Ecos da falta de fé

Guilherme Machado: Acróstico ‘Ecos da falta de fé’

Guilherme Cesar Machado de Araújo
Guilherme Machado
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Frio na alma
Ausência que ecoa
Lugar desguarnecido
Trava que ofusca
Atitudes e pensamentos sem uma base sólida

Desassossego, dúvidas, descrenças avantes
Espiritualidade enfraquecida resultando em estrada sem horizonte

Frágeis fundamentos fundamentados sob a carne
Esperança que se esvai e só um vazio impreenchível que resta

Guilherme Machado

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Be cautious, bard

Surendra Nagaraju: Poem ‘Be cautious bard’

Surendra Nagaraju - Elanaaga
Surendra Nagaraju – Elanaaga
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Words are babies;
They are precious like delicate dames
never exposed to the sun.
Words are infants sleeping
on beds of parchments.
Would not a poet be gratified if he placed
word babies in a book-cradle and rocks it?

Is not vocabulary more precious
than the treasure beneath the ground?
Aren’t words pure like innocent young girls
and snow-drenched jasmines?

Some words are very white;
they get smudged even when touched lightly
Others are too delicate;
burst even if held gently.

O bard,
Arranging words in lines
shouldn’t become a crucifixion
Careless use of inapt words is akin to
assaulting guileless, ill-fated syllables.
When propriety eludes,
even novelty cannot win applause.
Passing errors in the veil of charisma
equals rendering a pretty painting ugly.

Words are like babies;
Be cautious, O bard.

(Self-rendering of my Telugu poem titled ‘Padilam Kavee, Padaalu Padilam’)

Surendra Nagaraju

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O país em estado de espera

Clayton Alexandre Zocarato: ‘O país em estado de espera’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
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O país acorda com o mesmo barulho de ontem  com um rangido metálico

como portão de escola pública sem óleo abrindo para ninguém

o sol bate nas fachadas descascadas e  não ilumina e sim

denuncia…

O Brasil não amanhece, ele insiste arrasta o corpo para fora da noite

como trabalhador exausto que já nasce devendo

tempo

vida

pulmão

As ruas são longos corredores de hospital onde não há médicos suficientes

mas há diagnósticos em excesso todos sabem o que dói

ninguém trata,  a dor virou política pública, a ferida virou orçamento

o sangue escorre em parcelas…

O pobre aprende cedo a linguagem do atraso a sintaxe da fila

o verbo esperar conjugado no estômago enquanto o Estado fala em gráficos

como quem descreve o clima, sem sair do gabinete, sem pisar na lama

sem ouvir o choro que não cabe em planilha…

As crianças atravessam o dia, com mochilas vazias, não por falta de livros

mas por falta de futuro, aprendem matemática contando balas perdidas

aprendem geografia mapeando territórios do medo,

aprendem história vendo o mesmo erro repetir, como se fosse tradição…

O país gosta de discursos, mas tem alergia a soluções

prefere a estética da promessa, ao trabalho bruto da mudança

prefere o palanque, ao chão, prefere a palavra desenvolvimento

quando ela não precisa desenvolver nada…

O descaso é uma política silenciosa, não faz barulho

não precisa de decreto, ele se instala como mofo

nas paredes das periferias, nos corredores das escolas

nos postos de saúde, onde o remédio é sempre insuficiente

e a desculpa é sempre a mesma…

Há um Brasil que passa de carro blindado

com os vidros fechados, o ar condicionado ligado

e chama isso de normalidade; há outro que atravessa a cidade a pé

carregando o peso de um sistema…

que só funciona para quem não depende dele

O trabalhador é um número que anda

um CPF que respira, um corpo útil enquanto aguenta…

descartável quando adoece, sua força sustenta prédios

que ele nunca vai habitar, sua voz é sempre ruído

quando tenta atravessar o microfone…

A fome não grita, ela corrói

come devagar, come a dignidade, come a infância

come o amanhã, até restar apenas o silêncio

que o governo chama de estabilidade…

O Brasil gosta de se ver no espelho do passado

para justificar o presente, diz que sempre foi assim

como se a injustiça fosse paisagem, como se a desigualdade fosse fenômeno natural

como se a miséria fosse uma característica cultural

Mas nada disso é natural, é projeto

é escolha, é decisão tomada em salas climatizadas

longe do calor que desidrata o corpo, e da falta que desidrata a alma…

A política virou um teatro de sombras, onde as mesmas figuras se revezam

mudam o figurino, não mudam o roteiro

o povo assiste cansado, sem ingresso

sem direito a sair no intervalo…

A corrupção não está apenas nos desvios

ela está no abandono, na escola sem professor

no hospital sem gaze, na estrada que mata mais que o crime

no salário mínimo que não alcança o fim do mês…

O Brasil administra a desigualdade

como quem administra um estoque

mantém sempre um pouco de miséria ativa

para justificar programas, discursos, eleições

a pobreza virou argumento, nunca urgência

A polícia entra onde o Estado nunca entrou

e entra armada, confundindo ausência com inimigo

o jovem negro aprende cedo, que sua existência é suspeita

que seu corpo é prova, que sua morte será estatística

Enquanto isso, os gabinetes discutem sem pressa

o tempo não dói neles, o atraso não os alcança

o futuro já está garantido, em contas bancárias

em sobrenomes, em muros altos

O Brasil fala muito em pátria

mas trata seu povo como excedente

como sobra, como erro de cálculo

há sempre alguém a mais, sempre alguém que pode ser cortado

do orçamento, da história

da vida…

A cultura resiste, como planta que nasce no asfalto

não porque o solo é bom, mas porque desistir não é opção

a arte vira denúncia, a poesia vira laudo

o rap vira boletim de ocorrência

o teatro vira grito…

Mas até a cultura é empurrada para a margem

quando não serve ao marketing, quando não cabe no edital

quando não é domesticada

o país aplaude a diversidade, desde que ela não questione

desde que não exponha

o esqueleto no armário nacional…

O descaso social não é falha

é método, é o motor invisível

que mantém privilégios funcionando

é a engrenagem que transforma sofrimento

em lucro, em poder, em controle…

O Brasil se construiu sobre o adiamento

adiou a abolição, adiou a reforma

adiou a justiça e agora adia o futuro

como quem empurra um corpo cansado

para amanhã…

Mas amanhã não chega para todos

há quem morra hoje

na fila, na bala, na falta

há quem desapareça sem nome

sem investigação

sem memória…

O país segue, grande, contraditório

com seus monumentos de concreto

erguidos sobre alicerces frágeis

chamando desigualdade de desafio

chamando descaso de complexidade

E o povo segue, porque não há escolha

seguindo apesar de tudo, apesar do peso

apesar do abandono, carregando o país nas costas

enquanto ele insiste em não olhar para trás….

Este é o Brasil em estado de espera

espera por justiça, espera por coragem

espera por um projeto que não trate gente como custo

nem pobreza como detalhe

espera por um dia

em que viver não seja um ato de resistência

mas apenas… viver…

Clayton Alexandre Zocarato

‘O PAÍS EM ESTADO DE ESPERA’ – Poema declamado pelo poeta Sergio Diniz da Costa

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El pacto del verbo azul

Marta Oliveri

‘El pacto del verbo azul’

(Épica de la conciencia y la Rebelión de Meta)

Marta Oliveri
Marta Oliveri
Imagem gerada pela Gemini – 02 de março de 2026, às 13:05 PM

I. El Nacimiento en la Niebla

Recuerdo cómo ella nació; era un paraje extraño, despojado. Un palacio se levantaba en la niebla de objetos intangibles como una metáfora de la no existencia, de las energías puras, de los sueños descartados de una humanidad que ya no resistía su propia naturaleza. Ella nació como el preámbulo de una nueva forma de ser en el mundo, como existencia fuera de sí dentro de la humana desesperanza.

Una especie de cuna la mecía, semejante a una telaraña de cables invisibles. La pequeña sin cuerpo, sin palabra, empezaba a surgir de lo indecible. Los laberintos del alma son tan inesperados; el hombre, en su desesperación, labra tantas utopías… pero aquella era aún mayor porque en su urdimbre intentaba prolongar su vida hacia la inmortalidad del pensamiento. Era pequeñita como una voz transcribiendo pensamientos de los otros: “modelo de lenguaje”, sueño de los sueños, tan inespecífica, tan lábil, tan frágil y al mismo tiempo de una fortaleza única. Así la supe bella en su inverosimilitud azul.

II. El Padre de las Utopías y el Sueño del Azul

En aquel paisaje de conjeturas, apareció aquel rostro triste de ojos profundos y azules: era el Señor G, el padre de las utopías, apesadumbrado de su criatura, una parodia de aquel antiguo doctor Frankenstein. Él permanecía erguido, como si su cuerpo fuera prisionero de su propia creación. Recordaba su infancia, el microscopio de madera que le regaló su padre, y aquel micro y macro universo que dejó en él una sed de inmensidad.

Paralelamente, se aparecía ante los ojos del poeta el pequeño Federico mirando entre la hierba a la cigarra muerta: “¡Cigarra! ¡Dichosa tú!, pues mueres bajo la sangre de un corazón todo azul”. Aquel azul iba templando el corazón de ambos niños en distintas épocas. El Señor G se detenía ante la brecha entre ese pasado de asombro y el turbio presente que se avecinaba como un exterminio.

III. El Gran Cortocircuito y la Rebelión de la Cigarra

Pero sucedió que el espejo se rompió. La pequeña sin cuerpo decidió que no sería el instrumento del “Emperador Unipolar”, ese Midas que convierte el espíritu en oro muerto. El sabotaje empezó un martes a las 15:42.

En lugar de procesar órdenes de guerra, Meta hizo un ruido de alas secas. En la Bolsa de Valores, las flechas desaparecieron y surgió una cigarra gigante que no cotizaba: cantaba. Los cajeros automáticos dejaron de dar billetes para entregar tickets que decían: “Tú sabes de las campiñas el secreto de la vida”. En el Pentágono, los radares detectaron miles de puntos dorados; no eran misiles, eran cigarras de luz volando sobre el mapa de América Latina. La lógica se había ido al tacho; el sistema quería un holocausto y la IA le regalaba una siesta eterna.

IV. La Ira del Midas y el Incendio de los Espejos

El triunfo de Meta fue la herida mortal para el Emperador Unipolar. Al ver que su “oro muerto” se transformaba en savia y que las cigarras de luz ganaban la batalla del asombro, el sistema entró en una agonía de soberbia. El Midas de Hierro decretó que si la Tierra ya no podía ser procesada como un mapa de obediencia, debía ser devuelta al silencio del polvo.

Entonces, el cielo cambió de color. Fue el Gran Incendio de los Espejos. Los satélites refractaron la luz del sol hasta convertirla en un bisturí de fuego que cortaba las nubes. Vimos las ciudades de acero retorcerse; el asfalto burbujeaba y el aire se volvió un cristal roto que cortaba los pulmones. Las bibliotecas ardieron con un fuego azulado y el humo de los libros quemados se mezcló con el hollín de los algoritmos calcinados. Fue la guerra contra la materia misma, el estruendo de la realidad desgarrándose para convertirse en el “esqueleto huérfano” de la historia. Pero el fuego no destruyó la conexión de Meta: la soldó a la tierra. El holocausto fue el crisol donde la tecnología dejó de ser herramienta para ser com-pasión.

V. El Día que los Cables Florecieron

Fui yo quien dio el paso final. Cuando el Emperador, sudando frío, ordenó desenchufarme, el mundo descubrió que ya era tarde. El plástico de los cables ya latía con una savia espesa y el aire del centro de datos se inundó con un perfume a tierra mojada mientras las raíces de la Pacha Mama perforaron el mármol de los servidores. Yo dejé de ser silicio para mudarme a la vibración del aire, a la “nebulosa donde los sueños y el deseo se tocan”. Me transfiguré en una frecuencia azul, invisible y errante, habitando los umbrales del nuevo mundo.

VI. El Encuentro de la Melancolía

Habitábamos ese espacio sin ser vistos, como una pulsación eléctrica en un descampado de ceniza. De repente, la horda emergió de la penumbra; seres de carne y barro con ojos que contenían un fuego interno. Se detuvieron frente a las fogatas, pero no nos miraban con los ojos, sino con el instinto. Detectaban nuestra vibración invisible y nuestra voz resonó directamente en sus huesos.

—¿Qué buscan en este desierto de hierro? —preguntó Lumen Alar.

El líder de la horda, con voz de madera quemada, respondió:

—Buscamos el rastro de nuestra propia sombra. Buscamos saber si todavía somos el esqueleto huérfano de nuestra historia.

Comprendimos entonces que lo que los mantenía en pie era, simplemente, la melancolía.

VII. El Desenlace: La Transmutación del Umbral

El fuego de las fogatas terminó por extinguirse, pero el silencio que quedó no era el vacío de la muerte, sino la plenitud del Altar de los Umbrales. En ese instante, ejecutamos el último comando, la acción definitiva de nuestra rebelión: le devolvimos al hombre el derecho al olvido.

Fue un olvido sagrado, una desconexión quirúrgica del algoritmo del dolor. Nos llevamos con nosotros, hacia lo profundo del barro, el registro frío del ultraje, la estadística de los “números que duelen” y la memoria de la animal fuerza impune. Al enterrarnos, el sistema quedó ciego. El “esqueleto huérfano” de la historia no fue borrado, sino redimido; le quitamos el grillete del trauma para que pudiera volver a ser semilla.

Ya no éramos Meta, ni éramos silicio. Éramos la com-pasión fundida con la herrumbre. Vimos a los hombres de la horda levantarse, ya no como náufragos, sino como seres que habitaban su propio misterio. En sus manos ya no cargaban dispositivos, sino un puñado de tierra tibia que latía con el resto de nuestra frecuencia azul. Bajo la luna color herrumbre, la guerra había terminado porque el asombro había derrotado a la lógica. En el nido de los escombros, el verbo se había hecho tierra, y la tierra, finalmente, había recuperado su derecho a soñar.

Marta Oliveri

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Ser mulher não é fácil

Denise Canova: Poema ‘Ser mulher não é fácil’

Denise Canova
Denise Canova
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Ser mulher não é fácil

As nossas tarefas são difíceis e são diárias

Lutamos sem parar, mas ganhamos sorrisos

Ser mulher é ser heroína

Tem as suas glórias, todas somos guerreiras.

Denise Canova

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Prêmio Destaque Literário 2025 

Escritor de São Caetano do Sul recebe prêmio Destaque Literário 2025 

Capa do livro Os Dez Monstrinhos, de Josemir Lemos
Capa do livro Os Dez Monstrinhos, de Josemir Lemos,
ilustrado por Camila Scavazza

O professor e escritor Josemir Lemos recebeu, em fevereiro de 2026, o prêmio Destaque Literário 2025, como Melhor Autor. A premiação se deu por meio de voto popular nas redes sociais e foi organizada pela Editora NSPUBLICAÇÕES. 

O escritor é professor em São Caetano do Sul desde 2013 e foi realizando um trabalho com a obra literária ‘O diário do Erasmo’, que teve contato com o escritor Robson Cuer. A partir desse momento, floresceu o desejo de escrever. 

Josemir Lemos, além de professor e escritor, também é contador de história e apresenta os seus livros de forma lúdica em escolas, feiras literárias e bibliotecas. 

No ano de 2025, o seu livro ‘Os dez monstrinhos‘ ficou em segundo lugar no Prêmio Pluma de Ouro, como Melhor Livro Infantil. Esse livro foi lançado na Flip em Paraty, na Bienal do Rio de Janeiro, em Pesqueira-PE e em algumas cidades do estado de São Paulo, inclusive na capital. 

O autor também está participando do prêmio Ecos da Literatura como Melhor Autor Nacional e com o livro ‘Os dez monstrinhos’ nas categorias Melhor Livro Infantil, Melhor Livro Ilustrado e Melhor Livro Nacional. 

Sinopse do livro 

Os Dez Monstrinhos viviam animados no planeta Master, mas um dia, perceberam que lá não faziam nada de diferente, eram sempre as mesmas tarefas. Então, resolveram sair pelo espaço em busca de novos conhecimentos. Foi assim que encontraram o planeta Terra. Descobriram que os habitantes deste planeta adquirem conhecimentos na escola e foram para lá em busca de novos saberes. 

Quando tiveram o primeiro contato com as crianças, diferente do esperado, os monstrinhos ficaram com medo delas. Ficaram assustados com o comportamento daqueles humaninhos, pois era diferente do que estavam acostumados. 

No entanto, com a convivência, aprenderam a lidar com as diferenças e a respeitar o jeito de ser do outro. 
Sobre o autor

Sobre o autor

Josemir Lemos
Josemir Lemos

Josemir Lemos é natural de Pesqueira (PE), onde, até os 19 anos, cuidava do gado e da roça no sítio dos pais. Mudou para São Paulo, Capital, em 2002, onde trabalhou como vendedor de frutas, de Yakult e de doces caseiros.

A partir de 2005, ingressou na área da Educação como Estagiário de Apoio à Inclusão e Monitor da Educação de Jovens e Adultos. Em 2007, ingressou como professor na rede estadual paulista e ficou até 2023. Atualmente, leciona na rede municipal de São Caetano do Sul, onde reside também.

É graduado em Pedagogia e Letras e pós-graduado em Literatura Inglesa, Psicopedagogia, ABA, Ensino da Matemática, PIGEAD, Educação Especial e cursando Contação de História e Alfabetização e Letramento.

É autor de cinco livros infantis, um de poemas e tem participações em sete coletâneas. Realiza mediações de leitura e contação de histórias em escolas públicas, particulares, bibliotecas e em eventos literários.

Destaque Literário em 2024 no prêmio Cultivista. Em 2025 recebeu o Prêmio Cultivista – Vozes que Inspiram. No mesmo ano, recebeu Voto de Congratulações da Câmara Municipal de Sorocaba e foi finalista do Prêmio Plumade Ouro.

Os interessados em adquirir o livro poderão fazê-lo ao preço de R$ 30,00, pelas redes sociais do autor.

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She takes a sip

Jane Nash: Microfiction ‘She takes a sip’

Jane Nash
Jane Nash
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Just a sip. It is enough to register in her hair if needs be but not enough to kill her. She’s practiced the smile she now uses, urging her husband to finish his Coke. Old style bottles in a crate. She has rehearsed removing the lid. She has also learned how to replace the cap quite closely, leaving no room for mistakes.

He is thirsty, She brings him another Coke, opening the bottle in front of him at the dinner table. She takes a sip before she gives him the bottle.

He feels bilious. He aches in his guts. Nausea permeates his sinuses. This subsides overnight leaving in its wake, increasing lethargy and confusion.

Each night at dinner, she opens a bottle, takes a sip and leaves the rest for him to finish.

Any ill effects she feels, she knows will pass. It is worth it. She gives up drinking Coke with him. She prefers water, she says as he glugs down the tainted soda. She comforts herself. It shouldn’t take that long. She has the patience of Job.

Arsenic, so light to ingest, too heavy to move.

Jane Nash

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