Num dia claro de verão
Evani Rocha: ‘Num dia claro de verão’


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Quero ir embora
Num dia claro de verão
Quero um céu raso
De nuvens brancas,
E um tapete de flores no chão.
Quero ir embora devagar,
Sem pressa na despedida.
Quero abraços apertados
E sorriso escancarado
Não quero adeus,
Mas um ‘até logo’
Quero enxutos meus olhos
E a alma,
Límpida como as águas.
Quero despir-me do orgulho,
Do medo e do espelho
Quero ir de peito aberto,
E ao vento, os cabelos
Aliás, não quero laços
Nem perfume de jasmim
Mas quero desatar os nós
Que se prenderam a mim
Deixar as regras terrenas
As horas longas do tempo
Levar comigo somente
Toda liberdade plena!
Evani Rocha
Contatos com a autora
O admirável mundo de João de Camargo
Carlos Carvalho Cavalheiro:
‘O admirável mundo de João de Camargo’


Foto: Carlos Carvalho Cavalheiro
João de Camargo foi um ex-escravizado que no início do século XX construiu uma capela na estrada da Água Vermelha, município de Sorocaba, no Estado de São Paulo (Brasil) e deu início a um culto que aparentemente mesclava tradições africanas com catolicismo popular.
Diz o memorialista Antônio Francisco Gaspar que “em princípios de 1906 era empregado na olaria de Elias Monteiro, na ‘Água Vermelha’, um preto ainda moço por nome João de Camargo” (Gaspar, 1925, p. 23). Nessa ocasião, teria João de Camargo recebido da “espiritualidade” uma missão que seria a construção da igreja “longe do bulício da cidade, distante das orgias e das iniquidades […] para o fim de prodigalizar benefícios àqueles que deles necessitarem” (Gaspar, 1925, p. 26).
João de Camargo, então, construiu a sua capela e começou a atender aos necessitados, dando-lhes conforto com seus conselhos, mas, também, promovendo curas milagrosas e usando de seus dons para a promoção do bem. Como afirmou o escritor e folclorista Bene Cleto, o taumaturgo João de Camargo “até sua morte, em 1942, não cessou um só dia em fazer o bem a seus semelhantes, de sanar suas dores – fossem elas do corpo ou do espírito” (Cleto, 2020, p. 43).
Porém, além de promover curas e atendimento aos necessitados, João de Camargo foi uma liderança comunitária. No entorno de sua Igreja surgiu, organizado por ele mesmo, um bairro com estrutura de casas de aluguel, de Hotéis, armazéns e outros serviços. O terreno no qual esse bairro começou a se formar era propriedade doada a João de Camargo por seu primo Pedro de Camargo. Nessa localidade, as manifestações culturais de origem africana ou afro-brasileiras eram permitidas, ao contrário do que ocorria na região central de Sorocaba, onde tais manifestações eram reprimidas pela polícia e pela vigilância dos grupos de poder e tomadores de decisão (Cavalheiro, 2020).
Bastante sintomático foi o esforço de João de Camargo em constituir uma Banda musical e construir um prédio para abrigar uma escola. Assim, promoveu a educação e a oportunidade de trabalho digno para pobres e negros. Em uma época muito próxima ao fim da escravidão, a exclusão social dos afrodescendentes era visível e esperada. O próprio João de Camargo, ex-escravizado, analfabeto e quase que sem qualificação profissional, teve que se sujeitar a trabalhos grosseiros, pesados e mal remunerados.
Obviamente que João de Camargo foi perseguido. Em 1913, chegou a ser preso e processado por curandeirismo (mesmo que o objeto principal da denúncia do promotor público fosse o ajuntamento de pessoas em torno da igreja). Assistido pelo advogado Juvenal Parada, que promoveu uma qualificada defesa, João de Camargo foi absolvido. Mas, por longos anos sofreu a discriminação e o preconceito social.
Ocorre que a burguesia de Sorocaba tinha um projeto de cidade sintetizado no epíteto de Manchester Paulista: uma associação com a cidade industrial inglesa, símbolo de progresso capitalista. A esse projeto concorria o território negro e caipira criado por João de Camargo (Cavalheiro, 2020).
Em 1929, um relatório da cidade de Sorocaba ao Inspetor Chefe apresenta João de Camargo como um “caso typico de curandeirismo, nos moldes de um ‘Antônio Conselheiro’”… (Cavalheiro, 2020, p. 74). Ora, Antônio Conselheiro foi o líder messiânico que, juntamente com os seus seguidores, defendeu a localidade chamada de Canudos dos ataques das tropas federais brasileiras republicanas, cujo entendimento era de que aquela comunidade era um antro de fanáticos e desordeiros.
João de Camargo faleceu em 28 de setembro de 1942 e com o passar dos anos sua imagem foi sendo modificada, especialmente nos textos jornalísticos. Hoje ele é interpretado como um benfeitor, um líder religioso e comunitário, um “santo”.
E a sua igreja é um local onde o ecumenismo e o ecletismo religioso de fato ocorre.
Tradições religiosas que se mesclam
À primeira vista, parece um caos. Depois, a ordem vai se estabelecendo e cria a harmonia do ambiente. A multiplicidade de imagens de tradições tão diferentes (como kardecistas, candomblecistas, umbandistas, católicas, esotéricas, orientalistas…) se miscigenam, e como numa mistura de diversos líquidos, se decantam e encantam até atingir a perfeita amálgama.
Na igreja de João de Camargo (oficialmente Igreja de Nosso Senhor Jesus do Bonfim), em cada nicho e em cada espaço há imagens de orixás, de entidades da umbanda (como Maria Padilha, Zé Pelintra, Caboclos e Pretos-Velhos), orixás do candomblé, santos católicos, santos populares (como Padre Cícero, Antoninho Marmo da Rocha, Menina Julieta…), mestres juremeiros, deuses hindus, e até mesmo imagens de Buda.
Para completar o sentido eclético do lugar, nas paredes é possível encontrar fotografias e desenhos de autoridades religiosas e políticas como Getúlio Vargas, Papa João Paulo II, Dr. Ferreira Braga (um político local do passado) e até Allan Kardec (codificador do Espiritismo).
Aparentemente, essa mescla de tradições religiosas – em consonância com personalidades históricas e lideranças políticas – não é uma exclusividade da Igreja de João de Camargo. Possivelmente, seja até mesmo um traço cultural de origem africana que não promove a separação entre o sagrado e o mundo dos seres humanos. E nem mesmo se preocupa com uma questão que Peter Berger levantou: a do mercado religioso.
Para esse sociólogo, o fim das religiões oficiais (impostas pelos governos, sobretudo pelas monarquias absolutistas), propiciou a liberdade de escolha. Assim, as religiões acabam por disputar fiéis dentro de uma lógica de mercado. Daí a expressão “mercado religioso” (Beger, 2009).
No ano de 1958, o escritor Aldous Huxley visitou o Brasil. Nessa visita, na então capital do país, a cidade do Rio de Janeiro, ele foi levado a um terreiro de macumba, nome genérico dado a algumas das tradições religiosas afro-brasileiras. O pesquisador Renato Ortiz encontrou uma nota no jornal paulistano “O Estado de S. Paulo” que descreveu essa visita com um certo horror e vergonha, pois, de acordo com o redator, tais manifestações eram testemunhas de nosso “atraso”.
“É profundamente humilhante para todos nós, brasileiros, que o escritor Aldous Huxley tenha podido assistir, em pleno coração do Rio de Janeiro, a uma cerimônia de macumba. Não apenas porque alguns pretensos intelectuais encaminhassem o famoso autor de Admirável Mundo Novo, para o morro do Salgueiro. Mas, pela simples e única razão de ser ainda possível, em mil novecentos e cinquenta e oito, quando caminhamos em plena era atômica não se sabe se para o cataclismo, a realização de torpezas tais na própria capital da República”. Assim, de acordo com Ortiz, a nota jornalística salienta o preconceito em relação às tradições afro-brasileiras na metade do século XX.
Mas o que interessa a este artigo é o trecho em que o repórter anota uma observação que se coaduna com o que esteticamente ocorre dentro a igreja de João de Camargo:
“[…] sobre um altar, estavam juntos imagens de santos católicos, orixás, fetiches africanos e ameríndios, fotografias de políticos, estampas de Tiradentes, figuras de Buda e de Zumbi dos Palmares, além de cerâmicas de bichos, conjunto este que impressionou o escritor inglês. As danças e cantos que seguiram, interrompidos a meio pelo ‘Pai de santo’ para o ‘abraço duplo ao visitante’, prosseguiram depois dedicados a este” (Ortiz, 1999, p. 200).
Esse é um indício de que muitos cultos afro-brasileiros compuseram seus espaços com essa estética que mistura elementos de várias dimensões da vida humana, desde o sagrado, passando pelo político e pelo mítico / heroico.
No entanto, com o passar dos anos, essa estética foi sendo modificada e, atualmente, não é mais comumente vista nos terreiros das religiões afro-brasileiras. Por isso, a preservação da Igreja de João de Camargo é importante, porquanto é um testemunho vivo de uma prática – ética e estética – que deixou de existir. É, possivelmente, um exemplar único. Um patrimônio para todos nós.
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Referências:
Berger, Peter L. O dossel sagrado. São Paulo: Paulus, 2009.
Cavalheiro, Carlos Carvalho. João de Camargo, o Homem da Água Vermelha. Maringá (PR): Editora A. R. Publisher, 2020.
Cleto, Bene. Causos do Leôncio e outros causos. Sorocaba: Academia Sorocabana de Letras, 2020.
Gaspar, Antônio Francisco. O Mystério da Água Vermelha. Sorocaba: Do Autor, 1925.
Ortiz, Renato. A morte branca do feiticeiro negro. São Paulo: Brasiliense, 1999.
Carlos Carvalho Cavalheiro
carlosccavalheiro@gmail.com
Dia do Trabalho
Ivete Rosa de Souza: ‘Dia do Trabalho’


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Desde criança sempre me perguntei o porquê de no Dia do Trabalho, ninguém trabalhava. Uma contestação no mínimo ousada para uma criança, que nem sabia o que era verdadeiramente trabalhar. Mesmo assim, me alegrava ver meu pai em casa, uma vez que continuamente nos víamos muito pouco, porque ele saía cedinho antes mesmo dos filhos acordarem, e voltava à noite, cansado de um dia exaustivo, ou estávamos dormindo, ou ainda, caindo de sono, não havendo, portanto, interação.
Depois de crescida, isso lá por meus 10 a 12 anos, já era responsável por meus irmãos menores. Minha mãe passou a trabalhar fora para aumentar a renda e proporcionar roupas e outras coisas que nos faltava. Comecei a valorizar o trabalho, vendo minha mãe contar o dinheiro que ganhava, limpando casas, lavando e passando roupas, e o que viesse ela faria de bom grado. Meu pai sempre com ar preocupado, assim mesmo conseguiram comprar um terreno, fazer uma casinha com suas próprias mãos, para termos uma vida melhor.
Diante da luta deles tomei a decisão de trabalhar: fui babá, auxiliar de faxina, vendedora de loja de roupas e eletrônicos, até ajudante de açougueiro. Fui aprendendo a sentir o que era a obrigação do trabalho. Só tinha um problema: eu não acatava ordens absurdas, nem aceitava propostas indecentes! Como menina de 14 anos sofri assédio, saí correndo do local, nem meus pertences eu peguei, só parei quando entrei em um distrito policial. O patrão já havia recebido outras queixas e foi preso no mesmo dia.
Dali fui para uma fábrica, depois lojas, após trabalhei na Guarda Municipal, migrando por último para a Polícia Militar, onde permaneci até meu filho nascer e dei baixa. Foram anos de trabalho árduo, estudando à noite, criando família. Hoje são meus filhos que trabalham por seu sustento e por suas casas. Me sinto desobrigada de trabalhar, mas sinto falta do trabalho. Vai entender. Essa vida corrida vicia!
Todas as pessoas precisam do trabalho, precisam ganhar seu sustento para ter uma vida no mínimo modesta, um teto, comida, vestes e um feriado. Que alegria um feriado bem no meio da semana. Ou melhor ainda, no fim de semana emendado.
Nem fazem o trabalho que imaginavam, como eu mesma, que sempre desejei ser jornalista, correndo o mundo escrevendo. Ou uma escritora num rancho afastado da cidade, com os pássaros à volta, gorjeando ao raiar do dia. Cena bucólica de algum filme retrô.
Mas agradeço aos céus por ter e poder trabalhar. Mesmo que não seja aquilo que queria ser ou ter, muitos de nós teremos, após o feriado, um trabalho para retornar, nos garantindo a alegria de saber que podemos trabalhar, progredir e vencer. Até o outro feriado chegar.
Ivete Rosa de Souza
Contatos com a autora
Levo o que conquistei
Verônica Moreira: ‘Levo o que conquistei’


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Levo pra vida inteira, instantes!
Levo saudades
Levo semblantes!
Levo traços de um velho rosto
Levo no paladar um antigo gosto!
Levo comigo bagagens!
Levo o pesar da despedida…
Levo o abraço fraterno
Levo o que me é eterno!
Levo lições dessa vida
Levo muito aprendizado!
Levo o riso que instiga a viver
Levo o viver que me instigou o riso.
Levo o pranto que aliviou a alma
Levo a alma que me causou o pranto.
Levo comigo o ontem, o hoje e o amanhã!
Levo a véspera de uma breve despedida.
Levo o que conquistei
Mas deixo enterrado num mesmo lugar, a carcaça que tanto me fez sangrar!
Verônica Moreira
Contatos com a autora
Fidalgo
Pietro Costa: Poema ‘Fidalgo’


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Dose cavalar a resvalar episódios de loucura
Pinote invulgar e que a toda vista se faz vistoso
Meu reverso por certo e minha arguta desventura
Por rotas sinuosas, pretende o laurel majestoso
Provido do dom de fazer uma criança gigante
No medo visto, vivido e redivivo, sem desviar
Testemunha de tantos sentimentos oscilantes
Em sua bela cela, eu parecia maior ao cavalgar
Saudades desse amigo precioso de infância
Das glórias e medalhas hauridas, das sofridas lesões
Então divido com vocês essa dadivosa lembrança
De nossas traquinagens, proezas, segredos, confusões
Um dia nos reencontraremos, nos verdejantes campos do céu
Para resgatar nossas viagens em direção ao infinito êxtase
Enquanto isso, danço versos “in memoriam”, prodigioso corcel
Tomando as rédeas do chamamento dessa inspiração recente
Pietro Costa
P.E.R.D.O.A.R. – Um guia prático para a evolução espiritual
Lançamento da Editora UICLAP oferece ferramentas para o autoconhecimento e a transformação pessoal.
O escritor J.H.Martins apresenta seu mais recente trabalho, P.E.R.D.O.A.R.: O caminho para a evolução espiritual, pela Editora UICLAP. Mais do que um livro, a obra é um guia prático para o autoconhecimento e a transformação pessoal, baseado nas próprias experiências de vida do autor.

O acrônimo P.E.R.D.O.A.R. sintetiza as oito ações que servem como pilares para a jornada de evolução:
- Perseverança: A capacidade de persistir diante dos desafios e obstáculos da vida.
- Empatia: A habilidade de se colocar no lugar do outro e compreender seus sentimentos.
- Retribuição: A prática de retribuir o bem com o bem, cultivando a gratidão e a generosidade.
- Determinação: A força de vontade para alcançar objetivos e sonhos.
- Otimismo: A crença de que dias melhores virão, mesmo em momentos difíceis.
- Altruísmo: A disposição de ajudar o próximo sem esperar nada em troca.
- Resiliência: A capacidade de se adaptar e superar situações adversas.
Ao final da jornada, a última ação é a palavra PERDOAR, representa o Perdão, o ato libertador que nos permite desapegar das mágoas e ressentimentos, abrindo caminho para a paz interior.
Um livro para todos
P.E.R.D.O.A.R. se distancia de dogmas religiosos, psicológicos ou médicos, focando em ferramentas universais que podem ser utilizadas por qualquer pessoa em busca de crescimento e evolução. A linguagem acessível e as reflexões inspiradoras tornam a leitura um convite à transformação pessoal.
Sinopse
P.E.R.D.O.A.R. em síntese, é um caminho na busca da evolução espiritual e a elevação da consciência humana.
A transformação para se tornar um ser humano melhor através de um processo contínuo de crescimento pessoal e desenvolvimento visando melhorar aspectos da sua personalidade, comportamento e valores para se transformar em uma pessoa mais compassiva, ética, responsável e realizada.
P.E.R.D.O.A.R. apresenta as oito áreas chave a serem consideradas durante esse processo de evolução espiritual.
Lembre-se de que essa transformação é um processo único e pessoal, e não há um caminho único que funcione para todos.
É importante acomodar essas áreas às suas próprias circunstâncias e objetivos pessoais.
A jornada de autoconhecimento pode ser desafiadora, mas também pode ser incrivelmente gratificante à medida que você se torna uma versão mais autêntica e melhorada de si mesmo.
Diferente de tudo que você já leu, J.H.Martins nos proporciona uma busca maravilhosa e delicada no caminho da espiritualidade.
Um livro leve, simples e muito inspirador.
Classificação:
> Para maiores de 14 anos.
Sobre o Autor

J.H.Martins, ou J.H. como é conhecido, é um escritor, empresário e também consultor de tecnologia da informação que encontrou na literatura um caminho para compartilhar suas experiências e aprendizados.
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, mora em Indaiatuba/SP, casado, pai de três filhos e avô. Tem dupla nacionalidade: Brasileira e Portuguesa.
Pós-graduado em Engenharia de Software, Pós-graduado em Gerência de Projetos de TI e MBA Executivo em gestão de Saúde Complementar.
Editor setorial de TI e Colunista do Jornal Cultural Rol.
J.H. através de sua escrita, busca inspirar e auxiliar outras pessoas em sua jornada de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.
Participou em 16 livros de antologias de poesia, contos e crônicas desde 2022.
Escritor com diversos prêmios literários no Brasil e no mundo. Recebeu diversos títulos e comendas literárias.
Participou das Bienais de São Paulo, Rio de Janeiro, bem como em feiras literárias e cultural regionais.
Já tem 4 livros solos publicados desde 2022:
Nath: A jornada do despertar – livro 1 – Infantojuvenil – 4a edição – Editora UICLAP – Clique aqui para conhecer mais

Fragmentos: Pedaços de mim – Poesia – 1a edição – Editora UICLAP – Clique aqui para conhecer mais

Poemas de mim mesmo – Poesia – 1a edição – Editora UICLAP – Clique aqui para conhecer mais

P.E.R.D.O.A.R.: O caminho para a evolução espiritual – Motivacional/Autoajuda- 1a edição – Editora UICLAP – Clique aqui para conhecer mais








