Jealousy

Kali Baral: Poem ‘Jealousy’

Kali Baral
Kali Baral
Imagem criada pela Dera AI
Imagem criada pela Dera AI

I burned to ashes
by jealousy—
While you play
your love games
with another woman.
I can still feel
your physique,
your body’s scent,
your warmth—
That sacred time
was only ours.
It is easier to die
than to surrender my right.
You memorize countless names,
reciting them by heart—
and my own curse
has slowly killed me.
I don’t exist
anywhere within you.
I am not extraordinary enough
to endure this pain.
I cannot ignore
that ever-familiar femininity—
How insulting—
our blissful union
never reached your heart,
only touched your body.
Her hair, her scent—
no longer weakens you.
You abandoned your own goddess,
yet filled your mind
with hundreds, thousands
of idols.
You write more poetry—
but for whom?
I die every day.
Look—
Blood drips down my face.
What a red, What a red!
dark as a wedding saree.

Kali Baral

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Axé cantado

Loide Afonso: Poema ‘Axé cantado’

Loid Portugal
Loid Portugal
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Com reza forte do kikongo e Umbundu
Meus Avós renasceram
Com força e resistência

África
Nossa bela terra
É nela que os batuques
Tocam
Com força derradeira

Eu sou filha desta mesma terra
Maltratada
Desprezada
E explorada
Sou canto forte dos pássaros na pedra
Água do rio da kipela
Sim
Eu sou transformação contínua do mundo.

Loid Portugal

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Vivo de noche, sueño de día

María Beatriz Muñoz Ruiz

‘Vivo de noche, sueño de día’

Maria Beatriz Munoz Ruiz
Maria Beatriz Munoz Ruiz
Imagem criada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69eb6bb3-61ec-83e9-bb8e-2c54388dadd8

Que el tiempo se detenga cada noche; que las horas sean elegantes y lentas ondas que avanzan, sin apenas ser vistas, en el lago, fruto del amor de dos cisnes enamorados que pasean invisibles bajo un techo estrellado. No deseo dormir; mi vida comienza cuando las calles descansan libres de los pasos agitados de aquellos que viven presos en el día, atados, enredados en un ciclo infinito de sueños desechados.

De día… una simple mortal, invisible, vulgar… sin desear ser más.

De noche… un alma que vuela en la oscuridad, acariciada sensualmente por Percy Shelley y atrapada entre los brazos de Lord Byron, acogiendo con agrado sus besos robados, sus labios, su mentira anunciada que me permito creer sin cuestionar nada. El villano de la historia, si la inocencia no hubiera sido borrada de mi cuerpo o simplemente deseara guardar la honra que en aquellos tiempos exigían los hipócritas.

John Keats pasea sus melancólicas palabras y recorre cada centímetro de mi cuerpo con su calma, pero Ibn Hazm me ama con su desgarradora pasión, me posee con cada declaración y me persigue con su mirada como el atributo al nombre, como alguien que nunca abandonará la batalla.

Y después de disfrutar entre las sábanas de versos y eternos ritmos de baladas, converso con Nietzsche sobre la prisión de los hombres, sobre su seguridad construida sobre una idea manipulada. A nuestra conversación se une Charles Baudelaire: cómplice, amigo, camarada… tan parecido a mí, que sus versos con mis opiniones se solapan.

Entonces paseo en la noche; Thomas Hardy me acompaña, pero es demasiado lento y no siempre estoy preparada, así que con una mirada me comprende y corro hacia la nada, hacia la mujer que me entiende como si fuera mi hermana: Emily Dickinson, aquella que apartó el mundo de su puerta creando una hermosa esencia entre aquellas paredes encerrada. Y con los dedos manchados de tinta, en pijama y algo extrañada, me pregunta: ¿Cómo puedes vivir en un mundo que no amas? ¿Cómo puedes ser dos personas tan distintas sin ser juzgada?

Yo me levanto de la cama, miro a través de su ventana y contesto: Cada día y cada noche libré mil batallas, suspiraba por un mundo inexistente, por un mar en calma; soñaba con vivir en un poema, en una de las historias narradas. Ansiaba que el mundo dejara de ser gris, que mi vida cambiara y la gente dejara de disparar a las almas.

Pero comprendí que mi felicidad estaba atada a sus actos, y aquello hizo que reflexionara. Depender de seres ajenos a mi causa es estar presa sin haber deseado entrar en la batalla. Solo yo consigo darme paz; solo yo sé que mi placer acaricia mi piel sin despreciar las cicatrices que de día me dañan. Soy la misma moneda, pero con diferentes caras: sol y luna, hielo y fuego, dulce y amarga. Soy Jane Austen de día y Virginia Woolf de noche, en su habitación propia. Soy complicada, un poco loca; amo la vida, pero detesto el mundo donde se aloja. Ingratas personas…

Vivo de noche, sueño de día, sonrío aunque el mundo no me sonría; porque no espero nada, tengo todo lo que necesito bajo la luna plateada.

Maria Beatriz Muñoz Ruiz

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Corpo sem eixo

Clayton Alexandre zocarato: ‘Corpo sem eixo’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
Imagem gerada pelo ChatGPT - https://chatgpt.com/c/69eb61aa-85c0-83e9-af12-2ed9d5ed01b8
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69eb61aa-85c0-83e9-af12-2ed9d5ed01b8

A palavra começa antes de si mesma, tropeçando num pré-sentido que não chega a nascer — um quase-verbo, um verboide, um pulsar de linguagem que ainda não decidiu ser carne ou conceito. Digo ‘existir’, mas o som já se desfaz em eco, ecoante, ecoísmo, como se a própria noção de presença fosse um erro de gramática ontológica.

Há um eu, supostamente, mas esse eu é uma hipótese mal formulada: se penso, então, talvez; se sinto, contudo; se sou, por quê? Eis o silogismo falho que me sustenta: todo corpo é vazio, eu sou corpo, logo eu me esvazio — e, no entanto, algo insiste, uma anti-lógica, uma permanência absurda que se recusa a concluir.

As coisas ao redor não são coisas, são quase-coisas, espectros de utilidade, utilitários do nada. A cadeira não serve para sentar, serve para questionar o peso do sentar; a mesa não apoia, desapoia a certeza de que há superfície. Tudo é um exercício de desfunção, uma coreografia do inútil que dança sobre o abismo do significado.

Penso em termos que não existem ainda: des-ser, intra-vácuo, mentefratura. Palavras que não nomeiam, apenas insinuam um colapso, porque nomear seria fixar, e nada aqui quer ser fixo — tudo escorre, tudo é viscosidade metafísica, um lodo de ideias que se recusam a endurecer em conceito.

Se o mundo é, então ele não deveria ser assim. Eis outro silogismo torto: o real deveria ser coerente; o real é incoerente; portanto, o real não é — ou é um erro de cálculo em alguma equação cósmica que ninguém terminou de escrever. E nós, variáveis perdidas, tentamos resolver um sistema que já nasceu insolúvel.

Há uma tentativa de sentido que pulsa como um nervo exposto, mas sentido de quê? Finalidade para quem? O intelecto se dobra sobre si mesmo, cria labirintos de razão que levam sempre ao mesmo centro vazio. Raciocínio após raciocínio, constrói-se uma arquitetura impecável de nada — uma catedral do inexistente, onde cada argumento é um vitral que filtra a luz inexistente de um sol hipotético.

O corpo, esse objeto insistente, participa do absurdo. Ele sente fome de significado, sede de propósito, mas só encontra matéria. Carne, osso, impulso elétrico — uma mecânica sem manual, um dispositivo que opera sem saber por quê. E o pensamento, que deveria iluminar, apenas amplifica a escuridão, criando sombras mais complexas.

Invento, então, uma lógica alternativa: tudo aquilo que não faz sentido é, por definição, mais verdadeiro, pois o sentido é uma imposição, uma tentativa de domesticar o caos. O absurdo, ao contrário, é livre — livre de coerência, de finalidade, de necessidade. Ele apenas é, ou melhor, ele acontece sem ser.

Surge outro neologismo: absurdância. Estado contínuo de ser sem razão suficiente. Condição fundamental de tudo que insiste em existir apesar da ausência de justificativa. E, se tudo é absurdante, então nada precisa ser explicado — o que, paradoxalmente, nos condena a explicar tudo.

Penso, logo me complico. Sinto, logo me perco. Existo, logo me contradigo. Eis a tríade que substitui qualquer certeza cartesiana. Não há ponto fixo, apenas um deslizamento constante entre possibilidades que não se realizam plenamente.

A linguagem acompanha esse colapso. Frases começam e não terminam, ideias se interrompem no meio de si mesmas, como se o próprio ato de dizer fosse sabotado por uma força interna. Talvez, porque dizer seja já trair o indizível, reduzir o infinito a uma sequência de sons. E, no entanto, continuo. Continuo a falar, a pensar, a tentar organizar o caos em estruturas reconhecíveis. Talvez seja isso que nos define: a incapacidade de aceitar o vazio sem tentar preenchê-lo, mesmo sabendo que qualquer preenchimento é ilusório.

O mundo não responde. Ele não nega nem afirma, apenas permanece — ou pseudo-permanece — como um cenário que não precisa de espectadores, mas que ainda assim nos inclui. Somos figurantes de uma peça sem roteiro, atores sem personagem, vozes sem discurso. E, então, volto ao início, que nunca foi um início. A palavra que tropeça em si mesma, o sentido que se desfaz antes de se formar. Talvez tudo isso seja apenas um exercício de linguagem, um jogo de conceitos que tenta capturar o incapturável.

Ou, talvez, seja exatamente o contrário: talvez seja o incapturável que joga conosco, que nos usa como meio para se manifestar brevemente antes de desaparecer de novo no silêncio.

E, nesse silêncio — que não é ausência de som, mas excesso de indeterminação — algo persiste. Não como certeza, nem como dúvida, mas como uma espécie de tensão contínua entre ser e não ser.

Uma tensão que não se resolve. E, talvez, nunca precise.

Clayton Alexandre Zocarato

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Atenção, verbonautas e barcófilos!!!

Pietro Costa: ‘Atenção, verbonautas e barcófilos!!!

Pietro Costa
Pietro Costa
Card sobre o Dia Mundial do Livro

Hoje, 23 DE ABRIL — DIA MUNDIAL DO LIVRO, data na qual redijo este texto para minha coluna no apreciado Jornal ROL, quero enaltecer não apenas o livro enquanto objeto, mas como experiência viva, ou seja, enquanto porto, bússola e travessia.

Em cada página aberta, uma possibilidade de sentir mais, pensar melhor, existir com mais densidade.

E é nesse horizonte que nasce O Barco e o Verbo: 10 Anos de Travessia Literária: uma obra que não se limita à leitura, mas convida ao mergulho.

⛵ São 10 anos navegando entre palavras e sentidos.

⛵ 10 anos transformando linguagem em presença.

⛵ 10 anos provando que o verbo, quando vivido, move destinos.

O poema “Livro Aberto”, que integra essa travessia, nos lembra: um livro não é apenas papel. Muito mais palpável que isso! É também pulsação, vento, sinapse, ruptura!!!

E talvez o maior risco… seja deixá-lo fechado.

📖 Hoje, abra um livro. Mas, sobretudo, permita que ele abra você.

💬 E me diga:
qual livro já mudou o rumo da sua história?

🔁 Compartilhe com quem também navega pelas palavras.

🏷️ Marque um leitor que não pode ficar à deriva.

Pietro Costa

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Confidente e fria

Evani Rocha: Poema ‘Confidente e fria’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem gerada por IA do Canva -23 de abril de 2026, às 08h52

Quando a solidão chega e encontra ninho

Ela nunca mais vai embora

Não porque a queremos

Mas porque precisamos

Porque ela preenche um vazio

De não ‘sei o quê’

Porque ela é silenciosa e não questiona

Porque ela é dona

De todos os espaços

Que sobraram em nossa vida

Ela é confidente e fria

Fica com a gente e escuta os lamentos

Ela não bate à porta

Mas senta-se à mesa do café,

Do almoço e jantar…

Não para comer,

Mas para nos ver de perto

Olhar no fundo dos olhos

Sentir o cheiro do café e das rosas,

Abertas no jardim…

Ela fica,

Porque nos acostumamos

À sua companhia,

Ao seu sorriso apagado,

Aos seus afagos…

Nos acostumamos ao seu lado,

À sua imagem disforme e presente…

No terreiro, nas vidraças,

Nas chuvas de janeiro!

Ah, que sentimento é esse,

Que causa desassossego

Mas que ocupa os espaços ociosos,

Da casa, das ruas, das calçadas…

Que pode ser psicólogo,

Dar colo e puxão de orelha…

Mas que, também, não nos deixa sós

Nas horas eternas de um dia de verão!

Evani Rocha

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Diário de um Bobo

Entre risos e verdades, Koringa transforma o cotidiano em arte e reflexão

Diário de um Bobo. Entre risos e reflexões Crônicas do cotidiano
Diário de um bobo

Radialista, artista e eterno bobo da corte, Hilton Rufino reúne em livro um olhar bem-humorado e sensível sobre o dia a dia.

Há quem transforme histórias da vida em espetáculo.

Hilton Luiz Rufino, conhecido pelo público como Koringa, o Bobo da Corte, é desses artistas que fazem do riso uma ponte… e do humor, uma forma de dizer verdades.

Hilton Ruffino , o Koringa
Hilton Ruffino, o Koringa

Com uma trajetória que atravessa décadas, Hilton Rufino construiu sua carreira levando alegria por onde passa.

Radialista formado em Comunicação Social, palhaço, mágico e animador de palco, ele atua desde 1989 encantando públicos de todas as idades com apresentações que misturam música, brincadeira, interação e, claro, muito humor.

Radicado em Indaiatuba desde 1997, Koringa se tornou uma figura conhecida e querida na cidade e região, participando de eventos, projetos culturais e ações sociais que marcaram gerações.

De festas infantis a eventos corporativos, de programas de rádio e televisão a festivais internacionais, como sua participação em Cuba, em 2023, sua arte sempre esteve presente, levando leveza e conexão.

Mas, para além dos palcos, existe também o olhar observador.

A ideia do livro nasce justamente desse outro espaço: das palavras.

A partir de colunas semanais escritas para jornais da região, Hilton reuniu textos que, juntos, formam uma obra que reflete o cotidiano com humor e sensibilidade.

Inspirado na figura medieval do bobo da corte, aquele que, por meio da leveza, conseguia dizer verdades desafiadoras, o autor constrói uma narrativa que diverte, mas também faz pensar.

É um humor que não é vazio.

É um humor que observa, traduz e, muitas vezes, revela.

Com linguagem acessível e um olhar atento aos detalhes do dia a dia, o livro se torna um convite para enxergar a vida por outra perspectiva mais leve, mais humana e, quem sabe, até mais verdadeira.

Entre risadas e reflexões, Koringa nos lembra de algo essencial: Às vezes, é no riso que encontramos as verdades mais profundas.

E talvez seja justamente essa a maior arte, transformar o cotidiano em algo que toca, diverte… e permanece.

REDES SOCIAIS DO AUTOR

DIÁRIO DE UM BOBO

SINOPSE

Mais do que um registro de época, a obra é um mosaico de instantes vividos entre 2019 e 2021, onde humor e crítica caminham juntos, revelando que, às vezes, rir é a forma mais lúcida de compreender a realidade.

Um livro leve, humano e provocador, que mostra que o bom humor pode ser também uma forma de sabedoria.

OBRA DO AUTOR

Diário de um bobo. Entre risos e reflexões Cronicas do cotiadiano
Diário de um bobo

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Resenhas da colunista Lee Oliveira