II Prêmio Personalidades Literárias e Culturais 2025
Eduardo Cesario-Martínez recebe o II Prêmio Personalidades Literárias e Culturais 2025
Card sobre o II Prêmio Personalidades Literárias e Culturais 2025
O escritor e colunista carioca Eduardo Martínez foi anunciado como um dos vencedores do II Prêmio Personalidades Literárias e Culturais 2025. A premiação, realizada pela Editora Holandas em conjunto com a Academia Interamericana de Escritores (AINTE), busca homenagear autores que contribuíram para o cenário intelectual e cultural do país ao longo do ano.
A escolha de Martínez pela comissão organizadora baseou-se em sua atuação recente no setor. Além de colunista do Jornal Cultural Rol, o escritor acumula outras distinções em 2025, como o Prêmio Clarice Lispector. Atualmente, ele também atua como editor e escritor do espaço Café Literário, no portal Notibras.
De acordo com os organizadores, o reconhecimento reflete dois pilares do trabalho de Martínez:
Produção Literária: A regularidade e o impacto de seus textos nos veículos em que colabora.
Fomento a Novos Autores: O papel do escritor na abertura de espaços para novas vozes na mídia digital e na mentoria de talentos iniciantes.
Com este novo prêmio, Martínez consolida sua presença entre os nomes em evidência na literatura brasileira contemporânea, unindo a escrita tradicional ao alcance das plataformas digitais.
Sobre o autor
Eduardo Cesar-Martínez
Eduardo Cesario-Martínez é um premiado escritor carioca, atualmente radicado em Porto alegre, cidade pela qual é apaixonado.
Seu primeiro livro, o romance ‘Despido de ilusões’, 2004, figurou entre os mais lidos do Centro Cultural Banco do Brasil.
Em 2025, foi o vencedor do Prêmio Literário Clarice Lispector, na categoria livro de contos com ’57 Contos e crônicas por um autor muito velho’, que saiu pela Joanin Editora.
Seus contos e crônicas, que já ultrapassaram a incrível marca de 1.000 publicações, são utilizados por escolas no Rio de Janeiro, em Brasília e em Brodowski-SP.
Versado na poesia crítica e de textos literários marcados pela reflexão filosófica e social, Ramos António Amine abrilhanta o Quadro de Colunistas do ROL
Ramos António Amine
Escritor e ensaísta, Ramos Amine dedica-se à escrita de poesia crítica e de textos literários marcados pela reflexão filosófica e social e tem textos publicados na revista Uphile, uma plataforma digital, física e eletrônica de divulgação e promoção do Niassa, através da cultura e de outras iniciativas sociais que fortalecem a fraternidade e a irmandade entre os povos.
Possui vários artigos científicos publicados no site webartigos.com e é colunista do Jornal Destaque, onde assina artigos de opinião.
Produz ainda vídeos de teor poético, nos quais cruza palavra, pensamento e sensibilidade estética.
A sua escrita dialoga com os dilemas contemporâneos da sociedade moçambicana.
Ramos se apresenta aos leitores do ROL com o reflexivo conto A guardiã dos avisos ignorados.
A guardiã dos avisos ignorados
Imagem criada por IA da Meta
Nada estava visível naquela noite. Mas algo pairava, em surdina, nas pequenas coisas que costumamos ignorar: a Guardiã dos avisos ignorados.
Uma alta dirigente distrital decidiu partir para a cidade a fim de passar a quadra festiva junto da família. Fora avisada de que a lei não concede diferimentos favoráveis a viagens impulsivas de quem detém autoridade. Ainda assim, escolheu ouvir o coração, pois, em tempos festivos, o coração costuma falar mais alto do que a norma. A regra foi relegada ao segundo plano, dobrada e esquecida, enquanto à frente da dirigente seguia apenas o desejo de estar entre os seus.
Não faltou alguém que tentou dissuadi-la. Não com gritarias nem com processos disciplinares, mas com a frieza de quem conhece o peso da responsabilidade. O aviso foi simples e claro: quem serve o distrito não deve servir-se dele sem consequência. Contudo, a decisão já estava tomada. Quando o poder se habitua a mandar e passa a ouvir apenas a si próprio, aprende também a ignorar os avisos.
Naquele dia, apesar de esburacada e lamacenta, a estrada comportou-se silenciosa, como sempre é a Guardiã dos avisos ignorados.
No caminho, o mundo cobrou o preço da decisão. O irreparável sucedeu. Um corpo ainda marcado pelas ressacas das vésperas atravessou a estrada e, num instante, tudo se desencadeou: decisão em absurdo, movimento em culpa, pressa em tragédia, quadra festiva em luto. A estrada manteve-se indiferente, enquanto uma vida se despedia sem temor nem tremor.
Em delírio, a dirigente recorreu ao gesto mais antigo do mundo moderno: ligou para casa. Do outro lado da linha, o marido correu para socorrer quem amava. Mas o absurdo: hóspede discreto da condição humana, ainda não havia concluído a sua obra.
Ao calçar os sapatos à pressa, o marido foi mordido por uma cobra, escondida onde ninguém espera a morte: no abrigo quotidiano do pé. Assim, num só encadeamento de factos, uma decisão tomada no distrito gerou tragédia na estrada; a tragédia clamou por auxílio; e o auxílio quase gerou outra tragédia. Nada disso constava nos planos da dirigente. É assim que o absurdo opera.
Houve conspiração contra a dirigente? Intenção malévola visando a sua queda? Não se sabe. Sabe-se apenas que houve consequência. A exceção aberta à interpretação da lei abriu caminho; a pressa acelerou; e a Guardiã dos avisos ignorados, amontoada nos sapatos, respondeu como sempre: silenciosa, inevitável.
Talvez seja isso que mais nos vulnerabiliza: o mundo não nos castiga, apenas responde. Responde ao orgulho, à arrogância institucionalizada, às escolhas impulsivas, ao descuido, à crença perigosa de que o cargo nos coloca acima da lei, dos outros ou do absurdo.
Na origem desta tragédia esteve uma decisão. No fim, restou a estrada.
E a estrada resta sempre para ensinar, sem alarde, que o poder é efémero, que a vida é um sopro e que o absurdo nos acompanha justamente onde julgamos estar seguros: na exceção que toleramos, na viagem que consentimos a nós mesmos, no otimismo que nos dispensa da prudência.
Equanto os homens celebram datas e inventam hierarquias, a natureza permanece silenciosa e atenta, indiferente às nossas justificações. E a Guardiã dos avisos ignorados, paciente, continua onde poucos ousam procurar: no intervalo entre avisos a decisão.
Das montanhas alterosas de Minas Gerais para o ROL, Marli Freitas!
Professora, historiadora, escritora e poeta, Marli Freitas traz para o ROL as Letras de Minas Gerais!
Marli Freitas
Marli Firmina de Freitas, natural de Dom Cavati (MG) é professora, historiadora, escritora e poeta. Cursou História e Geografia e lecionou durante 29 anos.
A literatura sempre fez parte de sua vida através das histórias narradas de forma teatral por seu pai. Quando aprendeu a ler passava horas lendo na Biblioteca Municipal e tinha um gosto especial pelas obras dos irmãos Grimm. Durante a vida escolar foi se encantando por vários autores, com apreço especial pela poesia de Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Cecília Meireles, Machado de Assis, João Cabral de Melo Neto, entre outros.
É autora de cinco livros, dentre os quais: Entre a Terra e o Céu – Estou Feliz, Estou Passarinho; Entre o Balanço e o Voo – O Vento Amou As Asas Recém-nascidas; Entre o Elo e a Auxese – Teus São Os Olhos Meus.
Condecorada com várias comendas, dentre as quais: Ruy Barbosa; Princesa Isabel; Ludwig van Beethoven; Fiódor Dostoiévski; William Shakespeare e Mérito Científico Galileu Galilei.
Membro de várias academias, dentre as quais: Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes; Académie des Lettres et Arts Luso-Suisse; Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Portugal
Marli Freitas inaugura a colaboração no ROL com uma belíssima declaração de amor a sua terra Natal, Dom Cavati (MG), com o o poema Assim é a terra onde nasci.
Assim é a terra onde nasci
Poema publicado na obra de Marli Freitas, intitulada ENTRE O ELO E A AUXESE – Teus São Os Olhos Meus
Dom Cavati (MG) – Foto por Marli Freitas
Notável beleza entre montes! Assim é a terra em que nasci.
Madrigal de amor e céu. Insígnia de dulçor e alegria… De Natureza singular, Horizonte mesclado e Abençoado de singularidade e cordialidade.
Terra mãe gentil! Sou observadora de realidades E o que guardo de si, são as Relíquias lapidadas na cumplicidade, a Resistência e a profundidade de suas raízes, A admiração e o respeito aos seus filhos.
Terra enfeitada pela fé, Exímia formosura campestre, Mestria no bem viver esperança…
Uníssona no acolhimento aos viajantes, Memorial de sorrisos e amigos…
Pátria que inspira sonhos e voos. Ode que acarinha meus passos… Há Um pouco de mim em Cada espanto que causei e em cada Oportunidade que abracei.
Delineada por vozes passarinhas, Estou para si…
Mergulho profundo, no seu Infinito de possibilidades (do Micro ao macro), sou filha de cada…
Universo que vislumbrei, Mantenedora da ousadia de pensar…
Mansidão de alma e coração. Unanimidade bendita e digna, eu a proclamo pela Inefável presença, que me faz Ternura e desperta a menina, que, com Olhos macios a beija…
Dia e noite com um Amor que transcende o espaço e o tempo e a…
Vida é reverenciada com Imprescindível zelo, prudência e temperança e o Dia nasce sempre mais belo aos meus olhos Apaixonados e cheios de estima.
Eduardo Cesario-Martínez: Conto ‘Trauma de infância’
Eduardo Cesario-MartínezImagem criada por IA doGemini – 11 de janeiro de 2026, às 1:00 PM
Boris Scherer, 56 anos, alto, loiro, olhos azuis, pele tão branca, que lhe dava aquele aspecto de boneco de cera, parou diante da porta. A placa indicava que estava no local certo: Dr. José Oliveira Silva, psicólogo. Não foi preciso se anunciar, haja vista um homem quase tão alto, pele escura, olhos profundos e sorriso largo o recebeu, ao mesmo tempo em que o cumprimentou. Era o dono não só da placa, mas daquela sala inteira, que se abriu de maneira acolhedora para o paciente. Primeira consulta.
— Fale sobre você.
— O que você quer saber?
— Tudo o que você quiser falar.
Boris, com os olhos voltados para o tapete com formas geométricas, tentou buscar seu passado mais longínquo, onde se encontrava com seus lá quatro, cinco anos. Estava brincando no canto do escritório do pai, Klauss Scherer.
O agora paciente herdou a aparência do pai, que, àquela época, era mais jovem que ele é hoje. Não mais de 40 anos, talvez 36. Detalhes sem a menor importância. Quanto ao temperamento, por mais que Klauss tivesse tentado incutir seu modo de ser no filho, o fruto não poderia ter caído mais longe do pé.
— Meu pai era controlador. Era um bom homem, mas gostava de manter as rédeas firmes. Bruto, mas creio que todos os homens eram assim naquela época. Minha mãe sempre me falava para respeitar meu pai, pois era ele que mantinha a família unida. Ele era o homem da casa, o sustento de todos nós.
Pelas próximas quase duas horas, o psicólogo escutou atentamente o paciente e, ao final, os dois se despediram com um forte aperto de mãos. Boris, apesar de contido nas emoções, não conseguiu esconder a fragilidade no olhar ao remexer o passado. Mas parece ter saído aliviado e, caminhando pelo amplo corredor, chegou ao elevador, que o levou até a garagem do edifício. Ligou o automóvel e voltou para casa, onde encontrou a esposa e os dois filhos adolescentes.
— Como foi a consulta, meu amor?
— Boa.
— Gostou do psicólogo?
— Sim. Agendei nova sessão para semana que vem.
A semana caminhou a passos lentos. Boris queria porque queria contar tantas outras coisas para o psicólogo. É verdade que pensou em desmarcar a consulta, pois não queria relembrar tempos tão difíceis. Todavia, ao recordar da sensação de leveza que o acompanhou no caminho de volta para casa, desejou reencontrar novamente o profissional.
Pouco antes do horário, Boris estava diante da porta do consultório. José o recebeu de braços abertos, o que fez o paciente se sentir acolhido de maneira incomum para o mundo que lhe fora apresentado desde a mais tenra idade.
— Meu pai, sempre autoritário, não aceitava que eu chorasse. Sempre dizia que homem não chora. Minha mãe, talvez receosa da reação do marido, nada dizia. E, quando estávamos sozinhos, ela enxugava minhas lágrimas em sua saia e me mandava lavar o rosto antes que meu pai retornasse. Aquilo sempre me pareceu algo normal, que certamente acontecia em todas as famílias. Levei anos para perceber que, apesar de acontecer com bastante frequência, aquilo não era normal.
Boris, após quase seis meses de consultas, conseguiu se livrar de vários traumas de infância. No entanto, um ainda estava instalado bem lá no fundo do seu subconsciente. Mas, naquela sessão de agosto, tudo veio à tona.
— Sei que estava prestes a completar dez anos, pois acompanhei meus pais até o supermercado para comprar refrigerante. Estava eufórico, mas contido para não tomar bronca do papai. Ele segurava firme o meu pulso, como um carcereiro conduzindo o preso. Percebi um menino, praticamente da minha idade, empurrando um carrinho de compras pelos corredores. Ele me pareceu bem feliz e, obviamente sem querer, esbarrou o carrinho na minha perna. O garoto se voltou para mim e tentou se desculpar, mas meu pai, ríspido, o segurou pelo braço. Comecei a chorar, não sei se pela dor ou se por presenciar aquela violência. Meu pai, ainda segurando firme o braço do menino, me mandou chutar a sua perna. Eu não queria agredi-lo, mas meu pai me ordenou. Chutei a perna do menino uma, duas, três, dez vezes. Não me lembro de quantas, até que a minha perna ficar doendo demais para prosseguir. O menino, imóvel, aguentou sem derramar lágrimas. Meu pai o soltou, e o menino foi embora. Desde então, isso me consome de tal modo, que até hoje procuro por aquele menino para lhe pedir desculpas.
O psicólogo abraçou o paciente, que chorou copiosamente por minutos. Soluços, pedidos de desculpas para aquele menino do supermercado. Após quase meia hora, Boris se despediu de José. A próxima sessão seria na semana seguinte.
Naquele dia, José entrou em seu apartamento. Não sentiu vontade de acender a luz. A escuridão era necessária para acalmá-lo após mais um dia de trabalho. Que turbilhão de emoções! Pensou em se servir uma dose de uísque, mas preferiu manter a mente limpa.
O psicólogo se dirigiu ao banheiro, onde ligou o chuveiro, enquanto retirava a roupa e a jogava no cesto ao lado. Sentiu a temperatura da água, entrou debaixo da ducha. A água morna caiu sobre sua cabeça, seus ombros largos, como se tirassem toneladas de angústias guardadas há tempos. Com o rosto virado para o chuveiro, as lágrimas foram levadas pela água. Passou a mão pela perna esquerda. Ele não era o único que carregava o trauma daquele dia.
Suziene Cavalcante: Poema ‘Depois que chegaram da Lua’
Suziene CavalcanteImagem criada por IA do ChatGPT
Eles foram até a Lua Com bandeiras, fé e razão. Queriam medir o espaço. E entender a humana razão.
Levaram números e máquinas. Planos, mapas e ambição. Mas trouxeram algo invisível, que não cabe em explicação.
Só quem vê o Infinito, liberta-se dos ciclos, e ganha um livre coração.
Viraram o olhar pra Terra tão azul, tão só no escuro. E ali sentiram no peito que o amor é o foguete mais seguro.
Depois que chegaram da Lua, nada mais foi como antes. O dinheiro ficou pequeno. O poder ficou distante.
Eles viram que a vida é breve.E o agora é o que importa. Que o universo é nossa casa. E o coração é a porta.
Viram o silêncio falando. Viram luz sem precisar ver. Entenderam que a grandeza é aprender a ser.
Voltaram com olhos novos. E o ego ficou pra trás. Quem vê o infinito de perto não é igual nunca mais.
Somos poeira de estrelas. Mas também luz a brilhar. Tão pequenos na imensidão. Tão imensos ao amar.
Só quem vê o Infinito e depois à Terra desce, descobre seu próprio espírito e nunca mais se envaidece.
Depois que chegaram da Lua, aprenderam a soltar o que pesa, o que divide, o que não deixa voar. A lua tem face humana. Ela também pisou na Terra c’a sua chama, ensinando a brilhar.
Se todo mundo pudesse ver a Terra lá do céu. Talvez cuidasse mais dela. Talvez rasgasse o véu! Talvez entendesse que estamos viajando. E o Porto, a chegada, é o Infinito nos tocando.
Depois que chegaram da Lua, trouxeram algo maior. Não foi pedra, nem conquista. Foi consciência de que na vida não estamos sós. Que na vida tudo passa, mas o Universo é a nossa casa. Todos nós em um só pó.
Quem consegue deixar os sentimentos baixos, consegue subir ao espaço. E lá ver o espírito do infinito e seu abraço.
Quem se tornou leve conseguiu ir lá. E quando retornou, a alma quis mudar. Nunca mais quis competir, pois o Infinito em tudo está. Quem já esteve a sós com Deus nunca mais quis odiar.
Com os pés sobre a Lua, viram o mundo azul. E nesse vislumbre fiel, viram que a Terra pode ser o céu, já tem a cor do céu, e o céu és tú!
Quando o inglês deixa de ser obstáculo e passa a ser liberdade
Just in time
Há livros que nascem da técnica. Outros, da teoria.
Just in Time, de Fernanda Monzani, nasce da vida real.
Da experiência concreta de quem acreditava dominar um idioma, até perceber, longe de casa, que saber inglês não é o mesmo que conseguir se comunicar.
Fernansa Monzani
Fernanda, hoje professora, empresária e fundadora das escolass de inglês Cupcake Language Center e Cup Educational Center (EUA), reconhecidas em Cambridge, construiu sua trajetória a partir de uma frustração que se transformou em propósito.
Ao morar nos Estados Unidos e trabalhar como baby-sitter, descobriu que o inglês que dominava em ambientes corporativos e acadêmicos não era suficiente para o cotidiano.
Faltava fluidez, naturalidade, autonomia. Faltava o inglês funcional.
E foi justamente desse choque de realidade que nasceu sua missão: ajudar pessoas a não passarem pelo mesmo que ela viveu.
Formada, com pós-graduação em Metodologia do Ensino da Língua Inglesa, mãe de dois filhos e à frente de sua escola há 17 anos, Fernanda desenvolveu uma metodologia própria, centrada na comunicação real.
Não no inglês “bonito” dos livros tradicionais, mas no inglês que resolve situações concretas, que liberta o adulto do medo de falar e do constrangimento de errar.
Just in Time surge exatamente desse lugar.
O livro não se propõe a “ensinar inglês” no sentido clássico. Ele se propõe a algo muito mais necessário: devolver voz, autonomia e confiança a quem precisa do idioma para ontem.
É um guia prático, direto e humano, voltado para pessoas que vivem, trabalham ou sonham em viver fora do Brasil e que precisam se comunicar de forma funcional, sem travar diante de situações simples.
Logo no início da obra, Fernanda compartilha um episódio tão constrangedor quanto revelador.
Ao ser questionada sobre o dia de uma criança que cuidava, errou o uso de uma preposição e acabou dizendo algo completamente diferente do que pretendia.
Uma única palavra transformou uma frase inocente em um desastre linguístico.
Foi ali que ela compreendeu, com dor e clareza, que o inglês exige mais do que vocabulário: exige compreensão real da estrutura, do contexto e do uso cotidiano.
Essa história, contada com honestidade e até humor, sintetiza a essência do livro. Just in Time nasce do erro, da vulnerabilidade e da decisão de não desistir.
Ele mostra que aprender um idioma não é sobre perfeição, mas sobre comunicação possível, humana e viva.
O livro foi pensado especialmente para adultos que: • precisam usar o inglês no trabalho, • vivem fora do país, • sentem-se bloqueados para se expressar, • carregam frustrações antigas com o idioma.
Cada página é um convite à prática, à coragem e à libertação do medo de errar.
Fernanda não promete fluência instantânea, mas entrega algo ainda mais valioso: a possibilidade de se fazer entender, de existir em outra língua sem se calar.
Just in Time é, acima de tudo, um livro sobre autonomia.
Sobre parar de depender de traduções mentais, de dicionários improvisados e de frases decoradas.
É sobre conquistar o direito de falar no tempo certo, do jeito possível, com segurança.
A história de Fernanda Monzani mostra que dificuldades não são fracassos. São sementes.
E que quando uma experiência dolorosa encontra propósito, ela se transforma em ferramenta para mudar a vida de milhares de pessoas.
REDE SOCIAL DA AUTORA
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JUST IN TIME
SINOPSE
Um livro direto, simples e funcional, feito especialmente para ajudar Brasileiros a enfrentarem situações cotidianas com mais segurança e autonomia.
O objetivo é que este livro seja um verdadeiro companheiro de bolso, para consultar antes de uma conversa, uma entrevista ou uma ida ao mercado.
Desejo que você se sinta mais confiante, preparado e acolhido nessa jornada. Porque aprender inglês não precisa ser complicado.