Mulher – Dádiva divina

Nicanor Filadelfo Pereira – ‘Mulher – Dádiva Divina’

Nicanor Pereira
Como a sublimidade da flor...  exala o seu olor
Como a sublimidade da flor… exala o seu olor
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Ternamente, de uma costela,
Criou Deus a nossa ajudadora!
E, de tal maneira, fez dela,
Nossa amorosa consoladora.

Amável, e pródiga em carícias,
Alimenta a razão de nossas vidas,
Sendo, do Senhor, nossas primícias
Das dádivas adrede prometidas.

Como a sublimidade da flor,
Tem lá, os seus espinhos,
Mas, em suave idílio, exala o seu olor.

Quão generosos são os seus carinhos!
Quão terna e agradável a sua voz,
Ao declarar, por nós, o seu amor!

Nicanor Pereira
01/03/2024 9:25

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Feminina de cor púrpura no oceano da poesia

Ella Dominici: ‘Feminina de cor púrpura no oceano da poesia’

Ella Dominici
Ella Dominici
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Ela é enigmática e aquecedora
de alma
alguém que atravessa o som
reverbera.
refratária das visões,
brilha.

Impalpável, à mente se faz
sentir e sente
intocável ser, é tocante

ela é transparente luz, pó refinado
de profundezas do oceano
é a tintura púrpura

Extraída de simples criatura
desta cor vermelho-rubro-escura
amor elegância simples formosura

Vibra o oceano da vida com
energia sutileza fantasia fúria,
tinge as águas do seu mar e
as marés de seu par

Amiga enamorada das águas
radiante fêmea em rítmica poética
na púrpura o sacerdócio da mulher
que ama, se doa, edifica, equilibra e perdoa

Na púrpura, realeza da soberania
encarnada como rubi é a femina
Lumia alas sombrias, fluorescência
de mulher sôfrega, reinando,
adentrando castelos rubros
demolindo muros

Na sociedade esmagante
representatividade ascendente
na política e luta de classes
o empoderamento reconhecido

Na literatura não se nasce mulher,
torrna-se protagonista das ações
em sua voz escrita, na feminina
e rubra poética

Ella Dominici

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A Mulher é a pessoa que primeiro se ama

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo:

‘A mulher é a pessoa que primeiro se ama’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
Mulher: uma dádiva do Supremo Criador
Mulher: uma dádiva do Supremo Criador
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São muitos os dias nacionais, e internacionais, que ao longo do ano se evocam e festejam, com a pompa e circunstância que são possíveis. Para cada tema, a efeméride celebra-se no dia que, consensualmente, tem sido aceite, embora, também, já se tenham verificado alterações, como por exemplo em relação ao dia da mãe, todavia, a maioria das comemorações, nos respetivos países e/ou em todo o mundo, se mantenha em data fixa.

Estabeleceu-se, internacionalmente, o dia oito de março, para se festejar a importância da Mulher em todo o mundo, para que todos os seres humanos rejubilem e prestem homenagem às Mulheres: elas próprias, incluídas nas homenagens que lhes são, justamente, dirigidas; elas mesmas, o centro de todas as atenções, naquele dia. Incompreensivelmente apenas naquele dia 08 de março de cada ano, e não todos os dias, como seria da mais elementar justiça.

Paradoxalmente, aquele dia não é universalmente vivido, sentido e festejado, porque a Mulher, infelizmente, ainda não ocupa o lugar, no seio da sociedade que, por mérito próprio, tem direito, reconhecendo-se, entretanto, que, ainda que timidamente, tenha havido alguma evolução favorável ao reconhecimento da sua dignidade.

Numa visão generalista, e de muito fácil entendimento, pode-se admitir, como regra universal, que a Mulher é a pessoa que primeiro se ama, por quem se tem um grande carinho, a quem se pede refúgio, que dela se recebe amor incomensurável, proteção incondicional, compreensão e tolerância sem limites. Esta Mulher, que a maioria dos seres humanos começa a amar, e por ela a ser amado, é o primeiro porto-seguro, a nossa fonte de alegria, o nosso primeiro e grande amor, é a nossa mãe.

Esta função, este elevado e nobilíssimo estatuto, sublime e inigualável, só a ela pertence, é como que uma bênção divina, uma dádiva do Criador, a admirabilíssima missão de ser mãe, por isso, mas não só, se deveria reconhecer, na Mulher, o seu papel insubstituível, a premente necessidade do reconhecimento da sua importância e da sua dignidade, a Mulher que pelo seu “sexto sentido” consegue, quantas vezes, evitar as piores desgraças e resolver, carinhosamente, problemas extremamente complexos, no seio da família e da sociedade.

Dia internacional da Mulher, pelo qual, em todo o mundo civilizado, os valores do amor, do matrimónio, da maternidade, da dádiva total, se festejam, com mais ou menos autenticidade, sinceridade, respeito e reconhecimento. 

A Mulher-Filha, a Mulher-Esposa, a Mulher-Mãe, afinal, a Mulher, como que glorificada, merecidamente, afirme-se, desde já, porque ela, que gosta e respeita os pais, que ama o seu companheiro, a mãe extremosa, que gerou e transportou o filho no seu ventre, a Mulher-Trabalhadora que, no limite das suas forças, ainda é capaz de dar a vida por aqueles que verdadeiramente ama. A Mulher em todo o seu esplendor.

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Mulher

Denise Canova: Poema ‘Mulher’

Denise Canova
Denise Canova
“Mulher forte, de fé. Mulher guerreira, vencedora

Mulher

Forte

De fé

Mulher

Guerreira

Vencedora

Dama da Poesia

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Os irmãos escritores unidos pelo amor à poesia

Teofilo e Roberta Tostes convivem com tipos diferentes de deficiência e compartilham a herança de amor pela escrita deixada por seu pai

Roberta Tostes e Teofilo
Roberta Tostes e Teofilo

As barreiras para as pessoas com deficiência ainda são um gigantesco obstáculo a serem superadas. Porém essa condição que poderia limitar a muitos, não foi capaz de frear os sonhos de dois irmãos apaixonados pela poesia. Ele com deficiência física (luxação coxofemoral e encurtamento da perna direita) e ela com TEA (Transtorno do Espectro Autista), diagnosticado de forma tardia. Teofilo e Roberta Tostes compartilham o amor pela escrita e trilham carreiras paralelas no universo da literatura.

Números da pesquisa “Relatos da literatura no Brasil”, feita pelo Instituto Pró-livro, revelam que 52% da população brasileira tem hábitos de leitura, onde a Bíblia e livros religiosos são os preferidos. O estudo ainda aponta que, de 2016 a 2020 (ano da publicação da pesquisa), o país perdeu 4,6 milhões de leitores. Isso mostra os desafios que a leitura sofre, principalmente aquela mais nichada e menos comercial, como é o caso da poesia. Lembrando ainda que o Dia Mundial da Poesia é comemorado em 21 de março.

Roberta está para lançar seu terceiro livro no mês de março de 2024. “corpo-esconderijo” (Libertinagem) vai falar sobre a poética corporal. Em seus livros anteriores, uma poética subjetiva servia para esconder seus traumas, desconfortos e violências vividas. A escritora faz dessa voz que nomeia também uma voz que se afirma, transformando a palavra numa espécie de lar em que ela habita e se metamorfoseia.

“Receber o diagnóstico do TEA, mesmo tardio, foi como reingressar na estrada da minha vida, agora devidamente ciente dos níveis de velocidade, das curvas acentuadas, conhecendo enfim o movimento que coincide com os próprios horizontes reabertos”, revela Roberta sobre seu diagnóstico de autismo.

Enquanto isso, Teofilo já lançou três livros, dois deles pela Editora Patuá, uma das mais importantes do cenário de editoras independentes, além de contos, poemas e artigos em coletâneas, revistas literárias e culturais. Seu último livro lançado, “O Poeta Toma a Pólis” (Patuá), conta com 29 poemas da obra, onde o autor traduz em palavras as injustiças, indiferença e crueldade vistas em nosso país nos últimos anos.

“Quando digo que sou um homem com deficiência que escreve poesia talvez isso crie no imaginário das pessoas que sou alguém que escreve sobre meus desafios e minha luta por ‘superar’ essa condição. Então meu desafio é desconstruir essa expectativa. A deficiência não é algo a ser superado, vencido. É uma condição com a qual se convive. E a poesia é um território de elaboração e também de mudança do mundo”, reflete Teofilo.

Atraídos para a poesia por meio do exemplo dado por seu já falecido pai, os irmãos acreditam no valor da literatura e, mais ainda, no poder transformador que ela pode ter na vida das pessoas. “A poesia chegou como memorabilia familiar e possibilidade de criação de um lugar para mim no mundo. Ao inventar e decifrar signos, faço da escrita uma ponte, um projeto de vida em aprendizado contínuo e expansão da existência e seus pontos comunicantes”, revela Roberta. Já para Teofilo, que começou a escrever ao tomar contato com alguns poemas do pai na adolescência, “escrever foi dar uma resposta ao maravilhamento e às provocações que tudo o que eu lia na época me trazia”.

Sobre os autores

Teofilo Tostes Daniel
Teofilo Tostes Daniel

Teofilo Tostes Daniel, nascido em 1979, é autor de “O poeta toma a pólis” (Patuá, 2023), “Trítonos – intervalos do delírio” (Patuá, 2015) e “Poemas para serem encenados” (Casa do Novo Autor, 2008).

Tem ainda contos, poemas e artigos publicados em coletâneas, revistas literárias e culturais.

É formado em Produção Editorial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e vive em São Paulo desde 2006, onde trabalha como analista de comunicação social do Ministério Público Federal.

Faz ensaios abertos com palavras em http://teofilotostes.wordpress.com/.

Roberta Tostes Daniel
Roberta Tostes Daniel

Roberta Tostes Daniel, nascida em 1981, poeta, formada em Letras, também passou pelo curso de Jornalismo.

É servidora pública na cidade do Rio de Janeiro. Começou escrevendo em blogs.

Publicou os livros “Uma casa perto de um vulcão” (Patuá, 2018) e “Ainda ancora o infinito” (Moinhos, 2019).

Participou de várias antologias, impressas e digitais. Em 2022, obteve o diagnóstico tardio de Transtorno do Espectro Autista.

Em 2023, ingressou no Curso Livre de Preparação do Escritor, na categoria Poesia, oferecido pela Casa das Rosas. Segue escrevendo a partir do corpo e suas metamorfoses.

'Corpo-esconderijo', de Roberta Tostes Daniel
‘Corpo-esconderijo’, de Roberta Tostes Daniel

'O Poeta Toma a Pólis'. de Teofilo Tostes Daniel
‘O Poeta Toma a Pólis‘. de Teofilo Tostes Daniel

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No Quadro do ROL, o médico e escritor Marcelo Talasso!

Médico, amante da Filosofia e escritor, Marcelo Talasso é um humanista da ciência e das letras

Marcelo Talasso
Marcelo Talasso

Marcelo Talasso Salim, natural de São Paulo (SP), é médico cirurgião geral plantonista, formado pela Pontifícia Universidade Católica – SP. Também é mestre em gastroenterologia cirúrgica pela UNIFESP/Escola Paulista de Medicina.

Foi 2º Tenente médico da equipe de cirurgia geral e de trauma do Hospital Geral do Exército Brasileiro em São Paulo – Ministério da Defesa de 2003 a 2004, atuando na missão da paz da ONU no Haiti em 2004.

Escritor por paixão, leitor por prazer e estoico por natureza, também é amante da Filosofia.

É autor do livro ‘Memórias de um pai estoico’.

Marcelo Talasso estreia no ROL, enaltecendo a figura da mulher, com o poema ‘A mulher sempre em nossas vidas’

A mulher sempre em nossas vidas

Mulher: Uma dádiva de Deus!
Mulher: uma dádiva de Deus!
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Nascemos do ventre de uma mulher

Crescemos e, enquanto crianças, brincamos 

num parque onde os brinquedos nos animam.

Nos estudos, elas nos incentivam, nos cobram.

Nas formaturas, choram emocionadas.

Elas é que merecem os diplomas.

Na vida adulta a mulher sempre presente.

Os brinquedos mudam. Tornam-se mais caros.

A mulher, agora esposa, ajuda nas conquistas.

Ela multiplica tudo o que lhes damos.

Agora, com nosso sêmen, ela nos dá filhos.

Terá sua atenção dividida entre ser mãe e mulher.

Em nossos últimos dias, em geral será ela a nos amparar.

Em casa ou no leito de morte, ela, esposa, estará a chorar.

Não por acaso, há mais mulheres enfermeiras; está no seu âmago cuidar.

Mulher sabe seduzir apenas com olhar, sem nada precisar falar.

Ao sorrir e ao cantar, com seu simples caminhar…

e, se duvidar, simplesmente ao suspirar.

Marcelo Talasso

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Metamorfose

Sergio Diniz da Costa: Poema ‘Metamorfose’

Sergio Diniz da Costa
Sergio Diniz
Uma nota musical saindo da tecla do piano, com asas de borboleta
Uma nota musical saindo da tecla do piano, com asas de borboleta
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A borboleta pousou

na tecla do piano

e uma nota saiu

apressadamente

batendo asas

Sergio Diniz da Costa

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