As Vidas da Natureza-Morta

Museu Afro Brasil Emanoel Araujo inaugura a exposição ‘As Vidas da Natureza-Morta’

Artista, Antonio Pulquério, e Diretor Artístico do Museu, Hélio Menezes
Artista, Antonio Pulquério, e Diretor Artístico do Museu, Hélio Menezes

Na maior mostra do gênero no país, o curador Claudinei Roberto da Silva observa a sensível eloquência de objetos inanimados

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, inaugurou, no último sábado, 13 de abril, a exposição “As Vidas da Natureza-Morta”.

O evento de abertura contou com a participação do curador da exposição, Claudinei Roberto da Silva, do Diretor Artístico do Museu, Hélio Menezes, da secretária de Cultura, Economia e Indústria Criativas, Marília Marton, além de talentos que participam da mostra e outras personalidades. A exposição aborda diversas referências de natureza-morta, considerando a produção de artistas brasileiros e estrangeiros do século XIX até a atualidade. 

Jefferson Pancieri - Curador Claudinei Roberto da Silva e Secretária Marilia Marton
Jefferson Pancieri
Curador Claudinei Roberto da Silva e Secretária Marilia Marton

O curador Claudinei Roberto da Silva partiu do acervo da instituição, contando com obras de outras instituições culturais do país, além de contribuições de artistas e colecionadores. Durante a cerimônia de abertura, ele destacou a relevância do trabalho dos artistas e do Museu.

“Tornar possível uma exposição que tem 62 artistas e mais de 300 obras, é uma coisa difícil de imaginar quando nós vemos a mostra pronta. O que vocês vão ver é uma ínfima parte da produção artística brasileira. E reitero que a manutenção dos espaços de cultura e museais depende do público, depende de vocês. A gente precisa prestigiar as instituições museais e se apropriar desse patrimônio que é nosso”, pontuou Claudinei.

Jefferson Pancier - Artista Soberana Ziza
Jefferson Pancier
Artista Soberana Ziza

Hélio, o novo Diretor Artístico da instituição, falou sobre a experiência de abrir a primeira exposição desde o início de sua gestão. “Depois de tantos anos em que me dediquei  a estudar o Museu e o Emanoel, estar aqui é uma honra. Eu falo sem qualquer modéstia que esse é o museu mais importante do Brasil e brasileiro. É uma alegria poder abrir a primeira exposição.” 

Já a secretária, Marília Marton, elogiou o trabalho realizado. “Essa mostra, que é a maior do gênero no país, nos convida a uma extensa e profunda reflexão por meio da sensibilidade da natureza morta, buscando conhecer quais são suas persistências, seus motivos, comportamentos e reivindicações enquanto objetos contemporâneos”, finaliza. 

Divulgação - Obra - Economia doméstica miolos - Ana Luiza
Divulgação
Obra – Economia doméstica miolos – Ana Luiza

A exposição é composta por  62 artistas acadêmicos, populares, modernos e contemporâneos. Dentre eles, cabe mencionar o artista negro Estevão Silva, que morreu no Rio de Janeiro em 1891 e conferiu expressão ao gênero. Também estão presentes nas obras os artistas Aldemir Martins, Alina Okinaka, Ana Luiza Dias Batista, Anita Malfatti, Antonio Pulquério, Carlos Scliar, Yêdamaria, Juniara Alburquerque e Mariana Martins. 

Sobre o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura. Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do seu diretor curador, Emanoel Araujo (1940-2022), o museu é um espaço de história, memória e arte.

Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do mais famoso parque de São Paulo, o Parque Ibirapuera, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo conserva, em cerca de 12 mil m2, um acervo museológico com mais de 8 mil obras, apresentando diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiro e abordando temas como religiosidade, arte e história, a partir das contribuições da população negra para a construção da sociedade brasileira e da cultura nacional. O museu exibe parte deste acervo na exposição de longa duração e realiza exposições temporárias.

SERVIÇO:

EXPOSIÇÃO – As Vidas da Natureza-Morta

Endereço: Parque Ibirapuera, Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, portão 10, São Paulo – SP
Funcionamento: terça a domingo, 10h às 17h (permanência até às 18h)
Ingresso: R$15 (meia entrada, R$7,50)
Grátis às quartasEstacionamento (Parque Ibirapuera)Horário: das 5h à 0h
Acessos: Portões 3 e 7

Assessoria de Imprensa do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo – Si Comunicação 
Bruna Dutra: marketing@sicomunicacao.com.br   
Silvana Inácio silvana@sicomunicacao.com.br   
Contato: (11) 99191-5116 (WhatsApp Si Comunicação)

Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo – Assessoria de Imprensa
(11) 3339-8062 / (11) 3339-8585
imprensaculturasp@sp.gov.br
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João Liberato
Obra - Yêdamaria
João Liberato
Obra – Yêdamaria

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Obra - Antonio Pulquério
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Obra – Antonio Pulquério

Jefferson Pancieri
Artista Sergio Lucena
Jefferson Pancieri
Artista Sergio Lucena

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Inaceitável a discriminação entre pessoas

Diamantino Loureiro Rodrigues de Bártolo:

‘Inaceitável a discriminação entre pessoas’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
O sentimento de respeito entre as pessoas
O sentimento de respeito entre as pessoas
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O contexto atual aconselha, necessariamente, mais prudência no equilíbrio entre o dinamismo imprimido pelos jovens, ainda que sem as experiências de vida e profissionais, e a calma e sabedoria dos mais idosos, experientes e prudentes. O progresso deve fazer-se com todos os cidadãos, porque todos têm idênticas responsabilidades, embora uns sejam proprietários/empregadores e outros nada possuam, para além da sua própria força de trabalho.

Afigura-se, por isso mesmo, injusto alimentar posições exclusivas, na prática e em teoria defenderem-se outros valores, como a igualdade, a dignidade da pessoa humana, quando se verifica, por parte de quem legisla, pouca sensibilidade para valorizar conhecimentos, experiências, dedicação, competências e dignidade àqueles que vão caminhando para idades mais maduras, mas que ainda se encontram válidos. 

É verdade que há milhares de pessoas, em todos os países, cuja idade e condição físico-intelectual não lhes permite desenvolverem qualquer atividade produtiva para a sociedade, porém, tais pessoas já deram o seu contributo, já provaram do que são capazes, portanto, para elas, o sistema de políticas públicas de inclusão deve funcionar plenamente, atribuindo-se-lhes os direitos e eventuais benefícios que lhes permitam usufruírem de uma vida digna, com qualidade e tranquilidade.

Por outro lado, também se conhece a existência de outros tantos milhares de indivíduos que continuam, praticamente, na plena posse das suas principais faculdades, que estariam disponíveis para manter atividades profissionais, em diversos cargos e funções, mas que por força da incompreensão do legislador são obrigados a permanecer inativos, ou então a exercer um qualquer tipo de voluntariado, porém, sem nenhum reconhecimento por parte daquele mesmo legislador, o Estado ou da Instituição onde o idoso exerce uma atividade que lhe dá prazer e utilidade para a sociedade.

O dinamismo que resulta de vários fatores existentes nos mais jovens: designadamente força física; capacidade de memorização; criatividade; determinação para ascender a lugares profissionalmente de maior estatuto social e melhores remunerações; pode, entretanto, ser prejudicado, por outros aspetos não menos importantes, como alguma imaturidade, excessos de autoconfiança e autoconhecimento, vaidade, desrespeito pelos mais velhos e alguma deslealdade, sempre que esteja em causa a sua própria progressão na carreira. É por isso que se torna necessário um bom doseamento dos recursos humanos em qualquer instituição: jovens e idosos; mulheres e homens.

Em contrapartida, a calma que oferecem os mais idosos pode significar algumas vantagens e desvantagens. Quanto às primeiras, considera-se que a instituição pode passar uma imagem para o exterior de maior segurança, experiência, respeitabilidade e conhecimentos, mesmo que o aspeto físico não seja o melhor. 

Obviamente que algumas desvantagens também se podem salientar, eventualmente: uma certa resistência a novos processos; os diferentes valores; algum comodismo quanto a práticas adquiridas e, por vezes, alguma resistência na subordinação a chefes etariamente mais novos e, para mentalidades machistas, a dificuldade de aceitar as senhoras como superiores hierárquicos.

Quaisquer que sejam as ilações, todas legítimas e respeitáveis, no que concerne à aplicação do título que antecede “A Calma que Dinamiza com Segurança”, aplicado à conjugação de trabalhadores idosos com jovens, a verdade é que a convivência humana não se restringe a um horário de trabalho, nem a umas horas de lazer. 

A partir de um relacionamento extralaboral, pode-se construir uma excelente relação entre trabalhadores e empregadores, logo, haveria lugar para todos trabalharem, enquanto a saúde lhes permitir, e as pessoas assim o desejarem, cumpridas que estejam as normas de tempo de trabalho e de descontos para um sistema social, ou outro, quando as pessoas preferirem abandonar a atividade, sujeitando-se a uma reforma justa, sem penalizações, a que tenham direito.

Não pode haver discriminação entre pessoas de um mesmo mundo, em que para umas existe uma lei extremamente generosa, quanto a salários, reformas, benefícios e outras regalias; e para outras uma lei que violenta os mais elementares direitos da justiça social e humana. A coerência do legislador deve ser um dos seus princípios, entre outros igualmente fundamentais. 

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Obreiros de Deus

Pietro Costa: ‘Obreiros de Deus’

Pietro Costa
Pietro Costa
‘Obreiros de Deus’
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Somos cocriadores da existência

Os sentidos, uma deífica armadura

Guardar ouvidos da maledicência

Os raios solares, nossa investidura

Revestir pupilas de audaz candura

E haurir o licoroso sabor da manhã

Ouvir as lições do jovem e da anciã

E sorrir para as infantes desventuras

A árvore que vence fungos parasitas

A rocha insólita que ilumina planícies

A ave que resiste a súbitas ventanias

A libélula que filma distintos matizes

Avatares da humana peregrinação

Porque tudo no meio natural é lição

A procura perene da identificação

Acordar-se e reerguer-se, redenção

Nunca apoucar o labor e a provação

Obreiros de Deus – veraz abnegação

A vida superior na íntima renovação

Pietro Costa

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Rumo ao eclipse

Denise Canova: ‘Rumo ao eclipse’

Denise Canova
Denise Canova
Rumo ao eclipse do amor
Rumo ao eclipse do amor
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Rumo ao eclipse

Filme?

Não

A realidade de um amor

Lindo e verdadeiro.


Dama da Poesia

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Canção do amor eterno

Paulo Siuves: ‘Canção do amor eterno’

Paulo Siuves
Paulo Siuves
“Nessa dança, minha musa, tão bela e graciosa, cada suspiro teu é um sopro divino
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No compasso suave da nossa canção,

Notas de amor dançam em harmonia.

Teu olhar gracioso, um acorde, me envolve,

E o mundo se torna um palco de paixão.

Nossos corações, são flautas em sintonia,

Tocam uma melodia que transcende o tempo.

Cada beijo é uma nota, um verso, um momento,

É a composição do nosso amor em harmonia.

Nessa dança, minha musa, tão bela e graciosa,

Cada suspiro teu é um sopro divino.

Em teus olhos vejo a partitura do destino,

Neste poema, minha alma declara, amorosa.

Nos acordes do nosso amor, escrevemos a história,

Nossa canção, uma nova página, gostosa memória.

Paulo Siuves

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Perfume para a felicidade

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo:

‘Perfume para a felicidade’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
A felicidade familiar
A felicidade familiar
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Refletindo positivamente sobre a vida, será interessante mencionar a importância de alguns valores, sentimentos e emoções que, com mais ou menos intensidade, influem na sensação de bem-estar, de alguma euforia, de esperança num futuro sempre cada vez melhor, com elementos essenciais ao que se poderia designar por felicidade, a começar na tranquilidade, própria de quem está de bem: consigo, família, amigos, colegas, sociedade, mundo e com Deus.

Um dos Bálsamos mais desejados, eventualmente, logo a seguir à saúde, poderia ser, por exemplo, a amizade ou, se se preferir, o amor, este considerado nas suas diferentes ‘tipologias’: filial, paternal, maternal, fraternal, de amigo, neste caso até se poderá designar por: ‘Amor-de-Amigo‘. Este amor, será uma amizade levada ao seu expoente mais sublime, num sentido mais íntimo, aqui com o significado da cumplicidade, do confiar, totalmente, no amigo, tudo o que de mais sensível pode existir em cada pessoa.

Venade/Caminha – Portugal, 2024

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Sobre a sensibilidade humana

Elaine dos Santos: ‘Sobre a sensibilidade humana’

Elaine dos Santos
Elaine dos Santos
O mundo adoecido, pela falta de empatia
O mundo adoecido, pela falta de empatia
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A pandemia de covid-19, como toda a grande catástrofe registrada ao longo dos séculos, foi um divisor de águas para muitas pessoas. Algumas aprenderam, cultivaram, tentaram manifestar sentimentos como solidariedade, empatia, respeito. Outras, não.

Quando tudo começou, a minha hematologista disse: “desaparece, esta doença é um altíssimo risco para ti”. Restringi as minhas saídas e aprendi a viver e a conviver comigo, três cães e uma gata. Gostei! Aliás, gostei muito…

Como professora de Literatura, ao estudar as principais correntes de crítica literária, fazemos leituras na área da Filosofia, da História, da Psicanálise… alguns desses fundamentos ajudaram-me bastante. Além disso, sou revisora de dissertações e teses, frequentemente, me encontro com textos que trazem os grandes pensadores da História, da Filosofia como referência. Que delícia! Quanto conhecimento adquirido.

Sou um ponto fora da curva na cidade em que resido.

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Tenho uma amiga de infância que, como eu, é professora de Literatura e diz preferir os textos do Romantismo: ‘A Moreninha‘, ‘Senhora‘ e afins, que trazem o clássico final: “E foram felizes para sempre”. Questionei-a e ela respondeu que as pessoas devem conhecer as coisas boas do mundo. Perspectiva interessante, mas divergi.

Gosto de Eça de Queiróz, de Machado de Assis, de Graciliano Ramos, de Rachel de Queirós . Poderia dizer que gosto de textos que trazem “a vida como ela é”.

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Moro em um município interiorano com grande extensão territorial, mas carente de emprego, de assistência social – e, como todo o Brasil, com saúde, educação e segurança em frangalhos. Temos vilas pobres e conflagradas. Temos alto índice de criminalidade, evasão escolar, muitos idosos que são arrimo de família (basta consultar o último censo do IBGE).

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Quando se verificou a pandemia, os ânimos acirraram-se, porque a maioria não era adepta do isolamento social. Ainda assim, as mortes comoveram muita gente. Ainda assim, as mortes não sensibilizaram muita gente.

Quando se verifica um grave acidente, quando alguém padece meses ou anos a fio, boa parte da cidade solidariza-se com a família.

Mas: não custa lembrar, somos uma cidade muito pequena, em que as vidas se cruzam e as opiniões divergentes afetam todos.

Qual a razão dessa reflexão? As redes (anti) sociais demonstram um descompasso entre o (falso) rico e o pobre; entre o sujeito que se crê europeu e o sujeito cujas raízes estão na mãe África. Estamos no Brasil e não deve ser diferente em outros locais.

Sabe o que tem me impressionado mais e mais? O descaso com a dor do outro e a capacidade (incapacidade, na certa) de perceber os medos, as dúvidas, os sofrimentos que afetam todas as vidas. A tal empatia ou, quiçá, solidariedade.

Já me disseram que eu deveria esquecer acontecimentos passados na minha própria vida, como se a dor não fosse minha. Já me disseram que eu não deveria ter dito isso ou aquilo para A ou para B, mas não me perguntaram o que A ou B disse que me levou a responder.

E, hoje, para o meu desalento, uma mãe contava que é criticada porque posta fotos de sua filha recém-falecida, porque manifesta a dor do luto, que é a ausência mais presente em nossas vidas: a morte de quem amamos.

Adoecemos e não foi só covid-19 ou, como me disse um padre, meu amigo, a pandemia mostrará com que tipo de pessoas vivemos. Mostrou! Quando alguém é insensível com os sofrimentos do outro, esse mesmo alguém precisa de ajuda, ele é doente. Tristes tempos!

Elaine dos Santos

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