou a ser usada de forma permanente na construção de casas em determinadas realidades sociais. Nesse material, a coloração rosa é de uma tinta que dá força a essa frágil placa. O nome foi escolhido para dialogar com uma realidade de exclusão da cidade de São Paulo, onde o que é provisório acaba sendo apropriado como permanente, fruto da precariedade. Todas as  artistas do grupo eram militantes em ocupações por moradia no extremo sul da cidade de São Paulo, onde o material madeirite rosa era amplamente usado nas construções dos ocupantes.

Informações: www.facebook.com/madeiriterosa e www.instagram.com/madeiriterosa

SERVIÇO:

Mostra de Repertório 10 anos Cia Madeirite Rosa

Com Cia. Madeirite Rosa

Espetáculo “Pro Mundo Virar”

Sinopse: A menina Ela gosta de dançar e cantar desde a barriga da mãe. Durante seu crescimento, a garota enfrenta dificuldades para fazer com que suas criações e inspirações tenham lugar nos vários espaços da vida. Até que uma duvidosa solução para seus conflitos a faz escorregar para um outro tempo e espaço. Lá, Ela encontra um mundo onde cantar, criar e dançar é tão comum quanto respirar; e onde a atitude inventiva do ser criança é parte fundamental da vida. 

Duração: 50 minutos. Classificação Livre – Grátis – Teatro Infantil

Agenda completa: 

Quando: 08 de maio 2024 (quarta-feira) – Horário: 10h – Onde: Biblioteca Menotti Del Picchia – Rua São Romualdo, 401- Bairro do Limão, Zona Norte – São Paulo – SP

Quando: 16 de maio de 2024 (quinta-feira) – Horário: 11h – Onde: EMEF Profª Maria Rita de Cássia Pinheiro Simões Braga – Rua Maria Callas, 30 – Parque Lígia – Capão Redondo – Zona Sul de São Paulo – SP

Quando: 23 de maio de 2024 (quinta-feira) – Horário: 14h – Onde: EMEF Profª Maria Rita de Cássia Pinheiro Simões Braga – Rua Maria Callas, 30 – Parque Lígia – Capão Redondo – Zona Sul de São Paulo – SP

Quando: 29 de maio de 2024 (quarta-feira) – Horário: 12h30 – Onde: CEU Uirapuru – Rua Nazir Miguel, 849 – Jardim João XXIII – Zona Oeste – São Paulo – SP

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