Movimento Cultivista Café com Poemas Sorocaba

Movimento Cultivista Café com Poemas Sorocaba
realiza exposição no Shopping Cianê

Card da exposição O Jardim Scecreto dos Sonhos  Ecos de Kahlo e Borges
Card da exposição O Jardim Scecreto dos Sonhos
Ecos de Kahlo e Borges

O Movimento Cultivista Café com Poemas Sorocaba promove a poesia, a arte e a educação, conectando artistas e poetas em encontros presenciais e virtuais, oficinas, saraus e projetos coletivos. A iniciativa valoriza a criatividade, o diálogo artístico e o fortalecimento da produção cultural independente, criando espaços onde a palavra e a expressão visual encontram acolhimento e expansão.

Em Sorocaba, o movimento é coordenado por Priscila Mancussi, que organiza encontros culturais, incentiva novos talentos e fortalece a cena artística local por meio de ações contínuas e colaborativas.

Com atuação que ultrapassa fronteiras, os artistas participam de saraus on-line e eventos culturais fora do país, como a Feira Internacional Del Libro, por intermédio do poeta e embaixador Romário Filho, onde levam a poesia e a cultura brasileira para diversos públicos, promovendo a interação global por meio da poesia.

Como parte dessa trajetória, o movimento realiza a exposição, ‘O Jardim Secreto dos Sonhos – Ecos de Kahlo e Borges‘, que estabelece um diálogo entre Brasil, Argentina e México. Inspirada na intensidade estética de Frida Kahlo e na profundidade literária de Jorge Luis Borges, a mostra propõe uma travessia sensível entre arte visual e literatura latino-americana.

A exposição convida o público a percorrer caminhos onde cores, palavras e identidade se entrelaçam, reforçando o compromisso do movimento com a integração cultural e a valorização da arte como ponte entre nações.

Integram a exposição os seguintes artistas com suas respectivas obras:

Altamir Costa com a obra: Borges.

Beto Costa com a obra: Oceanos.

Carina Gameiro com as obras: Em Cada Olhar / Frida, Fogo e Carne.

Cris Vaccarezza com a obra: Acidentalmente, Frida.

Cristina Pimentel com as obras: Além do Tempo / Cores e Dores.

Débora Domingues com a obra: A Mexicana.

Djalma Moraes com as obras: Um Brinde ao Saber de Jorge Luis Borges / Ode à Frida.

Josemir Lemos com a obra: El Jorge.

Lana Coelho com as obras: Borges, o Homem que Via com a Alma / Frida Kahlo.

Márcio Zacarias com a obra: Borges no Labirinto do Mundo.

Priscila Mancussi com as obras: Entre Espelhos e Labirintos de Borges / Frida de Cores Vibrantes.

Ricardo Oliveira com a obra: Frida e Eu Mesmo.

Ricco Cassiano com a obra: Frida Kahlo.

Shirley Ferro – Poetisa da Luz com as obras: Eis que um Livro de Areia / Quando a Dor Virou Cor.

Vânia Moreira com a obra: Recortes de Jorge.

A revisão das obras contou com a colaboração de Clarissa Lemos, que revisou cuidadosamente cada texto apresentado.

“Movimento Café com Poemas é a nossa mesa. Sente-se e saboreie à vontade.”

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A casa e exílio

Ella Dominici: Poema ‘A casa e exílio’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada por IA do ChatGPT – https://chatgpt.com/s/m_69a1daaa9390819197679d97d92af421

Há em mim a casa e o exílio.
A casa é um rumor de água antiga
correndo dentro do nome que me deram.

É o cheiro do pão invisível
que a memória ainda assa
nas cozinhas do afeto.

Casa é onde o olhar repousa
e não precisa explicar-se.
É quando a alma se despe
e o silêncio não constrange.

Mas o exílio —
ah, o exílio —
é quando o olhar não se reconhece
no espelho das horas.

Quando caminho entre rostos familiares
como quem atravessa um país
cuja língua desaprendeu.

Exílio é essa delicada estrangeiridade
de existir demais.
É sentir o mundo por dentro
enquanto o mundo me quer superfície.
E, no entanto…não os renego

Ella Dominici

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Fabulação

Contos que observam a vida com humor, crítica e humanidade

Fabulação
Fabulação

Nova obra de Ivani Rossi reúne histórias que nascem da experiência, da observação e de uma trajetória marcada pela reinvenção.

Alguns livros não surgem apenas da imaginação, mas da própria travessia da vida.

Ivani Rossi
Ivani Rossi

Em Fabulação, a autora paulistana Ivani Rossi reúne contos que exploram, com sensibilidade e inteligência, as contradições humanas e os pequenos absurdos do cotidiano.

Socióloga de formação e com uma longa atuação na área de marketing, Ivani teve sua vida transformada em 2008, ao enfrentar um câncer gravíssimo.

Foi durante o tratamento que a escrita passou a ocupar um novo lugar em sua rotina, inicialmente como uma forma de compartilhar com filhos, familiares e amigos o que vivia naquele momento.

Esse exercício íntimo se transformou em descoberta.

Curada, decidiu aprofundar sua relação com as palavras e participou de oficinas de escrita que a ajudaram a se libertar da rigidez dos anos dedicados à comunicação corporativa.

Ali, encontrou espaço para desenvolver uma escrita mais livre, criativa e pessoal.

Dessa experiência nasceram suas primeiras publicações: Peruca, Pizza e Pitadas de Químio, em 2010, relato sensível sobre o tratamento contra o câncer; o infantil O gato que queria ser peixe, em 2020; e o romance O telefone toca, frio, lançado em 2023.

Agora, em Fabulação, Ivani apresenta um conjunto de contos que têm origem tanto nessas oficinas quanto na observação atenta das relações sociais, um olhar que dialoga diretamente com sua formação e sua vivência.

As histórias partem de situações aparentemente comuns: um velório observado pela própria falecida, disputas silenciosas por heranças, relações que se transformam ou se esvaziam, obsessões cotidianas.

Com bom humor, ironia e metáforas sutis, a autora conduz o leitor por narrativas que revelam fragilidades, vaidades e escolhas humanas.

Cada conto surpreende não apenas pelo desfecho, mas pela forma como expõe aquilo que muitas vezes preferimos não ver.

Mais do que um livro de histórias, Fabulação é fruto de uma jornada de reinvenção, uma escrita que nasce da experiência e da observação da vida como ela é: complexa, contraditória e profundamente humana.

REDES SOCIAIS DA AUTORA

FABULAÇÃO

SINOPSE

Ivani mergulha, através de seus contos, no fundo da alma humana.

Seus relatos sempre escapam do óbvio e produzem um inesperado efeito que às vezes se concretizam em uma única frase.

Fabulação nos traz o inefável da psique, aquela nuance que mescla o fantástico e o cotidiano.

Caminha com familiaridade nas pluralidades do comportamento humano, ora pelo fluxo de ideias e associações livres, ora pela própria construção do enredo.

Cada texto é uma explosão de vida, uma confissão.

Esmera-se na descrição dos ambientes. Ironiza a doutrina da “superação” e mostra, com humanidade, a precariedade humana.

As histórias se desenrolam e vão descortinando surpresas.

Uma frase curta contém uma tragédia.

O parágrafo anseia pelo seguinte.

Algumas de suas frases singulares: rugas inoportunas, desinfeliz, menos que mignon, igual ao cérebro de água-viva, mulher vestida de closet, incompreendo, o cérebro é uma peneira constantemente cheia, fome de faquir arrependido, apetite sexual de uma estátua de mármore e por aí vai.

Ivani vai desfiando seu mosaico plurificado de paixões. Engoli, ao lê-la, baldes de emoção.

Gilberto LabateTradutor e analista junguiano 

Assista a resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRA DA AUTORA

Peruca, Pizza e pitadas de químio
Peruca, Pizza e pitadas de quimio

O gato que queria ser peixe
O gato que queria ser peixe

Telefone toca, frio
O telefone toca frio

Fabulação
Fabulação

Onde encontrar


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos

Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho

‘A Origem, Fundamentação Histórica e Finalidades do Centro
Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos –
CSAEFH’

Dom Alexandre Rurikovich Carvalho
Dom Alexandre Rurikovich Carvalho
Logomarca do Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e HIstóricos

Capítulo 1

Origem e Fundamentação Histórica do Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos

O Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos (CSAEFH) é uma associação civil de caráter científico, cultural e histórico, sem fins econômicos, fundada em 11 de dezembro de 2011, com a finalidade de promover a investigação acadêmica, a produção intelectual e a preservação da memória histórica e filosófica das civilizações humanas.

Constitui-se como instituição oficial de pesquisas da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, atuando como órgão de estudos históricos, filosóficos e culturais voltado à investigação das tradições civilizacionais europeias e euroasiáticas, especialmente aquelas relacionadas à formação histórica da Europa medieval.

O Centro é mantido pela Associação Cultural Internacional de Ciências, Letras e Artes e pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes (FEBACLA), entidades que lhe conferem sustentação institucional, científica e cultural, consolidando sua natureza acadêmica e interdisciplinar.

Sua finalidade principal consiste no estudo, na pesquisa, na preservação, na promoção e na difusão das Ciências Históricas, Ciências Jurídicas, Letras, Artes, Educação e Filosofia, com especial atenção às tradições intelectuais e históricas dos povos antigos e medievais, compreendidos como elementos formadores da civilização ocidental.

Nesse contexto, o Centro Sarmathiano assume não apenas função acadêmica, mas também missão cultural e historiográfica, buscando estabelecer pontes entre o patrimônio histórico da Antiguidade tardia, o mundo medieval e a reflexão contemporânea sobre identidade, memória e tradição.

A Denominação “Sarmathianos” e Seu Significado Histórico

A denominação Sarmathianos inspira-se nos sármatas, antiga confederação de povos nômades de origem iraniana que dominaram as estepes pónticas — região situada ao norte do Mar Negro — estendendo sua influência por vastas áreas da Europa Oriental e Central entre os séculos V a.C. e IV d.C.

A escolha desse nome possui caráter simbólico e historiográfico, representando a convergência entre mobilidade cultural, intercâmbio civilizacional e formação histórica dos povos europeus. Os sármatas ocuparam posição singular na história antiga ao atuarem como mediadores entre o Oriente e o Ocidente, conectando mundos culturais distintos por meio do comércio, da guerra e da transmissão de tradições.

Autores clássicos como Heródoto, Estrabão e Tácito mencionam esses povos sob as denominações Sauromatae e Sarmatae, descrevendo-os como cavaleiros das estepes cuja organização social e militar exerceu profunda influência sobre povos vizinhos.

Origem e Estilo de Vida dos Sármatas

Os sármatas pertenciam ao grupo iraniano oriental das línguas indo-europeias, aparentados aos citas e aos alanos. Desenvolveram uma civilização essencialmente nômade e pastoril, adaptada às vastas planícies eurasiáticas.

Sua economia baseava-se principalmente na criação de cavalos, elemento central de sua cultura material e simbólica. O cavalo representava simultaneamente meio de subsistência, instrumento militar e símbolo de prestígio social. A sociedade organizava-se em clãs tribais liderados por aristocracias guerreiras, cuja autoridade derivava do valor militar e da linhagem.

Escavações arqueológicas em túmulos tumulares (kurgans) revelam complexa cultura funerária, com ricos artefatos metálicos, armas e ornamentos que demonstram elevado grau de especialização artesanal e diferenciação social (Sulimirski, 1970; Rolle, 1989).

O Poder Militar e a Cultura da Cavalaria

A notoriedade histórica dos sármatas decorreu principalmente de sua excelência militar. Reconhecidos como cavaleiros excepcionais, desenvolveram formas avançadas de guerra montada que influenciaram profundamente a evolução da cavalaria europeia.

Destacavam-se pelo uso da cavalaria pesada blindada, equipada com longas lanças (contus) e armaduras de escamas metálicas. Fontes romanas relatam a incorporação de guerreiros sármatas como tropas auxiliares do Império Romano, especialmente nas fronteiras danubianas e na Britânia.

A historiografia moderna identifica nesses modelos militares um dos antecedentes do ideal cavaleiresco medieval europeu, evidenciando a continuidade cultural entre as tradições das estepes e a formação das elites guerreiras medievais (Littleton & Malcor, 1994).

As Mulheres Guerreiras e o Legado das Amazonas

Um dos aspectos mais singulares da sociedade sármata foi a participação ativa das mulheres na guerra e na vida social. Descobertas arqueológicas demonstram a existência de sepultamentos femininos com armamentos completos, indicando que mulheres combatiam ao lado dos homens.

Heródoto associou os sauromatas às lendárias amazonas, sugerindo que tais narrativas míticas possuíam base histórica real. Estudos contemporâneos reforçam essa hipótese, reconhecendo nos povos das estepes uma estrutura social mais flexível quanto aos papéis de gênero (Davis-Kimball, 2002).

Impacto Histórico e Transformações na Antiguidade Tardia

Entre os séculos I a.C. e III d.C., os sármatas tornaram-se potência dominante nas estepes europeias, substituindo progressivamente os citas e estabelecendo redes de contato entre o mundo romano, povos germânicos e regiões asiáticas.

Sua influência manifestou-se por meio:

  • da difusão de técnicas militares;
  • do intercâmbio cultural euroasiático;
  • da formação de aristocracias guerreiras híbridas;
  • da integração gradual a novos povos durante o período das migrações.

A chegada dos hunos no século IV desencadeou processos migratórios que levaram à assimilação de diversos grupos sármatas por populações germânicas e alanas.

A Ligação Histórica com os Godos

O encontro entre sármatas e godos ocorreu nas regiões do Mar Negro durante os séculos II a IV d.C., período documentado por autores como Jordanes e Ammianus Marcellinus.

Os godos, ao estabelecerem-se nas áreas pónticas, absorveram elementos culturais e militares das populações iranianas das estepes. Esse contato resultou em intercâmbio tecnológico, integração de guerreiros e transformação das estruturas militares germânicas.

Grupos alanos — herdeiros diretos da tradição sármata — participaram das migrações germânicas rumo ao Ocidente, contribuindo para as mudanças políticas que marcaram o fim do mundo antigo e o surgimento da Europa medieval.

Assim, a tradição sármata constitui elo histórico entre o universo das estepes eurasiáticas e a formação das identidades góticas, justificando simbolicamente a adoção do nome Sarmathiano pelo Centro de Altos Estudos, como expressão de continuidade histórica, investigação científica e preservação da memória civilizacional.

Capítulo II

Tradição Sarmathiana e Identidade Acadêmica do Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos

A identidade acadêmica do Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos (CSAEFH) fundamenta-se na concepção de tradição como elemento dinâmico da construção histórica do conhecimento, compreendida não como mera preservação do passado, mas como continuidade intelectual entre civilizações, culturas e sistemas de pensamento ao longo do tempo.

Nesse sentido, a tradição sarmathiana constitui referência simbólica e epistemológica que orienta a missão institucional do Centro. Os sármatas, enquanto povos mediadores entre o Oriente e o Ocidente, representam historicamente a circulação de saberes, práticas culturais e estruturas sociais que contribuíram para a formação do mundo europeu tardo-antigo e medieval. Tal herança histórica inspira o CSAEFH a atuar como espaço de convergência interdisciplinar entre história, filosofia, direito, artes e humanidades

I – A Tradição como Continuidade Civilizacional

A tradição Sarmathiana é compreendida, no âmbito do Centro, como expressão da continuidade civilizacional euroasiática. As estepes pónticas constituíram, durante a Antiguidade, um vasto corredor cultural por meio do qual circularam povos, ideias, tecnologias e formas de organização social.

A historiografia contemporânea reconhece que essas regiões não devem ser interpretadas como periferias da história europeia, mas como zonas de interação decisivas para a formação das identidades políticas e culturais do continente (Harmatta, 1999). Nesse contexto, os sármatas desempenharam papel fundamental na transmissão de modelos militares, valores aristocráticos e concepções simbólicas que influenciaram povos germânicos, alanos e posteriormente as sociedades medievais.

O CSAEFH adota essa perspectiva historiográfica ao compreender a história como resultado de encontros culturais e processos de longa duração, valorizando o estudo comparado das civilizações.

II – Humanismo Histórico e Interdisciplinaridade

A identidade acadêmica do Centro baseia-se em um humanismo histórico interdisciplinar, no qual as Ciências Históricas dialogam com:

  • Filosofia;
  • Ciências Jurídicas;
  • Letras e Filologia;
  • Artes e Estética;
  • Educação e formação cultural.

Essa abordagem reflete a própria natureza das sociedades antigas e medievais, nas quais conhecimento, tradição e prática social não estavam rigidamente separados. Assim como os povos das estepes integravam guerra, espiritualidade e organização social em uma visão unitária do mundo, o CSAEFH promove a integração dos saberes como princípio metodológico.

A interdisciplinaridade constitui, portanto, elemento estruturante da identidade acadêmica sarmathiana, permitindo análises amplas dos fenômenos históricos e culturais.

III – A Herança Sarmathiana e a Formação do Ideal Cavaleiresco

Entre os elementos simbólicos associados à tradição sarmathiana destaca-se o ideal da cavalaria, entendido não apenas como prática militar, mas como expressão ética e cultural.

Estudos historiográficos indicam que a cavalaria pesada desenvolvida pelos povos sármatas e alanos influenciou modelos militares adotados por Roma e posteriormente assimilados por povos germânicos (Sulimirski, 1970; Littleton & Malcor, 1994). Esses elementos contribuíram para a formação do ethos cavaleiresco medieval, caracterizado por valores como honra, lealdade, coragem e serviço.

O CSAEFH incorpora simbolicamente tais valores como princípios acadêmicos, traduzindo-os em:

  • compromisso com a verdade histórica;
  • responsabilidade intelectual;
  • respeito à tradição cultural;
  • promoção do conhecimento como serviço à sociedade.

IV – Relação com a Tradição Gótica e a Antiguidade Tardia

A conexão entre tradição sarmathiana e herança gótica constitui eixo interpretativo central para a identidade institucional do Centro.

Durante os séculos II a IV d.C., as regiões do Mar Negro tornaram-se espaço de interação entre povos iranianos das estepes e grupos germânicos orientais, especialmente os godos. A historiografia registra processos de intercâmbio militar, político e cultural que contribuíram para a transformação das sociedades germânicas na Antiguidade tardia (Jordanes; Ammianus Marcellinus).

A integração de elementos sármatas e alanos nas confederações góticas demonstra que a formação da Europa medieval resultou de sínteses culturais complexas. Assim, o CSAEFH reconhece a tradição gótica não como fenômeno isolado, mas como parte de um continuum histórico mais amplo que inclui as civilizações das estepes euroasiáticas.

Essa perspectiva legitima a vinculação acadêmica do Centro à Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, entendida como referência histórica e cultural inserida em longa tradição civilizacional.

V – Missão Acadêmica e Projeção Contemporânea

Inspirado pela tradição sarmathiana, o Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos assume como missão:

  • promover a pesquisa científica nas humanidades;
  • preservar a memória histórica das civilizações antigas e medievais;
  • incentivar a produção intelectual interdisciplinar;
  • difundir valores culturais fundamentados no humanismo histórico;
  • contribuir para o diálogo entre tradição e contemporaneidade.

A identidade acadêmica do CSAEFH fundamenta-se, portanto, na compreensão da história como patrimônio vivo da humanidade, cuja investigação científica possibilita a construção consciente do presente e a preservação da memória coletiva.

Nesse sentido, o termo Sarmathiano transcende sua origem etno-histórica para tornar-se conceito intelectual que simboliza intercâmbio cultural, mobilidade do conhecimento e continuidade civilizacional.

Capítulo III

Das Atividades Institucionais e da Outorga de Títulos Honoríficos do Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos

O Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos (CSAEFH), no cumprimento de sua missão científica, cultural e educacional, desenvolve atividades destinadas à promoção do conhecimento, à preservação da memória histórica e ao incentivo à produção intelectual nas diversas áreas das humanidades e das ciências correlatas.

Inspirado pelos princípios do humanismo histórico e pela tradição acadêmica que orienta sua identidade institucional, o Centro atua como espaço de reflexão, intercâmbio cultural e reconhecimento do mérito intelectual e social, contribuindo para o fortalecimento da cultura, da educação e da pesquisa histórica.

I – Das Atividades Acadêmicas e Culturais

Para atingir seus objetivos institucionais, o Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos promove e realiza:

a) sessões acadêmicas, palestras, seminários, conferências, congressos, simpósios e demais atividades científicas, públicas ou privadas;

b) atividades associativas, culturais e educativas destinadas à difusão do conhecimento e à valorização das artes, das letras e das tradições históricas;

c) a coleta, classificação, conservação, digitalização e arquivamento de documentos, registros e acervos de interesse histórico, filosófico e cultural;

d) a manutenção de intercâmbio científico e cultural com instituições congêneres nacionais e estrangeiras, visando ao fortalecimento da cooperação acadêmica internacional;

e) a formalização de convênios, termos de cooperação e acordos institucionais com entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, conforme deliberação da Diretoria.

Tais atividades refletem o compromisso do Centro com a produção e a difusão do saber, bem como com a preservação do patrimônio intelectual e histórico das civilizações humanas.

II – Das Distinções Honoríficas e Títulos Honoris Causa

No âmbito de suas atribuições estatutárias e culturais, o Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos poderá outorgar títulos e distinções honoríficas Honoris Causa, abrangendo os diversos campos do saber humano, especialmente aqueles relacionados às Ciências Históricas, Ciências Jurídicas, Letras, Artes, Educação, Filosofia, Cultura Popular e áreas afins.

A expressão latina Honoris Causa significa literalmente “por causa de honra”, sendo tradicionalmente utilizada para designar distinções concedidas como reconhecimento público a méritos excepcionais e contribuições relevantes à sociedade.

A concessão dessas honrarias constitui ato institucional de natureza cultural e honorífica, destinado a reconhecer trajetórias que contribuam para o desenvolvimento intelectual, social, humanitário e cultural da humanidade.

III – Do Título de Doutor Honoris Causa

O Título de Doutor Honoris Causa representa uma das mais elevadas distinções honoríficas conferidas pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos.

Trata-se de honraria concedida a pessoas físicas, nacionais ou estrangeiras, que, independentemente da posse de formação universitária formal, tenham contribuído de maneira significativa para o avanço:

  • das artes;
  • das ciências;
  • das letras e humanidades;
  • da educação e da filosofia;
  • da cultura e da preservação histórica;
  • da política e da vida pública;
  • da promoção dos direitos humanos;
  • da paz e do desenvolvimento social.

Historicamente, as distinções honoris causa tiveram sua origem no âmbito das universidades europeias, constituindo instrumentos simbólicos de reconhecimento público conferidos a personalidades cujas trajetórias evidenciavam relevantes serviços prestados à sociedade, ao Estado e ao desenvolvimento do saber. Inseridas na tradição acadêmica medieval e moderna, tais honrarias representavam não apenas um tributo individual, mas também a afirmação do papel social das universidades como guardiãs e legitimadoras do conhecimento.

Ao longo dos séculos XIX e XX, observa-se um processo de ampliação institucional dessa prática, que passou a ser gradualmente incorporada por entidades culturais e científicas não universitárias, como academias de letras, institutos históricos e geográficos, associações culturais e centros independentes de estudos e pesquisa. Esse movimento refletiu a expansão do próprio conceito de produção intelectual e de reconhecimento público, acompanhando a diversificação dos espaços de circulação do saber e das formas de contribuição à vida cultural e social.

Nesse contexto, as distinções honoris causa passaram a assumir caráter mais abrangente, destinando-se ao reconhecimento de contribuições intelectuais, científicas, artísticas, sociais e humanitárias, consolidando-se como mecanismos simbólicos de valorização da excelência e do mérito nas múltiplas áreas do conhecimento humano.

Assim, personalidades oriundas de múltiplos campos de atuação — incluindo educação, ciência, artes, literatura, filantropia, empreendedorismo, esportes e serviço público — podem ser legitimamente agraciadas com essa honraria, desde que comprovado impacto social relevante e mérito reconhecido.

IV – Natureza Honorífica do Título

O Título de Doutor Honoris Causa distingue-se dos graus acadêmicos regulares conferidos por instituições de ensino superior.

Diferentemente do doutorado acadêmico obtido mediante programas de pós-graduação, o título honorífico:

  • não exige frequência em cursos formais;
  • não requer produção de tese ou dissertação;
  • não gera histórico escolar;
  • não constitui grau acadêmico profissionalizante.

Sua concessão materializa-se exclusivamente por meio de diploma, certificado, insígnia ou medalha honorífica, simbolizando o reconhecimento institucional por realizações excepcionais e serviços prestados à sociedade.

V – Autonomia Institucional e Ausência de Vinculação ao MEC

O Título de Doutor Honoris Causa possui natureza estritamente honorífica e cultural, não se enquadrando como título acadêmico regulamentado pelo sistema educacional brasileiro.

Por essa razão, sua concessão não está sujeita à fiscalização ou regulamentação do Ministério da Educação (MEC), uma vez que não confere habilitação profissional nem equivalência a graus acadêmicos reconhecidos oficialmente.

Enquanto os títulos acadêmicos formais são regulados pela legislação educacional vigente, as distinções Honoris Causa decorrem da autonomia cultural e institucional das entidades outorgantes, fundamentadas em seus estatutos, tradições e critérios próprios de reconhecimento do mérito.

Consequentemente, a honraria não concede prerrogativas profissionais, direitos acadêmicos formais ou equivalência a doutorado universitário reconhecido pelo MEC.

VI – Da Responsabilidade Institucional na Concessão

A outorga do Título de Doutor Honoris Causa constitui ato de elevada responsabilidade institucional e simbólica.

Sua concessão deve fundamentar-se em critérios:

  • éticos;
  • transparentes;
  • meritocráticos;
  • historicamente justificáveis;
  • socialmente relevantes.

Compete à instituição outorgante assegurar que o reconhecimento honorífico preserve sua credibilidade, seriedade e valor cultural, considerando sempre o mérito pessoal, o impacto social das ações do homenageado e sua contribuição efetiva para o desenvolvimento humano e intelectual.

Dessa forma, o Centro Sarmathiano reafirma seu compromisso com a excelência acadêmica, a valorização do conhecimento e o reconhecimento daqueles que, por suas obras e ações, contribuem significativamente para o progresso da sociedade.

Considerações Finais

O Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos (CSAEFH) afirma-se, por meio de sua constituição institucional, de sua fundamentação histórica e de suas atividades acadêmicas, como espaço dedicado à preservação da memória civilizacional, à produção do conhecimento humanístico e à valorização das tradições intelectuais que contribuíram para a formação da cultura ocidental.

Inspirado simbolicamente na herança histórica dos povos sármatas — mediadores culturais entre diferentes mundos e épocas — o Centro adota como princípio orientador a compreensão da história enquanto continuidade dinâmica das experiências humanas. Nesse sentido, a tradição sarmathiana representa não apenas referência histórica, mas paradigma intelectual voltado ao diálogo entre passado e presente, tradição e reflexão crítica, memória e construção do conhecimento.

Ao estabelecer vínculos acadêmicos com a tradição histórica associada aos povos das estepes eurasiáticas e à herança gótica da Antiguidade Tardia, o CSAEFH reafirma seu compromisso com uma abordagem historiográfica ampla, interdisciplinar e humanista, reconhecendo que as civilizações se formam por processos de intercâmbio cultural e síntese histórica.

As atividades promovidas pelo Centro — incluindo pesquisas, conferências, intercâmbios culturais, preservação documental e iniciativas educacionais — constituem instrumentos fundamentais para a difusão do saber e para o fortalecimento da consciência histórica. Nesse contexto, a outorga de distinções honoríficas, especialmente o Título de Doutor Honoris Causa, insere-se como expressão institucional do reconhecimento público ao mérito intelectual, cultural e social de personalidades cujas ações contribuam significativamente para o progresso humano.

Tal prática não se limita ao ato simbólico da homenagem, mas representa a valorização da excelência, da ética e do compromisso com o desenvolvimento da sociedade, reafirmando o papel das instituições culturais como guardiãs da memória e promotoras do conhecimento.

Dessa forma, o Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos consolida-se como instituição voltada à investigação científica, à promoção cultural e ao reconhecimento do mérito humano, preservando tradições históricas enquanto projeta sua atuação para os desafios contemporâneos e futuros.

Conclui-se, portanto, que a missão do CSAEFH transcende o âmbito institucional, constituindo-se em esforço contínuo de preservação da herança intelectual da humanidade, de estímulo à reflexão filosófica e histórica e de promoção dos valores universais do conhecimento, da cultura e da dignidade humana.

Referências

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AMMIANUS MARCELLINUS. Res Gestae. Tradução inglesa de J. C. Rolfe. Cambridge: Harvard University Press, 1935–1940.

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HERÓDOTO. Histórias. Tradução de Mário da Gama Kury. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1985.

JORDANES. Getica: The Origin and Deeds of the Goths. Tradução de Charles C. Mierow. Princeton: Princeton University Press, 1915.

TÁCITO. Germania. Tradução de J. B. Rives. Oxford: Oxford University Press, 1999.

2. Estudos Históricos e Arqueológicos Modernos

DAVIS-KIMBALL, Jeannine. Warrior Women: An Archaeologist’s Search for History’s Hidden Heroines. New York: Warner Books, 2002.

HARMATTA, János (ed.). History of Civilizations of Central Asia: The Development of Sedentary and Nomadic Civilizations (700 B.C. to A.D. 250). Paris: UNESCO Publishing, 1999.

KUZMINA, Elena E. The Origin of the Indo-Iranians. Leiden: Brill, 2007.

ROLLE, Renate. The World of the Scythians. Berkeley: University of California Press, 1989.

SULIMIRSKI, Tadeusz. The Sarmatians. London: Thames & Hudson, 1970.

TAYLOR, Timothy. The Barbarian World. London: Hutchinson, 1987.

3. Povos das Estepes e Contexto Euroasiático

ANTHONY, David W. The Horse, the Wheel, and Language: How Bronze-Age Riders from the Eurasian Steppes Shaped the Modern World. Princeton: Princeton University Press, 2007.

DI COSMO, Nicola. Ancient China and Its Enemies: The Rise of Nomadic Power in East Asian History. Cambridge: Cambridge University Press, 2002.

GOLDEN, Peter B. Central Asia in World History. Oxford: Oxford University Press, 2011.SINOR, Denis (ed.). The Cambridge History of Early Inner Asia. Cambridge: Cambridge University Press, 1990.

4. Godos e Antiguidade Tardia

HEATHER, Peter. The Goths. Oxford: Blackwell Publishing, 1996.

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POHL, Walter. The Goths. Oxford: Blackwell Publishers, 1998.WOLFRAM, Herwig. History of the Goths. Berkeley: University of California Press, 1988.

5. Cavalaria Antiga e Tradição Militar das Estepes

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NICOLE, David. Rome’s Enemies (3): Parthians and Sassanid Persians. Oxford: Osprey Publishing, 1996.

Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho

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De Gaza, Palestina, ao ROL, Najwa Sadi Juma!

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Najwa Sadi Juma
Najwa Sadi Juma

Najwa Sadi Juma, 47, natural de Gaza, Palestina, é professora, escritora, pintora, ativista e tradutora palestina.

Formou-se em Literatura Inglesa antes de prosseguir seus estudos na área da educação. Trabalhou como professora durante 13 anos e foi uma das fundadoras da primeira fundação de teatro feminino na Palestina, para a qual escreveu inúmeras peças teatrais encenadas em Gaza.

Além de seu trabalho criativo, Najwa colaborou com uma equipe de tradução em uma coleção de 48 contos palestinos, publicada em maio de 2023 pela Inner Child Press nos Estados Unidos.

É membro da União Geral de Escritores Palestinos e atualmente preside o Fórum Cultural Palestino na Europa.

Publicou três coletâneas de contos em árabe, que posteriormente traduziu para o inglês.

Escreveu diversos artigos que examinam as realidades sociais e culturais das mulheres palestinas. Sua coletânea de poemas, ‘Songs of Eternity on the Hill of Slaughter – Poems from the Genocide’ (Canções da Eternidade na Colina do Massacre – Poemas do Genocídio), será lançada em breve.

Najwa foi indicada como a primeira escritora palestina a receber a Bolsa Jean Jacques Rousseau, que reconhece escritores de áreas de conflito.

Participou de diversos eventos literários na Europa, incluindo o 44º Festival de Poetas Innen de Erlanger, na Alemanha, em 2024, e o Evento de Poesia Inédita, na Croácia, em 2025.

Recebeu inúmeros prêmios literários nacionais e internacionais.

Najwa se apresenta aos leitores do ROL com o impactante poema Ode à criança de Gaza!

Ode à criança de Gaza

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Imagem criada por IA doGrok – https://chatgpt.com/c/69a0946f-1bd4-8325-af5e-c1c6fdc3bdd4

Para a criança de cabelos tão escuros, tão finos,
Cuja vida foi interrompida prematuramente,
Cujo olho foi dilacerado pelo hálito de fogo,
Cuja mandíbula se contraiu em morte súbita.

O grito de um míssil, um som cruel,
Reduziram sua casa a escombros.
Você não conseguiria ler estas palavras que escrevo—
Às sete horas, as letras desaparecem da vista.

Mas ainda assim, eu sei que você me ouve por perto,
Seu espírito permanece, nítido e lúcido.
Desde que vi a moldura da sua foto,
Você caminhou comigo, sem um nome.

E quando falo, sinto você aí,
Um fantasma de poeira, de chama, de ar.
Seu olho, embora privado da luz mortal,
Agora, seu assassino passa a noite em claro.

Ele fica olhando fixamente até que seu fôlego se esgote.
Sem pestanejar, de braços abertos — a justiça foi feita.
E ainda te amo, meu pequeno.
Embora o horror marcasse o que a guerra havia gerado.

Sua língua, estendida em um grito silencioso,
Como que para zombar da mentira dos observadores—
Um mundo que vê, mas não fala.
Que estremece uma vez e depois adormece.

Mas eu não hesito, eu não me viro.
Eu te vejo em cada chama que arde.
Coloco seu olhar onde ele pertence,
Eu silencio sua língua de canções fantasmagóricas.

Eu retiro a poeira dos cabelos ensanguentados,
Eu retiro as pedras do seu desespero.
Eu costuro suas asas, tão rasgadas, tão largas,
E te enviar para voar pelos céus.

Com cada criança, antes perdida, agora livre,
Restaurou os membros e a memória.
Você voa além do alcance das bombas,
Uma criança em paz, amada por todos.

Com amor infinito, embora em mundos completamente diferentes—
Você viverá para sempre em meu coração.

Najwa Sadi Juma

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Que país é este?

Renata Barcellos: ‘Que país é este?’

Renata Barcellos
Renata Barcellos
Renata Barcellos e Campos - Arquivo pessoal
Renata Barcellos e Campos – Arquivo pessoal

Depois dos festejos de Reveillon e Carnaval, de fato, agora, iniciamos o ano de 2026. Ufa, em dois meses, tantos acontecimentos fora e dentro do país. Quantos casos de denúncia, quantos atos de atrocidades!!! É preciso ter fôlego, sermos RESILIENTES para superarmos tantas “pedras no caminho”.

Externamente, os conflitos só se agravam. Escândalo na realeza… Quem tem razão? Quem sofre e “paga caro” até com a própria vida é a população. Os dirigentes estão “encastelados”.

Já, no Brasil (país do Carnaval, em todos os sentidos), no centro das discussões, o Supremo Tribunal Federal (STF) está em um cenário de intensa polarização interna e crise de credibilidade, marcado por divergências sobre conduta ética, investigações envolvendo parentes de ministros e conflitos de interesses, especificamente no Caso Master.  Você tem conhecimento das funções de um ministro?

Ainda aqui, onde “tudo tende a terminar em pizza”, os assaltos, os furtos… continuam. A violência contra a mulher só aumenta. Um dos casos é o da menina de 12 anos. Os ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania e das Mulheres criticaram a decisão da 9ª câmara Criminal Especializada do TJ/MG que, por maioria, absolveu um homem de 35 anos condenado em 1ª instância a nove anos de prisão por estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, com quem vivia como casal em Indianópolis, no Triângulo Mineiro. O “entendimento” adotado pelo colegiado não seria um afronta à lógica de proteção integral assegurada às crianças e adolescentes? Devido à pressão social, tiveram de revogar a decisão inaceitável.                A sociedade estava indignada.

Esse é um exemplo de como parte dos genitores não tem vínculo de afeto com os seus filhos. Estão os abandonando, os maltratando, os vendendo, os abusando ou os deixando serem violentados por dinheiro, vingança, desavença… Que mundo é este?

Crianças estão usando transportes sozinhos. Adolescentes indo a consultas médicas desacompanhados. Quantos casos temos conhecimento de abuso em transportes e consultórios? E, no carnaval, quantos grupos de adolescentes indo a blocos desacompanhados e até de madrugada nas ruas?

Quando o assunto é sala de aula, a situação só piora. Basta verificarmos a estatística. Quantos docentes estão de licença por problemas físico e ou psicológico? O ano letivo iniciou há um mês e como está a saúde dos docentes? Estes são heróis! Entramos em sala de aula com 40 ou mais alunos. Vale destacar que entre eles há os com múltiplas especificidades. Entretanto, nós professores não somos capacitados para lidar com cada um deles. Missão impossível.

  • 2026 está só iniciando. Precisamos sobreviver. Sejamos resilientes!!! Se ficarmos estagnados, seremos “atropelados”.

Renata Barcellos

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A força que não discute com barreiras

SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora: ‘A força que não discute com barreiras’

Joelson Mora
Joelson Mora
Imagem criada por IA do Bing - 26 de fevereiro de 2026, às 11h
Imagem criada por IA do Bing – 26 de fevereiro de 2026, às 11h

Desde os primórdios da observação humana, a água se apresenta como um dos elementos mais eloquentes da natureza, discreta em sua aparência, mas absolutamente poderosa em sua atuação.

Do ponto de vista físico-químico, a água (H₂O) é uma molécula polar formada por dois átomos de hidrogênio ligados a um de oxigênio, característica que lhe confere propriedades singulares, como elevada capacidade de dissolução, alto calor específico e notável tensão superficial. Tais atributos fazem da água o solvente biológico por excelência e um dos principais reguladores térmicos do planeta e do organismo humano.

Outra singularidade fundamental da água é sua presença nos três estados físicos da matéria, fenômeno essencial para o equilíbrio dos ecossistemas e para a dinâmica da vida:

• Estado sólido (gelo): estrutura cristalina organizada, menor densidade que a forma líquida e papel relevante na regulação climática.

• Estado líquido: forma mais abundante na superfície terrestre, marcada pela fluidez, coesão molecular e elevada capacidade de transporte de substâncias.

• Estado gasoso (vapor d’água): fase de alta dispersão molecular, fundamental para os ciclos atmosféricos e para a regulação térmica do corpo humano.

Essa versatilidade física revela uma verdade profunda: a água muda de forma sem perder sua essência.

Ela não discute com barreiras, ela ultrapassa.

A água contorna, se adapta e persiste.

E, ainda assim, a água transforma montanhas.

Essa é uma das mais profundas metáforas para a nossa personalidade e para a forma como conduzimos a vida.

Quando observamos o comportamento da água na natureza, encontramos princípios que a ciência comportamental e a neurociência hoje reconhecem como essenciais para o equilíbrio humano:

• flexibilidade cognitiva

• capacidade de adaptação

• regulação emocional

• resiliência diante de obstáculos

A água não vence pela força bruta, vence pela constância.

Do ponto de vista da psicologia, indivíduos com maior flexibilidade psicológica apresentam melhores indicadores de saúde mental, menor nível de estresse crônico e maior longevidade funcional. Essa característica se aproxima daquilo que a água nos ensina silenciosamente: seguir em frente sem endurecer.

Ser rígido quebra.

Ser fluido atravessa.

A ciência é clara: somos, essencialmente, seres aquáticos em terra firme.

• Aproximadamente 60% do corpo de um adulto é composto por água

• No cérebro, esse valor chega a cerca de 73%

• No sangue, ultrapassa 90%

A água participa diretamente de funções vitais:

✅ transporte de nutrientes

✅ regulação da temperatura corporal

✅ lubrificação articular

✅ funcionamento renal

✅ equilíbrio eletrolítico

✅ desempenho cognitivo

Estudos publicados no Journal of Nutrition demonstram que níveis leves de desidratação já são capazes de prejudicar:

• atenção

• memória de curto prazo

• humor

• performance física

Ou seja: a qualidade da nossa energia diária passa, inevitavelmente, pela qualidade da nossa hidratação.

Ao longo da história, civilizações inteiras reconheceram o valor terapêutico das águas minerais naturais e hoje a hidrologia médica confirma muitos desses benefícios.

Na estância hidromineral de São Lourenço, por exemplo, encontram-se fontes com diferentes composições químicas, cada uma com propriedades específicas.

Principais tipos de águas minerais e seus efeitos

🔹 Águas bicarbonatadas

• auxiliam na digestão

• ajudam no equilíbrio do pH gástrico

• podem contribuir em quadros de dispepsia

🔹 Águas sulfurosas

• associadas a benefícios dermatológicos

• utilizadas em terapias respiratórias

• ação anti-inflamatória leve

🔹 Águas ferruginosas

• ricas em ferro biodisponível

• podem auxiliar em estados de baixa ferritina (com orientação profissional)

🔹 Águas magnesianas

• contribuem para o relaxamento muscular

• participam da função neuromuscular

• auxiliam no trânsito intestinal

A hidroterapia e o uso terapêutico de águas minerais são reconhecidos em diversas diretrizes de medicina integrativa na Europa e no Brasil como práticas complementares de promoção de saúde.

O Brasil abriga uma das maiores reservas de água doce do planeta.

Dados amplamente divulgados por organismos ambientais indicam que o país concentra cerca de 12% da água doce superficial do mundo. Além disso, possui imensos aquíferos subterrâneos.

Entre eles, destaca-se o Aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios de água doce transfronteiriços do planeta, estendendo-se por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Essa abundância, porém, traz responsabilidade.

A ciência ambiental é unânime ao afirmar que:

• disponibilidade hídrica ≠ acesso universal

• qualidade da água depende de preservação

• uso consciente é determinante para o futuro

Cuidar da água é, literalmente, cuidar da continuidade da vida.

Existe uma dimensão ainda mais profunda.

A água nos ensina sobre:

• humildade sem fraqueza

• movimento sem ansiedade

• persistência sem agressividade

• força sem rigidez

Na prática clínica e no acompanhamento de pessoas em busca de saúde integral, observa-se que os indivíduos que desenvolvem maior capacidade de adaptação emocional apresentam:

• menor incidência de doenças relacionadas ao estresse

• melhor variabilidade da frequência cardíaca

• melhor qualidade do sono

• maior aderência a programas de exercício físico

Ser água, portanto, não é ser passivo.

É ser estrategicamente fluido.

1️⃣ Hidrate-se com consciência

Não espere a sede intensa. A sede já é um sinal tardio.

2️⃣ Valorize águas de boa procedência

Sempre que possível, priorize águas minerais naturais certificadas.

3️⃣ Utilize a água como recurso terapêutico

Banhos mornos, imersões, duchas e práticas aquáticas possuem respaldo científico para:

• relaxamento do sistema nervoso

• melhora da circulação

• redução de tensão muscular

4️⃣ Desenvolva a mentalidade da água

Diante dos obstáculos da vida:

• adapte-se

• contorne

• persista

• avance

A água não anuncia sua força, ela a demonstra com o tempo.

Ela esculpe vales.

Move turbinas.

Sustenta organismos.

Cura tecidos.

Equilibra sistemas.

Dentro de cada um de nós existe essa mesma essência.

Que possamos aprender com as águas:

seguir em frente sem endurecer,

adaptar sem perder a essência,

e transformar o caminho com a constância silenciosa de quem entende que a verdadeira força…

é ser profundamente fluido.

Joelson Mora

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