Irene da Rocha “O horizonte distante, fascínio em cada linha” Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer
Num olhar sem fim, maravilhas reveladas. O horizonte distante, fascínio em cada linha. Além, onde o coração se encontra, embalado, Num caminho traçado pela luz que nos guia.
Na estrada que se estende, beleza se revela. No céu, estrelas dançam em brilho radiante. Entre as matas, o canto dos pássaros que pinto em aquarela, E o mundo se desvela em sua face cativante.
No íntimo, descobertas nos esperam, Sensações que tocam a alma em suavidade, E quando o amor se anuncia, nada mais se apressa, É doce encanto nos olhos do amado, felicidade.
Juntos, na jornada onde o amor floresceu, Dos rabiscos à realidade, a magia se ergueu. E no encontro de olhares, a verdade se inscreveu. Te amo, ecoa na eterna história.
O I Concurso de Poesia da Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe foi lançado em homenagem à professora ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe
Logo da AFLAS
A AFLAS – Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe lançou o I Concurso de Poesia em homenagem à Profª. Dra. ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe.
As avaliações dos poemas foram feitas às cegas, ou seja, seus avaliadores receberam os poemas, sem saberem os nomes dos autores para que a integridade do concurso fosse mantida, sendo eles: a Prof.ª Dr.ª Marleide Cunha; Prof.ª Dra. Advanuzia Santos; a Prof.ª Ma. Geovana de Oliveira Lima, e os acadêmicos da ASL – Academia Sergipana de Letras, Dr. Domingos Pascoal de Melo e Dr. Paulo Amado Oliveira.
Todos os participantes terão seus poemas publicados nesta coluna do Jornal Cultural Rol, que há 30 anos leva cultura para todo o mundo, e fará conhecer os talentos literários do pequeno grande Estado de Sergipe.
Telma Costa
Telma Costa
Doce Cabana
No recôndito da minha alma Encontro uma doce cabana. Sonhos presos em chamas incandescentes… Miragens da vida… Garotos e garotas dançando ao luar. O violão toca uma canção Que inspira romance. Sinto o seu cheiro na brisa do mar, Toco seus cabelos, Busco seu olhar… Correspondido de amor procuro seus lábios… O dia amanhece depressa Desperto com meus lábios envelhecidos. A ciência passa por minha garganta Engasgando os meus sentimentos. Encosto minha cabeça branca no travesseiro, Clandestinamente volto ao mundo da fantasia. Em outra cabana ainda procuro os seus lábios…
Transdordo as razões para escrever Buscando emoções dentro de mim. Vejo, libero, falo, espero; respondo Sonho, vivo colorindo minha alma Cheia de razões; mesmo contrapondo.
Diamantino BártoloCidadania e direitos humanos Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer
E se pela verdade de Monsieur de La Palisse, se poderia afirmar que, sem Direitos Humanos não haveria Cidadania, o oposto também se pode colocar, isto é, sem Cidadania os Direitos Humanos não existiriam. Na circunstância, a ordem dos valores, e a eventual e aparente dependência recíproca, poderá não afetar o objetivo final, que não privilegia apenas um dos elementos do binómio, mas, pelo contrário reparte-se, justamente, por aqueles valores.
É evidente que se defende um cidadão no pleno uso dos seus Direitos Humanos que provieram dos direitos naturais, e de todos os outros que, entretanto, foram sendo concebidos pelos homens. Cidadania e Direitos Humanos são, portanto, um binómio que não se pode dissociar, sob pena de ambos os valores ficarem reduzidos aos próprios conceitos, sem qualquer eficácia nem benefício para o indivíduo e para a sociedade.
Viver em Cidadania pressupõe: uma forte sensibilidade para o exercício pleno e responsável de direitos e deveres; implica uma determinação inequívoca, sem hesitações, para enfrentar as dificuldades que se deparam numa sociedade, ainda pouco preparada para estes valores; exige uma aprendizagem permanente, ao longo da vida e estabelece um conjunto de normativos, que visam o cumprimento das regras fixadas pela comunidade, seja pelo direito positivo, seja pela via consuetudinária.
A educação em geral, e a educação cívica em particular, desempenham, neste, como noutros domínios, um papel essencial na formação de cidadãos responsáveis, nas muitas dimensões que cada indivíduo contém em si mesmo e que exerce em situações e circunstâncias oportunas: «A educação deve instrumentalizar o homem como um ser capaz de agir sobre o mundo e, ao mesmo tempo, compreender a acção exercida. A escola não é a transmissora de um ser acabado e definitivo, não devendo separar teoria e prática, educação e vida. A escola ideal não separa cultura, trabalho e educação.» (ARANHA, 1996:52).
Os Direitos Humanos, enquanto seleção universal de valores, são necessários, ainda que: existam diferenças culturais; que num determinado país se superiorizem alguns valores, de natureza mais espiritual; enquanto noutros, se dê maior atenção àqueles que defendem o bem-estar social, habitacional, educação, saúde, emprego, portanto, de âmbito material, mas essenciais para a vida.
Igualmente, eles são decisivos na construção de uma sociedade mais humana, de um desejável equilíbrio e, porventura, moderadora dos conflitos, podendo, em certas épocas e espaços, ser, também, fonte de divergências, todavia, em circunstâncias bem identificadas, precisamente porque ainda não há uniformidade na educação para os Direitos Humanos em todos os países, e muito menos exemplos concretos e permanentes de boas-práticas, por isso, todas as reflexões, divulgação e implementação destes conhecimentos nunca serão demais.
Bibliografia
ARANHA, Maria Lúcia Arruda, (1996). Filosofia da Educação. 2a Ed. São Paulo: Moderna.
“
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
O I Concurso de Poesia da Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe foi lançado em homenagem à professora ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe
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A AFLAS – Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe lançou o I Concurso de Poesia em homenagem à Profª. Dra. ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe.
As avaliações dos poemas foram feitas às cegas, ou seja, seus avaliadores receberam os poemas, sem saberem os nomes dos autores para que a integridade do concurso fosse mantida, sendo eles: a Prof.ª Dr.ª Marleide Cunha; Prof.ª Dra. Advanuzia Santos; a Prof.ª Ma. Geovana de Oliveira Lima, e os acadêmicos da ASL – Academia Sergipana de Letras, Dr. Domingos Pascoal de Melo e Dr. Paulo Amado Oliveira.
Todos os participantes terão seus poemas publicados nesta coluna do Jornal Cultural Rol, que há 30 anos leva cultura para todo o mundo, e fará conhecer os talentos literários do pequeno grande Estado de Sergipe.
Mariza Marques
Mariza Marques
A capacidade de brilhar
A aparência da mulher tem beleza,
Para alegrar, ser feliz
E expõe em um ato de amar.
Sua beleza interior
Tende a fixar no seu olhar
Uma coroa de honra
E encanto que merece elogios.
A mulher tem uma elegância
Que brilha onde quer,
Constrói um serviço de capacidade
E existência do seu viver;
Sendo capaz de:
Gerar, cuidar, agraciar, educar,
Clamar e declamar.
A geração mulher,
Propicia amor de fecundação,
Rega, emana e tem sua essência
Possível para buscar identidade plena
E serena em sua sobrevivência.
A mulher é graciosa,
Onde seu título começa na Divindade e crença.
Encoraja outra mulher a despertar para a vida,
Onde luta, ora, crer, acredita e proclama sua fé.
A mulher se envolve no vento que acalenta suas atividades,
O I Concurso de Poesia da Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe foi lançado em homenagem à professora ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe
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A AFLAS – Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe lançou o I Concurso de Poesia em homenagem à Profª. Dra. ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe.
As avaliações dos poemas foram feitas às cegas, ou seja, seus avaliadores receberam os poemas, sem saberem os nomes dos autores para que a integridade do concurso fosse mantida, sendo eles: a Prof.ª Dr.ª Marleide Cunha; Prof.ª Dra. Advanuzia Santos; a Prof.ª Ma. Geovana de Oliveira Lima, e os acadêmicos da ASL – Academia Sergipana de Letras, Dr. Domingos Pascoal de Melo e Dr. Paulo Amado Oliveira.
Todos os participantes terão seus poemas publicados nesta coluna do Jornal Cultural Rol, que há 30 anos leva cultura para todo o mundo, e fará conhecer os talentos literários do pequeno grande Estado de Sergipe.
Fernanda Souza
Fernanda Souza
Mulher pode?
Mulher não podia votar, muito menos estudar.
Para que mulher na escola?
Se tudo o que precisávamos era saber cozer, limpar e lavar!
Mulher não podia trair, mas podia ser corna, traída e mal amada.
Mulher não podia vestir a roupa que quisesse,
Mulher não podia trabalhar senão era depravada.
Porém, deveria estar sempre ali, com o cafezinho na hora que o marido chegasse.
Ah, como eu desejava pôr aquele casaco para trabalhar em algum lugar
Pregando prego, parafuso, o que fosse…
Longe de fogão, longe de pia, longe de criança, longe de lar.
Mas meus filhos sofreriam preconceito
E eu ainda seria uma espécie de “mulher-macho”, sem ninguém me respeitar.
Hoje, mulher pode votar e falar o que pensa.
Mulher pode estudar e trabalhar sem ser julgada.
Homem que quiser que pense que fico em casa,
Esperando-o com o almoço pronto e roupa lavada.
Quem foi que disse que tu, homem, eras melhor que eu?
Quem foi que disse que eu era o sexo frágil?
Logo eu que faço coisas com mais perfeição
Que finjo estar tudo bem, quando meus olhos dizem que não,
Que vivo mil vidas em um dia e aparto dores dos outros em detrimento das minhas.
Ser mulher não é ser submissa das vontades masculinas,
Ser mulher não é aceitar sem questionar toda a represália.
Ser mulher não é aceitar os rótulos da sociedade.
Nascemos com o sexo feminino e não com uma fragilidade.