Relógio de família

Eduardo Cesario-Martínez: Conto ‘Relógio de família’

Eduardo Cesario-Martínez. Foto por Irene Oliveira
Eduardo Cesario-Martínez
Imagem criada por IA do Gemini
Imagem criada por IA do Gemini

Aquele homem era o que pode se dizer bem-nascido. De família abastada, não teve problemas enfrentados pela maioria. No entanto, não quer dizer que não guardasse mágoas e algumas rabugices. Acredite, possuía algumas, mas eis que hoje, seu aniversário de 70 anos, uma lembrança o tirou da cama mais cedo. Coisas de tempos de menino, que, não se sabe a razão, o fez compartilhá-la com amigos e parentes que o ajudaram a apagar tantas velinhas.

    Antes de cortarem o bolo, pediu que todos, não mais de 30, se acomodassem da maneira que quisessem, mas que prestassem atenção na história que tinha para contar. Aliás, não apenas sua, pois envolvia Tunico, o filho da falecida Judite, empregada da sua mãe. Pobre rapaz, cujo destino parece que não foi dos melhores, conforme o velho passou a contar.

     Pois bem, lembro-me bem desse dia, que aconteceu há exatos 60 anos, pois, assim como hoje, também era meu aniversário. Dez anos! Agora, minha idade passaria a conter dois dígitos e, é quase certo, irei para minha futura cova antes de completar três. Se bem que vovó chegou aos 102.

        Tunico, pouco mais novo que eu, me fazia as vontades nas brincadeiras. Quando não queria mais desfrutar da sua companhia, o dispensava com um “Pode ir!” e, não tardava, o moleque ia cabisbaixo para a cozinha ajudar a mãe. Isso se, por acaso, não tivesse uma cerca para ser consertada ou o jardim não precisasse de cuidados. 

        E lá estava eu montado nas costas do Tunico, que se fazia de meu cavalo, apesar das vestes puídas, quando ouvi os gritos da minha avó. Minha montaria e eu paramos a brincadeira por um instante para nos inteirar sobre a situação.

        — Quem roubou o meu relógio? Quem foi o maldito ladrão que roubou o relógio que foi do meu pai? Ou o relógio aparece agora ou, então, chamo já a polícia!

        Tunico, olhos esbugalhados, parecia assustado com tudo aquilo. Devo confessar que aquela cara de coelho desesperado diante da matilha de cães me trouxe certo regozijo. Teria sido ele o larápio? Pois foi justamente isso que o delegado Horácio, chamado às pressas por vovó, descobriu em pouco mais de uma hora.

        — Pode deixar, dona Carmem, que comigo esse pirralho abre o bico num instante.

        E não é que Tunico abriu o bico rapidinho? Resistiu a alguns safanões, mas quando disseram que era melhor falar ou sua mãe perderia o emprego, assumiu toda a culpa. E lá foi o Tunico, amarrado que nem porco, para a delegacia. A partir de então, nunca mais soube notícias dele. Quer dizer, até soube, mas não dei muita importância. Melhor ficar longe dessa gente.

        Quanto à promessa de não mandar a mãe de Tunico embora, obviamente que mamãe não poderia tê-la cumprido, ainda mais depois das súplicas de vovó, que não queria mais saber daquela gente em casa. Fez bem. Não concordam?

          Mas percebo que todos aqui estão curiosos quanto ao destino do Tunico. Como bom anfitrião, sinto-me na obrigação de lhes contar. O moleque passou alguns meses na cadeia, onde foi colocado na mesma cela dos outros bandidos, a maior parte composta de homens feitos. Que dessem jeito nele, não se pode controlar os instintos dessa corja. 

        Tunico, que nem tenho certeza ter iniciado no crime por causa do relógio de vovó, acabou se metendo com uma gangue assim que saiu da prisão. Vi, anos mais tarde, seu retrato num jornal. Estava com a garganta cortada. Quase não o reconheci, caso não fosse por aqueles olhos esbugalhados.

        E, para finalizar, o relógio nunca foi encontrado. Na certa, deve ter sido vendido a preço de banana. Esse tipo de gente não sabe apreciar as boas coisas da vida. Vovó, desolada com a perda do relógio que foi do seu pai, acabou definhando e faleceu seis meses após. Pobre alma tão bondosa, vítima de um crime cometido por gente que ela havia acolhido aqui em casa. 

        Mas deixemos de lado tais histórias tristes. Vamos festejar, pois hoje é dia de comemorar. Aposto que vocês não adivinham para quem vai o primeiro pedaço do bolo.

        A plateia, antes boquiaberta, gargalhou diante da pilhéria do anfitrião. E, após duas horas, todos foram se despedindo, até que, solitário, o aniversariante se recolheu. Já no quarto, pegou um banquinho de madeira de lei.  Um pé, depois o outro, conseguiu alcançar a porta superior do armário. O velho, quase nas pontas dos pés, visualizou uma mala bem ao fundo. Ele esticou o braço, pegou a alça e puxou a mala para si. Ele a abriu e sorriu o sorriso dos vitoriosos. Todavia, acabou se desequilibrando e, antes de cair, bateu a cabeça na cabeceira da cama. O sangue escorreu pelo tapete persa, anunciando o último suspiro do homem. Um relógio caríssimo, cuspido pelo choque da mala no chão, repousa no canto.

Eduardo Cesario-Martínez

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Quando a escrita vira herança

Pai e filho constroem mundos e reflexões na literatura nacional

Reginaldo e Diogo
Reginaldo e Diogo

A literatura tem dessas coisas bonitas: às vezes ela nasce de um vínculo, de conversas à mesa, de ideias que atravessam gerações.

É assim com Reginaldo Saulo de Andrade e Diogo Vaz, pai e filho que transformaram o afeto e a criatividade em um projeto literário chamado Pai e Filho Escritores.

Naturais de Patos de Minas (MG), eles encontraram na escrita um espaço comum para criar histórias que dialogam com o presente, questionam o futuro e, acima de tudo, emocionam.

Apesar de trajetórias diferentes, a paixão pelas palavras foi o ponto de encontro.

Reginaldo, contador de formação e com MBA em Gestão Empresarial, já flertava com a arte muito antes dos livros.

Seu primeiro contato com a escrita veio por meio da música, com composições autorais que chegaram ao Spotify, como “Eu Quero Ver”, “Enquanto o Padre Diz Amém” e “I’m Leaving You”.

Já a literatura entrou em cena no fim de 2022, quando decidiu, ao lado do filho, dar vida a um projeto ousado e cheio de significado.

Desde então, a dupla já lançou três livros, todos com um ponto em comum: usar a ficção como espelho para reflexões atuais.

Em “Epic Adventure – O jogo que mudou o mundo”, pai e filho mergulham na ficção científica para contar a história de quatro adolescentes que criam um jogo de realidade virtual.

O que começa como um projeto promissor se transforma em um pesadelo quando um hacker assume o controle do sistema e faz com que a morte no jogo signifique a morte na vida real.

Entre ação, suspense e tecnologia, a obra provoca uma reflexão inquietante sobre limites, responsabilidade e as consequências do mundo digital.

“Entre dois mundos” apresenta uma narrativa mais sensível e filosófica.

Lucas, um jovem sargento em missão em um planeta distante, possível novo lar da humanidade após a destruição da Terra, acorda ferido em uma UTI e conhece Mariana, uma jovem em estágio avançado de câncer.

A partir dessa relação, ele passa a reconstruir memórias de duas vidas distintas, descobrindo que a existência pode ser muito mais complexa, coincidente e misteriosa do que parece.

O mais recente lançamento, “2057 – Heranças do Caos”, leva o leitor a um cenário pós-apocalíptico, onde sete jovens tentam sobreviver em meio a criaturas mutantes e à ausência de ordem.

A esperança de reconstrução é colocada à prova quando um cientista cruel sequestra duas das garotas para experiências que buscam controlar as mutações.

Uma história intensa sobre sobrevivência, ética e humanidade.

Além dos romances, Reginaldo também assina o conto “Fogos da Meia-Noite”, uma obra forte e necessária.

Inspirado nos recentes acontecimentos ligados à segurança pública e ao combate ao crime organizado no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, o texto nasce como um desabafo.

Enquanto discursos se dividem entre defender criminosos ou policiais, o conto dá voz a quem quase nunca é ouvido: as pessoas comuns que vivem sob o medo, o silêncio e os impactos diários dessa realidade.

A obra é dedicada aos policiais, trabalhadores que atuam na linha de frente, mas também é, sobretudo, um grito em defesa da população esquecida.

Mesmo reconhecendo as dificuldades enfrentadas pelos autores nacionais em um mercado cada vez mais competitivo, Reginaldo e Diogo seguem firmes.

Escrevem porque acreditam.

Porque sabem que histórias têm o poder de tocar, questionar e transformar.

Pai e filho, lado a lado, mostram que a literatura também pode ser herança, não apenas de sangue, mas de ideias, sensibilidade e coragem para contar histórias que importam.

REDES SOCIAIS DOS AUTORES

FOGOS DA MEIA NOITE

SINOPSE

A meia-noite marca o ponto onde o dia chega ao fim.

É o instante em que a culpa, o medo e a verdade se cruzam, e nenhum deles sai ileso.

Um policial à beira do colapso emocional.

Um sargento que aprendeu a resistir sem se vitimizar.

Uma menina que carrega a inocência ferida.

E um homem que, moldado pela miséria e, sobretudo por suas escolhas, se torna o próprio reflexo da injustiça que o criou.

Em meio à escuridão moral, cada um desses personagens será levado ao limite.

Entre o dever e o arrependimento, entre a vingança e a redenção, descobrem que o verdadeiro inimigo talvez esteja dentro de si mesmos.

Com linguagem intensa e sensível, Reginaldo Andrade entrega um conto policial com alma literária, uma jornada pelos labirintos da mente e pelas sombras da sociedade.

Inspirado na epígrafe de Albert Camus, Fogos da Meia-Noite fala sobre o abismo que nos habita, e sobre o “verão invencível” que ainda resiste no coração humano.

2057 – HERANÇAS DO CAOS

SINOPSE

Após ter sido devastada pela Terceira Guerra Mundial, a Terra tornou-se um campo de sobrevivência hostil, povoado por criaturas mutantes nascidas da alteração do DNA dos seres vivos por vírus e bactérias alienígenas trazidos por um meteoro.

Nesse cenário, Matheus sobrevive graças ao seu traje robótico.

Ao encontrar outros sobreviventes, ele cria novas armaduras para protegê-los, e juntos formam um grupo decidido a recomeçar em meio ao caos.

Mas a esperança se transforma em desespero quando um cientista cruel sequestra duas das garotas para usá-las em experimentos sombrios, determinado a controlar as mutações, uma delas é Anne, por quem Matheus mantém uma paixão não correspondida.

A partir daí, inicia-se uma trama eletrizante, marcada por ação, suspense e romance, onde cada decisão pode significar a diferença entre a vida e a morte.

Prepare-se para uma aventura intensa, que vai desafiar seus limites e tirar o fôlego até a última página.

Assista às resenhas do canal @oqueli no YouTube

OBRAS DOS AUTORES

Epic Adventure
Epioc Adventure

Entre dois mundos
Entre dois mundos

Fogos da meia noite
Fogos da meia noite

2057 - Heranças do Caos
2057 – Heranças do Caos

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Lavanda, amor em flor

Ella Dominici: Poema ‘Lavanda, amor em flor’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada por IA da Meta
Imagem criada por IA da Meta

antes de encontrar-te em sonhos
para assim atingir minha utopia
lavei-me toda todo tudo em lavanda
mãos impregnadas pela essência
teceram um jardim na pele
e em todos os escondidos
cantos floriu e riu

Violácea flor
cor de tanto amor campanil
se espreguiçou com voz
em falsete perfumando
a evolução dos sentidos
tranquila? paixão que aniquila!
todos sentidos coloridos de erva-anil

minha alma será eterna perfumada
será muda fala esperantista
ao despertar de mais utopias
esta ciranda inocente quase infantil
sangra, lava-me e leva-me a amar-te
LAVANDA…
Lavande, merci, je t’aime

Ella Dominici

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Cavalguei por um século

Evani Rocha: Poema ‘Cavalguei por um século’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada por IA da Meta – 22 de dezembro de 2025,
às 16:00 PM

Cavalguei por um século
Por escarpas e vales…
Cavalguei em teu corpo por muitas idas e vindas…
Em areia escaldante me banhei!
Por um século, de tuas mãos em prece –
Perdoei os tropeços e equívocos.
As flores murchas e os botões que nunca se abriram…
Entre margaridas brancas e girassóis –
cavalguei nos sonhos dos heróis …
Dos pesadelos – os sussurros e desapegos…
Por um século no céu de tua boca, todas as estrelas!
E nas noites de Lua cheia a solidão, prostrada no terreiro…
Em teu corpo a eterna espera, o deserto e a imensidão…
Tão utópica quanto o oásis que nunca encontramos!

Evani Rocha

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De la dimensión óntica y ontológica del saber

Julián Alberto Guillén López

‘De la dimensión óntica y ontológica del saber’

Julián Alberto Guillén López
Julián Alberto Guillén López
Imagem criada por IA da Meta
Imagem criada por IA da Meta

Leyendo acerca de la doctrina fenomenológica de Heidegger pude rescatar lo siguiente: “La mente debe expandirse continuamente hacia lo que no entiende.” O en palabras de Heidegger: “Sin embargo para el pensar es más saludable andar en lo que extraña (como desconocimiento) que instalarse en lo comprensible”.

Es decir, que la mente debe vislumbrar hacia el aprehendimiento de lo ente, para así mismo dar el paso a lo Sein (a lo que Es). Hablando en términos generales, no terminamos de captar la vivencia de los objetos hasta que los entendemos en su dimensión de existentes (como manifestación) y de entes (como objetos).

Sin esa apertura el conocimiento no termina de ser actualidad, lo cual lo convierte en incompleto. Conocer es mirar hacia algo y comprenderlo (abarcarlo), que también es, ser-ahí en el instante o acontecer.

Cuando me lanzo a la persecución del conocimiento de algo estoy siendo y existiendo. Me trasciendo como sujeto y es de ahí que el conocimiento como algo intangible se vuelva en un objetivo tangible de la búsqueda de estabilidad humana.

El reconocer que desconozco debe apuntarme al camino del saber. Esa ausencia implica una esencia, la cual al ser reconocida por mí habla de su existencia y necesidad de reconocimiento.

Lo que acaece es entonces posibilidad y excedencia de ser en relación a lo que es.

En términos mucho más simples, aquello que conozco es insignificante frente al conjunto que abarca lo que desconozco. Ergo, debería procurar guardar con denuedo lo que sé, pero estar abierto a la posibilidad de lo que es. Ya que este sigue siendo más inmenso.

Como diría Isaac Newton: “Lo que sabemos es una gota de agua; lo que ignoramos es el océano”. O en mi reinterpretación: “Lo que sé es un grano de arena en el mar infinito de la sabiduría”.

Julián Alberto Guillén López

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Festa da Família

Festa da Família celebra conquistas do Programa AABB Comunidade em Manhuaçu

Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santos

Na noite de terça-feira, 16 de dezembro, o salão de eventos da AABB de Manhuaçu/MG foi palco de uma grande confraternização: a Festa da Família AABB Comunidade, que marcou o encerramento de mais um ano de atividades do programa socioeducativo que há mais de duas décadas transforma vidas na cidade.

Educação e cidadania em foco:

O Programa AABB Comunidade, fruto da parceria entre a Prefeitura de Manhuaçu – por meio da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social – e a Fundação Banco do Brasil, atende atualmente 130 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Divididos em dois turnos, os participantes têm acesso a alimentação, atividades pedagógicas, culturais, esportivas e de lazer, além de aulas de música, artes, reforço escolar e práticas esportivas.

Mais do que complementar a educação formal, o projeto busca promover o desenvolvimento integral, estimulando valores como solidariedade, respeito e convivência cidadã.

Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santos

Apresentações e emoção:

Durante a festa, os alunos encantaram os familiares com apresentações musicais conduzidas pelo educador social Jackson Kennedy dos Santos. Outros educadores mostraram, por meio de vídeos, o trabalho realizado ao longo do ano:

  • Fabrício Souza Santos (Artes/Desenho): atividades de desenho à mão livre, arte final e colorido, com temáticas de histórias em quadrinhos, super-heróis, flores e caricaturas.
  • Emerson Teixeira (Educação Física): práticas voltadas para o trabalho em equipe, cooperação e desenvolvimento motor. Apresentou algumas atividades realizadas durante o ano, onde o professor demonstra atividades que desenvolve trabalho em equipe, cooperatividades (a qualidade de cooperar, de trabalhar junto com outras pessoas para alcançar um objetivo comum, baseando-se em princípios de solidariedade, democracia e benefício mútuo, onde todos ganham ao unir esforços), além de habilidades físicas e motoras desenvolvendo o convívio social.
  • Maria José Ferreira de Oliveira (Apoio Pedagógico): reflexões sobre o papel da educação na formação de caráter e valores.
Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santos

A coordenadora Vera Lúcia Domingues destacou: “No projeto AABB Comunidade, a educação é o compromisso diário, é acolhimento, é desenvolvimento humano e social. Aqui, educar é plantar hoje para transformar o amanhã.”

Confraternização e reconhecimento:

Nos intervalos das apresentações, foram realizados sorteios de brindes para os familiares. A prefeita Maria Imaculada Dutra Dornelas e a secretária de Trabalho e Desenvolvimento Social, Sandra Arminda de Melo Santos Gomes, elogiaram a organização do evento e agradeceram à equipe do projeto, formada por educadores sociais, cozinheiras Kelly Cristina da Silva e Maria Lúcia Ferreira, além do motorista José Pedro Oliveira.

Para fechar a noite, os presentes saborearam o tradicional ‘pão com linguiça’ acompanhado de refrigerantes, preparados com carinho pelas cozinheiras da AABB Comunidade.

Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santos

Mais de 20 anos de impacto social:

Com mais de duas décadas de atuação em Manhuaçu, o AABB Comunidade segue firme em sua missão de oferecer oportunidades e esperança a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. O programa reafirma, ano após ano, seu papel essencial na valorização da cultura, na formação cidadã e no fortalecimento dos laços comunitários.

Comendador Fabrício Santos

Outras fotos da confraternização

Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santos
Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santo
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santo

Festa da Família AABB Comunidade - Fotos por Fabrício Santo
Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santo

Festa da Família AABB Comunidade – Fotos por Fabrício Santo

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Não temo o meu morrer poético

‘Não temo o meu morrer poético’ é um livro de poesias romântico, visceral e sofrido. Não é apenas um livro de poesias, mas um soco no estômago

Capa do livro 'Não temo o meu morrer poético', de Letícia Mariana
Capa do livro ‘Não temo o meu morrer poético‘,
de Letícia Mariana

Este não é apenas um livro de poesias. É um olhar poético nas circunstâncias realistas. Quando lemos cada verso, nós percebemos que, por mais mórbida que seja uma realidade, há beleza no que chamamos de vida! Não proponho um livro mediano. Quero um soco no estômago, contudo satisfatório e saudável.

Quem diria! Os poetas não morreram. E as poetas sobrevivem a cada morte fatal. Sou poeta e vivo agora, escrevo como se jamais fosse morrer; ou como se já estivesse morta.

Em seu novo livro, Mariana propõe um soco no estômago poético. Em suas redes sociais, Letícia fez um lançamento on-line para divulgação de seu livro.

Não temo o meu morrer poético que está pela primeira vez em formato físico. A obra de Letícia, anteriormente publicada em formato e-book, também foi utilizada na pesquisa “‘Cê nem parece autista’: O movimento anticapacitista na literatura de mulheres autistas”, de Sílvia Ester Orrú, da Universidade de Brasília.

Para comprar o livro, basta acessar o site da UICLAP.

Sobre a autora

Letícia Mariana
Letícia Mariana

Letícia Mariana é podcaster, influenciadora digital, jornalista em formação, editora do jornal Atípico, palestrante e escritora com cinco livros publicados,

Diagnosticada com autismo nível 1 de suporte e ativista na causa autista.

Já debateu em rádios cariocas e participou de encontros virtuais internacionais.

Redes sociais

Outros livros da autora

Intelecto Drama
Intelecto Drama

Mágoas Sob Doces e Sangues
Mágoas Sob Doces e Sangues

Entre Barbantes
Entre Barbantes

Gabriel Nasceu na Favela
Gabriel Nasceu na Favela

O Quarto de Alice
O Quarto de Alice

A Mente do Bebê
A Mente do Bebê