Vozes caladas

Márcio José Zacarias: Poema ‘Vozes caladas’

Márcio José Zacarias
Márcio José Zacarias
Imagem criada por IA do ChatGPT – 6 de janeiro de 2026, às 11:19 PM

Na rua vazia, há gritos no chão,
Sonhos quebrados, pedindo atenção.
Olhares que clamam por pão e abrigo,
Contudo o mundo apressa-se, segue consigo.

A pele marcada, a fome exposta,
A vida negada, a dor que encosta.
Muros erguemos, pontes esquecemos,
E a indiferença é o que mais mantemos.

A justiça adormece em berço de lei,
Enquanto o pobre pergunta: “E eu, onde fiquei?”
Se cada gesto tivesse coragem,
O mundo seria menos selvagem.

Causas são vidas, não estatística fria;
Só há mudança onde há empatia.

Márcio José Zacarias

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Quando a matemática vira aventura

Professor Fernando Dias transforma números em magia na literatura infantil

Prof. Fernando Dias
Prof. Fernando Dias

Para muitas crianças, e também para muitos adultos, a matemática ainda carrega a fama injusta de ser um “monstro”.

Difícil, distante, assustadora.

Mas e se ela pudesse ser divertida, colaborativa e cheia de imaginação?

É a partir desse desejo de mudança que nasce o livro infantil “1,2,3…outro mundo”, de FernandoMota Dias, professor conceituado, educador apaixonado por metodologias ativas e membro da Academia de Letras de Indaiatuba (ALI).

Natural de Campinas (SP) e com apenas 28 anos, Fernando reúne uma trajetória sólida no ensino fundamental, médio, técnico e superior, além de experiência em coordenação pedagógica, palestras e treinamentos educacionais.

Professor nas áreas de Gestão e Matemática, Fernando construiu sua formação com diversas pós-graduações, incluindo Docência em Matemática, Comunicação Empresarial, Administração, Coordenação e Supervisão Escolar.

Mas, mais do que títulos, o que move sua atuação é a convicção de que o aluno precisa ser protagonista do próprio aprendizado.

Essa filosofia transborda para a literatura.

A ideia do livro surgiu da vontade de conversar com as crianças sobre a matemática de forma leve, desconstruindo o medo que muitos carregam desde cedo.

Para isso, Fernando escolheu um caminho que as crianças conhecem bem: a aventura.

Na história, três amigos embarcam em uma jornada mágica ao abrir um livro em uma biblioteca.

Transportados para um mundo incrível, eles precisam enfrentar desafios para conseguir voltar para casa.

Mas não estão sozinhos.

Ao longo do percurso, contam com ajudas muito especiais, que tornam a caminhada mais emocionante e reforçam uma mensagem essencial: quando se trabalha em equipe, tudo fica mais fácil.

A matemática, nesse contexto, deixa de ser vilã e passa a ser aliada.

Os desafios surgem como enigmas, descobertas e oportunidades de pensar juntos, exatamente como Fernando defende em sala de aula, por meio das metodologias ativas que tornam o aprendizado mais dinâmico, significativo e prazeroso.

Mais do que ensinar números, o livro propõe algo maior: confiança, cooperação e curiosidade.

Uma leitura que conversa com as crianças, mas também com pais e educadores que desejam uma relação mais saudável com o aprender.

Ao unir sua experiência como professor, pesquisador da prática pedagógica, Fernando Mota Dias mostra que literatura e educação caminham juntas, e que, com imaginação e afeto, até a matemática pode virar magia.

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1,2,3… OUTRO MUNDO

SINOPSE

Três amigos acabam embarcando em uma aventura mágica.

Ao abrir um livro na biblioteca, são transportados para um mundo incrível e, para conseguirem voltar, precisam enfrentar juntos uma série de desafios.

No entanto, ao longo do caminho, eles recebem ajudas muito especiais que tornam a jornada ainda mais emocionante.

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1,2,3... outro mundo!
1,2,3…outro mundo

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Resenhas da colunista Lee Oliveira




Falar sobre raiva também é cuidar

Psicóloga estreia na literatura infantil com livro que ajuda crianças a lidar com emoções

Enraive-ser para construir o próprio caminho
Enraive-ser para construir o próprio caminho.

Nem toda emoção é fácil de nomear, muito menos de controlar.

A raiva, então, costuma assustar adultos e crianças.

Mas e se, em vez de reprimir, a gente aprendesse a compreender?

É com esse olhar sensível que Camila Peixoto Farias, psicanalista, professora universitária, pesquisadora e mãe do pequeno Inácio, estreia na literatura infantil.

Morando em Pelotas, no Rio Grande do Sul, ela transforma anos de estudo, escuta clínica e vivência materna em uma história pensada para ajudar as crianças a reconhecer e lidar melhor com a raiva.

Camila Peixoto Farias
Camila Peixoto Farias

Acostumada a ouvir, e a acolher, Camila traz para seu livro de estréia “Enraive-ser para construir o próprio caminho” algo que vai além da teoria.

Sua experiência como psicóloga se soma ao cotidiano da maternidade, onde as emoções aparecem de forma intensa, espontânea e, muitas vezes, confusa.

É nesse espaço entre a ciência e o afeto que nasce sua escrita.

O livro aborda o controle da raiva na infância, principalmente das meninas, ajudando-as a entenderem o que sentem e a encontrarem caminhos mais saudáveis para expressar emoções difíceis.

Sem julgamentos e sem rótulos, a narrativa conversa com a criança de igual para igual, respeitando seu tempo, sua sensibilidade e sua forma própria de sentir o mundo.

Mais do que ensinar “o certo e o errado”, a obra convida ao diálogo, algo fundamental tanto em casa quanto na escola.

Pais, educadores e cuidadores encontram ali uma ferramenta delicada para abrir conversas importantes, fortalecendo o vínculo com as crianças, principalmente as meninas, mostrando que sentir raiva não é errado, mas aprender a lidar com ela é um processo.

Essa estreia na literatura infantil marca um novo capítulo na trajetória de Camila Peixoto Farias, que leva para os livros a mesma escuta cuidadosa que marca sua atuação profissional.

Uma escrita que acolhe, orienta e lembra que educação emocional também é uma forma profunda de cuidado e empoderamento.

Porque quando a criança aprende a reconhecer o que sente, ela cresce mais segura, e quando o adulto aprende a escutar, todo mundo cresce junto.

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Enraive-ser para construir o próprio caminho

SINOPSE

Para onde vai a raiva que você sente?

Olívia é uma menina como tantas outras: cheia de emoções, pensamentos e sentimentos intensos.

Mas há algo que ela aprende cedo, que a raiva não tem lugar.

Nesta história sensível e necessária, somos convidados a acompanhar a jornada de Olívia enquanto ela aprende a reconhecer, acolher e expressar seus sentimentos com coragem e autenticidade.

Escrito por Camila Peixoto Farias, com ilustrações delicadas de Stela Kubiaki e do pequeno Inácio, o livro é um convite à escuta e ao respeito pelas emoções das meninas, especialmente a raiva, frequentemente silenciada e mal compreendida.

Uma história de amizade, empoderamento e reencontro consigo mesma.

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Enraive-ser para construir o próprio caminho.
Enraive-ser para cronstruir o próprio caminho

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Uma girafa, um porquinho-do-mato e duas línguas

O livro infantil bilíngue que une afeto, aprendizado e imaginação

A senhora Girafa e seu amigo porquinho de mato
A senhora Girafa e seu amigo Porquinho-do-Mato

Algumas histórias nascem para ensinar.

Outras, para encantar.

“A Senhora Girafa e o Seu Amigo Porquinho-do-Mato” faz as duas coisas, e ainda constrói pontes entre culturas, idiomas e corações.

O livro infantil bilíngue (Português–Inglês) é assinado por Anna Clara Loureiro Lago, autora e ilustradora brasileira de apenas 25 anos, formada em Ilustração pela renomada Savannah College of Art and Design (SCAD), nos Estados Unidos.

Anna Clara Lago
Anna Clara Lago

Atualmente vivendo no Mississippi, Anna Clara administra sua própria empresa, a Anna Clara Lago LLC, e desenvolve projetos voltados ao universo infantil, como livros, murais e ações educativas.

Mas a trajetória até aqui não foi simples, e talvez seja justamente isso que torne sua obra ainda mais especial.

Anna Clara chegou aos Estados Unidos sem falar inglês.

Trabalhou com limpeza, recomeçou do zero e estudou intensamente até conquistar seu diploma universitário.

Foi por meio da arte e da educação que encontrou uma forma de transformar desafios em inspiração, criando obras que conectam pessoas de diferentes culturas.

Essa vivência está impressa em cada página de seu livro.

A história de “A Senhora Girafa e o Seu Amigo Porquinho-do-Mato” nasceu durante uma disciplina de Book Illustration na SCAD.

A proposta inicial era ilustrar apenas algumas páginas, mas Anna Clara decidiu ir além: criou uma narrativa própria e concluiu o livro inteiro em apenas oito semanas.

Inspirada na fábula clássica “A Raposa e a Cegonha”, a autora optou por uma releitura contemporânea, divertida e educativa, com personagens imperfeitos, carismáticos e cheios de aprendizados.

Aqui, o foco não é a moral dura, mas o crescimento conjunto, errar, aprender e seguir em frente juntos.

A escolha por tornar a obra bilíngue tem raízes profundas.

Anna Clara cresceu no Brasil sem gostar de inglês, justamente por enxergá-lo como algo imposto.

Somente ao se mudar para os Estados Unidos ela descobriu que aprender um novo idioma pode ser leve, prazeroso e cheio de significado quando há emoção envolvida.

E é exatamente isso que o livro propõe às crianças: mostrar que aprender pode ser uma aventura.

Voltada ao público infantil, a obra aborda temas essenciais como amizade, empatia e respeito às diferenças, ensinando que todos podem aprender uns com os outros, mesmo quando falam “línguas diferentes”.

Para enriquecer ainda mais a experiência, o livro conta com um dicionário ilustrado e atividades educativas ao final, que ajudam os pequenos a praticar vocabulário e leitura de forma natural e divertida.

“A Senhora Girafa e o Seu Amigo Porquinho-do-Mato” é também um reflexo do amor de Anna Clara pela educação infantil, uma herança afetiva deixada por sua mãe, professora do ensino infantil no Brasil.

Mais do que um livro, a obra é um convite: aprender com carinho, crescer com o outro e descobrir que o conhecimento pode ser tão doce quanto uma boa história antes de dormir.

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A Senhora Girafa e o Seu Amigo Porquinho-do-Mato

SINOPSE

Este livro conta a história da Senhora Girafa e de seu amigo Porquinho-do-Mato, uma releitura da fábula clássica A Raposa e a Cegonha, apresentada em formato bilíngue (Português-Inglês).

Através das aventuras de uma girafa espirituosa e de um porquinho-do-mato brincalhão, as crianças aprendem sobre respeito, empatia e o valor de trabalhar em equipe.

Além do texto bilíngue, a obra traz um dicionário ilustrado, atividades interativas e um quiz, incentivando o aprendizado de forma lúdica e criativa.

Uma leitura envolvente, divertida e educativa para crianças que estão começando a explorar novos idiomas!

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OBRA DA AUTORA

A senhora Girafa e seu amigo Porquinh-do-Mato
A senhora Girafa e seu amigo Porquinho-do-Mato

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Para onde?

José Antonio Torres: Poema ‘Para onde?’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada pela IA da Meta - 6 de janeiro de 2026, às 8:24 PM
Imagem criada pela IA da Meta – 6 de janeiro de 2026, às 8:24 PM

Ouço sussurrarem meu nome…
Intrigado, indago: Quem és?
O que ou a quem procuras?
Por que sussurras o meu nome?
Não te conheço!
Sinto o teu perfume adocicado e suave.
Não te vejo, mas sinto a tua presença.
Por que não te vejo?
A tua respiração soprando em meu ouvido…
De onde vens?
Não tenho medo.
Mas essa sensação é estranha e angustiante.
Vais me levar para algum lugar?
Responde!
Para onde?

Sinto que estou prestes a atravessar portais.
A calma se faz.
Não sinto mais angústia.
Parece que flutuo…
Percebo luzes dos mais belos matizes.
As mais belas melodias se sucedem…
Sinto presenças de quem não vejo.
Murmúrios e aromas deliciosos me acalmam…
Uma sensação de acolhimento me envolve.
Começo a ter a verdadeira consciência de mim.
Me percebo em outro plano.
Estou em meu verdadeiro lar.
Sinto-me sereno e em plena paz.

José Antonio Torres




Violência contra a mulher

Renata Barcellos

‘Entrevista com Vania Zanelli sobre violência contra a mulher’

Logo da seção 'Entrevistas ROLianas
Logo da seção ‘Entrevistas ROLianas’
Vania Zanelli
Vania Zanelli

Minicurrículo: psicóloga clínica, com atuação voltada à escuta do sofrimento psíquico e das dinâmicas relacionais. Trabalha com mulheres em diferentes fases do ciclo de vida, especialmente nos atravessamentos ligados a vínculos, violência simbólica e violência explícita. É comprometida com a promoção da autonomia psíquica e do empoderamento feminino, considerando o contexto histórico e respeitando a linguagem e a singularidade de cada subjetividade – CRP 06/115038.

Entrevista

1. Como surgiu seu interesse pela temática da violência contra a mulher?

Vania Zanelli: Na infância, havia uma casa vizinha a minha de onde, por vezes, vinham barulhos que me intrigavam e me inquietavam. Eu me perguntava quem morava ali. Até que descobri que era uma família e que havia uma menina da minha idade. Na época, eu tinha cerca de seis anos e morava em Campinas, interior de São Paulo. A curiosidade infantil me levou a pedir para brincar com aquela menina e minha mãe articulou a possibilidade de nosso primeiro encontro, com a mãe dela.

A menina vinha brincar comigo, pulando o muro, no horário que o pai estava trabalhando, para que ele não soubesse. Isso sempre me intrigou profundamente. Sobretudo, os gritos quando ela apanhava do pai, o silêncio quase absoluto enquanto brincávamos, poucas palavras, os aparentes hematomas, nenhum sorriso e um olhar triste e distante. A mãe da menina, sempre com medo, permitia que a filha fosse brincar comigo, mas a buscava antes do horário do marido voltar do trabalho, agradecendo a minha mãe, mas deixando sempre transparente seu receio do marido descobrir, como se ela estivesse fazendo algo proibido ou errado.

Essa lembrança me acompanha até hoje, embora seja apenas uma entre tantas outras cenas de violência contra o feminino que presenciei ao longo da vida. No olhar de criança, a elaboração dos fatos não acontece como no olhar de um adulto, contudo, supõe-se que haverá o impacto psíquico dessas lembranças acumuladas, se inscrevendo. Mesmo sem compreender plenamente na época, essa experiência marcou de forma silenciosa meu interesse pelo tema da violência e pelo sofrimento psíquico que se instala quando o medo passa a organizar a vida das mulheres.

2. Em um mundo tão tecnológico, com acesso a tantas informações, como os casos só aumentam e são cada vez mais cruéis?

Vania Zanelli: Muitas vezes me pergunto se os casos estão apenas aumentando ou se estão ganhando mais visibilidade. A violência contra a mulher, tanto simbólica quanto física, não é um fenômeno do tempo atual. Trata-se de uma construção histórica que atravessa gerações e que, por muito tempo, foi naturalizada e silenciada.

Constata-se que a tecnologia vem possibilitando progressivamente a ampliação ao acesso à informação e à denúncia, mas não transforma, por si só, as bases culturais que sustentam a violência. Vivemos em uma sociedade que historicamente objetificou o feminino, reduzindo-o a algo frágil e controlável, como existisse para servir ao masculino. Nesse contexto, a informação circula, mas a elaboração psíquica e a transformação das relações de poder avançam de forma muito mais lenta.

3. A que fatores pode-se atribuir a violência contra a mulher?

Vania Zanelli:  A violência contra a mulher não pode ser explicada por um único fator, pois ela é multifatorial. Ela é o resultado de uma combinação de fatores sociais, culturais e emocionais que se repetem e perpetuam, ao longo da história. Por muito tempo, o feminino foi ensinado a ocupar um lugar de submissão, enquanto o masculino foi associado ao poder e ao controle. Essa lógica ainda atravessa muitas relações contemporâneas.

Um dos pontos centrais nesse processo é a forma como o feminino foi historicamente objetivado. Objetivar o feminino significa deixar de enxergar a mulher como um ser humano, com pensamento, afeto e autonomia, passando a tratá-la como algo que existe para atender as expectativas do masculino. Quando uma pessoa é vista como objeto, sua existência é desconsiderada, sua dor é minimizada e sua voz é desacreditada.

Na clínica, é comum ouvir relatos de mulheres que foram desqualificadas, chamadas de exageradas ou loucas, entre outras palavras violentas, até que conseguissem comprovar que aquilo que percebiam no seu dia a dia estava, de fato, no campo da realidade, como em situações de traição ou manipulação emocional por parte do companheiro. Muitas vezes, a violência começa de forma silenciosa, por meio de humilhações, controle emocional e desqualificações constantes, antes de se tornar física. Em alguns casos, essa escalada chega a desfechos extremos. Os dados sobre feminicídio no Brasil revelam uma realidade alarmante e confrontam nossa própria condição humana de existir perante tais absurdos.

4. De qual forma isto pode ser combatido?

Vania Zanelli: O enfrentamento da violência contra a mulher exige ações em diferentes níveis. Políticas públicas eficazes, redes de proteção fortalecidas e responsabilização legal dos feminicídios são fundamentais. Ainda assim, é indispensável cuidar das mulheres que sofrem violência e, ao mesmo tempo, questionar os modelos de masculinidade que sustentam comportamentos violentos.

Nomear a violência, reconhecê-la, responsabilizar e romper com o silêncio são movimentos essenciais. Percebe-se impacto positivo no uso consciente das redes sociais, onde grupos de mulheres têm se organizado para manifestarem o que antes era silenciado, fortalecendo-se coletivamente e ampliando repertórios para enfim se desvencilharem do cativeiro emocional imposto por muitos agressores.

Conscientizar o masculino para romper com padrões cruéis, aprendidos ao longo do tempo, também é central. A educação das crianças ocupa um lugar decisivo nesse processo. Criar meninas com direito à fala, ao amor-próprio e ao respeito e meninos com espaço para reconhecer seus sentimentos e respeitar a existência do feminino, é um caminho em construção, que exige tempo, cuidado e compromisso. Sou defensora do diálogo como instrumento fundamental de conscientização, educação e transformação.

5. Mensagem às mulheres

Vania Zanelli: Nenhuma forma de violência é pequena ou justificável. Reconhecer isso é romper com o que foi naturalizado, é retirar o véu do que foi ensinado como certo, durante longos anos de nossa história. Aquilo que machuca, diminui, confunde ou silencia não é cuidado, não é amor, não é vínculo. É agressão.

Toda mulher tem o direito de existir sem medo, de sustentar sua voz, de construir relações que não adoeçam e de ocupar seu lugar no mundo com dignidade, inteireza e liberdade.

Renata Barcellos

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Leyendas del Umbral

Leyendas del Umbral – Un viaje al umbral de la realidad

Capa do livro 'Leyendas del Umbral'
Capa do livro ‘Leyendas del Umbral

Con la publicación de “Leyendas del Umbral”, VER-MAR Ediciones presenta una colección de relatos que exploran el umbral entre lo onírico y lo real, la poética y la realidad. Este libro es el primer título de la nueva etapa de la editorial, que busca conectar con lectores de todas las edades a través de historias que invitan a reflexionar sobre la condición humana.

A través de sus páginas, “Leyendas del Umbral” nos lleva en un viaje por los territorios de la imaginación y la introspección, donde la palabra se convierte en un puente entre lo visible y lo invisible. Con un mensaje de esperanza y crudeza, estos relatos buscan conectar con el sentido universal de la experiencia humana.

Sobre el libro:

– “Leyendas del Umbral” es una colección de relatos que exploran la frontera entre la realidad y la fantasía.

– Con un lenguaje poético y evocador, los autores nos llevan en un viaje por los territorios de la imaginación y la introspección.

– El libro es una invitación a reflexionar sobre la condición humana y los límites entre la realidad y la fantasía.

Sobre VER-MAR Ediciones:

VER-MAR Ediciones es una editorial argentina con 25 años de historia, comprometida con la publicación de voces innovadoras y creativas. Con “Leyendas del Umbral”, la editorial retoma su actividad con una propuesta literaria que busca conectar con lectores de todas las edades.

Próximos proyectos:

VER-MAR Ediciones anuncia la próxima Convocatoria Nacional “Poetas del Nuevo Siglo”, un concurso abierto a jóvenes de todo el país entre 13 y 16 años, con el objetivo de seguir promoviendo la creatividad y la diversidad literaria en Argentina

Sobre a autora

Marta Oliveri
Marta Oliveri

Marta Oliveri, natural de Buenos Aires, é escritora, poetisa, romancista, docente e ensaísta argentina, com destaque na literatura argentina contemporânea.

Neta do poeta húngaro Vèr Andor, abordou o problema de seu tempo a partir de uma postura poética e existencial. Sua busca por escrita representa a realidade completa de uma geração sobrevivente, sendo reconhecida por seu compromisso com os direitos humanos.

Publicou mais de 20 livros, incluindo poesia, novela e ensaio.

Na poesia, destaca ‘Antologia do Desamparo’, que reúne nove coletâneas de poemas e reflete a busca poética ao longo dos anos.

Na ficção, o romance ‘O Homem no Copo d’Água’ é uma de suas obras mais notáveis ​​e pessoais. E nos ensaios, ‘A Outra Visão’ é uma obra que lhe permite refletir sobre temas pelos quais é apaixonada. Esses três livros, embora de épocas diferentes, são, sob a ótica de Marta Oliveri, os que melhor a refletem como escritora, representando a completa realidade de uma geração sobrevivente, e, com isso, ensejando-lhe elogios por intelectuais como Leonardo Senkman.

Por sua expressiva carreira literária, foi indicada ao Prêmio Nobel de Literatura em diversas ocasiões, pela Sociedad Argentina de Periodismo Médico (SAPEM) e a Asociación Latinoamericana de Poetas (ASOLAPO)

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