100 Imagens Sobre Amor em Ação

Lígia dos Santos de Barros Aranha convida leitores a colorir sentimentos e desacelerar a alma

100 Imagens Sobre Amor em Ação
100 Imagens Sobre Amor em Ação

Em tempos de excesso de estímulos e pouco silêncio, 100 Imagens Sobre Amor em Ação surge como uma pausa necessária.

Lígia dos Santos de Barros Aranha
Lígia dos Santos de Barros Aranha

Criado por Lígia dos Santos de Barros Aranha, designer gráfica aposentada, o livro de colorir nasceu do desejo de transformar gestos simples em experiências sensíveis e inspiradoras.

As cem ilustrações retratam cenas do cotidiano que muitas vezes passam despercebidas: um cuidado silencioso, uma ajuda espontânea, um olhar atento.

Inspiradas em histórias reais, as imagens funcionam como pequenos lembretes de que o amor se manifesta em ações discretas, mas poderosas.

Mais do que uma atividade artística, o livro propõe um exercício de presença.

Ao colorir, o leitor desacelera, se conecta com emoções positivas e fortalece valores como empatia, gratidão e gentileza.

A obra também se mostra uma excelente ferramenta para atividades educativas, terapêuticas e momentos de leitura compartilhada entre adultos e crianças.

É um livro simples na forma, mas profundo na intenção, daqueles que tocam sem precisar de palavras.

REDES SOCIAIS DA AUTORA

100 IMAGENS DE AMOR EM AÇÃO

SINOPSE

“Amor em Ação: Um Livro para Colorir com o Coração”
Neste encantador livro de colorir com 103 imagens inspiradoras, as crianças são convidadas a descobrir o poder do amor em gestos simples do dia a dia.

Cada página retrata ações de carinho, empatia, amizade e solidariedade, desde compartilhar brinquedos até cuidar de animais ou ajudar um amigo triste.

Com traços delicados e temas acessíveis, este livro estimula a criatividade, os valores morais e o desenvolvimento emocional dos pequenos, enquanto eles se divertem colorindo.

Ideal para uso em casa, na escola ou em aulas de educação espiritual, “Amor em Ação” é mais do que um passatempo, é uma semente de luz plantada no coração infantil.

Assista a resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRA DA AUTORA

100 IMAGENS SOBRE AMOR EM AÇÃO
100 imagens sobre amor em ação

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Amor em Forma de Criança

Vivian Mattos de Sousa transforma maternidade, espiritualidade e psicologia em poesia para acolher famílias

Amor em forma de criança
Amor em forma de criança

Amor em Forma de Criança nasce do lugar mais genuíno da experiência humana: o amor de uma mãe por seus filhos.

Vivian Mattos de Sousa
Vivian Mattos de Sousa

Vivian Mattos de Sousa, psicóloga com ampla atuação em educação emocional infantil, construiu sua trajetória profissional ouvindo, acolhendo e traduzindo sentimentos das crianças.

Foi exatamente dessa escuta sensível que surgiram os poemas que compõem o livro.

A obra reúne dois poemas escritos originalmente para seus filhos, carregados de afeto, presença e espiritualidade.

Ao decidir publicá-los, Vivian amplia esse gesto íntimo e convida outras famílias a refletirem sobre a luz que cada criança carrega, uma luz que não apenas existe, mas irradia, desperta e transforma o ambiente ao redor.

Com uma escrita poética, suave e profunda, o livro propõe um encontro entre adultos e crianças, estimulando vínculos, conversas e leituras compartilhadas.

Mais do que um livro infantil, é um convite à reconexão emocional, ao cuidado com os sentimentos e à valorização do amor como força central da infância.

REDE SOCIAL DA AUTORA

AMOR EM FORMA DE CRIANÇA

SINOPSE

Amor em forma de criança é um livro delicado que reúne dois poemas escritos para os filhos da autora.

Em versos sensíveis e afetuosos, ela revela a luz que cada criança carrega dentro de si uma luz capaz de iluminar o mundo ao seu redor e despertar o amor profundo que habita em cada um de nós.

Esta obra é uma homenagem singela e poética aos pequenos que transformam a vida com sua presença, trazendo beleza, inspiração e sentimentos que tocam o mais íntimo do coração.

Uma leitura que aquece, abraça e lembra que, no olhar de uma criança, mora a essência do amor verdadeiro.

Assista a resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRA DA AUTORA

Amor em forma de criança
Amor em forma de criança

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




A Educação Escolar

Mateus Passagem Pinto

A Educação Escolar: Projecto Político-Pedagógico, Currículo Escolar e Práticas Pedagógicas – diálogo para a perspectiva moderna da educação

Mateus Pinto - Hánji Kiami
Mateus Pinto – Hánji Kiami

Resumo

Perante o avanço tecnológico e o desenvolvimento das sociedades contemporâneas, torna-se imprescindível repensar as formas de ensinar e aprender. Neste contexto, emerge a necessidade de promover uma reflexão crítica por parte dos professores e demais agentes da educação formal acerca das abordagens educativas adoptadas pelas escolas, bem como das metodologias utilizadas, de modo a tornar o processo de ensino-aprendizagem mais dinâmico e significativo.

A presente pesquisa assume uma abordagem teórica e tem como objectivo analisar a necessidade da adopção de uma perspectiva moderna da educação, de modo que o processo de ensino-aprendizagem, por meio das práticas pedagógicas, se torne mais eficaz e orientado para a construção de aprendizagens significativas.

Palavras-chave: Educação escolar; Projecto Político-Pedagógico; Currículo escolar; Práticas pedagógicas; Metodologias activas.

INTRODUÇÃO

A educação consiste na transmissão de saberes das gerações adultas às gerações mais novas, configurando-se, em termos gerais, como um processo de libertação do indivíduo, permitindo-lhe desenvolver uma visão crítica e transformadora sobre o mundo que o rodeia.

Como exemplo, Coutinho (2020) explica que, quando uma criança aprende sobre educação ambiental, passa a não lançar lixo nas vias públicas, contribuindo, assim, para a melhoria da comunidade em que está inserida.

A realidade das sociedades demonstra que as instituições de ensino, tal como outras instituições sociais, constituem-se como peças fundamentais para o desenvolvimento da estrutura social. As escolas caracterizam-se por promoverem a educação formal, por meio da formação e capacitação do indivíduo desde os primeiros anos de escolaridade. Esse processo formativo envolve diversas etapas, factores e procedimentos que podem conduzir a resultados positivos ou negativos.

Segundo Freire, conforme referido por Costa et al. (2020), “a educação não poderia mudar o mundo, mas poderia mudar as pessoas, e estas seriam as responsáveis por mudar o mundo” (p. 15). Tal afirmação evidencia a existência de um sujeito activo que, por meio da educação recebida, torna-se capaz de transformar o seu meio social.

Para reforçar esta perspectiva, destacam-se dois documentos internacionais que reflectem sobre o valor da educação para as sociedades:

  1. Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), cujo artigo 26.º estabelece que a educação deve visar o pleno desenvolvimento da pessoa humana, o reforço do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais, promovendo a compreensão, a tolerância e a amizade entre as nações, bem como a paz universal.
  2. Declaração de Nova Delhi (1993), que reconhece que os conteúdos e métodos educativos devem responder às necessidades básicas de aprendizagem dos indivíduos e das sociedades, capacitando-os para enfrentar problemas como a pobreza, a melhoria das condições de vida e a protecção do meio ambiente.

Tais documentos evidenciam a importância da educação enquanto direito fundamental e instrumento de formação integral do indivíduo. Contudo, percebe-se que a preocupação com a acessibilidade e a contextualização da educação permanece actual, sobretudo no que diz respeito à flexibilidade dos conteúdos face às realidades dos alunos.

Perspectivas educacionais

Para compreender como as práticas pedagógicas têm sido efectivadas na contemporaneidade, particularmente no que se refere ao planeamento e à inclusão de metodologias activas, torna-se pertinente analisar as diferentes fases da educação apontadas por Pereira et al. (2019):

  1. Perspectiva educacional clássica ou tradicional, caracterizada pelo domínio absoluto do professor no processo de ensino-aprendizagem, relegando o aluno a uma postura passiva. Masseto (2013) afirma que esta abordagem se baseia essencialmente na transmissão de conteúdos.
  2. Perspectiva educacional humanista, influenciada por autores como Comenius, Rousseau, Pestalozzi e Montessori, surge como reacção à rigidez da escola tradicional, passando a conceber o professor como facilitador e o aluno como centro do processo educativo.
  3. Perspectiva educacional moderna, associada a John Dewey, critica a rigidez curricular da escola clássica e propõe uma educação alinhada com a realidade do aluno, enfatizando o aprender fazendo e a resolução de problemas reais.

Estas perspectivas demonstram uma evolução conceptual, sendo possível observar maior proximidade entre a abordagem humanista e a moderna, ambas centradas no aluno e na aprendizagem activa.

O Projecto Político-Pedagógico, o Currículo Escolar e as Práticas Pedagógicas

O processo de ensino está intrinsecamente relacionado ao processo de aprendizagem. Ausubel (1978, citado por Pereira et al., 2019) defende que a aprendizagem só se torna efectiva quando é significativa.

a. Projecto Político-Pedagógico

    De acordo com Veiga (1998), o Projecto Político-Pedagógico é o documento que orienta as acções da escola, visando a formação de um cidadão participativo, responsável, crítico e criativo. Trata-se de um instrumento teórico-metodológico que integra os princípios, valores e objectivos da instituição educativa.

    b. Currículo Escolar

    Segundo Silva (2011), o currículo escolar reúne os conhecimentos e saberes a serem ensinados. Costa et al. (2020) classificam-no em currículo formal, real e oculto. Martins (2006) defende a contextualização curricular como um processo de valorização das realidades locais e das vozes historicamente silenciadas, constituindo um importante movimento de descolonização do saber.

    c. Práticas Pedagógicas

    As práticas pedagógicas correspondem às acções desenvolvidas pelo professor no quotidiano escolar. Rêgo e Lima (2010) destacam princípios fundamentais, como a contextualização dos conteúdos, a valorização dos conhecimentos prévios e a criação de situações significativas de aprendizagem.

    Inspirado em Dewey, o ensino baseado na acção o “aprender fazendo” reforça a importância das metodologias activas, que promovem o protagonismo do aluno e uma aprendizagem crítica e reflexiva (Costa et al., 2020).

    A Planificação: reflexo da acção da escola na vida do aluno

    Libâneo (2013) afirma que a planificação constitui um instrumento essencial para orientar a prática docente. Um plano de aula deve conter objectivos, conteúdos, procedimentos metodológicos, recursos, formas de avaliação e referências.

    A avaliação, entendida como processo contínuo, pode assumir carácter diagnóstico, formativo ou sumativo, visando acompanhar o desenvolvimento integral do aluno ao longo do processo educativo.

    METODOLOGIA DE ESTUDO

    A presente investigação adopta uma abordagem qualitativa, de natureza teórica e bibliográfica, cujo objectivo central é analisar a relação existente entre o Projecto Político-Pedagógico, o Currículo Escolar e as Práticas Pedagógicas, à luz da perspectiva moderna da educação.

    Segundo Kauark, Manhães e Medeiros (2010), a pesquisa científica constitui-se como um processo sistemático de construção do conhecimento, baseado em procedimentos metodológicos rigorosos. Neste sentido, recorreu-se ao método bibliográfico, por meio da análise crítica de livros, artigos científicos, documentos oficiais e produções académicas relacionadas com a temática da educação escolar, das teorias pedagógicas e das metodologias activas de ensino-aprendizagem.

    A pesquisa bibliográfica permitiu o levantamento de contributos teóricos clássicos e contemporâneos, com destaque para autores como Comenius, Ausubel, Freire, Dewey, Libâneo, Moran, entre outros, possibilitando a compreensão da evolução das perspectivas educacionais — tradicional, humanista e moderna — e das suas implicações no contexto escolar actual.

    O procedimento metodológico desenvolveu-se em três etapas principais:

    1. Levantamento e selecção das fontes, priorizando materiais científicos reconhecidos e documentos normativos internacionais;
    2. Leitura exploratória e analítica, visando identificar conceitos-chave relacionados ao currículo, às práticas pedagógicas e às metodologias activas;
    3. Análise interpretativa, estabelecendo relações entre os pressupostos teóricos e os desafios contemporâneos da educação formal.

    A escolha deste método justifica-se pelo facto de permitir uma reflexão aprofundada e crítica sobre a função social da escola e sobre a necessidade de inovação pedagógica, sem a pretensão de generalização estatística, mas com foco na compreensão e sistematização do conhecimento existente.

    Dessa forma, a metodologia adoptada oferece suporte científico para discutir a urgência da adopção de práticas pedagógicas modernas, centradas no aluno, contribuindo para o fortalecimento de uma aprendizagem significativa e contextualizada.

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

    A educação desempenha um papel fundamental na formação integral do indivíduo e na transformação da sociedade. As perspectivas tradicional, humanista e moderna revelam diferentes concepções de ensino, sendo a última a que melhor responde às exigências contemporâneas.

    Conclui-se que a articulação entre o Projecto Político-Pedagógico, o Currículo Escolar e as Práticas Pedagógicas é essencial para a efectivação de uma educação moderna, centrada no aluno e promotora de aprendizagens significativas.

    REFERÊNCIAS

    Ausubel, D. P. (1978). Educational psychology: A cognitive view. Holt, Rinehart and Winston.

    Costa, G. M. C. (Org.). (2020). Metodologias ativas: métodos e práticas para o século XXI.

    Coutinho, C. P. (2020). Educação ambiental e cidadania. Edições Pedago.

    Cunha, G. I. C. da, Cunha, J. I. C. da, Monte, W. S., & Jesus, S. M. S. (2017). Metodologias Ativas no Processo de Ensino Aprendizagem: Proposta Metodológica para Disciplina Gestão de Pessoas. In A. R. L. Silva, P. Bieging, & R. I. Busarello (Orgs.), Metodologia ativa na educação. Pimenta Cultural.

    Declaração de Nova Delhi. (1993). Educação para todos: satisfazendo as necessidades básicas de aprendizagem. UNESCO.

    Declaração Universal dos Direitos Humanos. (1948). Organização das Nações Unidas.

    Dewey, J. (1959). Democracia e educação. Companhia Editora Nacional. (Obra original publicada em 1916).

    Freire, P. (2009). Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do oprimido (16. ed.). Paz e Terra.

    Gil, A. C. (2007). Didáctica do ensino superior. Atlas.

    Kauark, F. S., Manhães, F. C., & Medeiros, C. H. (2010). Metodologia da pesquisa: um guia prático. Via Litterarum.

    Libâneo, J. C. (2013). Didáctica. Cortez.

    Martins, J. da S. (2006). Anotações em torno do conceito de educação para convivência com o semi-árido. In RESAB (Org.), Educação para convivência com o semiárido: reflexões teórico-práticas (pp. [pags. não especificadas]). Selo editorial RESAB.

    Moran, J. (2018). Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In L. Bacich & J. Moran (Orgs.), Penso.

    Pereira, A. S., Shitsuka, D. M., Parreira, F. J., & Shitsuka, R. (2019). Metodologia da pesquisa científica. UFSM.

    Rêgo, T. C., & Lima, E. S. (2010). Aprendizagem significativa e prática pedagógica. Vozes.

    Silva, A. R. L., Bieging, P., & Busarello, R. I. (Orgs.). (2017). Metodologia ativa na educação. Pimenta Cultural.

    Silva, T. T. da. (2011). Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Autêntica.

    Veiga, I. P. A. (1998). Projecto político-pedagógico da escola: uma construção possível. Papirus.

    Mateus Passagem Pinto

    Estudante – Finalista em Ensino da Língua Portuguesa pelo Instituto Superior de Ciências de Educação do Sumbe – Cuanza Sul, Angola, 2020/2021-2024/2025.

    Voltar

    Facebook




    Entre o tempo e os elementos

    Os contos de Ricardo Pegorini e a dimensão mágica do cotidiano

    Contos do Tempo e da Terra, do Fogo e do Mar
    Contos do Tempo e da Terra, do Fogo e do Mar

    Há livros que não se leem com pressa. Eles pedem silêncio, atenção e um certo recolhimento interior.

    “Contos do Tempo e da Terra, do Fogo e do Mar”, de Ricardo Pegorini, é um deles.

    Nascido em 8 de dezembro de 1961, nos campos de cima da serra gaúcha, em Vacaria (RS), Ricardo teve uma infância marcada pela presença da avó, que o levou à capital, o registrou oficialmente e lhe ensinou as primeiras letras.

    Foi esse gesto inaugural, entre afeto e palavra, que parece ecoar até hoje em sua escrita.

    Na juventude, mergulhou no cenário underground de Porto Alegre, abrindo um estúdio de ensaios e gravações que o aproximou da música, da criação artística e das palavras.

    Mais tarde, ingressou no Tribunal Regional Federal da 4ª Região e construiu, em paralelo à carreira pública, uma sólida formação acadêmica: graduou-se em Comunicação Social e especializou-se em Metodologia do Ensino à Distância.

    A literatura, no entanto, sempre esteve ali, amadurecendo.

    Ricardo Pegorini
    Ricardo Pegorini

    Em 2007, Ricardo conquistou o primeiro lugar na categoria Crônica do 3º Concurso Literário Mario Quintana, com o texto Um homem, uma mulher e um batom, publicado na antologia A Semente e o Verbo.

    No ano seguinte, recebeu menção honrosa no mesmo concurso com o miniconto A Aposta.

    Desde então, seus textos passaram a integrar diversas antologias literárias, como Inquietude Impressa, Alma em Prosa e Verso, Verdes Campos de Veludo Negro e coletâneas da Editora Quimera, transitando por diferentes atmosferas e gêneros.

    Em dezembro de 2024, foi finalista do III Prêmio Anna Maria Martins (UBE) com o conto As Canções de Aedo.

    Já o conto Um Dia Diferente ganhou destaque nacional ao ser publicado na antologia Terra (Selo Off Flip, 2025), lançada durante a FLIP, figurando também entre os finalistas do Prêmio Brasiliê 2025, nas categorias Conto, Crônica e Poesia, um feito raro.

    Todo esse percurso desemboca, em outubro de 2025, no lançamento de seu primeiro livro individual, Contos do Tempo e da Terra, do Fogo e do Mar, pela editora Olho de Pan.

    A obra foi reconhecida pela Revista Aventuras na História como uma das cinco da literatura brasileira contemporânea que convidam à pausa e à reflexão, definição que sintetiza perfeitamente sua proposta.

    O livro reúne contos que nascem do encontro entre o tempo e os elementos da natureza.

    Terra, fogo, mar, vento, forças externas que dialogam com as marés internas do ser humano.

    Ricardo observa como o ambiente molda emoções, escolhas e silêncios, construindo o que ele próprio define como um verdadeiro “atlas de emoções”.

    São textos que falam de assuntos diversos, mas sempre atravessados por paisagens reais e simbólicas, por territórios quase míticos e por uma sensibilidade que encontra magia no cotidiano.

    Nada é espetacular demais; tudo é significativo.

    A escrita carrega filosofia, lirismo e uma atenção cuidadosa ao que geralmente passa despercebido.

    O autor vê o livro como um registro de fase, um apanhado dos melhores textos curtos que vem escrevendo ao longo dos anos, entre contos, crônicas e até letras de músicas.

    Mas há algo que permanece como essência: a busca pela dimensão mágica da vida, aquela que existe, mas raramente é reconhecida como tal.

    Em 2026, Ricardo Pegorini integrará a antologia Vozes Narrativas (Editora Articule), com lançamento previsto para a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, ampliando ainda mais o alcance de uma escrita que prefere o sussurro ao grito.

    Contos do Tempo e da Terra, do Fogo e do Mar é um livro para ler sem pressa, para sentir com o corpo inteiro.

    Um convite a observar o mundo, e a si mesmo, com mais atenção, como quem descobre que ainda há mistério onde antes só havia rotina.

    REDES SOCIAIS DO AUTOR

    CONTOS DO TEMPO E DA TERRA, DO FOGO E DO MAR

    SINOPSE

    Em ‘Contos do Tempo e da Terra, do Fogo e do Mar’, cada história é um mergulho em dimensões onde o humano e o mítico se encontram, onde lembranças se confundem com sonhos e onde os elementos da natureza se tornam personagens silenciosos de nossas jornadas.

    O tempo atravessa as páginas como um rio que nunca cessa de correr: passado, presente e futuro se sobrepõem, revelando que a memória é sempre inacabada, feita de ecos e de silêncios.

    A terra, com sua força ancestral, surge como raiz e abrigo, mas também como peso e limite — espaço de trabalho, de origem e de pertencimento.

    O fogo aparece tanto como chama da paixão e da luta quanto como ameaça de destruição, consumindo o que se deseja preservar. Já o mar, profundo e enigmático, guarda segredos, saudades e horizontes que convidam à travessia.

    Cada conto é um fragmento de vida que toca em sentimentos universais: o amor e a perda, a esperança e o medo, a coragem e a dúvida.

    São narrativas que dialogam com tradições míticas, com a oralidade herdada dos ancestrais, mas também com a modernidade inquieta que desafia identidades e fronteiras.

    Entre o realismo mágico e a fantasia especulativa, entre o lirismo poético e a dureza da vida cotidiana, os textos revelam um mosaico de vozes que falam de nós mesmos, de nossas fragilidades, de nossas raízes e de nossos desejos de transcendência.

    Mais do que uma coletânea, o livro se apresenta como um caminho literário: um convite a revisitar os vínculos que mantemos com o tempo, com a terra que nos sustenta, com o fogo que nos move e com o mar que nos chama ao desconhecido.

    Ideal para leitores que buscam não apenas histórias, mas experiências literárias que instigam a reflexão, que ampliam o olhar sobre o mundo e que ressoam com a intensidade dos grandes temas humanos.

    Assista a resenha do canal @oqueli no YouTube

    OBRA DO AUTOR

    Contos do Tempo e da Terra do Fogo e do Mar
    Contos do Tempo e da Terra, do Fogo e do Mar

    ONDE ENCONTRAR


    Página Inicial

    Resenhas da colunista Lee Oliveira




    Todas as Helenas

    Um romance sobre maternidade precoce, solidão e a urgência de apoio

    Helena feita de aço e amor
    Helena feita de aço e amor

    Existem histórias que não pedem licença.

    Elas chegam, ocupam espaço e exigem do leitor mais do que empatia, exigem reflexão.

    O livro de estreia de Juliane Silvestri Beltrame é assim: um romance de camadas profundas, narrativa dura e emocionalmente potente, que ecoa a vida de muitas mulheres reais.

    A protagonista, Helena, que dá nome à obra, representa tantas meninas que engravidaram cedo demais e precisaram amadurecer rápido demais.

    Sozinhas, sem apoio suficiente, assumem a responsabilidade de criar um filho enquanto ainda tentam compreender a própria vida.

    A força de Helena não está romantizada: ela é construída no cansaço, na renúncia e na resistência diária.

    O livro fala, sobretudo, da maternidade solo imposta, daquela que não nasce de uma escolha idealizada, mas da ausência, de parceiros, de políticas públicas, de uma rede que sustente.

    Mostra mulheres fortes, sim, mas também mulheres exaustas. Porque nenhuma força deveria ser sinônimo de abandono.

    Ao longo da narrativa, fica evidente que todas as “Helenas” precisam mais do que coragem.

    Precisam de leis que amparem, de rede de apoio, de espaço para descansar, estudar e trabalhar.

    Juliane Silvestre
    Juliane Silvestre

    O romance não grita slogans, mas constrói essa denúncia com sensibilidade e verdade, deixando que a dor fale por si.

    Curiosamente, a história não nasceu com essa intenção.

    Juliane, advogada especializada em Direito de Família, natural de Campo Erê (SC), conta que a ideia inicial era escrever um conto leve, quase um mistério: um grupo de amigos, um enigma em uma pousada, um passeio por pontos turísticos de Salvador, tudo culminando em uma campanha de turismo.

    Mas a escrita seguiu outro caminho.

    As personagens ganharam voz própria, e a autora teve a coragem de escutá-las.

    Esse deslocamento criativo talvez explique a potência do livro.

    Ele não parece planejado para agradar; parece necessário.

    A narrativa se impõe, conduzindo o leitor por temas como maternidade precoce, responsabilidade solitária, desigualdade e resistência feminina.

    Sendo sua primeira obra publicada, o romance já nasce maduro, intenso e desconfortável, no melhor sentido.

    Não é uma leitura fácil, mas é uma leitura importante.

    Um livro que não suaviza a realidade e não oferece soluções mágicas, mas convida à consciência.

    Porque Helena é personagem.

    Mas as Helenas existem.

    E seguem precisando ser vistas, amparadas e respeitadas.

    REDE SOCIAL DA AUTORA

    Helena feita de aço e amor

    SINOPSE

    Com uma narrativa emocionante e dados impactantes, Helena: feita de aço e amor revela a trajetória de uma menina-mulher que, ao invés de sonhar com a valsa aos 15 anos, carregou a dor do abandono dos pais e experimentou cedo o sacrifício da vida.

    Foi mãe solo, que transformou dor em resistência e solidão, sem rede de apoio.

    Acompanhamos sua luta contra o abandono paterno, a pobreza e a invisibilidade, batalhas que ecoam nos 11,6 milhões de lares brasileiros chefiados por mulheres como ela.

    Entre números que escancaram a injustiça e momentos de pura poesia cotidiana, esta obra é um retrato sem filtros da maternidade solo no Brasil e da realidade de milhões de mulheres que precisam conhecer cedo a dor da rejeição e do abandono.

    Mas é também um tributo à força que nasce do amor.

    Das sete mulheres que se tornaram sua família improvisada aos projetos sociais que hoje replicam seu modelo de sobrevivência, Helena nos ensina: nenhuma mãe é realmente solo quando outras mulheres estendem as mãos.

    Assista a resenha do canal @oqueli no YouTube

    OBRA DA AUTORA

    Helena feita de aço e amor
    Helena feita de aço e amor

    ONDE ENCONTRAR


    Página Inicial

    Resenhas da colunista Lee Oliveira




    JULIANA MINOTTI

    A psicóloga que Minotti transforma escuta, afeto e vivência em livros que acolhem famílias

    Juliana Minotti
    Juliana Minotti

    Juliana Minotti dos Santos faz de sua vocação um espaço de escuta com técnica e coração, e transforma essa escuta em livros que acolhem, orientam e ajudam famílias a crescerem juntas.

    Nascida e residente em Araraquara (SP), a “Morada do Sol” e terra de Ignácio de Loyola Brandão, Juliana construiu uma trajetória sólida na Psicologia.

    Graduada em 2010, atua como psicóloga clínica, especialista em transtornos ansiosos, dores crônicas e orientação familiar.

    Soma à prática uma formação robusta, com pós-graduações em Terapia por Contingências de Reforçamento, Psicopedagogia Clínica e Institucional e Psicologia Tomista, além de certificações nacionais e internacionais e vínculo com o Instituto de Psicologia Tomista.

    Mas sua história vai além dos títulos.

    Aos 39 anos, Juliana é casada há 16 anos com Emerson e mãe de quatro filhos, Maria Julia, Leonardo, Lucas e Miguel, seu “pequenino que mora no Céu”.

    Essa vivência atravessa sua escrita e dá às suas obras um tom profundamente humano, real e acolhedor.

    Atuando também como supervisora clínica e professora universitária, Juliana já publicou três livros, cada um com uma proposta distinta, mas todos unidos por um mesmo fio condutor: ajudar pessoas, especialmente crianças e famílias, a compreenderem emoções, limites e relações de forma saudável.

    Seu primeiro livro nasceu da prática clínica.

    Pensado inicialmente como material de psicoeducação para pacientes, ele apresenta a ciência dos temperamentos como ferramenta de autoconhecimento, no livro “Descobrindo o meu temperamento”.

    Ao perceber que a literatura existente era excessivamente técnica e filosófica, Juliana desenvolveu, em parceria com outros terapeutas, uma obra com linguagem acessível, objetiva e prática, capaz de alcançar tanto leigos quanto profissionais da saúde mental interessados no tema.

    “Lá na Terra do Contrário” surge do encontro entre memória afetiva e maternidade.

    Inspirado em uma música de sua infância, o livro reflete os desafios reais de conciliar trabalho, família e educação dos filhos.

    A história carrega elementos da vivência pessoal da autora e das muitas famílias que acompanhou ao longo da carreira, criando uma narrativa que acolhe, diverte e convida à reflexão.

    O terceiro livro, “O Não Furacão”, talvez seja o mais delicado de todos.

    Escrito especialmente para um paciente de 11 anos que enfrentava sua primeira grande frustração, o livro se tornou uma ponte para ajudá-lo a compreender as negativas da vida e a se reconciliar com elas.

    A história dialoga com muitas famílias que se sentem perdidas ao tentar equilibrar afeto e disciplina, mostrando que educar também é ensinar a lidar com o “não”.

    Nos três livros, Juliana Minotti constrói histórias que não subestimam a criança, nem culpabilizam os adultos.

    Pelo contrário: oferecem caminhos possíveis, com sensibilidade, clareza e respeito.

    Sua literatura nasce da escuta clínica, da experiência como mãe e do compromisso com uma educação emocional mais consciente.

    São livros que não apenas contam histórias, eles cuidam.

    REDE SOCIAL DA AUTORA

    SINOPSES

    Descobrindo o meu temperamento

    Com o advento da internet, a informação está mais acessível que nunca e temas como o desenvolvimento pessoal são foco de interesse.

    A psicologia, por exemplo, até pouco tempo, era uma ciência um tanto quanto escondida e eletizada, ou seja, para poucos.

    Mas a chegada das redes sociais ampliou a divulgação deste conhecimento tão importante.

    Por ser a rede um espaço não restrito ao âmbito informativo, mas ao contrário, aberto à todo tipo de exposição, expressão de idéias , marketing pessoal ou comercial, a imaturidade e o despreparo para a vida, de modo geral, ficaram muito evidentes.

    Daí percebe-se um aumento significativo na procura por temas como o desenvolvimento pessoal, e o autoconhecimento, que é algo muito positivo.

    Neste sentido, enquanto a psicologia moderna dá ênfase para temas freudianos ou behavioristas, uma onda de estudiosos e pessoas interessadas numa visão mais integral do ser humano e de sua psique trouxe ao grande público o acesso a conteúdos deixados de fora das discussões científicas e que estava restrito à práticas e formações de comunidades geralmente religiosas.

    Um destes conteúdos é a ciência dos temperamentos, que tem origem milenar no século IV a.C, com Hipócrates.

    Lá na Terra do Contrário

    A obra nasceu por inspiração da música “Lá na terra do contrário”, de Pe. Zezinho, scj.

    A personagem principal é uma menina que não gosta de seguir regras e questiona até mesmo o nome das coisas.

    Ao ouvir a famosa música, resolve ir para a Terra do Contrário, onde tudo seria muito diferente.

    Aos poucos, porém, ela vai percebendo que não adianta fugir, mas que, ao cantar e expor seus sentimentos consegue, finalmente, chamar a atenção de sua mãe, que era tudo o que realmente queria.

    Trata-se de uma situação bastante comum nas famílias, com pais sobrecarregados, precisando se dividir entre o trabalho, as tarefas domésticas e os cuidados com as crianças.

    Mas, ao final, a autora dá algumas dicas para a família trabalhar aspectos relacionados à educação emocional e o equilíbrio entre exigências e afetividade para o desenvolvimento da personalidade das crianças.

    O não furacão

    O “não” furacão conta a história de um menino falante e cativante que sempre teve seus desejos atendidos.

    Mas, num encontro inesperado, ele ouve um “não” pela primeira vez, o que o desestabiliza profundamente.

    O impacto desse “não” transforma o mundo do garoto, que passa de um cenário colorido e alegre para um estado cinza e de descontentamento.

    Com a ajuda de uma doutora sábia, ele começa a entender o valor de ouvir e aceitar o “não”, aprendendo sobre autocontrole e responsabilidade.

    A partir desse aprendizado, o garoto consegue voltar ao equilíbrio e encontra uma nova maneira de viver, agora mais consciente e fortalecido.

    Que encontro foi esse?

    Será que o menino conseguiu encontrar a felicidade que tanto desejava?

    O livro oferece um modelo valioso para pais e educadores que desejam ensinar às crianças a importância de lidar com as emoções e compreender que a frustração faz parte do processo de aprendizado e amadurecimento.

    A estória foi inspirada na atuação clínica da autora com famílias.

    Assista as resenhas do canal @oqueli no YouTube

    OBRAS DA AUTORA

    Descobrindo o meu temperamento
    Descobrindo o meu Temperamenti

    Lá na terra do contrário
    Lá na terra do contrário

    O não furacao
    O não furacão

    ONDE ENCONTRAR


    Página Inicial

    Resenhas da colunista Lee Oliveira




    Fôlego de vida

    SAÚDE INTEGRAL

    Joelson Mora: ‘O fôlego da vida’

    Joelson Mora
    Joelson Mora
    Imagem criada por IA do Bing em 06/01/26 às 12:50 PM
    Imagem criada por IA do Bing em 06/01/26 às 12:50 PM

    No começo deste ano, o Brasil parou para acompanhar a história de um menino no Pico do Paraná. Dias de buscas. Dias de angústia. Dias em que cada notícia carregava uma pergunta silenciosa: ele ainda tem fôlego de vida?

    Enquanto equipes se mobilizavam, helicópteros sobrevoavam, voluntários caminhavam incansavelmente e famílias oravam, algo muito maior estava acontecendo. Não era apenas uma busca por um corpo. Era uma luta pelo valor da vida. Cada passo dado na montanha era um ato de esperança. Cada respiração de quem buscava era também um lembrete: enquanto há fôlego, há propósito.

    Na Bíblia, está escrito que Deus soprou nas narinas do homem o fôlego de vida, e ele se tornou alma vivente. O fôlego não é apenas ar entrando e saindo dos pulmões. O fôlego é dom. É presença. É missão. É aquilo que nos mantém de pé mesmo quando o terreno é íngreme, frio e incerto, como uma montanha.

    Essa história nos confronta com uma verdade poderosa: muitas vezes só percebemos o valor da respiração quando ela está por um fio. Só entendemos a grandeza da vida quando ela é ameaçada. E, ainda assim, seguimos vivendo no automático, correndo, acelerando, esquecendo de respirar com consciência.

    O Fôlego de Vida, ação que nasce agora junto à Arteris, carrega exatamente esse chamado: pausar para respirar, cuidar da vida, proteger caminhos, preservar pessoas. Assim como nas estradas, na vida também existem curvas perigosas, trechos de risco e momentos em que alguém precisa estender a mão para que o outro continue respirando.

    A mobilização no Pico do Paraná mostrou que a vida nunca é individual. Ela é coletiva. Quando um fôlego falta, muitos se levantam. Quando alguém se perde, muitos se movem. Isso é humanidade. Isso é responsabilidade. Isso é amor em ação.

    Que essa história nos ensine a não esperar a tragédia para valorizar o essencial. Que aprendamos a honrar o fôlego todos os dias, no trabalho, na estrada, em casa, no cuidado com o corpo, com a mente e com o outro.

    Respirar é um ato simples.

    Mas preservar o fôlego de vida é um compromisso diário.

    Enquanto há fôlego, há esperança.

    Enquanto há fôlego, há caminho.

    Enquanto há fôlego, há vida — e a vida é sagrada.

    Joelson Mora

    Voltar

    Facebook