Da Colômbia ao ROL, Laskiaf Amortegui!

Laskiaf Amortegui traz a ROL a literatura da Colômbia, um país mosaico de culturas, música contagiante e alegria, e um povo acolhedor e resiliente

Laskiafe Amortegui
Laskiaf Amortegui

Laskiaf Amortegui, natural de Villavicencio, meta Colombia   é uma locutora, escritora e poetisa colombiana de trajetória internacional. Autora do romance dramático ‘La jaula de las mariposas’, sucesso de vendas na Amazon.es, obra galardoada com o prêmio Arina Gold na Rússia.

Distinguida como ‘Melhor Poeta do Ano 2025’ em Marrocos, pelas revistas Sefrou e Snippets International, contando, também, com um reconhecimento duplo em Alania Kaley (Turquia) e o Microfone de Ouro no México.

Seus escritos, traduzidos para vários idiomas, refletem uma voz profunda e humana que transcendem fronteiras. As composições são marcadas por uma linguagem visceral, reflexiva e carregada de emoção, e os poemas abordam temas como amor, natureza e reflexões existenciais, publicados em plataformas como Synchronized Chaos e The Cultural Reverence.

Laskiaf se apresenta aos leitores do ROL com o texto Momento Poético, um poema fascinante, que explora a metalinguagem (a poesia falando sobre si mesma) e a relação visceral entre o poeta e o ato de criar. 

Momento Poético

Imagem gerada pelo ChatGPT - https://chatgpt.com/c/69e6b12a-bb98-83e9-8ea4-5a10ab33d0fc
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69e6b12a-bb98-83e9-8ea4-5a10ab33d0fc

​Poesía, te siento revolotear en mi razón;
de repente sacudes mi vientre y lo estremeces.
Sales como estrella fugaz,
atravesando el universo de letras,
hechizando la tinta y el papel.
​Hilos invisibles manejan mis manos,
mientras ellas danzan al compás de la inspiración.
¡Poesía!,
¡te apoderas de mi alma y mi corazón!
​Enmarañas mi mente, la sumerges, la pierdes;
la haces vivir, la arrastras más y más hacia ti.
Entonces ella empieza a soñar, llorar, reír, amar,
hasta rozar… los labios de la muerte.
​¡Poesía!,
¡te apoderas hasta de mis huesos!
Sucumbo ante tu pluma
y sacas a la luz la debilidad de mis miedos,
mis anhelos y temores; luego te vas.
​Poesía: ¿dónde estás?
Poesía: ¿a dónde fuiste?
Poesía: ¿qué has hecho?…
​El viento susurra:
“Poesía te hizo poesía”.

Laskiaf Amortegui

((Todos los derechos reservados © 2026)

Momento Poético

Poesia, eu te sinto vibrando em minha razão;
de repente, você sacode meu ventre e o faz estremecer.
Você surge como uma estrela cadente,
cruzando o universo das letras,
enfeitiçando a tinta e o papel.
Fios invisíveis guiam minhas mãos,
enquanto dançam ao ritmo da inspiração.
Poesia!
Você agarra minha alma e meu coração!
Você emaranha minha mente, a submerge, a perde;
você a faz viver, a atrai cada vez mais para perto de você.
Então ela começa a sonhar, a chorar, a rir, a amar,
até tocar… os lábios da morte.
Poesia!
Você até agarra meus ossos!
Eu sucumbo à sua pena
e você revela a fraqueza dos meus medos,
meus anseios e ansiedades; então você vai embora.
Poesia: Onde você está?
Poesia: Para onde você foi?
Poesia: o que você fez?…
O vento sussurra:
“A poesia fez de você poesia.”

Laskiaf Amortegui

(Todos los derechos reservados © 2026)

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​Who said I am a poet!

Rita Odeh: ‘​Who Said I Am a Poet!’

Imagem gerada por IA do Gemini
Imagem gerada por IA do Gemini

I am but a silkworm.
Inside my cocoon
I weave the threads of my uniqueness
Waiting for an
​O
​U
T

B
​ U
R
S
T
​Worthy of my wings.

Rita Odeh

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Mi sombra

Humberto Napoleón Varela Robalino

Poema ‘Mi sombra’

Humberto Napoleón Varela Robalino
Humberto Napoleón Varela Robalino
Fotografía de Karinita Michel Fuel Varela, nieta de Humberto Napoleón, en Café Tortoni
Fotografía de Karinita Michel Fuel Varela, nieta de Humberto Napoleón, en Café Tortoni

Forma de gato mi sombra

mejor gatuna sombra

maullidos carcajadas

sombra girasol

gatuna girasol

como todo girasol te vas a donde el sol abriga.

Cargosa sombra

no te cansas de pisarme los talones

te me pegas como chicle

como saliva en los resecos labios

pero si hasta te bebes mis mejores vinos.

Un día te fallarán las 7 vidas

debajo de mis cenizas

humedad tu último maullido.

Humberto Napoleón Varela Robalino

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Exposição Jardim Secreto dos Sonhos – Ecos de Kahlo e Borges

Exposição Jardim Secreto dos Sonhos – Ecos de Kahlo e Borges sai de Sorocaba/SP e vai para a comunidade no Alto do Cedro/MA, celebrando a arte de escritores independentes

Exposição literária na residência da escritora Lana Coelho - Foto por Priscila Mancussi
Exposição literária na residência da escritora Lana Coelho – Foto por Priscila Mancussi

No dia 11 de abril de 2026, a residência da escritora Lana Coelho, localizada no povoado Alto do Cedro, comunidade às margens do Rio Parnaíba, no município de Magalhães de Almeida (MA), foi palco de uma exposição literária marcada por sensibilidade, cultura e conexão com a comunidade.

O evento apresentou ao público escritores participantes da exposição que fazem parte do Coletivo Cultural Café & Arte em Movimento, liderado pela escritora e ativista cultural Priscila Mancussi, com os poemas dispostos em um delicado varal literário, permitindo que visitantes circulassem pelo espaço e apreciassem as obras de forma livre e próxima. Os poemas apresentados participaram das Feiras Internacionais da Argentina e do México e devido o grande sucesso deste trabalho, Priscila Mancussi juntamente com a escritora Carina Gameiro transformaram as apresentações em exposição.

Durante a programação, a escritora Lana Coelho conduziu um momento especial ao compartilhar com os presentes a história e a relevância de Frida Kahlo e Jorge Luis Borges, conectando suas trajetórias ao universo da arte e da literatura.

Na ocasião, também foi realizado o lançamento da segunda edição do livro ‘Cartas para um mundo que eu nunca vi,’ obra da autora, que reforça sua sensibilidade e compromisso com a escrita como forma de expressão e acolhimento.

O encontro foi marcado por um clima agradável e descontraído, contando com a participação da comunidade e das voluntárias do projeto Palavras que Abraçam, uma iniciativa social idealizada por Lana Coelho, que promove a leitura afetiva e o acolhimento de crianças, adolescentes, adultos e idosos em diversas comunidades.

A exposição contou ainda com o apoio do blogueiro e repórter Eduardo Garcês, do Portal Rio Parnaíba, que tem contribuído com a divulgação do trabalho da escritora, incluindo seus prêmios internacionais e as ações do projeto Palavras que Abraçam. O evento também recebeu o suporte de Jhucakes e Natyfesta na decoração, além da colaboração de Célia, responsável pelo coquetel que tornou o momento ainda mais especial. Todos são moradores e amigos que fortalecem e incentivam a cultura local.

Em clima de gratidão, a organização destacou a importância de cada apoio recebido. “Nossa gratidão a todos que fizeram este momento especial. Aos que vieram, o nosso muito obrigado pelo apoio, e esperamos encontrá-los em breve”, destacou Lana Coelho, que também fez questão de agradecer, de forma especial, o apoio da família, presente em todos os seus projetos. Além disso, ainda agradeceu a todos os poetas que compõem essa exposição.

Mais do que um evento literário, a exposição se consolidou como um espaço de partilha, emoção e valorização da cultura local, fortalecendo laços e incentivando o acesso à leitura.

E o Coletivo Cultural Café & Arte em Movimento pôde alçar voo de Sorocaba/SP para o Alto do Cedro em Magalhães de Almeida/MA. Priscila Mancussi vem abrindo portas para que a arte seja alcançada em todos os locais que possam recebê-la.

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Mártir

Sergio Diniz da Costa: Poema ‘Mártir’

Sergio Diniz
Sergio Diniz
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69e40d0a-3e54-83e9-a21d-d353c8d68062

O cortejo avança, ganhando os primeiros degraus.
O Sol oculta suas faces douradas,
Em cúmulos encastelados,
Contrito pelo confronto covarde;
O Cadafalso agiganta-se ao alto,
Lúgubre e ávido por sua vítima;
No primeiro patamar irreversível
Afronta o Negro Gigante
Impávido semblante descorado.

Da vida exuberante, em seu fim inevitável;
Da morte, em implacável espera,
Antagônicos sentimentos acirrados
Ao sabor da inquieta hoste:
Aproxima-se a última hora!

O mártir, silente, olhos fulgurantes,
Passeia os pensamentos, em frações menores,
Sobre a multidão esfaimada de emoções:
Gritos, impropérios…
O mártir está só!

O Cadafalso abre seus braços odientos
A receber o dócil cordeiro;
A Turba, em frêmitos aviltantes,
É um mar encapelado, a sorver o nobre destino.

Último adeus!
Onde os sectários dos mesmos ideais?
Emudece a voz, sem os ecos da constância.

Última hora!
O cordame úmido fecha suas garras
Sufocando pranto, silêncio e dor:
Tomba o Monumento, sem a solidez da esperança.

O Negro gigante, saciado em obscura vindita
Adormece em silêncio de nova espera;
A Noite, caindo o cair da licença
Tinge o cenário com a cor da monotonia;
O mártir, de despojos ignorados,
Lança-se ao rol dos esquecidos.

Uma pequenina gota do sangue heroico,
Em discreto saltitar,
Lançara-se, porém, à relva úmida.
O Tempo apagou os vestígios do holocausto
Somente não apagou a semente
Que, brotando a seu tempo,
Desfraldou ao Celeste Observador
O verde emblema da vitória!

(A todos os mártires, de todos os tempos)

Sergio Diniz da Costa

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Inconfidência Mineira

Marli Freitas: Poema ‘Inconfidência Mineira’

Marli Freitas
Marli Freitas
Imagem gerada pela IA do Gemini

Enfim, o cobiçado ouro reluziu e Vila Rica (Ouro Preto)

Se transformou no centro econômico da América Portuguesa.

A colônia prosperou e em torno das minas o luxo imperou.

De pedras trabalhadas, as ruas foram pavimentadas.

Intelectuais se destacaram e adornos sacros brilharam como a luz solar.

Em dias de festas, as roupas alvas dos escravos contrastavam

Com a pele negra e convergiam com o poder dos senhores das minas,

E, com a receita aumentada, foi preciso o ouro fundir para com o ilícito não se confundir.

Iludidos com a prosperidade, não contaram com a finitude da riqueza mineral.

Após a euforia inicial, cresceram as desconfianças e nasceram medidas de severidade.

A cobrança foi estabelecida por posse de escravo, e, não contente,

Com o declínio da produção aurífera, foi estabelecida uma cota a ser paga anualmente

E, caso o valor não fosse atingido, lançariam mão da derrama

E uma contribuição coletiva deveria cobrir, o dito, prejuízo e fortalecer o leão.

Golpeada, a classe abastada, começa a conspirar. Entre tantos,

Destacou-se Joaquim José da Silva Xavier, ‘O Tiradentes’.

O alferes com grande poder de persuasão e ideais nobres de estabelecer

Um estado independente na região das ‘Minas Gerais’;

Com ideias iluministas ainda inocentes no contexto da escravidão.

Com tudo acertado, a revolta eclodiria no dia da ‘Derrama’.

Os ‘Inconfidentes’ viram seus planos fracassarem diante da traição

De Joaquim Silvério dos Reis, que entregou os ‘Conspiradores’ e garantiu o seu perdão.

Realizou-se a ‘Devassa’, os idealizadores foram presos e enviados ao Rio de Janeiro.

Todos se declararam inocentes, enquanto ‘Tiradentes’ assumiu com bravura

O lema da resistência mineira, ‘LIBERTAS QUAE SERA TAMEN’ (expressão do latim)

‘LIBERDADE AINDA QUE TARDIA’. Enforcado e esquartejado, tronco enterrado

Como indigente, membros salgados e expostos com estratégia pelo caminho

Das ‘Minas Gerais’, de cabeça pendurada de frente para o ‘Palácio do Governo’,

Em Vila Rica (Ouro Preto), dissuadindo qualquer questionamento

Do poder da ‘Metrópole’ e ‘Tiradentes’, símbolo máximo da resistência mineira,

Precursor da liberdade, mais tarde, alçado pela República Brasileira

‘O Mártir da Independência do Brasil’!

Marli Freitas

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Dia do Índio

Denise Canova: Poema ‘Dia do Índio’

Denise Canova
Denise Canova
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Dia do Índio

Povo forte

De costumes profundos

Índios

Pais e filhos

Essência do Brasil.

Denise Canova

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