Fôlego de vida

SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora: ‘O fôlego da vida’

Joelson Mora
Joelson Mora
Imagem criada por IA do Bing em 06/01/26 às 12:50 PM
Imagem criada por IA do Bing em 06/01/26 às 12:50 PM

No começo deste ano, o Brasil parou para acompanhar a história de um menino no Pico do Paraná. Dias de buscas. Dias de angústia. Dias em que cada notícia carregava uma pergunta silenciosa: ele ainda tem fôlego de vida?

Enquanto equipes se mobilizavam, helicópteros sobrevoavam, voluntários caminhavam incansavelmente e famílias oravam, algo muito maior estava acontecendo. Não era apenas uma busca por um corpo. Era uma luta pelo valor da vida. Cada passo dado na montanha era um ato de esperança. Cada respiração de quem buscava era também um lembrete: enquanto há fôlego, há propósito.

Na Bíblia, está escrito que Deus soprou nas narinas do homem o fôlego de vida, e ele se tornou alma vivente. O fôlego não é apenas ar entrando e saindo dos pulmões. O fôlego é dom. É presença. É missão. É aquilo que nos mantém de pé mesmo quando o terreno é íngreme, frio e incerto, como uma montanha.

Essa história nos confronta com uma verdade poderosa: muitas vezes só percebemos o valor da respiração quando ela está por um fio. Só entendemos a grandeza da vida quando ela é ameaçada. E, ainda assim, seguimos vivendo no automático, correndo, acelerando, esquecendo de respirar com consciência.

O Fôlego de Vida, ação que nasce agora junto à Arteris, carrega exatamente esse chamado: pausar para respirar, cuidar da vida, proteger caminhos, preservar pessoas. Assim como nas estradas, na vida também existem curvas perigosas, trechos de risco e momentos em que alguém precisa estender a mão para que o outro continue respirando.

A mobilização no Pico do Paraná mostrou que a vida nunca é individual. Ela é coletiva. Quando um fôlego falta, muitos se levantam. Quando alguém se perde, muitos se movem. Isso é humanidade. Isso é responsabilidade. Isso é amor em ação.

Que essa história nos ensine a não esperar a tragédia para valorizar o essencial. Que aprendamos a honrar o fôlego todos os dias, no trabalho, na estrada, em casa, no cuidado com o corpo, com a mente e com o outro.

Respirar é um ato simples.

Mas preservar o fôlego de vida é um compromisso diário.

Enquanto há fôlego, há esperança.

Enquanto há fôlego, há caminho.

Enquanto há fôlego, há vida — e a vida é sagrada.

Joelson Mora

Voltar

Facebook




Ressignificar

Eliana Hoenhe Pereira: Poema ‘Ressignificar’

Eliana Hoenhe Pereira
Eliana Hoenhe Pereira
Foto pela autora
Foto pela autora

Hoje eu quero ver o mar 

Preciso ressignificar.

Proíbo-me de gritar 

as minhas razões. 

Abafei todas as sensações 

sem colocar resistências, 

Engoli o choro 

e abri espaço para o novo.

Escondi-me no silêncio 

do meu jardim imenso 

e ausente.

Segui em frente 

rumo ao desconhecido 

para encontrar um sentido,

Certo ou errado 

o ciclo estava encerrado.

Eliana Hoenhe Pereira

Voltar

Facebook




Vozes caladas

Márcio José Zacarias: Poema ‘Vozes caladas’

Márcio José Zacarias
Márcio José Zacarias
Imagem criada por IA do ChatGPT – 6 de janeiro de 2026, às 11:19 PM

Na rua vazia, há gritos no chão,
Sonhos quebrados, pedindo atenção.
Olhares que clamam por pão e abrigo,
Contudo o mundo apressa-se, segue consigo.

A pele marcada, a fome exposta,
A vida negada, a dor que encosta.
Muros erguemos, pontes esquecemos,
E a indiferença é o que mais mantemos.

A justiça adormece em berço de lei,
Enquanto o pobre pergunta: “E eu, onde fiquei?”
Se cada gesto tivesse coragem,
O mundo seria menos selvagem.

Causas são vidas, não estatística fria;
Só há mudança onde há empatia.

Márcio José Zacarias

Voltar

Facebook




Quando a matemática vira aventura

Professor Fernando Dias transforma números em magia na literatura infantil

Prof. Fernando Dias
Prof. Fernando Dias

Para muitas crianças, e também para muitos adultos, a matemática ainda carrega a fama injusta de ser um “monstro”.

Difícil, distante, assustadora.

Mas e se ela pudesse ser divertida, colaborativa e cheia de imaginação?

É a partir desse desejo de mudança que nasce o livro infantil “1,2,3…outro mundo”, de FernandoMota Dias, professor conceituado, educador apaixonado por metodologias ativas e membro da Academia de Letras de Indaiatuba (ALI).

Natural de Campinas (SP) e com apenas 28 anos, Fernando reúne uma trajetória sólida no ensino fundamental, médio, técnico e superior, além de experiência em coordenação pedagógica, palestras e treinamentos educacionais.

Professor nas áreas de Gestão e Matemática, Fernando construiu sua formação com diversas pós-graduações, incluindo Docência em Matemática, Comunicação Empresarial, Administração, Coordenação e Supervisão Escolar.

Mas, mais do que títulos, o que move sua atuação é a convicção de que o aluno precisa ser protagonista do próprio aprendizado.

Essa filosofia transborda para a literatura.

A ideia do livro surgiu da vontade de conversar com as crianças sobre a matemática de forma leve, desconstruindo o medo que muitos carregam desde cedo.

Para isso, Fernando escolheu um caminho que as crianças conhecem bem: a aventura.

Na história, três amigos embarcam em uma jornada mágica ao abrir um livro em uma biblioteca.

Transportados para um mundo incrível, eles precisam enfrentar desafios para conseguir voltar para casa.

Mas não estão sozinhos.

Ao longo do percurso, contam com ajudas muito especiais, que tornam a caminhada mais emocionante e reforçam uma mensagem essencial: quando se trabalha em equipe, tudo fica mais fácil.

A matemática, nesse contexto, deixa de ser vilã e passa a ser aliada.

Os desafios surgem como enigmas, descobertas e oportunidades de pensar juntos, exatamente como Fernando defende em sala de aula, por meio das metodologias ativas que tornam o aprendizado mais dinâmico, significativo e prazeroso.

Mais do que ensinar números, o livro propõe algo maior: confiança, cooperação e curiosidade.

Uma leitura que conversa com as crianças, mas também com pais e educadores que desejam uma relação mais saudável com o aprender.

Ao unir sua experiência como professor, pesquisador da prática pedagógica, Fernando Mota Dias mostra que literatura e educação caminham juntas, e que, com imaginação e afeto, até a matemática pode virar magia.

REDE SOCIAL DO AUTOR

1,2,3… OUTRO MUNDO

SINOPSE

Três amigos acabam embarcando em uma aventura mágica.

Ao abrir um livro na biblioteca, são transportados para um mundo incrível e, para conseguirem voltar, precisam enfrentar juntos uma série de desafios.

No entanto, ao longo do caminho, eles recebem ajudas muito especiais que tornam a jornada ainda mais emocionante.

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRA DO AUTOR

1,2,3... outro mundo!
1,2,3…outro mundo

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Falar sobre raiva também é cuidar

Psicóloga estreia na literatura infantil com livro que ajuda crianças a lidar com emoções

Enraive-ser para construir o próprio caminho
Enraive-ser para construir o próprio caminho.

Nem toda emoção é fácil de nomear, muito menos de controlar.

A raiva, então, costuma assustar adultos e crianças.

Mas e se, em vez de reprimir, a gente aprendesse a compreender?

É com esse olhar sensível que Camila Peixoto Farias, psicanalista, professora universitária, pesquisadora e mãe do pequeno Inácio, estreia na literatura infantil.

Morando em Pelotas, no Rio Grande do Sul, ela transforma anos de estudo, escuta clínica e vivência materna em uma história pensada para ajudar as crianças a reconhecer e lidar melhor com a raiva.

Camila Peixoto Farias
Camila Peixoto Farias

Acostumada a ouvir, e a acolher, Camila traz para seu livro de estréia “Enraive-ser para construir o próprio caminho” algo que vai além da teoria.

Sua experiência como psicóloga se soma ao cotidiano da maternidade, onde as emoções aparecem de forma intensa, espontânea e, muitas vezes, confusa.

É nesse espaço entre a ciência e o afeto que nasce sua escrita.

O livro aborda o controle da raiva na infância, principalmente das meninas, ajudando-as a entenderem o que sentem e a encontrarem caminhos mais saudáveis para expressar emoções difíceis.

Sem julgamentos e sem rótulos, a narrativa conversa com a criança de igual para igual, respeitando seu tempo, sua sensibilidade e sua forma própria de sentir o mundo.

Mais do que ensinar “o certo e o errado”, a obra convida ao diálogo, algo fundamental tanto em casa quanto na escola.

Pais, educadores e cuidadores encontram ali uma ferramenta delicada para abrir conversas importantes, fortalecendo o vínculo com as crianças, principalmente as meninas, mostrando que sentir raiva não é errado, mas aprender a lidar com ela é um processo.

Essa estreia na literatura infantil marca um novo capítulo na trajetória de Camila Peixoto Farias, que leva para os livros a mesma escuta cuidadosa que marca sua atuação profissional.

Uma escrita que acolhe, orienta e lembra que educação emocional também é uma forma profunda de cuidado e empoderamento.

Porque quando a criança aprende a reconhecer o que sente, ela cresce mais segura, e quando o adulto aprende a escutar, todo mundo cresce junto.

REDE SOCIAL DA AUTORA

Enraive-ser para construir o próprio caminho

SINOPSE

Para onde vai a raiva que você sente?

Olívia é uma menina como tantas outras: cheia de emoções, pensamentos e sentimentos intensos.

Mas há algo que ela aprende cedo, que a raiva não tem lugar.

Nesta história sensível e necessária, somos convidados a acompanhar a jornada de Olívia enquanto ela aprende a reconhecer, acolher e expressar seus sentimentos com coragem e autenticidade.

Escrito por Camila Peixoto Farias, com ilustrações delicadas de Stela Kubiaki e do pequeno Inácio, o livro é um convite à escuta e ao respeito pelas emoções das meninas, especialmente a raiva, frequentemente silenciada e mal compreendida.

Uma história de amizade, empoderamento e reencontro consigo mesma.

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRA DA AUTORA

Enraive-ser para construir o próprio caminho.
Enraive-ser para cronstruir o próprio caminho

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Uma girafa, um porquinho-do-mato e duas línguas

O livro infantil bilíngue que une afeto, aprendizado e imaginação

A senhora Girafa e seu amigo porquinho de mato
A senhora Girafa e seu amigo Porquinho-do-Mato

Algumas histórias nascem para ensinar.

Outras, para encantar.

“A Senhora Girafa e o Seu Amigo Porquinho-do-Mato” faz as duas coisas, e ainda constrói pontes entre culturas, idiomas e corações.

O livro infantil bilíngue (Português–Inglês) é assinado por Anna Clara Loureiro Lago, autora e ilustradora brasileira de apenas 25 anos, formada em Ilustração pela renomada Savannah College of Art and Design (SCAD), nos Estados Unidos.

Anna Clara Lago
Anna Clara Lago

Atualmente vivendo no Mississippi, Anna Clara administra sua própria empresa, a Anna Clara Lago LLC, e desenvolve projetos voltados ao universo infantil, como livros, murais e ações educativas.

Mas a trajetória até aqui não foi simples, e talvez seja justamente isso que torne sua obra ainda mais especial.

Anna Clara chegou aos Estados Unidos sem falar inglês.

Trabalhou com limpeza, recomeçou do zero e estudou intensamente até conquistar seu diploma universitário.

Foi por meio da arte e da educação que encontrou uma forma de transformar desafios em inspiração, criando obras que conectam pessoas de diferentes culturas.

Essa vivência está impressa em cada página de seu livro.

A história de “A Senhora Girafa e o Seu Amigo Porquinho-do-Mato” nasceu durante uma disciplina de Book Illustration na SCAD.

A proposta inicial era ilustrar apenas algumas páginas, mas Anna Clara decidiu ir além: criou uma narrativa própria e concluiu o livro inteiro em apenas oito semanas.

Inspirada na fábula clássica “A Raposa e a Cegonha”, a autora optou por uma releitura contemporânea, divertida e educativa, com personagens imperfeitos, carismáticos e cheios de aprendizados.

Aqui, o foco não é a moral dura, mas o crescimento conjunto, errar, aprender e seguir em frente juntos.

A escolha por tornar a obra bilíngue tem raízes profundas.

Anna Clara cresceu no Brasil sem gostar de inglês, justamente por enxergá-lo como algo imposto.

Somente ao se mudar para os Estados Unidos ela descobriu que aprender um novo idioma pode ser leve, prazeroso e cheio de significado quando há emoção envolvida.

E é exatamente isso que o livro propõe às crianças: mostrar que aprender pode ser uma aventura.

Voltada ao público infantil, a obra aborda temas essenciais como amizade, empatia e respeito às diferenças, ensinando que todos podem aprender uns com os outros, mesmo quando falam “línguas diferentes”.

Para enriquecer ainda mais a experiência, o livro conta com um dicionário ilustrado e atividades educativas ao final, que ajudam os pequenos a praticar vocabulário e leitura de forma natural e divertida.

“A Senhora Girafa e o Seu Amigo Porquinho-do-Mato” é também um reflexo do amor de Anna Clara pela educação infantil, uma herança afetiva deixada por sua mãe, professora do ensino infantil no Brasil.

Mais do que um livro, a obra é um convite: aprender com carinho, crescer com o outro e descobrir que o conhecimento pode ser tão doce quanto uma boa história antes de dormir.

REDES SOCIAIS DA AUTORA

A Senhora Girafa e o Seu Amigo Porquinho-do-Mato

SINOPSE

Este livro conta a história da Senhora Girafa e de seu amigo Porquinho-do-Mato, uma releitura da fábula clássica A Raposa e a Cegonha, apresentada em formato bilíngue (Português-Inglês).

Através das aventuras de uma girafa espirituosa e de um porquinho-do-mato brincalhão, as crianças aprendem sobre respeito, empatia e o valor de trabalhar em equipe.

Além do texto bilíngue, a obra traz um dicionário ilustrado, atividades interativas e um quiz, incentivando o aprendizado de forma lúdica e criativa.

Uma leitura envolvente, divertida e educativa para crianças que estão começando a explorar novos idiomas!

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRA DA AUTORA

A senhora Girafa e seu amigo Porquinh-do-Mato
A senhora Girafa e seu amigo Porquinho-do-Mato

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Para onde?

José Antonio Torres: Poema ‘Para onde?’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada pela IA da Meta - 6 de janeiro de 2026, às 8:24 PM
Imagem criada pela IA da Meta – 6 de janeiro de 2026, às 8:24 PM

Ouço sussurrarem meu nome…
Intrigado, indago: Quem és?
O que ou a quem procuras?
Por que sussurras o meu nome?
Não te conheço!
Sinto o teu perfume adocicado e suave.
Não te vejo, mas sinto a tua presença.
Por que não te vejo?
A tua respiração soprando em meu ouvido…
De onde vens?
Não tenho medo.
Mas essa sensação é estranha e angustiante.
Vais me levar para algum lugar?
Responde!
Para onde?

Sinto que estou prestes a atravessar portais.
A calma se faz.
Não sinto mais angústia.
Parece que flutuo…
Percebo luzes dos mais belos matizes.
As mais belas melodias se sucedem…
Sinto presenças de quem não vejo.
Murmúrios e aromas deliciosos me acalmam…
Uma sensação de acolhimento me envolve.
Começo a ter a verdadeira consciência de mim.
Me percebo em outro plano.
Estou em meu verdadeiro lar.
Sinto-me sereno e em plena paz.

José Antonio Torres