Seven eleven

Jane Nash: Micro-Story ‘Seven eleven’

Jane Nash
Jane Nash
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“That cat!” Shouted the bald assistant behind the counter. He came out from behind it, flapping a rolled up newspaper towards the cat. It was as comical as ineffective. The cat strode further into the shop following a pair of red high-heeled shoes. A new purchase – widows should always wear red once mourning is spent, 

Purring  and chirping, the stray Maine Coon, who was almost the size of a medium dog, made its way to a large glass counter warmer which displayed cooked meat pies for sale..

The red shoes clicked over to the assistant “Like my late husband, Monty” she said, “always loved his pies.” The tom cat turned his head and when their eyes met, it winked at her. Not a random wink but a slow, serious one. Just like Monty used to when he was being rebellious or naughty.

“Has he got a name?” She couldn’t resist stroking this magnificent cat who returned the affection by weaving through her sheer-stockinged legs, brushing against her before returning to stare at the pies.

Losing a husband may seem careless but the lack of Monty now afforded her new, fashionable clothes, holidays with friends and an unrestricted diet. She was thinking about a pet, never having been allowed one.

“I don’t care what it’s called! I want it out of here!” 

“I’d like to buy a pie. A cold one from the back please. Yesterday’s.”

On the pavement a huge Maine Coon tom cat held her gravied, manicured fingers between his paws and licked the soft skin clean with his rough tongue.

Does she believe in reincarnation? She doesn’t know nor does she care. She picks up a very large cat who is cleaning his whiskers and makes her way to a pet store.

A collar, harness, lead and a name-tag later, she has her pet and the name…? Guess!

Jane Nash

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Vesti um sorriso

Sergio Diniz da Costa: Poema ‘Vesti um sorriso’*

Sergio Diniz
Sergio Diniz
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“Não sabia o que vestir hoje

Vesti um sorriso…” e saí

Sai às ruas como quem sai ao vento

De uma manhã lufando esperança

Esperança de que, no meio do caminho,

Encontrasse outros sorrisos iguais

E assim, numa sorridente manhã,

Teria a certeza de que,

No Guarda-Roupa da Felicidade

Escolhi a veste da igualdade.

* Poema inspirado numa frase postada no Facebook pela amiga Jaque Guarani Kaiowá,
com os dizeres “Não sabia o que vestir hoje. Vesti um sorriso.”

Sergio Diniz da Costa

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Balancing act

Surendra Nagaraju: Poem ‘Balancing act’

Surendra Nagaraju - Elanaaga
Surendra Nagaraju – Elanaaga
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At first, He frightens my life’s ship
with monstrous tides.
But soon, He bestows assurance with mercy.
Suppressing the brutality of the waves,
He fills my heart with calm and peace.

He may appear a little unkind outwardly,
but my Lord is not prejudiced.
Doesn’t grant me agony alone all times;
Now and then, He showers me with surplus smiles.

(Self-rendering of my Telugu poem Parihara Krityam)

Surendra Nagaraju – Elanaaga

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3 Dias

Entre o silêncio e o mistério, o que pode ter acontecido nos três dias mais enigmáticos da história?

3 Dias
3 Dias

Em “3 Dias”, J.C. Zeferino convida o leitor a refletir sobre fé e existência e os acontecimentos que podem ter marcado o intervalo entre a cruz e a ressurreição.

Existe um silêncio que atravessa séculos.

Um intervalo breve, mas carregado de mistério.

Três dias que sempre estiveram ali, mencionados, rezados, repetidos, mas nunca totalmente compreendidos.

E se esse silêncio nunca tivesse sido vazio?

É a partir dessa inquietação que nasce 3 Dias, obra de João Carlos Zeferino, escritor e cineasta brasileiro que transita com sensibilidade entre a literatura, o cinema e a reflexão espiritual.

Conhecido por sua escrita marcada por simbolismo, intensidade poética e questionamentos existenciais, Zeferino constrói narrativas em que o cotidiano encontra o extraordinário, e em que a imaginação se torna ponte para temas profundos como fé, consciência e condição humana.

J.C.Zeferino

Ao longo de sua trajetória, o autor vem explorando diferentes linguagens e estilos, com obras que vão da fantasia à crítica social, sempre com um olhar atento aos grandes mistérios da existência.

Em títulos como As Aventuras de um Gato Raiz, já demonstrava sua habilidade de transformar reflexões complexas em histórias acessíveis e emocionalmente envolventes.

Mas é em 3 Dias que essa proposta ganha uma dimensão ainda mais intensa.

O livro parte de uma pergunta que ecoa há mais de dois mil anos: “O que realmente aconteceu entre a crucificação e a ressurreição de Cristo?”

Por meio de Jonas, um homem comum do século XXI, o leitor é conduzido a uma experiência única, uma travessia entre tempo e eternidade, em que os acontecimentos mais decisivos da humanidade são revisitados sob uma nova perspectiva.

A narrativa mistura ficção, espiritualidade e reflexão filosófica em um enredo que provoca, inquieta e emociona.

Mais do que apresentar respostas, o livro convida à contemplação.

Toca em algo que muitos já sentiram, mas talvez nunca tenham parado para pensar com profundidade, inclusive nas palavras que ecoam na oração do Credo, ao mencionar que Cristo “desceu à mansão dos mortos”.

O que isso significa?

O que aconteceu nesse intervalo?

Ao longo das páginas, o leitor é envolvido por uma atmosfera intensa, quase cinematográfica, em que luz e trevas se confrontam e em que o silêncio ganha novos significados.

3 dias não é apenas uma leitura.

É uma experiência.

Um livro que tira o leitor do conforto, provoca reflexões e toca o coração com uma mistura de assombro e esperança.

Porque talvez, no fim, o silêncio nunca tenha sido ausência.

Talvez… tenha sido o momento em que o universo inteiro prendeu.

REDES SOCIAIS DO AUTOR

3 DIAS

SINOPSE

Entre a crucificação e a ressurreição existe um silêncio.

Três dias.

Durante séculos, esse intervalo permaneceu envolto em mistério.

Mas…e se esses três dias não fossem silêncio e sim a maior batalha espiritual da história?

O que aconteceu nos três dias de Jesus entre a cruz e a ressurreição?

Durante dois mil anos, ninguém soube responder.

E se alguém tivesse testemunhado?

Em 3 Dias, o escritor J. C. Zeferino imagina uma possibilidade extraordinária.

E se um homem comum do século XXI fosse levado a viajar no tempo até os dias da crucificação?

Jonas não é um herói.

Não é um profeta.

Não é um santo.

Ele é apenas um homem comum que, de repente, se vê diante dos acontecimentos mais decisivos da história da humanidade.

Pelos olhos desse viajante inesperado, acompanhamos a jornada de Cristo através do Vale da Sombra da Morte, uma travessia onde luz e trevas se enfrentam, onde a eternidade toca o tempo humano e onde o destino da humanidade é decidido além dos olhos da história.

Um romance espiritual épico.

Misturando imaginação metafísica, narrativa bíblica e reflexão filosófica, 3 Dias conduz o leitor por uma história intensa e cinematográfica sobre fé, consciência e o mistério da existência.

Uma narrativa que convida o leitor a olhar para o maior acontecimento da história sob uma nova perspectiva.

Uma pergunta atravessa estas páginas: O que realmente aconteceu nos três dias entre a cruz e a ressurreição?

Talvez o silêncio nunca tenha sido vazio.

Talvez, durante três dias, o universo inteiro tenha prendido a respiração.

Assista a resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRAS DO AUTOR

As aventuras de um gato raiz , J.C.Zeferino
As aventuras de um gato raiz

3 Dias, de J.C. Zeferino
3 DIAS

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Resenhas da colunista Lee Oliveira




A saga do Aedo de Copas

Entre versos e intensidade, a poesia sensível de Léo Abreu

A saga do Aedo de Copas
A saga do Aedo de Copas

Após a estreia com o envolvente “Ouro, Prata e Silêncio”, em que misturou aventura, mistério e relações humanas, o autor baiano Leonardo Abreu Amorim Neves apresenta agora um novo lado de sua escrita: mais íntimo, mais denso e profundamente poético.

Léo Abreu
Léo Abreu

Formado em Comunicação Social, músico, compositor e poeta, Léo Abreu carrega em sua trajetória uma forte ligação com a arte em suas diversas formas.

Natural de Paramirim, no interior da Bahia, construiu um caminho marcado pela música, pela literatura e pela participação em coletivos artísticos, experiências que ecoam diretamente em sua escrita.

Em A Saga do Aedo de Copas, essa multiplicidade se revela de forma ainda mais intensa.

O livro é um mergulho na poesia, ora mais rebuscada, exigindo atenção e contemplação do leitor, ora mais contemporânea, direta e pulsante.

Os poemas se organizam por temas, formando capítulos que conduzem o leitor por diferentes estados emocionais, quase como uma travessia interna.

É uma leitura que desafia e acolhe ao mesmo tempo.

Se, por um lado, a linguagem mais elaborada convida a uma leitura cuidadosa, por outro, o conteúdo é profundamente humano, sensível e bem definido, tocando em sentimentos universais e experiências que ecoam em quem lê.

O prefácio, por si só, já prepara o leitor para essa jornada, com uma força e uma beleza que antecipam o que está por vir.

Mais do que uma coletânea de poemas, a obra se apresenta como uma construção artística consistente, em que cada palavra parece escolhida com intenção, ritmo e emoção.

A Saga do Aedo de Copas é um convite.

Um convite a sentir, a refletir e a se permitir mergulhar em uma escrita que não tem pressa, mas tem profundidade.

Um livro para ser lido com o coração aberto, em que a poesia não apenas se apresenta…
Mas permanece.

REDE SOCIAL DO AUTOR

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OBRAS DO AUTOR

Ouro, Prata e silencio
Ouro, Prata e Silêncio

A saga do Aedo de Copas
A saga do Aedo de Copas

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Resenhas da colunista Lee Oliveira




Bibliotecas, livros e literaturas infantojuvenis

Renata Barcellos

‘Bibliotecas, livros e literaturas infantojuvenis’

Renata Barcellos
Renata Barcellos
Card do lançamento do livro 'Sou seu amigo, o coração'
Card do lançamento do livro ‘Sou seu amigo, o coração’

9 de abril é o DIA NACIONAL DA BIBLIOTECA. A data, instituída pelo decreto nº 84.631 de 1980. Este destaca a importância das bibliotecas como centros de educação, cultura, acesso democrático ao conhecimento e incentivo à leitura, além de celebrar o papel estratégico dessas instituições na formação cidadã e na sociedade.

Para Valter Hugo Mãe, “Entramos numa biblioteca como quem está a ponto de partir”. Este compara bibliotecas a aeroportos, por serem locais de “partir e chegar”, simbolizando viagens mentais. Urge a conscientização quanto à lei de educação literária, especificamente a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE): lei nº 13.696/2018. Esta visa promover o livro, a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas de acesso público no Brasil.

Também estabelece diretrizes para fortalecer o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e promover o estímulo à leitura e ao conhecimento. E a lei nº 12.244 de 24 de maio de 2010, conhecida como Lei da Universalização das Bibliotecas Escolares, estabelece que todas as instituições de ensino do país (públicas e privadas) devem desenvolver esforços progressivos para ter bibliotecas com um acervo mínimo de um título por aluno. Esta também estabelece a necessidade de um profissional bibliotecário para cada biblioteca.                                                                                                                      

Um exemplo é o Projeto Santa Leitura: Uma Biblioteca a Céu Aberto. Com um trabalho intenso e uma visão inspiradora, de acordo com Estella Cruzmel, a importância do Santa Leitura é “gigantesco, é um período que a criança está se dedicando ao livro e à arte além disso afasta a criança do celular e mundo das drogas. Desde junho de 2010, o projeto Santa Leitura tem se dedicado a cultivar o hábito da leitura entre crianças e adolescentes, ajudando a diminuir a crescente distância social.

O projeto começa ou no bairro Ipiranga, em Belo Horizonte e, após dois anos, se expandiu para Castanheiras, Sabará, MG e Taquaril, Belo Horizonte, onde mantém uma parceria com o padre João Stasz, da Obra Social São Gabriel. No Castanheiras, uma biblioteca comunitária infantojuvenil foi estabelecida, proporcionando um espaço seguro e estimulante para a prática da leitura. A sede do projeto está localizada no bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte, onde são realizados encontros mensais”.

O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é celebrado em 23 de abril, instituído pela UNESCO, em 1995, para promover a leitura, a publicação e a propriedade intelectual. A data foi escolhida por ser a de falecimento de grandes escritores como Shakespeare e Cervantes. O objetivo é celebrar as literaturas, incentivar o hábito da leitura, valorizar os direitos autorais, estimular a reflexão sobre o poder transformador das literaturas e o acesso ao conhecimento.                     

De acordo com o Panorama do Consumo de Livros da CBL (Câmara Brasileira do Livro), houve aumento de 2% na compra de livros no país em 2025. Foram 3 milhões de compradores a mais que em 2024.  Os dados mostram que 18% da população acima de 18 anos comprou ao menos um livro, impresso ou digital, no ano passado. Se estiverem adquirindo, lendo e refletindo sobre os temas tratados, notícia EXCELENTE!!!

Quanto à Literatura Infantojuvenil, trata-se de um gênero literário voltado para crianças e jovens, abrangendo desde os primeiros anos de vida até a adolescência. Ela engloba uma variedade de formas textuais, como histórias fictícias, biografias, poemas, obras folclóricas e culturais, adaptadas para a faixa etária específica. Seu objetivo principal é apresentar temas relevantes e acessíveis, estimulando a imaginação, a criatividade e o desenvolvimento emocional e cognitivo dos leitores.

A Literatura Infantojuvenil desempenha um papel crucial no desenvolvimento cognitivo e emocional de crianças e jovens, promovendo a imaginação, a empatia e o amor pela leitura. Através de histórias envolventes, a literatura infantojuvenil apresenta aos jovens leitores a riqueza da linguagem e os ajuda a compreender diferentes visões de mundo. Conforme Nilma Boechat  (professora e escritora), é: “uma porta que se abre ao imaginário da criança. Ali nesse momento entre cavalos, cavaleiros, piratas, príncipes, princesas, e tantos outros personagens, ela viaja, imagina, cria, vê e enxerga além do que se passa no seu dia-a-dia.

A criança que tem acesso a toda essa vivência literária, torna-se um adulto melhor, mais criativo, com linguagem rica, lê com boa dicção, escreve com vocabulário amplo, diversificado e terá facilidade de relacionar-se melhor com o mundo. É capaz de ensinar a outrem as lições aprendidas nos livros”.  

Vale destacar e esclarecer quais são os precursores da Literatura Infantojuvenil no Brasil são Julia Lopes de Almeida com ‘Contos Infantis’, de 1886, e ‘Era Uma Vez’, de 1917 e Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), romancista, cronista, jornalista, poeta e um dos primeiros autores a adaptar os contos europeus para circulação no Brasil: de Charles Perrault, dos Irmãos Grimm e de Hans Christian Andersen Em 1894, publica Contos da Carochinha, o primeiro livro infantil publicado no Brasil. Também foi o primeiro a publicar um livro infantil no Brasil, tendo traduzido e adaptado clássicos para a juventude como As mil e uma noites, Dom Quixote e Robinson Crusoé, além de vários contos dos Irmãos Grimm.

Carl Jansen (educador, militar, escritor e jornalista teuto-brasileiro) por traduzir clássicos como Robinson Crusoé, Viagens de Gulliver, As Aventuras do Celebérrimo Barão de Münchhausen e D. Quixote de La Mancha. Foi pioneiro ao traduzir, em português brasileiro, obras para a juventude, entre as quais romances de Swift, Defoe e Cervantes.

Em 1904, “Poesias Infantis”, de Olavo Bilac (1865 a 1918 ) e  “Através do Brasil”, editado em 1910, de autoria de Olavo Bilac e Manuel Bonfim. Thales Castanho de Andrade (1890-1977) redigiu A Filha da Floresta’ (1918) e ‘Saudade’ (1919).

Em 1920, “A menina do narizinho arrebitado”, de Monteiro Lobato (1882 a 1948). A obra é constituída por personagens e cenários brasileiros. Além de abordar temas relevantes para a cultura nacional, como a valorização do campo e a crítica social.  Para Zilberman foi reconhecido por ter modernizado a Literatura Infantil Brasileira. Lobato declarava que “gostaria de criar livros nos quais as crianças pudessem morar como ele havia morado no Robinson Crusoé e nos Filhos do Capitão Grant na sua infância”.

Em 1923, Cecília Meirelles editou o seu primeiro livro para crianças: Criança Meu Amor.

Para divulgação da leitura e do livro infantil, Cecília Meirelles esteve à frente da primeira biblioteca pública infantil brasileira, localizada no Pavilhão ou Espaço Mourisco, inaugurada em 1934, na Praia de Botafogo, Rio de Janeiro. Em 1964, iniciou uma nova fase na literatura infantil brasileira ao lançar uma coletânea de poemas para crianças, chamada de Ou Isto Ou Aquilo. Fica a dica de leitura!!!

Em 1938, é publicado Cazuza, do maranhense Viriato Corrêa. Trata-se de um dos maiores sucessos da Literatura Infanto-Juvenil Brasileira. Esta relata vivências do próprio autor. É a história de um menino cujo nome é Cazuza que, depois de adulto, resolve escrever suas memorias de infância. Este vive em um lugarejo do Maranhão, no final do século XIX, e realiza seu grande desejo de entrar na escola.

Mas o primeiro dia de aula é uma grande decepção: depara-se com um ensino rígido, pois se usava a punição como principal ferramenta de controle dos alunos. A obra questiona o ensino da época, os preconceitos e, com descrições leves e bem-humoradas, traz informações do Brasil e da sua história para o público infantojuvenil.

No Brasil, a Lei nº 8.069/1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é o principal marco legal que trata da proteção integral à criança e ao adolescente. Esta incluiu o acesso à Literatura Infanto-Juvenil como um direito fundamental. Além do ECA, outras leis como a nº 10.639/2003 e a nº 11.645/2008 abordam a importância da inclusão de histórias e culturas afro-brasileiras e indígenas na educação e, nas literaturas, incluindo a Infantojuvenil.

De acordo com Zuleika Crespo (acadêmica da ACL -Academia Cabofriense de Letras, diretora da Biblioteca P.M.P.Walter Nogueira de Cabo Frio e escritora), as Literaturas Infantojuvenis “ajudam a despertar a imaginação, além de aprender o que gira ao seu redor, mostrando que são capazes de conseguir e realizar seus desejos, aprendem valores que serão necessários ao longo de sua vida ajudando também em problemas emocionais!”.

Já as literaturas infantojuvenis indígena brasileira, representadas por autores como Daniel Munduruku, Yaguarê Yamã e Cristino Wapichana, oferecem narrativas ricas sobre cosmovisões, mitos e o cotidiano nas aldeias. Essas são fundamentais para combater estereótipos e promover o conhecimento sobre a diversidade cultural brasileira. Abaixo algumas obras das literaturas indígenas infantil e juvenil:

Kabá Darebu, de Daniel Munduruku: mostra o cotidiano de um menino Munduruku, abordando costumes, brincadeiras e a relação com o meio ambiente.

Contos da Floresta, de Yaguarê Yamã: narrativas do povo Maraguá sobre seres da floresta, focadas na tradição oral.

A Boca da Noite, de Cristino Wapichana: vencedor do Prêmio Jabuti, narra a relação entre um pai e seu filho ao ouvirem o som da noite.

Falando Tupi, de Yaguarê Yamã: introduz crianças ao universo da língua tupi, explorando palavras do dia a dia.

O Sabiá e a Menina, de Daniel Munduruku: uma história sobre a vida e a morte, recheada de lirismo e sabedoria ancestral.

O povo Kambeba e a gota d’água, Márcia Kambeba: narra o início do “povo das águas”, os

Omágua/Kambeba, destacando as tradições seculares relacionadas aos rios que atravessam seus territórios. “Ser o povo das águas é motivo de alegria e honra para os que vivem na aldeia e na cidade”.

Dica de lançamento de livro infantil:

Mario Bernardo Filho (professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, biomédico, fisioterapeuta, acupunturista, escritor e diretor do Instituto Saúde.com ltda, @mariobernardofilho e @institutosaude.com.ltda) lançará seu primeiro livro infantil neste fim de semana, no Rio de Janeiro. A seguir, palavras do autor acerca do que lhe impulsionou a escrita para o público infantil:

“Uma satisfação muito grande invade meu corpo pelo fato de entrar no universo de escrever um livro infantil. Um grande desafio depois de passar muitos anos publicando inúmeros artigos científicos em nível de competição internacional relacionados aos projetos de pesquisa na área da saúde que orientei sobre terapia envolvendo atividade física. A definição do tema principal para os livros infantis foi motivo de muitas reflexões até chegar no autocuidado. Essa escolha surgiu pelas pelo fato da apresentação de palestras para alunos do ensino fundamental e médio para justificar os valores recebidos pelo órgão de fomento para as minhas pesquisas. Falar e pesquisar sobre atividade física sempre gerou em mim uma grande vibração.”

A atividade física é um dos pilares do autocuidado visando a promoção da saúde ao longo da vida de uma pessoa. Mas como conversar de atividade física no mundo infantil? Que tal deixar um órgão que é favorecido pela atividade física conversar com a criança, e talvez até com um adulto? Que tal deixar um órgão conversar sobre outros pilares do autocuidado, como a alimentação saudável, o convívio social, a interação familiar, o sono reparador?                                            

A coleção nasce com a missão de transformar a educação em saúde em uma jornada de descoberta para todos os leitores, e em particular para as crianças. Todo o planejamento da coleção envolve um material estruturado para facilitar o processo de ensino-aprendizagem, combinando fundamentação teórica (pedagogia), procedimentos práticos (técnica) e estratégias de ensino (didática).

Visa não apenas transmitir conhecimento, mas garantir que ele seja compreendido e aplicado diariamente. Visa promover também a disciplina.  A pretensão da coleção é sensibilizar a todos para praticar hábitos saudáveis por toda a vida, e não tem idade para começar a pensar no autocuidado.

No primeiro volume, o protagonista é o Coração: ‘Sou seu amigo, o coração, que apresenta às crianças e aos seus responsáveis a importância do autocuidado e de hábitos que promovem o bem-estar desde a infância’. Noções de anatomia, da fisiologia, da afetividade, do comportamento humano são mostradas de forma lúdica nesse livro.

Também surgiu a ideia de se ter uma mascote representativa do autocuidado, e aparece a gata “Care”, e noções de inglês são introduzidas, autocuidado em inglês é self-care. Diferentemente de outros livros, a proposta da obra é humanizar os órgãos do corpo, deixando cada órgão, mostrar para as crianças e até para adultos, como seus hábitos do dia a dia podem deixar o corpo com saúde. E, você, já parou para pensar na importância do autocuidado visando a promoção da saúde”.

Cabe incentivarmos a leitura desde as séries iniciais. Em tempos de Inteligência Artificial, é um enorme desafio levar o público das diversas idades e principalmente o infantojuvenil ao universo das letras. Concluímos com o pensamento de Cícero “Se temos uma biblioteca e um jardim, temos tudo”.

Renata Barcellos

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Mulheres que sonham mudar o mundo

Sesc Sorocaba destaca o espetáculo ‘Mulheres que sonham mudar o mundo’ e show do ‘Coletivo Mulheres do Choro’
 no final de semana 

Cena do espetáculo 'Mulheres que sonham mudar o mundo' - Foto de Ricardo Oba
Cena do espetáculo ‘Mulheres que sonham mudar o mundo’ – Foto de Ricardo Oba

Link de fotos 
Vídeo A menina pássara 

A programação do final de semana no Sesc Sorocaba reúne atividades para diferentes públicos, com destaque para as ações do Festival da Cultura Surda, o espetáculo Mulheres que sonham mudar o mundo e o show do Coletivo Mulheres do Choro de São Paulo, dentro do projeto Chorandinho. As atividades valorizam a diversidade de linguagens artísticas, promovendo encontros que ampliam a acessibilidade, o protagonismo da comunidade surda e a riqueza da música brasileira. 

O Festival da Cultura Surda propõe uma imersão em experiências que articulam espetáculos, vivências e ações formativas, em parceria com instituições de Sorocaba ligadas à comunidade surda. Já o projeto Chorandinho celebra um dos gêneros mais tradicionais do país, apresentando o choro em diferentes abordagens, do repertório clássico a releituras contemporâneas. 

Em paralelo à programação realizada na unidade, o Sesc Sorocaba também estará presente nas cidades de Itapetininga (sábado, 11/4) e Capão Bonito (domingo, 12/4) com o Circuito Sesc de Artes 2026

No sábado, das 10h às 15h, a área de convivência recebe a Feira de Alimentos Agroecológicos e Artesanato, comprodutos cultivados e produzidos por trabalhadores da região de Sorocaba. A iniciativa valoriza práticas sustentáveis, sem o uso de agrotóxicos, e incentiva o consumo consciente. Gratuita e aberta a todas as idades. Neste mês, a feira integra a programação do Festival da Cultura Surda e contará com a presença de tradutor-intérprete de Libras. Não se esqueça de trazer sua sacola retornável. 

Ainda no sábado, às 16h, acontece a contação de histórias Contos pá-pum, com o Grupo ÊBA!. A atividade reúne narrativas curtas, dinâmicas e bem-humoradas, com personagens inusitados e finais surpreendentes, estimulando a imaginação das crianças e a participação do público. A atividade é gratuita e tem classificação livre. Para assistir, é só chegar. 

Encerrando o sábado, às 20h, o teatro recebe o espetáculo Mulheres que sonham mudar o mundo, com o Núcleo de Teatro IGESC, como parte da programação do Festival da Cultura Surda. 

A montagem aborda questões como assédio, patriarcado e sororidade, propondo uma reflexão crítica sobre as violências estruturais e seus impactos sociais. Por meio de cenas que dialogam com o cotidiano e com experiências coletivas, o espetáculo aponta caminhos de transformação baseados na união entre mulheres. 

Com Libras integrada à encenação, a obra amplia o acesso e potencializa o discurso em cena.  

Com classificação de 18 anos, a atividade é gratuita, com lugares limitados. Os ingressos devem ser retirados com 1 hora de antecedência. 

No domingo, às 16h, o público confere o espetáculo A menina pássara, com o Grupo ÊBA!, como parte da programação do Festival da Cultura Surda. 

A montagem acompanha a trajetória de uma personagem que, em busca de identidade e pertencimento, percorre caminhos poéticos e simbólicos, encontrando diferentes formas de existir e se expressar. Nascida menina-pássara, sem asas, sem bico, sem penas, ela não canta nem voa e permanece em silêncio em seu canto. Diferente de todos, parte em busca de um lugar que seja seu, de um nome que lhe pertença e de uma identidade para sua língua. 

Com classificação livre e lugares limitados. Vendas disponíveis em centralrelacionamento.sescsp.org.br ou aplicativo Credencial Sesc SP. E presencialmente na Central de Atendimento. 

Os valores dos ingressos são R$ 12,00 (credencial plena), R$ 20,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, estudante, servidor de escola pública com comprovante, pessoas com deficiências e seu acompanhante) e R$ 40,00 (inteira). Grátis para crianças até 12 anos (necessário apresentar ingresso). 

Logo depois, às 17h, a convivência recebe o show do Coletivo Mulheres do Choro de São Paulo, dentro do projeto Chorandinho. Formado por instrumentistas de diferentes trajetórias, o grupo apresenta choros clássicos e autorais, reafirmando a força e a presença feminina na música instrumental brasileira. A apresentação é gratuita e tem classificação livre. Para assistir, é só chegar. 

O Sesc Sorocaba também conta, até o dia 16/8, com a exposição Frestas – Trienal de Artes: do caminho um rezo, com curadoria de Khadyg Fares, Luciara Ribeiro e Naine Terena. 

O projeto é apresentado ao público a partir de exposição, intervenções, performances, ocupações artísticas em espaços internos e externos à unidade do Sesc, programas públicos, ações educativas e outras atividades de diversos formatos. A 4ª edição dá continuidade às pesquisas iniciadas nas edições anteriores, reconhecendo a região de Sorocaba, bem como os interiores, como um território em que confluem as relações artísticas e comunitárias. 

Terças a sextas, das 9h às 21h30; sábados, das 10h às 20h. Domingos e feriados, das 10h às 18h30. Classificação 12 anos. Grátis.  

Em paralelo com as atividades que acontecem na unidade, o Sesc Sorocaba também estará presente nas cidades de Itapetininga (sábado, dia 11/4) e Capão Bonito (domingo, 12/4), com o Circuito Sesc de Artes 2026.  

Com atividades nas áreas de música, dança, circo, teatro, cinema, literatura, artes visuais e tecnologias, levando uma programação gratuita com espetáculos, intervenções, mediações de leitura e oficinas. Confira em sescsp.org.br/circuitosescdeartes 

Confira mais sobre essas e outras atividades da programação do Sesc Sorocaba em sescsp.org.br/sorocaba.     

SERVIÇO 

FEIRA – FESTIVAL DA CULTURA SURDA 

Feira de alimentos agroecológicos e artesanatos 

Sábado, dia 11/4, das 10h às 15h. 

Classificação livre.  Com intérprete de Libras. 

Trazer sacolas reutilizáveis 

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS – FESTIVAL DA CULTURA SURDA 

Contos pá-pum 

Sábado, dia 11/4, às 16h. 

Classificação livre. Grátis. 

Para assistir é só chegar. 

TEATRO – FESTIVAL DA CULTURA SURDA 

Mulheres que sonham mudar o mundo 

Sábado, dia 11/4, às 20h. 

Vagas limitadas. Classificação 18 anos. 

Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência. 

TEATRO – FESTIVAL DA CULTURA SURDA 

A menina pássara 

Domingo, dia 12/4, às 16h. 

Lugares limitados. Classificação livre.  

R$ 40,00 | R$ 20,00 | R$ 12,00 | Grátis para crianças até 12 anos. 

MÚSICA – CHORANDINHO 

Coletivo Mulheres do Choro de São Paulo 

Domingo, dia 12/4, às 17h. 

Classificação livre. Grátis. 

Para assistir é só chegar. 

ARTES VISUAIS 

Frestas – Trienal de Artes: do caminho um rezo 
Até dia 16/8, terças a sextas, das 9h às 21h30; sábados, das 10h às 20h. Domingos e feriados, das 10h às 18h30. 

Classificação 12 anos. Grátis. 

Sesc Sorocaba       

Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade.       

Fone: (15) 3332-9933.     

Prefira o transporte público 

Terminal São Paulo 

Linha 13: Santa Izabel/ Jd. Europa 

Linha 71: Campolim via Raposo Tavares 

Terminal Santo Antônio 

Linha 65: Campolim 

BRT 

Linha D200: Terminal Vitória Régia/ Campolim 

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