Solilóquio de um escritor

Ella Dominici: ‘Solilóquio de um escritor’

Ella Dominici
Ella Dominici
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A desconhecida ideia é tímida regalia 

Quando pensamos ao desconhecido,

Damos às ideias o nosso convivido;

mas por vezes ignoramos o convívio óbvio

Chamamos à morte o ocaso,

casualmente aviva-nos nova vida

Sentindo o opróbrio, é nele que nos baseamos ao propor-nos um pedaço

de universo desconhecido

Talvez infalível como entremear de rosas,

Talvez comestível, livre do veneno que o poeta não lançou,

poderia ser sossego.

Teria o gosto quieto e calmo como o gesto dos botões às brisas,

e a inquietação pueril das farras de meninos

Isso tão novo, como um ícone de beleza que não fora provada.

Consolar-me-ia um pouco da nulidade em que vivo

Perverter o enlevo para burlar o fim?

Sendo a perversão o fim da transparência.

E é no límpido que vibra alguma alma

com as minhas palavras.

Ouve-me alguém que não só eu?

Ella Dominici

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Olhar revela

Irene Rocha: ‘Olhar revela’

Irene Rocha
Irene da Rocha
“O horizonte distante, fascínio em cada linha”
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Num olhar sem fim, maravilhas reveladas.
O horizonte distante, fascínio em cada linha.
Além, onde o coração se encontra, embalado,
Num caminho traçado pela luz que nos guia.

Na estrada que se estende, beleza se revela.
No céu, estrelas dançam em brilho radiante.
Entre as matas, o canto dos pássaros que pinto em aquarela,
E o mundo se desvela em sua face cativante.

No íntimo, descobertas nos esperam,
Sensações que tocam a alma em suavidade,
E quando o amor se anuncia, nada mais se apressa,
É doce encanto nos olhos do amado, felicidade.

Juntos, na jornada onde o amor floresceu,
Dos rabiscos à realidade, a magia se ergueu.
E no encontro de olhares, a verdade se inscreveu.
Te amo, ecoa na eterna história.

Irene Rocha

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AFLAS lança concurso literário de poesias

O I Concurso de Poesia da Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe foi lançado em homenagem à professora ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe

Logo da AFLAS
Logo da AFLAS

A AFLAS – Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe lançou o I Concurso de Poesia em homenagem à Profª. Dra. ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe.

As avaliações dos poemas foram feitas às cegas, ou seja, seus avaliadores receberam os poemas, sem saberem os nomes dos autores para que a integridade do concurso fosse mantida, sendo eles: a Prof.ª Dr.ª Marleide Cunha; Prof.ª Dra. Advanuzia Santos; a Prof.ª Ma. Geovana de Oliveira Lima, e os acadêmicos da ASL – Academia Sergipana de Letras, Dr. Domingos Pascoal de Melo e Dr. Paulo Amado Oliveira.

Todos os participantes terão seus poemas publicados nesta coluna do Jornal Cultural Rol, que há 30 anos leva cultura para todo o mundo, e fará conhecer os talentos literários do pequeno grande Estado de Sergipe.

Telma Costa

Imagem de Telma Costa
Telma Costa

Doce Cabana

No recôndito da minha alma
Encontro uma doce cabana.
Sonhos presos em chamas incandescentes…
Miragens da vida…
Garotos e garotas dançando ao luar.
O violão toca uma canção
Que inspira romance.
Sinto o seu cheiro na brisa do mar,
Toco seus cabelos,
Busco seu olhar…
Correspondido de amor procuro seus lábios…
O dia amanhece depressa
Desperto com meus lábios envelhecidos.
A ciência passa por minha garganta
Engasgando os meus sentimentos.
Encosto minha cabeça branca no travesseiro,
Clandestinamente volto ao mundo da fantasia.
Em outra cabana ainda procuro os seus lábios…

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RAZÕES PARA ESCREVER

Rejane Nascimento: ‘RAZÕES PARA ESCREVER’

Rejane Nascimento
Desenho de Rejane Nascimento
Desenho de Rejane Nascimento

Escrevo, dialogo, rio,
Escrevo, revelo, choro.
Escrevo, grito, escondo.

Transdordo as razões para escrever
Buscando emoções dentro de mim.
Vejo, libero, falo, espero; respondo
Sonho, vivo colorindo minha alma
Cheia de razões; mesmo contrapondo.

Rejane Nascimento

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Importância da práxis dos direitos humanos

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo:

‘Importância da práxis dos direitos humanos’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
Cidadania e direitos humanos
Cidadania e direitos humanos
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E se pela verdade de Monsieur de La Palisse, se poderia afirmar que, sem Direitos Humanos não haveria Cidadania, o oposto também se pode colocar, isto é, sem Cidadania os Direitos Humanos não existiriam. Na circunstância, a ordem dos valores, e a eventual e aparente dependência recíproca, poderá não afetar o objetivo final, que não privilegia apenas um dos elementos do binómio, mas, pelo contrário reparte-se, justamente, por aqueles valores. 

É evidente que se defende um cidadão no pleno uso dos seus Direitos Humanos que provieram dos direitos naturais, e de todos os outros que, entretanto, foram sendo concebidos pelos homens. Cidadania e Direitos Humanos são, portanto, um binómio que não se pode dissociar, sob pena de ambos os valores ficarem reduzidos aos próprios conceitos, sem qualquer eficácia nem benefício para o indivíduo e para a sociedade.

Viver em Cidadania pressupõe: uma forte sensibilidade para o exercício pleno e responsável de direitos e deveres; implica uma determinação inequívoca, sem hesitações, para enfrentar as dificuldades que se deparam numa sociedade, ainda pouco preparada para estes valores; exige uma aprendizagem permanente, ao longo da vida e estabelece um conjunto de normativos, que visam o cumprimento das regras fixadas pela comunidade, seja pelo direito positivo, seja pela via consuetudinária. 

A educação em geral, e a educação cívica em particular, desempenham, neste, como noutros domínios, um papel essencial na formação de cidadãos responsáveis, nas muitas dimensões que cada indivíduo contém em si mesmo e que exerce em situações e circunstâncias oportunas: «A educação deve instrumentalizar o homem como um ser capaz de agir sobre o mundo e, ao mesmo tempo, compreender a acção exercida. A escola não é a transmissora de um ser acabado e definitivo, não devendo separar teoria e prática, educação e vida. A escola ideal não separa cultura, trabalho e educação.» (ARANHA, 1996:52).

Os Direitos Humanos, enquanto seleção universal de valores, são necessários, ainda que: existam diferenças culturais; que num determinado país se superiorizem alguns valores, de natureza mais espiritual; enquanto noutros, se dê maior atenção àqueles que defendem o bem-estar social, habitacional, educação, saúde, emprego, portanto, de âmbito material, mas essenciais para a vida.

 Igualmente, eles são decisivos na construção de uma sociedade mais humana, de um desejável equilíbrio e, porventura, moderadora dos conflitos, podendo, em certas épocas e espaços, ser, também, fonte de divergências, todavia, em circunstâncias bem identificadas, precisamente porque ainda não há uniformidade na educação para os Direitos Humanos em todos os países, e muito menos exemplos concretos e permanentes de boas-práticas, por isso, todas as reflexões, divulgação e implementação destes conhecimentos nunca serão demais.

Bibliografia

ARANHA, Maria Lúcia Arruda, (1996). Filosofia da Educação. 2a  Ed. São Paulo: Moderna.

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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AFLAS lança concurso literário de poesias

O I Concurso de Poesia da Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe foi lançado em homenagem à professora ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe

Logo da AFLAS
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A AFLAS – Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe lançou o I Concurso de Poesia em homenagem à Profª. Dra. ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe.

As avaliações dos poemas foram feitas às cegas, ou seja, seus avaliadores receberam os poemas, sem saberem os nomes dos autores para que a integridade do concurso fosse mantida, sendo eles: a Prof.ª Dr.ª Marleide Cunha; Prof.ª Dra. Advanuzia Santos; a Prof.ª Ma. Geovana de Oliveira Lima, e os acadêmicos da ASL – Academia Sergipana de Letras, Dr. Domingos Pascoal de Melo e Dr. Paulo Amado Oliveira.

Todos os participantes terão seus poemas publicados nesta coluna do Jornal Cultural Rol, que há 30 anos leva cultura para todo o mundo, e fará conhecer os talentos literários do pequeno grande Estado de Sergipe.

Mariza Marques

Mariza Marques

A capacidade de brilhar

A aparência da mulher tem beleza,

Para alegrar, ser feliz

E expõe em um ato de amar.

Sua beleza interior

Tende a fixar no seu olhar

Uma coroa de honra

E encanto que merece elogios.

A mulher tem uma elegância

Que brilha onde quer,

Constrói um serviço de capacidade

E existência do seu viver;

Sendo capaz de:

Gerar, cuidar, agraciar, educar,

Clamar e declamar.

A geração mulher,

Propicia amor de fecundação,

Rega, emana e tem sua essência

Possível para buscar identidade plena

E serena em sua sobrevivência.

A mulher é graciosa,

Onde seu título começa na Divindade e crença.

Encoraja outra mulher a despertar para a vida,

Onde luta, ora, crer, acredita e proclama sua fé.

A mulher se envolve no vento que acalenta suas atividades,

Absorvendo da natureza seu olhar confortável,

Encantador e entrelaçando seus conhecimentos,

Envolvendo seus planos.

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AFLAS lança concurso literário de poesias

O I Concurso de Poesia da Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe foi lançado em homenagem à professora ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe

Logo da AFLAS
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A AFLAS – Academia Feminina de Letras e Artes de Sergipe lançou o I Concurso de Poesia em homenagem à Profª. Dra. ADA AUGUSTA CELESTINO BEZERRA, ícone da educação no Estado de Sergipe.

As avaliações dos poemas foram feitas às cegas, ou seja, seus avaliadores receberam os poemas, sem saberem os nomes dos autores para que a integridade do concurso fosse mantida, sendo eles: a Prof.ª Dr.ª Marleide Cunha; Prof.ª Dra. Advanuzia Santos; a Prof.ª Ma. Geovana de Oliveira Lima, e os acadêmicos da ASL – Academia Sergipana de Letras, Dr. Domingos Pascoal de Melo e Dr. Paulo Amado Oliveira.

Todos os participantes terão seus poemas publicados nesta coluna do Jornal Cultural Rol, que há 30 anos leva cultura para todo o mundo, e fará conhecer os talentos literários do pequeno grande Estado de Sergipe.

Fernanda Souza

Fernanda souza
Fernanda Souza

Mulher pode?

Mulher não podia votar, muito menos estudar.

Para que mulher na escola?

Se tudo o que precisávamos era saber cozer, limpar e lavar!

Mulher não podia trair, mas podia ser corna, traída e mal amada.

Mulher não podia vestir a roupa que quisesse,

Mulher não podia trabalhar senão era depravada.

Porém, deveria estar sempre ali, com o cafezinho na hora que o marido chegasse.

Ah, como eu desejava pôr aquele casaco para trabalhar em algum lugar

Pregando prego, parafuso, o que fosse…

Longe de fogão, longe de pia, longe de criança, longe de lar.

Mas meus filhos sofreriam preconceito

E eu ainda seria uma espécie de “mulher-macho”, sem ninguém me respeitar. 

Hoje, mulher pode votar e falar o que pensa.

Mulher pode estudar e trabalhar sem ser julgada.

Homem que quiser que pense que fico em casa,

Esperando-o com o almoço pronto e roupa lavada.

Quem foi que disse que tu, homem, eras melhor que eu?

Quem foi que disse que eu era o sexo frágil?

Logo eu que faço coisas com mais perfeição

Que finjo estar tudo bem, quando meus olhos dizem que não,

Que vivo mil vidas em um dia e aparto dores dos outros em detrimento das minhas.

Ser mulher não é ser submissa das vontades masculinas,

Ser mulher não é aceitar sem questionar toda a represália.

Ser mulher não é aceitar os rótulos da sociedade.

Nascemos com o sexo feminino e não com uma fragilidade.

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